
Clube Cético
A terra está se expandindo? Versão conspiratória sobre a pangéia
Autor: Utilizador Removido | Categoria: Ceticismo | Exibições: 16693 Comentários: 74

Citação de: Narkus em 10 de Setembro de 2007, 02:58:14
Não observei ninguém apresentar, até este ponto, nenhum dado que valide a hipótese da expansão. Só vi um vídeo de um gordinho inflando uma bexiga, digo, o planeta Terra.
[...]
Essa questão sobre a expansão da terra é extraordinária, mas você não apresentou argumentos que possam questionar a validade desta teoria. Um aumento do calor interno da terra talvez podesse "dilatar" o manto expandindo a terra.
[...]
Não observei ninguém apresentar, até este ponto, nenhum dado que valide a hipótese da expansão. Só vi um vídeo de um gordinho inflando uma bexiga, digo, o planeta Terra.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 02/04/2010, 19:00

Citação de: RainorX em 10 de Setembro de 2007, 10:36:47
O processo que controla as marés geralmente é eustático (nível de base - oceano - que depende do volume total de água livre e do volume total das bacias ocoeânicas) enquanto que a elevação ou rebaixamento de ilhas (e partes de continentes) é um processo isostático (carga exercida ou aliviada sobre a placa pela quantidade de massa).
Se o planeta está "inchando" e a quantidade de água continua a mesma, os oceanos deveriam estar retrocedendo, correto? Mas o que eu leio diz que as marés estão cada vez mais altas e que muitas ilhas do Pacífico estariam submergindo.
O processo que controla as marés geralmente é eustático (nível de base - oceano - que depende do volume total de água livre e do volume total das bacias ocoeânicas) enquanto que a elevação ou rebaixamento de ilhas (e partes de continentes) é um processo isostático (carga exercida ou aliviada sobre a placa pela quantidade de massa).
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 02/04/2010, 19:04

Citação de: 1985 em 10 de Setembro de 2007, 11:05:05
Uma explicação será dada em um texto que está sendo preparado.
Citação de: 1985 em 10 de Setembro de 2007, 11:05:05
Após o resfriamento o volume diminui por conta da saída de fluídos do sistema, e com isto há um pequeno aumento na densidade, pois a quantidade de massa fica praticamente a mesma.
Pelo menos outros 5 bilhões de anos, segundo estimativas de Faure (1986)* entre outros geocientistas.
* Principles of Isotopic Geology. Wiley.
Não sei por que as placas de expandiriam somente nas extremidades então. Por que é somente assim que pode ocorrer, por se há um aumento de volume como em uma bexiga, haveria terremotos em áreas bem no meio de placas tectônicas, como no Brasil. O relevo seria terrivelmente acidentado. Como não é isso que ocorre, se as placas téctônicas crescem, deve ser só nas suas extremidades, precionando umas as outras. Também não há razão alguma para o aumento destas placas. Se existir muita pressão do magma, simplesmente este rompe a placa e surge algum vulcão, o que vai ocasionar aumento da crosta terrestre.
Uma explicação será dada em um texto que está sendo preparado.
Citação de: 1985 em 10 de Setembro de 2007, 11:05:05
Alguém aqui sabe me dizer se um metro cubico de magma, quando solidificado devido as resfriamento, significa 1m cubico de matéria sólida, como basalto? Se o magma estiver esfriando, talvez o planeta inche com a solidificação do magma que precionaria as placas tectônicas e tudo acima para cima. Mas para o planeta inteiro esfriar, acho que levaria bilhões de anos. Ainda vai existir atividade geológica aqui por muito muito tempo.
Após o resfriamento o volume diminui por conta da saída de fluídos do sistema, e com isto há um pequeno aumento na densidade, pois a quantidade de massa fica praticamente a mesma.
Pelo menos outros 5 bilhões de anos, segundo estimativas de Faure (1986)* entre outros geocientistas.
* Principles of Isotopic Geology. Wiley.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 02/04/2010, 19:17

Citação de: Buckaroo Banzai em 10 de Setembro de 2007, 16:46:27
Digamos que a Terra tenha se expandido de tal modo que hoje a gravidade representasse 50,00% do que era no Jurássico. O que isto representaria para a vida terrestre?
Citação de: Angelo Melo em 09 de Setembro de 2007, 22:28:28Pseudociência.
[...]
