
Clube Cético
Governo Bolsonaro
Autor: JJ | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 112952 Comentários: 7567
E ainda tem a possibilidade de demitir um general:
Carlos ministro?
Brasil 06.05.19 13:38
Jair Bolsonaro só não demitiu o general Santos Cruz ainda porque espera uma posição do filho Carlos para que assuma a Secretaria de Governo – que teria suas atribuições reformuladas.
Parece que o presidente cansou de terceirizar as crises na comunicação.
https://www.oantagonista.com/brasil/carlos-ministro/
Carlos ministro?
Brasil 06.05.19 13:38
Jair Bolsonaro só não demitiu o general Santos Cruz ainda porque espera uma posição do filho Carlos para que assuma a Secretaria de Governo – que teria suas atribuições reformuladas.
Parece que o presidente cansou de terceirizar as crises na comunicação.
https://www.oantagonista.com/brasil/carlos-ministro/
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 07/05/2019, 16:34
Citação de: Cinzu em 07 de Maio de 2019, 19:39:36
um grande absurdo esse negócio de quotas de filme nacional. Filme nacional é um produto, pra ser diplomático, pavoroso de ruim.
Se um produto é bom ele se impõe, não importa se o quanto a concorrência tenha estrutura e distribuição, o que é bom subsiste. Uma marca de chocolate famosa brasileira conseguiu se impor no mercado ainda que a concorrente estrangeira fizesse de tudo para suplantá-la. Os aviões da Embraer sao outro exemplo icônico.
Esse argumento de que tal e tal filme nacional tava até que indo bem, não se justifica. Se tem gente que gosta, e tem, o melhor a fazer seria criar salas exclusivas de filme nacional.
CitarDepois de polêmicas com Vingadores, ministro assina cota para filmes nacionais
Legislação que regimenta redes de cinema havia sido extinta em 2017
O ministro da Cidadania, Osmar Terra, que tem em suas mãos a Secretaria Especial da Cultura, assinou na última segunda (6) um documento que aprova a cota de telas, ou seja, obriga cinemas brasileiros a exibirem uma porcentagem de produções nacionais anualmente. A medida foi decretada logo após a controvérsia com o filme Vingadores: Ultimato — que ocupou mais de 80% das salas de cinema do Brasil em sua semana de estreia, gerando amplas discussões sobre monopólios e práticas predatórias no mercado cinematográfico.
Em resposta à Folha de S. Paulo, a assessoria do ministério confirmou a assinatura do decreto, mas não informou a quantidade de dias que cada cinema será obrigado a exibir longas nacionais, nem a quantidade de salas que cada filme deve ser disponibilizado. A regra deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana com detalhes relacionados aos valores. Após a publicação, o documento ainda precisa seguir para aprovação na Casa Civil e, só depois, ser encaminhado para o presidente Jair Bolsonaro assinar.
Durante 16 anos, o Brasil teve uma cota de telas vigente que estabelecia multa de 5% sobre a renda média diária da sala para cada dia que a rede descumprisse a estipulação das cotas. O decreto regulamentado em 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, deixou de ser publicado em 2017, durante a gestão de Michel Temer — fazendo com que não houvessem limitações para exibições de filmes em 2018 e 2019.
A falta de regulamentação no setor fez com que Vingadores: Ultimato ocupasse mais de 80% das salas — retirando o nacional De Pernas Pro Ar 3 de diversos cinemas, mesmo que o longa antes estivesse rendendo bons frutos a sua distribuidora.
A controvérsia fez com que a Agência Nacional do Cinema (ANCINE) convocasse uma reunião na última sexta (3) para tratar do tema. O encontro, porém, não foi nada amigável e terminou em um enorme bate boca entre a cúpula do órgão e o produtor Luiz Carlos Barreto.
um grande absurdo esse negócio de quotas de filme nacional. Filme nacional é um produto, pra ser diplomático, pavoroso de ruim.
Se um produto é bom ele se impõe, não importa se o quanto a concorrência tenha estrutura e distribuição, o que é bom subsiste. Uma marca de chocolate famosa brasileira conseguiu se impor no mercado ainda que a concorrente estrangeira fizesse de tudo para suplantá-la. Os aviões da Embraer sao outro exemplo icônico.
Esse argumento de que tal e tal filme nacional tava até que indo bem, não se justifica. Se tem gente que gosta, e tem, o melhor a fazer seria criar salas exclusivas de filme nacional.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 07/05/2019, 16:48
Citação de: Cinzu em 07 de Maio de 2019, 20:20:22
Governos americanos normalmente repeitam quem peita eles. Normalmente eles não respeitam puxa-sacos, lambe-lambes
Bolsonaro é o típico frouxo que paga de machão, essa é a verdade.
Até o Trump tá cagando pra ele:
CitarEUA mantêm bloqueio na OCDE e não cumprem barganha com Brasil
Governo de Trump não cumpriu sua parte, mas elogiou a “posição de liderança” do Brasil em abrir mão do tratamento especial na OMC
Lei mais em: https://www.valor.com.br/brasil/6243633/eua-mantem-bloqueio-na-ocde-e-nao-cumprem-barganha-com-brasil
Governos americanos normalmente repeitam quem peita eles. Normalmente eles não respeitam puxa-sacos, lambe-lambes
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 07/05/2019, 16:53

Citação de: JJ em 07 de Maio de 2019, 20:34:42
Esse antagonista não é o site que o Gustavo Bebiano 'manda' ?
