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Cotas RACIAIS. Qual sua opinião?
Autor: Filosofo Superficial | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 84872 Comentários: 1739
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Citação de: _Juca_ em 22 de Fevereiro de 2016, 08:15:13

Citação de: Geotecton em 21 de Fevereiro de 2016, 16:10:44

Citação de: MarcoPolo em 21 de Fevereiro de 2016, 13:28:48

Citação de: _Juca_ em 21 de Fevereiro de 2016, 12:29:45

Citação de: Geotecton em 21 de Fevereiro de 2016, 11:24:08

Citação de: _Juca_ em 21 de Fevereiro de 2016, 11:11:37

[...]
http://www.seppir.gov.br/central-de-conteudos/publicacoes/pub-pesquisas/nota-tecnica-vidas-perdidas-e-racismo-no-brasil.pdf


Citar

O negro é duplamente discriminado no Brasil, por sua situação socioeconômica e por sua cor de pele. Tais discriminações combinadas podem explicar a maior prevalência de homicídios de negros vis-à-vis o resto da população. Discutimos que, teoricamente, o racismo faz aumentar a vitimização violenta das populações negras por dois canais, um indireto e o outro direto.




O que? Perai? Você convergiu para os nossos argumentos? Concorda que o negro é discriminado pela sua condição socioeconômica? O negro, entendeu? Não os pobres, o NEGRO. Minhas congratulações por ter mudado de lado e reconhecido que os negros são discriminados socialmente.

Acho que ele quis mostrar a qualidade da argumentação estilo ciências sociais, sem fontes, sem dados, apenas slogans e frases de efeito.

Não _Juca_. Não é isto.

Suponho que você tenha lido o artigo do link que eu destaquei, fornecido por você.

Se o fez, constatará que os pesquisadores reconhecem que a primeira barreira é sócio-econômica, ou seja, a mesma que acomete os brancos pobres. O racismo amplia os obstáculos para a ascensão dos negros. Que é exatamente o que eu e vários foristas estamos defendendo há páginas e páginas, ou seja, que a pobreza é o fator principal e o racismo o amplifica.

Não vi os autores dizendo que a barreira sócio econômica é a primeira barreira, o que eu li é que a discriminação social se dá por base na cor da pele, por serem negros, e que ela se junta com a segregação racial por motivos históricos, tornando esse conjunto institucionalizado dentro da sociedade e do Estado. A discriminação social dos negros é fruto histórico da segregação racial, desde a escravidão, ela não é um fato em separado.

Não adianta você pegar um trecho do estudo e tentar encaixar dentro da sua argumentação falaciosa e ignorar todo o resto.

Então continue ignorando o que eles escreveram sobre a condição sócio-econômica dos negros e seja feliz.

Mas antes ao menos demonstre coerência com seu discurso esquerdo-socialista e ceda parte da sua propriedade privada para os demais e use o restante para "pagar a tal dívida histórica com os afro-descendentes". E continue sendo feliz.
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Citação de: Johnny Cash em 22 de Fevereiro de 2016, 08:23:45

Pergunta inocente e legítima: Um negro rico é impedido de "usar" as cotas raciais?


Sim! Tem que ser negro/pardo e ao mesmo tempo pobre.
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Pode ser ÍNDIO também, não os EXCLUA do discurso!!!!!!!11111111 OPRESSAUM!!!!!!!!111

Acho que "sim", ou tanto quanto ter só cursado escola pública implica nesse "impedimento".

Agora parecem ser quatro tipos de cotas: para alunos (brancos ou amarelos) de escolas públicas , para alunos (não-brancos ou amarelos) de escolas públicas, e para alunos (B&A) de escola pública e de baixa renda, e para alunos (NB&A) de escola pública e de baixa renda.

Tive que colocar o "&" na abreviação que seria "NBA" de outra forma, para evitar a associação racista, "negros=NBA".

Estou supondo que amarelos são colocados junto dos brancos nessas coisas, embora geralmente sejam omitidos nessas discussões*. E na verdade esse fraseamento também acabou sendo o invertido, acidentalmente, já que não é "cotas para brancos e amarelos pobres e/ou que tenham cursado escola pública", mas "cotas para pobres e/ou que tenham cursado escola pública, sem discriminação racial". Acho que negros/pardos/índios não são impedidos de concorrer como só pobres ou só tendo estudado em escola pública, tal como não são impedidos de participar da concorrência geral, assim como brancos e amarelos pobres e/ou que tenham só cursado escolas públicas.

* Talvez em parte pela estranheza meio anacrônica que cheira a tradução mal feita de se referir a pessoas como "amarelos". Índios curiosamente no entanto não são "vermelhos".
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Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:52:41

Citação de: Johnny Cash em 22 de Fevereiro de 2016, 08:23:45

Pergunta inocente e legítima: Um negro rico é impedido de "usar" as cotas raciais?


