
Clube Cético
Governo Bolsonaro
Autor: JJ | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 112952 Comentários: 7567
Em terra de cego quem tem cão guia é rei. Até o Frota consegui ser menos cego que o Flávio.
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Data da postagem: 10/04/2019, 12:45

Cada filósofo com seu crítico.
No caso do olavo, o frota já da conta do recado.
So fazendo um transplante de cerebro no "filosofo", para ele conseguir chamar a atenção de criticos mais refinados.
Ele é terraplanista? se nao é, falta pouco.
Cade a chauí para babar e vociferar contra o velho e chama-lo de nazista? ela tambem serve para criticar o olavo, está no nível dele.
O que dizer do nível intelectual de uma nação onde gente como olavo e chaui são chamados de filósofos e gente como lula, dilma e bolsonaro chegam a presidência? (um nasceu de mãe analfabeta, outra estoca vento e o último tem o olavo como guru)
O Brasil é denso, mas muito denso mesmo.
No caso do olavo, o frota já da conta do recado.
So fazendo um transplante de cerebro no "filosofo", para ele conseguir chamar a atenção de criticos mais refinados.
Ele é terraplanista? se nao é, falta pouco.
Cade a chauí para babar e vociferar contra o velho e chama-lo de nazista? ela tambem serve para criticar o olavo, está no nível dele.
O que dizer do nível intelectual de uma nação onde gente como olavo e chaui são chamados de filósofos e gente como lula, dilma e bolsonaro chegam a presidência? (um nasceu de mãe analfabeta, outra estoca vento e o último tem o olavo como guru)
O Brasil é denso, mas muito denso mesmo.
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Data da postagem: 10/04/2019, 17:26

Em entrevista a Pedro Bial, Olavo de Carvalho sugere que Bolsonaro dê um ministério para cada filho
https://gshow.globo.com/programas/conversa-com-bial/noticia/em-entrevista-a-pedro-bial-olavo-de-carvalho-sugere-que-bolsonaro-de-um-ministerio-para-cada-filho.ghtml
Acho que também poderia ter uma Secretaria de Ambiente Astrológico que poderia integrar os trabalhos de controle do clima que espírito do cacique Cobra Coral já realiza com contrato com alguns estados brasileiros.
https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2018/03/cacique-cobra-coral-fundacao-que-se-diz-capaz-de-mudar-o-clima.html
https://gshow.globo.com/programas/conversa-com-bial/noticia/em-entrevista-a-pedro-bial-olavo-de-carvalho-sugere-que-bolsonaro-de-um-ministerio-para-cada-filho.ghtml
Acho que também poderia ter uma Secretaria de Ambiente Astrológico que poderia integrar os trabalhos de controle do clima que espírito do cacique Cobra Coral já realiza com contrato com alguns estados brasileiros.
https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2018/03/cacique-cobra-coral-fundacao-que-se-diz-capaz-de-mudar-o-clima.html
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Data da postagem: 10/04/2019, 18:22
Falta pouco mesmo. Porque o Olavão não é terraplanista mas é geocentrista.
Ele prega para os seus 500 mil seguidores no Face que o universo gira em torno do nosso planetinha.
Imagine aquela estrelinha a porrilhões de anos luz... Para os olavetes ela, a cada vinte e quatro horas, viajando a uma velocidade milhões e milhões de vezes mais rápida que a da luz, dá uma volta completa em torno da nossa importantíssima Terra.
Colocando um pouco o preconceito de lado, eu acho que o Olavo é um caso que merece estudo, observação e reflexão. Por que alguém que cotidianamente diz bobagens dessa magnitude é reverenciado por tanta gente como um intelectual? Por que esse nível de idiotice consegue seduzir tantos? Como ele pode ter influência no governo?
No fenômeno Olavo de Carvalho existe muita informação para ajudar a entender o mundo de hoje e a psicologia do ser humano.
Uma amostragem do pensamento de Olavo:
- A Terra não se move. Michelson e Morsley fizeram o experimento para provar que a Terra se movia.
- Conspiração URSAL
- Os americanos encontraram as armas de destruição em massa do Saddam mas estão fazendo segredo.
- O petróleo não é um combustível fóssil e é inesgotável.
- Vacinas fazem mal.
- A pepsi usa fetos abortados como adoçante.