É no mínimo estranho ver essas declarações sem a citação de nenhuma fonte. Nem mesmo o autor da postagem é identificado.
Citação de: Sergiomgbr em 07 de Maio de 2019, 20:48:51
Os cineastas brasileiros não são apenas inferiores em qualidade, mas também desprovidos de qualquer planejamento e bom senso.
Vingadores Ultimato era há muito tempo um dos filmes mais aguardados. Estava claro para todos que a estreia seria um sucesso em termos de bilheteria e as salas de cinema lotariam.
Quem em sã consciência planeja estrear um filme na mesma data de lançamento de uma febre popular?
É como organizarem uma partida de futebol no mesmo horário de uma final de copa do mundo e reclamarem por não terem audiência...
E ainda tem a possibilidade de demitir um general:
Carlos ministro?
Brasil 06.05.19 13:38
Jair Bolsonaro só não demitiu o general Santos Cruz ainda porque espera uma posição do filho Carlos para que assuma a Secretaria de Governo – que teria suas atribuições reformuladas.
Parece que o presidente cansou de terceirizar as crises na comunicação.
https://www.oantagonista.com/brasil/carlos-ministro/
Esse antagonista não é o site que o Gustavo Bebiano 'manda' ?
É no mínimo estranho ver essas declarações sem a citação de nenhuma fonte. Nem mesmo o autor da postagem é identificado.
Citação de: Sergiomgbr em 07 de Maio de 2019, 20:48:51
um grande absurdo esse negócio de quotas de filme nacional. Filme nacional é um produto, pra ser diplomático, pavoroso de ruim.
Se um produto é bom ele se impõe, não importa se o quanto a concorrência tenha estrutura e distribuição, o que é bom subsiste. Uma marca de chocolate famosa brasileira conseguiu se impor no mercado ainda que a concorrente estrangeira fizesse de tudo para suplantá-la. Os aviões da Embraer sao outro exemplo icônico.
Esse argumento de que tal e tal filme nacional tava até que indo bem, não se justifica. Se tem gente que gosta, e tem, o melhor a fazer seria criar salas exclusivas de filme nacional.
Os cineastas brasileiros não são apenas inferiores em qualidade, mas também desprovidos de qualquer planejamento e bom senso.
Vingadores Ultimato era há muito tempo um dos filmes mais aguardados. Estava claro para todos que a estreia seria um sucesso em termos de bilheteria e as salas de cinema lotariam.
Quem em sã consciência planeja estrear um filme na mesma data de lançamento de uma febre popular?
É como organizarem uma partida de futebol no mesmo horário de uma final de copa do mundo e reclamarem por não terem audiência...
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 07/05/2019, 17:04
Citação de: Cinzu em 07 de Maio de 2019, 21:04:54
Pelo o que eu acompanho do Antagonista os caras são bem informados. Eu não tenho visto coisas falsas no que eles noticiam.
Entretanto, preste atenção que o tom da notícia ainda é de ser uma possibilidade. Não é algo já certo certo.
Esse antagonista não é o site que o Gustavo Bebiano 'manda' ?
É no mínimo estranho ver essas declarações sem a citação de nenhuma fonte. Nem mesmo o autor da postagem é identificado.
Pelo o que eu acompanho do Antagonista os caras são bem informados. Eu não tenho visto coisas falsas no que eles noticiam.
Entretanto, preste atenção que o tom da notícia ainda é de ser uma possibilidade. Não é algo já certo certo.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 07/05/2019, 17:07

Fofoca
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 07/05/2019, 18:14

0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 07/05/2019, 21:34
Franquia do crime: 2 milhões de pessoas no RJ estão em áreas sob influência de milícias
Quadrilhas estão em 37 bairros e 165 favelas da Região Metropolitana; diferentemente da década passada, quando estavam limitadas a 161 comunidades. Área de atuação dos milicianos equivale a 1/4 da cidade do Rio.
Por Felipe Grandin, Henrique Coelho, Marco Antônio Martins e Nicolás Satriano, G1 Rio
14/03/2018 05h00 Atualizado há um ano
As milícias estão, atualmente, em 11 municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As áreas de influência desses grupos criminosos somam 348 km², o equivalente a um quarto do tamanho da capital. É um conjunto de territórios em que vivem 2 milhões de pessoas que, no dia a dia, são coagidas a usar o transporte,
o botijão de gás; a pagar por segurança e pelo sinal de TV; além de consumir água e os alimentos da cesta básica dessas quadrilhas.
A partir desta quarta-feira (14), o G1 publica a série Franquia do Crime, que por meio de análise de inquéritos, denúncias e processos, além de entrevistas com autoridades e moradores de comunidades, vai mostrar o crescimento dessas quadrilhas na Região Metropolitana do RJ.
