
Clube Cético
Uma visão cética (sem bullshits filosóficos) da consciência
Autor: Gigaview | Categoria: Ceticismo | Exibições: 133348 Comentários: 1340

Buck,
Creio que há espaço para o não livre arbítrio, em alguma medida, através do seguinte raciocínio. Vou chamar de teoria dos muitos cérebros.
Imagine que Marco nasceu gay (ou pedólatra). Ele não quer isso, tem vergonha, de fato ele está em um grupinho onde adoram ofender os gays.
Nesse sentido, sua decisão racional de não ser gay é confrontado com outro estímulo vindo de outra parte de seu cérebro.
Imagine que eu não quero pressionar alguém para conseguir determinado X, mas minha ansiedade não me permite esperar. Eu sei que está errado, a probabilidade de me ferrar é extremamente alta, mas la vou eu, escravo de minha ansiedade, que provêm de alguma parte de meu cérebro.
Alguém disse aqui que o cérebro evoluiu em camadas não necessariamente de maneira harmônica. Acho que essa luta de objetivos entre as diversas camadas podem limitar seu livre arbítrio, se você define o Eu como sua parte racional, aquela que te define o caminho que você gostaria de seguir.
Certamente alguém muito mais esperto que eu já fez uma teoria a esse respeito, mas isso pode ser algo que impacte o livre arbítrio.
Creio que há espaço para o não livre arbítrio, em alguma medida, através do seguinte raciocínio. Vou chamar de teoria dos muitos cérebros.
Imagine que Marco nasceu gay (ou pedólatra). Ele não quer isso, tem vergonha, de fato ele está em um grupinho onde adoram ofender os gays.
Nesse sentido, sua decisão racional de não ser gay é confrontado com outro estímulo vindo de outra parte de seu cérebro.
Imagine que eu não quero pressionar alguém para conseguir determinado X, mas minha ansiedade não me permite esperar. Eu sei que está errado, a probabilidade de me ferrar é extremamente alta, mas la vou eu, escravo de minha ansiedade, que provêm de alguma parte de meu cérebro.
Alguém disse aqui que o cérebro evoluiu em camadas não necessariamente de maneira harmônica. Acho que essa luta de objetivos entre as diversas camadas podem limitar seu livre arbítrio, se você define o Eu como sua parte racional, aquela que te define o caminho que você gostaria de seguir.
Certamente alguém muito mais esperto que eu já fez uma teoria a esse respeito, mas isso pode ser algo que impacte o livre arbítrio.
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Data da postagem: 11/11/2014, 18:50

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Data da postagem: 21/11/2014, 22:45

Mais uma vez... ao mesmo tempo impressiona como um que devia estar ciente do que se passou aqui (já que "participante" de ponta a ponta) e agora descobre que já tinha sido apresentado um conceito idiota (e boooooota idiota nisso!) que não sabia que já tinha sido, e não impressiona, retrospectamente, o porquê de tão pouco ter entendido a maior parte do que importa.
No mais, dando uma olhada nas últimas, continua sem nada para valer esse tópico (afora as postagens do Cientista, claro). O que era para não ser filosófico, se tornou pura filosofaria pobre.
Essa besteira do "robô moral", mais uma evasão de retidão pesquisatória, sempre preparando já futuras defesas, o texto encarcera as palavras-chave entre " ", ' ' porque a maquininha, no que tem de "decisão moral", só o tem na programação pela moral dos programadores, já que pela mal aplicada palavra 'dither', confessam a total aleatoriedade fria que tenta-se personificar como "indecisão" (de "caráter humano moral"). Se gastassem o tempo que despendem para dar essas entrevistas em aprimorar seus disposivos ou mesmo a própria moral (deles), pelo menos fariam algo a mais, que valesse.
No mais, dando uma olhada nas últimas, continua sem nada para valer esse tópico (afora as postagens do Cientista, claro). O que era para não ser filosófico, se tornou pura filosofaria pobre.
Essa besteira do "robô moral", mais uma evasão de retidão pesquisatória, sempre preparando já futuras defesas, o texto encarcera as palavras-chave entre " ", ' ' porque a maquininha, no que tem de "decisão moral", só o tem na programação pela moral dos programadores, já que pela mal aplicada palavra 'dither', confessam a total aleatoriedade fria que tenta-se personificar como "indecisão" (de "caráter humano moral"). Se gastassem o tempo que despendem para dar essas entrevistas em aprimorar seus disposivos ou mesmo a própria moral (deles), pelo menos fariam algo a mais, que valesse.
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Data da postagem: 22/11/2014, 16:55

Citação de: SnowRaptor em 15 de Novembro de 2014, 22:37:18
....
Um esclarecimento valioso a respeito d'O "Cientista": a melhor resposta pra ele é:
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Data da postagem: 22/11/2014, 21:36

A paralização dos robozinhos em crise de decisão me lembrou uma cena de um documentário do discovery channel, sobre lobos. Um lobo mais "alfa"* ficava indo e voltando, não sabia se ia comer a presa abatida ou se ia escurraçar um macho "beta" que estava faturando uma fêmea ao mesmo tempo. 
* http://knowledgenuts.com/2014/01/11/the-alpha-wolfe-is-an-outdated-myth/