- Fumar faz bem à saúde. As campanhas anti-fumo têm como objetivo substituir o cigarro por drogas mais pesadas. Parece que é parte do complô comunista mundial para a destruição dos valores da civilização cristã-ocidental.
É besteira que não acaba mais e nosso chanceler fez um curso de filosofia on line com esse homem!
Não só ele mas muita gente que não deveria babar na gravata fez o curso de um ex-astrólogo que fugiu de um manicômio nos anos 70 e ensinava magia com gatos para curar dor de cabeça.
Ele prega para os seus 500 mil seguidores no Face que o universo gira em torno do nosso planetinha.
Imagine aquela estrelinha a porrilhões de anos luz... Para os olavetes ela, a cada vinte e quatro horas, viajando a uma velocidade milhões e milhões de vezes mais rápida que a da luz, dá uma volta completa em torno da nossa importantíssima Terra.
Colocando um pouco o preconceito de lado, eu acho que o Olavo é um caso que merece estudo, observação e reflexão. Por que alguém que cotidianamente diz bobagens dessa magnitude é reverenciado por tanta gente como um intelectual? Por que esse nível de idiotice consegue seduzir tantos? Como ele pode ter influência no governo?
No fenômeno Olavo de Carvalho existe muita informação para ajudar a entender o mundo de hoje e a psicologia do ser humano.
Uma amostragem do pensamento de Olavo:
- A Terra não se move. Michelson e Morsley fizeram o experimento para provar que a Terra se movia.
- Conspiração URSAL
- Os americanos encontraram as armas de destruição em massa do Saddam mas estão fazendo segredo.
- O petróleo não é um combustível fóssil e é inesgotável.
- Vacinas fazem mal.
- A pepsi usa fetos abortados como adoçante.
- Fumar faz bem à saúde. As campanhas anti-fumo têm como objetivo substituir o cigarro por drogas mais pesadas. Parece que é parte do complô comunista mundial para a destruição dos valores da civilização cristã-ocidental.
É besteira que não acaba mais e nosso chanceler fez um curso de filosofia on line com esse homem!
Não só ele mas muita gente que não deveria babar na gravata fez o curso de um ex-astrólogo que fugiu de um manicômio nos anos 70 e ensinava magia com gatos para curar dor de cabeça.
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Data da postagem: 10/04/2019, 18:28
Gatin faz liberar ocitocina, que ajuda curar dodói. Tudo tem um fundo de verdade.
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Data da postagem: 10/04/2019, 18:38
É o nosso Rasputin. Os Bolsonaros são os nossos Romanovs.
Que pobreza.
Que pobreza.
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Data da postagem: 10/04/2019, 19:23
1/04/19 04:30 Atualizado em 11/04/19 07:29
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Moradores da Praça Seca têm que pagar ‘boleto’ todo mês
A milícia que domina a maior parte das favelas da região da Praça Seca expandiu seus domínios e já cobra taxas de segurança de quem mora no asfalto. Há pelo menos um mês, integrantes de grupos paramilitares têm ido de casa em casa, em residências localizadas em alguns trechos do entorno da Cândido Benício, na altura dos bairros de Vila Valqueire, Campinho e Praça Seca, para entregar uma espécie de boleto. No papel, onde constam o nome do chefe de cada família, o endereço completo do imóvel e o mês vigente da cobrança, o valor mensal estipulado pelos milicianos é de R$ 50 .
Para casa de dois andares, o valor dobra para cem reais. A criação do carnê do crime também atinge comerciantes. Dependendo do tamanho da loja, do bar ou do restaurante, a cobrança, neste caso semanal, varia de cem a mil reais. O anúncio do carnê do crime deixou apavorados os moradores que já convivem com as constantes trocas de tiros, entre milicianos e traficantes, na Praça Seca e em áreas próximas.
— Eles foram de casa em casa. Estavam armados e disseram que estavam pedindo uma contribuição para segurança da área. Entregaram o papel e marcaram a data para voltar e recolher o dinheiro. A gente sabia que tinha milícia em algumas comunidades, mas descer assim para o asfalto é a primeira vez. Estou apavorado. Se eu não tiver dinheiro no fim do mês, não sei como vai ser — disse X, que mora na Praça Seca há mais de 15 anos.
