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BRASIL TEM IPOD NANO MAIS CARO DO MUNDO, diz estudo
Autor: Spitfire | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 787 Comentários: 5
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BRASIL TEM IPOD NANO MAIS CARO DO MUNDO, DIZ ESTUDO[/b]
Aparelho de 2 GB custa US$ 327 no país, contra US$ 149 nos EUA.
Índice de banco australiano compara valores cobrados pelo tocador.

O Brasil é o lugar mais caro do mundo para se comprar um iPod, segundo pesquisa realizada pelo banco australiano Commonwealth Bank. A instituição, um dos maiores bancos da Austrália, usou a última versão do tocador de música da Apple, o fino modelo nano, para comparar moedas de todo o mundo e o poder de compra em 26 países.

Assim como o famoso índice Big Mac, lançado há 20 anos pela revista “The Economist”, a pesquisa do banco australiano avalia os preços do iPod nano de 2 GB em dólares. O aparelho custa em média US$ 327,71 no Brasil, bem acima dos US$ 222,27 cobrados em média na Índia, a segunda colocada no ranking dos mais caros.

O Canadá é o país onde se paga menos por um iPod Nano, US$ 144,2, mais barato do que os US$ 179,84 cobrados na China, onde o aparelho é fabricado. Os Estados Unidos ocupam a 23ª posição da lista, com o produto a US$ 149.

"O interessante, principalmente por causa do custo zero de frete, é que a China está no meio termo da lista considerando os preços mundiais", disse Craig James, economista-chefe do Commonwealth Bank.

A paridade do poder compra compara os preços de produtos em diferentes países e ajuda a mostrar, no mínimo, se uma moeda está desvalorizada em relação à outra. Segundo James, os resultados sugerem que a moeda norte-americana tem espaço para ganhar força em relação a uma série de importantes divisas, com exceção dos dólares de Hong Kong e do Canadá, além do iene japonês.

No entanto, os resultados podem ser influenciados por diferentes políticas de preços que a Apple aplica em partes distintas do mundo. Mais de 21 milhões de iPods foram vendidos no último trimestre.

Veja a lista do Commonwealth Bank

1. Brasil – US$ 327,71
2. Índia – US$ 222,27
3. Suécia – US$ 213,03
4. Dinamarca – US$ 208,25
5. Bélgica - US$ 205,81
6. França - US$ 205,80
7. Finlândia - US$ 205,80
8. Irlanda - US$ 205,79
9. Reino Unido - US$ 195,04
10. Áustria - US$ 192,86
11. Holanda - US$ 192,86
12. Espanha - US$ 192,86
13. Itália - US$ 192,86
14. Alemanha - US$ 192,46
15. China - US$ 179,84
16. Coréia do Sul - US$ 176,17
17. Suíça - US$ 175,59
18. Nova Zelândia - US$ 172,53
19. Austrália - US$ 172,36
20. Taiwan - US$ 164,88
21. Cingapura - US$ 161,25
22. México - US$ 154,46
23. EUA - US$ 149
24. Japão - US$ 147,63
25. Hong Kong - US$ 147,35
26. Canadá - US$ 144,2


Já tinha lido que também o Wii era o mais caro do mundo, Ps3 também… não é surpresa alguma…

Aí depois querem combater a pirataria…

Esse é o país que nunca vai pra frente mesmo…
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e reforma tributária, que é bom, nada...
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E para ajudar temos sérios problemas de logística.
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é..
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Por isso que eu compro os mp4 genéricos...
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É Caro ser Brasileiro



Rodrigo Constantino

O iPod, aparelho reprodutor de música da Apple que virou febre de consumo no mundo, pode ser usado agora como um indicador que compara o custo de vida dos diferentes países, tal como o Bic Mac já é utilizado. Afinal, trata-se de um produto homogêneo, vendido praticamente no mundo todo. Serve então para dar uma idéia de quanto custa, convertido para uma mesma moeda, consumir um mesmo produto nesses vários países. O Brasil, para espanto de alguns, é o local onde o iPod é mais caro, de longe!

Baseado nos preços de janeiro de 2007, para o mesmo modelo de iPod, o aparelho custa US$ 328 para o consumidor brasileiro, enquanto o segundo país onde ele é mais caro é a Índia, sendo que lá ele sai por US$ 222. Ou seja, um mesmo iPod custa quase 50% a mais no Brasil que na Índia, o segundo colocado da lista de mais caros do mundo. Vamos lembrar que a Índia também é um país pobre, mas ainda assim, um brasileiro precisa gastar quase 50% a mais que um indiano para curtir a nova febre de consumo do momento.