FRANQUIA DO CRIME: Veja todas as matérias da série
Os dados sobre o alcance desses grupos foram obtidos por um levantamento exclusivo com base no cruzamento de informações do Ministério Público estadual, da Polícia Civil, da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2008, essas quadrilhas estavam em 161 favelas na Região Metropolitana.
Passados dez anos, os milicianos expandiram sua atuação para bairros inteiros, com atuação em 37 deles, além de estar em mais 165 favelas isoladas
O avanço acontece principalmente na Zona Oeste do Rio, Baixada Fluminense e no município de Itaguaí, a 69 quilômetros da capital, sempre no rastro das lacunas deixadas pelo poder público, que não oferece serviços básicos como transporte e segurança nas regiões isoladas dos municípios. Para se estabelecer em novas regiões, os criminosos contam com o apoio de grupos anteriores formados na cidade do Rio.
Os milicianos da capital criaram o que os promotores do MP chamam de "franquias" ao definirem regras, tais como:
Política de não-agressão entre os grupos
Uso, inicialmente, do nome anterior da quadrilha ·
Envio de integrantes a essas regiões ·
Ações de tomada de territórios com fardas das polícias Civil e Militar ·
"Eles estão se expandindo por meio de acordos nos municípios limítrofes, com operações que parecem muito com uma franquia", diz o promotor do Ministério Público do Rio (MP-RJ) Jorge Luís Furquim.
"A partir de informações ou de relações com pessoas desses municípios, eles chegam fazendo acordos com moradores, grupos de milicianos ou grupos de extermínio. Emprestam o 'know-how', deixam que se use o nome intimidador", afirma. "Agem fardados com roupas da Polícia Civil ou Militar nas ações de tomada de territórios."
Furquim explica que os grupos têm "um ponto em comum", que é o "franqueador". Segundo ele, a antiga Liga da Justiça (historicamente dominante na Zona Oeste) dá as cartas, fazendo "determinações sobre funções e brigas internas dessas células que eles criaram". "Foi isso o que eles fizeram em Itaguaí e em Seropédica. São dois grupos diferentes", afirma o promotor.
Coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor Daniel Braz reforça a análise de Furquim sobre o uso das "marcas" indicando que as milícias passaram a importar a forma de atuar de grupos mais experientes.
"Algumas milícias têm a marca. Às vezes, um grupo de uma outra localidade importa aquele símbolo para se instalar ali. Por exemplo: usa o nome da Liga da Justiça, isso em acordo do grupo, e paga por isso. É tipo uma franquia", diz Braz.
Pagamento à matriz de percentual dos lucros obtidos pela nova quadrilha
Milícia fica mais 'civil' e se alia ao tráfico "Isso não me surpreende. A situação econômica, crítica do país e do estado, nos últimos anos, resultou numa falta de investimentos do poder público em várias áreas e assim esses grupos se aproveitaram disso", afirma o delegado Alexandre Herdy, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Inicialmente formadas por policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários, além de alguns moradores, as milícias mudaram o perfil à medida que se expandiam. Atualmente, policiais, quando aparecem, estão assessorando a prática criminosa. O combate e, consequentemente, a prisão de antigos chefes levou as quadrilhas a deixarem a chefia desses grupos com civis e, em alguns casos, até traficantes.
"A característica deles de ex-agentes públicos já foi afastada. Eles [os milicianos] estão trazendo os soldados do tráfico para o seu lado e, consequentemente, você tem uma ação da milícia muito mais violenta porque, hoje, estamos falando de milícia e tráfico, tudo igual", explica a promotora Carmem Eliza Bastos, também do Gaeco.
A primeira autoridade a alertar para a existência desses grupos paramilitares foi o ex-prefeito Cesar Maia, hoje vereador. Por e-mail, Maia acrescenta que, atualmente
mudanças na composição dos grupos estão possibilitando alianças entre milicianos e traficantes.
"O ponto de partida em Rio das Pedras (em 1998) se afirmava contra o tráfico de drogas. Com a expansão isso foi se diluindo. Hoje há casos graves que somam tráfico e milícia. Essa mescla surpreendeu. Ocorreu assim no México", diz Maia.
E já existem exemplos dessa equação tráfico e milícia. Criminosos como Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, morto numa troca de tiros com a polícia, no ano passado; ou Leandro de Oliveira Silva, conhecido como Teco, preso na segunda-feira (5), são alguns deles. "A mudança de perfil da milícia é cada vez mais nítida, pois prendemos com frequência milicianos que já tiveram atuação no tráfico de drogas", afirmou o delegado Herdy.
Para ocupar territórios, há dez anos, esses grupos se escondiam atrás de um discurso de luta contra o tráfico de drogas. Traficantes e familiares eram mortos ou expulsos das favelas. O tráfico, internamente, era proibido. O tempo levou milicianos a serem mais tolerantes com os traficantes, mas as autoridades ainda consideram pequena a adesão à venda de drogas em áreas dominadas por essas quadrilhas.
"Na verdade, por terem agentes públicos nestes grupos, é evidente que há um nível de conivência - maior ou menor - dependendo da instituição, mas são agentes públicos comandando o crime organizado em diversos territórios do Rio de Janeiro", afirma o deputado estadual Marcelo Freixo (PSol), que presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em 2008..
