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pergunte a um místico
Autor: Eliphas Levi | Categoria: Religiões, Crenças e Mitos | Exibições: 1386 Comentários: 90

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Por quê em vez da objetividade, da ciência e do esclarecimento, o mistério a ambiguidade e a elusividade inerentes ao misticismo?
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Data da postagem: 05/12/2019, 08:32

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Citação de: Sergiomgbr em 05 de Dezembro de 2019, 12:32:19
Bom dia, ir. sérgio. Obrigado pela pergunta.
Não vamos ao escritório de bermuda, e nem de terno para a praia, certo? Cada coisa em seu lugar.
Imagine que alguém, escutando a Flauta Mágica de Mozart, comece a dizer - "por que vocês estão contemplando isso? por que estão se comovendo? é apenas um monte de ondas sonoras, frequências, hertz!". Bem, certamente tomaríamos alguém assim por um sujeito limitado, certo? De certa forma, embotado até.
"Amor é fogo que arde sem se ver" diz um poema. Imagine um cético que, diante disso, interrompa a declamação para protestar - "Ué, mas amor não é fogo! Fogo é fogo, amor é amor! Amor é dopamina! Dopamina não arde!" etc etc.
O que temos que entender é que nós, seres humanos, somos um verdadeiro micro-cosmo (pequeno universo). Temos uma riqueza de faculdades e percepções que nos permitem explorar diversas esferas da experiência. Um exemplo para facilitar o entendimento:
Imagine tentar apreender um livro unicamente através dos sentidos e da investigação empírica. OK, você pode descrever o material de que as folhas são feitas, as espessura da capa, o traço da fonte dos caracteres, analisar seu peso, sua conservação etc. O significado do livro, isto é, a essência das ideias que o espírito de um autor quis ali colocar, não podem ser apreendidas unicamente no plano da matéria. Sim, nossos olhos leem letras, sim, nossas mãos tocam o objeto-material do livro, mas algo que é, em nós, invisível e inteligível, toca e apreende relações e conceitos que são, eles também, invisíveis e inteligíveis.
Em suma, não é um caso de "por que o mistério em vez da objetividade", como se eles se opusessem, mas sim de colocá-los cada um em seu devido lugar. A ciência é boa quando aplicada ao plano da matéria, conhecendo as propriedades de suas leis e elementos. Alguém que tente explicar os fenômenos materiais e objetivos da realidade através de misticismo é tão tolo e embotado quanto alguém que tente reduzir a profundidade, valor e significado da existência humana aos fatores puramente biológicos e materiais.
Tenho olhos. Meus olhos percebem luz. Se quero perceber sons, não o farei olhando para eles. Tenho ouvidos. Meus ouvidos percebem sons. Se quero perceber luzes, não o conseguirei escutando. Para a luz, olhos; para os sons, ouvidos. Nossa mente também possui diversas faculdades, das mais objetivas e lógicas às mais profundas, simbólicas e íntimas camadas da nossa essência. Cada uma de nossas faculdades é apropriada para um modo específico de contato e investigação da experiência.
Por quê em vez da objetividade, da ciência e do esclarecimento, o mistério a ambiguidade e a elusividade inerentes ao misticismo?
Bom dia, ir. sérgio. Obrigado pela pergunta.
Não vamos ao escritório de bermuda, e nem de terno para a praia, certo? Cada coisa em seu lugar.
Imagine que alguém, escutando a Flauta Mágica de Mozart, comece a dizer - "por que vocês estão contemplando isso? por que estão se comovendo? é apenas um monte de ondas sonoras, frequências, hertz!". Bem, certamente tomaríamos alguém assim por um sujeito limitado, certo? De certa forma, embotado até.
"Amor é fogo que arde sem se ver" diz um poema. Imagine um cético que, diante disso, interrompa a declamação para protestar - "Ué, mas amor não é fogo! Fogo é fogo, amor é amor! Amor é dopamina! Dopamina não arde!" etc etc.
