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Cotas RACIAIS. Qual sua opinião?
Autor: Filosofo Superficial | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 84872 Comentários: 1739
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Citação de: Skeptikós em 04 de Maio de 2015, 12:03:53

Citação de: Buckaroo Banzai em 04 de Maio de 2015, 11:40:00

A notćia inclusive admite isso:

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Apesar da discrepância entre as declarações dos jovens e suas aparências, o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, alegou na época que a universidade nada pode fazer para evitar casos como esses. “A definição de cor é por autodeclaração. Não temos nada a fazer em relação a isso”, disse em entrevista, acrescentando que apenas a declaração de cor – supostamente irregular – não configura fraude.




Pois é, o estranho é citar uma garota branca ocupando uma vaga para indígenas e negros como um exemplo de fraude, sendo que de acordo com a lei, não é, por isso eu indaguei.

Então quer dizer que pessoas brancas ocupando vagas reservadas para negros e indígenas continuaram sem nenhuma implicação e impedimento.

Lembrei daquela foto com o casal de "negros" com aqueles dois bebezinhos, um "branco" e o outro "negro", o que é branquinho não poderia se autodeclarar negro.
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Essa foto está em umas poucas páginas atrás.

Se a justificativa dada às cotas raciais é de compensar às vítimas de preconceito, como uns dão, nesse caso a pessoa não deveria usá-la, mesmo sendo genealogicamente "afrodescendente". Mas se ser descendente de negro fosse uma tentativa de captar uma "pobreza extra" comumente correlata mas não captada pelo critério de renda (e provavelmente menos ainda pelo de ter cursado só escola pública), ainda faria sentido. Talvez também até mesmo a justificativa de "dívida histórica" fosse se encaixar nesse caso, já que o efeito seria genealógico, não fenotípico.
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Não sei se alguém aqui já leu, mas sugiro o livro do Thomas Sowell : "Affirmative Actions Aroud the World".

Em resumo : apesar de pesquisar sociedades totalmente diferentes, ações realizadas em contextos diferentes (minorias, maiorias, etc), os resultados práticos foram sempre os mesmos. Além disso, desmistifica a questão do suergimento da classe média negra americana, que está longe de ter sido causada pelas cotas!
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Não li o livro mas já vi um documentário e várias entrevistas do Sowell apresentando os resultados de seus estudos. Muito bom e ainda que menor, outro aspecto interessante, é que muita gente favorável as cotas já buga só de ver que o autor é negro, pq essa turma é daquelas viciada em Tu Quoque e na "necessidade do protagonismo".

Vou tentar ler o livro.
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"(...) O politicamente correto parte do pressuposto errado de que existem grupos homogêneos. E esse é um tipo de pensamento que se aceita em sociedades totalitárias, em que você identifica, por exemplo, os judeus, quando, na realidade, não existem grupos, existem indivíduos, existem o João, a Teresa, a Maria, o Manuel, e cada indivíduo tem uma história particular, tem méritos, tem vícios e virtudes particulares. (...) E, nesse sentido, é muito curioso que as pessoas que partilham o pensamento politicamente correto são muito parecidas com, por exemplo, os racistas. Porque os racistas também só pensam em grupos. Para o racista, não há o Manuel, o João, a Teresa, só há os brancos e os negros. Uma pessoa favorável às cotas raciais é um racista do avesso. Enquanto um discrimina negativamente, o outro quer discriminar positivamente."

João Pereira Coutinho, em entrevista pro IMB: http://www.mises.org.br/FileUp.aspx%3Fid%3D208
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Debate verdadeiramente acalorado, calor de tiros.
Neste caso aqui, quem era a favor das cotas meteu bala.
Saiu também no Jornal Nacional, que justificou o motivo do assassinato como uma discussão ideológica.

