
Clube Cético
Verdadeiros mistérios, sem invencionice mística/conspiracionista?
Autor: Buckaroo Banzai | Categoria: Ceticismo | Exibições: 12202 Comentários: 85

Existem várias páginas na internet tentando desmitificar grande parte das lendas urbanas. Meu favorito é:
http://www.snopes.com/
http://www.snopes.com/
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Data da postagem: 18/09/2012, 05:19

Citação de: Gigaview em 16 de Setembro de 2012, 22:03:10
Se o pão foi feito da matéria-prima adequada, foi corretamente mofado pelo fungo adequado e foi consumido em grande quantidade pode-se relacioná-lo à aluncinações, e se a noz-moscada for consumida em grande quantidade (principalmente in natura com casca) também.
Mesmo com estas possbilidades, considero ambas as possibilidades plausíveis somente quando em um ambiente de extrema necessidade, já que consumir tal quantidade de noz-moscada é extremamente desconfortável, causando, entre outros, fortes enjoos (sem falar do sabor) e que o consumo do pão nas condições citadas causa vasoconstrição que produz ao menos uma dezena de efeitos desagradáveis, chegando ao coma ou morte.
Creio que as alucinações sejam causadas principalmente por causa das bebidas alcoólicas e pela alimentação precária e de má qualidade.
Para o caso do navio fantasma Mary Celeste e outros tantos parecidos existe a possibilidade de consumo de pão integral mofado que possui a substância que é materia prima para a síntese do LSD. A tripulação pode ter sido vítima de alucinações e se jogado no mar.
A noz-moscada também é alucinógena quando consumida na dose de 2 a 10 colheres de chá. Acima de 10 colheres pode ser fatal. Esses navios também transportavam especiarias, entre elas a noz-moscada.
Se o pão foi feito da matéria-prima adequada, foi corretamente mofado pelo fungo adequado e foi consumido em grande quantidade pode-se relacioná-lo à aluncinações, e se a noz-moscada for consumida em grande quantidade (principalmente in natura com casca) também.
Mesmo com estas possbilidades, considero ambas as possibilidades plausíveis somente quando em um ambiente de extrema necessidade, já que consumir tal quantidade de noz-moscada é extremamente desconfortável, causando, entre outros, fortes enjoos (sem falar do sabor) e que o consumo do pão nas condições citadas causa vasoconstrição que produz ao menos uma dezena de efeitos desagradáveis, chegando ao coma ou morte.
Creio que as alucinações sejam causadas principalmente por causa das bebidas alcoólicas e pela alimentação precária e de má qualidade.
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Data da postagem: 18/09/2012, 05:35

