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A origem cultural da visão das cores
Autor: Buckaroo Banzai | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 4750 Comentários: 34

Citação de: Buckaroo Banzai em 27 de Dezembro de 2012, 16:38:58
Existem escalas de cores tão iguais que chegam a dar fome de colocar uma costelinha em uma panela de pressão, cobrir com água, tampar e cozinhar até chiar para depois temperar com sal e açúcar, orégano, louro no fundo de uma assadeira média e grelhar coberto com papel alumínio em forno baixo preaquecido por 1 hora e comer polvilhado de orégano acompanhado de fatias de limão e cerveja.
Citação de: Derfel em 27 de Dezembro de 2012, 16:05:16quero ver lidarem com uma escala de cores dessas:![]()
Onde os nomes são A1, A2,A3, A3,5... B2... C4... D3... e por aí vai...
Isso não é nada.... uma vez vi umas chapas de padrões cores de geladeiras, máquinas de lavar, etc... te falam que são só cores diferentes, em cores tão iguais, que te dá vontade de derrubar o cara no chão, esmurrar o cara até suas mãos sangrarem, e então agarrar a cabeça dele e bater repetidas vezes contra o chão, por até uns dois minutos depois que ele já morreu, e entã se levantar sobre o cadáver dele, e vitoriosamente bater no peito com as mãos fechadas enquanto dá um grito gutural.
Existem escalas de cores tão iguais que chegam a dar fome de colocar uma costelinha em uma panela de pressão, cobrir com água, tampar e cozinhar até chiar para depois temperar com sal e açúcar, orégano, louro no fundo de uma assadeira média e grelhar coberto com papel alumínio em forno baixo preaquecido por 1 hora e comer polvilhado de orégano acompanhado de fatias de limão e cerveja.
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Data da postagem: 27/12/2012, 13:54

Citação de: acazsouza em 20 de Janeiro de 2013, 22:15:57
http://www.dailymotion.com/swf/video/xl7eh1
O vídeo sobre a tribo Himba da africa no youtube foi tirado do ar, portanto estou postando outro link: http://www.dailymotion.com/video/xl7eh1_horizon-do-you-see-what-i-see-part-4-4_shortfilms#.UPyIWCd9K9U
http://www.dailymotion.com/swf/video/xl7eh1
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Data da postagem: 20/01/2013, 19:22

Citar
Latitude-of-birth and season-of-birth effects on human colorvision in the Arctic Latitude-of-birth and season-of-birth effects on human color vision in the Arctic.
Laeng B, Brennen T, Elden A, Gaare Paulsen H, Banerjee A, Lipton R.
Source
Department of Psychology, University of Tromsø, N-9037 Tromsø, Norway. bruno@psyk.uit.no
Abstract
Extreme natural ambient light reduction, in both energy and range of wavelength spectrum, occurs during the winter season at very high latitudes (above the Arctic Circle or 66 degrees 32' North) that in turn results in increased exposure to artificial lighting. In contrast, during the summer months, the sun remains above the horizon and there is no darkness or night. Little is known about these extreme changes in light exposure on human visual perception. Measuring color discriminations with the FM100 Test revealed that Norwegians born above the Arctic Circle were less sensitive to yellow-green, green, and green-blue spectrum differences whereas they were more sensitive to hue variations in the purple range than individuals born below the Arctic Circle. Additionally, it was found that the Norwegian individuals born above the Arctic Circle and during autumn showed an overall decrease in color sensitivity, whereas those born in the summer showed a relative increase. All participants were adults and their color vision was tested in the same location (i.e., in Tromsø at 69.7 degrees North). These findings are consistent with the idea that there is a measurable impact on colour vision as adults of the photic environment that individuals born above the Arctic Circle and in the autumn experienced during infancy, namely a reduction in exposure to direct sunlight and an increase in exposure to twilight and artificial lighting.
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Data da postagem: 03/02/2013, 21:12