O país onde o iPod é mais barato é o Canadá, onde o produto da Apple é vendido por US$ 144. Em seguida vem Hong Kong, Japão e Estados Unidos, todos países ricos, com elevada renda per capita, mas onde o iPod não chega a custar US$ 150. Em resumo, um americano da classe média, que ganha quase 5 vezes o que ganha um brasileiro da classe média, precisa gastar menos da metade que o brasileiro para adquirir o mesmo produto!

Alguns poderiam argumentar que isso não é tão relevante, pois estamos falando de um bem de luxo, supérfluo. Mas há dois grandes equívocos nessa linha de pensamento. Em primeiro lugar, tal retrato não é válido somente para o iPod, mas para inúmeros produtos importados, incluindo bens de capital que são fundamentais para a competitividade das empresas. Um computador não sai no Brasil por menos que o dobro daquilo que é vendido nos Estados Unidos, e praticamente todas as empresas usam computadores como insumo, na era do capital intelectual. Em segundo lugar, o dinheiro gasto a mais pelos “ricos” brasileiros poderia ser poupado, virando investimento produtivo, ou direcionado para a compra de outros bens e serviços, gerando mais empregos. Mas ele acaba nas mãos ineficientes do governo, via elevados impostos, e costuma ser desviado pela corrupção, como no “mensalão”, ou se perder no assistencialismo estatal. Seria infinitamente mais eficiente essa montanha de dinheiro permanecer no setor privado, gerando mais riqueza para a nação. Assim ocorre nos Estados Unidos, por exemplo.

O Brasil é um país onde é muito caro ser da classe média. De cara, o governo leva cerca de 40% daquilo que ganhamos, através dos impostos que somos obrigados a pagar, ainda que nos chamem de “contribuintes”. Depois, é preciso gastar novamente com aquilo que, supostamente, seria o motivo para tantos impostos: educação, saúde e segurança. Afinal, os serviços prestados pelo governo, para serem péssimos, teriam que melhorar muito ainda. Cobram impostos escandinavos, mas oferecem serviços africanos. O sujeito de classe média acaba tendo que pagar tudo dobrado, tendo que buscar refúgio no setor mais eficiente, que é o setor privado. Por fim, depois de tão pouco que sobra nos bolsos da classe média, ainda sai tudo mais caro em termos de consumo. Se um carro é o desejo de consumo da família de classe média, esta terá que desembolsar mais que o dobro daquilo que seria necessário caso estivesse nos Estados Unidos, para a compra do mesmo carro! É muito caro mesmo ser brasileiro.

A solução, evidentemente, passa por uma drástica redução dos gastos do governo, com uma concomitante redução acentuada da carga tributária. Não há mistério, não há milagre, não há malabarismos a serem feitos. Quando alguém quer realmente emagrecer, a receita é conhecida: fechar a boca e fazer exercício. Ao menos este é o caminho sustentável de longo prazo. As soluções heterodoxas costumam trazer seqüelas e resultados insatisfatórios ao longo do tempo. Na questão econômica é parecido. Sem esforço na redução do governo não haverá resultado decente. O mais lamentável é que muitos, analogamente falando, ainda sugerem que o ideal para emagrecer é comer mais e mais e ficar parado na completa inércia.

Estão à espera de um milagre, pedindo mais governo e desejando mais progresso. Eu não acredito em milagres, mas sim em esforço e dedicação, aliados ao conhecimento. E você, caro leitor? Jogou na Mega-Sena, acreditou na possibilidade de um milagre entre 50 milhões de alternativas infelizes? Tudo bem, faz parte sonhar. E nesse caso custa barato. Mas espero que não tenha sido o caso de contar com tal fortuna para pagar por gastos já realizados. Pois eu seria capaz de apostar muito alto que você, caro leitor, não foi o vencedor da aposta. Acertei?

O custo do iPod é apenas mais um indicativo de que há muito o que se mudar no Brasil, pois com o modelo atual, que conta com um governo inchado e hiperativo, será cada vez mais caro ser brasileiro. E a renda não é suficiente para isso. Veremos, de longe, os outros países que adotam reformas liberais crescendo e reduzindo a pobreza. Enquanto isso, estaremos aqui ganhando muito menos que eles, mas pagando muito mais pelos mesmos produtos. Coisa de maluco...

http://rodrigoconstantino.blogspot.com/
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Data da postagem: 26/01/2007, 00:45