Citação de: Feliperj em 18 de Setembro de 2012, 07:57:14
(1) Concordo com a existência de casos bem documentados e sem explicação nos EUA (Project Blue Book tem alguns deles), na Inglaterra e outros países que definem tais objetos como UFO's de fato. (Atenção demais leitores visitantes do fórum: não estou dizendo que se é UFO é extraterrestre, UFO que dizer apenas que é um objeto voador não identificado.)
(2) O caso do Tucano só dispõe da evidência da queda da asa (sem choque, inclusive com o testemunho do piloto que não viu UFO algum) e de um vídeo que sugere a presença de um UFO. Como o piloto disse que não viu coisa alguma e a asa caiu logo após a passsagem do suposto objeto, fico com a possibilidade mais simples, ou seja, de ser apenas um efeito de óptica da filmadora, talvez um reflexo nas lentes que surge na tentativa do cinegrafista de acompanhar o avião, ou outro fenômeno do gênero. Considero esse caso precário demais em termos de evidências para ser discutido.
(3) De tivesse sido feito nos dias atuais diria que é um filme "viral". A única coisa que temos é um filme profissional feito por profissionais, com objetivos publicitários. Apesar de não ter evidências, parece fake e ainda acho que foi um modo inteligente de promover o Concorde na época e colocar sua tecnologia lado a lado com uma suposta tecnologia avançada extraterrestre numa época em que os UFOs estavam no auge da moda com todo o apoio de Hollywood.
(4) O caso é interessante. Osires Silva chegou a mudar a rota do avião que pilotava (um Xingu), em direção ao objeto, com autorização do tráfego aéreo, que tinha registro do alvo no radar. Quando se aproximava o objeto foi se apagando e perdeu contato visual e de radar ( )
Citar
As minhas "refutações" não são propriamente refutações porque não são baseadas em evidências irrefutáveis, diria que são apenas especulações em torno de hipóteses mais simples.
Ola Giga,
1- É que eu não especifiquei, por não lembrar. Estes casos são bem documentados, e com multiplas testemunhas em locais diferentes. Até hoje não foram explciados;
2 - O do Tucano, percebe-se um objeto passando por ele. O fato de ter perdido a asa é só um detalhe que, em minha opinião, nem importa se está ou não relacionado com a passagem do objeto. Até hoje o objeto não foi explicado!! Agora, explique melhor o fato da evidência ser suspeita;
3 - Mesmo que tenha sido feito por uma produtora, se fosse montagem com certeza pela época da realização do filme já teríamos muitas evidências da mesma;
4 - Por isso que o nome é UFO!!! Se soubessem, não seria mais um UFOseria uma espaço nave ET, ou um fenômeno eletromagnético, etc. Quem perseguiu o UFO foi um piloto de caça, não o Osires. E este caso é relevante justamente pelo fato do contato ter sido confirmado por diferentes "medidores" (radares em terra, em ar e visualmente);
Agora, aplique o mesmo ceticismo que aplicou aos casos, às refutações apresentadas por vc e veja se elas sobrevivem ao seu crivo
Abs
Felipe
(1) Concordo com a existência de casos bem documentados e sem explicação nos EUA (Project Blue Book tem alguns deles), na Inglaterra e outros países que definem tais objetos como UFO's de fato. (Atenção demais leitores visitantes do fórum: não estou dizendo que se é UFO é extraterrestre, UFO que dizer apenas que é um objeto voador não identificado.)
(2) O caso do Tucano só dispõe da evidência da queda da asa (sem choque, inclusive com o testemunho do piloto que não viu UFO algum) e de um vídeo que sugere a presença de um UFO. Como o piloto disse que não viu coisa alguma e a asa caiu logo após a passsagem do suposto objeto, fico com a possibilidade mais simples, ou seja, de ser apenas um efeito de óptica da filmadora, talvez um reflexo nas lentes que surge na tentativa do cinegrafista de acompanhar o avião, ou outro fenômeno do gênero. Considero esse caso precário demais em termos de evidências para ser discutido.
(3) De tivesse sido feito nos dias atuais diria que é um filme "viral". A única coisa que temos é um filme profissional feito por profissionais, com objetivos publicitários. Apesar de não ter evidências, parece fake e ainda acho que foi um modo inteligente de promover o Concorde na época e colocar sua tecnologia lado a lado com uma suposta tecnologia avançada extraterrestre numa época em que os UFOs estavam no auge da moda com todo o apoio de Hollywood.