Se a Terra tivesse crescido sem aumento de massa, a gravidade antigamente seria muito maior, não? Com um diâmetro menor? :como:
Digamos que a Terra tenha se expandido de tal modo que hoje a gravidade representasse 50,00% do que era no Jurássico. O que isto representaria para a vida terrestre?
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 02/04/2010, 19:26

Citação de: Quasar em 11 de Setembro de 2007, 11:53:34
Seria adicionar mais uma complicação para algo já... complicado.
Se o planeta estivesse se expandindo manteria a massa, pois não se conhece nenhum processo de criação de matéria em escala de planeta.
Se é que existe este processo em qualquer escala.
Credo . . . que tópico mais doido.
Aproveitando para participar.
Se a Terra está se expandindo não deveria estar ocorrendo um aumento de massa? E esta matéria estaria vindo de onde?
Seria adicionar mais uma complicação para algo já... complicado.
Se o planeta estivesse se expandindo manteria a massa, pois não se conhece nenhum processo de criação de matéria em escala de planeta.
Se é que existe este processo em qualquer escala.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 02/04/2010, 19:29

Citação de: Buckaroo Banzai em 13 de Setembro de 2007, 10:27:56
Os dados indicam que a formação da Terra ocorreu de maneira síncrona aos demais corpos principais do Sistema Solar (há exceções, mas não é o caso de se discutir isto agora). A hipótese da Nebulosa é ainda a mais amplamente aceita. Segundo esta hipótese, a poeira estelar (na realidade, elementos químicos formados em megaestrelas) e gases sob rotação sob efeito da gravidade geraram as condições para a formação do Sol.
Uma pequena quantidade de matéria que não compôs a nossa estrela (a chamada nebulosa solar) começou a resfriar e propiciou a formação dos núcleos dos planetas interiores, ditos rochosos, e dos exteriores, ditos gasosos. Alguns estudos sugerem que estes núcleos planetários podem ter surgido e crescido rapidamente, em menos de 15 milhões de anos (Ahrens, 1994)1.
Após a fase de nebulosa solar, veio a coalescência planetesimal, isto é, pequenas porções de matéria já sólidas (e com uma pequena fração líquida) com até 1 Km de diâmetro começaram a se juntar e formar massas cada vez maiores até chegarem ao tamanho (volume) atual e, estima-se, em menos de 100 milhões de anos (Wheterill, 19902; Woolfson, 20003).
O que levou o material coalescido da Terra a fundir? Os modelos mais recentes sugerem que a conversão de energia cinética em calor pelo impacto dos planetesimais e corpos maiores e mais a absorção de partículas provenientes de material radioativo (urânio principalmente), com emissão de partículas cuja energia de movimento é absorvida como calor pelo material de entorno.
Entre os impactos, especulasse que houve um que resultou na formação da Lua, há cerca de 4,5 bilhões de anos, e na formação de uma camada com centenas de quilômetros de espessura de material derretido proveniente da fusão de 30% a 60% do material terrestre primitivo. Por conta deste impacto e por um processo muito pouco conhecido e, portanto, sujeito a revisões, resultou que a Terra teve uma estratificação exótica e de curta duração: na parte externa material mais denso e no interior menos denso e com mais fluidez.
Com o tempo houve o re-equilíbrio térmico e dinâmico que propiciou o mergulho do material externo, principalmente ferro e níquel, para o interior, formando o núcleo central, sólido devido a pressão, e um núcleo externo, líquido. Como contraponto o material menos denso e agora mais quente foi carreado para a superfície, levando a uma perda maciça de calor por irradiação e com isto solidificando-se e formando uma crosta primitiva. Entre a crosta e o núcleo formou-se o manto.
A explicação sobre a formação de placas, massas continentais e de Supercontinentes será feito na sequência.
Ah, e sobre a suposta expansão da Terra.
1. The origin of the Earth. Physics Today 47: 38-45
2. Formation of the Earth. Annual Review of Earth Planetary Sciences 8: 206-256
3. The origin and evolution of the solar system. Astronomy and Geophysics 41: 1.2-1.18
[...]