Citação de: Gigaview em 18 de Dezembro de 2012, 01:02:13
Isso não demonstra que eles viam essas cores da mesma forma que vemos.
É até argumentável que pelo mau-gosto espalhafatoso, algumas das cores diferentes fossem ainda vistas como tonalidades diferentes da mesma cor. De qualquer forma, vai depender de como fazem as distinções lingüísticas e tal, não dá para fazer uma afirmação generalizada, "ninguém via cores como vemos". Talvez esses gregos já tivessem as mesmas cores, então. Isso não diz nada sobre os outros casos.
Daltonismo generalizado na Grécia antiga? Progressivo refinamento da visão das cores? Pelo visto, não:
Colored statues? To us, classical antiquity means white marble.
Continua aqui: http://www.smithsonianmag.com/arts-culture/true-colors.html
Exemplos: http://blog.garycorby.com/2010/07/colors-of-ancient-greece.html
Isso não demonstra que eles viam essas cores da mesma forma que vemos.
É até argumentável que pelo mau-gosto espalhafatoso, algumas das cores diferentes fossem ainda vistas como tonalidades diferentes da mesma cor. De qualquer forma, vai depender de como fazem as distinções lingüísticas e tal, não dá para fazer uma afirmação generalizada, "ninguém via cores como vemos". Talvez esses gregos já tivessem as mesmas cores, então. Isso não diz nada sobre os outros casos.
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Data da postagem: 18/12/2013, 16:23

Citar
Se os novos experimentos confirmarem, podemos de certa forma extrapolar a percepção das cores para um contexto social como as vivências de tristeza depressiva em tempos de guerra, de depressão ou de opressão. Talvez isso seja identificável no âmbito das artes, nas escolhas de preferências de tons pelos artistas. Pode ser um estudo interessante.
Got the blues? You can still see blue: Popular paper on sadness, color perception retracted
Paper: http://pss.sagepub.com/content/early/2015/08/25/0956797615597672.abstract
CitarAbstract
Past research has shown that emotion can influence low-level visual processes, including color perception, that may play a role in higher-order vision. Moreover, the prevalence of linguistic pairings between emotions and color words suggests that emotional experience and color perception may be linked. The purpose of the present research was to test whether emotion influences color perception. We did this by experimentally manipulating emotion with video clips in two experiments (specifically, sadness and amusement in Experiment 1, and sadness and neutral emotion in Experiment 2) and measuring color perception (specifically, accuracy in identifying desaturated colors). The results of both experiments showed that sadness impaired color perception along the blue-yellow color axis but not along the red-green color axis.
Retraction of “Sadness Impairs Color Perception”:
http://pss.sagepub.com/content/26/11/1822.full.pdf+html
CitarWe remain confident in the proposition that sadness impairs color perception, but would like to acquire clearer evidence before making this conclusion in a journal the caliber of Psychological Science.
Se os novos experimentos confirmarem, podemos de certa forma extrapolar a percepção das cores para um contexto social como as vivências de tristeza depressiva em tempos de guerra, de depressão ou de opressão. Talvez isso seja identificável no âmbito das artes, nas escolhas de preferências de tons pelos artistas. Pode ser um estudo interessante.
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Data da postagem: 08/11/2015, 20:21

