
Clube Cético
Deus existe?
Autor: Erivelton | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 174972 Comentários: 2831

Deus existe?
"Crítica da Razão Pura", tem sido comum para as pessoas pensantes insistir que é impossível provar a existência de Deus. Na verdade, essa afirmação tem sido elevada ao nível de dogma, na cultura intelectual das pessoas. A razão que me faz saber que isso é considerado um dogma inquestionável é a reação que eu provoco quando trago a tona essa questão. Quando alguém diz: "Você não pode provar a existência de Deus", tenho vontade de perguntar: "Como você sabe? Você acabou de me conhecer! Como você sabe o que eu posso fazer ou não?"
O que a maioria das pessoas quer dizer quando pronunciam essa afirmação? A maior parte das pessoas quer dizer que eu não posso dar um argumento filosófico para a existência de Deus que convença todo os seres pensantes. É impossível dar um argumento que possa forçar uma concordância, então o problema continua. Se o meu argumento não convencer o ateu mais ardente, eles dizem, então não provei a existência de Deus. Enquanto não convencer tal ateu a acreditar, meus argumentos não podem ser considerados como uma prova. Ora, se eles não podem ser considerados como provas, para que servem?
Eu concordo que não posso dar um argumento que convença todo ser pensante. Mas o que isso me diz? Diz qualquer coisa a respeito de Deus? Não. Diz mais sobre a natureza da prova do que sobre a existência de Deus. Eu não posso dar um argumento que convença qualquer um, sem a possibilidade de dúvida, de que Deus existe. Mas isso não é problema. Veja, eu não posso dar argumento a favor de nenhuma conclusão filosófica interessante que seja aceito por todos sem a possibilidade de dúvida.
Eu não posso provar, sem que haja a possibilidade da dúvida - de uma forma que convença todos os filósofos - que as montanhas rochosas estejam realmente aqui, como um objeto independente da mente. Eu não posso provar que o universo inteiro não tenha passado a existir cinco minutos atrás e que todas as nossas aparentes memórias não sejam ilusões. Eu não posso provar que as outras pessoas que você vê no campus tenham mentes. Talvez sejam robôs super inteligentes.
Não há nenhuma conclusão filosófica interessante que possa ser provada sem que haja a possibilidade de dúvida. Assim, o fato de o argumento que defende a existência de Deus não produzir certezas matemáticas não enfraquece certamente por si só a possibilidade da existência de Deus. Apenas coloca a questão da existência de Deus na mesma categoria que outras questões tais como a da existência de um mundo externo independente da mente e a questão de como sabemos que as outras pessoas têm mentes.
Isso significa que os argumentos para a existência de Deus são inúteis? De modo algum. Claro, eu não posso dar um argumento que convença todo ser pensante, mas isso não significa que eu não tenha uma boa razão para acreditar em Deus. Na verdade, algumas das minhas razões para acreditar em Deus podem ser persuasivas para você. Mas, mesmo se você não for convencido a acreditar que Deus existe, meu argumento não será inútil. É razoável acreditar que as montanhas sejam reais e nossas memórias sejam geralmente confiáveis e que outras mentes existam. É razoável acreditar nessas coisas mesmo que elas não possam ser provadas. Talvez alguns de meus argumentos sobre a existência de Deus irão persuadir você que acreditar em Deus é razoável.
Assim, como podemos saber que Deus existe? Ao invés de procurar conclusões acima da possibilidade de dúvida, pesamos as evidências e consideramos as alternativas. Que alternativa corresponde melhor à evidência?
Abraços e boas reflexões.
