
Clube Cético
Cotas RACIAIS. Qual sua opinião?
Autor: Filosofo Superficial | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 84872 Comentários: 1739

Citação de: Barata Tenno em 03 de Fevereiro de 2016, 16:31:43
Você realmente não entendeu o sarcasmo, que declarar "heterofobia" para o bônus salarial de homossexuais é forma de dizer que não é necessário racismo ou discriminação injusta/qualquer para explicar disparidades entre grupos, ou está só apelando, tentando desqualificar com ataques ad hominem?
Racismo contra brancos, bem, certamente existe (argumentavelmente menos comum e danoso do que na direção contrária de modo geral), e certamente estatal, na medida em que sofrem discriminação racial no vestibular, sendo excluídos em detrimento de pessoas de outras raças, mesmo com notas inferiores.
Heterofobia, branco sofrendo racismo... esse fórum esta cada dia ficando mais ridículo....
Você realmente não entendeu o sarcasmo, que declarar "heterofobia" para o bônus salarial de homossexuais é forma de dizer que não é necessário racismo ou discriminação injusta/qualquer para explicar disparidades entre grupos, ou está só apelando, tentando desqualificar com ataques ad hominem?
Racismo contra brancos, bem, certamente existe (argumentavelmente menos comum e danoso do que na direção contrária de modo geral), e certamente estatal, na medida em que sofrem discriminação racial no vestibular, sendo excluídos em detrimento de pessoas de outras raças, mesmo com notas inferiores.
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Data da postagem: 04/02/2016, 15:40

Citação de: _Juca_ em 03 de Fevereiro de 2016, 17:42:48
Dado que não é um fato, mas duplipensamento extremo.
Discriminar = separar.
Discriminação racial = separar por raça.
Sem cotas, os alunos são discriminados só por nota, não por raça/renda.
Cotas raciais e sociais são discriminação racial e social.
Isso é PORTUGUÊS, simplesmente. Não tem o que discutir, não dá para dizer não ser discriminação um sistema que por definição discrimina racialmente. É impossível cotas raciais não envolverem discriminação racial, é um oxímoro.
O que você tenta dizer ao dizer que "não é discriminação" é apenas que é um sistema que tenta dar um desconto a pessoas em situações mais desfavoráveis fora da faculdade (a despeito de qualquer histórico individual de penúria ou discriminação injusta).
Isso se dá às custas de tirar vagas daqueles que, apesar de mais preparados, são assumidos como geralmente tendo situação mais favorável e menos comumente/nunca discriminados (a despeito de qualquer histórico individual).
Então não é "não discriminação", mas "discriminação boazinha", que tira do mais rico/forte e dá para o mais pobre/fraco. É isso que tenta dizer, é o que pode tentar dizer sem incorrer em oxímoro/duplipensamento.
Citar3- A lei que discrimina pessoas por cor da pele é idiota e inconstitucional.
Primeiro ela já foi declarada constitucional pelo STF, segundo que não são as cotas que discriminam, ela incluem os discriminados, mas sei que é difícil para você perceber o fato.
Dado que não é um fato, mas duplipensamento extremo.
Discriminar = separar.
Discriminação racial = separar por raça.
Sem cotas, os alunos são discriminados só por nota, não por raça/renda.
Cotas raciais e sociais são discriminação racial e social.
Isso é PORTUGUÊS, simplesmente. Não tem o que discutir, não dá para dizer não ser discriminação um sistema que por definição discrimina racialmente. É impossível cotas raciais não envolverem discriminação racial, é um oxímoro.
O que você tenta dizer ao dizer que "não é discriminação" é apenas que é um sistema que tenta dar um desconto a pessoas em situações mais desfavoráveis fora da faculdade (a despeito de qualquer histórico individual de penúria ou discriminação injusta).
Isso se dá às custas de tirar vagas daqueles que, apesar de mais preparados, são assumidos como geralmente tendo situação mais favorável e menos comumente/nunca discriminados (a despeito de qualquer histórico individual).
Então não é "não discriminação", mas "discriminação boazinha", que tira do mais rico/forte e dá para o mais pobre/fraco. É isso que tenta dizer, é o que pode tentar dizer sem incorrer em oxímoro/duplipensamento.
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Data da postagem: 04/02/2016, 15:57

