
Clube Cético
Como medir a inteligência alienígena?
Autor: Gigaview | Categoria: Origens e Evolução | Exibições: 8500 Comentários: 66

A maioria das pessoas pensa em extraterrestres inteligentes semelhantes à humana, uma entidade bípede com dois braços, duas pernas e um rosto não muito diferente de nossa própria forma.
A realidade, porém, é que o nosso conhecimento limitado de como a vida pode se desenvolver em outras partes do universo podem estar nos cegando de possíveis formas de vida inteligente que são completamente diferente de tudo que já vimos antes.
Como medir a inteligência de formas de vida alienígenas totalmente diferentes da humana? Alguma idéia?
https://www.youtube.com/v/HOaIfyl8V4U
A realidade, porém, é que o nosso conhecimento limitado de como a vida pode se desenvolver em outras partes do universo podem estar nos cegando de possíveis formas de vida inteligente que são completamente diferente de tudo que já vimos antes.
Como medir a inteligência de formas de vida alienígenas totalmente diferentes da humana? Alguma idéia?
https://www.youtube.com/v/HOaIfyl8V4U
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Data da postagem: 04/03/2014, 17:07


Citação de: Gigaview em 04 de Março de 2014, 21:07:54
Chute: se é a evolução que norteia a nossa existência, inclusive a nossa moral e conduta; se é também por esses trilhos que a histórica invariavelmente segue, talvez não seja possível existir uma variedade muito ampla de inteligência, pois todas deverão comportar coisas nossas, como a cooperação, a pilantragem, a ciência... Enfim, nossas virtudes e pecados.
Mas essa é só uma perspectiva.
Chute: se é a evolução que norteia a nossa existência, inclusive a nossa moral e conduta; se é também por esses trilhos que a histórica invariavelmente segue, talvez não seja possível existir uma variedade muito ampla de inteligência, pois todas deverão comportar coisas nossas, como a cooperação, a pilantragem, a ciência... Enfim, nossas virtudes e pecados.
Mas essa é só uma perspectiva.
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Data da postagem: 23/03/2014, 18:22

Será?
É possível que seja tudo diferente, talvez a história deles não tenha essa linearidade da nossa história. Pode ser que coisas como cooperação para eles funcionem como funciona para as abelhas e que a pilantragem tenha o status de um distúrbio físico-químico ou que nem tenha paralelo numa civilização radicalmente diferente da nossa.
Acho que o Michio Kaku deu a pista.
É possível que seja tudo diferente, talvez a história deles não tenha essa linearidade da nossa história. Pode ser que coisas como cooperação para eles funcionem como funciona para as abelhas e que a pilantragem tenha o status de um distúrbio físico-químico ou que nem tenha paralelo numa civilização radicalmente diferente da nossa.
Acho que o Michio Kaku deu a pista.
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Data da postagem: 23/03/2014, 18:46

E você consegue imaginar alguma inteligência sem esses componentes da evolução? Uma coisa que me deixa intrigado é que, num ambiente com diversos animais, com predadores e presas, existe intensa disputa. Não sei se existe um conjunto tão grande assim de estratégias de sobrevivência que permitam variedades de comportamento que, eventualmente possam descambar em inteligência. Talvez de uma forma muito restrita. E se você encarar a inteligência como o processamento de informações num nível mais elaborado e abstrato, a coisa fica, a meu ver, mais difícil ainda. No Doctor Who tem o Ood, que num momento chegam a falar que cooperam e servem pois é uma estratégia de sobrevivência. Tem os Klingons, que são tão belicosos quanto a lenda dos espartanos.
Seriam casos a ser testados na realidade, com jogos de estratégia, utilizando-se de computação. O que me lembra que o maior de todos os vencedores nesses jogos era a estratégia "coopera, se te enganarem, você, na rodada seguinte, também engana, mas depois volta a cooperar na terceira rodada".
