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Legalização da maconha
Autor: Bob Cuspe | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 136009 Comentários: 1647

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Olá galera, sou novo no CC, mas sou atuante em diversos foruns e atualmente venho debatendo o tema da legalização da maconha.
Dei uam lida nos tópicos do CC e esse assunto foi muito pouco debatido. Meu interesse aqui é apenas um debate sem preconceitos. Sem opiniões enraizadas por criação familiar ou formada por mídia tendenciosa.
Hoje, estima-se que mais de 200 milhões de pessoas no mundo já experimentaram maconha. A grande maioria é usuário recreativo e busca na maconha um "lubificante" social, assim como álcool e cigarro. Maconha é droga sim e o uso frequente leva ao vício, porém, em questão de toxicidade ela é muito menos agressiva que o álcool e o vício pode mais ser comparado ao vício de café ou coca-cola. É aquele vício em que a ausência da droga leva a um pouco de mau humor, mas nada de vender as coisas da casa e bater na mãe para comprar maconha.
O problema é que a maconha foi taxada simplesmente como droga, assim como cocaína, crack, heroina, anfetamina, etc. que são drogas de toxicidade muito mais elevada, que levam a dependência química e que o uso frequênte leva a overdose. O caso é que cada droga tem seus efeitos e suas consequências, logo não podem ser tratadas como iguais, muito menos numa legislação.
Os perigosos moralistas fundamentam sua opinião em valores familiares do século XIX que além de ter uma visão monocromática sobre as drogas, tem uma visão monocromática sobre as medidas que devem ser tomadas para combater o plantio, o tráfico e o consumo. Digo perigosos pois são os mesmos tipos de moralistas que têm opinião proibicionista sobre aborto, homossexualismo, racismo ou feminismo.
Na minha opinião, legalização, que significa controle do estado, é um excelente caminho para controlar as três vertices "plantio, venda e consumo". Uma vez legalizada, seja da forma que for, a qualidade da maconha seria controlada também pelo estado (ANVISA talvez) o que já seria o caminho para o tráfico perder mercado. Todo mundo teria preferencia de comprar numa farmácia por exemplo do que arriscar a vida numa boca de fumo. O consumo, eu vejo que deve ser tratado da mesma forma que o cigarro atualmente, sempre protegendo o não-usuário.
Os impostos gerados pelo mercado da maconha podem ser destinados para a concientização sobre os efeitos do consumo (sem hipocrisias se possivel), investimentos em saúde e tratamento de dependentes e principalmente, investimento nas áreas que historicamente foram as mais afetadas por decadas de tráfico, as favelas.
Nos próximos fins de semana será realizada no Brasil a Marcha da Maconha. em 2008 a marcha foi covardemente proibida na sua véspera mostrando que ainda vivemos num país em que a liberdade de expressão não é realidade absoluta. A Marcha de 2009 já tem seu amparo legal no Rio de Janeiro, e talvez pelos últimos acontecimentos sobre o tema (FHC, Reunião em Viena) o moralismo tenha amansado. Vamos deixar claro aqui que a Marcha de forma nenhuma faz apologia às drogas, apenas põe em debate a legalização (visitem www.marchadamaconha.org para mais informações).
Gostaria de saber a opinião dos céticos a esse respeito: Legalizar ou não? por que?
Caso você seja contra a legalização, qual sua opinião a respeito do álcool, cigarro, e outras drogas atualmente legalizadas?
Dei uam lida nos tópicos do CC e esse assunto foi muito pouco debatido. Meu interesse aqui é apenas um debate sem preconceitos. Sem opiniões enraizadas por criação familiar ou formada por mídia tendenciosa.
Hoje, estima-se que mais de 200 milhões de pessoas no mundo já experimentaram maconha. A grande maioria é usuário recreativo e busca na maconha um "lubificante" social, assim como álcool e cigarro. Maconha é droga sim e o uso frequente leva ao vício, porém, em questão de toxicidade ela é muito menos agressiva que o álcool e o vício pode mais ser comparado ao vício de café ou coca-cola. É aquele vício em que a ausência da droga leva a um pouco de mau humor, mas nada de vender as coisas da casa e bater na mãe para comprar maconha.
O problema é que a maconha foi taxada simplesmente como droga, assim como cocaína, crack, heroina, anfetamina, etc. que são drogas de toxicidade muito mais elevada, que levam a dependência química e que o uso frequênte leva a overdose. O caso é que cada droga tem seus efeitos e suas consequências, logo não podem ser tratadas como iguais, muito menos numa legislação.