Aguardo argumentos.
"Crítica da Razão Pura", tem sido comum para as pessoas pensantes insistir que é impossível provar a existência de Deus. Na verdade, essa afirmação tem sido elevada ao nível de dogma, na cultura intelectual das pessoas. A razão que me faz saber que isso é considerado um dogma inquestionável é a reação que eu provoco quando trago a tona essa questão. Quando alguém diz: "Você não pode provar a existência de Deus", tenho vontade de perguntar: "Como você sabe? Você acabou de me conhecer! Como você sabe o que eu posso fazer ou não?"
O que a maioria das pessoas quer dizer quando pronunciam essa afirmação? A maior parte das pessoas quer dizer que eu não posso dar um argumento filosófico para a existência de Deus que convença todo os seres pensantes. É impossível dar um argumento que possa forçar uma concordância, então o problema continua. Se o meu argumento não convencer o ateu mais ardente, eles dizem, então não provei a existência de Deus. Enquanto não convencer tal ateu a acreditar, meus argumentos não podem ser considerados como uma prova. Ora, se eles não podem ser considerados como provas, para que servem?
Eu concordo que não posso dar um argumento que convença todo ser pensante. Mas o que isso me diz? Diz qualquer coisa a respeito de Deus? Não. Diz mais sobre a natureza da prova do que sobre a existência de Deus. Eu não posso dar um argumento que convença qualquer um, sem a possibilidade de dúvida, de que Deus existe. Mas isso não é problema. Veja, eu não posso dar argumento a favor de nenhuma conclusão filosófica interessante que seja aceito por todos sem a possibilidade de dúvida.
Eu não posso provar, sem que haja a possibilidade da dúvida - de uma forma que convença todos os filósofos - que as montanhas rochosas estejam realmente aqui, como um objeto independente da mente. Eu não posso provar que o universo inteiro não tenha passado a existir cinco minutos atrás e que todas as nossas aparentes memórias não sejam ilusões. Eu não posso provar que as outras pessoas que você vê no campus tenham mentes. Talvez sejam robôs super inteligentes.
Não há nenhuma conclusão filosófica interessante que possa ser provada sem que haja a possibilidade de dúvida. Assim, o fato de o argumento que defende a existência de Deus não produzir certezas matemáticas não enfraquece certamente por si só a possibilidade da existência de Deus. Apenas coloca a questão da existência de Deus na mesma categoria que outras questões tais como a da existência de um mundo externo independente da mente e a questão de como sabemos que as outras pessoas têm mentes.
Isso significa que os argumentos para a existência de Deus são inúteis? De modo algum. Claro, eu não posso dar um argumento que convença todo ser pensante, mas isso não significa que eu não tenha uma boa razão para acreditar em Deus. Na verdade, algumas das minhas razões para acreditar em Deus podem ser persuasivas para você. Mas, mesmo se você não for convencido a acreditar que Deus existe, meu argumento não será inútil. É razoável acreditar que as montanhas sejam reais e nossas memórias sejam geralmente confiáveis e que outras mentes existam. É razoável acreditar nessas coisas mesmo que elas não possam ser provadas. Talvez alguns de meus argumentos sobre a existência de Deus irão persuadir você que acreditar em Deus é razoável.
Assim, como podemos saber que Deus existe? Ao invés de procurar conclusões acima da possibilidade de dúvida, pesamos as evidências e consideramos as alternativas. Que alternativa corresponde melhor à evidência?
Abraços e boas reflexões.
Aguardo argumentos.
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Data da postagem: 01/08/2006, 08:01