O que temos que entender é que nós, seres humanos, somos um verdadeiro micro-cosmo (pequeno universo). Temos uma riqueza de faculdades e percepções que nos permitem explorar diversas esferas da experiência. Um exemplo para facilitar o entendimento:
Imagine tentar apreender um livro unicamente através dos sentidos e da investigação empírica. OK, você pode descrever o material de que as folhas são feitas, as espessura da capa, o traço da fonte dos caracteres, analisar seu peso, sua conservação etc. O significado do livro, isto é, a essência das ideias que o espírito de um autor quis ali colocar, não podem ser apreendidas unicamente no plano da matéria. Sim, nossos olhos leem letras, sim, nossas mãos tocam o objeto-material do livro, mas algo que é, em nós, invisível e inteligível, toca e apreende relações e conceitos que são, eles também, invisíveis e inteligíveis.
Em suma, não é um caso de "por que o mistério em vez da objetividade", como se eles se opusessem, mas sim de colocá-los cada um em seu devido lugar. A ciência é boa quando aplicada ao plano da matéria, conhecendo as propriedades de suas leis e elementos. Alguém que tente explicar os fenômenos materiais e objetivos da realidade através de misticismo é tão tolo e embotado quanto alguém que tente reduzir a profundidade, valor e significado da existência humana aos fatores puramente biológicos e materiais.
Tenho olhos. Meus olhos percebem luz. Se quero perceber sons, não o farei olhando para eles. Tenho ouvidos. Meus ouvidos percebem sons. Se quero perceber luzes, não o conseguirei escutando. Para a luz, olhos; para os sons, ouvidos. Nossa mente também possui diversas faculdades, das mais objetivas e lógicas às mais profundas, simbólicas e íntimas camadas da nossa essência. Cada uma de nossas faculdades é apropriada para um modo específico de contato e investigação da experiência.
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Data da postagem: 05/12/2019, 08:51
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Ué, a pergunta óbvia que me vem à cabeça é: qual a diferença de um místico para um esoterista?
E o desdobramento natural desta: o que um místico pode me responder que um esoterista não pode?
E o desdobramento natural desta: o que um místico pode me responder que um esoterista não pode?
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Data da postagem: 05/12/2019, 08:54
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Citação de: Eliphas Levi em 05 de Dezembro de 2019, 12:51:21
Ou seja, embromation wins.
Citação de: Sergiomgbr em 05 de Dezembro de 2019, 12:32:19Por quê em vez da objetividade, da ciência e do esclarecimento, o mistério a ambiguidade e a elusividade inerentes ao misticismo?
Bom dia, ir. sérgio. Obrigado pela pergunta.
Não vamos ao escritório de bermuda, e nem de terno para a praia, certo? Cada coisa em seu lugar.
Imagine que alguém, escutando a Flauta Mágica de Mozart, comece a dizer - "por que vocês estão contemplando isso? por que estão se comovendo? é apenas um monte de ondas sonoras, frequências, hertz!". Bem, certamente tomaríamos alguém assim por um sujeito limitado, certo? De certa forma, embotado até.
"Amor é fogo que arde sem se ver" diz um poema. Imagine um cético que, diante disso, interrompa a declamação para protestar - "Ué, mas amor não é fogo! Fogo é fogo, amor é amor! Amor é dopamina! Dopamina não arde!" etc etc.
O que temos que entender é que nós, seres humanos, somos um verdadeiro micro-cosmo (pequeno universo). Temos uma riqueza de faculdades e percepções que nos permitem explorar diversas esferas da experiência. Um exemplo para facilitar o entendimento:
Imagine tentar apreender um livro unicamente através dos sentidos e da investigação empírica. OK, você pode descrever o material de que as folhas são feitas, as espessura da capa, o traço da fonte dos caracteres, analisar seu peso, sua conservação etc. O significado do livro, isto é, a essência das ideias que o espírito de um autor quis ali colocar, não podem ser apreendidas unicamente no plano da matéria. Sim, nossos olhos leem letras, sim, nossas mãos tocam o objeto-material do livro, mas algo que é, em nós, invisível e inteligível, toca e apreende relações e conceitos que são, eles também, invisíveis e inteligíveis.