Os perigosos moralistas fundamentam sua opinião em valores familiares do século XIX que além de ter uma visão monocromática sobre as drogas, tem uma visão monocromática sobre as medidas que devem ser tomadas para combater o plantio, o tráfico e o consumo. Digo perigosos pois são os mesmos tipos de moralistas que têm opinião proibicionista sobre aborto, homossexualismo, racismo ou feminismo.
Na minha opinião, legalização, que significa controle do estado, é um excelente caminho para controlar as três vertices "plantio, venda e consumo". Uma vez legalizada, seja da forma que for, a qualidade da maconha seria controlada também pelo estado (ANVISA talvez) o que já seria o caminho para o tráfico perder mercado. Todo mundo teria preferencia de comprar numa farmácia por exemplo do que arriscar a vida numa boca de fumo. O consumo, eu vejo que deve ser tratado da mesma forma que o cigarro atualmente, sempre protegendo o não-usuário.
Os impostos gerados pelo mercado da maconha podem ser destinados para a concientização sobre os efeitos do consumo (sem hipocrisias se possivel), investimentos em saúde e tratamento de dependentes e principalmente, investimento nas áreas que historicamente foram as mais afetadas por decadas de tráfico, as favelas.
Nos próximos fins de semana será realizada no Brasil a Marcha da Maconha. em 2008 a marcha foi covardemente proibida na sua véspera mostrando que ainda vivemos num país em que a liberdade de expressão não é realidade absoluta. A Marcha de 2009 já tem seu amparo legal no Rio de Janeiro, e talvez pelos últimos acontecimentos sobre o tema (FHC, Reunião em Viena) o moralismo tenha amansado. Vamos deixar claro aqui que a Marcha de forma nenhuma faz apologia às drogas, apenas põe em debate a legalização (visitem www.marchadamaconha.org para mais informações).
Gostaria de saber a opinião dos céticos a esse respeito: Legalizar ou não? por que?
Caso você seja contra a legalização, qual sua opinião a respeito do álcool, cigarro, e outras drogas atualmente legalizadas?
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Data da postagem: 26/04/2009, 10:54

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Eu sou a favor da legalização, apesar de nunca ter fumado maconha, nem na faculdade. Aliás, nunca usei nenhum droga "ilícita", mas sou a favor da legalização de todas. Pra mim o cara faz do corpo dele o que bem entender, problema dele.
Apesar disso, não consigo entender que algumas pessoas façam disso uma "causa a defender", e confesso que acho bem ridículo passeatas em favor da legalização da maconha ou qualquer outra porcaria do gênero.
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Certo exagero aqui, eu compararia com álcool e cigarro, pelo que vejo de amigos usuários de maconha.
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Concordo.
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Aqui você já está desqualificando seus possíveis "adversários" antes mesmo de começar o debate, chamando-os de "perigosos moralistas de visão monocromática". Depois não reclame se alguém entrar e usar um termo como "maconheiros vagabundos" para classificar os usuários de maconha. Não acho que quem seja contra a maconha obrigatoriamente seja contra aborto, homossexualismo, etc. Nem acho que dê para colocar no mesmo balaio quem é contra a maconha e quem discrimina mulheres ou homossexuais. Pode até ter relação para alguns, mas a generalização é no mínimo apressada.
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Concordo.
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Concordo que deveriam, mas não tenho a mínima ilusão de que isto aconteceria se a maconha fosse legalizada.
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Aí volto ao que citei lá em cima, apesar de eu ver com bons olhos a legalização da maconha, não consigo deixar de achar uma enorme perda de tempo e ridículo fazer disto uma bandeira a defender... mas se alguém acha que vale a pena, OK, só não conte comigo
...
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Como é que uma Marcha da Maconha pode não ser considerada apologia às drogas? Não sou contra a marcha (apesar de achar uma bobagem e de atrapalhar o trânsito
), mas dizer que não é apologia às drogas é querer tapar o sol com a peneira.
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Reafirmando, eu sou a favor da legalização, não só da maconha, mas de qualquer droga. OK, sei que a legalização trará muitos problemas, mas a proibição também traz... então, "filosoficamente", acho que a maconha deve ser legalizada sim. Acho ridiculo o cara ficar doidão, rindo de qualquer idiotice com uma expressão aparvalhada, mas reconheço que ele tem todo o direito de fazer isso. Afinal, eu mesmo já fiquei bêbado várias vezes, com estes mesmos "sintomas"
.
Mas nem por isso se proibirem o álcool amanhã entrarei na "Marcha da Cerveja".
Apesar disso, não consigo entender que algumas pessoas façam disso uma "causa a defender", e confesso que acho bem ridículo passeatas em favor da legalização da maconha ou qualquer outra porcaria do gênero.