A formação da Terra, se não me engano, ainda é explicada junto com a formação do sistema solar todo, nuvem de partículas se aglomerando por ação da gravidade, o sol se formando lentamente no centro de um disco que gira em torno, com primeiramente pequenos aglomerados, quase que asteróides, se chocando violentamente, até pequenos planetas em meio a um monte de colisões de corpos menores, que vão diminuindo aos poucos, sendo agregados aos planetas... nisso os planetas rochosos ainda são como que de rocha derretida apenas, e conforme a coisa vai se acalmando, a crosta vai se formando por resfriamento e também se quebrando de vez em quando, e dando início a esse processo todo.
Os dados indicam que a formação da Terra ocorreu de maneira síncrona aos demais corpos principais do Sistema Solar (há exceções, mas não é o caso de se discutir isto agora). A hipótese da Nebulosa é ainda a mais amplamente aceita. Segundo esta hipótese, a poeira estelar (na realidade, elementos químicos formados em megaestrelas) e gases sob rotação sob efeito da gravidade geraram as condições para a formação do Sol.
Uma pequena quantidade de matéria que não compôs a nossa estrela (a chamada nebulosa solar) começou a resfriar e propiciou a formação dos núcleos dos planetas interiores, ditos rochosos, e dos exteriores, ditos gasosos. Alguns estudos sugerem que estes núcleos planetários podem ter surgido e crescido rapidamente, em menos de 15 milhões de anos (Ahrens, 1994)1.
Após a fase de nebulosa solar, veio a coalescência planetesimal, isto é, pequenas porções de matéria já sólidas (e com uma pequena fração líquida) com até 1 Km de diâmetro começaram a se juntar e formar massas cada vez maiores até chegarem ao tamanho (volume) atual e, estima-se, em menos de 100 milhões de anos (Wheterill, 19902; Woolfson, 20003).
O que levou o material coalescido da Terra a fundir? Os modelos mais recentes sugerem que a conversão de energia cinética em calor pelo impacto dos planetesimais e corpos maiores e mais a absorção de partículas provenientes de material radioativo (urânio principalmente), com emissão de partículas cuja energia de movimento é absorvida como calor pelo material de entorno.
Entre os impactos, especulasse que houve um que resultou na formação da Lua, há cerca de 4,5 bilhões de anos, e na formação de uma camada com centenas de quilômetros de espessura de material derretido proveniente da fusão de 30% a 60% do material terrestre primitivo. Por conta deste impacto e por um processo muito pouco conhecido e, portanto, sujeito a revisões, resultou que a Terra teve uma estratificação exótica e de curta duração: na parte externa material mais denso e no interior menos denso e com mais fluidez.
Com o tempo houve o re-equilíbrio térmico e dinâmico que propiciou o mergulho do material externo, principalmente ferro e níquel, para o interior, formando o núcleo central, sólido devido a pressão, e um núcleo externo, líquido. Como contraponto o material menos denso e agora mais quente foi carreado para a superfície, levando a uma perda maciça de calor por irradiação e com isto solidificando-se e formando uma crosta primitiva. Entre a crosta e o núcleo formou-se o manto.
A explicação sobre a formação de placas, massas continentais e de Supercontinentes será feito na sequência.
Ah, e sobre a suposta expansão da Terra.
1. The origin of the Earth. Physics Today 47: 38-45
2. Formation of the Earth. Annual Review of Earth Planetary Sciences 8: 206-256
3. The origin and evolution of the solar system. Astronomy and Geophysics 41: 1.2-1.18
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 02/04/2010, 20:21

Na última postagem foi explicada sinteticamente a formação do Sistema Solar, incluindo o planeta Terra, bem como a estruturação interna deste, chamada de diferenciação primordial.
A influência do calor de impacto caiu rapidamente, de tal maneira que em um dado momento houve o predomínio do calor gerado pelos elementos químicos radioativos, que estavam quase todos no manto por conta da primeira diferenciação.
Portanto, sugere-se que a partir deste momento as correntes de convecção começaram a sua atuação, como conseqüência do aquecimento e subida de material mantélico próximo às fontes maiores de radiação e do arrefecimento e descida deste material em regiões mais afastadas. Em outras palavras, o principal mecanismo para transporte das futuras placas tectônicas havia se instalado.
Os primeiros 200 milhões de anos do planeta apresentaram uma alternância de formação e destruição de crosta essencialmente basáltica. Mas neste período os elementos químicos menos densos, tais como silício, alumínio, cálcio, magnésio e potássio começaram a gradativamente a se concentrar mais próximos da superfície, inclusive formando os primeiros minerais superficiais com base na combinação com oxigênio.