Sim! Tem que ser negro/pardo e ao mesmo tempo pobre.


Continuando na inocência: então negros ricos não podem ser atendidos por cotas?

Se não podem, as cotas são basicamente então sociais, atendendo apenas os "pobres" (se é que isso é sinônimo obrigatório).

Daí mesmo que eu não concorde com qualquer cota que seja, porque raios o governo tem que colocar a variável de cor da pele aí no meio?

Esse "/pardo" também me cheira absurdamente a coisa pra fazer volume. Eu sou pardo, e provavelmente maior parte da população brasileira poderia ser incluída nessa categoria com alguma vontade.
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Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:50:31

Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Na verdade, a entrada na faculdade é um dos poucos cenários que se pode dizer serem certos de não serem afetados por discriminação racial, isso é, excluindo as cotas racialmente discriminatórias.


Isso se você ignorar que os negros estão entre os mais pobres e são preteridos na hora da contratação. Se você esquecer disso, aí sim.


Parem de escrever besteiras e achar que todos os 'cisnes são brancos'.

Na minha empresa tem 4 negros em 16 funcionários, ou seja, nem todos os "cisnes são brancos".
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Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 09:23:44

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:50:31

Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Na verdade, a entrada na faculdade é um dos poucos cenários que se pode dizer serem certos de não serem afetados por discriminação racial, isso é, excluindo as cotas racialmente discriminatórias.


Isso se você ignorar que os negros estão entre os mais pobres e são preteridos na hora da contratação. Se você esquecer disso, aí sim.


Parem de escrever besteiras e achar que todos os 'cisnes são brancos'.

Na minha empresa tem 4 negros em 16 funcionários, ou seja, nem todos os "cisnes são brancos".

Parabéns Geo! Suponho sinceramente que são cargos com salários de razoável pra bom! A proporção acho que está boa considerando que a população paranaense é composta de brancos em sua maioria, creio.

Mas temos que admitir que uma empresa não pode definir a realidade da maioria. Temos que ver as estatísticas.

E o número de médicos, advogados, engenheiros, contadores negros/pardos? Como tá aí no Paraná?
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Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:50:31

Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Quando o assunto são cotas raciais nas faculdades, que não fazem absolutamente nada para corrigir preconceitos raciais, ou sequer sanar os eventuais estragos produzidos por ele, lá fora.


Fazem sim a medida que você vai convivendo mais com o oposto, vai se integrando mais com a diversidade e a tendencia do preconceito diminuir, vendo mais qualidades, conhecendo mais. Se você estudou em escola particular, responda: tinha muitos negros e pardos?, ou o que você espera achar nessas escolas desde o pré até a faculdade?


Nunca estudei em escolas particulares. Conforme comentei em outra resposta há pouco, por isso seria mais eficaz, como benefício a educação, e para convivência entre diferentes estratos da população, vouchers para o ensino público básico.

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Quando você se acostuma a ver um médico negro, engenheiro, advogado, etc... a autoestima melhora e é um estímulo muito importante, diminui o estigma. Ou seja, o racismo atrapalha a ascensão e ao mesmo tempo quem leva a culpa é a capacidade do individuo. Aberração.


Eu não sei o quanto isso é significativo (provavelmente ninguém sabe, não é algo simples de se medir), mas é novamente algo onde o verdadeiro problema seria outro: algumas pessoas se verem limitadas pelo que mais observam em termos de realizações de pessoas de sua raça, sexo, ou outro grupo. "Aumentar as oportunidades" através de descontos arbitrários não parece ser uma boa remediação para qualquer convicção sobre limitações pessoais por fazer parte de um grupo que recebe essa ajuda.

E isso não tem nada a ver com racismo, não sei como encaixou racismo aí.

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Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Definitivamente não é "tratamento psicológico" para vítimas de racismo, e racistas não ficam menos racistas vendo negros, pardos e índios serem admitidos na faculdade apesar de menor qualificação, em detrimento de brancos melhor preparados. Nem depois que eles saem formados, provavelmente com pior formação, tal qual deve ser um padrão de correspondência geral (não-racial) entre o nível de preparo na admissão e na conclusão do curso.