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o vício pode mais ser comparado ao vício de café ou coca-cola.
Certo exagero aqui, eu compararia com álcool e cigarro, pelo que vejo de amigos usuários de maconha.
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O problema é que a maconha foi taxada simplesmente como droga, assim como cocaína, crack, heroina, anfetamina, etc. que são drogas de toxicidade muito mais elevada, que levam a dependência química e que o uso frequênte leva a overdose. O caso é que cada droga tem seus efeitos e suas consequências, logo não podem ser tratadas como iguais, muito menos numa legislação.
Concordo.
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Os perigosos moralistas fundamentam sua opinião em valores familiares do século XIX que além de ter uma visão monocromática sobre as drogas, tem uma visão monocromática sobre as medidas que devem ser tomadas para combater o plantio, o tráfico e o consumo. Digo perigosos pois são os mesmos tipos de moralistas que têm opinião proibicionista sobre aborto, homossexualismo, racismo ou feminismo.
Aqui você já está desqualificando seus possíveis "adversários" antes mesmo de começar o debate, chamando-os de "perigosos moralistas de visão monocromática". Depois não reclame se alguém entrar e usar um termo como "maconheiros vagabundos" para classificar os usuários de maconha. Não acho que quem seja contra a maconha obrigatoriamente seja contra aborto, homossexualismo, etc. Nem acho que dê para colocar no mesmo balaio quem é contra a maconha e quem discrimina mulheres ou homossexuais. Pode até ter relação para alguns, mas a generalização é no mínimo apressada.
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Na minha opinião, legalização, que significa controle do estado, é um excelente caminho para controlar as três vertices "plantio, venda e consumo". Uma vez legalizada, seja da forma que for, a qualidade da maconha seria controlada também pelo estado (ANVISA talvez) o que já seria o caminho para o tráfico perder mercado. Todo mundo teria preferencia de comprar numa farmácia por exemplo do que arriscar a vida numa boca de fumo. O consumo, eu vejo que deve ser tratado da mesma forma que o cigarro atualmente, sempre protegendo o não-usuário.
Concordo.
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Os impostos gerados pelo mercado da maconha podem ser destinados para a concientização sobre os efeitos do consumo (sem hipocrisias se possivel), investimentos em saúde e tratamento de dependentes e principalmente, investimento nas áreas que historicamente foram as mais afetadas por decadas de tráfico, as favelas.
Concordo que deveriam, mas não tenho a mínima ilusão de que isto aconteceria se a maconha fosse legalizada.
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Nos próximos fins de semana será realizada no Brasil a Marcha da Maconha. em 2008 a marcha foi covardemente proibida na sua véspera mostrando que ainda vivemos num país em que a liberdade de expressão não é realidade absoluta. A Marcha de 2009 já tem seu amparo legal no Rio de Janeiro, e talvez pelos últimos acontecimentos sobre o tema (FHC, Reunião em Viena) o moralismo tenha amansado.
Aí volto ao que citei lá em cima, apesar de eu ver com bons olhos a legalização da maconha, não consigo deixar de achar uma enorme perda de tempo e ridículo fazer disto uma bandeira a defender... mas se alguém acha que vale a pena, OK, só não conte comigo
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Vamos deixar claro aqui que a Marcha de forma nenhuma faz apologia às drogas, apenas põe em debate a legalização (visitem www.marchadamaconha.org para mais informações).
Como é que uma Marcha da Maconha pode não ser considerada apologia às drogas? Não sou contra a marcha (apesar de achar uma bobagem e de atrapalhar o trânsito
), mas dizer que não é apologia às drogas é querer tapar o sol com a peneira. Citar
Gostaria de saber a opinião dos céticos a esse respeito: Legalizar ou não? por que?
Caso você seja contra a legalização, qual sua opinião a respeito do álcool, cigarro, e outras drogas atualmente legalizadas?
Reafirmando, eu sou a favor da legalização, não só da maconha, mas de qualquer droga. OK, sei que a legalização trará muitos problemas, mas a proibição também traz... então, "filosoficamente", acho que a maconha deve ser legalizada sim. Acho ridiculo o cara ficar doidão, rindo de qualquer idiotice com uma expressão aparvalhada, mas reconheço que ele tem todo o direito de fazer isso. Afinal, eu mesmo já fiquei bêbado várias vezes, com estes mesmos "sintomas"
Mas nem por isso se proibirem o álcool amanhã entrarei na "Marcha da Cerveja".
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Data da postagem: 26/04/2009, 12:15

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Sou a favor de haver uma espécie de comércio clandestino tolerado, desde que não seja violento - para drogas em geral.
Legalização, implicando mais que produção caseira e comercialização "informal", sou contra.
