
Clube Cético
L.S. Vygotsky: Psicologia e Pedagogia
Autor: Adriano | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 13072 Comentários: 88

Citação de: Zeichner em 15 de Setembro de 2011, 13:42:28
Na verdade isso é até otimismo, pois supõe que os educadores conhecem, de fato, Vygotsky. O que percebo é que o conhecem só o suficiente para falar "ah, o cara do sócio-interacionismo". Assim como acham que Piaget foi um educador [sic!]. Porém, não vejo problemas com uma ideia de "zona proximal" e possíveis contribuições para uma educação mais preocupada com o modo pelo qual a interação exerce um efeito determinante no desenvolvimento da criança. O que me incomoda mais é achar que estas coisas são essencialmente novidade, e que não poderíamos fazer isto se Vygotsky não tivesse existido, como parecem transparecer alguns discursos pseudo-intectuais-pedagógicos. O que me incomoda também é o endeusamento exacerbado que alguns destes autores recebem no Brasil.
Particularmente gosto muito de Freinet, Bob Gowin e Ausubel.
O que quero dizer, de minha forma escatológica, que estas ideias fizeram muito, ma muito mau mesmo para a educação brasileira.
Na verdade isso é até otimismo, pois supõe que os educadores conhecem, de fato, Vygotsky. O que percebo é que o conhecem só o suficiente para falar "ah, o cara do sócio-interacionismo". Assim como acham que Piaget foi um educador [sic!]. Porém, não vejo problemas com uma ideia de "zona proximal" e possíveis contribuições para uma educação mais preocupada com o modo pelo qual a interação exerce um efeito determinante no desenvolvimento da criança. O que me incomoda mais é achar que estas coisas são essencialmente novidade, e que não poderíamos fazer isto se Vygotsky não tivesse existido, como parecem transparecer alguns discursos pseudo-intectuais-pedagógicos. O que me incomoda também é o endeusamento exacerbado que alguns destes autores recebem no Brasil.
Particularmente gosto muito de Freinet, Bob Gowin e Ausubel.
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Data da postagem: 15/09/2011, 10:28

Citação de: Zeichner em 15 de Setembro de 2011, 13:42:28
Não precisava exagerar na escatologia com esse baita palavrão
Brincadeiras a parte, muito obrigado pelas referências de vocês. Dewey é fantástico e os trabalhos sobre Vigostsky já dialogam com a teoria da escola nova como oposição. É importante conhecer os dois lados
Citação de: Feynman em 15 de Setembro de 2011, 14:28:47
Não deixou de ser, principalmente quando advoga sobre a participação colaborativa da pesquisa científica. E o seu debate com Wallon, travado por 4 décadas, é um belo exemplo na história das ciências. O seu enfoque é o epistemológico e ainda assim é ensinar como a ciência funciona. Mas a teoria ator-rede me aguarda
Levei bastante tempo para poder ver o outro lado, e que, no meu ver, os conceitos de Dewey são melhores para o ensino de arte, porque prega a questão da experiência como percurssora do processo de aprendizagem.
Não precisava exagerar na escatologia com esse baita palavrão

Brincadeiras a parte, muito obrigado pelas referências de vocês. Dewey é fantástico e os trabalhos sobre Vigostsky já dialogam com a teoria da escola nova como oposição. É importante conhecer os dois lados
Citação de: Feynman em 15 de Setembro de 2011, 14:28:47
Assim como acham que Piaget foi um educador [sic!].
Não deixou de ser, principalmente quando advoga sobre a participação colaborativa da pesquisa científica. E o seu debate com Wallon, travado por 4 décadas, é um belo exemplo na história das ciências. O seu enfoque é o epistemológico e ainda assim é ensinar como a ciência funciona. Mas a teoria ator-rede me aguarda
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Data da postagem: 15/09/2011, 23:04

Pegaram as ideias de Dewey e criaram a escola nova. Como ninguém entendeu direito o que ele dizia, foi mau aplicado. E depois, como era americano, foi crucificado pelo ensino marxista.
A parte boa é que as ideias dele são o oposto do pós-modernismo, este câncer filosófico.
A parte boa é que as ideias dele são o oposto do pós-modernismo, este câncer filosófico.
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Data da postagem: 16/09/2011, 09:16