Atualmente, a milícia já controla as comunidades do Morro da Rua Barão, Chacrinha, Fubá, Jordão e do Campinho. Denúncias recebidas pela polícia informam que, na semana passada, o grupo paramilitar da Praça Seca teria recebido um reforço de 50 homens armados, vindos de Santa Cruz. O efetivo teria sido cedido, de acordo com os levantamentos feitos pelos policiais, por Wellington da Silva Braga, o Ecko, para agilizar a tomada da favela Bateau Mouche, uma das poucas da região que ainda continua sendo controlada por traficantes. Chefe da maior milícia do Rio, Ecko está com a prisão decretada. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão dele. Procurada para comentar o assunto, a Polícia Civil disse que a 28ª DP (Campinho) tem uma investigação em andamento sobre quadrilhas rivais, tanto de milicianos quanto de traficantes, que estabelecem disputa na região.
‘Até durante a noite eles batem na casa da gente’
Denúncias publicadas nas redes sociais revelam que a cobrança da milícia também chegou a alguns condomínios da Praça Seca, localizados próximos à comunidades. O preço estipulado pelos milicianos, de acordo com os internautas, é de R$ 50 por cada apartamento. Morador da região, Y. disse estar acostumado a viver no meio de uma guerra:
— Até durante à noite eles batem na casa da gente para pedir contribuição para segurança. A gente não tem o que fazer. É difícil morar aqui. De um lado tem tráfico e de outro a milícia. É tiro quase todo dia.
Um dos milicianos suspeitos de participar da expansão dos negócios do grupo paramilitar , na Praça Seca, é Edmilson Gomes Menezes. Com a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio, ele é apontado pela polícia como sendo um dos líderes da milícia que atua na região. No ano passado, faixas foram afixadas em passarelas da Piedade e de Cascadura, denunciando que o grupo de Edmilson estaria extorquindo moradores e comerciantes da região.
Leia mais
https://extra.globo.com/casos-de-policia/moradores-da-praca-seca-tem-que-pagar-boleto-todo-mes-23589836.html
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Moradores da Praça Seca têm que pagar ‘boleto’ todo mês
A milícia que domina a maior parte das favelas da região da Praça Seca expandiu seus domínios e já cobra taxas de segurança de quem mora no asfalto. Há pelo menos um mês, integrantes de grupos paramilitares têm ido de casa em casa, em residências localizadas em alguns trechos do entorno da Cândido Benício, na altura dos bairros de Vila Valqueire, Campinho e Praça Seca, para entregar uma espécie de boleto. No papel, onde constam o nome do chefe de cada família, o endereço completo do imóvel e o mês vigente da cobrança, o valor mensal estipulado pelos milicianos é de R$ 50 .
Para casa de dois andares, o valor dobra para cem reais. A criação do carnê do crime também atinge comerciantes. Dependendo do tamanho da loja, do bar ou do restaurante, a cobrança, neste caso semanal, varia de cem a mil reais. O anúncio do carnê do crime deixou apavorados os moradores que já convivem com as constantes trocas de tiros, entre milicianos e traficantes, na Praça Seca e em áreas próximas.
— Eles foram de casa em casa. Estavam armados e disseram que estavam pedindo uma contribuição para segurança da área. Entregaram o papel e marcaram a data para voltar e recolher o dinheiro. A gente sabia que tinha milícia em algumas comunidades, mas descer assim para o asfalto é a primeira vez. Estou apavorado. Se eu não tiver dinheiro no fim do mês, não sei como vai ser — disse X, que mora na Praça Seca há mais de 15 anos.
Atualmente, a milícia já controla as comunidades do Morro da Rua Barão, Chacrinha, Fubá, Jordão e do Campinho. Denúncias recebidas pela polícia informam que, na semana passada, o grupo paramilitar da Praça Seca teria recebido um reforço de 50 homens armados, vindos de Santa Cruz. O efetivo teria sido cedido, de acordo com os levantamentos feitos pelos policiais, por Wellington da Silva Braga, o Ecko, para agilizar a tomada da favela Bateau Mouche, uma das poucas da região que ainda continua sendo controlada por traficantes. Chefe da maior milícia do Rio, Ecko está com a prisão decretada. O Disque-Denúncia (2253-1177) oferece recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à prisão dele. Procurada para comentar o assunto, a Polícia Civil disse que a 28ª DP (Campinho) tem uma investigação em andamento sobre quadrilhas rivais, tanto de milicianos quanto de traficantes, que estabelecem disputa na região.