Citação de: DDV em 03 de Fevereiro de 2016, 17:37:12
Novamente você usando comparações ridículas. Da mesma maneira que sua analogia entre brancos e amarelos não é válida (porque amarelos e brancos partem de pontos iguais, nenhum dos dois sofre com preconceito racial), essa entre gays e héteros não é válida. O tipo de preconceito que gays sofrem é diferente do preconceito que negros sofrem. O gay não é visto como bandido ou incapaz, o preconceito que ele sofre não é sobre sua moral sexual, é o preconceito religioso e conservador, isso não impede que ele frequente boas universidades ou que te tenha empregos bons (a não ser que seja transexual), ja que o homossexualismo esta espalhado igualmente entre todas as classes sociais. O negro além de majoritariamente estar nas camadas mais baixas e ja começar a corrida com mais dificuldade, sofre preconceito desde criança, dos amigos, do estado, da sociedade inteira, sempre visto como bandido, incapaz, etc.
Tá ficando complexo a coisa. Tem que anotar todos esses pormenores aí numa tabela e fazer um código, talvez atribuindo "pontos" pra cada tipo e grau de discriminação.
Seria necessário também colocar o documento a raça "oficial" da pessoa, pois no Brasil isso é meio difícil de definir. Os documentos de identidade poderiam vir com "preto", "branco", "amarelo", "hutu", "tutsi", "indígena", "cigano", etc.
Isso facilitaria bastante o trabalho das agências governamentais responsáveis por atribuir os "direitos" da cada grupo, e acabariam as polêmicas, ações judiciais e fraudes.
Acho que já se propôs recentemente ter raça no RG. Não já tem costumeiramente na certidão de nascimento?
Em Angola:
http://www.angonoticias.com/Artigos/item/9684
Citar
Citação de: Barata Tenno em 03 de Fevereiro de 2016, 17:31:00Citação de: DDV em 03 de Fevereiro de 2016, 17:24:53
Citação de: Barata Tenno em 03 de Fevereiro de 2016, 17:16:28
Como hétero sofre preconceito, meu deus. Como é difícil ser hétero nesse mundo. Precisa de dia e parada do orgulho hétero, de tanto preconceito que eles sofrem. Abaixo, vídeo demonstrando como a sociedade trata os héteros.
Se héteros ganham menos do que lésbicas ou gays em geral, então sofrem discriminação.
(Usando o mesmo raciocínio que usam no caso dos negros e brancos).
Novamente você usando comparações ridículas. Da mesma maneira que sua analogia entre brancos e amarelos não é válida (porque amarelos e brancos partem de pontos iguais, nenhum dos dois sofre com preconceito racial), essa entre gays e héteros não é válida. O tipo de preconceito que gays sofrem é diferente do preconceito que negros sofrem. O gay não é visto como bandido ou incapaz, o preconceito que ele sofre não é sobre sua moral sexual, é o preconceito religioso e conservador, isso não impede que ele frequente boas universidades ou que te tenha empregos bons (a não ser que seja transexual), ja que o homossexualismo esta espalhado igualmente entre todas as classes sociais. O negro além de majoritariamente estar nas camadas mais baixas e ja começar a corrida com mais dificuldade, sofre preconceito desde criança, dos amigos, do estado, da sociedade inteira, sempre visto como bandido, incapaz, etc.
Tá ficando complexo a coisa. Tem que anotar todos esses pormenores aí numa tabela e fazer um código, talvez atribuindo "pontos" pra cada tipo e grau de discriminação.
Seria necessário também colocar o documento a raça "oficial" da pessoa, pois no Brasil isso é meio difícil de definir. Os documentos de identidade poderiam vir com "preto", "branco", "amarelo", "hutu", "tutsi", "indígena", "cigano", etc.
Isso facilitaria bastante o trabalho das agências governamentais responsáveis por atribuir os "direitos" da cada grupo, e acabariam as polêmicas, ações judiciais e fraudes.
Acho que já se propôs recentemente ter raça no RG. Não já tem costumeiramente na certidão de nascimento?
Em Angola:
http://www.angonoticias.com/Artigos/item/9684
Citar
[...]Porque carga de água os cidadãos têm de ter a raça a que pertencem expressa no Bilhete de Identidade ?
Essa questão foi colocada por Luzia Inácio, 43 anos de idade, de tez clara, mas que sempre se considerou negra. “Negra Pura”, como fez questão de frisar. Com as mudanças na estrutura do Bilhete de Identidade, foi forçosamente considerada como sendo de raça “mista”.
“Isso é um abuso, como é que eles me obrigam a ser mista?, não tenho ascendência que justifique isto”.
Ainda assim, querendo ou não, Luzia teve que aceitar a imposição do posto de identificação em que tratou o bilhete. “Foi uma vergonha, ainda discuti, mas o senhor disse que a minha raça é mista”, contou. [...]
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Data da postagem: 04/02/2016, 16:04

Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Fevereiro de 2016, 18:57:01
É como já foi dito aqui, só no mundo de fantasia em que vocês vivem pra ignorarem o fato que essas mesmas notas discriminam os alunos por classe social e cor.
Sem cotas, os alunos são discriminados só por nota, não por raça/renda.
É como já foi dito aqui, só no mundo de fantasia em que vocês vivem pra ignorarem o fato que essas mesmas notas discriminam os alunos por classe social e cor.
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Data da postagem: 05/02/2016, 06:38

Descriminação por classe social, sim. É fato que alguém que teve menos preparo, estudou em escolas piores, está em desvantagem em relação a quem teve dinheiro para pagar por melhores escolas e cursinhos.
Descriminação por cor? Não. Entra no mesmo caso dos gordos, homossexuais etc. Não existe um motivo para um desses grupos ter cota e o outro não. Vocês que ficam atribuindo mais "pontos" às discriminações sofridas por negros do que as sofridas pelos outros grupos, baseado em critérios próprios e completamente subjetivos.
Descriminação por cor? Não. Entra no mesmo caso dos gordos, homossexuais etc. Não existe um motivo para um desses grupos ter cota e o outro não. Vocês que ficam atribuindo mais "pontos" às discriminações sofridas por negros do que as sofridas pelos outros grupos, baseado em critérios próprios e completamente subjetivos.
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Data da postagem: 05/02/2016, 06:57

Citação de: Gaúcho em 05 de Fevereiro de 2016, 09:57:49
Ahan...
Descriminação por classe social, sim. É fato que alguém que teve menos preparo, estudou em escolas piores, está em desvantagem em relação a quem teve dinheiro para pagar por melhores escolas e cursinhos.
Descriminação por cor? Não. Entra no mesmo caso dos gordos, homossexuais etc. Não existe um motivo para um desses grupos ter cota e o outro não. Vocês que ficam atribuindo mais "pontos" às discriminações sofridas por negros do que as sofridas pelos outros grupos, baseado em critérios próprios e completamente subjetivos.
Ahan...
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Data da postagem: 05/02/2016, 07:36

Citação de: Gaúcho em 05 de Fevereiro de 2016, 09:57:49
Outra coisa que vocês são campeões nesse tópico é a inversão de valores, se tem uma coisa que não é subjetiva e da qual não usamos critérios próprios é essa da discriminaçãor racial que coloca os negros e pardos na base da pirâmide, em uma versão tupiniquim do aphartaid social. Você acompanhou o tópico desde a primeira página e foi postado vários estudos que coadunam com nossa posição ( fora o fato por si só), e por outro lado você tem o que? Tem algum estudo que demonstra que não existe problema racial na questão da segregação social, que a presença maciça de negros na base e a quase completa ausência no topo não provém de um problema racial? Não vi nenhum até agora, porque aí sim, para defender esse ponto só critérios próprios e ou subjetivos, de pura negação do racismo e hipocrisia em relação aos fatos.
Descriminação por classe social, sim. É fato que alguém que teve menos preparo, estudou em escolas piores, está em desvantagem em relação a quem teve dinheiro para pagar por melhores escolas e cursinhos.
Descriminação por cor? Não. Entra no mesmo caso dos gordos, homossexuais etc. Não existe um motivo para um desses grupos ter cota e o outro não. Vocês que ficam atribuindo mais "pontos" às discriminações sofridas por negros do que as sofridas pelos outros grupos, baseado em critérios próprios e completamente subjetivos.
Outra coisa que vocês são campeões nesse tópico é a inversão de valores, se tem uma coisa que não é subjetiva e da qual não usamos critérios próprios é essa da discriminaçãor racial que coloca os negros e pardos na base da pirâmide, em uma versão tupiniquim do aphartaid social. Você acompanhou o tópico desde a primeira página e foi postado vários estudos que coadunam com nossa posição ( fora o fato por si só), e por outro lado você tem o que? Tem algum estudo que demonstra que não existe problema racial na questão da segregação social, que a presença maciça de negros na base e a quase completa ausência no topo não provém de um problema racial? Não vi nenhum até agora, porque aí sim, para defender esse ponto só critérios próprios e ou subjetivos, de pura negação do racismo e hipocrisia em relação aos fatos.
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Data da postagem: 05/02/2016, 07:39

