
Clube Cético
Quem gosta de poesia?
Autor: Eleitor de Mário Oliveira | Categoria: Música, Arte e Cultura | Exibições: 44482 Comentários: 294
Bossa do Funk
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Então escuta,
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Se eu lavo eu não cozinho, se eu cozinho eu não lavo
Se eu lavo eu não cozinho, se eu cozinho eu não lavo
Se eu lavo eu não cozinho, se eu cozinho eu não lavo
Se eu lavo eu não cozinho, se eu cozinho eu não lavo
Então escuta,
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Então escuta,
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Então escuta,
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Então escuta,
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Se eu lavo eu não cozinho, se eu cozinho eu não lavo
Se eu lavo eu não cozinho, se eu cozinho eu não lavo
Se eu lavo eu não cozinho, se eu cozinho eu não lavo
Se eu lavo eu não cozinho, se eu cozinho eu não lavo
Então escuta,
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Então escuta,
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
Então escuta,
Escuta...
Escuta...
Escuta cheio de bossa
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Data da postagem: 22/09/2015, 17:17

Esperando os bárbaros
Konstantinos Kaváfis
Mas que esperamos nós aqui n'Ágora reunidos?
É que os bárbaros hoje vão chegar!
Mas porque reina no Senado tanta apatia?
Porque deixaram de fazer leis os nossos senadores?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
Que leis hão‑de fazer os senadores?
Os bárbaros que vêm, que as façam eles.
Mas porque tão cedo se ergueu hoje o nosso imperador,
E se sentou na magna porta da cidade à espera,
Oficial, no trono, co'a coroa na cabeça?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
O nosso imperador espera receber
O chefe. E certamente preparou
Um pergaminho para lhe dar, onde
Inscreveu vários títulos e nomes.
Porque é que os nossos dois bons cônsules e os dois pretores
trouxeram hoje à rua as togas vermelhas bordadas?
E porque passeiam com pulseiras ricas de ametistas,
e porque trazem os anéis de esmeraldas refulgentes,
por que razão empunham hoje bastões preciosos
com tão finos ornatos de ouro e prata cravejados?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
E tais coisas os deixam deslumbrados.
Porque é que os grandes oradores como é seu costume
Não vêm soltar os seus discursos, mostrar o seu verbo?
É que os bárbaros hoje vão chegar
E aborrecem arengas, belas frases.
Porque de súbito se instala tal inquietude
Tal comoção (Mas como os rostos ficaram tão graves)
E num repente se esvaziam as ruas, as praças,
E toda a gente volta a casa pensativa?
Caiu a noite, os bárbaros não vêm.
E chegaram pessoas da fronteira
E disseram que bárbaros não há.
Agora que será de nós sem esses bárbaros?
Essa gente talvez fosse uma solução.
Konstantinos Kaváfis
Mas que esperamos nós aqui n'Ágora reunidos?
É que os bárbaros hoje vão chegar!
Mas porque reina no Senado tanta apatia?
Porque deixaram de fazer leis os nossos senadores?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
Que leis hão‑de fazer os senadores?
Os bárbaros que vêm, que as façam eles.
Mas porque tão cedo se ergueu hoje o nosso imperador,
E se sentou na magna porta da cidade à espera,
Oficial, no trono, co'a coroa na cabeça?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
O nosso imperador espera receber
O chefe. E certamente preparou
Um pergaminho para lhe dar, onde
Inscreveu vários títulos e nomes.
Porque é que os nossos dois bons cônsules e os dois pretores
trouxeram hoje à rua as togas vermelhas bordadas?
E porque passeiam com pulseiras ricas de ametistas,
e porque trazem os anéis de esmeraldas refulgentes,
por que razão empunham hoje bastões preciosos
com tão finos ornatos de ouro e prata cravejados?
É que os bárbaros hoje vão chegar.
E tais coisas os deixam deslumbrados.
Porque é que os grandes oradores como é seu costume
Não vêm soltar os seus discursos, mostrar o seu verbo?
É que os bárbaros hoje vão chegar
E aborrecem arengas, belas frases.
Porque de súbito se instala tal inquietude
Tal comoção (Mas como os rostos ficaram tão graves)
E num repente se esvaziam as ruas, as praças,
E toda a gente volta a casa pensativa?
Caiu a noite, os bárbaros não vêm.
E chegaram pessoas da fronteira
E disseram que bárbaros não há.
Agora que será de nós sem esses bárbaros?
Essa gente talvez fosse uma solução.
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Data da postagem: 22/09/2015, 19:34
Homenagem às mães:
A LÁGRIMA DE DEUS
Depois que Deus criou a Terra, convocou os mais importantes elementos que nela havia colocado, para saber como cooperariam, no interesse da grande harmonia planetária.
Chamou em primeiro lugar o Sol, e este rogou:
- Senhor! Quero ser a majestade do firmamento, que meu brilho e calor aqueçam e ilumine todos os planetas e o espaço ao meu redor .
E assim foi feito.
Chamou o mar, e este suplicou:
- Divino Poder! Quero com minha imensidão envolver toda a Terra; que os mistérios de minhas profundezas me tornem temido e respeitado por todos, e que meu bramido lembre ao homem o meu poder.
E assim foi feito.
Chamou o Leão da Selva e este rogou:
- Senhor! Que eu seja o mais imponente, o mais corajoso e o mais forte entre os animais da Selva e que até o homem sinta-se frágil em meus domínios.
E assim foi feito.
Chamou o Homem, e este implorou:
- Senhor! Preciso de força, astúcia, inteligência e coragem para dominar sobre todas as criaturas, preservando minha espécie diante das agruras do planeta hostil, sobre o qual devo viver e trabalhar.
E assim foi feito.
Então o Senhor chamou a mulher e perguntou-lhe como gostaria de contribuir para que a Obra de Deus resplandecesse na Terra. E esta respondeu:
- Senhor, dá-me a ternura com que eu possa responder à força; dá-me compreensão e tolerância para que eu possa ensinar o amor. Permita-me, em Teu nome, servir a todas as criaturas com abnegação e humildade.
E o Criador, com um sorriso de contentamento que lhe disfarçava comovida lágrima, disse:
- Então, na Terra serás MÃE !
Spencer
A LÁGRIMA DE DEUS
Depois que Deus criou a Terra, convocou os mais importantes elementos que nela havia colocado, para saber como cooperariam, no interesse da grande harmonia planetária.
Chamou em primeiro lugar o Sol, e este rogou:
- Senhor! Quero ser a majestade do firmamento, que meu brilho e calor aqueçam e ilumine todos os planetas e o espaço ao meu redor .
E assim foi feito.
Chamou o mar, e este suplicou:
- Divino Poder! Quero com minha imensidão envolver toda a Terra; que os mistérios de minhas profundezas me tornem temido e respeitado por todos, e que meu bramido lembre ao homem o meu poder.
E assim foi feito.
Chamou o Leão da Selva e este rogou:
- Senhor! Que eu seja o mais imponente, o mais corajoso e o mais forte entre os animais da Selva e que até o homem sinta-se frágil em meus domínios.
E assim foi feito.
Chamou o Homem, e este implorou:
- Senhor! Preciso de força, astúcia, inteligência e coragem para dominar sobre todas as criaturas, preservando minha espécie diante das agruras do planeta hostil, sobre o qual devo viver e trabalhar.
E assim foi feito.
Então o Senhor chamou a mulher e perguntou-lhe como gostaria de contribuir para que a Obra de Deus resplandecesse na Terra. E esta respondeu:
- Senhor, dá-me a ternura com que eu possa responder à força; dá-me compreensão e tolerância para que eu possa ensinar o amor. Permita-me, em Teu nome, servir a todas as criaturas com abnegação e humildade.
E o Criador, com um sorriso de contentamento que lhe disfarçava comovida lágrima, disse:
- Então, na Terra serás MÃE !
Spencer
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Data da postagem: 08/05/2016, 02:51
O Final das Dores
Buscando alargar de vez a compreensão
Percebi a gravidade do que me era dado ver
Não mais conjecturas, nenhuma ilusão
Tudo o que o sábio porfia por saber
Vislumbrei num átimo: pura lógica, bendita razão!
Ansiava por golfar os arrancos de vômito
que me sacudiam o corpo exausto, quase inerme,
senti o olhar esgazeado; enlanguesci tal um verme.
Era ela que sombria se aproximava.
Sempre sabida, sempre inesperada.
Para os gozadores é aborrecido empeço,
Para todos, o portal do recomeço.
vislumbrei-te nas vascas do instante final.
Enigmático olhar, peregrinal beleza
Não empunhava a ceifadeira colossal
Nem se cobria com o prosaico capuz.
Emanava de suas mãos, fulgurante luz!
Álgido, o corpo se me eriçou por completo
Mas já não tinha receios nem esgares,
Compreendi que entre o filho pródigo e o predileto
Estamos todos nós; somos milhares.
Nenhuma sentença às chamas infernais
Nem afagos, predileções, ou langores.
Carcomidos dogmas de obscura estupidez
A conduzir a alma por inenarráveis temores
Iludindo-a com o paraíso de um Deus soez.
Antevendo a morte, deves refletir, oh infeliz!
A vida prosseguirá altiva, creias tu, ou não
Deus não consulta o tolo nem lhe permite sermão
Sua inderrogável justiça esclarece e dobra-nos a cerviz
Quando recalcitramos, fere e instaura tribunais
Onde choram os hediondos, os vis, os marginais.
Se és capaz de compreender o que se diz
Não te amedrontes ante as dores temporais
Vê que a vida se repete, são ciclos sazonais
Ama, trabalha, confia, sê feliz
Pois nunca estiveste sós; nunca! jamais!
Spencer
Buscando alargar de vez a compreensão
Percebi a gravidade do que me era dado ver
Não mais conjecturas, nenhuma ilusão
Tudo o que o sábio porfia por saber
Vislumbrei num átimo: pura lógica, bendita razão!
Ansiava por golfar os arrancos de vômito
que me sacudiam o corpo exausto, quase inerme,
senti o olhar esgazeado; enlanguesci tal um verme.
Era ela que sombria se aproximava.
Sempre sabida, sempre inesperada.
Para os gozadores é aborrecido empeço,
Para todos, o portal do recomeço.
vislumbrei-te nas vascas do instante final.
Enigmático olhar, peregrinal beleza
Não empunhava a ceifadeira colossal
Nem se cobria com o prosaico capuz.
Emanava de suas mãos, fulgurante luz!
Álgido, o corpo se me eriçou por completo
Mas já não tinha receios nem esgares,
Compreendi que entre o filho pródigo e o predileto
Estamos todos nós; somos milhares.
Nenhuma sentença às chamas infernais
Nem afagos, predileções, ou langores.
Carcomidos dogmas de obscura estupidez
A conduzir a alma por inenarráveis temores
Iludindo-a com o paraíso de um Deus soez.
Antevendo a morte, deves refletir, oh infeliz!
A vida prosseguirá altiva, creias tu, ou não
Deus não consulta o tolo nem lhe permite sermão
Sua inderrogável justiça esclarece e dobra-nos a cerviz
Quando recalcitramos, fere e instaura tribunais
Onde choram os hediondos, os vis, os marginais.
Se és capaz de compreender o que se diz
Não te amedrontes ante as dores temporais
Vê que a vida se repete, são ciclos sazonais
Ama, trabalha, confia, sê feliz
Pois nunca estiveste sós; nunca! jamais!
Spencer
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Data da postagem: 08/05/2016, 02:52