‘Até durante a noite eles batem na casa da gente’
Denúncias publicadas nas redes sociais revelam que a cobrança da milícia também chegou a alguns condomínios da Praça Seca, localizados próximos à comunidades. O preço estipulado pelos milicianos, de acordo com os internautas, é de R$ 50 por cada apartamento. Morador da região, Y. disse estar acostumado a viver no meio de uma guerra:
— Até durante à noite eles batem na casa da gente para pedir contribuição para segurança. A gente não tem o que fazer. É difícil morar aqui. De um lado tem tráfico e de outro a milícia. É tiro quase todo dia.
Um dos milicianos suspeitos de participar da expansão dos negócios do grupo paramilitar , na Praça Seca, é Edmilson Gomes Menezes. Com a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio, ele é apontado pela polícia como sendo um dos líderes da milícia que atua na região. No ano passado, faixas foram afixadas em passarelas da Piedade e de Cascadura, denunciando que o grupo de Edmilson estaria extorquindo moradores e comerciantes da região.
Leia mais
https://extra.globo.com/casos-de-policia/moradores-da-praca-seca-tem-que-pagar-boleto-todo-mes-23589836.html
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Data da postagem: 11/04/2019, 04:26
Praça Seca
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Largo do Visconde de Asseca
Praça Seca
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Área: 650,00 ha (em 2003)
Fundação: 23 de julho de 1981
IDH: 0,845[1](em 2000)
Habitantes: 64 147 (em 2010)[2]
Domicílios: 23 636 (em 2010)
Limites: Vila Valqueire, Campinho, Cascadura,
Quintino Bocaiúva e Tanque[3]
Subprefeitura: Barra e Jacarepaguá
Região Administrativa: Jacarepaguá
Praça Seca é um bairro da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Tem como principal via a Rua Cândido Benício, importante ligação entre Madureira e os demais bairros de Jacarepaguá.
Faz limite com os bairros de Vila Valqueire, Campinho, Cascadura, Quintino Bocaiúva e Tanque.[4]
Seu IDH, no ano 2000, era de 0,845, o 57º melhor do município do Rio de Janeiro.[5]
O clima de Jacarepaguá é variado: no litoral, é fresco e úmido, em razão da proximidade do mar e dos pântanos (atualmente quase inexistentes); na parte central, que é cercada de montanhas, o clima é quente e seco; na região da Praça Seca (Vale do Marangá), é quente, muito semelhante ao clima do restante da zona Oeste.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Seca
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Largo do Visconde de Asseca
Praça Seca
Bairro do Rio de Janeiro Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png
Área: 650,00 ha (em 2003)
Fundação: 23 de julho de 1981
IDH: 0,845[1](em 2000)
Habitantes: 64 147 (em 2010)[2]
Domicílios: 23 636 (em 2010)
Limites: Vila Valqueire, Campinho, Cascadura,
Quintino Bocaiúva e Tanque[3]
Subprefeitura: Barra e Jacarepaguá
Região Administrativa: Jacarepaguá
Praça Seca é um bairro da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro. Tem como principal via a Rua Cândido Benício, importante ligação entre Madureira e os demais bairros de Jacarepaguá.
Faz limite com os bairros de Vila Valqueire, Campinho, Cascadura, Quintino Bocaiúva e Tanque.[4]
Seu IDH, no ano 2000, era de 0,845, o 57º melhor do município do Rio de Janeiro.[5]
O clima de Jacarepaguá é variado: no litoral, é fresco e úmido, em razão da proximidade do mar e dos pântanos (atualmente quase inexistentes); na parte central, que é cercada de montanhas, o clima é quente e seco; na região da Praça Seca (Vale do Marangá), é quente, muito semelhante ao clima do restante da zona Oeste.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pra%C3%A7a_Seca
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Data da postagem: 11/04/2019, 04:31
Faltou colocar latitude e longitude do local, isso é inadmissível. A gente vai ler a reportagem achando que tem a latitude e a longitude e se depara com a falta de uma informação vital. Isso, essa relatividade pós moderna da omissão de fatos absolutamente imprescindiveis e uma abominável ignominiosa mazela da nossa modernidade.
