
Clube Cético
Cotas RACIAIS. Qual sua opinião?
Autor: Filosofo Superficial | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 84872 Comentários: 1739

Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51
Fora do assunto do tópico, mas uma excelente oportunidade para levantar a questão.
Vejam que frase longa a do colega Banzai acima.
Quando se começa a lê-la, somos induzidos a pensar tratar-se de uma sentença negativa: "Isso não tem o potencial de..., ...já que... etc".
Mas quê? Não é uma negação. É uma pergunta, ou seja, uma interrogação.
Já está mais do que na hora de se introduzir o mesmo sinal gráfico de interrogação no início das frases, principalmente as longas, para já preparar o leitor de que aquilo que ele vai ler trata-se de uma pergunta, e não uma afirmação ou negação.
Nossos colegas do espanhol sempre fizeram isso e mostra-se uma providência útil e corretíssima.
Ficaria assim:
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51
O leitor já começaria a leitura fazendo a pergunta. E não seria surpreendido no final ao ver que o autor estava em dúvida, ao invés de estar seguro de uma ideia, afirmando-a ou negando-a.
Pela introdução da interrogação invertida no começo das frases já!
Isso não tem o potencial de praticamente anular as cotas, já que teoricamente todos que ficaram de fora apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas poderiam requerer vagas, o que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo?
Fora do assunto do tópico, mas uma excelente oportunidade para levantar a questão.
Vejam que frase longa a do colega Banzai acima.
Quando se começa a lê-la, somos induzidos a pensar tratar-se de uma sentença negativa: "Isso não tem o potencial de..., ...já que... etc".
Mas quê? Não é uma negação. É uma pergunta, ou seja, uma interrogação.
Já está mais do que na hora de se introduzir o mesmo sinal gráfico de interrogação no início das frases, principalmente as longas, para já preparar o leitor de que aquilo que ele vai ler trata-se de uma pergunta, e não uma afirmação ou negação.

Nossos colegas do espanhol sempre fizeram isso e mostra-se uma providência útil e corretíssima.
Ficaria assim:
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51
¿Isso não tem o potencial de praticamente anular as cotas, já que teoricamente todos que ficaram de fora apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas poderiam requerer vagas, o que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo?
O leitor já começaria a leitura fazendo a pergunta. E não seria surpreendido no final ao ver que o autor estava em dúvida, ao invés de estar seguro de uma ideia, afirmando-a ou negando-a.
Pela introdução da interrogação invertida no começo das frases já!
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Data da postagem: 04/05/2015, 09:02

Ou, talvez eu devesse ter escrito:
Citar
Por que se formos adotar ponto de interrogação de cabeça para baixo no começo da frase, logo estaremos falando "cocodrilo" em vez de "crocodilo", "gaviota" em vez de "gaivota", "pílura" em vez de "pílula". E por aí vai. Temos que nos perguntar se é mesmo isso que queremos.
Citar
Isso não teria o potencial de praticamente anular as cotas? Já que teoricamente todos que ficaram de fora, apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas, poderiam requerer vagas. O que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo.
Por que se formos adotar ponto de interrogação de cabeça para baixo no começo da frase, logo estaremos falando "cocodrilo" em vez de "crocodilo", "gaviota" em vez de "gaivota", "pílura" em vez de "pílula". E por aí vai. Temos que nos perguntar se é mesmo isso que queremos.
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Data da postagem: 04/05/2015, 09:11

Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 13:11:29
Você esqueceu o mais engraçado: peligro.

Por que se formos adotar ponto de interrogação de cabeça para baixo no começo da frase, logo estaremos falando "cocodrilo" em vez de "crocodilo", "gaviota" em vez de "gaivota", "pílura" em vez de "pílula". E por aí vai. Temos que nos perguntar se é mesmo isso que queremos.
Você esqueceu o mais engraçado: peligro.

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Data da postagem: 04/05/2015, 09:21

Citação de: Gabarito em 04 de Maio de 2015, 13:02:19
Sou mais favorável a trocar a posição do verbo assim como no inglês, que aliás eu acho que sintaticamente não teria problemas atualmente:
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51Isso não tem o potencial de praticamente anular as cotas, já que teoricamente todos que ficaram de fora apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas poderiam requerer vagas, o que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo?
Fora do assunto do tópico, mas uma excelente oportunidade para levantar a questão.
Vejam que frase longa a do colega Banzai acima.
Quando se começa a lê-la, somos induzidos a pensar tratar-se de uma sentença negativa: "Isso não tem o potencial de..., ...já que... etc".
Mas quê? Não é uma negação. É uma pergunta, ou seja, uma interrogação.
Já está mais do que na hora de se introduzir o mesmo sinal gráfico de interrogação no início das frases, principalmente as longas, para já preparar o leitor de que aquilo que ele vai ler trata-se de uma pergunta, e não uma afirmação ou negação.
Nossos colegas do espanhol sempre fizeram isso e mostra-se uma providência útil e corretíssima.
Ficaria assim:
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51¿Isso não tem o potencial de praticamente anular as cotas, já que teoricamente todos que ficaram de fora apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas poderiam requerer vagas, o que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo?
O leitor já começaria a leitura fazendo a pergunta. E não seria surpreendido no final ao ver que o autor estava em dúvida, ao invés de estar seguro de uma ideia, afirmando-a ou negando-a.
Pela introdução da interrogação invertida no começo das frases já!
Sou mais favorável a trocar a posição do verbo assim como no inglês, que aliás eu acho que sintaticamente não teria problemas atualmente:
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51
Não teria isso o potencial de praticamente anular as cotas, já que teoricamente todos que ficaram de fora apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas poderiam requerer vagas, o que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo?
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Data da postagem: 04/05/2015, 09:29

