
Clube Cético
Compro por 15% a mais que o vizinho e vendo por 800% a mais que ele. Lucro bem?
Autor: Donatello | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 13872 Comentários: 146

Ahh.... Entendi.... Pensei que era so a diferença no Brasil.... Ai eu tambem nao entendo.... Ascoisas no Brasil são muito caras...
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Data da postagem: 07/11/2010, 21:04

Citação de: Barata Tenno em 07 de Novembro de 2010, 22:54:16
Mas na China, comunista, não é tudo dado pelo governo, de graça para todos, só trabalhando quem quer?
Mas o Playstation fabricado em Manaus tem salario minimo, ferias remuneradas, 13 salario, pis, pasep, fundo de garantia, etc, etc, etc....
O do Paraguai foi feito por um ex-compones chines que ganha 12 dolares por mes, sem beneficios.
Mas na China, comunista, não é tudo dado pelo governo, de graça para todos, só trabalhando quem quer?
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Data da postagem: 07/11/2010, 22:30
Citar
Sou nascido em foz. No paraguai há uma fiscalização forte, principalmente nas grandes lojas, para registrar os empregados. Mais do que no Brasil, acreditem. Até porque as lojas costumavam dar preferência na contratação a brasileiros, e isso criava um atrito com a população local. Acho até que impuseram uma espécie de "cota" as lojas. Quanto aos aluguéis, são pagos sim. E imagino que o preço lá não seja barato, dada a quantidade de vendas.
Esse custo também é adicionado aos produtos dos sacoleiros, bem como a comissão dele, e os prejuízos que eles têm quando ocasionalmente perdem os produtos.
Não faz sentido colocar até o cafezinho da Dona Maria na hora de calcular o preço dos produtos da zona franca de Manaus e ignorar essas coisas.
Pensa assim, se voce comprar um ps3 de um sacoleiro do paraguai voce paga 800 pilas, mas o cara nao paga o imposto de importação, não paga aluguel de uma loja no shopping, não registra os fincionarios, não fornece garantia, não paga imposto de renda, não molha a mao de fiscal pra conseguir alvara, nao paga ICMS....... Não e apenas um imposto....
Sou nascido em foz. No paraguai há uma fiscalização forte, principalmente nas grandes lojas, para registrar os empregados. Mais do que no Brasil, acreditem. Até porque as lojas costumavam dar preferência na contratação a brasileiros, e isso criava um atrito com a população local. Acho até que impuseram uma espécie de "cota" as lojas. Quanto aos aluguéis, são pagos sim. E imagino que o preço lá não seja barato, dada a quantidade de vendas.
Esse custo também é adicionado aos produtos dos sacoleiros, bem como a comissão dele, e os prejuízos que eles têm quando ocasionalmente perdem os produtos.
Não faz sentido colocar até o cafezinho da Dona Maria na hora de calcular o preço dos produtos da zona franca de Manaus e ignorar essas coisas.
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Data da postagem: 07/11/2010, 23:43