Erivelton, quando der, dê uma passadinha no tópico de apresentações, na seção "Papo-Furado" e fale um pouco sobre você...
Ah... e seja bem vindo...
Ah... e seja bem vindo...
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Data da postagem: 01/08/2006, 08:24

Existem vários argumentos que provam definitivamente que Deus existem. Também existem vários argumentos que provam definitivamente que Deus não existe. Todos com com lógica impecável. Qual é o problema com os argumentos de ambas as categorias? As premissas. Para elaborar um argumento você depende de boas premissas, mas para seu argumento ser aceito, a outra pessoa vai ter que aceitar as suas premissas. Se você quiser que seu argumento seja universalmente aceito, é bom você conseguir um jeito de provar as suas premissas.
Eu sou um agnóstico, eu jogo no time dos que não acreditam que se possa provar que Deus existe e nem que ele não existe, mas as razões para esse meu posicionalmente são menos filosóficas do que científicas. Eu acredito que a melhor forma de se alcançar as verdades sobre a vida, o universo e tudo o mais é através da examinação científica, empírica, da realidade. Teorias sobre como funciona o mundo são muitos úteis para a ciência, mas elas só sobrevivem na medida em que são confrontadas com a realidade observável através de experimentos.
Geralmente a ciência é uma ferramenta excepcional, mas infelizmente ela também tem limites. Um desses limites, pelo menos atualmente, é observar os bastidores de universo, o que inclui se determinar se o uiverso é ou não produto da criação de uma entidade inteligente. Nossas ferramentas não alcançam até lá e essa parece ser uma área eternamente fora de nosso alcance. Também estão longe do escrutínio científico a análise das premissas desses tantos argumentos que provam e que desprovam que Deus existe. Não temos evidência factual; e se contra fatos não há argumentos, o que sobra então são argumentos contra argumentos. Argumentos esses geralmente desenvolvidos por alguém que já tinha sua própria opinião sobre o assunto e os criou na medida para confirmar as suas próprias expectativas acerca do tema.
Eu sou um agnóstico, eu jogo no time dos que não acreditam que se possa provar que Deus existe e nem que ele não existe, mas as razões para esse meu posicionalmente são menos filosóficas do que científicas. Eu acredito que a melhor forma de se alcançar as verdades sobre a vida, o universo e tudo o mais é através da examinação científica, empírica, da realidade. Teorias sobre como funciona o mundo são muitos úteis para a ciência, mas elas só sobrevivem na medida em que são confrontadas com a realidade observável através de experimentos.
Geralmente a ciência é uma ferramenta excepcional, mas infelizmente ela também tem limites. Um desses limites, pelo menos atualmente, é observar os bastidores de universo, o que inclui se determinar se o uiverso é ou não produto da criação de uma entidade inteligente. Nossas ferramentas não alcançam até lá e essa parece ser uma área eternamente fora de nosso alcance. Também estão longe do escrutínio científico a análise das premissas desses tantos argumentos que provam e que desprovam que Deus existe. Não temos evidência factual; e se contra fatos não há argumentos, o que sobra então são argumentos contra argumentos. Argumentos esses geralmente desenvolvidos por alguém que já tinha sua própria opinião sobre o assunto e os criou na medida para confirmar as suas próprias expectativas acerca do tema.
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Data da postagem: 01/08/2006, 08:27
Ah, gente, pera lá, esse titulo é clichê demais!
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Data da postagem: 01/08/2006, 08:43

