Clube Cético
Inteligência artificial
Autor: Mighell | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 15220 Comentários: 167
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Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 15:11:54

Eu não sei qual a noção exata de consciência. Seria ela associada com inteligência?


Acho que nem tem uma só noção exata, infelizmente.

Em alguns casos será como "ciente de variáveis do presente", a consciência do ambiente, que talvez seja um nível praticamente "nulo" do termo.

Ainda haverá o termo "auto-consciência", onde a coisa já começa a ficar menos trivial, requerendo um sistema capaz de criar modelos das coisas, não só do ambiente, mas de si mesmo, e se reconhecer como estando nesse ambiente. E etc e tal. Bem provavelmente há radações disso e até do tipo anterior.

E por fim (ou talvez não) há ainda "consciência" como a experiência subjetiva que temos e dá origem à ilusão do "teatro cartesiano", que faz "dessa" consciência algo difícil de intuir ou explicar como algo meramente mecânico, físico, dado que simplesmente "não parece" físico; nosso entendimento da física é em qualquer outra instância objetivo/externo, esse é o único fenômeno que de que temos (e o único de que poderíamos ter) uma experiência física subjetiva. "Subjetivo" não sendo no sentido de "gosto pessoal", mas uma realidade objetiva apreensível diretamente apenas a cada indivíduo.

"Inteligência" também deve ter um monte de definições diferentes, mesmo antes de entrar naquelas de "7/8 inteligências" humanas.

Computadores/máquinas (máquinas não-humanas) podem ser extremamente inteligentes em coisas muito específicas, mas não são dotados de uma inteligência geral que é aquilo que mais comumente associamos ao termo, nos referindo a outras pessoas. Também deve ser mais o que se pensa por "inteligência artificial", em oposição a essas inteligências altamente específicas.

Essa "inteligência geral", assim como a consciência (ou todos os sentidos disso), provavelmente são "constituídos" de combinações de inteligências específicas, bem como talvez de inteligências específicas que gerem a algumas dessas inteligências.

Citar

Já que o título do tópico é "Inteligência Artificial", qual a definição de inteligência? Entendo inteligência como a capacidade de se adaptar a novas situações, tal como ela foi definida pelo epistemólogo Jean Piaget.

Uma máquina por mais sofisticada que ela parece ser (jogar partidas de xadrez, reconhecer vozes, padrões de rostos, formas ou de paisagens) sempre executa suas operações de forma bruta, analisando milhares de dados e combinações, das mais inúteis até as poucas que são realmente relevantes.

Enquanto um humano realiza essas atividades analisando apenas alguns dados e combinações - aqueles que ele sabe que são relevantes!


Não necessariamente. Nunca ou raramente vai fazer operações de "força bruta", isso é, calcular todas as possibilidades. Mas também não é bem "saber" com tanta superioridade o que é relevante. São heurísticas, algo mais humilde ou grosseiro do que pode sugerir "saber o que é relevante".

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Uma máquina que executa cegamente e burramente milhares de dados e de instruções, sem saber com antecedência quais instruções devem ser descartadas, pode ser considerada inteligente?

Para muitos, isso não tem nada a ver com Inteligência Artificial.

Uma máquina não pode entender uma linguagem (como disse Searle) e não pode mentalizar uma pessoa ou um objeto. Para ela, tudo são apenas dados nas mais diversa formas (bancos de dados, registros, listas, matrizes, etc..). Ela pode por conta própria se adaptar a uma nova situação se ela não entende o domínio à sua volta ?


Bem, existe aplicação de heurística em computadores/máquinas, e até mesmo de "modelagem" de objetos (ou mesmo auto-modelagem).

Se por "inteligência artificial" o que se entende/pretende é reproduzir "inteligência animal", deve ser por aí o caminho.