Idealmente se iria fazendo algo parecido com todas as drogas, se possível eliminando o cigarro, e restringindo a venda do álcool aos 20% dos usuários que não são problemáticos.
Tópico: Mark Kleiman sobre a regulação de consumo e venda de drogas
Legalização, implicando mais que produção caseira e comercialização "informal", sou contra.
Idealmente se iria fazendo algo parecido com todas as drogas, se possível eliminando o cigarro, e restringindo a venda do álcool aos 20% dos usuários que não são problemáticos.
Tópico: Mark Kleiman sobre a regulação de consumo e venda de drogas
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Data da postagem: 26/04/2009, 12:29

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O que eu me pergunto é: um contador, por exemplo, poderia fumar seu baseado no intervalo do trabalho e voltar para trabalhar no livro caixa da empresa normalmente? Um professor, por exemplo, poderia fumar um baseado entre uma aula e outra e ainda falar algo que faça sentido sobre os conteúdos que ele deve explorar com os alunos? Um advogado poderia entrar no tribunal depois de fumar um baseado e fazer sua defesa ou acusação como se não tivesse fumado?
Porque fumar um cigarro e voltar para trabalhar nós sabemos que é possível. Tomar um chopinho idem. Mas dá para fazer isso com maconha? Pelo que sei e pelo que já vi, não. Então não entendo essa comparação de maconha com cerveja e cigarro. E não acho que a liberação dela poderia ser benéfica para a sociedade como um todo. Com a liberação e consequente queda no preço, logo haveria um monte de gente sem noção andando drogada pelas ruas (muito mais do que já há aqui no RJ).
Porque fumar um cigarro e voltar para trabalhar nós sabemos que é possível. Tomar um chopinho idem. Mas dá para fazer isso com maconha? Pelo que sei e pelo que já vi, não. Então não entendo essa comparação de maconha com cerveja e cigarro. E não acho que a liberação dela poderia ser benéfica para a sociedade como um todo. Com a liberação e consequente queda no preço, logo haveria um monte de gente sem noção andando drogada pelas ruas (muito mais do que já há aqui no RJ).
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Data da postagem: 26/04/2009, 12:40

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Dependendo da quantidade de álcool ingerida e da tolerância dos contadores, professores e advogados, não sei se teria tanta diferença assim. E se ao invés de um copo de chopp for um copo de cachaça?
E bêbado na rua também não falta...
Mas eu não quero aqui posar de paladino da liberação da maconha, para mim tanto faz se liberarem ou não. Sou "conceitualmente" a favor, mas na prática não dou a mínima.
O que eu me pergunto é: um contador, por exemplo, poderia fumar seu baseado no intervalo do trabalho e voltar para trabalhar no livro caixa da empresa normalmente? Um professor, por exemplo, poderia fumar um baseado entre uma aula e outra e ainda falar algo que faça sentido sobre os conteúdos que ele deve explorar com os alunos? Um advogado poderia entrar no tribunal depois de fumar um baseado e fazer sua defesa ou acusação como se não tivesse fumado?
Porque fumar um cigarro e voltar para trabalhar nós sabemos que é possível. Tomar um chopinho idem. Mas dá para fazer isso com maconha? Pelo que sei e pelo que já vi, não. Então não entendo essa comparação de maconha com cerveja e cigarro. E não acho que a liberação dela poderia ser benéfica para a sociedade como um todo. Com a liberação e consequente queda no preço, logo haveria um monte de gente sem noção andando drogada pelas ruas (muito mais do que já há aqui no RJ).
Dependendo da quantidade de álcool ingerida e da tolerância dos contadores, professores e advogados, não sei se teria tanta diferença assim. E se ao invés de um copo de chopp for um copo de cachaça?
E bêbado na rua também não falta...
Mas eu não quero aqui posar de paladino da liberação da maconha, para mim tanto faz se liberarem ou não. Sou "conceitualmente" a favor, mas na prática não dou a mínima.
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Data da postagem: 26/04/2009, 12:44

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Citação de: Fabrício em 26 de Abril de 2009, 16:15:02
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E acrescento que acredito que a maconha, eventualmente, será legalizada. Mais cedo ou mais tarde.
Eu sou a favor da legalização, apesar de nunca ter fumado maconha, nem na faculdade. Aliás, nunca usei nenhum droga "ilícita", mas sou a favor da legalização de todas. Pra mim o cara faz do corpo dele o que bem entender, problema dele.
Apesar disso, não consigo entender que algumas pessoas façam disso uma "causa a defender", e confesso que acho bem ridículo passeatas em favor da legalização da maconha ou qualquer outra porcaria do gênero.