Em algum dado momento, por volta dos primeiros 250 milhões de anos, houve a formação de uma crosta continental primitiva e que não foi re-absorvida. Portanto, as rochas “graníticas” mais antigas provavelmente se formaram por volta de 4,35 bilhões de anos, na porção média do Eon Hadeano.
Assim sugere-se que neste tempo já existia um tipo primitivo tanto de crosta continental, como oceânica. É possível que um processo semelhante à Tectônica de Placas já atuasse então, mas não há como corroborar esta afirmação, pois não foram observadas as feições diagnósticas deste processo nas rochas mais antigas.
Há pouco tempo foram descritas rochas do tipo ‘greenstone belt’ no Canadá com idade estimada em 4,28 bilhões de anos (http://www.livescience.com/environment/080925-oldest-rocks.html). O ‘greenstone’ é uma mistura de rochas basálticas e sedimentares. A presença de rochas sedimentares indica uma crosta anterior, portanto mais velha, pois sedimentos só se formam a partir de rochas magmáticas ou metamórficas pré-existentes.
Provavelmente se formaram vários núcleos de crosta continental, de tal modo que os geocientistas afirmam que os escudos (porções continentais com as rochas mais antigas) são os núcleos sobreviventes. Eles são encontrados no Canadá, EUA, Rússia, Austrália, Brasil e África do Sul.
Estes escudos, todos com idades absolutas maiores que 3,2 bilhões de anos e que marcam o final do eon Hadeano e o início do eon Arqueano, apresentam os seguintes indícios de Tectônica de Placas: rochas ofiolíticas, prismas de acreção e melanges, mas que foram muito retrabalhados por tectonismo e metamorfismo.
Por fim, há cerca de 2,6 bilhões de anos, no final do eon Arqueano, formou-se o mais antigo super continente conhecido, o Kenorano, que teria aglutinado os continentes da Laurência, Báltica, oeste australiano e Kalahari. Ele teria durado cerca de 100 milhões de anos.
Na sequência surgiram os supercontinentes Colúmbia, Rodínia, Pannotia e o Pangea. O Colúmbia existiu entre 2,4 e 1,9 bilhões de anos, portanto no eon Proterozóico Inferior, e reuniu a Laurência, Groenlândia, Báltica, Kalahari e a África Ocidental.
O Rodínia formou-se por volta de 1,1 bilhões de anos, na porção final do eon Proterozóico Médio, e consistia de duas grandes massas com um pequeno paleo-mar interior, o Mirovoi. De um lado estavam a Índia, Austrália, Sibéria, Antártida, China Sul, China Norte e Kalahari. Do outro estavam a Laurência, São Francisco, Congo, Rio de La Plata, Amazônia, Báltica e Oeste Africano.
O Pannotia, com idade de 630 milhões de anos, e que representa a parte final do Proterozóico Superior, aglutinava o mega continente Gondwana (Austrália, Antártida, Índia, África, América do Sul e Deserto do Saara) separado de porções menores como a Báltica, a Laurência, a Sibéria, a Avalônia, a China Sul e a China Norte. A separação era dada pelos paleo-oceanos Tethys e Iapetus. Ao largo existia o macro paleo-oceano Pantalassa.
Por fim, o Pangea, o último supercontinente, formou-se há 237 milhões de anos (eon Fanerozóico, era Paleozóica, período Triássico) e é o mais bem conhecido por todos.
Cabe lembrar que todos os continentes surgiram dos núcleos de crosta continental e foram aumentando por conta da acreção tectônica de terrenos exóticos. A formação dos supercontinentes é um processo dinâmico caótico e ocorre pelo movimento convergente de massas continentais.
Acho que isto esclarece as dúvidas sobre a formação da Terra e sua estruturação, bem como do desenvolvimento do mecanismo de convecção, da formação da crosta e dos supercontinentes.
Agora quanto à hipótese da Expansão da Terra.