Eu tenho um outro palpite: sendo os homens geralmente os narradores, artistas e pintores dos séculos passados, a definição de certos matizes não estaria ligado à percepção destes?
Sabemos que os homens e mulheres percebem o mundo de forma diferente, frequentemente tendo conflitos em pontos de vista e ideias como na decoração do lar, roupas e aparência. Pesquisas recentes mostram que a cor tem um papel importante na nossa percepção das coisas e podem contribuir na formação de regras e estereótipos ligados ao gênero que nos acompanham desde o nosso passado como caçadores e coletores.
Em uma parte de um estudo recente feito pelos pesquisadores da Faculdade CUNY, no Brooklyn e Hunter, foi solicitado a um grupo de jovens entre mulheres e homens com visão 20/20 que descrevessem as várias cores através do espectro. O estudo revelou que os homens são menos sensíveis às diferenças das cores e menos capazes de diferenciar tonalidades de cores no centro do espectro de cores, incluindo azuis, verdes e amarelos. Por causa disso, os pesquisadores notaram que a visão de cor nos homens era deslocada.
Um espectro de cores é composto de luz separada em diferentes comprimentos de onda. O espectro é ordenado em vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta, com o comprimento de onda mais longo sendo o vermelho e o mais curto sendo o violeta. De acordo com o estudo, os homens necessitam de um comprimento de onda um pouco mais longo para perceber as mesmas tonalidades que as mulheres. O laranja, por exemplo, pode parecer mais avermelhado para os homens. Os homens também podem perceber a grama como sendo um pouco mais amarelada, enquanto as mulheres percebem a cor mais esverdeada.
Como as mulheres mostram grande sensibilidade às tonalidades de cor, elas se adaptavam mais naturalmente à coleta de frutas e plantas durante o período de caça e coleta em Eras Pré-Históricas. Pesquisas sugerem que as fêmeas são mais bem equipadas para diferenciar tonalidades em objetos estáticos como frutas pequenas selvagens e plantas. Em contraste os machos mostram grande sensibilidade aos objetos em movimentos rápidos e aos detalhes. Isso deve ter contribuído para o fato dos homens terem se tornado caçadores no período Pré-Histórico, uma vez que sua visão era mais adequada na identificação e movimento de presas à distância.
As diferenças de visão entre o homem e a mulher continua a fazer parte no cenário atual, porém nem sempre de forma precisa. Variando de tópicos como decoração da casa, uso de vídeo games, acredita-se que a sensibilidade de cor ou o movimento rápido dos objetos pode influenciar o interesse ou capacidade de uma pessoa. Apesar da percepção de cor ser um assunto a ser debatido, para a maioria das mulheres, a grama parece ser mais verde.
Diferenças de percepção
Sabemos que os homens e mulheres percebem o mundo de forma diferente, frequentemente tendo conflitos em pontos de vista e ideias como na decoração do lar, roupas e aparência. Pesquisas recentes mostram que a cor tem um papel importante na nossa percepção das coisas e podem contribuir na formação de regras e estereótipos ligados ao gênero que nos acompanham desde o nosso passado como caçadores e coletores.
Em uma parte de um estudo recente feito pelos pesquisadores da Faculdade CUNY, no Brooklyn e Hunter, foi solicitado a um grupo de jovens entre mulheres e homens com visão 20/20 que descrevessem as várias cores através do espectro. O estudo revelou que os homens são menos sensíveis às diferenças das cores e menos capazes de diferenciar tonalidades de cores no centro do espectro de cores, incluindo azuis, verdes e amarelos. Por causa disso, os pesquisadores notaram que a visão de cor nos homens era deslocada.
Um espectro de cores é composto de luz separada em diferentes comprimentos de onda. O espectro é ordenado em vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta, com o comprimento de onda mais longo sendo o vermelho e o mais curto sendo o violeta. De acordo com o estudo, os homens necessitam de um comprimento de onda um pouco mais longo para perceber as mesmas tonalidades que as mulheres. O laranja, por exemplo, pode parecer mais avermelhado para os homens. Os homens também podem perceber a grama como sendo um pouco mais amarelada, enquanto as mulheres percebem a cor mais esverdeada.
Como as mulheres mostram grande sensibilidade às tonalidades de cor, elas se adaptavam mais naturalmente à coleta de frutas e plantas durante o período de caça e coleta em Eras Pré-Históricas. Pesquisas sugerem que as fêmeas são mais bem equipadas para diferenciar tonalidades em objetos estáticos como frutas pequenas selvagens e plantas. Em contraste os machos mostram grande sensibilidade aos objetos em movimentos rápidos e aos detalhes. Isso deve ter contribuído para o fato dos homens terem se tornado caçadores no período Pré-Histórico, uma vez que sua visão era mais adequada na identificação e movimento de presas à distância.
As diferenças de visão entre o homem e a mulher continua a fazer parte no cenário atual, porém nem sempre de forma precisa. Variando de tópicos como decoração da casa, uso de vídeo games, acredita-se que a sensibilidade de cor ou o movimento rápido dos objetos pode influenciar o interesse ou capacidade de uma pessoa. Apesar da percepção de cor ser um assunto a ser debatido, para a maioria das mulheres, a grama parece ser mais verde.
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Data da postagem: 09/11/2015, 08:16