"Há uma conivência grande quando não se coloca a corregedoria ou se faz um mapeamento sobre o crime que mais cresce", afirma Marcelo Freixo.
Crescimento das quadrilhas
Em 1997, alguns policiais e moradores criaram um grupo na comunidade de Rio das Pedras, na Zona Oeste, com a alegação de impedir a entrada de traficantes e dar segurança aos comerciantes.
Onze anos mais tarde, em 2008, um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Seseg listou 171 comunidades dominadas por milicianos, sendo 161 na Região Metropolitana do RJ. A constatação se restringia a favelas em sete municípios da Região Metropolitana. O documento foi apresentado à Comissão Parlamentar de Inquéritos (CPI) das Milícias, da Assembleia Legislativa do RJ.
Na listagem, algumas localidades, principalmente, na Baixada Fluminense apareciam relatadas no documento como bairros, mas se tratava de comunidades.
"A ação sobre bairros inteiros era limitada a Campo Grande, mas não como hoje, que chegou a outras regiões", diz Freixo. Uma década depois, conforme mostra o levantamento do G1, a ação de milicianos está presente no Rio e em 11 cidades entorno da capital. Isso significa que esses grupos exercem influência sobre cerca de 609 mil domicílios. E todo o lucro obtido vem da exploração de serviços. O que se limitava às favelas, com nomes, símbolos e apoio político, ganhou as ruas.
Vans exploradas por esses grupos atravessam bairros e até municípios. O combate às organizações levou, na última década, 1.403 pessoas para a cadeia. Mas de 1997 até 2006, apenas seis integrantes destes grupos haviam sido presos pelas polícias estaduais.
Baixada, a nova fronteira
"A violência está chegando numa dimensão que a gente nem tem ideia da situação. Está piorando, não está melhorando. Os matadores são substituídos por milicianos, que são muito organizados. Eles ampliam para outros negócios. A milícia só não vende o ar porque o ar não é negociável", resume o antropólogo José Cláudio Alves, autor de livros sobre a violência no estado.
A dimensão citada por Alves é expressa em números: nove municípios, 43 localidades. Essa é a abrangência das atividades de milícias na Baixada Fluminense, que tem 13 municípios. Já há grupos de milicianos em: Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti, Seropédica e Magé.
Os dados foram obtidos junto ao núcleo de inteligência da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), documentos do Ministério Público e investigações da Polícia Civil. Uma das vertentes de expansão das milícias saiu de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, berço dessas organizações, e partiu em direção à Baixada.
A ramificação fica explícita no depoimento de um dos principais milicianos que atuava na região e foi preso em 2016. O homem contou à polícia que a Liga da Justiça, milícia que teve origem nos bairros de Santa Cruz, Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba e Paciência, "estendeu sua abrangência territorial para outros municípios fluminenses, em especial Nova Iguaçu, Seropédica e Itaguaí".
O criminoso, que teve negado acordo de delação com o Ministério Público, disse que essa "franquia" do grupo um dia chefiado por Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, pratica "uma série de homicídios" na Baixada. Ele diz que muitos crimes envolvem a ocultação de cadáveres, ameaças de morte, extorsões financeiras a comerciantes e empresários, esbulho de imóveis, além de uso de veículos clonados.
Entre as principais atividades econômicas da milícia na Baixada, estão:
Intervenção federal longe das milícias Desde que foi decretada a intervenção federal no Rio, os militares ainda não realizaram nenhuma ação em uma área sob influência dos milicianos. Sob a
Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estabelecida em junho de 2017, o Exército realizou 20 operações em comunidades. Mas, novamente, nenhuma em área com a atuação de milicianos. Perguntado se as forças de intervenção vão atuar nesses locais, Pezão disse: "Eles vão entrar em todos os lugares".
Segurança privada ·
Extração clandestina de areia e saibro (Itaguaí e Seropédica) ·
Exploração de transporte alternativo ·
Comércio e venda de água mineral e botijões de gás ·
Venda de cestas básicas ·
Comércio ilegal de sinal de TV a cabo
O Gabinete de Intervenção Federal (GIF) comunicou, em nota, que a prioridade institucional é "trabalhar para recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública para diminuir os índices de criminalidade".
Sobre as milícias, o GIF disse que "a investigação continuará a cargo das áreas de inteligência das polícias Civil e Militar e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE), unidade especializada de referência".
Como foi feito o levantamento
As áreas sob influência de milícias foram computadas a partir de informações da Polícia Civil, Secretaria de Segurança Pública e Ministério Público estadual.
Os dados foram checados com diferentes fontes. Foram considerados os locais em que há influência da milícia sobre a população em uma ou mais atividades, como, por exemplo: cobrança de segurança privada, transporte, venda de gás e água, etc.
A população e o número de domicílios dos territórios foram calculados usando a grade estatística do IBGE, que permite obter essas informações com precisão de 0,04 km². As áreas com tamanho inferior foram desconsideradas para evitar distorções.
O levantamento retrata as informações mais atualizadas dos órgãos policiais e da Justiça. Como mostra a reportagem, a atuação dos grupos criminosos é dinâmica e as áreas mudam rapidamente ao longo do tempo.
