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Notícias científicas supimpas que não merecem um tópico próprio
Autor: Gaúcho | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 33424 Comentários: 455

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Cientistas criam fones de ouvido com grafeno, e eles são incríveis
Uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) criou o primeiro par de fones de ouvido baseados em grafeno. E não deve ser surpresa descobrir que eles são absolutamente incríveis.
De fato, em seu estado bruto, uma única lâmina de grafeno – sem ajustes especiais em suas propriedades – fornece uma resposta de frequência comparável a um par de fones de ouvido Sennheiser. Isso é muito bom.
Mas afinal, o que é grafeno? É o material do futuro: ele é 300 vezes mais forte que o metal, e ao mesmo tempo é o material mais leve do mundo. Além disso, ele é bastante flexível e conduz eletricidade muito bem.
Fones de ouvido possuem um diafragma, a parte que vibra para produzir ondas sonoras. O diafragma de grafeno feito pelos pesquisadores tem 7 mm de diâmetro, mas apenas 30 nanômetros de espessura: ou seja, eles são insanamente finos e leves. (Trívia: um único grama de grafeno poderia cobrir vários campos de futebol.) Essa fina lâmina é colocada entre dois eletrodos de dióxido de silício, o que lhe permite produzir o som.
Mas como ele se sai contra fones de ouvido caros, mesmo em sua primeira iteração? Simples: apesar de ser extremamente leve, ela também é incrivelmente forte. Uma centena de vezes mais forte que o aço, na verdade. Assim, enquanto diafragmas comuns precisam ser amortecidos para que não se desfaçam em pedaços – o que afeta a sua fidelidade de áudio – a versão de grafeno pode emitir sons sem precisar de ajustes.
Vale lembrar que estes fones de ouvido não são otimizados – estão num estágio inicial – e ainda assim se equiparam aos caros fones comerciais. No futuro, após ajustar o tamanho do diafragma, sua espessura, e outros parâmetros físicos, os caras de Berkeley podem nos trazer sons com nitidez incrível. Só não pergunte o preço – ainda.
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Data da postagem: 14/03/2013, 13:45

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JohnnyRivers
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Legal o tópico. Bela iniciativa.
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Confirmado: partícula descoberta no Cern em julho é o Bóson de Higgs
Físicos do Cern afirmaram em uma conferência que não há mais dúvidas que se trata da chamada 'partícula de Deus'
AP/Cern
Colisão de prótons registrada no CMS em 2011: análise dos dados confirmou descoberta do Bóson de Higgs
A dúvida, se é que ela existia, acabou: os físicos do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (na sigla em francês, Cern) anunciaram nesta quinta-feira (14) que após uma extensa análise de dados a partícula subatômica descoberta em julho de 2012 é realmente o Bóson de Higgs , previsto em teoria em 1964, e é considerado uma das peças fundamentais de formação do Universo.
Enquete: Bóson de Higgs é o maior feito científico de 2012, dizem leitores do iG
A partícula, conhecida popularmente como partícula de Deus, faz parte do mecanismo que dá massa a toda a matéria, e ganhou seu nome por causa de Peter Higgs , um dos físicos que postularam sua existência.
No ano passado, os cientistas do Cern anunciaram a descoberta de uma partícula 'parecida com o Higgs', mas que não chegaram a confirmar que se tratava do Bóson com 100% de certeza. Mas hoje os físicos anunciaram em um comunicado em um congresso de Física nos Alpes italianos, após um análise cuidadosa de um ano de dados produzidos pelo Grande Colisor de Hádrons (na sigla em inglês, LHC) que sim, trata-se mesmo do Bóson.
"Para mim está claro que estamos lidando com um bóson de Higgs, embora tenhamos ainda um caminho longo até saber que tipo de bóson ele é," disse Joe Incandela, físico que chefia uma das duas equipes do Cern que lidam com o tema, cada uma com cerca de 3.000 cientistas.
A existência do Bóson confirma a teoria de que os objetos ganham seu tamanho e forma quando seus átomos e elétrons interagem em um campo de energia que contém bósons de Higgs. Quanto mais eles atraem esse campo, maior sua massa vai ser, de acordo com a teoria.
Mas, ainda está em aberto, segundo o comunicado do Cern, se este é o bóson esperado na teoria original ou se o mais leve de vários, como está previsto em outras hipóteses que ampliam o modelo de Higgs.
Mas, por enquanto, está estabelecido que o Bóson de Higgs existe, de alguma forma.
A confirmação coloca o Bóson de Higgs, seus teóricos e descobridores como concorrentes fortes ao Nobel de Física deste ano, mas ainda não se saberia se ele iria apenas para Peter Higgs e seus colegas proponentes da teoria, ou para os milhares de cientistas do Cern, ou se para todos eles
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2013-03-14/confirmado-particula-descoberta-no-cern-em-julho-e-o-boson-de-higgs.html
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Data da postagem: 14/03/2013, 16:33