Citação de: Adriano em 16 de Setembro de 2011, 03:04:49
Sim, como eu penso. Seu âmbito de pesquisa sempre me pareceu ser mais epistemológico, e não propriamente pedagógico. Mas é totalmente óbvio que a primeira exerceu e exerce grande influência na segunda, justificando a importância da incorporação de Piaget ao âmbito pedagógico-escolar.
Citação de: Feynman em 15 de Setembro de 2011, 14:28:47Assim como acham que Piaget foi um educador [sic!].
Não deixou de ser, principalmente quando advoga sobre a participação colaborativa da pesquisa científica. E o seu debate com Wallon, travado por 4 décadas, é um belo exemplo na história das ciências. O seu enfoque é o epistemológico e ainda assim é ensinar como a ciência funciona. Mas a teoria ator-rede me aguarda
Sim, como eu penso. Seu âmbito de pesquisa sempre me pareceu ser mais epistemológico, e não propriamente pedagógico. Mas é totalmente óbvio que a primeira exerceu e exerce grande influência na segunda, justificando a importância da incorporação de Piaget ao âmbito pedagógico-escolar.
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Data da postagem: 16/09/2011, 09:25

http://www.youtube.com/v/bA_GMtqUGeQ
http://www.youtube.com/v/cTvvzBwhwvs&feature=related
http://www.youtube.com/v/NfkBsj2w0uA&feature=related
http://www.youtube.com/v/vLDROI206lw&feature=related
http://www.youtube.com/v/aLQ1wSbc_xY&feature=related
http://www.youtube.com/v/Snn6YixcU4U&feature=related
http://www.youtube.com/v/cTvvzBwhwvs&feature=related
http://www.youtube.com/v/NfkBsj2w0uA&feature=related
http://www.youtube.com/v/vLDROI206lw&feature=related
http://www.youtube.com/v/aLQ1wSbc_xY&feature=related
http://www.youtube.com/v/Snn6YixcU4U&feature=related
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Data da postagem: 18/09/2011, 05:05

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O paper acima foi apresentado no IX Congresso nacional de psicologia escolar e educacional.
Contribuições de Vigotski para a educação especial nas áreas da surdez, cegueira e surdocegueira
Este trabalho refere-se a uma pesquisa de natureza bibliográfica, que contou com o estudo de fontes primárias (os escritos do autores russos e soviéticos) e secundárias (textos e documentos a respeito do atendimento às pessoas com surdez, cegueira e surdocegueira e de intérpretes da teoria vigotskiana) sob a perspectiva da Psicologia Histórico-Cultural e contempla uma análise fílmica do documentário As borboletas de Zagorsk (1992), tendo por temática o estudo das contribuições de L. S. Vigotski (1896-1934) para a Educação Especial, e mais precisamente, para a educação de deficientes físicos sensoriais. Objetivamos expor subsídios teóricos acerca do atendimento educacional ao cego; identificando no documentário citado alternativas de aplicação dos estudos vigotskianos na prática pedagógica atual.
http://www.abrapee.psc.br/documentos/cd_ix_conpe/IXCONPE_arquivos/43.pdf
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A ABRAPEE foi fundada em 1990 por um grupo de psicólogos interessados em congregar os estudiosos e profissionais da área, visando o reconhecimento legal da necessidade do psicólogo escolar nas instituições de ensino, bem como estimular e divulgar pesquisas nas áreas de psicologia escolar e educacional.
A Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que tem por finalidade incentivar o crescimento da ciência e da profissão de psicólogo escolar e educacional, como um meio de promover o bem-estar e o desenvolvimento humano, enfocando para isto o processo educacional no seu sentido mais amplo.
O paper acima foi apresentado no IX Congresso nacional de psicologia escolar e educacional.
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Data da postagem: 19/09/2011, 07:23