Dos vídeos. O primeiro não está mais disponível. O segundo só mostra um gordinho sentado em um sofá inflando uma bexiga, digo, o planeta Terra. O terceiro vídeo é somente uma animação com conteúdo infame. Eu relutei em assisti-lo no momento que o locutor afirma, aos 52 segundos de narração, que “era ridícula a teoria que afirmava que a Índia flutuou sobre o fundo oceano (sic) e aí bateu na Ásia”. Mas tomei coragem e fui até o final. Como síntese ele propõe que a Índia sempre esteve junto à Ásia, porque não há um mecanismo que “propulsionasse-a” de encontro ao continente asiático; o Himalaia surgiu como produto de um deslizamento da parte superior da Ásia junto à Índia durante a expansão, resultando em dobramentos; a Itália tem situação análoga ao da Índia (sempre esteve na Europa e os Alpes são o deslizamento da Europa junto à Itália) e que só existiu um supercontinente, o Pangéia.
Em respeito aos verdadeiros cientistas que hipotetizaram a expansão da Terra, eu fiz uma pequena pesquisa abaixo resumida.
O autor ocidental mais antigo a sugerir que a Terra teve alguma expansão sem acréscimo de massa foi Descartes, em sua obra Princípios de Filosofia (1644). E a expansão teria ocorrido porque a Terra possuía um “fogo” interno semelhante ao Sol e antes da parte externa ficar sólida.
Em 1889, o geólogo italiano Roberto Mantovani publicou um trabalho sobre a expansão do planeta bem como sobre o movimento relativo dos continentes (drift), portanto 22 anos antes de Alfred Wegener escrever sobre a Deriva Continental.
A idéia foi retomada em 1956, pelo geólogo australiano Samuel Warren Carey. Ele afirmou que a expansão da Terra seria coerente com a expansão do Universo, bem como propôs mecanismos de aumento de massa planetária.
Argumentos contrários à expansão da Terra.
a) Não há nenhum mecanismo plausível que explique a expansão.
Mesmo que houvesse a expansão, ela teria um limite, pois do contrário, haveria o colapso da parte sólida sobre o espaço vazio interior. A não ser que haja outro mecanismo, mais implausível ainda, de criação de massa concomitante à expansão.
b) Não há nenhuma evidência astronômica para a expansão da Terra.
A expansão causaria mudanças no padrão orbital da Lua e no padrão de marés, por exemplo.
c) Não há evidências de alterações: na órbita de satélites; na medição de distância entre dois pontos geodésicos conhecidos; no funcionamento do GPS ou do GLONASS.
Aqui dependeria da suposta taxa de expansão, mas mesmo a uma taxa de 0,5mm/ano como proposto por Egyed (1956), já teria sido seria detectada.
d) Não explica como existiram outros supercontinentes.
Antes do Pangea existiram pelo menos 4 supercontinentes, sendo que o mais antigo tem 2,5 bilhões de anos. Pela hipótese de expansão só seriam possíveis outros supercontinentes se houvesse uma ou mais... contrações, o que é ainda mais implausível.
e) Não explica a rotação de um ponto geodésico.
Todos os continentes apresentaram rotações intensas ao longo de seus deslocamentos. Isto pode ser quantificado por medições paleomagnéticas.
f) Não explica a subducção.
Em uma superfície em constante crescimento (crosta em distensão) não há um mecanismo que permita gerar a subducção de uma placa, pois que esta precisa se realizar em um ambiente de compressão local.
g) Não explica a formação de montanhas.
Pela explicação do vídeo 3 não pode se formar montanhas, pois o deslocamento horizontal das placas continentais ocorre como movimento distensivo e não por esforço compressivo na face oposta da placa proveniente da abertura oceânica como no caso da Tectônica de Placas.
h) Não explica a diferença de idade entre as placas oceânicas e as continentais.
Se tivesse ocorrido a expansão do planeta, as rochas dos fundos oceânicos mais antigos deveriam ter uma idade semelhante às das rochas continentais mais antigas. Mas, enquanto estas datam de 4,28 bilhões de anos aquelas datam de no máximo 210 milhões de anos.
i) Não explica o comportamento do nível eustático (oceanos)
A profundidade dos oceanos deveria ser muito maior do que é hoje. Mas não há um só indício disto. Pelo contrário. A quantidade de depósitos sedimentares continentais mostra que houve um crescimento contínuo da superfície acima do nível dos oceanos.
Estes argumentos são suficientes para demonstrar o quão de implausível é a hipótese de expansão da Terra, sem a necessidade de recorrer a um maior conhecimento geológico.
A influência do calor de impacto caiu rapidamente, de tal maneira que em um dado momento houve o predomínio do calor gerado pelos elementos químicos radioativos, que estavam quase todos no manto por conta da primeira diferenciação.