A cooperação e a pilantragem, por exemplo, são observados em diversos mamíferos, principalmente aqueles com alguma inteligência, tal como golfinhos que se reúnem pra estuprar as fêmeas e alguns chimpanzés, que não gostam de ser trapaceados. E tem alguns níveis mais primitivos de cooperação, por exemplo, aqueles peixes ou pássaros que limpam a boca de predadores. Ou seja, alguns componentes da nossa inteligência estão aí desde sempre, e se a evolução só se realiza nesse conjunto de componentes, é difícil alguma inteligência variar.
Não sei, como você mesmo citou, se organismos como abelhas poderiam desenvolver inteligência pois, talvez, o conjunto de fatores que a permitem seja um pouco restrito. Ou, então, podemos dar uma olhada nesses animais nossos e ver como poderiam desenvolver alguma inteligência.
Depois eu vejo o vídeo.
Seriam casos a ser testados na realidade, com jogos de estratégia, utilizando-se de computação. O que me lembra que o maior de todos os vencedores nesses jogos era a estratégia "coopera, se te enganarem, você, na rodada seguinte, também engana, mas depois volta a cooperar na terceira rodada".
A cooperação e a pilantragem, por exemplo, são observados em diversos mamíferos, principalmente aqueles com alguma inteligência, tal como golfinhos que se reúnem pra estuprar as fêmeas e alguns chimpanzés, que não gostam de ser trapaceados. E tem alguns níveis mais primitivos de cooperação, por exemplo, aqueles peixes ou pássaros que limpam a boca de predadores. Ou seja, alguns componentes da nossa inteligência estão aí desde sempre, e se a evolução só se realiza nesse conjunto de componentes, é difícil alguma inteligência variar.
Não sei, como você mesmo citou, se organismos como abelhas poderiam desenvolver inteligência pois, talvez, o conjunto de fatores que a permitem seja um pouco restrito. Ou, então, podemos dar uma olhada nesses animais nossos e ver como poderiam desenvolver alguma inteligência.
Depois eu vejo o vídeo.
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Data da postagem: 23/03/2014, 19:20

Meu texto tá um tanto bagunçado, mas putz... Preguiça de rever!
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Data da postagem: 23/03/2014, 19:21

Citação de: Gigaview em 23 de Março de 2014, 21:33:14
O principal ponto do vídeo é que evoluções diferentes engendram cérebros diferentes, à exemplo de morcegos e cães, cujos cérebros estão em função dos sentidos que lhes são mais úteis. Dessa forma, a construção de mundo deles seria diferente da nossa.
Interessante e em muito concordo. Ocorre que, ainda assim, muita comportamento nosso também é observada em animais. Daí me ocorreu a ideia de que, enquanto as formas de percepção do mundo e o sentir a consciência variariam em maior quantidade, as formas de se relacionar com o mundo talvez não.
[flash=600,400]http://www.youtube.com/v/Izp7q6OXXS4&t=43
O principal ponto do vídeo é que evoluções diferentes engendram cérebros diferentes, à exemplo de morcegos e cães, cujos cérebros estão em função dos sentidos que lhes são mais úteis. Dessa forma, a construção de mundo deles seria diferente da nossa.
Interessante e em muito concordo. Ocorre que, ainda assim, muita comportamento nosso também é observada em animais. Daí me ocorreu a ideia de que, enquanto as formas de percepção do mundo e o sentir a consciência variariam em maior quantidade, as formas de se relacionar com o mundo talvez não.
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Data da postagem: 31/03/2014, 15:04

O homem tem facilidade em estudar, contar histórias sobre, observar, analisar, assimilar e etc, aquilo que ele pode ver, observar, analisar e etc. Isto pode ser observado em nossa literatura, filmes, histórias e mitologias. As criaturas de outras dimensões, planetas, mundos e etc..., de nossa cultura em geral são copias do que conhecemos, vide um anjo: pessoa com asa de animal, Diabo: bípede com rabo semelhante ao de animais, Medusa: mulher com cabelo cobra, Horus: tinha cabeça de falcão e os seus olhos representavam o Sol e a Lua, a Cuca: é um monstro em forma de jacaré, o Godzilla: é um monstro radioativo assemelhado a um lagarto, Galactus: é um gigante humanoide devorador de planetas e etc...