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Data da postagem: 11/04/2019, 05:20
Maluf e CCC: “caçador de comunistas” no MEC faz brasil voltar 50 anos atrás
9 de Abril de 2019
Reprodução | ABr
Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho e para o Jornalistas pela Democracia
“Os comunistas são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios…” (eonomista Abraham Weintraub, novo ministro da Educação, em palestra no final do ano passado, durante encontro de líderes de extrema direita, em Foz do Iguaçu, no Paraná).
***
Começou tudo outra vez, com os mesmos discursos de 50 anos atrás.
“Maluf assume a prefeitura e fala sobre combate à ideologia marxista”: este é o título da coluna “Acervo Folha- Há 50 anos” de hoje (página A-4).
Num mesmo dia 8 de abril como este em que Weintraub foi nomeado ministro, só que em 1969, poucos meses após a edição do AI-5, Paulo Maluf disse em seu discurso de posse como prefeito nomeado de São Paulo pelo governo militar:
“A revolução não se limitou a manter a ordem pública, a restabelecer a autoridade, a combater a ideologia marxista-leninista e a punir corruptos. Ela transmitiu a confiança nas instituições democráticas”.
Cinismo à parte, o que temos agora é o mesmo discurso meio século envelhecido.
Chega a ser engraçado Maluf falar em “punir corruptos” no início da sua carreira, mas naquela época o Brasil estava sufocado pela ditadura militar e o pau quebrava na rua Maria Antonia, região central de São Paulo, onde estudantes da Universidade Mackenzie instalaram o QG do “Comando de Caça aos Comunistas”, o famigerado CCC, em guerra com os alunos da Faculdade de Filosofia.
O mais assustador na fala de Weintraub reproduzida na epígrafe deste texto é que ela repete quase ipsis literis o que os nazistas diziam sobre os judeus em 1930, como lembrou Gerd Wenzel, colunista da Deutsche Welle, em texto reproduzido pelo portal Brasil 247. Comparem:
“Os judeus são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios”.
É a reprise de um filme de horror comemorado por Bolsonaro na semana passada. Apenas os judeus, bodes expiatórios de Hitler, em 1939, foram substituídos pelos comunistas, em 1964.
(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)
É inacreditável que, 55 anos depois do golpe militar, o novo ministro da Educação de Bolsonaro se inspire em Paulo Maluf para combater o marxismo-leninismo.
Na nota “Nome de Guerra”, o “Painel” Folha informa na mesma página: “Membros do próprio governo brincaram nesta segunda (8) com a mística que se criou em torno de Weintraub chamando-o de `caçador de esquerdistas´”.
Quem conhece bem o novo comandante do MEC conta que, perto dele, o caricato e perigoso Vélez Rodriguez, defenestrado na segunda-feira, parece um tucano da ala moderada.
Pelo seu currículo, quase todo no mercado financeiro, Abraham Weintraub (significa uva para fazer vinho), que prefere ser chamado de Abraão, tem tanto a ver com políticas educacionais quanto eu com energia nuclear de última geração.
Como Vélez, ele também é seguidor da escola de filosofia esotérica de Olavo de Carvalho, que foi consultado e aprovou seu nome. Na mesma palestra em Foz, disse o novo ministro:
“Dá pra ganhar da esquerda se os conservadores adaptassem as ideias de Olavo _ sem ser chato”.
Outra pérola do grande educador do bolsonarismo:
“Se um comunista chega com o papo ´nhoim, nhoim´, xinga. Nesse diálogo, não dar para ter premissas racionais”.
De fato, racionalidade é a última coisa que se pode esperar dessa gente esquisita da nova ordem que tomou o Brasil de assalto.
Depois não adianta vir com a história de que precisamos todos “torcer a favor do governo para o bem do Brasil”.
Só quem vive fora da realidade pode imaginar que a torcida vai tirar o Brasil do buraco em que se afunda cada vez mais.
Assim como já tem gente com saudades do Temer, “aquele grande estadista”, logo podermos sentir falta no MEC do colombiano ensandecido que não sabia falar português.
Se for assim, é melhor deixar tudo como está para não piorar ainda mais.
No lugar do chanceler do Olavo de Carvalho, o caçador de ursos, quem eles nomeariam?
Melhor nem pensar nisso.