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/franquia-do-crime-2-milhoes-de-pessoas-no-rj-estao-em-areas-sob-influencia-de-milicias.ghtml
Quadrilhas estão em 37 bairros e 165 favelas da Região Metropolitana; diferentemente da década passada, quando estavam limitadas a 161 comunidades. Área de atuação dos milicianos equivale a 1/4 da cidade do Rio.
Por Felipe Grandin, Henrique Coelho, Marco Antônio Martins e Nicolás Satriano, G1 Rio
14/03/2018 05h00 Atualizado há um ano
As milícias estão, atualmente, em 11 municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. As áreas de influência desses grupos criminosos somam 348 km², o equivalente a um quarto do tamanho da capital. É um conjunto de territórios em que vivem 2 milhões de pessoas que, no dia a dia, são coagidas a usar o transporte,
o botijão de gás; a pagar por segurança e pelo sinal de TV; além de consumir água e os alimentos da cesta básica dessas quadrilhas.
A partir desta quarta-feira (14), o G1 publica a série Franquia do Crime, que por meio de análise de inquéritos, denúncias e processos, além de entrevistas com autoridades e moradores de comunidades, vai mostrar o crescimento dessas quadrilhas na Região Metropolitana do RJ.
FRANQUIA DO CRIME: Veja todas as matérias da série
Os dados sobre o alcance desses grupos foram obtidos por um levantamento exclusivo com base no cruzamento de informações do Ministério Público estadual, da Polícia Civil, da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2008, essas quadrilhas estavam em 161 favelas na Região Metropolitana.
Passados dez anos, os milicianos expandiram sua atuação para bairros inteiros, com atuação em 37 deles, além de estar em mais 165 favelas isoladas
O avanço acontece principalmente na Zona Oeste do Rio, Baixada Fluminense e no município de Itaguaí, a 69 quilômetros da capital, sempre no rastro das lacunas deixadas pelo poder público, que não oferece serviços básicos como transporte e segurança nas regiões isoladas dos municípios. Para se estabelecer em novas regiões, os criminosos contam com o apoio de grupos anteriores formados na cidade do Rio.
Os milicianos da capital criaram o que os promotores do MP chamam de "franquias" ao definirem regras, tais como:
Política de não-agressão entre os grupos
Uso, inicialmente, do nome anterior da quadrilha ·
Envio de integrantes a essas regiões ·
Ações de tomada de territórios com fardas das polícias Civil e Militar ·
"Eles estão se expandindo por meio de acordos nos municípios limítrofes, com operações que parecem muito com uma franquia", diz o promotor do Ministério Público do Rio (MP-RJ) Jorge Luís Furquim.
"A partir de informações ou de relações com pessoas desses municípios, eles chegam fazendo acordos com moradores, grupos de milicianos ou grupos de extermínio. Emprestam o 'know-how', deixam que se use o nome intimidador", afirma. "Agem fardados com roupas da Polícia Civil ou Militar nas ações de tomada de territórios."
Furquim explica que os grupos têm "um ponto em comum", que é o "franqueador". Segundo ele, a antiga Liga da Justiça (historicamente dominante na Zona Oeste) dá as cartas, fazendo "determinações sobre funções e brigas internas dessas células que eles criaram". "Foi isso o que eles fizeram em Itaguaí e em Seropédica. São dois grupos diferentes", afirma o promotor.
Coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o promotor Daniel Braz reforça a análise de Furquim sobre o uso das "marcas" indicando que as milícias passaram a importar a forma de atuar de grupos mais experientes.
"Algumas milícias têm a marca. Às vezes, um grupo de uma outra localidade importa aquele símbolo para se instalar ali. Por exemplo: usa o nome da Liga da Justiça, isso em acordo do grupo, e paga por isso. É tipo uma franquia", diz Braz.
Pagamento à matriz de percentual dos lucros obtidos pela nova quadrilha
Milícia fica mais 'civil' e se alia ao tráfico "Isso não me surpreende. A situação econômica, crítica do país e do estado, nos últimos anos, resultou numa falta de investimentos do poder público em várias áreas e assim esses grupos se aproveitaram disso", afirma o delegado Alexandre Herdy, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Inicialmente formadas por policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários, além de alguns moradores, as milícias mudaram o perfil à medida que se expandiam. Atualmente, policiais, quando aparecem, estão assessorando a prática criminosa. O combate e, consequentemente, a prisão de antigos chefes levou as quadrilhas a deixarem a chefia desses grupos com civis e, em alguns casos, até traficantes.
"A característica deles de ex-agentes públicos já foi afastada. Eles [os milicianos] estão trazendo os soldados do tráfico para o seu lado e, consequentemente, você tem uma ação da milícia muito mais violenta porque, hoje, estamos falando de milícia e tráfico, tudo igual", explica a promotora Carmem Eliza Bastos, também do Gaeco.
A primeira autoridade a alertar para a existência desses grupos paramilitares foi o ex-prefeito Cesar Maia, hoje vereador. Por e-mail, Maia acrescenta que, atualmente
mudanças na composição dos grupos estão possibilitando alianças entre milicianos e traficantes.