Citação de: Gabarito em 04 de Maio de 2015, 13:21:07
PELIGRO: alta voltaje.
Citação de: Lorentz em 04 de Maio de 2015, 13:29:02
Foi a primeira coisa em que pensei, inclusive, mas acho que os Pasquales da vida diriam ser preferível algo mais nas linhas da outra forma (ou, também).
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 13:11:29
Por que se formos adotar ponto de interrogação de cabeça para baixo no começo da frase, logo estaremos falando "cocodrilo" em vez de "crocodilo", "gaviota" em vez de "gaivota", "pílura" em vez de "pílula". E por aí vai. Temos que nos perguntar se é mesmo isso que queremos.
Você esqueceu o mais engraçado: peligro.
PELIGRO: alta voltaje.
Citação de: Lorentz em 04 de Maio de 2015, 13:29:02
Sou mais favorável a trocar a posição do verbo assim como no inglês, que aliás eu acho que sintaticamente não teria problemas atualmente:
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51Não teria isso o potencial de praticamente anular as cotas, já que teoricamente todos que ficaram de fora apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas poderiam requerer vagas, o que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo?
Foi a primeira coisa em que pensei, inclusive, mas acho que os Pasquales da vida diriam ser preferível algo mais nas linhas da outra forma (ou, também).
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Data da postagem: 04/05/2015, 09:33

Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 13:33:07
PELIGRO: alta voltaje.
Citação de: Lorentz em 04 de Maio de 2015, 13:29:02
Foi a primeira coisa em que pensei, inclusive, mas acho que os Pasquales da vida diriam ser preferível algo mais nas linhas da outra forma (ou, também).
Existe o problema em adotar minha sugestão e alguém dizer que se trata de nos dobrarmos aos imperialistas, enquanto a interrogação invertida remete à América Latina, os bolivarianos e assim seria mais facilmente adotado por aqui.
Citação de: Gabarito em 04 de Maio de 2015, 13:21:07Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 13:11:29
Por que se formos adotar ponto de interrogação de cabeça para baixo no começo da frase, logo estaremos falando "cocodrilo" em vez de "crocodilo", "gaviota" em vez de "gaivota", "pílura" em vez de "pílula". E por aí vai. Temos que nos perguntar se é mesmo isso que queremos.
Você esqueceu o mais engraçado: peligro.
PELIGRO: alta voltaje.
Citação de: Lorentz em 04 de Maio de 2015, 13:29:02
Sou mais favorável a trocar a posição do verbo assim como no inglês, que aliás eu acho que sintaticamente não teria problemas atualmente:
Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51Não teria isso o potencial de praticamente anular as cotas, já que teoricamente todos que ficaram de fora apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas poderiam requerer vagas, o que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo?
Foi a primeira coisa em que pensei, inclusive, mas acho que os Pasquales da vida diriam ser preferível algo mais nas linhas da outra forma (ou, também).
Existe o problema em adotar minha sugestão e alguém dizer que se trata de nos dobrarmos aos imperialistas, enquanto a interrogação invertida remete à América Latina, os bolivarianos e assim seria mais facilmente adotado por aqui.
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Data da postagem: 04/05/2015, 09:42

Sério, eu amo a nerdisse desse fórum. É realmente incrível como um assunto interessante se transforma em outro também interessante por atenção a detalhes tão pequenos.
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Data da postagem: 04/05/2015, 09:54

Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:11:51
Como eu disse, hoje em dia o entendimento não é esse. O cara não ganha na justiça por perder vaga pra cotista.
Isso não tem o potencial de praticamente anular as cotas, já que teoricamente todos que ficaram de fora apesar de terem nota superior à nota de corte dos cotistas poderiam requerer vagas, o que, se não implicar em rejeição dos cotistas abaixo dessa nova nota de corte, no mínimo altera a proporção final de vagas destinadas a cada grupo?
Como eu disse, hoje em dia o entendimento não é esse. O cara não ganha na justiça por perder vaga pra cotista.
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Data da postagem: 04/05/2015, 10:12

Tinha entendido que fosse o contrário.
Não encontrei notícia de gente não conseguindo sucesso em recorrer sob essa justificativa.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-quer-o-ita-fora-do-sistema-de-cotas-que-ela-deve-aprovar-a-picaretagem-intelectual-esta-comprovada-qual-e-a-tese-presidente-seria-so-covardia/
Não encontrei notícia de gente não conseguindo sucesso em recorrer sob essa justificativa.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dilma-quer-o-ita-fora-do-sistema-de-cotas-que-ela-deve-aprovar-a-picaretagem-intelectual-esta-comprovada-qual-e-a-tese-presidente-seria-so-covardia/
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Data da postagem: 04/05/2015, 10:15

Citar
http://afinaldecontas.blogfolha.uol.com.br/2012/04/26/olhando-os-dados-das-cotas-em-uma-universidade/
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Sempre estudei em escola pública. Na adolescência, quando resolvi prestar vestibular para uma universidade pública, ouvi até de parentes que “pobre não entra” em universidade pública. Que “tem que ter estudado em escola particular” para passar no vestibular. Essas noções estão tão arraigadas no imaginário popular que levam muitos estudantes a desistir antes mesmo de tentar. Talvez isso até explique o fato de eu não lembrar de ver estudantes negros na fila para fazer o vestibular. Devia haver alguns, mas certamente eram bem pouco representados.
As cotas parecem dar um sinal de que estudantes que precisam ralar mais na vida são bem-vindos à universidade. E, se a impressão que a planilha dá for correta, o mérito é o mesmo. Dificilmente a planilha vai mudar a opinião que você tem a respeito, mas vale a pena dar uma olhada.
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Data da postagem: 04/05/2015, 10:32