Vida que segue.
https://www.brasil247.com/
9 de Abril de 2019
Reprodução | ABr
Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho e para o Jornalistas pela Democracia
“Os comunistas são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios…” (eonomista Abraham Weintraub, novo ministro da Educação, em palestra no final do ano passado, durante encontro de líderes de extrema direita, em Foz do Iguaçu, no Paraná).
***
Começou tudo outra vez, com os mesmos discursos de 50 anos atrás.
“Maluf assume a prefeitura e fala sobre combate à ideologia marxista”: este é o título da coluna “Acervo Folha- Há 50 anos” de hoje (página A-4).
Num mesmo dia 8 de abril como este em que Weintraub foi nomeado ministro, só que em 1969, poucos meses após a edição do AI-5, Paulo Maluf disse em seu discurso de posse como prefeito nomeado de São Paulo pelo governo militar:
“A revolução não se limitou a manter a ordem pública, a restabelecer a autoridade, a combater a ideologia marxista-leninista e a punir corruptos. Ela transmitiu a confiança nas instituições democráticas”.
Cinismo à parte, o que temos agora é o mesmo discurso meio século envelhecido.
Chega a ser engraçado Maluf falar em “punir corruptos” no início da sua carreira, mas naquela época o Brasil estava sufocado pela ditadura militar e o pau quebrava na rua Maria Antonia, região central de São Paulo, onde estudantes da Universidade Mackenzie instalaram o QG do “Comando de Caça aos Comunistas”, o famigerado CCC, em guerra com os alunos da Faculdade de Filosofia.
O mais assustador na fala de Weintraub reproduzida na epígrafe deste texto é que ela repete quase ipsis literis o que os nazistas diziam sobre os judeus em 1930, como lembrou Gerd Wenzel, colunista da Deutsche Welle, em texto reproduzido pelo portal Brasil 247. Comparem:
“Os judeus são o topo do país. Eles são o topo das organizações financeiras; eles são os donos dos jornais; eles são os donos das grandes empresas; eles são os donos dos monopólios”.
É a reprise de um filme de horror comemorado por Bolsonaro na semana passada. Apenas os judeus, bodes expiatórios de Hitler, em 1939, foram substituídos pelos comunistas, em 1964.
(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)
É inacreditável que, 55 anos depois do golpe militar, o novo ministro da Educação de Bolsonaro se inspire em Paulo Maluf para combater o marxismo-leninismo.
Na nota “Nome de Guerra”, o “Painel” Folha informa na mesma página: “Membros do próprio governo brincaram nesta segunda (8) com a mística que se criou em torno de Weintraub chamando-o de `caçador de esquerdistas´”.
Quem conhece bem o novo comandante do MEC conta que, perto dele, o caricato e perigoso Vélez Rodriguez, defenestrado na segunda-feira, parece um tucano da ala moderada.
Pelo seu currículo, quase todo no mercado financeiro, Abraham Weintraub (significa uva para fazer vinho), que prefere ser chamado de Abraão, tem tanto a ver com políticas educacionais quanto eu com energia nuclear de última geração.
Como Vélez, ele também é seguidor da escola de filosofia esotérica de Olavo de Carvalho, que foi consultado e aprovou seu nome. Na mesma palestra em Foz, disse o novo ministro:
“Dá pra ganhar da esquerda se os conservadores adaptassem as ideias de Olavo _ sem ser chato”.
Outra pérola do grande educador do bolsonarismo:
“Se um comunista chega com o papo ´nhoim, nhoim´, xinga. Nesse diálogo, não dar para ter premissas racionais”.
De fato, racionalidade é a última coisa que se pode esperar dessa gente esquisita da nova ordem que tomou o Brasil de assalto.
Depois não adianta vir com a história de que precisamos todos “torcer a favor do governo para o bem do Brasil”.
Só quem vive fora da realidade pode imaginar que a torcida vai tirar o Brasil do buraco em que se afunda cada vez mais.
Assim como já tem gente com saudades do Temer, “aquele grande estadista”, logo podermos sentir falta no MEC do colombiano ensandecido que não sabia falar português.
Se for assim, é melhor deixar tudo como está para não piorar ainda mais.
No lugar do chanceler do Olavo de Carvalho, o caçador de ursos, quem eles nomeariam?
Melhor nem pensar nisso.
Vida que segue.
https://www.brasil247.com/
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Data da postagem: 11/04/2019, 06:08