Clube Cético
Coletânea de textos racistas de Allan Kardec
Autor: sklogw | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 71873 Comentários: 441
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Do site http://montfort.org.br/secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=kardec&lang=bra, uma coleção de textos racistas de Allan Kardec pinçados de suas obras e escritos. Alguns deles já foram debatidos "ad nauseam" nesse e outros fóruns. Nestes textos o "codificador" aparece como ele realmente é: um burguês etnocentrista e preconceituoso da França do século XIX.
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“Os negros, pois, como organização física, serão sempre os mesmos; como Espíritos, sem dúvida, são uma raça inferior, quer dizer, primitiva; são verdadeiras crianças às quais pode-se ensinar muita coisa;" (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)
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“Sob o mesmo envoltório, quer dizer, com os mesmos instrumentos de manifestação do pensamento, as raças não são perfectíveis senão em limites estreitos, pelas razões que desenvolvemos. Eis por que a raça negra, enquanto raça negra, corporeamente falando, jamais alcançará o nível das raças caucásicas; mas, enquanto Espíritos, é outra coisa; ela pode se tornar, e se tornará, o que somos; somente ser-lhe-á preciso tempo e melhores instrumentos. Eis porque as raças selvagens, mesmo em contato com a civilização, permanecem sempre selvagens; mas, à medida que as raças civilizadas se ampliam, as raças selvagens diminuem, até que desapareçam completamente, como desapareceram as raças dos Caraíbas, dos Guanches, e outras. Os corpos desapareceram, mas em se tornaram os Espíritos? Mais de um, talvez, esteja entre nós”. (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)

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"O progresso não foi, pois, uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes naturalmente progrediram mais que as outras, sem contar que os Espíritos, recentemente nascidos na vida espiritual, vindo a se encarnar sobre a Terra desde que chegaram em primeiro lugar, tornam mais sensíveis a diferença do progresso Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados"
(Allan Kardec, A Gênese, ed. LAKE p. 187).
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"Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?" (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).
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"Esses Espíritos dos selvagens, entretanto pertencem à humanidade; atingirão um dia o nível de seus irmãos mais velhos, mas certamente isso não se dará no corpo da mesma raça física, impróprio a certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não estiver mais em relação ao desenvolvimento, emigrarão de tal ambiente para se encarnar num grau superior, e assim por diante, até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra para passar a mundos mais e mais adiantados" (Revue Spirite, abril de 1863, pág. 97: Perfectibilidade da raça negra, in Allan Kardec, A Gênese, Lake _ Livraria Allan Kardec editora, São Paulo, p. 187).
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“Mas, então, porque nós, civilizados, esclarecidos, nascemos na Europa antes que na Oceania? Em corpos brancos antes que em corpos negros? Por que um ponto de partida tão diferente, se não se progride senão como Espírito? Por que Deus nos isentou do longo caminho que o selvagem deve percorrer? Nossas almas seriam de uma outra natureza que a sua? Por que, então, procurar fazê-lo cristão? Se o fazeis cristão, é que o olhais como vosso igual diante de Deus; se é vosso igual diante de Deus, porque Deus vos concede privilégios? Agiríeis inutilmente, não chegaríeis a nenhuma solução senão admitindo, para nós um progresso anterior, para o selvagem um progresso ulterior; se a alma do selvagem deve progredir ulteriormente, é que ela nos alcançará; se progredimos anteriormente, é que fomos selvagens, porque, se o ponto de partida for diferente, não há mais justiça, e se Deus não é justo, não é Deus. Eis, pois, forçosamente, duas existências extremas: a do selvagem e a do homem mais civilizado.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)
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O exame frenológico dos povos pouco inteligentes constata a predominância das faculdades instintivas, e a atrofia dos órgãos da inteligência. O que é excepcional nos povos avançados, é a regra em certas raças. Por que isto? É um injusta preferência? Não, é a sabedoria. A natureza é sempre previdente; nada faz de inútil; ora, seria uma coisa inútil dar um instrumento completo a quem não tem meios de se servir dele. Os Espíritos selvagens são Espíritos de crianças, podendo assim se exprimir; entre eles, muitas faculdades ainda estão latentes. Que faria, pois, o Espírito de um Hotentote no corpo de um Arago? Seria como aquele que não sabe a música diante de um excelente piano. Por um razão inversa, que faria o Espírito de Arago no corpo de um Hotentote? Seria como Liszt diante de um piano que não teria senão algumas más cordas falsas, às quais seu talento jamais chegaria a dar sons harmoniosos.” (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)
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Citação de: Nightmare em 14 de Janeiro de 2008, 19:31:02

Nojento...