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E acrescento que acredito que a maconha, eventualmente, será legalizada. Mais cedo ou mais tarde.
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Data da postagem: 26/04/2009, 13:02

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Bob Cuspe
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Oi Fabrício
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Não comparei com o cigarro pois vejo uma diferença gritante entre os dois. Uma pessoa viciada em cigarro chega a acordar de madrugada para fumar e se não tiver ele sai pra ir comprar em algum posto de gasolina 24hs, com a maconha não chega a acontecer isso. Comparei com café e coca-cola que são vícios também comuns. Mas não vejo problema em comparar com álcool e cigarro tendo em vista que a diferença primordial é que são drogas legalizadas.
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Eu mesmo tenho minha cota de moralismo e respeito muitos valores morais, mas só os fundamentados. Aqui na verdade separei a classe "perigoso moralista de visão monocromática" que diferente de um cético moralista, é um moralista que fundamenta seus argumentos em valores antiquados. Por esse mesmo motivo que citei outras formas de preconceito.
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Eu também teria que ver para crer...
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De forma nenhuma venho aqui agariar militantes da causa, apenas busco um debate para enriquecer meus argumentos. O consumo de drogas é fato e em nenhum lugar do planeta em nenhum momento da história o consumo de psicotrópicos foi erradicado. Você pode achar rídiculo lutar pela legalização, mas quem é obrigado pelo Estado a sustentar o vício financiando o tráfico são os usuários e depois os usuários são culpados pela violência. O que gera a violência é justamente a ilegalidade, por isso a luta pela legalização.
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O intuito da marcha não é enaltacer o consumo. Não terão pessoas usando drogas durante a marcha.... talvez antes e depois, mas durante é proibido inclusive pelos organizadores. O intuito da marcha é levantar as mesmas questões desse tópico. O tópico está fazendo apologia?
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É uma diferença pessoal. Eu iria com certeza na Marcha da Cerveja.
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o vício pode mais ser comparado ao vício de café ou coca-cola.
Certo exagero aqui, eu compararia com álcool e cigarro, pelo que vejo de amigos usuários de maconha.
Não comparei com o cigarro pois vejo uma diferença gritante entre os dois. Uma pessoa viciada em cigarro chega a acordar de madrugada para fumar e se não tiver ele sai pra ir comprar em algum posto de gasolina 24hs, com a maconha não chega a acontecer isso. Comparei com café e coca-cola que são vícios também comuns. Mas não vejo problema em comparar com álcool e cigarro tendo em vista que a diferença primordial é que são drogas legalizadas.
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Os perigosos moralistas fundamentam sua opinião em valores familiares do século XIX que além de ter uma visão monocromática sobre as drogas, tem uma visão monocromática sobre as medidas que devem ser tomadas para combater o plantio, o tráfico e o consumo. Digo perigosos pois são os mesmos tipos de moralistas que têm opinião proibicionista sobre aborto, homossexualismo, racismo ou feminismo.
Aqui você já está desqualificando seus possíveis "adversários" antes mesmo de começar o debate, chamando-os de "perigosos moralistas de visão monocromática". Depois não reclame se alguém entrar e usar um termo como "maconheiros vagabundos" para classificar os usuários de maconha. Não acho que quem seja contra a maconha obrigatoriamente seja contra aborto, homossexualismo, etc. Nem acho que dê para colocar no mesmo balaio quem é contra a maconha e quem discrimina mulheres ou homossexuais. Pode até ter relação para alguns, mas a generalização é no mínimo apressada.
Eu mesmo tenho minha cota de moralismo e respeito muitos valores morais, mas só os fundamentados. Aqui na verdade separei a classe "perigoso moralista de visão monocromática" que diferente de um cético moralista, é um moralista que fundamenta seus argumentos em valores antiquados. Por esse mesmo motivo que citei outras formas de preconceito.
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Os impostos gerados pelo mercado da maconha podem ser destinados para a concientização sobre os efeitos do consumo (sem hipocrisias se possivel), investimentos em saúde e tratamento de dependentes e principalmente, investimento nas áreas que historicamente foram as mais afetadas por decadas de tráfico, as favelas.
Concordo que deveriam, mas não tenho a mínima ilusão de que isto aconteceria se a maconha fosse legalizada.
Eu também teria que ver para crer...
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Nos próximos fins de semana será realizada no Brasil a Marcha da Maconha. em 2008 a marcha foi covardemente proibida na sua véspera mostrando que ainda vivemos num país em que a liberdade de expressão não é realidade absoluta. A Marcha de 2009 já tem seu amparo legal no Rio de Janeiro, e talvez pelos últimos acontecimentos sobre o tema (FHC, Reunião em Viena) o moralismo tenha amansado.