Com isso já fizeram alguns robôs que não só, aprendem a andar por si próprios, se calibrando, descobrindo como são, como interagem no espaço, como reaprendem a andar se lesados.

https://www.youtube.com/v/ehno85yI-sA

https://www.youtube.com/v/iNL5-0_T1D0

https://www.youtube.com/v/xbizdSB00Fs

Citar

Agora estão falando da computação quântica. Não sei se aquilo representa um novo paradigma na computação que pode nós aproximar da consciência artificial.


Não entendo nada disso. Acho que geralmente se assume que não tenha nada significativo em nível quântico ocorrendo para explicar a mente e a consciência, Penrose deve ser a exceção.
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Citação de: Buckaroo Banzai em 28 de Fevereiro de 2016, 14:34:38


Não é prova de nada. É apenas apelo a incredulidade.

E acho que há uma confusão aí entre um programa com instruções definidas, que não poderia ser consciente, e o programa em execução num computador (ou ainda, o programa em execução "isolado" do computador, consciente de um "ambiente" definido no computador -- mas não de estar em execução num computador*), que teoricamene talvez possa, talvez dependendo do hardware permitir quaisquer operações necessárias, ou ainda, disso que se atribui ao hardware poder ser simulado de maneira suficientemente "isomórfica", sem ele.



Apelo a incredulidade é quando alguém considera que algo é muito difícil de entender, ou então não é capaz de conceber como funciona, e a partir disso conclui equivocadamente que seja impossível a ocorrência de tal fenômeno.

Você está subestimando imensamente a Ciência da Computação. O problema da parada do programa é formalmente demonstrável como um destes problemas não computáveis por qualquer sistema equivalente a uma máquina de Turing. Assim como existem outros problemas também demonstravelmente não computáveis.

Contudo um programador é capaz de identificar se um programa pára ou entra em loop. Se partirmos do pressuposto que é unicamente a atividade cerebral do programador a responsável por solucionar este problema podemos inferir disso que o cérebro humano não pode ser inteiramente simulado pelo atual paradigma de computadores eletrônicos.

Por paradigma atual entenda qualquer máquina, sistema ou dispositivo lógico-equivalente a uma máquina de Turing.

Não importa o quanto esta tecnologia evolua e se sofistique, não importa que em algum futuro você tenha máquinas com trilhões de terabytes que operem milhões de vezes mais rápidas que as mais rápidas máquinas atuais; ainda continuaria sendo uma máquina de Turing.

E uma máquina de Turing continuará, eternamente, sendo um modelo para o qual se demonstra a impossibilidade de simular a completa potencialidade do cérebro humano. Porque teoremas uma vez provados são eternos.

Logo, se partirmos também do pressuposto ( e atualmente não pode ser mais que um pressuposto ) de que a consciência é unicamente o produto da atividade de um sistema nervoso não há nenhuma garantia de que máquinas de Turing possam ser conscientes.

Quanto a diferença entre o programa em si e o processo de executar o programa ela existe, obviamente. Mas é preciso tentar entender com mais clareza o que seria o programa e o que seria atividade de executar o programa, e como esta entidade abstrata ( o programa ), e atividade concreta da execução do programa ocorrendo no mundo físico podem ou não se relacionar com o que chamamos de consciência.

Um programa pode ser entendido como uma sintaxe ou uma semântica. Se você enxerga o programa como uma sintaxe este então é uma sequência finita de instruções de máquina, que por sua vez também pertencem a um conjunto finito ( de instruções ). Esta sequência de instruções ( juntamente com os dados ) pode estar escrita em papel, gravada em pedra ou codificada de forma binária nos micro-capacitores da memória de um computador. Não importa, a realidade física de uma codificação de um programa é apenas um objeto inanimado, em todas as formas físicas que você seja capaz de codificar um programa.

Porém o programa visto como uma semântica é um substantivo abstrato. A semântica é a funcionalidade do programa, que tarefa realiza, para que serve, a sua função. A semântica não pode ser identificada com nada físico, não tem existência em si mesma, mas é a forma como a mente interpreta e atribui um significado àquela sequência de instruções. A semântica é a experiência necessariamente consciente da interpretação do programa.