Com certeza. É tão evidente o racismo de Kardec que causa enorme desconforto entre os espíritas, que se vêem obrigados a justificar essas besteiras (como já vimos nesse fórum). Como dizia o próprio Kardec, se é preferível abandonar 99 verdades a aceitar uma mentira, então o espiritismo como um todo é uma bosta.
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Isso quer dizer que não há negros espíritas?

Se há negros nazistas, por que não negros espíritas?



E sim, o texto é nojento.
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Perdoem-me se dou risada com isso.
Não tenho preconceitos(quer dizer, devo ter, mas até agora não sei qual)
No entanto, entrando no terreno da hipótese, vamos analisar uma coisa:SE alguém perguntasse a alan Kardek
o porque da diferença das raças, o que ele diria?Não teria o que dizer. Então, fez uma tese.E é essa.
Existe também um livro espírita que dizem ser psicografado, se não me engano, "Os exilados de Capella" que é interessantíssimo.E onde se descreve todas as raças, e as características de cada uma delas.
A Sexta raça, é a que vem para a purificação.
Todos somos discriminados por Kardek , não se aborreçam. Todos, mesmo.
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Citação de: Raphael em 14 de Janeiro de 2008, 21:37:48

Isso quer dizer que não há negros espíritas?


De fato não. Conheço casos de espíritas negros que juram que não o são.
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Citação de: Syl em 15 de Janeiro de 2008, 03:21:39

Existe também um livro espírita que dizem ser psicografado, se não me engano, "Os exilados de Capella" que é interessantíssimo.E onde se descreve todas as raças, e as características de cada uma delas.


Os "Exilados da Capela" é um dos maiores besteiróis já escritos sob o manto da DE. Eu o li em 1977 e, mesmo naquela época, já parecia um monte de chutações históricas. De fato, é um livro tão absurdo que a DE o considera com ressalvas, assim como os análogos besteiróis psicografados por Hercílio Maes (Ramatis).
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A Sexta raça, é a que vem para a purificação.
Todos somos discriminados por Kardek , não se aborreçam. Todos, mesmo.


É o grande mal de líderes religiosos, gostam de ser prepotentes e megalomaníacos

A pior coisa do universo são pessoas que justificam seus preconceitos na fé, ainda mais em um besteirol como os livros de Kardec

Qdo li o evangelho dele a primeira vez eu quase vomitei, coisa mais tosca, parece que estava escrevendo para um bando de retardados babantes ("meus filhinhos amados" )

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Citação de: Syl em 15 de Janeiro de 2008, 03:21:39

Perdoem-me se dou risada com isso.
Não tenho preconceitos(quer dizer, devo ter, mas até agora não sei qual)
No entanto, entrando no terreno da hipótese, vamos analisar uma coisa:SE alguém perguntasse a alan Kardek
o porque da diferença das raças, o que ele diria?Não teria o que dizer.


Kardec neste ponto das raças se baseou nas teorias infantis de Blavatsky que por sua vez se baseou nas teorias indianas que justificam a abjeta divisão de castas.

A Sociedade de Thule ( o embrião da filosofia nazi ) tb bebeu da mesma fonte de lardec, por isto as similariedades de opiniões.

Tal sectarismo foi facilmente acolhido no ocidente culturalmente afeito as idéias judaico-critã de povos e individuos "escolhidos".

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Existe também um livro espírita que dizem ser psicografado, se não me engano, "Os exilados de Capella" que é interessantíssimo.E onde se descreve todas as raças, e as características de cada uma delas.


Exilados de Capela é um besteirol do começo aofim, a ignorância cinetífica de Armond é totalemnte manifestada nesta obra ( profundamentamente fundamentada em idéias teósoficas muito mais do que espíritas )

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A Sexta raça, é a que vem para a purificação.
Todos somos discriminados por Kardek , não se aborreçam. Todos, mesmo.


Não, o eurocentrismo de Kardec exclui os povos caucasianos do rebaixamento ao qual lança todas as outras raças.

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O racismo e sectarismo nas obras de Kardec não se resumiram a Kardec e um Armond esotérico ( espírtas quando confrontados com os absurdos de Exilados de Capela sempre tentam se safr dizendo que sua obra não é espírita )

O "espírito" de Emmanuel tb contribuiu com sua parcela para perpetuar a discriminação racista e sectaria dentro da DE.

Armond não elaborou seu infame livro "do nada", ele teve como base o livro "A Caminho da Luz" "de" Emmanuel.

Neste livro "Emmanuel" explica que os espíritos exilados de um planeta da estrela Capela ( durante a "transição planetária" naquele mundo ) foram expurgados a Terra. Apesar de não possuirem os mesmos atributos morais e intelectuais "superiores" dos habitantes "pós-transição" do planeta de Capela eles eram superiores aos espíritos encarnados na Terra naquela época.

Estes espíritos primitivos "nativos" da Terra constituiam as raças negra e amarelas.

A raça branca surgiu APENAS com a chegada destes espíritos capelinos.