Citação de: Temma em 08 de Novembro de 2010, 02:43:03
Pois é Temma, é exatamente este o ponto. Coloca-se o cafezinho da Dona Tereza para justificar o preço de 4X mais, mas esquece-se que lá fora também tem cafezinho (não o da Dona Tereza, o do Starbucks), e ele é importado (daqui) então deve ser até mais caro...
(embora o Barata em específico já admitiu que só postou isso por não ter entendido bem o ponto em discussão)
Citação de: Buckaroo Banzai em 08 de Novembro de 2010, 01:30:53
Não, nem na Noruega. Mas a China é muito pior: a China pegou o pior do "Socialismo" (difícil dizer o pior do Socialismo, porque é um conjunto de doutrinas econômicas e não de doutrinas sobre liberdades individuais, mas você deve ter entendido) e misturou com o pior do Capitalismo (aí sim no plano econômico). E no dia em que você me mostrar qualquer post em que eu exalte qualquer aspecto da economia/política/cultura chinesa (mesmo a quase unânime explosão econômica das últimas décadas) este post fará sentido. Antes disso, vou considerar este post um ato falho e esperar por uma resposta mais Buck e menos Procedure/Rhyan/Arcanjo/Qualquer Coisa.
Citação de: BarataPensa assim, se voce comprar um ps3 de um sacoleiro do paraguai voce paga 800 pilas, mas o cara nao paga o imposto de importação, não paga aluguel de uma loja no shopping, não registra os fincionarios, não fornece garantia, não paga imposto de renda, não molha a mao de fiscal pra conseguir alvara, nao paga ICMS....... Não e apenas um imposto....
Sou nascido em foz. No paraguai há uma fiscalização forte, principalmente nas grandes lojas, para registrar os empregados. Mais do que no Brasil, acreditem. Até porque as lojas costumavam dar preferência na contratação a brasileiros, e isso criava um atrito com a população local. Acho até que impuseram uma espécie de "cota" as lojas. Quanto aos aluguéis, são pagos sim. E imagino que o preço lá não seja barato, dada a quantidade de vendas.
Esse custo também é adicionado aos produtos dos sacoleiros, bem como a comissão dele, e os prejuízos que eles têm quando ocasionalmente perdem os produtos.
Não faz sentido colocar até o cafezinho da Dona Maria na hora de calcular o preço dos produtos da zona franca de Manaus e ignorar essas coisas.
Pois é Temma, é exatamente este o ponto. Coloca-se o cafezinho da Dona Tereza para justificar o preço de 4X mais, mas esquece-se que lá fora também tem cafezinho (não o da Dona Tereza, o do Starbucks), e ele é importado (daqui) então deve ser até mais caro...
Citação de: Buckaroo Banzai em 08 de Novembro de 2010, 01:30:53
Citação de: Barata Tenno em 07 de Novembro de 2010, 22:54:16Mas o Playstation fabricado em Manaus tem salario minimo, ferias remuneradas, 13 salario, pis, pasep, fundo de garantia, etc, etc, etc....
O do Paraguai foi feito por um ex-compones chines que ganha 12 dolares por mes, sem beneficios.
Mas na China, comunista, não é tudo dado pelo governo, de graça para todos, só trabalhando quem quer?
Não, nem na Noruega. Mas a China é muito pior: a China pegou o pior do "Socialismo" (difícil dizer o pior do Socialismo, porque é um conjunto de doutrinas econômicas e não de doutrinas sobre liberdades individuais, mas você deve ter entendido) e misturou com o pior do Capitalismo (aí sim no plano econômico). E no dia em que você me mostrar qualquer post em que eu exalte qualquer aspecto da economia/política/cultura chinesa (mesmo a quase unânime explosão econômica das últimas décadas) este post fará sentido. Antes disso, vou considerar este post um ato falho e esperar por uma resposta mais Buck e menos Procedure/Rhyan/Arcanjo/Qualquer Coisa.0
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Data da postagem: 08/11/2010, 03:11

Foi só uma piada-crítica genérica aos comunistas mais da estirpe do Lordakner e do Comissário do povo.
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Data da postagem: 08/11/2010, 12:24

Este topico me fez lembrar de uma piada de argentino
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Data da postagem: 08/11/2010, 12:35