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Data da postagem: 09/11/2015, 08:17

Seria interessante que fossem testados homens pintores (acadêmicos/"clássicos") e mulheres que trabalham há bastante tempo em alguma coisa onde a detecção do movimento é mais importante. Provavelmente as diferenças devem ser largamente causadas por exercício, por diferentes interesses e atividades típicas. Tirando daltonia e aquele tipo de "anti-daltonia" que algumas mulheres teriam.
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Data da postagem: 09/11/2015, 11:29

Como por exemplo, para as mulheres, a profissão de controlador de voo?
"Nos últimos 12 anos, o número de mulheres na aviação triplicou. Apenas em uma empresa já são seis comandantes e 21 copilotos. Aline Vieira não comanda apenas um, mas até 14 aviões ao mesmo tempo. Há seis anos ela é controladora de voo no aeroporto de Brasília. Outra atividade que tem atraído muitas mulheres.
A segurança do voo em terra firme também está nas mãos delas, do momento da decolagem até o pouso. Hoje, 30% dos controladores de tráfego aéreo são mulheres. “Nós estamos adquirindo nosso espaço nas funções que exigem mais concentração e responsabilidade”, comenta Aline Vieira, controladora de voo.
Para segurar uma máquina de 70 toneladas no ar não é preciso força física, o que pesa é outra coisa. "Saber que a responsabilidade está toda comigo. Levar com segurança 200 pessoas, se a gente for parar pra pensar é uma responsabilidade e tanto", diz Joana Bittencourt, comandante."
Fonte
"Nos últimos 12 anos, o número de mulheres na aviação triplicou. Apenas em uma empresa já são seis comandantes e 21 copilotos. Aline Vieira não comanda apenas um, mas até 14 aviões ao mesmo tempo. Há seis anos ela é controladora de voo no aeroporto de Brasília. Outra atividade que tem atraído muitas mulheres.
A segurança do voo em terra firme também está nas mãos delas, do momento da decolagem até o pouso. Hoje, 30% dos controladores de tráfego aéreo são mulheres. “Nós estamos adquirindo nosso espaço nas funções que exigem mais concentração e responsabilidade”, comenta Aline Vieira, controladora de voo.
Para segurar uma máquina de 70 toneladas no ar não é preciso força física, o que pesa é outra coisa. "Saber que a responsabilidade está toda comigo. Levar com segurança 200 pessoas, se a gente for parar pra pensar é uma responsabilidade e tanto", diz Joana Bittencourt, comandante."
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Data da postagem: 09/11/2015, 11:40

Sim. Talvez atletas como hande, fute, e voleibolistas também, possivelmente seria algo melhor, mais sugestivo de uma dedicação mais extensa em algo que exercita essa habilidade -- me parece mais comum as pessoas se dedicarem a esportes desde bem pequenas, enquanto que suspeito que essa profissão seja algo em que a pessoa começa a treinar essa habilidade praticamente "do zero" quando começa, sem ter um "background" com algo tão similar. Talvez assíduas jogadoras de vídeo-jogos de ação fosse melhor, para algo similar.
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Data da postagem: 09/11/2015, 13:06