"O ponto de partida em Rio das Pedras (em 1998) se afirmava contra o tráfico de drogas. Com a expansão isso foi se diluindo. Hoje há casos graves que somam tráfico e milícia. Essa mescla surpreendeu. Ocorreu assim no México", diz Maia.
E já existem exemplos dessa equação tráfico e milícia. Criminosos como Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos Três Pontes, morto numa troca de tiros com a polícia, no ano passado; ou Leandro de Oliveira Silva, conhecido como Teco, preso na segunda-feira (5), são alguns deles. "A mudança de perfil da milícia é cada vez mais nítida, pois prendemos com frequência milicianos que já tiveram atuação no tráfico de drogas", afirmou o delegado Herdy.
Para ocupar territórios, há dez anos, esses grupos se escondiam atrás de um discurso de luta contra o tráfico de drogas. Traficantes e familiares eram mortos ou expulsos das favelas. O tráfico, internamente, era proibido. O tempo levou milicianos a serem mais tolerantes com os traficantes, mas as autoridades ainda consideram pequena a adesão à venda de drogas em áreas dominadas por essas quadrilhas.
"Na verdade, por terem agentes públicos nestes grupos, é evidente que há um nível de conivência - maior ou menor - dependendo da instituição, mas são agentes públicos comandando o crime organizado em diversos territórios do Rio de Janeiro", afirma o deputado estadual Marcelo Freixo (PSol), que presidiu a CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em 2008..
"Há uma conivência grande quando não se coloca a corregedoria ou se faz um mapeamento sobre o crime que mais cresce", afirma Marcelo Freixo.
Crescimento das quadrilhas
Em 1997, alguns policiais e moradores criaram um grupo na comunidade de Rio das Pedras, na Zona Oeste, com a alegação de impedir a entrada de traficantes e dar segurança aos comerciantes.
Onze anos mais tarde, em 2008, um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Seseg listou 171 comunidades dominadas por milicianos, sendo 161 na Região Metropolitana do RJ. A constatação se restringia a favelas em sete municípios da Região Metropolitana. O documento foi apresentado à Comissão Parlamentar de Inquéritos (CPI) das Milícias, da Assembleia Legislativa do RJ.
Na listagem, algumas localidades, principalmente, na Baixada Fluminense apareciam relatadas no documento como bairros, mas se tratava de comunidades.
"A ação sobre bairros inteiros era limitada a Campo Grande, mas não como hoje, que chegou a outras regiões", diz Freixo. Uma década depois, conforme mostra o levantamento do G1, a ação de milicianos está presente no Rio e em 11 cidades entorno da capital. Isso significa que esses grupos exercem influência sobre cerca de 609 mil domicílios. E todo o lucro obtido vem da exploração de serviços. O que se limitava às favelas, com nomes, símbolos e apoio político, ganhou as ruas.
Vans exploradas por esses grupos atravessam bairros e até municípios. O combate às organizações levou, na última década, 1.403 pessoas para a cadeia. Mas de 1997 até 2006, apenas seis integrantes destes grupos haviam sido presos pelas polícias estaduais.
Baixada, a nova fronteira
"A violência está chegando numa dimensão que a gente nem tem ideia da situação. Está piorando, não está melhorando. Os matadores são substituídos por milicianos, que são muito organizados. Eles ampliam para outros negócios. A milícia só não vende o ar porque o ar não é negociável", resume o antropólogo José Cláudio Alves, autor de livros sobre a violência no estado.
A dimensão citada por Alves é expressa em números: nove municípios, 43 localidades. Essa é a abrangência das atividades de milícias na Baixada Fluminense, que tem 13 municípios. Já há grupos de milicianos em: Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti, Seropédica e Magé.
Os dados foram obtidos junto ao núcleo de inteligência da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), documentos do Ministério Público e investigações da Polícia Civil. Uma das vertentes de expansão das milícias saiu de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, berço dessas organizações, e partiu em direção à Baixada.
A ramificação fica explícita no depoimento de um dos principais milicianos que atuava na região e foi preso em 2016. O homem contou à polícia que a Liga da Justiça, milícia que teve origem nos bairros de Santa Cruz, Campo Grande, Cosmos, Inhoaíba e Paciência, "estendeu sua abrangência territorial para outros municípios fluminenses, em especial Nova Iguaçu, Seropédica e Itaguaí".
O criminoso, que teve negado acordo de delação com o Ministério Público, disse que essa "franquia" do grupo um dia chefiado por Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, pratica "uma série de homicídios" na Baixada. Ele diz que muitos crimes envolvem a ocultação de cadáveres, ameaças de morte, extorsões financeiras a comerciantes e empresários, esbulho de imóveis, além de uso de veículos clonados.
Entre as principais atividades econômicas da milícia na Baixada, estão:
Intervenção federal longe das milícias Desde que foi decretada a intervenção federal no Rio, os militares ainda não realizaram nenhuma ação em uma área sob influência dos milicianos. Sob a
Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estabelecida em junho de 2017, o Exército realizou 20 operações em comunidades. Mas, novamente, nenhuma em área com a atuação de milicianos. Perguntado se as forças de intervenção vão atuar nesses locais, Pezão disse: "Eles vão entrar em todos os lugares".
