
Clube Cético
Argentina expropria YPF, multinacional espanhola de petróleo
Autor: Daniel_1993 | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 16186 Comentários: 178

Uma das principais disputas políticas – e também ideológicas – que vem sendo travada nos últimos anos diz respeito ao controle nacional dos recursos naturais dos países. De um lado, o imperialismo, que faz de tudo para controlar essas riquezas – inclusive guerras -, e do outro, os povos e governos progressistas, que lutam para manter ou retomar recursos fundamentais para seu desenvolvimento soberano.
Essa semana mais um capítulo dessa luta foi escrito. Em ato histórico, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, enviou no dia 16 de abril proposta ao Congresso Nacional do país declarando de interesse público a exploração de petróleo e seus derivados. Na prática, o projeto expropria as ações da empresa YPF, antiga estatal privatizada na década de 1990 e que hoje é de propriedade da multinacional espanhola Repsol. Pela proposta, 51% das ações da empresa petrolífera serão retomadas, ficando o governo federal com 26,06% e as regiões produtoras com 24,99%, enquanto os restantes 49% serão de responsabilidade das províncias (estados), nos quais a empresa atua. A YPF é a líder no mercado de combustíveis na Argentina, controlando 52% da capacid ade de refinamento do país e dispondo de uma rede de 1.600 postos.
Segundo Kirchner, o objetivo da medida é alcançar a autossuficiência do país em petróleo. “A Argentina é o único país na América Latina que não maneja seus recursos naturais”, disse a presidenta argentina, que afirmou estar seguindo o exemplo de outros países têm o controle da maioria dos recursos de hidrocarbonetos, como a Arábia Saudita, o Irã, a China, Venezuela, o México, Chile, Uruguai, a Nigéria, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, Kuwait e a Noruega.
Outro motivo para a decisão foi o fato de que a Repsol não cumpriu compromissos de investimento firmados com o governo, o que obrigou o país a importar grandes volumes de hidrocarbonetos nos últimos anos. “Depois de dezessete anos, pela primeira vez em 2010, tivemos que importar gás e petróleo. Também tivemos redução no saldo comercial devido à queda nas exportações do setor, que entre 2006 e 2011 foi de 150%”, afirmou Cristina.
A decisão argentina de expropriar a petrolífera gerou reações dos governantes espanhóis e de grande parte dos economistas burgueses, todos ainda defensores do receituário neoliberal que levou o mundo à atual crise econômica.
Segundo Antônio Brufau, presidente da Repsol, a expropriação de sua empresa foi a maneira encontrada pelo governo argentino de “tapar a crise social e econômica que o país enfrenta”.
Digamos que isso seja verdade. Sendo assim, o governo argentino nada mais fez do que seguir o mesmo caminho adotado pelos países imperialistas quando do estouro da crise econômica mundial, ou seja, nacionalizar os setores mais importantes da economia.
Esse tipo de medida devia servir de exemplo para todos os países da região, que tiveram suas riquezas entregues nas mãos de grandes monopólios durante as privatizações da década de 1990, inclusive, e principalmente, no Brasil. De fato, não tem sentido que empresas como a Petrobras, a Vale do Rio Doce, CSN e setores como os das telecomunicações e energia continuem sendo propriedade privada, enquanto o país e o povo necessitam mais do que nunca de soberania e independência para se desenvolverem e superarem séculos de atraso e exploração. A Argentina percebeu isso.
Heron Barroso
http://averdade.org.br/2012/04/argentina-expropria-ypf-multinacional-espanhola-de-petroleo/
Essa semana mais um capítulo dessa luta foi escrito. Em ato histórico, a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, enviou no dia 16 de abril proposta ao Congresso Nacional do país declarando de interesse público a exploração de petróleo e seus derivados. Na prática, o projeto expropria as ações da empresa YPF, antiga estatal privatizada na década de 1990 e que hoje é de propriedade da multinacional espanhola Repsol. Pela proposta, 51% das ações da empresa petrolífera serão retomadas, ficando o governo federal com 26,06% e as regiões produtoras com 24,99%, enquanto os restantes 49% serão de responsabilidade das províncias (estados), nos quais a empresa atua. A YPF é a líder no mercado de combustíveis na Argentina, controlando 52% da capacid ade de refinamento do país e dispondo de uma rede de 1.600 postos.
Segundo Kirchner, o objetivo da medida é alcançar a autossuficiência do país em petróleo. “A Argentina é o único país na América Latina que não maneja seus recursos naturais”, disse a presidenta argentina, que afirmou estar seguindo o exemplo de outros países têm o controle da maioria dos recursos de hidrocarbonetos, como a Arábia Saudita, o Irã, a China, Venezuela, o México, Chile, Uruguai, a Nigéria, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, Kuwait e a Noruega.
Outro motivo para a decisão foi o fato de que a Repsol não cumpriu compromissos de investimento firmados com o governo, o que obrigou o país a importar grandes volumes de hidrocarbonetos nos últimos anos. “Depois de dezessete anos, pela primeira vez em 2010, tivemos que importar gás e petróleo. Também tivemos redução no saldo comercial devido à queda nas exportações do setor, que entre 2006 e 2011 foi de 150%”, afirmou Cristina.
A decisão argentina de expropriar a petrolífera gerou reações dos governantes espanhóis e de grande parte dos economistas burgueses, todos ainda defensores do receituário neoliberal que levou o mundo à atual crise econômica.
Segundo Antônio Brufau, presidente da Repsol, a expropriação de sua empresa foi a maneira encontrada pelo governo argentino de “tapar a crise social e econômica que o país enfrenta”.
Digamos que isso seja verdade. Sendo assim, o governo argentino nada mais fez do que seguir o mesmo caminho adotado pelos países imperialistas quando do estouro da crise econômica mundial, ou seja, nacionalizar os setores mais importantes da economia.
Esse tipo de medida devia servir de exemplo para todos os países da região, que tiveram suas riquezas entregues nas mãos de grandes monopólios durante as privatizações da década de 1990, inclusive, e principalmente, no Brasil. De fato, não tem sentido que empresas como a Petrobras, a Vale do Rio Doce, CSN e setores como os das telecomunicações e energia continuem sendo propriedade privada, enquanto o país e o povo necessitam mais do que nunca de soberania e independência para se desenvolverem e superarem séculos de atraso e exploração. A Argentina percebeu isso.
Heron Barroso
http://averdade.org.br/2012/04/argentina-expropria-ypf-multinacional-espanhola-de-petroleo/
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Data da postagem: 20/04/2012, 10:20