(4) O caso é interessante. Osires Silva chegou a mudar a rota do avião que pilotava (um Xingu), em direção ao objeto, com autorização do tráfego aéreo, que tinha registro do alvo no radar. Quando se aproximava o objeto foi se apagando e perdeu contato visual e de radar ( )
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Agora, aplique o mesmo ceticismo que aplicou aos casos, às refutações apresentadas por vc e veja se elas sobrevivem ao seu crivo
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Data da postagem: 18/09/2012, 11:09
Ola Giga,
1 - 2
2 - O fato do piloto não ter visto nada pode ser atribuido a :
a) velocidade do objeto;
b) tamanho do objeto;
c) efeito conjunto dos dois;
e) ilusão da gravação.
Se sua resposta foi e, qual seria a explicação para esta ilusão na gravação - digo : "objeto", "formato' e "velocidade" aparente do mesmo ? Se fosse o caso, não seria facilmente replicável (como em um caso famoso de uma imagem da nasa onde temos um objeto circular com um furo no meio, e que foi mostrado ser possivel de se replicar com a perda de foco em um objeto simples - não lembro o qual foi alegado).
Talvez o que tenhamos aqui seja investigação de menos
3) Se fosse Fake, acho que a esta altura já saberíamos inclusive o nome do autor da proeza!!
4) Confusão minha. Foi o ex-ministro da aeronáutica quem deu entrevista admitindo a invasão de espaço aéreo pelos UFOs.
Com relação ao último, foi só uma provocação. Como qqer posição que defendamos, não estamos livres de, em nosso processo de julgamento e tomada de decisão, sermos afetados pelas mesmas. Com isso (e as vezes vejo muito disso aqui) aceita-se qqer coisa que pareça racional a admitirmos desconhecimento ou hipoteses alternativas!!
Ps : não sei se algum de vcs já leu, mas existe um livro EXCELENTE sobre Julgamento e Tomada de Decisão que recomendo com veemência
. O livro é : Processo Decisório (autor : Max H. Bazerman)
Abs
Felipe
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2 - O fato do piloto não ter visto nada pode ser atribuido a :
a) velocidade do objeto;
b) tamanho do objeto;
c) efeito conjunto dos dois;
e) ilusão da gravação.
Se sua resposta foi e, qual seria a explicação para esta ilusão na gravação - digo : "objeto", "formato' e "velocidade" aparente do mesmo ? Se fosse o caso, não seria facilmente replicável (como em um caso famoso de uma imagem da nasa onde temos um objeto circular com um furo no meio, e que foi mostrado ser possivel de se replicar com a perda de foco em um objeto simples - não lembro o qual foi alegado).
Talvez o que tenhamos aqui seja investigação de menos
3) Se fosse Fake, acho que a esta altura já saberíamos inclusive o nome do autor da proeza!!
4) Confusão minha. Foi o ex-ministro da aeronáutica quem deu entrevista admitindo a invasão de espaço aéreo pelos UFOs.
Com relação ao último, foi só uma provocação. Como qqer posição que defendamos, não estamos livres de, em nosso processo de julgamento e tomada de decisão, sermos afetados pelas mesmas. Com isso (e as vezes vejo muito disso aqui) aceita-se qqer coisa que pareça racional a admitirmos desconhecimento ou hipoteses alternativas!!
Ps : não sei se algum de vcs já leu, mas existe um livro EXCELENTE sobre Julgamento e Tomada de Decisão que recomendo com veemência
Abs
Felipe
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Data da postagem: 18/09/2012, 12:51
Sobre o Tucano, vi o vídeo abaixo (reportagem do Fantástico):
http://www.youtube.com/v/NgizyYGNrf4
A passagem do objeto ocorre 5 segundos antes do acidente. Mas, a asa direita se desprende justamente no momento em que sofre muito arrasto devido ao aumento do ângulo de ataque (subida). Coincidência?
No começo, o narrador diz que os peritos da aeronáutica não souberam explicar o acidente. E, que os aviões Tucano da Esquadrilha da Fumaça eram reforçados para suportar as manobras. Mas, no final da reportagem, o narrador diz (em tom de escárnio) que o Capitão Siqueira, coordenador da Esquadrilha da Fumaça, relatou que houve fadiga do material das ferragens de suporte da asa. Que todos os outros aviões receberam reforços para voltarem a fazer voos de treinamento. E, que o Capitão havia ressaltado não possuir elementos para atribuir responsabilidades ao suposto OVNI indicado pelo Fantástico. A contradição é evidente e fica claro que, independente de qualquer informação prestada pela Aeronáutica, o Fantástico iria ressaltar o suposto OVNI e dar credibilidade para pessoas sem conhecimentos técnicos tecerem teorias infundadas.