Agora, se refletirmos com um pouco mais de cuidado sobre em que consistiria a execução de um programa, percebemos que a execução não tem nenhuma relação com o programa em si a não ser aquela atribuída pela semântica. Ou seja, o "link" entre o processo que executa o programa e a realização de uma determinada atividade com significado é feito pela mente consciente do observador que observa o programa em execução.

Tente atentar para um detalhe importante ao qual eu já havia aludido implicitamente: o MESMO programa pode ser executado por infinitos processos físicos diferentes. O mesmíssimo programa, exatamente da mesma forma, pode ser executado por um computador eletrônico, por um dispositivo mecânico como o que Babbage concebeu, por um computador hidráulico, ou até mesmo por um macaco treinado para reconhecer símbolos e realizar tarefas simples relativas a cada simbolo.

Agora tentamos responder á questão: " A consciência é resultante do programa, dos fenômenos físicos que concorrem para a execução do programa, ou de uma combinação entre ambas as coisas? "

Intuitivamente muitos parecem achar que é resultante da interação entre programa e máquina. Que se aprendermos a escrever o programa certo este despertaria a consciência no hardware, ou alguma consciência surgiria de alguma forma, não necessariamente localizada em alguma coisa.

Mas se assim fosse poderíamos inferir que esta sofisticada implementação de inteligência
artificial seria capaz de produzir o fenômeno da experiência subjetiva em qualquer meio
que a estivesse executando: fosse um desktop da IBM, um dispositivo hidráulico ou por meio de um chimpanzé executando tarefas por reflexo condicionado.

Não parece nem de longe ser uma hipótese razoável a se considerar.

Especialmente quando se percebe que o sistema executor é absolutamente indiferente ao que está sendo executado. Da mesma forma que uma máquina de lavar é indiferente ao que você coloca dentro dela.

Se você carregar a memória do computador com uma sequência aleatória de instruções de máquina e apontar o registrador de instruções com o endereço da primeira instrução ele vai começar a executar este programa que não faz absolutamente nada; e um programa que não faz absolutamente nada obriga a máquina a realizar os mesmos processos físicos de um programa que performe alguma função específica, identificável. Porque a identificação da função do programa, ou seja, a identificação da sua semântica, só existe para o usuário, não para a máquina.

Por outro lado o mesmíssimo programa sendo executado em outro hardware com tecnologia inteiramente diferente ( mas seguindo ainda o mesmo paradigma lógico ) estaria desencadeando fenômenos físicos absolutamente diversos.

Então temos a questão de se a consciência é real ou é uma ilusão. Se é um fenômeno concreto deve ter como causa algum fenômeno, ou conjunto de fenômenos, intrínsecos à natureza do universo. Assim como gravidade ou a força elétrica, embora não totalmente compreendidas, devem estar relacionadas com algo da própria estrutura do universo. De outra forma teríamos que atribuir uma condição sobrenatural a estes fenômenos.

Se assim for não há nenhuma razão para se conjecturar que a execução de um programa é capaz de originar o fenômeno da experiência subjetiva. Porque a execução de nenhum programa está necessariamente condicionada a nenhum fenômeno físico específico, sendo possível executar qualquer programa de uma máquina equivalente a de Turing, por meio de infinitos processos físicos diferentes. Como já mencionei.

Contudo se a consciência é uma ilusão me parece dificil explicar o que é que está experenciando esta ilusão sem incorrer em lógica circular. Porque a ilusão em si é uma forma de experiência subjetiva; não faz sentido dizer que um tijolo ou um toco de pau está tendo ilusões. Ilusão também é um substantivo abstrato e portanto suposta, ela própria, como experiência subjetiva.
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Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 15:11:54

Eu não sei qual a noção exata de consciência. Seria ela associada com inteligência?



É muito difícil definir consciência. Assim como inteligência.