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Cientista
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Não deve ser chamada partícula de deus, mas partícula-deus, já que ninguém vê nem pode ser diretamente ou indiretamente (siiiim) detectada e é "provada" por meio de argumentos convincentes.
O título da notícia se contradiz com o texto: não é mais O boson, agora é UM (é, a família é grande e cresce... afinal, uma pode abonar a outra...)
O mais engraçado é que no dia da "grande divulgação" de nunca se soube exatamente o que, foi o que poderá ser alternativamente lembrado no futuro, se existir, de 'dia do grande espetáculo dramático-circense midiático patético dos 5 sigma com direito a chororô emocionalóide e tudo que não evidenciou nada', e, agora, é essa notinha para dizer que "está confirmado mesmo" que... o que mesmo? Ah, que está tudo na mesma.
Eu fico me perguntando... De quantas maneiras diferentes podem religiões se estabelecer?...
O título da notícia se contradiz com o texto: não é mais O boson, agora é UM (é, a família é grande e cresce... afinal, uma pode abonar a outra...)
O mais engraçado é que no dia da "grande divulgação" de nunca se soube exatamente o que, foi o que poderá ser alternativamente lembrado no futuro, se existir, de 'dia do grande espetáculo dramático-circense midiático patético dos 5 sigma com direito a chororô emocionalóide e tudo que não evidenciou nada', e, agora, é essa notinha para dizer que "está confirmado mesmo" que... o que mesmo? Ah, que está tudo na mesma.
Eu fico me perguntando... De quantas maneiras diferentes podem religiões se estabelecer?...
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Data da postagem: 17/03/2013, 08:37

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Citação de: JohnnyRivers em 14 de Março de 2013, 20:33:17
Mas já tem o tópico sobre o LHC...
Legal o tópico. Bela iniciativa.
Minha contribuição:
[...]
Mas já tem o tópico sobre o LHC...
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Data da postagem: 17/03/2013, 19:15

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Citação de: Cientista em 17 de Março de 2013, 12:37:37
Mas essa descoberta não é importante ?
Não deve ser chamada partícula de deus, mas partícula-deus, já que ninguém vê nem pode ser diretamente ou indiretamente (siiiim) detectada e é "provada" por meio de argumentos convincentes.
O título da notícia se contradiz com o texto: não é mais O boson, agora é UM (é, a família é grande e cresce... afinal, uma pode abonar a outra...)
O mais engraçado é que no dia da "grande divulgação" de nunca se soube exatamente o que, foi o que poderá ser alternativamente lembrado no futuro, se existir, de 'dia do grande espetáculo dramático-circense midiático patético dos 5 sigma com direito a chororô emocionalóide e tudo que não evidenciou nada', e, agora, é essa notinha para dizer que "está confirmado mesmo" que... o que mesmo? Ah, que está tudo na mesma.
Eu fico me perguntando... De quantas maneiras diferentes podem religiões se estabelecer?...
Mas essa descoberta não é importante ?
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Data da postagem: 17/03/2013, 21:33

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Citação de: SnowRaptor em 17 de Março de 2013, 23:15:31
Droga. Não do uma dentro.
Citação de: JohnnyRivers em 14 de Março de 2013, 20:33:17Legal o tópico. Bela iniciativa.
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Mas já tem o tópico sobre o LHC...
Droga. Não do uma dentro.
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Data da postagem: 18/03/2013, 05:39