A base da pirâmide é pobre. É uma pirâmide social, não racial.
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Data da postagem: 05/02/2016, 07:59

Racismo e hipocrisia...Sério, não aguento mais debater esse assunto, nunca precisei de cotas, nunca fui rica, estudei em escola pública, acho vitimismo sim, o Barata já me crucificou aqui por não concordar com cotas raciais, acha que sou uma "adestrada".
Pois copiando e colando, sem omitir a fonte, o texto abaixo diz exatamente o que eu penso sobre COTAS RACIAIS.
Negro que não é negro passou em concurso por causa de cotas que não são só para negros
O sistema de cotas (quaisquer uma delas, seja pra ingresso no Ensino Superior, seja pra concurso público) é algo que políticos adoram, ainda mais porque isso os ajuda a serem eleitos. Já começa pela formação do Congresso, que tentam obrigar que tenha um contingente maior de mulheres, mesmo levando em conta que a maioria dos eleitores são do sexo feminino, e se elas não querem votar nelas mesmas, obrigar por força de lei que tenha um candidato que de outra maneira não seria eleito não é ir contra a vontade da população? Já a cota para negros e pardos para ingresso no Ensino Superior é para "corrigir" uma dívida histórica.. Em 10 anos aplicando o critério de cotas teve tempo suficiente para garantir ensino de qualidade desde a Educação Básica, mas assim como a CPMF, as cotas viraram muleta, em que ninguém se sentiu na necessidade de mudar algo. Veio a lei 12.990, de 9 de junho de 2014, a qual garantiu 20% das vagas dos concursos públicos para negros. Ponto, estamos mudando o país, certo?
Bem, esqueceram que estamos no Brasil, a Terra do Jeitinho. Um cardiologista que passou no concurso do Instituto Nacional do Câncer declarou-se negro. O problema é que ele tem tom de pele claro, que o Ministério Público Federal (por meio de mágica, imagino) está investigando o caso. Temos vários probleminhas aí.
lei 12.990, de 9 de junho de 2014:
Antes de mais nada, vamos ler a Lei (já que eu sei que vocês não clicaram no link).
Art. 1º Ficam reservadas aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União, na forma desta Lei
Art. 2º Poderão concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Parágrafo único. Na hipótese de constatação de declaração falsa, o candidato será eliminado do concurso e, se houver sido nomeado, ficará sujeito à anulação da sua admissão ao serviço ou emprego público, após procedimento administrativo em que lhe sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.
Resumindo a lei: Você quer uma vaga? Se você se autodeclarar negro ou pardo, poderá concorrer às vagas destinadas a cotistas. Ok, beleza. Como fazer isso? Bem, usa-se o critério do IBGE. Mas pelo visto ninguém sabe como é esse critério. Pois vou lhes contar.
Primeiro, é autoatribuição. Você se diz negro, você é negro. Eu conheço gente do IBGE que me disse que isso é um inferno na hora de tabular os dados. O pesquisador não pode interferir na pesquisa. Assim, se ele for falar com o senhor Johan Strauss Reichsfuhrer da Silva e este disser que é negro, mesmo sendo loiro e de olhos azuis, o pesquisador terá que jogar na planilha que o sr. Johan é negro. Se o senhor Johan for preencher o formulário, ele pode declarar-se até asiático (já veremos mais sobre isso mais pra frente). A resposta é valida.
O segundo método é a heteroatribuição de pertença. Este método dependerá de uma segunda pessoa (pode ser mais de uma até) que definirá o grupo étnico do sujeito. No caso do senhor Johan Strauss Reichsfuhrer da Silva (não ria, eu já vi delegado chamado Hitler Musslini), ele iria para uma ala, em que alguns oficiais nomeados avaliaram-no para saber se ele é negro, pardo, branquelo, japa etc.
O terceiro método é a identificação de grandes grupos populacionais por meio de técnicas como DNA. Só que DNA não pode ser aplicável me pesquisas para saber se o sr. Johan é negro, branco, indiano, iraniano etc., pois é invasivo, e ninguém é obrigado ceder material biológico, senão por força de ordem judicial. (prestem atenção em tudo o que estou escrevendo). Isso tudo pode ser problemático, como foi o caso de irmãos gêmeos que prestaram concurso para a UnB. Um foi reconhecido como negro, mas o outro não, e eles são gêmeos idênticos.