O ser humano não consegue criar algo totalmente do nada, ele o faz se baseando em suas crenças, cultura, posição social, país, família, formação intelectual e etc... Fica até difícil imaginar formas de vidas que não se assemelhem a nossa, não???
Isso acaba afetando a relação de humanos e outras formas de vida, a maneira como os imaginamos e a forma como os procuramos. No final estamos procurando formas de vida como a nossa, isso acaba se tornando uma cegueira humana pois como dito nos vídeos e nos comentários existem várias formas de se evoluir, comunicar, perceber e interagir com o universo ou outros seres. Podem existir formas de vida por aí baseadas em elementos químicos quem nem saibamos de sua existência, diferente da nossa que se baseia no carbono.
Na minha opinião nossa busca por vida ou por vida alienígena inteligente não é nada inteligente! Acredito que um contato alienígena (partindo do ponto que eles existem e que querem nos contatar ou que nós consigamos contatá-los) com nossa espécie poderia facilitar as coisas.
O ser humano não consegue criar algo totalmente do nada, ele o faz se baseando em suas crenças, cultura, posição social, país, família, formação intelectual e etc... Fica até difícil imaginar formas de vidas que não se assemelhem a nossa, não???
Isso acaba afetando a relação de humanos e outras formas de vida, a maneira como os imaginamos e a forma como os procuramos. No final estamos procurando formas de vida como a nossa, isso acaba se tornando uma cegueira humana pois como dito nos vídeos e nos comentários existem várias formas de se evoluir, comunicar, perceber e interagir com o universo ou outros seres. Podem existir formas de vida por aí baseadas em elementos químicos quem nem saibamos de sua existência, diferente da nossa que se baseia no carbono.
Na minha opinião nossa busca por vida ou por vida alienígena inteligente não é nada inteligente! Acredito que um contato alienígena (partindo do ponto que eles existem e que querem nos contatar ou que nós consigamos contatá-los) com nossa espécie poderia facilitar as coisas.
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Data da postagem: 03/04/2014, 16:42

Muito bom o tópico!
Esse assunto muito me interessa e me leva a especulações sobre as formas de vida diferentes das que estamos acostumados a ver.
Sempre que eu me deparo com grandezas que insistem em fugir da minha compreensão, apesar do enorme apelo à imaginação, como por exemplo as distâncias entre os planetas, estrelas e galáxias, a imensidão de partículas que constituem uma simples molécula, a quantidade de tempo que tenta compartimentar a eternidade, esse tipo de pensamento sempre me leva a uma conclusão óbvia: o universo é rico! É muito rico, é muito diverso, é abundante a não ter imaginação que consiga abarcar uma mínima parte, muito menos o todo.
Pois bem. Sabemos que o universo, a natureza, sei lá, o conjunto da realidade em que todos estamos imersos é muito rico e diversificado. Isso deveria nos levar a concluir que as formas de vida, que são subconjunto desse universo para lá de rico, são também abundantes em variações. Não é à toa que a classificação de insetos ainda está muito longe de ser concluída. O que dizer de bactérias, vírus e tudo o mais? Aqui mesmo na Terra nós não classificamos tudo que nos rodeia porque sempre aparece coisa nova, ainda inédita.
Se é assim, somente aqui na Terra, um grão de areia solto no espaço, o que dizer então dos incontáveis lugares onde seria possível também o desenvolvimento da vida?
E outra coisa que a nossa curta compreensão não pesa adequadamente é o tempo transcorrido. É muito fácil recitar "milhões de anos", "bilhões de anos". Mas parar para pensar na imensidão dessas grandezas e tentar comparar com eventos do nosso cotidiano nunca ninguém faz e, assim, não avalia devidamente o peso dessas medidas na total compreensão da coisa.