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Citação de: Kernel Code em 18 de Março de 2013, 01:33:40
É importante sim! Desconsidere o post do Cientista. A teoria do mecanismo de Higgs permite deduzir a existência de uma partícula que se manifestaria em experimentos de colisão através de certas correlações nos jatos de partículas emitidas durante a colisão. Foi isso que foi detectado no LHC: um pico em um gráfico que sinaliza a presença de uma partícula com massa muito próxima do que era esperado para o Higgs (cerca de 126 GeV). O que alguns físicos lamentam é que essa descoberta apenas confirma um modelo já bem estabelecido - o Modelo Padrão, enquanto o que seria mais interessante seria se tivesse sido descoberto algo que implicaria uma física além do Modelo Padrão (que a gente sabe que existe, por causa do fenômeno de oscilação de sabor de neutrinos).
Na minha opinião, o mais interessante não foi a detecção da partícula de Higgs, mas sim a provável existência do campo de Higgs. Ou seja, as evidências apontam para a existência de um campo que permeia todo os espaço e que explica a existência da massa de algumas partículas. É todo um aspecto da natureza que até então apenas suspeitávamos e que agora possuimos evidências para acreditar na sua existência.
Citação de: Cientista em 17 de Março de 2013, 12:37:37Não deve ser chamada partícula de deus, mas partícula-deus, já que ninguém vê nem pode ser diretamente ou indiretamente (siiiim) detectada e é "provada" por meio de argumentos convincentes.
O título da notícia se contradiz com o texto: não é mais O boson, agora é UM (é, a família é grande e cresce... afinal, uma pode abonar a outra...)
O mais engraçado é que no dia da "grande divulgação" de nunca se soube exatamente o que, foi o que poderá ser alternativamente lembrado no futuro, se existir, de 'dia do grande espetáculo dramático-circense midiático patético dos 5 sigma com direito a chororô emocionalóide e tudo que não evidenciou nada', e, agora, é essa notinha para dizer que "está confirmado mesmo" que... o que mesmo? Ah, que está tudo na mesma.
Eu fico me perguntando... De quantas maneiras diferentes podem religiões se estabelecer?...
Mas essa descoberta não é importante ?
É importante sim! Desconsidere o post do Cientista. A teoria do mecanismo de Higgs permite deduzir a existência de uma partícula que se manifestaria em experimentos de colisão através de certas correlações nos jatos de partículas emitidas durante a colisão. Foi isso que foi detectado no LHC: um pico em um gráfico que sinaliza a presença de uma partícula com massa muito próxima do que era esperado para o Higgs (cerca de 126 GeV). O que alguns físicos lamentam é que essa descoberta apenas confirma um modelo já bem estabelecido - o Modelo Padrão, enquanto o que seria mais interessante seria se tivesse sido descoberto algo que implicaria uma física além do Modelo Padrão (que a gente sabe que existe, por causa do fenômeno de oscilação de sabor de neutrinos).
Na minha opinião, o mais interessante não foi a detecção da partícula de Higgs, mas sim a provável existência do campo de Higgs. Ou seja, as evidências apontam para a existência de um campo que permeia todo os espaço e que explica a existência da massa de algumas partículas. É todo um aspecto da natureza que até então apenas suspeitávamos e que agora possuimos evidências para acreditar na sua existência.
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Data da postagem: 18/03/2013, 09:42