bom, dois pontos que falou o Donatello, perguntando que benefícios dá os EUA aos americanos como sendo algo como uma justificativa de "cobram menos mas dão menos" citando camisinhas etc..
Nesses quinze dias estive à trabalho em algumas cidades dos EUA e Espanha (ainda estou em Madrid), e fiz as mesmas perguntas sobre o que o governo devolve aos cidadãos e acreditem, como não poderia deixar de ser, é muito mais do que recebemos.
Exemplo Madrid, onde se compra quase tudo (exceto serviço) mais barato que em nosso rico país e se paga bem menos impostos, existem três tipos de escolas. As públicas, os concertados (consertados?) e as privadas. Publicas são boas, os concertados (meio privadas e meio públicas) onde o cidadão por 300 euros pode ter seu filho em uma escola bilingue (passando em critérios como numero de filhos, proximidade, alergia(??), renda, etc..) e as privadas que são como as nossas e são do mesmo nível na média que os concertados.
Vários programas socias etc, etc,etc.. Ficaram horrorizados ao saber o quanto tenho que pagar por escola, plano de saúde, dentário, etc..
Nos EUA as escolas públicas são altamente requisitadas, desde o primeiro grau. O ponto problemático lá é que o primeiro critério de aceitação são as "zonas escolares" onde as escolas só aceitam pessoas de sua zona. Melhor a zona (rica) melhor a escola, em geral. Na média, existem escolas boas em zonas pobres também.
O estado investe fortemente em infra, segurança, saúde, etc..
Evidentemente que concordo que nossos empresários não são empresários suecos, assim como não somos suecos, nossos governos não são suecos, etc.. Não podemos esperar um governo sueco com o povo brasileiro, nosso governo é tão bom quanta nossa capacidade de votar. Mas saindo desse tu quoque infindável, nosso governo é irresponsável, gastão, investe mal e ainda rouba parte significativa do que pagamos. Não há como razoavelmente defender o nível de impostos que temos levando em consideração o que recebemos.
O problema é que o governo simplesmente não sabe o que é otimizar. FDPs quando tem problemas de recurso aumentam impostos e não procuram ineficiências para eliminar, e pagamos essa merda toda calados. No fim, o culpado somos nós mesmos.
Nesses quinze dias estive à trabalho em algumas cidades dos EUA e Espanha (ainda estou em Madrid), e fiz as mesmas perguntas sobre o que o governo devolve aos cidadãos e acreditem, como não poderia deixar de ser, é muito mais do que recebemos.
Exemplo Madrid, onde se compra quase tudo (exceto serviço) mais barato que em nosso rico país e se paga bem menos impostos, existem três tipos de escolas. As públicas, os concertados (consertados?) e as privadas. Publicas são boas, os concertados (meio privadas e meio públicas) onde o cidadão por 300 euros pode ter seu filho em uma escola bilingue (passando em critérios como numero de filhos, proximidade, alergia(??), renda, etc..) e as privadas que são como as nossas e são do mesmo nível na média que os concertados.
Vários programas socias etc, etc,etc.. Ficaram horrorizados ao saber o quanto tenho que pagar por escola, plano de saúde, dentário, etc..
Nos EUA as escolas públicas são altamente requisitadas, desde o primeiro grau. O ponto problemático lá é que o primeiro critério de aceitação são as "zonas escolares" onde as escolas só aceitam pessoas de sua zona. Melhor a zona (rica) melhor a escola, em geral. Na média, existem escolas boas em zonas pobres também.
O estado investe fortemente em infra, segurança, saúde, etc..
Evidentemente que concordo que nossos empresários não são empresários suecos, assim como não somos suecos, nossos governos não são suecos, etc.. Não podemos esperar um governo sueco com o povo brasileiro, nosso governo é tão bom quanta nossa capacidade de votar. Mas saindo desse tu quoque infindável, nosso governo é irresponsável, gastão, investe mal e ainda rouba parte significativa do que pagamos. Não há como razoavelmente defender o nível de impostos que temos levando em consideração o que recebemos.
O problema é que o governo simplesmente não sabe o que é otimizar. FDPs quando tem problemas de recurso aumentam impostos e não procuram ineficiências para eliminar, e pagamos essa merda toda calados. No fim, o culpado somos nós mesmos.
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Data da postagem: 17/11/2010, 18:14