Mas ainda não cheguei aonde quero discorrer, que é a tal inteligência alienígena, título do tópico. Essa breve introdução foi somente para nos localizar no quão grande são as coisas todas presentes no universo e, assim consciente, ter uma visão mais cuidadosa com a enormidade de tudo. Para não correr o risco de ver como um cidadão da Idade Média que enxerga o Sol dando voltas e pensa que a Terra é o centro e é plana (afinal, os sentidos apontam para essa conclusão).
As coisas são muito grandes. As medidas são, muitas vezes, inimagináveis. As grandezas das unidades de medida se perdem de vista e nem a imaginação consegue alcançar adequadamente.
Um pouco de visão matemática pode ajudar um tantinho, quando se manipula valores teóricos como Infinito, Limite e outras entidades abstratas. Mesmo assim, joguemos imaginação nessa fogueira, porque o fogo consome tudo.
Pois bem, tenho algumas roseiras no meu jardim.
Vamos entrar agora na tal inteligência alienígena.
Vez por outra acontece de me distrair e ter um dedo furado por um dos muitos espinhos bastante pontiagudos da planta. E sempre me vem um pensamento recorrente: como é que essa roseira sabe que espinho fura? Tudo bem se fosse um animal, um predador, que sabe que a furtividade ajuda a emboscar uma presa. Tudo bem que seja um outro animal, abaixo na cadeia alimentar, que sabe que se camuflar na paisagem vai deixá-lo a salvo de predadores. Cada um com seu pequeno cérebro, e a gigantesca ajuda da evolução trabalhando ao longo de eras, desenvolvendo e aplicando corretamente suas estratégias de preservação da vida.
Mas uma planta???
Onde fica o cérebro dessa planta que vai, ao longo dos muitos milênios de evolução, planejar uma estratégia de defesa, chegando à brilhante e certeira conclusão de que um espinho, de fato, fura e serve de elemento de defesa?
Antes da planta, outra coisa que também me deixava intrigado era o veneno dos animais peçonhentos. Como é que a cobra sabe que seu veneno é agressivo para outros animais? Como é que ela tem alcance, na sua milenar evolução, claro, de saber produzir uma secreção composta de moléculas, elementos químicos de tal forma combinados a provocar a morte ou imobilidade a outro animal que a ameace ou a um que ela queira e precise comer? Nesse caso, ela estaria recebendo informações do metabolismo de um "outro" organismo, completamente alheio ao universo dela, um outro animal, o qual ela nunca "estudou" para saber suas vulnerabilidades, nunca esteve na sua bancada para ser dissecado e analisado.
A palavra-chave aqui é "saber". Como é que a evolução se deu de tal forma a que animais e plantas existentes na Terra possuam uma tal "inteligência universal" de forma a saberem, obterem informações, estarem por dentro do funcionamento de outras coisas alheias a eles.
Cabe aqui um pequeno esclarecimento: esses questionamentos que faço acima não possuem nenhum vetor que possa levar a questões sobrenaturais, Iluminatis, segredos para iniciados ou algo sensacionalista ou paranormal. Nada disso. São questões e dúvidas sinceras, decorrentes de pensamentos simples ao me confrontar com eventos do dia-a-dia. E que vieram a propósito para o assunto deste tópico: inteligência alienígena.
Não cheguei a ver os vídeos, mas pretendo fazê-lo assim que puder.
Tentei entender os argumentos de Tiago sobre a Navalha de Occam cortando as rebarbas de estratégias de inteligência, reduzidas a um escopo já conhecido e limitado. Tem alguma defesa esse tipo de pensar. Mas, particularmente, eu me inclino muito mais para o que eu já expus na introdução que é a enorme riqueza do universo em que vivemos, revelando sempre uma miríade de outros sub-universos para cada lado que nós lancemos algum olhar interessado e questionador.