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Cientista
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Citação de: Kernel Code em 18 de Março de 2013, 01:33:40
Não sei se entendi a relação... O "mas" liga sentido com meu post mas... ...Ah, acho que entendi. Você está se referindo à minha crítica ao festejo?: "Se é uma descoberta importante, deveriam mesmo festejar"? Se for isso, não é esse o sentido que a palavra importante tem para mim, nesse contexto. Uma descoberta científica tem que ser importante cientificamente, não emocionalmente.
Nesse caso, de quantas maneiras eu poderia responder?... Vamos linha a linha:
Não.
Que descoberta?!
É importante perguntar se é importante? Acho que não...
Claro que não!
...
Estou brincando (digamos assim). Até considero a possibilidade de que algo novo tenha sido descoberto ali. Essa pergunta, feita dessa forma, não tem sentido. A resposta mais simples seria não, o que deveria ser óbvio, portanto, quando se pergunta algo assim, é porque é demandada uma resposta não muito fácil. Veja que o Dr. Manhattan concorda que não é importante, não como uma importância mais que aquela que se dá ao resultado da prova que se faz e em que se tira boa nota, pulando-se de alegria. Cientistas não devem ser aluninhos contentinhos porque "passaram de ano". Há seriedade extrema aí.
Eu não direi para você desconsiderar o post do Dr. Manhattan porque, além de, frequentemente quando possível, ser profícuo considerar o máximo de objetos, há detalhes nele que podem ser usados aqui para mostrar como uma religião se forma.
Considere e atente bem para o post do Dr. Manhattan, porque há coisas nele para desconsiderar, entre elas a afirmação de que havia uma "massa esperada para a partícula", sugerindo uma precisão preditiva que, simplesmente, nunca houve. O fato é que a vasculha foi de ampla varredura e a assinatura da partícula foi escrita pelas mãos dos próprios caçadores. Também, uma vez existente a partícula, dentro da hipótese ad hoc, a existência do respectivo campo não é apenas provável pois a postulação do campo é que é fundamental. E nisso (nele) está o foco do problema.
...
A problemática criada por todos os ajustamentos forçados desse modelo é tão complexa que sua abordagem exige funcionamento cerebral de altíssimo nível. Vamos tentar leveza aqui, pois ir a fundo nisso é exigente e exaustivo.
Vou, então, tentar responder de algumas formas.
A resposta para essa pergunta é bastante clara. Nada mudou no panorama científico; "encontrou-se" o que se esperava encontrar. Validar o que já se sabe nunca é importante, não altera nossas possibilidades de execução prática, e o que passa disso é filosofia. Se fosse possível desenvolver algum projeto útil baseando-se na existência do tal boson, o resultado seria funcional sem que fosse necessário confirmá-lo primeiro. Os custos de investigação são normalmente altos e descobrir o que se procura os justifica (isso pode ser mesmo um problema adicional). Se alguém acha que isso define importância em descobrir algo que se postula, é questão pessoal, mas não é importância científica. Entre muitas ocorrências um tanto paralelas ao grande experimento que engloba tantas diretrizes está uma que me interessaria muito mais saber que investigação foi feita a respeito e a que resultados se chegou: uma falha nos magnetos supercondutores que, pelo relato, não podia ser atribuída a nenhuma falha reconhecível pelo conhecimento atual. Ali pode(ria) ter havido uma descoberta importante.
A resposta acima é uma resposta clara, óbvia, penso eu.
Mas vou dar uma resposta como se ela (a resposta) não fosse clara:
Ainda não vejo como possa ser possível saber. Algo pode ter sido mesmo descoberto. Pelo que entendo, deve ter sido. Ocorre que, como diz aquela máxima cética, quando se acredita que deus é que manda a chuva, toda vez que chove vê-se uma evidência de deus. Pode-se refinar tal teoria, observar como a chuva chove diferente a cada vez, classificando as diversas formas de chover como caracterizadoras de um estado de espírito divino. Pode-se matematizar isso bem, estabelecendo-se estatísticas de quando deus estaria furioso num temporal ou calmo numa garoa. Apenas quando se pode acessar as núvens, as transições da água, as correntes convectivas, os processos de acúmulo e liberação de carga elétrica... é que deus desaparece do contexto (deveria desaparecer ao menos assim...). Observar só a chuva/temporal, o resultado de todas aquelas coisas, não é suficiente para conhecer a origem da chuva e o que é a chuva. Não basta supor, a partir de expectativa de como um certo boson deveria decair, que o que se "observaria desse decaimento" são produtos inequívocos do tal boson. É necessário perceber o quão mais que precariamente quantitativa é a hipótese de que tal partícula existiria. Uma detecção ainda que só indireta de tal partícula teria que envolver algo como, no mínimo, a supressão do suposto efeito de seu campo, fazendo suspender o efeito da acoplabilidade que produziria o efeito massivo. Isto deve estar além de todas as possibilidades experimentais do momento. Repetir divulgações é fácil. Entender o que realmente se passa é bem mais difícil.
Como já foi comentado que há tópico mais adequado para o assunto (e até, se lembro bem, há um específico para o Higgs), talvez eu comente mais a respeito do que vejo em e entendo de tudo isso por lá. Não posso pensar mais sobre isso nem me dedicar mais a isso agora.
Citação de: Cientista em 17 de Março de 2013, 12:37:37Não deve ser chamada partícula de deus, mas partícula-deus, já que ninguém vê nem pode ser diretamente ou indiretamente (siiiim) detectada e é "provada" por meio de argumentos convincentes.
O título da notícia se contradiz com o texto: não é mais O boson, agora é UM (é, a família é grande e cresce... afinal, uma pode abonar a outra...)