Citação de: Dbohr em 04 de Julho de 2010, 10:18:03
Olha quem tem lucros excepcionais no setor empresarial neste país são na grande maioria as empresas gigantes como bancos, montadoras, empresas de telefonia, concessionárias etc.
Não se esqueçam que 90% das empresas do Brasil tem porte de micro ou pequena empresa e estas são duramente tributadas. Mesmo com o SIMPLES, os encargos na folha de pagamento são altíssimos e somente uma parcela dos ramos de atividade podem fazem parte deste sistema de tributação. Além de que, o SIMPLES é bem caro para a empresa que fatura um pouco mais. Fora o fato de que estas empresas também são punidas, pois precisam de produtos e serviços como consumidoras também, arcando com a alta tributação.
Bom, eu reclamo dos impostos altos basicamente por duas razões:
1 - Sou consumidor final, e não empresário. Uma parte substancial do que gasto vai para o governo; sem falar no Imposto de Renda e nos descontos de INSS mensais que vêm no contracheque;
2 - O gasto administrativo em todos os níveis dos 3 Poderes é absurdo, e sangra boa parte desses impostos, para não falar dos desvios ilegais e obras públicas faraônicas que nunca terminam. Eu me importaria muito menos com a carga tributária se os serviços prestados fossem bons.
Aparte disso, eu concordo que as empresas privadas são bem espertinhas, preferindo chorar por causa do governo malvadão em vez de oferecer serviço de qualidade. Para não dizer que o próprio conceito de capitalismo aqui no Brasil é uma piada: não há concorrência de verdade e os Serviços de Atendimento ao Cliente são ridículos.
Olha quem tem lucros excepcionais no setor empresarial neste país são na grande maioria as empresas gigantes como bancos, montadoras, empresas de telefonia, concessionárias etc.
Não se esqueçam que 90% das empresas do Brasil tem porte de micro ou pequena empresa e estas são duramente tributadas. Mesmo com o SIMPLES, os encargos na folha de pagamento são altíssimos e somente uma parcela dos ramos de atividade podem fazem parte deste sistema de tributação. Além de que, o SIMPLES é bem caro para a empresa que fatura um pouco mais. Fora o fato de que estas empresas também são punidas, pois precisam de produtos e serviços como consumidoras também, arcando com a alta tributação.
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Data da postagem: 18/11/2010, 06:22

Que vocês acham de uma microempresa (uma lojinha, por exemplo), que tem um funcionário, o sujeito trabalha dois anos na empresa e para demití-lo é necessário pagar uma multa de 40% sobre o saldo do FGTS e mais 10% sobre saldo a título de contibuição para o governo. Se esses empresários fizessem as contas veriam que seu ramo de atividade é inviável no Brasil. E sim, um funcionário vagabundo não é demitível por justa causa, por que ele reverte isso na justiça do trabalho que amplamente protege o empregado. A legisação já é hiper protetiva e o judiciário trabalhista consegue ampliar isso.
Para demitir alguém por justa causa o sujeito tem que ter feito algo muito grave mesmo e, mesmo assim, há inúmeros mecanismos processuais que podem tornar inválida a demissão, mesmo com a prova inequívoca da falta grave.
Para demitir alguém por justa causa o sujeito tem que ter feito algo muito grave mesmo e, mesmo assim, há inúmeros mecanismos processuais que podem tornar inválida a demissão, mesmo com a prova inequívoca da falta grave.
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Data da postagem: 18/11/2010, 06:33