O problema com a poesia é transpor a sua fronteira tênue com a pieguice e o risco de se envolver com sentimentalismo barato através de frases ilógicas ou de jogos de palavras que não fazem o menor sentido na forma de verborragia exibicionista.
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Data da postagem: 08/05/2016, 11:20

É um "bug" do cérebro humano. Temos maior tendência a crer em frases que rimam.
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Data da postagem: 08/05/2016, 11:32
Embora a arte goze de certa liberdade em relação à cadeia lógica do pensamento, nossos companheiros ainda trazem as idéias agrilhoadas à preconceitos.
Se estivéssemos na IdMédia, seriam inquisidores, com certeza.

Se estivéssemos na IdMédia, seriam inquisidores, com certeza.

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Data da postagem: 08/05/2016, 15:39

https://en.wikipedia.org/wiki/Rhyme-as-reason_effect
De qualquer forma:
https://www.youtube.com/v/XAAp_luluo0
De qualquer forma:
https://www.youtube.com/v/XAAp_luluo0
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Data da postagem: 08/05/2016, 17:43
Não deixa de ter sua razão, Buck; principalmente porque a rima tem também um efeito, diríamos, estético/emocional. Tanto que, não raras vezes pode levar às lágrimas ou ao êxtase.
Por falar neste efeito colateral, ocorreu-me que o homem anda sempre a busca da emoção e costuma pagar bom preço por ela.
O que varia é apenas a natureza da emoção; de baixo nível ou, por vezes , de grande sublimidade.
Neste ponto, o indefectível Giga dirá: bullshit!
Por falar neste efeito colateral, ocorreu-me que o homem anda sempre a busca da emoção e costuma pagar bom preço por ela.
O que varia é apenas a natureza da emoção; de baixo nível ou, por vezes , de grande sublimidade.
Neste ponto, o indefectível Giga dirá: bullshit!

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Data da postagem: 09/05/2016, 06:38

Spencer, isso que é poesia. Leia, aprenda e se inspire:
''Dos altos prédios,
os sinos tocam.
Olho para meu dedo médio,
mas eles não me olham.
Prédios, prédios, arranha-céu;
pessoas levantam a cabeça para olhar.
Extrairia das flores todo o mel,
se soubesse voar.''
''Dos altos prédios,
os sinos tocam.
Olho para meu dedo médio,
mas eles não me olham.
Prédios, prédios, arranha-céu;
pessoas levantam a cabeça para olhar.
Extrairia das flores todo o mel,
se soubesse voar.''
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Data da postagem: 24/06/2016, 21:22