No entanto não é sempre necessário definir as coisas para ser ter uma ideia bastante clara do que elas são. Por exemplo, você não consegue definir exatamente o que é uma cadeira, qualquer tentativa de definição se mostra insuficiente. Mesmo assim não há nenhuma dificuldade em reconhecer quando um objeto é uma cadeira.

A percepção da consciência é direta e imediata. Nossa mente percebe a si mesma como consciente. Já inteligência é um conceito que pode ser definido de várias formas.

Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 15:11:54


Já que o título do tópico é "Inteligência Artificial", qual a definição de inteligência? Entendo inteligência como a capacidade de se adaptar a novas situações, tal como ela foi definida pelo epistemólogo Jean Piaget.



Já eu prefiro a definir inteligência como a habilidade de enxergar e/ou estabelecer relações entre eventos e objetos do mundo. Quanto maior esta habilidade maior a sua capacidade de se adequar a novas situações.

Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 15:11:54


Uma máquina por mais sofisticada que ela parece ser (jogar partidas de xadrez, reconhecer vozes, padrões de rostos, formas ou de paisagens) sempre executa suas operações de forma bruta, analisando milhares de dados e combinações, das mais inúteis até as poucas que são realmente relevantes.

Enquanto um humano realiza essas atividades analisando apenas alguns dados e combinações - aqueles que ele sabe que são relevantes!

Uma máquina que executa cegamente e burramente milhares de dados e de instruções, sem saber com antecedência quais instruções devem ser descartadas, pode ser considerada inteligente?

Para muitos, isso não tem nada a ver com Inteligência Artificial.



Eu acho que isso só depende de como você define o que é inteligência. Se inteligência artificial é a realização por meio de artifícios de tarefas para as quais nós necessitamos de inteligência, então o termo é adequado.

Mas se você interpreta como uma reprodução artificial da inteligência humana, não. Como você observou nós não realizamos funções inteligentes da mesma forma que as máquinas ditas inteligentes.

Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 15:11:54


Uma máquina não pode entender uma linguagem (como disse Searle) e não pode mentalizar uma pessoa ou um objeto. Para ela, tudo são apenas dados nas mais diversa formas (bancos de dados, registros, listas, matrizes, etc..). Ela pode por conta própria se adaptar a uma nova situação se ela não entende o domínio à sua volta ?

Agora estão falando da computação quântica. Não sei se aquilo representa um novo paradigma na computação que pode nós aproximar da consciência artificial.


Estou absolutamente certo de que se a consciência artificial for possível terá que surgir de um novo paradigma de computação.
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Será que houve uma vez algum robô que se rebelou ou executou algo no qual não estava programado?

Isso seria a prova que se trata de um robô consciente.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/07/1650682-trabalhador-e-morto-por-robo-em-fabrica-da-volkswagen-na-alemanha.shtml
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Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 17:41:22

Será que houve uma vez algum robô que se rebelou ou executou algo no qual não estava programado?

Isso seria a prova que se trata de um robô consciente.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/07/1650682-trabalhador-e-morto-por-robo-em-fabrica-da-volkswagen-na-alemanha.shtml


Isso é impossível para uma máquina de Turing a não ser por defeito.

Quando você liga um processador ele é construído para buscar a primeira instrução em algum endereço pré-definido da memória. O processador executa esta instrução e está projetado de tal forma que após executar esta instrução ele irá buscar a instrução seguinte na sequência da memória. A não ser que esta instrução seja uma instrução de desvio, que pode ser um desvio absoluto, ou condicional. Condicional quando o desvio depende do dado da instrução.

Esse processo continua enquanto a máquina estiver ligada. A não ser que ocorra um defeito no hardware o processador não pode ganhar vida própria e decidir executar uma outra instrução qualquer, do mesmo modo que uma máquina de lavar não vai, por conta própria, separar as roupas coloridas, a não ser que algum brilhante engenheiro a tenha projetado para fazer isto.
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Aliás, por isso uma das coisas que você pode demonstrar que um computador não é capaz de fazer, um exemplo de problema não computável, é a geração de números aleatórios.