Depende do que você conceitua como Deus, para os panteístas Deus é o universo.
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Data da postagem: 01/08/2006, 09:46
Deus pode ser muitas coisas:
Deuses históricos ou religiosos não só podem ser provados como sendo falsos, como já foram. Isso mesmo. Jesus Cristo nunca existiu. Deus nunca existiu. Alá nunca existiu. E isso tudo pode ser provado analisando as alegações que aparecem em seus respectivos livros sagrados, que não combinam com a realidade.
O Deus Panteísta não passa de um eufemismo para universo. Não vejo razões para se mudar a palavra "universo" para "deus". Panteístas são bobos.
O Deus das Lacunas é o único que tem o mínimo de probabilidade de existir. Mas o mínimo é bem menos que o mínimo do mínimo, pois é uma alegação extraordinária que exigiria uma explicação extraordinária, mais complexa do que o nosso próprio universo. E também não pode ser falseada. Por isso é completamente descartada pelos céticos.
Se formos olhr por cima, a resposta à pergunta "Deus existe?" é…
não!
Deuses históricos ou religiosos não só podem ser provados como sendo falsos, como já foram. Isso mesmo. Jesus Cristo nunca existiu. Deus nunca existiu. Alá nunca existiu. E isso tudo pode ser provado analisando as alegações que aparecem em seus respectivos livros sagrados, que não combinam com a realidade.
O Deus Panteísta não passa de um eufemismo para universo. Não vejo razões para se mudar a palavra "universo" para "deus". Panteístas são bobos.
O Deus das Lacunas é o único que tem o mínimo de probabilidade de existir. Mas o mínimo é bem menos que o mínimo do mínimo, pois é uma alegação extraordinária que exigiria uma explicação extraordinária, mais complexa do que o nosso próprio universo. E também não pode ser falseada. Por isso é completamente descartada pelos céticos.
Se formos olhr por cima, a resposta à pergunta "Deus existe?" é…
não!
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Data da postagem: 01/08/2006, 12:19
Ninguém sabe se deus existe porque não existem respostas científicas ou filosóficas que possam responder a essa pergunta no momento – o campeonato está em andamento. O que sabemos é que existem teístas – aqueles que acreditam em algum tipo de deus, ateístas – aqueles que não acreditam em nenhum tipo de deus e céticos – aqueles que não acreditam e nem desacreditam porque têm dúvidas, cogitando ambas as possibilidades.
Isso é como fazer aposta numa final de campeonato. João torce para o Flamengo, José para o Vasco e Maria não gosta de perder dinheiro. João e José estão tentando convencer Maria a apostar no seu time. Cada um deles aponta diversos motivos por que está convicto que seu time irá ganhar, mas o que para eles parecem fortes evidências, para Maria não passa de indícios, pois Maria não torce nem para o Vasco e nem para o Flamengo. Pelo pouco que entende de futebol Maria sabe que não se deve levar em conta tudo o que se sabe sobre futebol, pois uma final, contra todas as expectativas tem o poder “inexplicável” de ressuscitar cachorro morto. Maria conclui que os indícios apontam para uma vitória do Vasco, mas se mantém cética, pois cogitando ambas as possibilidades tem dúvidas de qual dos dois irá levantar o caneco e não gosta de perder dinheiro.
Isso é como fazer aposta numa final de campeonato. João torce para o Flamengo, José para o Vasco e Maria não gosta de perder dinheiro. João e José estão tentando convencer Maria a apostar no seu time. Cada um deles aponta diversos motivos por que está convicto que seu time irá ganhar, mas o que para eles parecem fortes evidências, para Maria não passa de indícios, pois Maria não torce nem para o Vasco e nem para o Flamengo. Pelo pouco que entende de futebol Maria sabe que não se deve levar em conta tudo o que se sabe sobre futebol, pois uma final, contra todas as expectativas tem o poder “inexplicável” de ressuscitar cachorro morto. Maria conclui que os indícios apontam para uma vitória do Vasco, mas se mantém cética, pois cogitando ambas as possibilidades tem dúvidas de qual dos dois irá levantar o caneco e não gosta de perder dinheiro.
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Data da postagem: 01/08/2006, 12:29

Luz, daqui pra frente vou te chamar de Maria! 

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Data da postagem: 01/08/2006, 13:26
Citação de: L. Duran em 01 de Agosto de 2006, 17:26:50
Pode!
mas se me chamar de vascaína ou flamenguista te denuncio pro moderador! 
Luz, daqui pra frente vou te chamar de Maria!
Pode!

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Data da postagem: 01/08/2006, 14:48

Citação de: Luz em 01 de Agosto de 2006, 16:29:18
Não me fale nesse jogo
Isso é como fazer aposta numa final de campeonato. João torce para o Flamengo, José para o Vasco e Maria não gosta de perder dinheiro. João e José estão tentando convencer Maria a apostar no seu time.
Não me fale nesse jogo
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Data da postagem: 01/08/2006, 14:50

por quê? qualquer vaga lembrança do santos te faz tremer?
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Data da postagem: 01/08/2006, 14:54