
Clube Cético
Cotas RACIAIS. Qual sua opinião?
Autor: Filosofo Superficial | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 84872 Comentários: 1739

Citação de: DDV em 29 de Janeiro de 2016, 19:36:01
Cabelo naturalmente não-liso não é incomum entre brancos (quem tem cabelo mais liso não raramente vai ouvir falar coisas como "nossa, que cabelo liso, parece cabelo de japonês", vindo de pessoas brancas mesmo), não requer qualquer miscigenação para "explicar", ainda que no Brasil não seja nem um pouco improvável haver esse histórico.
Mas é interessante esse ponto, apesar de pormenores. Não precisa se supor qualquer padrão de diferença sexual de preferências endo ou inter-raciais, qualquer inversão de padrões de hipergamia, mas só assumir que as pessoas não se casam só dentro da mesma raça, e tendem a se casar e ter filhos dentro de um mesmo nível econômico, ou, preferir "subir". E que há uma maioria branca original, mais rica/menos pobre.
Só acho que talvez o papel disso como uma mascaração da ascensão econômica de negros deve ser consideravelmente limitado. Afinal, são algo como 40-45% dos brasileiros pardos, então "brancos e pretos", escurecidos e clareados, respectivamente. Mas em estatísticas ainda de vez em quando estão piores do que os negros, em vez de serem uma gradação mais linear.
O "enriquecimento racial invisível" deve ser mais de pardos claros/morenos que "viram brancos".


O que ainda levanta a questão interessante de se é possível falar em "fraude" de auto-declaração. Fica quase impossível, a menos que a pessoa praticamente se entregue.
Mesmo de "passar discriminação" como justificativa (...). Essas aí alegam sofrer a discriminação racial em não serem consideradas negras.
Lembro da foto que postaram em outro tópico dos formandos em medicina da UFBA. Queriam dizer que a maioria era "branca" em um estado onde a composição de negros é alta (nas estatísticas, a Bahia tem 12% de negros e 60% de pardos, mas acho que isso se deve ao problema da auto-declaração, citado anteriormente).
Só que após postarem a foto, outros foristas apontaram logo os negros nela, que não era tão poucos assim, e eu reparei que as mulheres "brancas" da foto em sua maioria tinham o cabelo alisado, o que mostra que provavelmente são filhas (ou netas) de negros que passaram por aquele processo de "branqueamento" da família que eu citei anteriormente.
Cabelo naturalmente não-liso não é incomum entre brancos (quem tem cabelo mais liso não raramente vai ouvir falar coisas como "nossa, que cabelo liso, parece cabelo de japonês", vindo de pessoas brancas mesmo), não requer qualquer miscigenação para "explicar", ainda que no Brasil não seja nem um pouco improvável haver esse histórico.
Mas é interessante esse ponto, apesar de pormenores. Não precisa se supor qualquer padrão de diferença sexual de preferências endo ou inter-raciais, qualquer inversão de padrões de hipergamia, mas só assumir que as pessoas não se casam só dentro da mesma raça, e tendem a se casar e ter filhos dentro de um mesmo nível econômico, ou, preferir "subir". E que há uma maioria branca original, mais rica/menos pobre.
Só acho que talvez o papel disso como uma mascaração da ascensão econômica de negros deve ser consideravelmente limitado. Afinal, são algo como 40-45% dos brasileiros pardos, então "brancos e pretos", escurecidos e clareados, respectivamente. Mas em estatísticas ainda de vez em quando estão piores do que os negros, em vez de serem uma gradação mais linear.
O "enriquecimento racial invisível" deve ser mais de pardos claros/morenos que "viram brancos".


O que ainda levanta a questão interessante de se é possível falar em "fraude" de auto-declaração. Fica quase impossível, a menos que a pessoa praticamente se entregue.
Mesmo de "passar discriminação" como justificativa (...). Essas aí alegam sofrer a discriminação racial em não serem consideradas negras.
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Data da postagem: 29/01/2016, 18:12

Citação de: Buckaroo Banzai em 29 de Janeiro de 2016, 21:12:50
Não me referi a cabelo liso, mas a "alisado". É diferente, e a diferença é visível.
Citação de: DDV em 29 de Janeiro de 2016, 19:36:01Lembro da foto que postaram em outro tópico dos formandos em medicina da UFBA. Queriam dizer que a maioria era "branca" em um estado onde a composição de negros é alta (nas estatísticas, a Bahia tem 12% de negros e 60% de pardos, mas acho que isso se deve ao problema da auto-declaração, citado anteriormente).
Só que após postarem a foto, outros foristas apontaram logo os negros nela, que não era tão poucos assim, e eu reparei que as mulheres "brancas" da foto em sua maioria tinham o cabelo alisado, o que mostra que provavelmente são filhas (ou netas) de negros que passaram por aquele processo de "branqueamento" da família que eu citei anteriormente.
Cabelo naturalmente não-liso não é incomum entre brancos
Não me referi a cabelo liso, mas a "alisado". É diferente, e a diferença é visível.
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Data da postagem: 29/01/2016, 19:19

Escrevi cabelo não-liso, que é muitas vezes alisado, especialmente por mulheres, mesmo brancas.