Portanto, sugere-se que a partir deste momento as correntes de convecção começaram a sua atuação, como conseqüência do aquecimento e subida de material mantélico próximo às fontes maiores de radiação e do arrefecimento e descida deste material em regiões mais afastadas. Em outras palavras, o principal mecanismo para transporte das futuras placas tectônicas havia se instalado.
Os primeiros 200 milhões de anos do planeta apresentaram uma alternância de formação e destruição de crosta essencialmente basáltica. Mas neste período os elementos químicos menos densos, tais como silício, alumínio, cálcio, magnésio e potássio começaram a gradativamente a se concentrar mais próximos da superfície, inclusive formando os primeiros minerais superficiais com base na combinação com oxigênio.
Em algum dado momento, por volta dos primeiros 250 milhões de anos, houve a formação de uma crosta continental primitiva e que não foi re-absorvida. Portanto, as rochas “graníticas” mais antigas provavelmente se formaram por volta de 4,35 bilhões de anos, na porção média do Eon Hadeano.
Assim sugere-se que neste tempo já existia um tipo primitivo tanto de crosta continental, como oceânica. É possível que um processo semelhante à Tectônica de Placas já atuasse então, mas não há como corroborar esta afirmação, pois não foram observadas as feições diagnósticas deste processo nas rochas mais antigas.
Há pouco tempo foram descritas rochas do tipo ‘greenstone belt’ no Canadá com idade estimada em 4,28 bilhões de anos (http://www.livescience.com/environment/080925-oldest-rocks.html). O ‘greenstone’ é uma mistura de rochas basálticas e sedimentares. A presença de rochas sedimentares indica uma crosta anterior, portanto mais velha, pois sedimentos só se formam a partir de rochas magmáticas ou metamórficas pré-existentes.
Provavelmente se formaram vários núcleos de crosta continental, de tal modo que os geocientistas afirmam que os escudos (porções continentais com as rochas mais antigas) são os núcleos sobreviventes. Eles são encontrados no Canadá, EUA, Rússia, Austrália, Brasil e África do Sul.
Estes escudos, todos com idades absolutas maiores que 3,2 bilhões de anos e que marcam o final do eon Hadeano e o início do eon Arqueano, apresentam os seguintes indícios de Tectônica de Placas: rochas ofiolíticas, prismas de acreção e melanges, mas que foram muito retrabalhados por tectonismo e metamorfismo.
Por fim, há cerca de 2,6 bilhões de anos, no final do eon Arqueano, formou-se o mais antigo super continente conhecido, o Kenorano, que teria aglutinado os continentes da Laurência, Báltica, oeste australiano e Kalahari. Ele teria durado cerca de 100 milhões de anos.
Na sequência surgiram os supercontinentes Colúmbia, Rodínia, Pannotia e o Pangea. O Colúmbia existiu entre 2,4 e 1,9 bilhões de anos, portanto no eon Proterozóico Inferior, e reuniu a Laurência, Groenlândia, Báltica, Kalahari e a África Ocidental.
O Rodínia formou-se por volta de 1,1 bilhões de anos, na porção final do eon Proterozóico Médio, e consistia de duas grandes massas com um pequeno paleo-mar interior, o Mirovoi. De um lado estavam a Índia, Austrália, Sibéria, Antártida, China Sul, China Norte e Kalahari. Do outro estavam a Laurência, São Francisco, Congo, Rio de La Plata, Amazônia, Báltica e Oeste Africano.
O Pannotia, com idade de 630 milhões de anos, e que representa a parte final do Proterozóico Superior, aglutinava o mega continente Gondwana (Austrália, Antártida, Índia, África, América do Sul e Deserto do Saara) separado de porções menores como a Báltica, a Laurência, a Sibéria, a Avalônia, a China Sul e a China Norte. A separação era dada pelos paleo-oceanos Tethys e Iapetus. Ao largo existia o macro paleo-oceano Pantalassa.
Por fim, o Pangea, o último supercontinente, formou-se há 237 milhões de anos (eon Fanerozóico, era Paleozóica, período Triássico) e é o mais bem conhecido por todos.
Cabe lembrar que todos os continentes surgiram dos núcleos de crosta continental e foram aumentando por conta da acreção tectônica de terrenos exóticos. A formação dos supercontinentes é um processo dinâmico caótico e ocorre pelo movimento convergente de massas continentais.