Era só o que me faltava a Petrobrás e empresas de telecomunicações se tornarem públicas. Com o capital público atual a Petrobrás já essa bagunça e esse cabidão de empregos, imagina 100% pública? 
As empresas funcionam muito melhores quando são privadas. Lide com isso.

As empresas funcionam muito melhores quando são privadas. Lide com isso.
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Data da postagem: 20/04/2012, 11:22
Me lembro do tempo em que no Ativo Permanente das empresas tinha um rúbrica "Linhas Telefônicas", de tão caras que eram. Saudade... 
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Data da postagem: 20/04/2012, 11:47

Daniel Vermelho se não debater nesse tópico vai levar cartão amarelo por proselitismo e trollismo.
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Data da postagem: 20/04/2012, 11:48

Citação de: Skorpios em 20 de Abril de 2012, 15:47:57
Meu tio fazia especulação com telefone... na época me lembro de gente trocando carro e lote por linha telefônica.
Me lembro do tempo em que no Ativo Permanente das empresas tinha um rúbrica "Linhas Telefônicas", de tão caras que eram. Saudade...
Meu tio fazia especulação com telefone... na época me lembro de gente trocando carro e lote por linha telefônica.
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Data da postagem: 20/04/2012, 11:55

Isso que a Cristina Kirchner fez é roubo. A Bolívia fez a mesma coisa com a Petrobrás, lembram?
Na verdade os argentinos estão desesperados e desespero sempre vem acompanhado decisões burras.
Semanas atrás tentaram ressussitar o caso Malvinas mas esfriou. Não duvido que em breve vão provocar os chilenos com aquelas picuinhas territoriais.
Na verdade os argentinos estão desesperados e desespero sempre vem acompanhado decisões burras.
Semanas atrás tentaram ressussitar o caso Malvinas mas esfriou. Não duvido que em breve vão provocar os chilenos com aquelas picuinhas territoriais.
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Data da postagem: 20/04/2012, 12:10

Citação de: Barata Tenno em 20 de Abril de 2012, 15:48:55
Finalmente...
Daniel Vermelho se não debater nesse tópico vai levar cartão amarelo por proselitismo e trollismo.
Finalmente...
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Data da postagem: 20/04/2012, 12:12

Dá a entender que o imperialismo seria uma entidade todo-poderosa. Devo lembrá-lo que o Brasil, hoje, pode, e é, ser considerado imperialista por muitos países e possuímos uma série de multinacionais que "exploram" a riqueza de outras nações, a Petrobras encabeçando a lista.
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Data da postagem: 20/04/2012, 17:53

Citação de: Gigaview em 20 de Abril de 2012, 16:10:32
São atitudes populistas e cegas, tentativas de manter um controle que se desmorona, depois de muitas mentiras, de manter um índice de inflação irreal, de negar que estão perdendo mercado por incompetência em fazer modificações de fundo, investimentos.
É mais uma medida que joga Argentina novamente fora do cenário internacional.
Amalaya, triste destino, los patriotas argentinos...
Isso que a Cristina Kirchner fez é roubo. A Bolívia fez a mesma coisa com a Petrobrás, lembram?
Na verdade os argentinos estão desesperados e desespero sempre vem acompanhado decisões burras.
Semanas atrás tentaram ressussitar o caso Malvinas mas esfriou. Não duvido que em breve vão provocar os chilenos com aquelas picuinhas territoriais.
São atitudes populistas e cegas, tentativas de manter um controle que se desmorona, depois de muitas mentiras, de manter um índice de inflação irreal, de negar que estão perdendo mercado por incompetência em fazer modificações de fundo, investimentos.
É mais uma medida que joga Argentina novamente fora do cenário internacional.
Amalaya, triste destino, los patriotas argentinos...
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Data da postagem: 20/04/2012, 17:56

...e vai aparecer alguns foristas aqui dizendo que essa expropriação é culpa do PT 

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Data da postagem: 20/04/2012, 18:13

Citação de: zambest em 20 de Abril de 2012, 22:13:14
Isso é evidente. Deve ter muito petista passando férias lá, buzinando idéias...
Diria que tem o dedo do Zé nesse bolo.

...e vai aparecer alguns foristas aqui dizendo que essa expropriação é culpa do PT
Isso é evidente. Deve ter muito petista passando férias lá, buzinando idéias...
Diria que tem o dedo do Zé nesse bolo.
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Data da postagem: 20/04/2012, 18:49