Apesar de que alguns reencarnaram entre individuos de outras raças "nativas e inferiores" para auxilia-los em seu progresso a grande maioria veio a constituir a raça branca o que justificaria sua "superioridade" comparativamente a outras raças.

Ele começa falando sobre o surgimento da "raça humana" de antropóides primitivos (observem que ele faz uma sutil referência ao "o que é elegante e belo é evoluido"):

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A GRANDE TRANSIÇÃO

Os antropóides das cavernas espalharam-se, então, aos grupos, pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando os pródromos das raças futuras em seus tipos diversificados; a realidade, porém, é que as entidades espirituais auxiliaram o homem do sílex, imprimindo-lhe novas expressões biológicas.

Extraordinárias experiências foram realizadas pelos mensageiros do invisível. As pesquisas recentes da Ciência sobre o tipo de Neanderthal, reconhecendo nele uma espécie de homem bestializado, e outras descobertas interessantes da paleontologia, quanto ao homem fóssil, são um atestado dos experimentos biológicos a que procederam os prepostos
de Jesus, até fixarem no "primata" os característicos aproximados do homem futuro.

Os séculos correram o seu velário de experiências penosas sobre a fronte dessas criaturas de braços alongados e de pelos densos, até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual preexistente, dos homens primitivos, nas regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações.

Surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir.

Uma transformação visceral verificara-se na estrutura dos
antepassados das raças humanas.

Como poderia operar-se semelhante transição? Perguntará o vosso critério científico.

Muito naturalmente.

Também as crianças têm os defeitos da infância corrigidos pelos
pais, que as preparam em face da vida, sem que, na maioridade, elas se lembrem disso.



fonte: Emmanuel, "A Caminho da Luz", 22ª ed., 1938, p.31

Em seguida ele deixa claro que os chineses e negros são os descendentes diretos destes primatas melhorados, mas a raça branca surgiu ( como ele não especifica e eu tenho medo de pensar no que ele falria se resolvesse especificar ) DEPOIS sendo constituida majoritariamente de espíritos capelinos superiores aos que aqui existiam:

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ORIGEM DAS RAÇAS BRANCAS

Aquelas almas aflitas e atormentadas reencarnaram,proporcionalmente, nas regiões mais importantes, onde se haviam localizado as tribos e famílias primitivas, descendentes dos "primatas", a que nos referimos ainda há pouco. Com a sua reencarnação no mundo terreno, estabeleciam-se fatores definitivos na história etnológica dos seres.

Um grande acontecimento se verificara no planeta. É que, com essas entidades, nasceram no orbe os ascendentes das raças brancas.

Em sua maioria, estabeleceram-se na Ásia, de onde travessaram o istmo de Suez para a África, na região do Egito, encaminhando-se igualmente para a longínqua Atlântida, de que várias regiões da América guardam assinalados vestígios.

Não obstante as lições recebidas da palavra sábia e mansa do Cristo, os homens brancos olvidaram os seus sagrados compromissos.

Grande percentagem daqueles Espíritos rebeldes, com muitas
exceções, só puderam voltar ao país da luz e da verdade depois de muitos séculos de sofrimentos expiatórios; outros, porém, infelizes e retrógrados, permanecem ainda na Terra, nos dias que correm, contrariando a regra geral, em virtude do seu elevado passivo de débitos clamorosos.

QUATRO GRANDES POVOS

As raças adâmicas guardavam vaga lembrança da sua situação pregressa, tecendo o hino sagrado das reminiscências.

As tradições do paraíso perdido passaram de gerações a gerações, até que ficassem arquivadas nas páginas da Bíblia.

Aqueles seres decaídos e degradados, a maneira de suas vidas
passadas no mundo distante da Capela, com o transcurso dos anos reuniram-se em quatro grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo às afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam na constelação do Cocheiro. Unidos, novamente, na esteira do Tempo, formaram desse modo o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia.

Dos árias descende a maioria dos povos brancos da família indoeuropéia nessa descendência, porém, é necessário incluir os latinos, os celtas e os gregos, além dos germanos e dos eslavos.

As quatro grandes massas de degredados formaram os pródromos de toda a organização das civilizações futuras, introduzindo os mais largos benefícios no seio da raça amarela e da raça negra, que já existiam.

É de grande interesse o estudo de sua movimentação no curso da História. Através dessa análise, é possível examinarem-se os defeitos e virtudes que trouxeram do seu paraíso longínquo, bem como os antagonismos e idiossincrasias peculiares a cada qual.



Fonte: Emmanuel, "A Caminho da Luz", 22ª ed., 1938, p. 36, 37 e 38.

Assim a raça branca, adâmica, ariana, é o "top" da evolução criada exclusivamente para abrigar os espíritos superiores expurgados de Capela.

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Data da postagem: 15/01/2008, 20:51