Em suma, não é um caso de "por que o mistério em vez da objetividade", como se eles se opusessem, mas sim de colocá-los cada um em seu devido lugar. A ciência é boa quando aplicada ao plano da matéria, conhecendo as propriedades de suas leis e elementos. Alguém que tente explicar os fenômenos materiais e objetivos da realidade através de misticismo é tão tolo e embotado quanto alguém que tente reduzir a profundidade, valor e significado da existência humana aos fatores puramente biológicos e materiais.
Tenho olhos. Meus olhos percebem luz. Se quero perceber sons, não o farei olhando para eles. Tenho ouvidos. Meus ouvidos percebem sons. Se quero perceber luzes, não o conseguirei escutando. Para a luz, olhos; para os sons, ouvidos. Nossa mente também possui diversas faculdades, das mais objetivas e lógicas às mais profundas, simbólicas e íntimas camadas da nossa essência. Cada uma de nossas faculdades é apropriada para um modo específico de contato e investigação da experiência.
Ou seja, embromation wins.

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Data da postagem: 05/12/2019, 09:03

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Citação de: Sergiomgbr em 05 de Dezembro de 2019, 13:03:43
Amigo, de uma forma sincera e verdadeira, foi isso ("embromation") o que você conseguiu extrair e entender do que eu disse? Juro que fiz um esforço para sintetizar e ser direto. Você leu tudo? Entendeu? Qual foi a embromação?
Ou seja, embromation wins.
Amigo, de uma forma sincera e verdadeira, foi isso ("embromation") o que você conseguiu extrair e entender do que eu disse? Juro que fiz um esforço para sintetizar e ser direto. Você leu tudo? Entendeu? Qual foi a embromação?
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Data da postagem: 05/12/2019, 09:20
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Citação de: Eliphas Levi em 05 de Dezembro de 2019, 13:20:07
Me responda você, você é que é o místico aqui...
Citação de: Sergiomgbr em 05 de Dezembro de 2019, 13:03:43Ou seja, embromation wins.
Amigo, de uma forma sincera e verdadeira, foi isso ("embromation") o que você conseguiu extrair e entender do que eu disse? Juro que fiz um esforço para sintetizar e ser direto. Qual a embromação?
Me responda você, você é que é o místico aqui...
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Data da postagem: 05/12/2019, 09:23

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Citação de: Sergiomgbr em 05 de Dezembro de 2019, 13:23:17
Me responda você, você é que é o místico.
Claro, irmão. Qual sua pergunta? Se não entendeu algum trecho de meu texto anterior, pode por favor "quotar" explicitando a dúvida para que eu explique?
Citação de: Eliphas Levi em 05 de Dezembro de 2019, 13:20:07Citação de: Sergiomgbr em 05 de Dezembro de 2019, 13:03:43
Ou seja, embromation wins.
Amigo, de uma forma sincera e verdadeira, foi isso ("embromation") o que você conseguiu extrair e entender do que eu disse? Juro que fiz um esforço para sintetizar e ser direto. Qual a embromação?
Me responda você, você é que é o místico.
Claro, irmão. Qual sua pergunta? Se não entendeu algum trecho de meu texto anterior, pode por favor "quotar" explicitando a dúvida para que eu explique?