Os programas precisam trabalhar com um tabela pré-gravada de números pseudo-aleatórios, e uma função de geração.

A sua questão seria equivalente a questionar se o robô poderia gerar um evento aleatório. Ele não pode. É possível simular eventos aleatórios perfeitamente, como você deve ter visto em jogos de cartas ou games, mas não um evento aleatório real.

No sentido de que sempre é possível ( em tese ) prever o que a máquina de vai fazer se você conhece o programa, a tabela de números pseudo-aleatórios, a função de geração e a "semente" usada para simulação do evento aleatório.

Um evento realmente aleatório, por definição, não pode ser determinístico.
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Bom, tem toda a questão quase filosófica da existência de aleatoriedade real no universo, ou se toda a aparente aleatoriedade vem na verdade de impossibilidade de se conhecer e controlar todas as variáveis, não havendo de fato eventos que se pudesse chamar de aleatórios "de verdade".
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Citação de: Luiz F. em 28 de Fevereiro de 2016, 18:16:30

Bom, tem toda a questão quase filosófica da existência de aleatoriedade real no universo, ou se toda a aparente aleatoriedade vem na verdade de impossibilidade de se conhecer e controlar todas as variáveis, não havendo de fato eventos que se pudesse chamar de aleatórios "de verdade".


Isso é verdade. Mas para efeitos práticos consideramos como evento aleatório um evento para o qual você não é capaz de construir um modelo de previsão exata.

Neste sentido é que um programa não pode gerar por si mesmo um evento aleatório. No máximo ele poderia usar um artifício de, por exemplo, para tomar uma decisão utilizar o dado corrente no buffer do teclado. Como o programa não pode prever o que o usuário irá teclar isto seria um evento pseudo-aleatório.

Mas se você conhece o programa e os dados a qualquer momento o que ele vai fazer pode ser determinado.
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Citação de: Brienne of Tarth em 28 de Fevereiro de 2016, 10:41:07

Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 09:32:10

Quando fazemos uso do nosso cérebro (pensando, calculando ou raciocinando), significa que por dentro, sinais elétricos são transmitidos via sinapse (o sinal elétrico é convertido num sinal químico, que em seguida é reconvertido num sinal elétrico) de um neurônio para outro, através de redes de trilhões de neurônios.


Mais ou menos, a maioria das sinapses dos mamíferos são sinapses químicas, mas existe uma forma simples de sinapse elétrica que permite a transferência direta da corrente iônica de uma célula para a célula seguinte. As sinapses elétricas ocorrem em locais especializados chamados junções. Elas formam canais que permitem que os ions passem diretamente do citoplasma de uma célula para o citoplasma da outra. A transmissão nas sinapses elétricas é muito rápida; assim, um potencial de ação no neurônio pré-sináptico, pode produzir quase que instantaneamente um potencial de ação no neurônio pós-sináptico. Sinapses elétricas no sistema nervoso central de mamíferos, são encontradas principalmente em locais especiais onde funções normais exigem que a atividade dos neurônios vizinhos seja altamente sincronizada. Embora as junções sejam relativamente raras entre os neurônios de mamíferos adultos, eles são muito comuns em uma grande variedade de células não neurais, inclusive as células do músculo liso cardíaco, células epiteliais, algumas células glandulares, glia, etc. Elas também são comuns em vários invertebrados.

Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 09:32:10

Seria como comparar aquilo a um conjunto de trilhões de dominós em linhas. Quando derrubamos um dominó, ele vai derrubar progressivamente os outros dominós na mesma linha ou das outras linhas que se conectam.
A questão é: como explicar a ação responsável por derrubar o primeiro dominó?


Não se explica, se eu entendi sua pergunta. Seria como perguntar como surgiu o "primeiro coelho".



Você esqueceu de citar a fonte do seu texto: http://www.biomania.com.br/bio/conteudo.asp?cod=4058
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