* http://knowledgenuts.com/2014/01/11/the-alpha-wolfe-is-an-outdated-myth/
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Data da postagem: 23/11/2014, 11:59

https://www.youtube.com/v/MjWmg1U3TRQ
Ainda não vi, coloco aqui como "bookmark compartilhado", talvez interesse a quem quer que se interesse pelo tópico.
MARCELLO GHIN REVIEWS BEING NO ONE: THE SELF-MODEL THEORY OF SUBJECTIVITY BY THOMAS METZINGER
http://human-nature.com/nibbs/03/metzinger.html
Ainda não vi, coloco aqui como "bookmark compartilhado", talvez interesse a quem quer que se interesse pelo tópico.
MARCELLO GHIN REVIEWS BEING NO ONE: THE SELF-MODEL THEORY OF SUBJECTIVITY BY THOMAS METZINGER
http://human-nature.com/nibbs/03/metzinger.html
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Data da postagem: 07/12/2014, 19:46

Legal a idéia de bookmark compartilhado. Deveríamos ter tópicos por assunto só para isso.
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Data da postagem: 07/12/2014, 21:00

O google reader era bom para isso. "Note on reader"/+share. Hoje em dia o mais próximo seria "like" no facebook ou alguma coisa do tipo.
Se bem que também tem o stumbleupon, que é quase isso.
Em todo caso há sempre o risco de floodar a coisa se não for feito com moderação...
Se bem que também tem o stumbleupon, que é quase isso.
Em todo caso há sempre o risco de floodar a coisa se não for feito com moderação...

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Data da postagem: 07/12/2014, 21:46

Achei interessante. É mais uma elaboração, supostamente mais robousta, da noção de subjetividade/consciência como uma "realidade virtual". Que ele fraseia como "modelo". Temos modelos "da realidade" e de nós mesmos. Discorre sobre como essa perspectiva seria relevante para IA, citando um robozinho que, diferentemente de outros mais convencionais, teria um modelo de si mesmo. Isso possibilitaria a ele reaprender a andar mesmo perdendo uma perna. Esse tipo de modelo corporal é aquilo que persiste quando a pessoa perde um membro e continua com um "membro fantasma". Citou ainda um caso de uma pessoa que tinha membros fantasmas apesar de ter nascido sem os físicos, mais tarde na discussão colocou como isso pode enganosamente sugerir que é uma programação inata desse modelo, mas também pode ser uma modelação a partir da observação de outras pessoas.
Ao mesmo tempo tem alguma coisa sobre como esse tipo de visão da consciência significa que não existe um "eu"/self, mas apenas um "modelo de 'eu' fenomenal". Onde me parece entrar num problema semântico parecido com "livre arbítrio" real ser falso, e o livre-arbítrio "falso" ser único o livre arbítrio que realmente existe.
O áudio é muito ruim no começo, mas depois melhora.
Gostei da forma que "qualia" acabam sendo fraseados. Cores que vemos, por exemplo, não são propriedades físicas da realidade, mas propriedades do nosso "modelo mental" do ambiente, que nos dá a ilusão de "realidade direta", ou "realismo ingênuo" -- que a cor percebida é uma propriedade real "lá fora". Me parece uma forma bem sucinta de explicar a coisa.
http://mitpress.mit.edu/books/being-no-one
Ao mesmo tempo tem alguma coisa sobre como esse tipo de visão da consciência significa que não existe um "eu"/self, mas apenas um "modelo de 'eu' fenomenal". Onde me parece entrar num problema semântico parecido com "livre arbítrio" real ser falso, e o livre-arbítrio "falso" ser único o livre arbítrio que realmente existe.
O áudio é muito ruim no começo, mas depois melhora.
Gostei da forma que "qualia" acabam sendo fraseados. Cores que vemos, por exemplo, não são propriedades físicas da realidade, mas propriedades do nosso "modelo mental" do ambiente, que nos dá a ilusão de "realidade direta", ou "realismo ingênuo" -- que a cor percebida é uma propriedade real "lá fora". Me parece uma forma bem sucinta de explicar a coisa.
http://mitpress.mit.edu/books/being-no-one
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Data da postagem: 08/12/2014, 15:49

https://www.youtube.com/v/mthDxnFXs9k
https://www.youtube.com/v/5ZsDDseI5QI
O primeiro cita uma porção de casos de ilusões ocorridas por problemas neurológicos que são interessantes por si sós. Também achei bem engraçado saber que alguns filósofos (não ele próprio) simplesmente negam que sejam possíveis/verdade algumas dessas ilusões, por realmente parecerem coisas logicamente absurdas (como a pessoa negar/não acreditar que seja cega).
Aquele artigo do Max Tegmark não era uma tentativa de "Sokal affair II", afinal? Não fui muito atrás mas parece que era "sério" mesmo. Os físicos e simpatizantes já deram alguma olhada na coisa?
Vídeo do TedxTalks:
https://www.youtube.com/v/GzCvlFRISIM
Segue a linha de consciência como algo independente de substrato, que o dr. Manhattan mencionou anteriormente.
https://www.youtube.com/v/5ZsDDseI5QI
O primeiro cita uma porção de casos de ilusões ocorridas por problemas neurológicos que são interessantes por si sós. Também achei bem engraçado saber que alguns filósofos (não ele próprio) simplesmente negam que sejam possíveis/verdade algumas dessas ilusões, por realmente parecerem coisas logicamente absurdas (como a pessoa negar/não acreditar que seja cega).
Aquele artigo do Max Tegmark não era uma tentativa de "Sokal affair II", afinal? Não fui muito atrás mas parece que era "sério" mesmo. Os físicos e simpatizantes já deram alguma olhada na coisa?
Vídeo do TedxTalks:
https://www.youtube.com/v/GzCvlFRISIM
Segue a linha de consciência como algo independente de substrato, que o dr. Manhattan mencionou anteriormente.
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Data da postagem: 09/12/2014, 16:35