Segurança privada ·
Extração clandestina de areia e saibro (Itaguaí e Seropédica) ·
Exploração de transporte alternativo ·
Comércio e venda de água mineral e botijões de gás ·
Venda de cestas básicas ·
Comércio ilegal de sinal de TV a cabo
O Gabinete de Intervenção Federal (GIF) comunicou, em nota, que a prioridade institucional é "trabalhar para recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública para diminuir os índices de criminalidade".
Sobre as milícias, o GIF disse que "a investigação continuará a cargo das áreas de inteligência das polícias Civil e Militar e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (Draco/IE), unidade especializada de referência".
Como foi feito o levantamento
As áreas sob influência de milícias foram computadas a partir de informações da Polícia Civil, Secretaria de Segurança Pública e Ministério Público estadual.
Os dados foram checados com diferentes fontes. Foram considerados os locais em que há influência da milícia sobre a população em uma ou mais atividades, como, por exemplo: cobrança de segurança privada, transporte, venda de gás e água, etc.
A população e o número de domicílios dos territórios foram calculados usando a grade estatística do IBGE, que permite obter essas informações com precisão de 0,04 km². As áreas com tamanho inferior foram desconsideradas para evitar distorções.
O levantamento retrata as informações mais atualizadas dos órgãos policiais e da Justiça. Como mostra a reportagem, a atuação dos grupos criminosos é dinâmica e as áreas mudam rapidamente ao longo do tempo.
https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/franquia-do-crime-2-milhoes-de-pessoas-no-rj-estao-em-areas-sob-influencia-de-milicias.ghtml
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/05/2019, 04:57
Citação de: Sergiomgbr em 07 de Maio de 2019, 20:48:51
Ôh Serjão, tudo bem você não ser a favor de cotas, mas acho que você está desatualizado em relação a produção cinematográfica nacional. O tempo da pornochanchada já passou.
Aqui vai uma pequena lista de filmes brasileiros muito legais. É claro que gosto é algo muito pessoal, por isso eu vou tentar fazer uma lista bem eclética.
- "O Auto da Compadecida". Delicioso, ainda mais por se basear na obra magnífica de Ariano Suassuna, que dispensa comentários. Bonito, divertido, singelo e poético.
- "Caramuru, a invenção do Brasil". Também poético e divertido, sempre mantendo o ritmo.
- "Cidade de Deus", pra quem gosta de filmes de ação este é um sucesso de bilheteria mundial e uma opção aos clichês do gênero americanos.
- "Tropa de Elite" também é sucesso mundial e outro que foge dos clichês do gênero.
- "As Boas Maneiras", é um filme bastante original de suspense e terror.
- "Central do Brasil" é água com açúcar mas concorreu ao Oscar.
- "Aquarius", em Pernambuco está se fazendo cinema muito bom. Este filme foi indicado à Palma de Ouro, um dos prêmios mais iportantes do cinema internacional.
- "Que Horas Ela Volta?" é ótimo. Tem a genial Regina Casé impagável e perfeita no papel de uma empregada. Ela incorpora o personagem. È um filme com história, com humanidade, que joga o espectador na vida dos personagens. Um tipo de conteúdo (com conteúdo) que muitas vezes falta aos filmes estrangeiros mais comerciais. Este filme foi premiado em Berlim e Sundance.
- "O Lobo Atrás da Porta", outro suspense recente, coloca o espectador numa situação de tensão crescente, diante de personagens ambíguos e profundamente perturbados, que podem ou não terem sido responsáveis pelo sequestro de uma menininha. Baseado numa história real.
- "O Cheiro do Ralo", na categoria de filmes estranhos que investigam a alma humana.
- "O Som ao Redor" também recomendo. Gosto muito do ritmo meio cinema europeu deste filme. Também da safra pernambucana.
- "O Homem que Desafiou o Diabo" é belo e tem umas atrizes belíssimas. È meio na linha do Auto da Compadecida e meio realismo fantástico estilo Gabriel Garcia Marquez.
No Sul tem novos diretores fazendo filmes legais também. Recomendaria "As Duas Irenes", "Hoje eu Quero Voltar Sozinho", "Ferrugem" e muitos outros.
Dependendo do seu gosto você deve apreciar alguns destes, porém há muito mais. Se bem que nada vale a pena quando a alma é pequena.
E "Vingadores" é um completo lixo. Só tem bobeira embrulhada em efeitos especiais.
Agora, bobagem mesmo você falou da Embraer.
O Super Tucano é considerado um dos melhores aviões de treinamento do mundo, senão o melhor, e tem uma tecnologia inovadora, desenvolvida aqui, que dá ao piloto de um turbo hélice experiências semelhantes a da pilotagem de um jato. Está em serviço em algumas das principais forças aéreas do mundo, incluindo a Força Aérea Americana. Para certos tipos de missão o Super Tucano também é considerado por muitos especialistas o avião militar com o melhor custo/benefício.