(não sei se a última é real ou só photoshop)




(não sei se a última é real ou só photoshop)

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Data da postagem: 29/01/2016, 19:38

Citação de: Buckaroo Banzai em 29 de Janeiro de 2016, 19:20:42
O problema desse argumento de discriminação é que simplesmente não tem nada a ver com a política em questão. Faria tanto sentido quanto defender desconto no ônibus, em ítens da cesta básica, atendimento preferencial em filas, etc.
E faria talvez mais sentido cotas para feios e gordos. Gordos em especial, além da discriminação, terão dificuldades físicas e elevados problemas de saúde! "Pô, vamos dar uma cotinha aí para eles vai. É um preconceito achar que são gordos porque são preguiçosos. E eles são geralmente tipos mais alegres e simpáticos."
Se o problema é discriminação, a política deve combater a discriminação. Não resolve absolutamente nada ao dar descontos (discriminalmente) em passagem de ônibus, vestibular, cesta básica, filas.
Exatamente.
Citação de: Pasteur em 29 de Janeiro de 2016, 18:55:42
Citação de: DDV em 29 de Janeiro de 2016, 18:34:18
Pra que existem cotas raciais além das sociais? As sociais dariam conta do fator pobreza. Cotas raciais beneficiam negros em detrimento de brancos (ou amarelos) nas mesmas condições.
Os negros pobres tem desvantagem não apenas econômica, mas também de discriminação. Então é justo que haja uma compensação até que tenha as mesmas condições que o branco pobre. Mas admito que prefiro as cotas sociais.
O problema desse argumento de discriminação é que simplesmente não tem nada a ver com a política em questão. Faria tanto sentido quanto defender desconto no ônibus, em ítens da cesta básica, atendimento preferencial em filas, etc.
E faria talvez mais sentido cotas para feios e gordos. Gordos em especial, além da discriminação, terão dificuldades físicas e elevados problemas de saúde! "Pô, vamos dar uma cotinha aí para eles vai. É um preconceito achar que são gordos porque são preguiçosos. E eles são geralmente tipos mais alegres e simpáticos."
Se o problema é discriminação, a política deve combater a discriminação. Não resolve absolutamente nada ao dar descontos (discriminalmente) em passagem de ônibus, vestibular, cesta básica, filas.
Exatamente.
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Data da postagem: 30/01/2016, 09:19

Não faz sentido essa comparação. Brancos, amarelo, gordos, etc, não são vistos como bandidos, não são confundidos com empregados domésticos, etc. Os amarelo não roubam vagas de brancos em universidades, os brancos continuam sendo proporcionalmente representados, os gordos também, mesmo os deficientes são. Só os negros e índios não conseguem ter uma participação proporcional. Essa reclamação contra a cota é muito mimimi, brancos pobres tem cotas sociais, ou seja, não são prejudicado pelas cotas raciais, quem está "perdendo" são os brancos ricos, que tem tantas oportunidades na vida que não faz diferença. Qual o real problema então? Maior separação? Sério? O Brasil sempre foi separado racialmente, 20 anos atrás era permitido por lei dividir as pessoas em elevadores, era extremamente comum negros serem confundidos com empregados e serem obrigados a usar elevador de serviço. Precisou de uma lei pra acabar com isso. Só na cabeça de quem nunca sofreu discriminação racial é que cotas vão piorar o problema.
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Data da postagem: 30/01/2016, 09:40

Na verdade poucos ligam para os brancos ricos.
A preocupação é com aqueles brancos pobres ou borderline (classe média baixa ou média endividada), cujos pais se esforçam igual condenados pra bancarem uma escola particular baratinha (que mesmo assim é absurdamente superior à pública) e acabam ficando sem a tão sonhada e batalhada vaga na universidade pública (a única faculdade boa que podem cursar) porque um gostosão mais favorecido lhe tomou a vaga por ser negro, ou então sua vaga é tomada por pessoas que cursaram bons colégios públicos (Escola Militar, CEFET, etc) ou pessoas cujas condições ela não causou e tem culpa ZERO nas mesmas.
A preocupação é com aqueles brancos pobres ou borderline (classe média baixa ou média endividada), cujos pais se esforçam igual condenados pra bancarem uma escola particular baratinha (que mesmo assim é absurdamente superior à pública) e acabam ficando sem a tão sonhada e batalhada vaga na universidade pública (a única faculdade boa que podem cursar) porque um gostosão mais favorecido lhe tomou a vaga por ser negro, ou então sua vaga é tomada por pessoas que cursaram bons colégios públicos (Escola Militar, CEFET, etc) ou pessoas cujas condições ela não causou e tem culpa ZERO nas mesmas.
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Data da postagem: 30/01/2016, 09:52

Se houvesse um jeito de tomar a vaga de pessoas que comprovadamente cometeram crimes de racismo, eu apoiaria.
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Data da postagem: 30/01/2016, 09:53

Citação de: DDV em 30 de Janeiro de 2016, 12:52:24
Claro, ai em vez de reclamar do playboy rico que sempre teve o que quis, pegando a vaga dele, ele reclama do negro pobre.
Na verdade poucos ligam para os brancos ricos.
A preocupação é com aqueles brancos pobres ou borderline (classe média baixa ou média endividada), cujos pais se esforçam igual condenados pra bancarem uma escola particular baratinha (que mesmo assim é absurdamente superior à pública) e acabam ficando sem a tão sonhada e batalhada vaga na universidade pública (a única faculdade boa que podem cursar) porque um gostosão mais favorecido lhe tomou a vaga por ser negro, ou então sua vaga é tomada por pessoas que cursaram bons colégios públicos (Escola Militar, CEFET, etc) ou pessoas cujas condições ela não causou e tem culpa ZERO nas mesmas.
Claro, ai em vez de reclamar do playboy rico que sempre teve o que quis, pegando a vaga dele, ele reclama do negro pobre.
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Data da postagem: 30/01/2016, 10:41

Mas do pobre branco que tem vaga social? Não, aí ninguém reclama. Bom mesmo é reclamar do acesso dos negros, é isso que incomoda.
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Data da postagem: 30/01/2016, 10:42

Barata, explique aí como os negros são impedidos de entrar numa faculdade via discriminação.
No aguardo.
No aguardo.
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Data da postagem: 30/01/2016, 11:40