Surge o Ufólogo Reginaldo de Ataíde e é dito que ele havia feito uma análise das imagens com auxílio de computador. Ele somente mostra pequenas fotos (alguns quadros do registro em VHS). Em 1997, ainda era como um argumento de autoridade dizer que algo havia sido feito com o auxílio de computador. Talvez influência do cinema. Mas, uma análise boa depende mais de quem faz do que de qualquer outra coisa. Então, o ufólogo fez as seguintes considerações (que outros repetem até hoje):
- Tratava-se de alguma coisa metálica;
- Desenvolveu uma velocidade três, quatro ou cinco vezes maior que a do avião. Em Km/h, estimou algo entre 1200 e 1500 km/h;
- O objeto possuía aproximadamente 1 m de diâmetro;
- O objeto passou a dois metros da asa direita;
- O acidente pode ter sido causado pelo campo magnético ao redor do objeto;
Porém, questiono e penso o seguinte:
1. Como ele determinou que o objeto era metálico? Suposição infundada, pois, usou de subjetividade.
2. Como ele determinou que o objeto passou a dois metros da asa direita? Foi uma suposição infundada. Saber o comprimento e a altura do avião não é referência suficiente para determinar tal distância em uma imagem 2D, pois, o tamanho do objeto é suposto e o registro não apresenta outras referências no momento de interesse. O ufólogo não saberia informar nem a distância aproximada que o avião se encontrava do cinegrafista, pois, seria necessário saber quanto de zoom estava sendo aplicado naquele momento específico da filmagem.
3. Como ele pode saber que um campo magnético afetou as estruturas da asa? Sem comentários. Foi uma suposição infundada.
4. Ele provavelmente procurou determinar a velocidade do objeto comparando com a velocidade de cruzeiro do T-27 (319 km/h).
5. Ele provavelmente procurou determinar o diâmetro do objeto comparando com o comprimento (9,86 m) ou altura do T-27 (3,40 m).
Mas, pelas comparações, fica claro que o ufólogo já estaria partindo do pré-julgamento de que o objeto estava muito próximo do avião (apenas por subjetividade). Será que o objeto estava realmente muito próximo do avião?
O capitão Barreto, piloto do avião, disse não ter observado nada. Acho difícil o piloto não ter visto algo com quase 1 m de diâmetro passando pelo seu campo de visão (vindo a dois metros da asa direita que, no T-27, está logo abaixo da cabina). Pela distância sugerida e leve inclinação do avião (bico apontando para baixo), o objeto poderia ser perfeitamente observado da cabina. Uma velocidade cinco vezes maior (sugerida) também não impediria a visualização do objeto, pois, o objeto continuaria seguindo muito próximo (e paralelamente) ao centro do campo de visão do piloto até se perder no horizonte. Ainda daria para ver um objeto de aproximadamente 1 m de diâmetro se distanciar por alguns segundos. É preciso lembrar que os pilotos da Esquadrilha da Fumaça não evitam colisões com TCAS. Pois, as aeronaves voam muito próximas umas das outras. Então, precisam ter atenção difusa.
Para que a imagem gravada fique clara, os feixes de luz vindos do objeto filmado precisam ser direcionados precisamente para o CCD da câmera. Ajustar o foco nada mais é do que mover a lente de focalização, para dentro ou para fora, de forma que os feixes de luz se cruzem no CCD. Existe um dispositivo de foco automático que auxilia no processo de focalização. Uma grande amostra de feixes de luz de objetos em foco é direcionada para o CCD. Uma pequena amostra de feixes de luz de objetos desfocados é direcionada para o CCD. Se um objeto está sendo focado, é natural que outros em outras distâncias maiores acabem desfocados. Se um objeto está sendo focado, é natural que outros próximos não fiquem muito desfocados. É possível ver detalhes no padrão de pintura do avião (faixas brancas) e outros detalhes como a largura das hélices pelo Efeito Estroboscópico que, possuem medidas menores que 1 m. Então, pelo baixo nível de detalhamento no objeto não identificado e comparação do seu tamanho com o comprimento do avião, é muito provável que o objeto está desfocado e muito longe do avião. Um objeto de 1 m próximo do avião e aparentando estar desfocado teria que estar variando a sua opacidade (não ser "metálico"), mas, existem outras possibilidades perfeitamente reprodutíveis ao considerar um objeto desfocado e distante do avião.
Uma das possibilidades é ser um pássaro desfocado muito mais próximo do cinegrafista que o avião. Existe um padrão muito similar ao bater de asas:

Parece um pássaro batendo as asas e depois guinando para um dos lados:

E, em um dado momento é possível notar extensões que lembram asas no objeto:

Como um pássaro pode ser mais rápido que um avião? Novamente, o pássaro estaria mais próximo do cinegrafista que o avião. Não é a medida linear que nos dá a impressão de deslocamento. O que importa é a medida angular, que depende fundamentalmente da distância. Um objeto próximo percorre uma distância menor entre um ponto A e B, distantes entre si no horizonte, que um objeto longe. Assim, temos a ilusão de que o objeto próximo está mais rápido que o avião distante.
Moscas ou outros insetos voadores desfocados, obviamente muito mais próximos do cinegrafista, seriam vistos como riscos na filmagem. Mas, como a câmera faz 24 quadros por segundo (suficiente para criar a ilusão de movimento contínuo em humanos), o risco poderia não ocupar toda a extensão de um quadro (depende da velocidade e distância do inseto). E, devido ao intervalo entre os quadros, poderia não aparecer em todos os quadros de uma sequência (criando a ilusão de desaparecimento momentâneo). Veja pássaros e um inseto em um outro vídeo:
http://www.youtube.com/v/aCV3qgfd5P8
http://www.youtube.com/v/NgizyYGNrf4
A passagem do objeto ocorre 5 segundos antes do acidente. Mas, a asa direita se desprende justamente no momento em que sofre muito arrasto devido ao aumento do ângulo de ataque (subida). Coincidência?
No começo, o narrador diz que os peritos da aeronáutica não souberam explicar o acidente. E, que os aviões Tucano da Esquadrilha da Fumaça eram reforçados para suportar as manobras. Mas, no final da reportagem, o narrador diz (em tom de escárnio) que o Capitão Siqueira, coordenador da Esquadrilha da Fumaça, relatou que houve fadiga do material das ferragens de suporte da asa. Que todos os outros aviões receberam reforços para voltarem a fazer voos de treinamento. E, que o Capitão havia ressaltado não possuir elementos para atribuir responsabilidades ao suposto OVNI indicado pelo Fantástico. A contradição é evidente e fica claro que, independente de qualquer informação prestada pela Aeronáutica, o Fantástico iria ressaltar o suposto OVNI e dar credibilidade para pessoas sem conhecimentos técnicos tecerem teorias infundadas.
Surge o Ufólogo Reginaldo de Ataíde e é dito que ele havia feito uma análise das imagens com auxílio de computador. Ele somente mostra pequenas fotos (alguns quadros do registro em VHS). Em 1997, ainda era como um argumento de autoridade dizer que algo havia sido feito com o auxílio de computador. Talvez influência do cinema. Mas, uma análise boa depende mais de quem faz do que de qualquer outra coisa. Então, o ufólogo fez as seguintes considerações (que outros repetem até hoje):
- Tratava-se de alguma coisa metálica;
- Desenvolveu uma velocidade três, quatro ou cinco vezes maior que a do avião. Em Km/h, estimou algo entre 1200 e 1500 km/h;
- O objeto possuía aproximadamente 1 m de diâmetro;
- O objeto passou a dois metros da asa direita;
- O acidente pode ter sido causado pelo campo magnético ao redor do objeto;
Porém, questiono e penso o seguinte:
1. Como ele determinou que o objeto era metálico? Suposição infundada, pois, usou de subjetividade.