A inteligência de seres de outros planetas, sejam eles animais, vegetais ou outra forma de vida, é algo que só poderemos imaginar e debater, enquanto não tivermos real acesso a ela. O que é uma pena, porque desconfio que estamos ainda muito longe de algum contato. Somente vida, não, porque tenho esperanças de ler sobre notícias de descoberta de vida em outro planeta ainda antes de morrer. Creio que teremos notícias assim dentro dos próximos 20 anos, com quase toda certeza. Porém, vida inteligente, essa aí, a cereja desse gigantesco bolo, o diamante precioso, a joia rara da coroa, essa pode demorar bem mais para mostrar a cara. E, infelizmente, eu não estarei mais caminhando sobre a Terra, para tomar conhecimento de como ela, de fato, é.
Esse assunto muito me interessa e me leva a especulações sobre as formas de vida diferentes das que estamos acostumados a ver.
Sempre que eu me deparo com grandezas que insistem em fugir da minha compreensão, apesar do enorme apelo à imaginação, como por exemplo as distâncias entre os planetas, estrelas e galáxias, a imensidão de partículas que constituem uma simples molécula, a quantidade de tempo que tenta compartimentar a eternidade, esse tipo de pensamento sempre me leva a uma conclusão óbvia: o universo é rico! É muito rico, é muito diverso, é abundante a não ter imaginação que consiga abarcar uma mínima parte, muito menos o todo.
Pois bem. Sabemos que o universo, a natureza, sei lá, o conjunto da realidade em que todos estamos imersos é muito rico e diversificado. Isso deveria nos levar a concluir que as formas de vida, que são subconjunto desse universo para lá de rico, são também abundantes em variações. Não é à toa que a classificação de insetos ainda está muito longe de ser concluída. O que dizer de bactérias, vírus e tudo o mais? Aqui mesmo na Terra nós não classificamos tudo que nos rodeia porque sempre aparece coisa nova, ainda inédita.
Se é assim, somente aqui na Terra, um grão de areia solto no espaço, o que dizer então dos incontáveis lugares onde seria possível também o desenvolvimento da vida?
E outra coisa que a nossa curta compreensão não pesa adequadamente é o tempo transcorrido. É muito fácil recitar "milhões de anos", "bilhões de anos". Mas parar para pensar na imensidão dessas grandezas e tentar comparar com eventos do nosso cotidiano nunca ninguém faz e, assim, não avalia devidamente o peso dessas medidas na total compreensão da coisa.
Mas ainda não cheguei aonde quero discorrer, que é a tal inteligência alienígena, título do tópico. Essa breve introdução foi somente para nos localizar no quão grande são as coisas todas presentes no universo e, assim consciente, ter uma visão mais cuidadosa com a enormidade de tudo. Para não correr o risco de ver como um cidadão da Idade Média que enxerga o Sol dando voltas e pensa que a Terra é o centro e é plana (afinal, os sentidos apontam para essa conclusão).
As coisas são muito grandes. As medidas são, muitas vezes, inimagináveis. As grandezas das unidades de medida se perdem de vista e nem a imaginação consegue alcançar adequadamente.
Um pouco de visão matemática pode ajudar um tantinho, quando se manipula valores teóricos como Infinito, Limite e outras entidades abstratas. Mesmo assim, joguemos imaginação nessa fogueira, porque o fogo consome tudo.
Pois bem, tenho algumas roseiras no meu jardim.
Vamos entrar agora na tal inteligência alienígena.
Vez por outra acontece de me distrair e ter um dedo furado por um dos muitos espinhos bastante pontiagudos da planta. E sempre me vem um pensamento recorrente: como é que essa roseira sabe que espinho fura? Tudo bem se fosse um animal, um predador, que sabe que a furtividade ajuda a emboscar uma presa. Tudo bem que seja um outro animal, abaixo na cadeia alimentar, que sabe que se camuflar na paisagem vai deixá-lo a salvo de predadores. Cada um com seu pequeno cérebro, e a gigantesca ajuda da evolução trabalhando ao longo de eras, desenvolvendo e aplicando corretamente suas estratégias de preservação da vida.
Mas uma planta???
Onde fica o cérebro dessa planta que vai, ao longo dos muitos milênios de evolução, planejar uma estratégia de defesa, chegando à brilhante e certeira conclusão de que um espinho, de fato, fura e serve de elemento de defesa?