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Data da postagem: 05/12/2019, 09:27

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Citação de: Pedro Reis em 05 de Dezembro de 2019, 12:54:30
Esoterismo é a interpretação interior, filosófica e profunda das vestes e formas de um culto exterior. Se opõe assim ao exoterismo, que caracteriza a crença literal e a religiosidade vulgar. Então, por exemplo, um católico que vai à missa e cumpre seus preceitos pratica uma religiosidade exotérica. Já alguém que se relacione de maneira profunda com o significado interior daquelas imagens, símbolos e formas exteriores pratica um culto esotérico. Na vertente esoterista de Louis-Claude de Saint-Martin (a que sigo), por exemplo, todos os acontecimentos bíblicos são alegorias de uma transformação espiritual - a Criação e a Queda no Genesis não se tratam de figuras literais de um passado mágico, mas acontecimentos interiores. Nesse sentido, a "Queda de Adão" é a história de todos nós - a individuação, a separação, a vinda do homem a este mundo e sua solidão existencial são verdades essenciais mascaradas pelas imagens figuradas da religiosidade. No Hinduísmo, um exemplo de esoterismo é a tradição do Advaita Vedanta - enquanto o povo pratica superstições e venera ídolos com suas histórias e propriedades, os Vedantistas tomam aquele panteão de divindades por símbolos da míriade de diferentes expressões e qualidades do Ser Absoluto. Assim, praticam uma compreensão profunda, interior, daquela mesma religião.
Já o misticismo é a experiência pessoal e direta da União, da absorção extática que arrebata a alma de seus vícios, egoidade, desejos e imperfeições. Uma experiência mística pode ser breve, como os satoris do Zen-Budismo ou causar impressões tão profundas que modifiquem para sempre a atitude de alguém no mundo, especialmente pela transformação moral que acarreta, marcada pelos sentimentos de Amor e Compaixão por toda a humanidade, como na história de Sidarta.
Sou ambos, esoterista e também místico, mas é possível que alguém estude o esoterismo de maneira puramente objetiva (não sendo místico), bem como alguém pode passar por uma experiência mística sem ter tirado ainda o véu da religiosidade exotérica.
Ué, a pergunta óbvia que me vem à cabeça é: qual a diferença de um místico para um esoterista?
E o desdobramento natural desta: o que um místico pode me responder que um esoterista não pode?
Esoterismo é a interpretação interior, filosófica e profunda das vestes e formas de um culto exterior. Se opõe assim ao exoterismo, que caracteriza a crença literal e a religiosidade vulgar. Então, por exemplo, um católico que vai à missa e cumpre seus preceitos pratica uma religiosidade exotérica. Já alguém que se relacione de maneira profunda com o significado interior daquelas imagens, símbolos e formas exteriores pratica um culto esotérico. Na vertente esoterista de Louis-Claude de Saint-Martin (a que sigo), por exemplo, todos os acontecimentos bíblicos são alegorias de uma transformação espiritual - a Criação e a Queda no Genesis não se tratam de figuras literais de um passado mágico, mas acontecimentos interiores. Nesse sentido, a "Queda de Adão" é a história de todos nós - a individuação, a separação, a vinda do homem a este mundo e sua solidão existencial são verdades essenciais mascaradas pelas imagens figuradas da religiosidade. No Hinduísmo, um exemplo de esoterismo é a tradição do Advaita Vedanta - enquanto o povo pratica superstições e venera ídolos com suas histórias e propriedades, os Vedantistas tomam aquele panteão de divindades por símbolos da míriade de diferentes expressões e qualidades do Ser Absoluto. Assim, praticam uma compreensão profunda, interior, daquela mesma religião.
Já o misticismo é a experiência pessoal e direta da União, da absorção extática que arrebata a alma de seus vícios, egoidade, desejos e imperfeições. Uma experiência mística pode ser breve, como os satoris do Zen-Budismo ou causar impressões tão profundas que modifiquem para sempre a atitude de alguém no mundo, especialmente pela transformação moral que acarreta, marcada pelos sentimentos de Amor e Compaixão por toda a humanidade, como na história de Sidarta.
Sou ambos, esoterista e também místico, mas é possível que alguém estude o esoterismo de maneira puramente objetiva (não sendo místico), bem como alguém pode passar por uma experiência mística sem ter tirado ainda o véu da religiosidade exotérica.