As universidades públicas estadunidenses são GRATUITAS, Agnóstico? Este era o ponto, gratuitas, porque se forem gratuitas é novidade pra mim. Eu sei que existem excelentes escolas, hospitais, universidades públicos nos EUA mas até onde me consta não são públicas no mesmo sentido que as nossas. Na verdade ou se paga mensalidades ou se paga após ter se formado pelos anos que estava estudando, portanto não são gratuitas e este era o ponto. O mesmo em relação aos hospitais públicos, eles existem, são administrados pelo estado, mas os cidadãos pagam, mesmo que de forma facilitada, cada vez que os usam. Agora, se eu estiver enganado, se as estadunidenses e hospitais públicos forem também gratuitos aí sim meu ponto realmente foi por terra.
E eu não falei especificamente de camisinha. Falei desde camisinha até "remédios modernos e caríssimos para Aids ou Hepatite C".
Realmente eu me enganei quanto às escolas básicas que realmente são gratuitas, eu lí agora, pensei que acompanhassem o que ocorre no Ensino Supeiror por lá. Mas isso não muda essencialmente o ponto.
Quanto à Espanha não é nem perto de ser verdade que os madrileños paguem muito menos impostos (mesmo que nós consideremos apenas a carga tributária no papel, aquela divulgada pelos jornais, o que eu insisto que é o primeiro erro nesta discussão), , a España está muito mais para Suécia que pra EUA quanto cobrança/arrecadação/devolução de impostos, é verdade sim que seus amigos madrleños recebem serviços muito melhores de volta, mas aí eu insisto em dizer (por mais que seja chato) que "ahhh, eles são espanhois", e insisto também que não é só na hora do voto que eles são diferentes.
=============
Bom, eu encontrei um trecho de uma matéria que não tem nada demais, mas talvez outra forma de dizer o que estou dizendo ajude em alguma coisa:
Citar
Eu não consigo ver nada de errado com a explicação dada pela Receita, concordo plenamente com ela, é exatamente o que tenho dito: o Brasil tem uma planilha de gastos públicos muito mais diversificada e ostensiva que os Méxicos, Estados Unidos e Paraguais da vida (com a diferença em relação a alguns destes países que nossa base REAL de contribuintes é infinitamente menor). O único ponto a ser discutido (pela milhonésima vez neste fórum, se entrássemos nessa) seria se é melhor um país assistencialista com altos impostos ou um país não-assistencialista com com poucos impostos. Seja pela comparação Noruega X EUA, seja pela comparação Brasil X Paraguai eu fico com a primeira escolha.
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Quanto à outra metade da discussão: se os impostos realmente têm o impacto que o imaginário popular aceita como fato nos preços exorbitantes que pagamos...
E eu não falei especificamente de camisinha. Falei desde camisinha até "remédios modernos e caríssimos para Aids ou Hepatite C".
Realmente eu me enganei quanto às escolas básicas que realmente são gratuitas, eu lí agora, pensei que acompanhassem o que ocorre no Ensino Supeiror por lá. Mas isso não muda essencialmente o ponto.
Quanto à Espanha não é nem perto de ser verdade que os madrileños paguem muito menos impostos (mesmo que nós consideremos apenas a carga tributária no papel, aquela divulgada pelos jornais, o que eu insisto que é o primeiro erro nesta discussão), , a España está muito mais para Suécia que pra EUA quanto cobrança/arrecadação/devolução de impostos, é verdade sim que seus amigos madrleños recebem serviços muito melhores de volta, mas aí eu insisto em dizer (por mais que seja chato) que "ahhh, eles são espanhois", e insisto também que não é só na hora do voto que eles são diferentes.
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Bom, eu encontrei um trecho de uma matéria que não tem nada demais, mas talvez outra forma de dizer o que estou dizendo ajude em alguma coisa:
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Naquele ano o peso dos impostos no bolso do cidadão brasileiro chegou a 34,41%, enquanto que no Japão foi de apenas 17,6% .
A carga tributária foi menor também para quem mora nos Estados Unidos (26,9%), no Canadá (32,2%) e na Espanha (33%).
O Reino Unido, entretanto, continua na nossa frente como cobrador de impostos. Se o ex- Beatle Paul Mc Cartney continuasse morando em Liverpool, teria gasto 35,7% do que ele ganhou em 2008 só com impostos. Mesmo assim os britânicos ficam atrás da Dinamarca (48,3%), Suécia (47,1%), Itália (43,2%), França (43,1%), Portugal (36,5%) e Alemanha (36,4%).O Brasil (34,41%) arrecada mais em impostos que o México (20,4%) e que a Argentina (29,35).
A explicação, segundo a Receita Federal, é que a Constituição impõe ao Estado o cumprimento de certas obrigações que não há como fugir. Países mais liberais não oferecem certos serviços públicos para a sociedade e não tem a Previdência Social, administrada pelo setor público e nesses casos, a carga tributária pode ser menor. Já as nações com perfil mais ligado ao atendimento de forte demanda social, notadamente cobram mais impostos. Ou seja, enquanto o Brasil for um país assistencialista em vários aspectos como é hoje, não haverá como fugir de uma carga tributária tão pesada.
Eu não consigo ver nada de errado com a explicação dada pela Receita, concordo plenamente com ela, é exatamente o que tenho dito: o Brasil tem uma planilha de gastos públicos muito mais diversificada e ostensiva que os Méxicos, Estados Unidos e Paraguais da vida (com a diferença em relação a alguns destes países que nossa base REAL de contribuintes é infinitamente menor). O único ponto a ser discutido (pela milhonésima vez neste fórum, se entrássemos nessa) seria se é melhor um país assistencialista com altos impostos ou um país não-assistencialista com com poucos impostos. Seja pela comparação Noruega X EUA, seja pela comparação Brasil X Paraguai eu fico com a primeira escolha.
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Quanto à outra metade da discussão: se os impostos realmente têm o impacto que o imaginário popular aceita como fato nos preços exorbitantes que pagamos...
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Data da postagem: 18/11/2010, 06:35