Provavelmente com pior formação ou com melhor. Por que você ignora o que já foi postado diversas vezes?

http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2015/05/01/internas_educacao,643018/desempenho-de-cotistas-na-ufmg-e-igual-ou-superior-aos-demais-alunos.shtml

http://www.ufcg.edu.br/prt_ufcg/assessoria_imprensa/mostra_noticia.php?codigo=7102

http://radioagencianacional.ebc.com.br/educacao/audio/2015-08/cotistas-universitarios-mostram-bom-desempenho-e-compromisso

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,desempenho-de-cotistas-fica-acima-da-media-imp-,582324


Talvez eu tenha sido um dos primeiros a postar algumas dessas notícias -- no entanto eu não ignoro aquelas que dizem o contrário, que você certamente ignorou ou procurou já enviesadamente apenas por termos que as fossem evitar. Há ainda a questão de análise mais profunda do que está acontecendo: o desempenho de cotistas é igual porque o desempenho dos cotistas "sobe" com relação ao desempenho no ensino médio, e no momento da admissão, ou porque só são contabilizados os cotistas que concluem o curso, e isso é tido como igualador? Se são denunciadas fraudes entre cotistas, o quanto estas são responsáveis por esses números? Por que o Brasil seria um caso especial, o que haveria de diferente na nossa situação para fugir do padrão dos demais países? Independentemente de qualquer questão regional, não é simplesmente natural, lógico que se espere correlações entre preparo e desempenho, se o sistema de avaliação de fato avalia ao preparo? O que poderia explicar isso que é então uma discrepância? Talvez o teste que se propõe a avaliar o preparo não seja bem desenvolvido para isso?

Essas são questões honestas que qualquer um interessado na verdade faria. Você pode imaginar até algumas respostas ainda "pró-cotas" de certa forma, como eu mesmo fiz em algum momento nesse ou noutro tópico, cogitando que a combinação "pobreza + resultado ainda inferior", ou, "resultado bom levando em conta a pobreza", tem implícito uma seleção do fator dedicação, que não ocorre fora das cotas. Mas eu não realmente sei se é isso, é apenas algo que cogitei como possível explicação para alguns dos resultados positivos divulgados. É ainda algo que, mais do que um argumento "pró-cotas", deveria sugerir aperfeiçoamentos no sistema de seleção, para de alguma forma menos acidental capturar esse atributo dos candidatos, sem precisar fazer discriminação racial (talvez nem social).

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Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Na verdade, a entrada na faculdade é um dos poucos cenários que se pode dizer serem certos de não serem afetados por discriminação racial, isso é, excluindo as cotas racialmente discriminatórias.


Isso se você ignorar que os negros estão entre os mais pobres e são preteridos na hora da contratação. Se você esquecer disso, aí sim.


...

Não, pois, como disse, "a entrada na faculdade é um dos poucos cenários que se pode dizer serem certos de não serem afetados por discriminação racial".

A entrada nda faculdade simplesmente não é uma "contratação".

Logo haver, quanto quer que realmente haja, discriminação racial em contratações, não faz com que haja discriminação racial no vestibular. Isso é, além das cotas raciais em si. Negros, pardos e índios serem desproporcionalmente mais pobres também não faz com que haja discriminação racial no vestibular (ou, discriminação contra eles, pois agora há a favor).

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Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Mesmo que se questione em que grau que o preconceito racial afeta as pessoas economicamente*, e isso ainda é fato. Então é um assunto sem muita conexão com esse que deveria ser o principal do "tópico".


Aham... totalmente sem conexão...


[/quote]

Sim, conforme mencionei, haver cotas raciais não é tratamento ou compensação para vítimas de racismo, nem tratamento ou punição para racistas. Não faz nada contra o preconceito (pode reduzir e pode aumentar = + 1 - 1 = 0). E volto assim ao início do mesmo post, andando em círculo, dizendo o óbvio ululante.
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Citação de: Johnny Cash em 22 de Fevereiro de 2016, 09:23:24

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:52:41

Citação de: Johnny Cash em 22 de Fevereiro de 2016, 08:23:45

Pergunta inocente e legítima: Um negro rico é impedido de "usar" as cotas raciais?


Sim! Tem que ser negro/pardo e ao mesmo tempo pobre.


Continuando na inocência: então negros ricos não podem ser atendidos por cotas?

Se não podem, as cotas são basicamente então sociais, atendendo apenas os "pobres" (se é que isso é sinônimo obrigatório).

Daí mesmo que eu não concorde com qualquer cota que seja, porque raios o governo tem que colocar a variável de cor da pele aí no meio?

Por que os negros pobres sofrem mais preconceitos do que os brancos pobres, inclusive na hora de serem contratados(na empresa do Geo não!!!)

São mais perseguidos, mais mortos e isso também se traduz em desvantagem em comparação aos brancos pobres.

Citação de: Johnny Cash em 22 de Fevereiro de 2016, 09:23:24

Esse "/pardo" também me cheira absurdamente a coisa pra fazer volume. Eu sou pardo, e provavelmente maior parte da população brasileira poderia ser incluída nessa categoria com alguma vontade.