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Data da postagem: 05/12/2019, 09:41
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Citação de: Eliphas Levi em 05 de Dezembro de 2019, 13:27:09
Me responda você, você é que é o místico.
Claro, irmão. Qual sua pergunta? Se não entendeu algum trecho de meu texto anterior, pode por favor "quotar" explicitando a dúvida para que eu explique?
Vamos lá. Por exemplo, isso aqui(até para não me estender muito a gastar bits a toa ao me prolongar a questionar todo resto)
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Quem disse? Você está defasado no tempo, precisa ir nos escritórios do Google e ver por si próprio. Parece que também devia ir a um casamento na praia.
Citação de: Sergiomgbr em 05 de Dezembro de 2019, 13:23:17Citação de: Eliphas Levi em 05 de Dezembro de 2019, 13:20:07
Citação de: Sergiomgbr em 05 de Dezembro de 2019, 13:03:43
Ou seja, embromation wins.
Amigo, de uma forma sincera e verdadeira, foi isso ("embromation") o que você conseguiu extrair e entender do que eu disse? Juro que fiz um esforço para sintetizar e ser direto. Qual a embromação?
Me responda você, você é que é o místico.
Claro, irmão. Qual sua pergunta? Se não entendeu algum trecho de meu texto anterior, pode por favor "quotar" explicitando a dúvida para que eu explique?
Vamos lá. Por exemplo, isso aqui(até para não me estender muito a gastar bits a toa ao me prolongar a questionar todo resto)
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Não vamos ao escritório de bermuda, e nem de terno para a praia
Quem disse? Você está defasado no tempo, precisa ir nos escritórios do Google e ver por si próprio. Parece que também devia ir a um casamento na praia.
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Citação de: Eliphas Levi em 05 de Dezembro de 2019, 12:51:21
Do meu ponto de vista, o embotado reducionista é você. E antes que se ofenda, atente para o fato que você me chamou de embotado primeiro.
Pois é...
Está lembrado daquele texto narrando minha pequena odisseia no riacho de Valério?
O que imagina que eu quis dizer?
No fundo, no fundo, só havia a intenção de mostrar porque pessoas como eu rejeitam a abordagem esotérica.
Eu posso rejeitar intelectualmente seus argumentos - e rejeito - mas os argumentos são construídos depois que fazemos nossas escolhas. O argumento não te leva a decidir (o que só seria verdade se fossemos seres racionais), mas é uma justificativa para a escolha que você já fez. E as escolhas são condicionadas 90% por subjetividades. Em seguida acionamos a razão para encontrar uma razão para a escolha que foi feita.
Eu rejeito o esotérico porque é feio. Onde você enxerga beleza e fascínio, eu vejo feiura.
Você não deseja viver em uma realidade fisicalista porque tal fere sua sensibilidade estética, ao te parecer que sua existência transcorre em um mundo árido e sem propósito. Já eu não suportaria trocar a liberdade da minha insignificância diante do infinito mistério, o terror proporcional ao maravilhamento diante da incerteza sobre o presente e sobre o destino, pela ideia de ser um mero peixinho no grande aquário do Senhor.
Porque é assim que o místico enxerga a realidade: de uma forma ou de outra, ele é uma marionete nas mãos de algum titereiro invisível. Tudo foi estabelecido conscientemente e há regras e procedimentos seguros: se segui-los, tudo estará bem. Então o místico estabelece as regras de acordo com seu próprio desejo, de acordo com o que a sua própria natureza define o que seja o bom e o belo. Confere sua própria moralidade e senso de justiça ao inanimado, e aí finge que as obteve as regras por meio da experiência esotérica.
Tudo se resume a uma questão de gosto. E gosto não se discute.
Pelo mesmo motivo a fantasia da Terra plana seduz a tantos. São pessoas intelectualmente mais simples que você, mas de estrutura psicológica e estética semelhante. Acham reconfortante imaginarem que estão simplesmente dentro de um grande aquário, e lá fora o tratador dos peixes providenciando tudo de acordo com Sua vontade.