Aí volto ao que citei lá em cima, apesar de eu ver com bons olhos a legalização da maconha, não consigo deixar de achar uma enorme perda de tempo e ridículo fazer disto uma bandeira a defender... mas se alguém acha que vale a pena, OK, só não conte comigo Rolling Eyes..
De forma nenhuma venho aqui agariar militantes da causa, apenas busco um debate para enriquecer meus argumentos. O consumo de drogas é fato e em nenhum lugar do planeta em nenhum momento da história o consumo de psicotrópicos foi erradicado. Você pode achar rídiculo lutar pela legalização, mas quem é obrigado pelo Estado a sustentar o vício financiando o tráfico são os usuários e depois os usuários são culpados pela violência. O que gera a violência é justamente a ilegalidade, por isso a luta pela legalização.
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Vamos deixar claro aqui que a Marcha de forma nenhuma faz apologia às drogas, apenas põe em debate a legalização (visitem www.marchadamaconha.org para mais informações).
Como é que uma Marcha da Maconha pode não ser considerada apologia às drogas? Não sou contra a marcha (apesar de achar uma bobagem e de atrapalhar o trânsito Erm... Umm...), mas dizer que não é apologia às drogas é querer tapar o sol com a peneira.
O intuito da marcha não é enaltacer o consumo. Não terão pessoas usando drogas durante a marcha.... talvez antes e depois, mas durante é proibido inclusive pelos organizadores. O intuito da marcha é levantar as mesmas questões desse tópico. O tópico está fazendo apologia?
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Gostaria de saber a opinião dos céticos a esse respeito: Legalizar ou não? por que?
Caso você seja contra a legalização, qual sua opinião a respeito do álcool, cigarro, e outras drogas atualmente legalizadas?
Reafirmando, eu sou a favor da legalização, não só da maconha, mas de qualquer droga. OK, sei que a legalização trará muitos problemas, mas a proibição também traz... então, "filosoficamente", acho que a maconha deve ser legalizada sim. Acho ridiculo o cara ficar doidão, rindo de qualquer idiotice com uma expressão aparvalhada, mas reconheço que ele tem todo o direito de fazer isso. Afinal, eu mesmo já fiquei bêbado várias vezes, com estes mesmos "sintomas" Razz.
Mas nem por isso se proibirem o álcool amanhã entrarei na "Marcha da Cerveja". Hihi!
É uma diferença pessoal. Eu iria com certeza na Marcha da Cerveja.
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Data da postagem: 26/04/2009, 13:06

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Citação de: Orbe em 26 de Abril de 2009, 16:40:48
VocÊ está expressando umaa opinião pessoal, sinceramente, meu trabalho não combina com maconha, mas com certeza existem contadores, advogados e engenheiros que fumam. Acho alarmismo pensar que com legalização começa um "oba-oba" e que as pessoas vão sair por aí se enchendo de maconha. Lembre que uma garrafa de cachaça custa R$ 2,50 e nem por isso existe uma super-população de alcoolatras.
Meu caso por exemplo. Eu estudei engenharia e quando comecei a faculdade era careta, não bebia nem fumava. No terceiro ano de faculdade comecei a usar as duas substâncias e isso não me atrapalhou em nada. Eu conseguia separar os momentos de fumar, beber e estudar. Agora, claro que isso não é unanimidade.
A legalização não necessariamente implica em diminuição de preço. Pode aumentar a oferta, mas o preço depende do processo de fabricação. E não se esqueça que terão impostos inclusos.
O que eu me pergunto é: um contador, por exemplo, poderia fumar seu baseado no intervalo do trabalho e voltar para trabalhar no livro caixa da empresa normalmente? Um professor, por exemplo, poderia fumar um baseado entre uma aula e outra e ainda falar algo que faça sentido sobre os conteúdos que ele deve explorar com os alunos? Um advogado poderia entrar no tribunal depois de fumar um baseado e fazer sua defesa ou acusação como se não tivesse fumado?
Porque fumar um cigarro e voltar para trabalhar nós sabemos que é possível. Tomar um chopinho idem. Mas dá para fazer isso com maconha? Pelo que sei e pelo que já vi, não. Então não entendo essa comparação de maconha com cerveja e cigarro. E não acho que a liberação dela poderia ser benéfica para a sociedade como um todo. Com a liberação e consequente queda no preço, logo haveria um monte de gente sem noção andando drogada pelas ruas (muito mais do que já há aqui no RJ).