A dificuldade em se classificar aqueles pardos mais branquinhos, aquele caso mais boderline não deve servir de desculpa para não se fazer nada. Os pardos também sofrem muito preconceito.
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Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 09:32:55

Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 09:23:44

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:50:31

Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Na verdade, a entrada na faculdade é um dos poucos cenários que se pode dizer serem certos de não serem afetados por discriminação racial, isso é, excluindo as cotas racialmente discriminatórias.


Isso se você ignorar que os negros estão entre os mais pobres e são preteridos na hora da contratação. Se você esquecer disso, aí sim.


Parem de escrever besteiras e achar que todos os 'cisnes são brancos'.

Na minha empresa tem 4 negros em 16 funcionários, ou seja, nem todos os "cisnes são brancos".

Parabéns Geo! Suponho sinceramente que são cargos com salários de razoável pra bom! A proporção acho que está boa considerando que a população paranaense é composta de brancos em sua maioria, creio.

Não me elogie. Possivelmente não há motivo para isto.

Vide esta resposta e depois avalie.

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 09:32:55

Mas temos que admitir que uma empresa não pode definir a realidade da maioria.


É óbvio que não, Pasteur. Eu apenas citei o exemplo da minha empresa para demonstrar que a generalização é incorreta.

De qualquer modo eu conheço diversas empresas similares ao da minha.


Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 09:32:55

Temos que ver as estatísticas.


Você está supondo que todos tem exatamente as mesmas aptidões e capacidades e com isto basta reproduzir a mesma proporção em percentil das etnias da população?

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 09:32:55

E o número de médicos, advogados, engenheiros, contadores negros/pardos? Como tá aí no Paraná?


Não sei responder com números confiáveis, Pasteur.

Pela minha experiência, os negros/pardos são mais numerosos entre os contadores e advogados do que entre médicos e engenheiros.
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Citação de: Johnny Cash em 22 de Fevereiro de 2016, 09:23:24

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:52:41

Citação de: Johnny Cash em 22 de Fevereiro de 2016, 08:23:45

Pergunta inocente e legítima: Um negro rico é impedido de "usar" as cotas raciais?


Sim! Tem que ser negro/pardo e ao mesmo tempo pobre.


Continuando na inocência: então negros ricos não podem ser atendidos por cotas?

Se não podem, as cotas são basicamente então sociais, atendendo apenas os "pobres" (se é que isso é sinônimo obrigatório).

Daí mesmo que eu não concorde com qualquer cota que seja, porque raios o governo tem que colocar a variável de cor da pele aí no meio?

Eu acho que as cotas raciais já estavam presentes desde o início, mas as cotas sociais tinham como critério apenas ter cursado somente escola pública. Sob esse critério social apenas, os brancos e amarelos levam alguma vantagem (isso é, estão geralmente melhor preparados, estudaram melhor/mais) do que negros/pardos/índios. Então as cotas explicitamente raciais são "necessárias" se o objetivo é injetar mais negros/pardos/índios na faculdade, ou, em um número maior do que o obtido apenas com a cota social.

Sob o critério social mais "focado", de baixa renda literalmente, parece que essa diferença racial se reduz muito, efetivamente desaparece. Mas os negros/pardos/índios que não se enquadrariam por esse critério mais direto de pobreza estão de qualquer forma de modo geral melhores que estes todos, então seria um "desperdício" não terem também sua reserva de vagas, já que de qualquer forma ficam algo atrás (em grande sobreposição ainda assim) de brancos e amarelos. Deve vir daí a maior parte dos que concluem o curso e com melhor desempenho, então são a melhor "propaganda" para o modelo. Acidentalmente evitam uma diferença racial mais dramática na conclusão do curso, o que poderia talvez suscitar a "necessidade" de revisões mais fundamentais no que é ensinado na faculdade, que talvez fosse argumentado como sendo racista em si, conhecimento largamente europeu/branco/rico.

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Esse "/pardo" também me cheira absurdamente a coisa pra fazer volume. Eu sou pardo, e provavelmente maior parte da população brasileira poderia ser incluída nessa categoria com alguma vontade.


Acho que "pardos" São algo como 45% da população. "Negros" 5%.

Já houve ao menos uma instância de "pardos" terem piores indicadores sociais do que "negros", recentemente. Apesar de toda a gradação, ainda constituem largamente os mais pobres.

Acho que cotas apenas sociais, se é para haver qualquer cota, seriam melhores, mesmo que na prática isso fosse uma "fachada" e efetivamente assimilassem negros/pardos/índios na mesma proporção. Apenas não tendo a rotulação de divisão racial. Acho que o acréscimo de "pardos" não só é compatível com o critério social implicito, como talvez racialize "menos" a coisa toda. É afinal a "área cinzenta" da questão. Ainda que na prática no discurso fale mais mesmo apenas de "brancos e negros", com pardos sendo inclusos com os últimos, de qualquer forma.
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