O mais engraçado é que no dia da "grande divulgação" de nunca se soube exatamente o que, foi o que poderá ser alternativamente lembrado no futuro, se existir, de 'dia do grande espetáculo dramático-circense midiático patético dos 5 sigma com direito a chororô emocionalóide e tudo que não evidenciou nada', e, agora, é essa notinha para dizer que "está confirmado mesmo" que... o que mesmo? Ah, que está tudo na mesma.
Eu fico me perguntando... De quantas maneiras diferentes podem religiões se estabelecer?...
Mas essa descoberta não é importante ?
Não sei se entendi a relação... O "mas" liga sentido com meu post mas... ...Ah, acho que entendi. Você está se referindo à minha crítica ao festejo?: "Se é uma descoberta importante, deveriam mesmo festejar"? Se for isso, não é esse o sentido que a palavra importante tem para mim, nesse contexto. Uma descoberta científica tem que ser importante cientificamente, não emocionalmente.
Nesse caso, de quantas maneiras eu poderia responder?... Vamos linha a linha:
Não.
Que descoberta?!
É importante perguntar se é importante? Acho que não...
Claro que não!
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Estou brincando (digamos assim). Até considero a possibilidade de que algo novo tenha sido descoberto ali. Essa pergunta, feita dessa forma, não tem sentido. A resposta mais simples seria não, o que deveria ser óbvio, portanto, quando se pergunta algo assim, é porque é demandada uma resposta não muito fácil. Veja que o Dr. Manhattan concorda que não é importante, não como uma importância mais que aquela que se dá ao resultado da prova que se faz e em que se tira boa nota, pulando-se de alegria. Cientistas não devem ser aluninhos contentinhos porque "passaram de ano". Há seriedade extrema aí.
Eu não direi para você desconsiderar o post do Dr. Manhattan porque, além de, frequentemente quando possível, ser profícuo considerar o máximo de objetos, há detalhes nele que podem ser usados aqui para mostrar como uma religião se forma.
Considere e atente bem para o post do Dr. Manhattan, porque há coisas nele para desconsiderar, entre elas a afirmação de que havia uma "massa esperada para a partícula", sugerindo uma precisão preditiva que, simplesmente, nunca houve. O fato é que a vasculha foi de ampla varredura e a assinatura da partícula foi escrita pelas mãos dos próprios caçadores. Também, uma vez existente a partícula, dentro da hipótese ad hoc, a existência do respectivo campo não é apenas provável pois a postulação do campo é que é fundamental. E nisso (nele) está o foco do problema.
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A problemática criada por todos os ajustamentos forçados desse modelo é tão complexa que sua abordagem exige funcionamento cerebral de altíssimo nível. Vamos tentar leveza aqui, pois ir a fundo nisso é exigente e exaustivo.
Vou, então, tentar responder de algumas formas.
A resposta para essa pergunta é bastante clara. Nada mudou no panorama científico; "encontrou-se" o que se esperava encontrar. Validar o que já se sabe nunca é importante, não altera nossas possibilidades de execução prática, e o que passa disso é filosofia. Se fosse possível desenvolver algum projeto útil baseando-se na existência do tal boson, o resultado seria funcional sem que fosse necessário confirmá-lo primeiro. Os custos de investigação são normalmente altos e descobrir o que se procura os justifica (isso pode ser mesmo um problema adicional). Se alguém acha que isso define importância em descobrir algo que se postula, é questão pessoal, mas não é importância científica. Entre muitas ocorrências um tanto paralelas ao grande experimento que engloba tantas diretrizes está uma que me interessaria muito mais saber que investigação foi feita a respeito e a que resultados se chegou: uma falha nos magnetos supercondutores que, pelo relato, não podia ser atribuída a nenhuma falha reconhecível pelo conhecimento atual. Ali pode(ria) ter havido uma descoberta importante.
A resposta acima é uma resposta clara, óbvia, penso eu.
Mas vou dar uma resposta como se ela (a resposta) não fosse clara:
Ainda não vejo como possa ser possível saber. Algo pode ter sido mesmo descoberto. Pelo que entendo, deve ter sido. Ocorre que, como diz aquela máxima cética, quando se acredita que deus é que manda a chuva, toda vez que chove vê-se uma evidência de deus. Pode-se refinar tal teoria, observar como a chuva chove diferente a cada vez, classificando as diversas formas de chover como caracterizadoras de um estado de espírito divino. Pode-se matematizar isso bem, estabelecendo-se estatísticas de quando deus estaria furioso num temporal ou calmo numa garoa. Apenas quando se pode acessar as núvens, as transições da água, as correntes convectivas, os processos de acúmulo e liberação de carga elétrica... é que deus desaparece do contexto (deveria desaparecer ao menos assim...). Observar só a chuva/temporal, o resultado de todas aquelas coisas, não é suficiente para conhecer a origem da chuva e o que é a chuva. Não basta supor, a partir de expectativa de como um certo boson deveria decair, que o que se "observaria desse decaimento" são produtos inequívocos do tal boson. É necessário perceber o quão mais que precariamente quantitativa é a hipótese de que tal partícula existiria. Uma detecção ainda que só indireta de tal partícula teria que envolver algo como, no mínimo, a supressão do suposto efeito de seu campo, fazendo suspender o efeito da acoplabilidade que produziria o efeito massivo. Isto deve estar além de todas as possibilidades experimentais do momento. Repetir divulgações é fácil. Entender o que realmente se passa é bem mais difícil.
Como já foi comentado que há tópico mais adequado para o assunto (e até, se lembro bem, há um específico para o Higgs), talvez eu comente mais a respeito do que vejo em e entendo de tudo isso por lá. Não posso pensar mais sobre isso nem me dedicar mais a isso agora.
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Data da postagem: 18/03/2013, 21:12