VocÊ está expressando umaa opinião pessoal, sinceramente, meu trabalho não combina com maconha, mas com certeza existem contadores, advogados e engenheiros que fumam. Acho alarmismo pensar que com legalização começa um "oba-oba" e que as pessoas vão sair por aí se enchendo de maconha. Lembre que uma garrafa de cachaça custa R$ 2,50 e nem por isso existe uma super-população de alcoolatras.
Meu caso por exemplo. Eu estudei engenharia e quando comecei a faculdade era careta, não bebia nem fumava. No terceiro ano de faculdade comecei a usar as duas substâncias e isso não me atrapalhou em nada. Eu conseguia separar os momentos de fumar, beber e estudar. Agora, claro que isso não é unanimidade.
A legalização não necessariamente implica em diminuição de preço. Pode aumentar a oferta, mas o preço depende do processo de fabricação. E não se esqueça que terão impostos inclusos.
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E nem os roubos, assassinatos, corrupção, etc. O fato de não conseguirmos erradicar não significa que devemos legalizar. Não sou contra a legalização e nem quero comparar uso de maconha com roubo e assassinato, só acho o argumento de que "nunca conseguiu ser erradicado" fraco como argumento pró legalização.
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Bob, aqui você está se contradizendo, primeiro afirma que fumar maconha não é viciante como cigarro ou bebida, equivale a ser viciado em café ou coca-cola, em seguida diz que os usuários são "obrigados a sustentar o vício financiando o tráfico". Eu adoro café e coca-cola, mas jamais iria a uma "boca de café" para sustentar meu "vício".
Além do que ninguém é "obrigado pelo Estado" neste caso, se o cara fuma maconha ou usa drogas, sabe muito bem que corre o risco de ficar viciado, o Estado não é culpado por isso. Eu nunca usei em grande parte pelo medo de ficar dependente e ter um problema pelo resto da vida, acho que o risco não vale a pena.
Mas a partir do momento que o cara se dispõe a correr o risco, a responsabilidade é dele, não do Estado. Todo mundo sabe que droga pode viciar, todo mundo sabe que até que a legalização ocorra, se é que vai ocorrer, droga é ilegal. Então não venha a culpar o Estado se depois se ferrar.
Se o cara acha que tem culhão para se meter com droga e não se viciar, OK, acho que é um direito dele, mas depois assuma sua responsabilidade.
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De certa forma, sim, afinal estamos aqui escancaradamente falando de liberar drogas hoje proibidas. Não acho que a apologia deva ser proibida, para mim é liberdade de expressão. Mas nem por isso vou negar que ela seja o que é.
O consumo de drogas é fato e em nenhum lugar do planeta em nenhum momento da história o consumo de psicotrópicos foi erradicado.
E nem os roubos, assassinatos, corrupção, etc. O fato de não conseguirmos erradicar não significa que devemos legalizar. Não sou contra a legalização e nem quero comparar uso de maconha com roubo e assassinato, só acho o argumento de que "nunca conseguiu ser erradicado" fraco como argumento pró legalização.
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Você pode achar rídiculo lutar pela legalização, mas quem é obrigado pelo Estado a sustentar o vício financiando o tráfico são os usuários e depois os usuários são culpados pela violência.
Bob, aqui você está se contradizendo, primeiro afirma que fumar maconha não é viciante como cigarro ou bebida, equivale a ser viciado em café ou coca-cola, em seguida diz que os usuários são "obrigados a sustentar o vício financiando o tráfico". Eu adoro café e coca-cola, mas jamais iria a uma "boca de café" para sustentar meu "vício".
Além do que ninguém é "obrigado pelo Estado" neste caso, se o cara fuma maconha ou usa drogas, sabe muito bem que corre o risco de ficar viciado, o Estado não é culpado por isso. Eu nunca usei em grande parte pelo medo de ficar dependente e ter um problema pelo resto da vida, acho que o risco não vale a pena.
Mas a partir do momento que o cara se dispõe a correr o risco, a responsabilidade é dele, não do Estado. Todo mundo sabe que droga pode viciar, todo mundo sabe que até que a legalização ocorra, se é que vai ocorrer, droga é ilegal. Então não venha a culpar o Estado se depois se ferrar.
Se o cara acha que tem culhão para se meter com droga e não se viciar, OK, acho que é um direito dele, mas depois assuma sua responsabilidade.
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O tópico está fazendo apologia?
De certa forma, sim, afinal estamos aqui escancaradamente falando de liberar drogas hoje proibidas. Não acho que a apologia deva ser proibida, para mim é liberdade de expressão. Mas nem por isso vou negar que ela seja o que é.
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Data da postagem: 26/04/2009, 13:21

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Bob Cuspe
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26/04/2009, 10:54
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Concordo que é um argumento fraco, mas é um fato. O que quero mostrar é que a abordagem proibicionista nunca funcionou.