2. Como ele determinou que o objeto passou a dois metros da asa direita? Foi uma suposição infundada. Saber o comprimento e a altura do avião não é referência suficiente para determinar tal distância em uma imagem 2D, pois, o tamanho do objeto é suposto e o registro não apresenta outras referências no momento de interesse. O ufólogo não saberia informar nem a distância aproximada que o avião se encontrava do cinegrafista, pois, seria necessário saber quanto de zoom estava sendo aplicado naquele momento específico da filmagem.
3. Como ele pode saber que um campo magnético afetou as estruturas da asa? Sem comentários. Foi uma suposição infundada.
4. Ele provavelmente procurou determinar a velocidade do objeto comparando com a velocidade de cruzeiro do T-27 (319 km/h).
5. Ele provavelmente procurou determinar o diâmetro do objeto comparando com o comprimento (9,86 m) ou altura do T-27 (3,40 m).
Mas, pelas comparações, fica claro que o ufólogo já estaria partindo do pré-julgamento de que o objeto estava muito próximo do avião (apenas por subjetividade). Será que o objeto estava realmente muito próximo do avião?
O capitão Barreto, piloto do avião, disse não ter observado nada. Acho difícil o piloto não ter visto algo com quase 1 m de diâmetro passando pelo seu campo de visão (vindo a dois metros da asa direita que, no T-27, está logo abaixo da cabina). Pela distância sugerida e leve inclinação do avião (bico apontando para baixo), o objeto poderia ser perfeitamente observado da cabina. Uma velocidade cinco vezes maior (sugerida) também não impediria a visualização do objeto, pois, o objeto continuaria seguindo muito próximo (e paralelamente) ao centro do campo de visão do piloto até se perder no horizonte. Ainda daria para ver um objeto de aproximadamente 1 m de diâmetro se distanciar por alguns segundos. É preciso lembrar que os pilotos da Esquadrilha da Fumaça não evitam colisões com TCAS. Pois, as aeronaves voam muito próximas umas das outras. Então, precisam ter atenção difusa.
Para que a imagem gravada fique clara, os feixes de luz vindos do objeto filmado precisam ser direcionados precisamente para o CCD da câmera. Ajustar o foco nada mais é do que mover a lente de focalização, para dentro ou para fora, de forma que os feixes de luz se cruzem no CCD. Existe um dispositivo de foco automático que auxilia no processo de focalização. Uma grande amostra de feixes de luz de objetos em foco é direcionada para o CCD. Uma pequena amostra de feixes de luz de objetos desfocados é direcionada para o CCD. Se um objeto está sendo focado, é natural que outros em outras distâncias maiores acabem desfocados. Se um objeto está sendo focado, é natural que outros próximos não fiquem muito desfocados. É possível ver detalhes no padrão de pintura do avião (faixas brancas) e outros detalhes como a largura das hélices pelo Efeito Estroboscópico que, possuem medidas menores que 1 m. Então, pelo baixo nível de detalhamento no objeto não identificado e comparação do seu tamanho com o comprimento do avião, é muito provável que o objeto está desfocado e muito longe do avião. Um objeto de 1 m próximo do avião e aparentando estar desfocado teria que estar variando a sua opacidade (não ser "metálico"), mas, existem outras possibilidades perfeitamente reprodutíveis ao considerar um objeto desfocado e distante do avião.
Uma das possibilidades é ser um pássaro desfocado muito mais próximo do cinegrafista que o avião. Existe um padrão muito similar ao bater de asas:

Parece um pássaro batendo as asas e depois guinando para um dos lados:

E, em um dado momento é possível notar extensões que lembram asas no objeto:

Como um pássaro pode ser mais rápido que um avião? Novamente, o pássaro estaria mais próximo do cinegrafista que o avião. Não é a medida linear que nos dá a impressão de deslocamento. O que importa é a medida angular, que depende fundamentalmente da distância. Um objeto próximo percorre uma distância menor entre um ponto A e B, distantes entre si no horizonte, que um objeto longe. Assim, temos a ilusão de que o objeto próximo está mais rápido que o avião distante.
Moscas ou outros insetos voadores desfocados, obviamente muito mais próximos do cinegrafista, seriam vistos como riscos na filmagem. Mas, como a câmera faz 24 quadros por segundo (suficiente para criar a ilusão de movimento contínuo em humanos), o risco poderia não ocupar toda a extensão de um quadro (depende da velocidade e distância do inseto). E, devido ao intervalo entre os quadros, poderia não aparecer em todos os quadros de uma sequência (criando a ilusão de desaparecimento momentâneo). Veja pássaros e um inseto em um outro vídeo:
http://www.youtube.com/v/aCV3qgfd5P8
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Data da postagem: 22/09/2012, 23:27

Ótimo post.
Parabéns pela pesquisa. 
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Data da postagem: 23/09/2012, 04:27

Acrescento um pequeno comentário ao texto do ANDREWaim. Ouvindo o "ufólogo" me chamou a atenção como ele afirma que o objeto "era metálico porque brilhava sob o Sol" e que ele "objetivava passar perto do avião".
A primeira afirmação é ridícula porque um objeto de brilho metálico pode não ser um metal e a segunda não passa de um wishful thinking, pois o que se vê nas imagens é apenas algo passando no campo de visão. Como é possível determinar 'intencionalidade' nisto?
A primeira afirmação é ridícula porque um objeto de brilho metálico pode não ser um metal e a segunda não passa de um wishful thinking, pois o que se vê nas imagens é apenas algo passando no campo de visão. Como é possível determinar 'intencionalidade' nisto?
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Data da postagem: 23/09/2012, 05:19

Eu presenciei um fenômeno físico muito interessante quando eu tinha 15 anos, após esse evento me tornei muito interessando em ufologia, descobri o que era esse fenômeno pouco tempo atras vendo a discovery channel, depois de muito estudo sobre ufologia descobrir que ufos eram uma farsa, mas eu sempre tinha essa duvida na minha mente sobre o que eu tinha visto aquele dia, bom o que eu vi foi uma bola de luz em uma montanha a uns 100 metros de mim não estava voando e sim na superfície da montanha, estava dia e estava chovendo e trovejando, tem um fenômeno físico ja demostrado em laboratório sobre essas bolas de luz, é muito interessante eu observei uma bola de luz que tinha uns 5 metros parecia um campo de força eu chamei os vizinhos e todos viram, eu tinha essa duvida na minha mente por muitos anos alimentando meus pensamentos ufológicos da época.
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Data da postagem: 23/09/2012, 08:16

"In 1951, a quiet, picturesque village in southern France was suddenly and mysteriously struck down with mass insanity and hallucinations. At least five people died, dozens were interned in asylums and hundreds afflicted.
For decades it was assumed that the local bread had been unwittingly poisoned with a psychedelic mould. Now, however, an American investigative journalist has uncovered evidence suggesting the CIA peppered local food with the hallucinogenic drug LSD as part of a mind control experiment at the height of the Cold War." , em:
http://migre.me/hDsU0
"The CIA's obsession with LSD in the water supply": http://migre.me/hDtfk.
For decades it was assumed that the local bread had been unwittingly poisoned with a psychedelic mould. Now, however, an American investigative journalist has uncovered evidence suggesting the CIA peppered local food with the hallucinogenic drug LSD as part of a mind control experiment at the height of the Cold War." , em:
http://migre.me/hDsU0
"The CIA's obsession with LSD in the water supply": http://migre.me/hDtfk.
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Data da postagem: 29/01/2014, 09:36

Citação de: Cientista em 25 de Dezembro de 2010, 22:44:25
Explicaram essa no NatGeo. Eles poliam as pedras, me parece, até encaixarem com perfeição.
Tem aquelas estruturas dos Incas -- muros e outros empilhados de pedras irregulares, grandes e encaixadas com grande precisão. Pelo que me consta, os arqueólogos ainda não conseguiram desvendar a técnica usada (não sei se estou atualizado). CNC incaico? Talvez os alienígenas, de passagem por aqui, tenham aproveitado para faturar alguns 'cascalhos' alugando uns equipamentos pros Incas...
Explicaram essa no NatGeo. Eles poliam as pedras, me parece, até encaixarem com perfeição.
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Data da postagem: 29/01/2014, 10:00