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Ártico não terá gelo em 2016
Autor: EuSouOqueSou | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 6034 Comentários: 61

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http://blogs.estadao.com.br/jt-radar/artico-nao-tera-gelo-em-2016/
Ártico não terá gelo em 2016
Ambientalistas e cientistas classificaram 16 de setembro de 2012 como sendo o dia em que caíram por terra os antigos prognósticos — até mesmo os mais pessimistas — sobre quando o Mar Ártico iria derreter totalmente durante o verão do hemisfério norte. Tudo porque imagens de satélites feitas na região revelaram que a capa de gelo do polo norte alcançou no domingo sua menor área de extensão desde que o fenômeno começou a ser monitorado, em 1979.
No dia 16, a cobertura de gelo no Mar Ártico era mais de 700 mil km² menor do que o recorde registrado em 18 de setembro de 2007, quando a neve cobria 4,17 milhões de km². Isso representa a redução de uma área equivalente a três vezes o Estado de São Paulo.
O recuo da capa congelada foi de 18% quando comparada com a marca de cinco anos atrás. Os dados foram divulgados ontem pelo Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC, na sigla em inglês), órgão do governo norte-americano que fica no Colorado.
Os cientistas demonstraram preocupação com o acelerado degelo no Polo Norte é inesperado. Ambientalistas sempre alertaram para a possibilidade do mar se derreteria complemente durante o verão. Tomando tanto previsões mais otimistas quanto as mais catastróficas, os cientistas acreditavam antes que o Ártico ficaria livre para a navegação entre 2070 e 2040. Mas agora eles preveem que isso ocorra já em 2016.
“Entramos num território desconhecido”, disse Mark Serreze, diretor do NSIDC. “Há muito tempo sabe-se que as mudanças causadas pelo aquecimento do planeta seriam mais rápidas e evidentes no Ártico, mas poucos estavam preparados para a rapidez com que isto vai acontecer”, acrescentou o especialista.
Walt Meier, cientista do NSIDC, também se surpreendeu com a velocidade do degelo. “O recorde anterior já era muito baixo, mas agora temos a metade da superfície de gelo que existia ali apenas algumas décadas atrás.”
Meier enfatizou que o degelo é apenas em parte consequência de causas naturais. Ele e a maioria dos cientistas acreditam que o fenômeno é resultado das mudanças climáticas provocadas pelas emissões de CO2. Para Rod Downie, da WWF, as grandes nações devem mostrar liderança global na “urgente transição dos combustíveis fósseis para uma economia de baixo carbono”.
O degelo no Ártico tem criado enormes expectativas por parte das companhias petrolíferas, de gás e mineração que esperam explorar a área inexplorada.
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Data da postagem: 22/09/2012, 07:04

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O mais irônico, e catastrófico, é que o degelo no Hemisfério Norte (quando e se ocorrer) vai facilitar fisicamente a exploração de outras jazidas e ocorrências de combustíveis chamados "fósseis", principalmente na Sibéria e no Alaska.
Ártico não terá gelo em 2016
[...]
O degelo no Ártico tem criado enormes expectativas por parte das companhias petrolíferas, de gás e mineração que esperam explorar a área inexplorada.
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O mais irônico, e catastrófico, é que o degelo no Hemisfério Norte (quando e se ocorrer) vai facilitar fisicamente a exploração de outras jazidas e ocorrências de combustíveis chamados "fósseis", principalmente na Sibéria e no Alaska.
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Data da postagem: 22/09/2012, 07:44

E a minha praia em MG chega quando?
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Data da postagem: 22/09/2012, 08:01

Não é um fenômeno periódico natural?
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Data da postagem: 22/09/2012, 08:05

Podemos perguntar para o Skorpios se ele se lembra...
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Data da postagem: 22/09/2012, 08:14

Quero depois ler sobre isso de fontes que façam melhor atribuição de nomes e mugidos específicos aos bois. Quem são "ambientalistas"? Isso não é uma especialidade científica, é? Me cheira a coisa do tipo de ter um grupo meio como "eco-comunistas revolucionarios pelos direitos das plantas" fazendo alarde sobre algo que, embora seja fato, não necessariamente seja constatação de algo tão dramático quanto é feito parecer. Pode ser que haja instâncias de degelo mais excepcional que no entanto não afetem tanto as previsões anteriores, ou no máximo façam a coisa pender para as mais pessimistas. Também é uma coisa que tem um vai-e-vem dramático com as estações do ano, dessa forma também deve ter um pouco do mesmo problema de apontar instâncias de tempo excepcionalmente quentes (ou frias) isoladamente como algo muito significativo.
Apenas frisando que de qualquer forma a coisa não aparenta ser "otimista", do tipo, "ah, é tudo histeria, nada está acontecendo":

Apenas frisando que de qualquer forma a coisa não aparenta ser "otimista", do tipo, "ah, é tudo histeria, nada está acontecendo":

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Data da postagem: 22/09/2012, 08:29

Isso vai causar algum problema? Porque, de acordo com a reportagem, o que pode acontecer é acharmos mais petróleo, o que não é algo ruim.
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Data da postagem: 22/09/2012, 08:35

Citação de: Gaúcho em 22 de Setembro de 2012, 12:35:49
Eu penso da seguinte forma, pode ser ruim para algumas espécies ou para quem vive em certas regiões, mas tb abre espaço para outras espécies se desenvolverem em outro clima.
Não é o fim do mundo.
Isso vai causar algum problema? Porque, de acordo com a reportagem, o que pode acontecer é acharmos mais petróleo, o que não é algo ruim.
Eu penso da seguinte forma, pode ser ruim para algumas espécies ou para quem vive em certas regiões, mas tb abre espaço para outras espécies se desenvolverem em outro clima.
Não é o fim do mundo.
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Data da postagem: 22/09/2012, 08:38

Se não me engano (e não estou muito confiante de não estar enganado) o degelo do ártico é um dos elementos que os cientistas calculam que pode desengatar climas muito mais frios no norte da Europa.
Fora isso, é também uma pequena acelerada no ritmo do aquecimento global, na medida que libera metano, que é mais "forte" (porém de efeito mais curto) como gás de efeito estufa que o gás carbônico.
Fora isso, é também uma pequena acelerada no ritmo do aquecimento global, na medida que libera metano, que é mais "forte" (porém de efeito mais curto) como gás de efeito estufa que o gás carbônico.
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Data da postagem: 22/09/2012, 08:43

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Data da postagem: 22/09/2012, 08:48

Se derreter mesmo, o que duvido, vai ser interessante ver o impacto econômico da abertura de novas rotas de navegação. EUA e Canadá ficarão mais próximos da Escandinávia abrindo um canal logístico entre a América do Norte e a Europa. Do ponto de vista político, a Rússia vai ficar literalmente de frente para os EUA, o que certamente vai mudar os posicionamentos estratégico de defesa com consequente aumento de tensão entre os dois países.
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Data da postagem: 22/09/2012, 08:56