Tudo isso foi o preâmbulo para relatar um ocorrido.
O dr. Bruno Feijó Ouriques é médico cardiologista. Ele pleiteou uma das 11 vagas para cotistas no último concurso para o INCa. É esse distinto senhor aqui:

Bem, a alegação é que o dr. Ouriques não poderia se candidatar na vaga de cotas porque não é negro, mas a legislação diz que pode-se declarar como negros os negros e pardos. Eu não sei, mas ele não tem cara de caucasiano. Os irmãos da UnB não parecem negros, absolutamente negros. Vejamos outra pessoa:

O dr. Kootrapali, digo, o ator Kunal Nayyar não é africano, ele nasceu em Londres, Inglaterra. É europeu. Não é afrodescendente. Na verdade ele tem feições orientais. Sim, orientais asiáticas, pois ao que eu me lembre de Geografia, a Índia fica na Ásia, assim como Arábia Saudita, Irã, Israel, Paquistão etc. Nem todo asiático se parece com o Bruce Lee. Sabia a Sofia Loren e a Monica Bellucci? São tão latinas quanto Pancho Villa, Chico Anísio, Ana Maria Braga e o Papa Francisco.. Nayyar poderia se candidatar a cotas? E a filha do Richard Dawkins? Ela é afrodescendente, já que papai Dawkins nasceu no Quênia. Quem tem direito a cotas? Eu? Eu sou europeu, pois nasci na Irlanda. Tão europeu quanto o Rei da Suécia. Putin é tão asiático quanto Nayyar, quanto Kim Jong Un, quanto Shimon Peres quanto Aiatolá Kamenei.
Outras pessoas se autodeclararão negros, e mesmo alguém de cabelos loiros e olhos azuis ainda serão negros. Como fazer? Esses negros deixaram de ser negros de verdade?