Acho que isto esclarece as dúvidas sobre a formação da Terra e sua estruturação, bem como do desenvolvimento do mecanismo de convecção, da formação da crosta e dos supercontinentes.
Agora quanto à hipótese da Expansão da Terra.
Dos vídeos. O primeiro não está mais disponível. O segundo só mostra um gordinho sentado em um sofá inflando uma bexiga, digo, o planeta Terra. O terceiro vídeo é somente uma animação com conteúdo infame. Eu relutei em assisti-lo no momento que o locutor afirma, aos 52 segundos de narração, que “era ridícula a teoria que afirmava que a Índia flutuou sobre o fundo oceano (sic) e aí bateu na Ásia”. Mas tomei coragem e fui até o final. Como síntese ele propõe que a Índia sempre esteve junto à Ásia, porque não há um mecanismo que “propulsionasse-a” de encontro ao continente asiático; o Himalaia surgiu como produto de um deslizamento da parte superior da Ásia junto à Índia durante a expansão, resultando em dobramentos; a Itália tem situação análoga ao da Índia (sempre esteve na Europa e os Alpes são o deslizamento da Europa junto à Itália) e que só existiu um supercontinente, o Pangéia.
Em respeito aos verdadeiros cientistas que hipotetizaram a expansão da Terra, eu fiz uma pequena pesquisa abaixo resumida.
O autor ocidental mais antigo a sugerir que a Terra teve alguma expansão sem acréscimo de massa foi Descartes, em sua obra Princípios de Filosofia (1644). E a expansão teria ocorrido porque a Terra possuía um “fogo” interno semelhante ao Sol e antes da parte externa ficar sólida.
Em 1889, o geólogo italiano Roberto Mantovani publicou um trabalho sobre a expansão do planeta bem como sobre o movimento relativo dos continentes (drift), portanto 22 anos antes de Alfred Wegener escrever sobre a Deriva Continental.
A idéia foi retomada em 1956, pelo geólogo australiano Samuel Warren Carey. Ele afirmou que a expansão da Terra seria coerente com a expansão do Universo, bem como propôs mecanismos de aumento de massa planetária.
Argumentos contrários à expansão da Terra.
a) Não há nenhum mecanismo plausível que explique a expansão.
Mesmo que houvesse a expansão, ela teria um limite, pois do contrário, haveria o colapso da parte sólida sobre o espaço vazio interior. A não ser que haja outro mecanismo, mais implausível ainda, de criação de massa concomitante à expansão.
b) Não há nenhuma evidência astronômica para a expansão da Terra.
A expansão causaria mudanças no padrão orbital da Lua e no padrão de marés, por exemplo.
c) Não há evidências de alterações: na órbita de satélites; na medição de distância entre dois pontos geodésicos conhecidos; no funcionamento do GPS ou do GLONASS.
Aqui dependeria da suposta taxa de expansão, mas mesmo a uma taxa de 0,5mm/ano como proposto por Egyed (1956), já teria sido seria detectada.
d) Não explica como existiram outros supercontinentes.
Antes do Pangea existiram pelo menos 4 supercontinentes, sendo que o mais antigo tem 2,5 bilhões de anos. Pela hipótese de expansão só seriam possíveis outros supercontinentes se houvesse uma ou mais... contrações, o que é ainda mais implausível.
e) Não explica a rotação de um ponto geodésico.
Todos os continentes apresentaram rotações intensas ao longo de seus deslocamentos. Isto pode ser quantificado por medições paleomagnéticas.
f) Não explica a subducção.
Em uma superfície em constante crescimento (crosta em distensão) não há um mecanismo que permita gerar a subducção de uma placa, pois que esta precisa se realizar em um ambiente de compressão local.
g) Não explica a formação de montanhas.
Pela explicação do vídeo 3 não pode se formar montanhas, pois o deslocamento horizontal das placas continentais ocorre como movimento distensivo e não por esforço compressivo na face oposta da placa proveniente da abertura oceânica como no caso da Tectônica de Placas.
h) Não explica a diferença de idade entre as placas oceânicas e as continentais.
Se tivesse ocorrido a expansão do planeta, as rochas dos fundos oceânicos mais antigos deveriam ter uma idade semelhante às das rochas continentais mais antigas. Mas, enquanto estas datam de 4,28 bilhões de anos aquelas datam de no máximo 210 milhões de anos.
i) Não explica o comportamento do nível eustático (oceanos)
A profundidade dos oceanos deveria ser muito maior do que é hoje. Mas não há um só indício disto. Pelo contrário. A quantidade de depósitos sedimentares continentais mostra que houve um crescimento contínuo da superfície acima do nível dos oceanos.