Mas é horrível, totalmente horrível. Dominados pela covardia, abrem mão da fantástica beleza dessa Terra azul - em todos os sentidos do belo - para limitarem infinitamente a existência em uma ideia que chega a ser sufocante, claustrofóbica.
E o auto confinamento a que se impõe o terraplanista, que nesse caso é também físico - com a cúpula celeste e o plano da Terra delimitando o espaço da realidade -, se relaciona, de alguma forma, com o extremo auto confinamento metafísico a que se restringe todo místico.
Um horror!
Em suma, não é um caso de "por que o mistério em vez da objetividade", como se eles se opusessem, mas sim de colocá-los cada um em seu devido lugar. A ciência é boa quando aplicada ao plano da matéria, conhecendo as propriedades de suas leis e elementos. Alguém que tente explicar os fenômenos materiais e objetivos da realidade através de misticismo é tão tolo e embotado quanto alguém que tente reduzir a profundidade, valor e significado da existência humana aos fatores puramente biológicos e materiais.
Do meu ponto de vista, o embotado reducionista é você. E antes que se ofenda, atente para o fato que você me chamou de embotado primeiro.
Pois é...
Está lembrado daquele texto narrando minha pequena odisseia no riacho de Valério?
O que imagina que eu quis dizer?
No fundo, no fundo, só havia a intenção de mostrar porque pessoas como eu rejeitam a abordagem esotérica.
Eu posso rejeitar intelectualmente seus argumentos - e rejeito - mas os argumentos são construídos depois que fazemos nossas escolhas. O argumento não te leva a decidir (o que só seria verdade se fossemos seres racionais), mas é uma justificativa para a escolha que você já fez. E as escolhas são condicionadas 90% por subjetividades. Em seguida acionamos a razão para encontrar uma razão para a escolha que foi feita.
Eu rejeito o esotérico porque é feio. Onde você enxerga beleza e fascínio, eu vejo feiura.
Você não deseja viver em uma realidade fisicalista porque tal fere sua sensibilidade estética, ao te parecer que sua existência transcorre em um mundo árido e sem propósito. Já eu não suportaria trocar a liberdade da minha insignificância diante do infinito mistério, o terror proporcional ao maravilhamento diante da incerteza sobre o presente e sobre o destino, pela ideia de ser um mero peixinho no grande aquário do Senhor.
Porque é assim que o místico enxerga a realidade: de uma forma ou de outra, ele é uma marionete nas mãos de algum titereiro invisível. Tudo foi estabelecido conscientemente e há regras e procedimentos seguros: se segui-los, tudo estará bem. Então o místico estabelece as regras de acordo com seu próprio desejo, de acordo com o que a sua própria natureza define o que seja o bom e o belo. Confere sua própria moralidade e senso de justiça ao inanimado, e aí finge que as obteve as regras por meio da experiência esotérica.
Tudo se resume a uma questão de gosto. E gosto não se discute.
Pelo mesmo motivo a fantasia da Terra plana seduz a tantos. São pessoas intelectualmente mais simples que você, mas de estrutura psicológica e estética semelhante. Acham reconfortante imaginarem que estão simplesmente dentro de um grande aquário, e lá fora o tratador dos peixes providenciando tudo de acordo com Sua vontade.
Mas é horrível, totalmente horrível. Dominados pela covardia, abrem mão da fantástica beleza dessa Terra azul - em todos os sentidos do belo - para limitarem infinitamente a existência em uma ideia que chega a ser sufocante, claustrofóbica.
E o auto confinamento a que se impõe o terraplanista, que nesse caso é também físico - com a cúpula celeste e o plano da Terra delimitando o espaço da realidade -, se relaciona, de alguma forma, com o extremo auto confinamento metafísico a que se restringe todo místico.
Um horror!
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