Um aborígene australiano é considerado negro para ganhar cotas? Se for, estamos resgatando uma dívida histórica com eles, sendo que eles jamais sabiam que o Brasil existe?
Isso já aconteceu antes, e vai acontecer de novo. Não tem como prevenir. Ser afrodescendente não garante pele negra, nem mesmo sendo nascido lá, filho de tribos africanas, ou de alguém que emigrou. O quão negro você tem que ser?
Não, péra! Vamos baixar uma lei obrigando a todo mundo a registrar o seu DNA, para que Sua Fordeza decida quem é negro? Levando em conta a alta miscigenação do Brasil, temos que criar parâmetros. A partir de tantos genes podermos dizer quem é quem, pois todos os pardos são iguais, mas alguns são mais pardos que os outros. Deu muito certo. Até poderíamos contratar a IBM para construir sistemas que façam a triagem dessas pessoas. Olha que maneiro! Que satisfação de morar num lugar assim!
Oh! maravilha!
Que adoráveis criaturas temos aqui!
Como é bela a espécie humana!
Ó ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
que possui gente assim!
– A Tempestade, Ato V
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/09/branco-olhos-verdes-aprovado-cotas-itamaraty.html
Pois copiando e colando, sem omitir a fonte, o texto abaixo diz exatamente o que eu penso sobre COTAS RACIAIS.
Negro que não é negro passou em concurso por causa de cotas que não são só para negros
O sistema de cotas (quaisquer uma delas, seja pra ingresso no Ensino Superior, seja pra concurso público) é algo que políticos adoram, ainda mais porque isso os ajuda a serem eleitos. Já começa pela formação do Congresso, que tentam obrigar que tenha um contingente maior de mulheres, mesmo levando em conta que a maioria dos eleitores são do sexo feminino, e se elas não querem votar nelas mesmas, obrigar por força de lei que tenha um candidato que de outra maneira não seria eleito não é ir contra a vontade da população? Já a cota para negros e pardos para ingresso no Ensino Superior é para "corrigir" uma dívida histórica.. Em 10 anos aplicando o critério de cotas teve tempo suficiente para garantir ensino de qualidade desde a Educação Básica, mas assim como a CPMF, as cotas viraram muleta, em que ninguém se sentiu na necessidade de mudar algo. Veio a lei 12.990, de 9 de junho de 2014, a qual garantiu 20% das vagas dos concursos públicos para negros. Ponto, estamos mudando o país, certo?
Bem, esqueceram que estamos no Brasil, a Terra do Jeitinho. Um cardiologista que passou no concurso do Instituto Nacional do Câncer declarou-se negro. O problema é que ele tem tom de pele claro, que o Ministério Público Federal (por meio de mágica, imagino) está investigando o caso. Temos vários probleminhas aí.
lei 12.990, de 9 de junho de 2014:
Antes de mais nada, vamos ler a Lei (já que eu sei que vocês não clicaram no link).
Art. 1º Ficam reservadas aos negros 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União, na forma desta Lei
Art. 2º Poderão concorrer às vagas reservadas a candidatos negros aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Parágrafo único. Na hipótese de constatação de declaração falsa, o candidato será eliminado do concurso e, se houver sido nomeado, ficará sujeito à anulação da sua admissão ao serviço ou emprego público, após procedimento administrativo em que lhe sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.
Resumindo a lei: Você quer uma vaga? Se você se autodeclarar negro ou pardo, poderá concorrer às vagas destinadas a cotistas. Ok, beleza. Como fazer isso? Bem, usa-se o critério do IBGE. Mas pelo visto ninguém sabe como é esse critério. Pois vou lhes contar.
Primeiro, é autoatribuição. Você se diz negro, você é negro. Eu conheço gente do IBGE que me disse que isso é um inferno na hora de tabular os dados. O pesquisador não pode interferir na pesquisa. Assim, se ele for falar com o senhor Johan Strauss Reichsfuhrer da Silva e este disser que é negro, mesmo sendo loiro e de olhos azuis, o pesquisador terá que jogar na planilha que o sr. Johan é negro. Se o senhor Johan for preencher o formulário, ele pode declarar-se até asiático (já veremos mais sobre isso mais pra frente). A resposta é valida.
O segundo método é a heteroatribuição de pertença. Este método dependerá de uma segunda pessoa (pode ser mais de uma até) que definirá o grupo étnico do sujeito. No caso do senhor Johan Strauss Reichsfuhrer da Silva (não ria, eu já vi delegado chamado Hitler Musslini), ele iria para uma ala, em que alguns oficiais nomeados avaliaram-no para saber se ele é negro, pardo, branquelo, japa etc.
O terceiro método é a identificação de grandes grupos populacionais por meio de técnicas como DNA. Só que DNA não pode ser aplicável me pesquisas para saber se o sr. Johan é negro, branco, indiano, iraniano etc., pois é invasivo, e ninguém é obrigado ceder material biológico, senão por força de ordem judicial. (prestem atenção em tudo o que estou escrevendo). Isso tudo pode ser problemático, como foi o caso de irmãos gêmeos que prestaram concurso para a UnB. Um foi reconhecido como negro, mas o outro não, e eles são gêmeos idênticos.

Tudo isso foi o preâmbulo para relatar um ocorrido.
O dr. Bruno Feijó Ouriques é médico cardiologista. Ele pleiteou uma das 11 vagas para cotistas no último concurso para o INCa. É esse distinto senhor aqui:

Bem, a alegação é que o dr. Ouriques não poderia se candidatar na vaga de cotas porque não é negro, mas a legislação diz que pode-se declarar como negros os negros e pardos. Eu não sei, mas ele não tem cara de caucasiano. Os irmãos da UnB não parecem negros, absolutamente negros. Vejamos outra pessoa:

O dr. Kootrapali, digo, o ator Kunal Nayyar não é africano, ele nasceu em Londres, Inglaterra. É europeu. Não é afrodescendente. Na verdade ele tem feições orientais. Sim, orientais asiáticas, pois ao que eu me lembre de Geografia, a Índia fica na Ásia, assim como Arábia Saudita, Irã, Israel, Paquistão etc. Nem todo asiático se parece com o Bruce Lee. Sabia a Sofia Loren e a Monica Bellucci? São tão latinas quanto Pancho Villa, Chico Anísio, Ana Maria Braga e o Papa Francisco.. Nayyar poderia se candidatar a cotas? E a filha do Richard Dawkins? Ela é afrodescendente, já que papai Dawkins nasceu no Quênia. Quem tem direito a cotas? Eu? Eu sou europeu, pois nasci na Irlanda. Tão europeu quanto o Rei da Suécia. Putin é tão asiático quanto Nayyar, quanto Kim Jong Un, quanto Shimon Peres quanto Aiatolá Kamenei.
Outras pessoas se autodeclararão negros, e mesmo alguém de cabelos loiros e olhos azuis ainda serão negros. Como fazer? Esses negros deixaram de ser negros de verdade?

Um aborígene australiano é considerado negro para ganhar cotas? Se for, estamos resgatando uma dívida histórica com eles, sendo que eles jamais sabiam que o Brasil existe?
Isso já aconteceu antes, e vai acontecer de novo. Não tem como prevenir. Ser afrodescendente não garante pele negra, nem mesmo sendo nascido lá, filho de tribos africanas, ou de alguém que emigrou. O quão negro você tem que ser?
Não, péra! Vamos baixar uma lei obrigando a todo mundo a registrar o seu DNA, para que Sua Fordeza decida quem é negro? Levando em conta a alta miscigenação do Brasil, temos que criar parâmetros. A partir de tantos genes podermos dizer quem é quem, pois todos os pardos são iguais, mas alguns são mais pardos que os outros. Deu muito certo. Até poderíamos contratar a IBM para construir sistemas que façam a triagem dessas pessoas. Olha que maneiro! Que satisfação de morar num lugar assim!
Oh! maravilha!
Que adoráveis criaturas temos aqui!
Como é bela a espécie humana!
Ó ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
que possui gente assim!
– A Tempestade, Ato V
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/09/branco-olhos-verdes-aprovado-cotas-itamaraty.html
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Data da postagem: 05/02/2016, 08:03

Citação de: _Juca_ em 05 de Fevereiro de 2016, 10:39:13
E o que dizer da sua negação ao fato de que cotas raciais efetivamente discriminam pessoas na mesmíssima condição sócio-econômica?
Também é hipocrisia? Ou é dupli-pensar? Ou é só birra mesmo?
Citação de: Gaúcho em 05 de Fevereiro de 2016, 09:57:49Descriminação por classe social, sim. É fato que alguém que teve menos preparo, estudou em escolas piores, está em desvantagem em relação a quem teve dinheiro para pagar por melhores escolas e cursinhos.
Descriminação por cor? Não. Entra no mesmo caso dos gordos, homossexuais etc. Não existe um motivo para um desses grupos ter cota e o outro não. Vocês que ficam atribuindo mais "pontos" às discriminações sofridas por negros do que as sofridas pelos outros grupos, baseado em critérios próprios e completamente subjetivos.
Outra coisa que vocês são campeões nesse tópico é a inversão de valores, se tem uma coisa que não é subjetiva e da qual não usamos critérios próprios é essa da discriminaçãor racial que coloca os negros e pardos na base da pirâmide, em uma versão tupiniquim do aphartaid social. Você acompanhou o tópico desde a primeira página e foi postado vários estudos que coadunam com nossa posição ( fora o fato por si só), e por outro lado você tem o que? Tem algum estudo que demonstra que não existe problema racial na questão da segregação social, que a presença maciça de negros na base e a quase completa ausência no topo não provém de um problema racial? Não vi nenhum até agora, porque aí sim, para defender esse ponto só critérios próprios e ou subjetivos, de pura negação do racismo e hipocrisia em relação aos fatos.
E o que dizer da sua negação ao fato de que cotas raciais efetivamente discriminam pessoas na mesmíssima condição sócio-econômica?
Também é hipocrisia? Ou é dupli-pensar? Ou é só birra mesmo?
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Data da postagem: 05/02/2016, 08:05