Antes da planta, outra coisa que também me deixava intrigado era o veneno dos animais peçonhentos. Como é que a cobra sabe que seu veneno é agressivo para outros animais? Como é que ela tem alcance, na sua milenar evolução, claro, de saber produzir uma secreção composta de moléculas, elementos químicos de tal forma combinados a provocar a morte ou imobilidade a outro animal que a ameace ou a um que ela queira e precise comer? Nesse caso, ela estaria recebendo informações do metabolismo de um "outro" organismo, completamente alheio ao universo dela, um outro animal, o qual ela nunca "estudou" para saber suas vulnerabilidades, nunca esteve na sua bancada para ser dissecado e analisado.
A palavra-chave aqui é "saber". Como é que a evolução se deu de tal forma a que animais e plantas existentes na Terra possuam uma tal "inteligência universal" de forma a saberem, obterem informações, estarem por dentro do funcionamento de outras coisas alheias a eles.
Cabe aqui um pequeno esclarecimento: esses questionamentos que faço acima não possuem nenhum vetor que possa levar a questões sobrenaturais, Iluminatis, segredos para iniciados ou algo sensacionalista ou paranormal. Nada disso. São questões e dúvidas sinceras, decorrentes de pensamentos simples ao me confrontar com eventos do dia-a-dia. E que vieram a propósito para o assunto deste tópico: inteligência alienígena.
Não cheguei a ver os vídeos, mas pretendo fazê-lo assim que puder.
Tentei entender os argumentos de Tiago sobre a Navalha de Occam cortando as rebarbas de estratégias de inteligência, reduzidas a um escopo já conhecido e limitado. Tem alguma defesa esse tipo de pensar. Mas, particularmente, eu me inclino muito mais para o que eu já expus na introdução que é a enorme riqueza do universo em que vivemos, revelando sempre uma miríade de outros sub-universos para cada lado que nós lancemos algum olhar interessado e questionador.
A inteligência de seres de outros planetas, sejam eles animais, vegetais ou outra forma de vida, é algo que só poderemos imaginar e debater, enquanto não tivermos real acesso a ela. O que é uma pena, porque desconfio que estamos ainda muito longe de algum contato. Somente vida, não, porque tenho esperanças de ler sobre notícias de descoberta de vida em outro planeta ainda antes de morrer. Creio que teremos notícias assim dentro dos próximos 20 anos, com quase toda certeza. Porém, vida inteligente, essa aí, a cereja desse gigantesco bolo, o diamante precioso, a joia rara da coroa, essa pode demorar bem mais para mostrar a cara. E, infelizmente, eu não estarei mais caminhando sobre a Terra, para tomar conhecimento de como ela, de fato, é.
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Data da postagem: 04/04/2014, 14:40

Citação de: Adun Toridas em 03 de Abril de 2014, 20:42:20
Não sei se entendi. Elementos químicos não constantes da tabela periódica ou estruturas vivas de outro elemento que não o Carbonno?
(...) Podem existir formas de vida por aí baseadas em elementos químicos quem nem saibamos de sua existência, diferente da nossa que se baseia no carbono. (...)
Não sei se entendi. Elementos químicos não constantes da tabela periódica ou estruturas vivas de outro elemento que não o Carbonno?
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Data da postagem: 04/04/2014, 15:04

Citação de: _tiago em 04 de Abril de 2014, 19:04:22
http://en.wikipedia.org/wiki/Hypothetical_types_of_biochemistry
Citação de: Adun Toridas em 03 de Abril de 2014, 20:42:20(...) Podem existir formas de vida por aí baseadas em elementos químicos quem nem saibamos de sua existência, diferente da nossa que se baseia no carbono. (...)
Não sei se entendi. Elementos químicos não constantes da tabela periódica ou estruturas vivas de outro elemento que não o Carbonno?
http://en.wikipedia.org/wiki/Hypothetical_types_of_biochemistry
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Data da postagem: 04/04/2014, 15:08