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Moro
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Tópicos criados: 146
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uma aula de como tentar destruir ciência com filosofia de segunda categoria.
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Data da postagem: 19/03/2013, 06:04

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JohnnyRivers
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Fóssil de pterossauro de 8,5 metros é apresentado no Rio
Pesquisadores apresentaram na manhã desta quarta-feira, no Museu Nacional, no Rio, partes do maior fóssil de pterossauro (réptil voador contemporâneo dos dinossauros, da era mesozoica) descoberto no Hemisfério Sul e terceiro maior do mundo, com 8,5 metros de uma ponta da asa à ponta da outra. Partes da cabeça, das asas, da coluna vertebral e outros ossos foram encontrados na Chapada do Araripe, entre os Estados de Ceará, Pernambuco e Piauí, no depósito de fósseis conhecido como Formação Romualdo. Uma réplica em tamanho natural do voador gigante fará parte da exposição permanente sobre pterossauros que será aberta ao público a partir de sexta-feira, 22, no Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista (zona norte).
Parte da espécie Tropeognathus mesembrinus, da família Anhangueridae, já conhecida por animais menores, o pterossauro encontrado no Nordeste brasileiro viveu há 110 milhões de anos, o que revela uma novidade no estudo dos pterossauros gigantes. Até agora só se conheciam fósseis de animais que viveram em período entre 72 e 65 milhões de anos. "O gigantismo de pterossauros é bem anterior ao que se supunha", disse o pesquisador Alex Kellner, integrante da equipe de paleontólogos que pesquisou os fragmentos originais e reconstituiu o pterossauro.
Segundo Kellner, os dois pterossauros maiores encontrados anteriormente, nos Estados Unidos e na China, tiveram suas medidas (com 11 metros e 10 metros de uma ponta à outra da asa, respectivamente) concluídas a partir de partes muito fragmentadas, enquanto no Brasil os fósseis são mais preservados. A reconstituição do pterossauro em exibição no Museu Nacional mostra que o animal tinha uma crista na cabeça que, segundo os pesquisadores, servia para regular a temperatura do corpo, e dentes compridos e finos, que indicam que se alimentava de peixes. (AE)
http://www.cruzeirodosul.inf.br/acessarmateria.jsf?id=461567
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Data da postagem: 20/03/2013, 11:07

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Gigaview
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Citação de: Cientista em 19 de Março de 2013, 01:12:48
Uffa.... Tchau.
Não posso pensar mais sobre isso nem me dedicar mais a isso agora.
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Data da postagem: 20/03/2013, 18:45