Estes argumentos são suficientes para demonstrar o quão de implausível é a hipótese de expansão da Terra, sem a necessidade de recorrer a um maior conhecimento geológico.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 04/04/2010, 08:02


0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 04/04/2010, 08:13

Faz um tempão que eu não leio sobre isso (sobre o lado mais sério da coisa, os que propoem uma física toda radicalmente diferente eu nunca perdi muito tempo em ler), as coisas mais significativas que me lembro eram dados de biogeografia sugerindo uma ligação entre a Ásia e América, mas acho que não era nada que não se pudesse explicar só com o estreito de Bering, ou, no mínimo, com uma deriva talvez um pouco mais exótica, em algum momento esses continentes terem se aproximado/encostado mais e depois voltado um pouco. Isso é só uma hipótese mais parcimoniosa se houver mesmo motivo para se supor que a capacidade de dispersão dessas espécies seria realmente insuficiente, o que não sei se é o caso. Talvez problemas adicionais surgissem de uma datação dessa hipotética junção continental ser simultânea a alguma outra, aparentemente mais condizente com um diâmetro menor da Terra, mas que no mínimo talvez poderia funcionar com uma organização diferente dos continentes com o mesmo diâmetro da Terra.
Do lado geológico, o mais interessante era isso:
Citar

No artigo da wikipédia é dito que há também modelos mistos. Eu achava que havia uns australianos defendendo isso ainda hoje em artigos, mas procurando no scholar, parece que a maior parte é de um cara chamado Scalera.
Nossa. Tem um site em que um cara parece que mandou carta para o presidente falando do assunto (listada entre as referências!). Parece coisa de gente bem pirada fazer isso.
Do lado geológico, o mais interessante era isso:
Citar
Proponents of an expanding Earth argue that the mid-ocean ridges are greater in length and area than the known subduction zones and circle the entire globe in several configurations. They claim that the ocean floor is free of oceanic slab irregularities, which they believe indicates harmonious spreading unencumbered by such a process.

No artigo da wikipédia é dito que há também modelos mistos. Eu achava que havia uns australianos defendendo isso ainda hoje em artigos, mas procurando no scholar, parece que a maior parte é de um cara chamado Scalera.
Nossa. Tem um site em que um cara parece que mandou carta para o presidente falando do assunto (listada entre as referências!). Parece coisa de gente bem pirada fazer isso.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 04/04/2010, 11:54

Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Abril de 2010, 15:54:43
Buckaroo, o cara é louco!
O fundo oceânico é livre de irregularidades?
a) Cordilheiras Meso-Oceânicas, p. explo. a Atlântica;
b) Trincheiras em zonas de subducção, p. explo. as das Marianas;
c) Ilhas criadas por "Hot-Spot", p. explo. Havaí;
d) Falhas transformantes que cortam todo o fundo oceânico em todos os oceanos.
Acréscimo harmonioso de assoalho oceânico?
a) Como explicar então que diferentes partes dos fundos oceânicos apresentam taxas diferenciadas de deslocamento?
b) Ele que vá na Islândia e em Sumatra e veja a "harmonia"!
[...]
CitarProponents of an expanding Earth argue that the mid-ocean ridges are greater in length and area than the known subduction zones and circle the entire globe in several configurations. They claim that the ocean floor is free of oceanic slab irregularities, which they believe indicates harmonious spreading unencumbered by such a process.
[...]
Buckaroo, o cara é louco!
O fundo oceânico é livre de irregularidades?
a) Cordilheiras Meso-Oceânicas, p. explo. a Atlântica;
b) Trincheiras em zonas de subducção, p. explo. as das Marianas;
c) Ilhas criadas por "Hot-Spot", p. explo. Havaí;
d) Falhas transformantes que cortam todo o fundo oceânico em todos os oceanos.
Acréscimo harmonioso de assoalho oceânico?
a) Como explicar então que diferentes partes dos fundos oceânicos apresentam taxas diferenciadas de deslocamento?
b) Ele que vá na Islândia e em Sumatra e veja a "harmonia"!
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 04/04/2010, 12:20