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Mais um policial assassinado. Cabo da PM foi morto a tiros por soldado dentro de viatura Suspeito foi preso em flagrante. Vítima será sepultada esta tarde no Cemitério Parque das Flores
Publicação: 31/08/2015 07:07 Atualização: 31/08/2015 08:43


Soldado (na foto da direita) matou cabo (esquerda), dentro da viatura da PM. Foto: Reprodução

Em um mesmo fim de semana, três policiais foram vítimas da violência. Na noite da sexta-feira, o delegado da Polícia Civil Joel Venâncio foi assaltado no bairro de Porta Larga, em Jaboatão dos Guararapes. No sábado, a policial civil de Porto de Galinhas, Tatiana Ribeiro de Melo, reagiu a um assalto e acabou baleada e morta, em Abreu e Lima. Ontem, em Apipucos, no Recife, outra morte. Desta vez, um policial militar, do banco de trás da viatura, matou um colega de trabalho, o cabo Adriano Batista.

Uma discussão sobre cotas raciais entre dois PMs acabou na morte do cabo do 11º Batalhão da Polícia Militar. Adriano Batista da Silva, 42, levou um tiro na cabeça enquanto dirigia a viatura da Patrulha do Bairro Guabiraba/Pau Ferro. O disparo foi efetuado pelo colega de plantão, o soldado Flávio Oliveira da Silva, 32, que estava no banco de trás do carro. O crime ocorreu por volta das 8h na Rua João Batista de Rego Barros, bairro de Apipucos, Zona Norte do Recife. Adriano Batista chegou a ser socorrido para o Hospital da Restauração, mas não resistiu ao ferimento. Era o último plantão dele antes de entrar de férias.

Dentro da viatura também se encontrava a policial Thaena de Lima Lemos Santos, que não ficou ferida, mas ficou em estado de choque. De acordo com informações da PM, a confusão começou logo após o trio sair para o plantão. O cabo Adriano decidiu voltar à sede do batalhão para deixar o soldado, por seu comportamento exaltado durante um debate sobre cotas raciais. As primeiras informações repassadas por Thaena indicam que a vítima era contra o projeto das cotas e o colega, a favor. Nenhum dos dois, no entanto, fazia parte do sistema.

Após o cabo ser atingido por um tiro, a viatura ficou desgovernada e bateu em dois veículos: um Fox branco e um Gol modelo antigo, também branco. Os motoristas dos carros não ficaram feridos. De acordo com o chefe do planejamento operacional do 11° Batalhão, major Luís Cláudio de Brito, a soldado Thaena de Lima Lemos impediu que a viatura caísse no açude de Apipucos. Ela, inicialmente, achou que o disparo teria sido feito de fora do veículo.

O soldado Flávio Oliveira foi detido no próprio batalhão onde os policiais são lotados. Depois, prestou depoimento à Corregedoria onde foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. O crime será investigado pela corporação, uma vez que ocorreu dentro da viatura. Ele será submetido ao Código Penal Militar e deve ser enquadrado no artigo 205 (motivo fútil, sem opção de defesa e prevalecendo-se o agente da situação de serviço). A pena varia de 12 a 30 anos de prisão. Na corporação muitos policiais passaram a usar uma fita preta no braço em sinal de luto. O enterro será realizado hoje, às 15h no Cemitério Parque das Flores.
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12 a 30 anos...
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Eu vi a entrevista do assassino. O cara tinha problemas psicológicos, tinha acabado de voltar ao trabalho, aí diz que vai fazer faculdade e o cabo diz: "Preto não precisa fazer faculdade.".

É mais ou menos como eu ir fardado e desarmado de madrugada em um baile funk na favela onde eu trabalho.

Na PM eu aprendi cedo que certas coisas você não discute lá, independente de quem seja. Já veio um cara pra cima de mim porque eu disse que era ateu. Outro me encarou porque eu disse que era a favor de direitos pra homossexuais e praticamente me chamou pra porrada... é complicado.
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Citação de: Diegojaf em 31 de Agosto de 2015, 21:34:59

Na PM eu aprendi cedo que certas coisas você não discute lá, independente de quem seja. Já veio um cara pra cima de mim porque eu disse que era ateu. Outro me encarou porque eu disse que era a favor de direitos pra homossexuais e praticamente me chamou pra porrada... é complicado.


Esses caras são tão animalescos quanto cachaceiros da periferia.

Eu mesmo fico de boa quanto às minhas ideologias. Nem no Face mais eu posto mais; aliás, no Face eu não posto nada, não curto e nem comento, até deixei de seguir uns petistas amigos do Face pra não me irritar.

A única coisa de ideologia que dá pra manifestar e ainda criar colegas é o anti-petismo.
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