A Embraer é lider mundial no segmento de jatos domésticos e de médio porte. Seguida de longe pela canadense Bombardier. Em um mercado grande e muito cobiçado, onde nem países tecnológicos como o Japão, China ou Coreia conseguiram se estabelecer como competitivos. Daí atribuir o sucesso da Embraer a protecionismo doméstico é pouco mais que ridículo.
um grande absurdo esse negócio de quotas de filme nacional. Filme nacional é um produto, pra ser diplomático, pavoroso de ruim.
Se um produto é bom ele se impõe, não importa se o quanto a concorrência tenha estrutura e distribuição, o que é bom subsiste. Uma marca de chocolate famosa brasileira conseguiu se impor no mercado ainda que a concorrente estrangeira fizesse de tudo para suplantá-la. Os aviões da Embraer sao outro exemplo icônico.
Esse argumento de que tal e tal filme nacional tava até que indo bem, não se justifica. Se tem gente que gosta, e tem, o melhor a fazer seria criar salas exclusivas de filme nacional.
Ôh Serjão, tudo bem você não ser a favor de cotas, mas acho que você está desatualizado em relação a produção cinematográfica nacional. O tempo da pornochanchada já passou.
Aqui vai uma pequena lista de filmes brasileiros muito legais. É claro que gosto é algo muito pessoal, por isso eu vou tentar fazer uma lista bem eclética.
- "O Auto da Compadecida". Delicioso, ainda mais por se basear na obra magnífica de Ariano Suassuna, que dispensa comentários. Bonito, divertido, singelo e poético.
- "Caramuru, a invenção do Brasil". Também poético e divertido, sempre mantendo o ritmo.
- "Cidade de Deus", pra quem gosta de filmes de ação este é um sucesso de bilheteria mundial e uma opção aos clichês do gênero americanos.
- "Tropa de Elite" também é sucesso mundial e outro que foge dos clichês do gênero.
- "As Boas Maneiras", é um filme bastante original de suspense e terror.
- "Central do Brasil" é água com açúcar mas concorreu ao Oscar.
- "Aquarius", em Pernambuco está se fazendo cinema muito bom. Este filme foi indicado à Palma de Ouro, um dos prêmios mais iportantes do cinema internacional.
- "Que Horas Ela Volta?" é ótimo. Tem a genial Regina Casé impagável e perfeita no papel de uma empregada. Ela incorpora o personagem. È um filme com história, com humanidade, que joga o espectador na vida dos personagens. Um tipo de conteúdo (com conteúdo) que muitas vezes falta aos filmes estrangeiros mais comerciais. Este filme foi premiado em Berlim e Sundance.
- "O Lobo Atrás da Porta", outro suspense recente, coloca o espectador numa situação de tensão crescente, diante de personagens ambíguos e profundamente perturbados, que podem ou não terem sido responsáveis pelo sequestro de uma menininha. Baseado numa história real.
- "O Cheiro do Ralo", na categoria de filmes estranhos que investigam a alma humana.
- "O Som ao Redor" também recomendo. Gosto muito do ritmo meio cinema europeu deste filme. Também da safra pernambucana.
- "O Homem que Desafiou o Diabo" é belo e tem umas atrizes belíssimas. È meio na linha do Auto da Compadecida e meio realismo fantástico estilo Gabriel Garcia Marquez.
No Sul tem novos diretores fazendo filmes legais também. Recomendaria "As Duas Irenes", "Hoje eu Quero Voltar Sozinho", "Ferrugem" e muitos outros.
Dependendo do seu gosto você deve apreciar alguns destes, porém há muito mais. Se bem que nada vale a pena quando a alma é pequena.
E "Vingadores" é um completo lixo. Só tem bobeira embrulhada em efeitos especiais.
Agora, bobagem mesmo você falou da Embraer.
O Super Tucano é considerado um dos melhores aviões de treinamento do mundo, senão o melhor, e tem uma tecnologia inovadora, desenvolvida aqui, que dá ao piloto de um turbo hélice experiências semelhantes a da pilotagem de um jato. Está em serviço em algumas das principais forças aéreas do mundo, incluindo a Força Aérea Americana. Para certos tipos de missão o Super Tucano também é considerado por muitos especialistas o avião militar com o melhor custo/benefício.
A Embraer é lider mundial no segmento de jatos domésticos e de médio porte. Seguida de longe pela canadense Bombardier. Em um mercado grande e muito cobiçado, onde nem países tecnológicos como o Japão, China ou Coreia conseguiram se estabelecer como competitivos. Daí atribuir o sucesso da Embraer a protecionismo doméstico é pouco mais que ridículo.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/05/2019, 05:16
Pois é, tudo é gosto, e não se pode questionar gostos.
Incrivelmente o Brasil nao sabe fazer filme como sabe fazer novela. Outra coisa que o Brasil parece que faz muito bem é animação, a quantidade de desenho animado com qualidade sendo produzida é uma grata surpresa, desenhos divertidos e bem sacados.
Incrivelmente o Brasil nao sabe fazer filme como sabe fazer novela. Outra coisa que o Brasil parece que faz muito bem é animação, a quantidade de desenho animado com qualidade sendo produzida é uma grata surpresa, desenhos divertidos e bem sacados.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/05/2019, 06:03