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Cara, não é contradição. Talvez se o café fosse proibido eu iria numa boca de café para comprar, mas pensar nessa situação para o café acaba sendo absurdo. Pense por exemplo se o viagra fosse proibido com certeza pessoas que dependem dessa droga para manter relações iriam até no inferno atrás dela.
E quando digo "obrigado pelo Estado" é porque o usuário não tem opção para adiquirir a droga a não ser com traficantes, financiando o tráfico. ( na verdade existe a opção do alto-cultivo, a qual eu sou adepto). O usuário pode muito bem arcar com as consequências do seu vício como males causados à saude e os gastos para comprar droga, mas ser preso como traficante é absurdo.
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Apologia ao uso eu não fiz não. Em nenhum momento estou enaltecendo os beneficios do consumo e instigando as pessoas que estão acompanhando. Pode-se no máximo pensar em apologia à legalização, mas é bem diferente.
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O consumo de drogas é fato e em nenhum lugar do planeta em nenhum momento da história o consumo de psicotrópicos foi erradicado.
E nem os roubos, assassinatos, corrupção, etc. O fato de não conseguirmos erradicar não significa que devemos legalizar. Não sou contra a legalização e nem quero comparar uso de maconha com roubo e assassinato, só acho o argumento de que "nunca conseguiu ser erradicado" fraco como argumento pró legalização.
Concordo que é um argumento fraco, mas é um fato. O que quero mostrar é que a abordagem proibicionista nunca funcionou.
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Você pode achar rídiculo lutar pela legalização, mas quem é obrigado pelo Estado a sustentar o vício financiando o tráfico são os usuários e depois os usuários são culpados pela violência.
Bob, aqui você está se contradizendo, primeiro afirma que fumar maconha não é viciante como cigarro ou bebida, equivale a ser viciado em café ou coca-cola, em seguida diz que os usuários são "obrigados a sustentar o vício financiando o tráfico". Eu adoro café e coca-cola, mas jamais iria a uma "boca de café" para sustentar meu "vício".
Além do que ninguém é "obrigado pelo Estado" neste caso, se o cara fuma maconha ou usa drogas, sabe muito bem que corre o risco de ficar viciado, o Estado não é culpado por isso. Eu nunca usei em grande parte pelo medo de ficar dependente e ter um problema pelo resto da vida, acho que o risco não vale a pena.
Mas a partir do momento que o cara se dispõe a correr o risco, a responsabilidade é dele, não do Estado. Todo mundo sabe que droga pode viciar, todo mundo sabe que até que a legalização ocorra, se é que vai ocorrer, droga é ilegal. Então não venha a culpar o Estado se depois se ferrar.
Se o cara acha que tem culhão para se meter com droga e não se viciar, OK, acho que é um direito dele, mas depois assuma sua responsabilidade.
Cara, não é contradição. Talvez se o café fosse proibido eu iria numa boca de café para comprar, mas pensar nessa situação para o café acaba sendo absurdo. Pense por exemplo se o viagra fosse proibido com certeza pessoas que dependem dessa droga para manter relações iriam até no inferno atrás dela.
E quando digo "obrigado pelo Estado" é porque o usuário não tem opção para adiquirir a droga a não ser com traficantes, financiando o tráfico. ( na verdade existe a opção do alto-cultivo, a qual eu sou adepto). O usuário pode muito bem arcar com as consequências do seu vício como males causados à saude e os gastos para comprar droga, mas ser preso como traficante é absurdo.
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O tópico está fazendo apologia?
De certa forma, sim, afinal estamos aqui escancaradamente falando de liberar drogas hoje proibidas. Não acho que a apologia deva ser proibida, para mim é liberdade de expressão. Mas nem por isso vou negar que ela seja o que é.
Apologia ao uso eu não fiz não. Em nenhum momento estou enaltecendo os beneficios do consumo e instigando as pessoas que estão acompanhando. Pode-se no máximo pensar em apologia à legalização, mas é bem diferente.
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Data da postagem: 26/04/2009, 13:45

Apelido:
Buckaroo Banzai
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Usuário
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27/01/2005, 00:05
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Ainda bem que a maioria dos comunistas (ou outras vertentes político-ideológicas, quando aplicável) não usam a mesma lógica dos drogados quanto a culpar o estado pelas conseqüências da proibição. Como comunistas se apropriando de carros por acreditar que o governo deveria dar carros para todos, ou "estado-minimalistas" pagando para roubar carros importados, sem ter que pagar a tarifa de importação, com a qual não concorda.
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Data da postagem: 26/04/2009, 14:52