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MUSEUS E CENTROS DE CIÊNCIAS - CONCEITUAÇÃO E PROPOSTA DE UM REFERENCIAL TEÓRICO
INTRODUÇÃO
Ensinar é tarefa da escola. Este é um consenso em todo o mundo, que chamamos civilizado. À família, à sociedade, cabe educar: transmitir a língua materna, hábitos e costumes, valores morais e cívicos. Até há algum tempo atrás era possível supor que, dessa forma, todo conhecimento humano seria alcançado e transmitido de geração a geração. Hoje, entretanto, isso não é mais verdade. Mesmo que a escola fosse, por hipótese, uma instituição eficiente, fiel a seus objetivos, livre das críticas e queixas que atualmente se voltam contra ela até nos países desenvolvidos, ser-lhe-ia impossível abarcar todo esse conhecimento. Não há tempo, não há espaço em seus limitados currículos e programas e, mais ainda, não há como acompanhar o vertiginoso progresso científico e tecnológico dos nossos dias.
Dessa forma a distância entre o saber abrangido pela escola e aquele gerado e acumulado pelo homem cresce assustadoramente. Cada vez mais a humanidade, em sua imensa maioria, está alheia às suas próprias conquistas. A insatisfação, a inconformidade com esta realidade tem levado muitos, indivíduos, instituições, empresas e governos, a procurar formas alternativas de acompanhar e transmitir todo este acervo científicocultural. A educação formal, escolar, tem sido complementada ou acrescida de uma educação não-formal e informal, extra-escolar, que tem de certa forma oferecido à sociedade o que a escola não pode oferecer. É o caso, entre muito outros, dos livros de divulgação científica e dos meios de comunicação através de revistas, jornais, rádio e televisão.
Infelizmente, nem sempre os meios de comunicação, e mesmo alguns autores de livros de divulgação científica têm consciência da importância do seu trabalho, do seu papel essencial no preenchimento das inúmeras lacunas deixadas pela educação formal. Momentos de vivo interesse despertado pela ocorrência de algum raro fenômeno natural, alguma nova descoberta científica ou coisa semelhante são, via de regra, pouco ou mal aproveitados sob o ponto de vista de uma educação informal, sobretudo em relação ao que poderia realizar uma instituição educacional voltada para esse fim, como um museu ou centro de ciências.
É claro que o alcance dos museus e centros de ciências não pode ser comparado aos meios de comunicação de massa, embora em alguns países desenvolvidos ele já seja considerável, mas o impacto de sua atuação e a credibilidade de suas propostas pode compensar essa aparente desvantagem, além da possibilidade de influir direta ou indiretamente nesses meios de comunicação. Há, ainda, muito por saber a respeito destas instituições: seus objetivos, sua contribuição para a aprendizagem de ciências, a fundamentação pedagógica que orienta suas atividades educacionais, a avaliação dessas atividades, são exemplos de questões que merecem maior estudo e para as quais este trabalho vai propor algumas respostas.
Para tanto vamos, inicialmente, apresentar um breve relato crítico sobre a história dos museus desde suas origens até nossos dias. Complementando esse relato apresentaremos, a seguir, um pequeno histórico dessa instituição no Brasil voltado especificamente à área de ciências, o que nos dará indicações valiosas tanto em relação à concepção como em relação às funções educacionais dessas instituições.
Em seguida apresentaremos uma proposta de conceituação para um determinado tipo de museu ou centro de ciências a partir de uma discussão sobre educação formal, não-formal, informal e do conceito de alfabetização em ciências e, a seguir, uma revisão geral das diversas pesquisas realizadas nessa área, a partir das quais pretendemos encontrar subsídios para o nosso trabalho. Prosseguindo apresentaremos nossa proposta de adotar, como referencial teórico para a aprendizagem nestas instituições, a teoria de Vygotsky acrescida da contribuição de trabalhos mais recentes de alguns de seus seguidores. Finalmente apresentaremos o relato de nosso trabalho e nossas pesquisas no centro de ciências que dirigimos a luz das idéias até então expostas e, como conclusão, a seguir, uma antevisão de um museu ou centro de ciências que orientasse seu projeto e suas atividades em consonância com os pressupostos aqui apresentados.
CitarV. UM REFERENCIAL TEÓRICO PARA A APRENDIZAGEM EM MUSEUS E
CENTROS DE CIÊNCIAS
1. Introdução
2. A teoria sociointeracionista de Vygotsky
2.1 - Introdução
2.2 - A formação de conceitos
2.3 - O desenvolvimento dos conceitos científicos na infância
2.4 - O conceito de zona de desenvolvimento proximal
3. Implicações da teoria de Vygotsky ao processo ensino-aprendizagem em museus e centros de ciências
http://www.casadaciencia.ufrj.br/Publicacoes/Dissertacoes/gaspar-tese.pdf
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Data da postagem: 21/09/2011, 09:02

Parece-me que o Zeichner está utilizando sua visão com um cabresto direcionado apenas para o ânus do organismo, preocupando-se exclusivamente com o que sai dali. Daí chega-se à brilhante conclusão: "mas isto é merda!".
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Data da postagem: 21/09/2011, 09:59

Citação de: Feynman em 21 de Setembro de 2011, 13:59:13
que bunitinho esta visão.
Parece-me que o Zeichner está utilizando sua visão com um cabresto direcionado apenas para o ânus do organismo, preocupando-se exclusivamente com o que sai dali. Daí chega-se à brilhante conclusão: "mas isto é merda!".
que bunitinho esta visão.
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Data da postagem: 21/09/2011, 10:47

Desculpe babar no ovo do Vyyyygostsky, mas não vejo nenhum avanço significativo na educação brasileira depois que o mesmo foi amplamente adotado nas escolas. Aliás, o nível caiu muito.
Vejo resultados, não conversa mole. E Vyyyygotsky é a maneira de enfiar qoela abaixo a ideologia marxista nas escolas, justificando o que eles dizem ser pensamento burguês e pensamento proletariado, porque, afinal, o meio onde o indivíduo esta imerso influencia sua forma de pensar.
E atitudes assim justificaram o massacre de muitos comerciantes e pequenos industriais nas revoluções comunistas, pelo mundo, porque, afinal, aprenderam a ser burgueses pelo seu meio e não poderiam jamais adotar o pensamento proletário.
Vejo resultados, não conversa mole. E Vyyyygotsky é a maneira de enfiar qoela abaixo a ideologia marxista nas escolas, justificando o que eles dizem ser pensamento burguês e pensamento proletariado, porque, afinal, o meio onde o indivíduo esta imerso influencia sua forma de pensar.
E atitudes assim justificaram o massacre de muitos comerciantes e pequenos industriais nas revoluções comunistas, pelo mundo, porque, afinal, aprenderam a ser burgueses pelo seu meio e não poderiam jamais adotar o pensamento proletário.
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Data da postagem: 21/09/2011, 10:54