
Clube Cético
Cotas RACIAIS. Qual sua opinião?
Autor: Filosofo Superficial | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 84872 Comentários: 1739

Citação de: DDV em 08 de Fevereiro de 2016, 16:47:03
Parece que eu já tinha te dito que os brancos e amarelos tem boas oportunidades de preparação, não?
E você vem de novo com essa analogia???
Citação de: Pasteur em 08 de Fevereiro de 2016, 14:15:46Ou os negros tem alguma deficiência cognitiva que justifique essa desvantagem?
Brancos têm alguma deficiência cognitiva que justifique a desvantagem que têm em relação aos amarelos?
Parece que eu já tinha te dito que os brancos e amarelos tem boas oportunidades de preparação, não?
E você vem de novo com essa analogia???
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/02/2016, 16:50

E aí? Chega de lero lero! Qual é a solução para melhores oportunidades para os pardos e negros? Aceito uma que não demore 300 anos para acontecer. 
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/02/2016, 16:57
Para deixar claro aqui uma máxima que é amplamente conhecida aos que estudam como os países se desenvolveram.
Não existe nenhum avanço social rápido, existe apenas destruição social rápida.
Não há nada que funcionará rapidamente para solucionar nenhum problema social no brasil, e tudo o que for proposto nesse sentido é prestidigitação esperando incautos para ser implementadas.
Ao final, apenas a destruição rápida existirá, e o vitimismo e a cotização é uma das maneiras de chegar rapidamente a isso.
No mundo real, rápido para um país são duas ou três gerações. Se nosso governo e as aspirações irreais dos mais desavisados não fizerem nada de mau, espero ao menos que o brasil não esteja pior do que o que está hoje em duas gerações.
Governos loucos são eleitos devido a aspirações sem sentido.
O que temos que fazer é assegurar que passos corretos como educação de base, transparência do governo, simplificação de impostos, meritocracia na educação comecem a ser implementadas o mais rapidamente possível.
E para as medidas emergenciais não estruturantes, algo como o FIES melhor gerido é o que precisamos.
Não existe nenhum avanço social rápido, existe apenas destruição social rápida.
Não há nada que funcionará rapidamente para solucionar nenhum problema social no brasil, e tudo o que for proposto nesse sentido é prestidigitação esperando incautos para ser implementadas.
Ao final, apenas a destruição rápida existirá, e o vitimismo e a cotização é uma das maneiras de chegar rapidamente a isso.
No mundo real, rápido para um país são duas ou três gerações. Se nosso governo e as aspirações irreais dos mais desavisados não fizerem nada de mau, espero ao menos que o brasil não esteja pior do que o que está hoje em duas gerações.
Governos loucos são eleitos devido a aspirações sem sentido.
O que temos que fazer é assegurar que passos corretos como educação de base, transparência do governo, simplificação de impostos, meritocracia na educação comecem a ser implementadas o mais rapidamente possível.
E para as medidas emergenciais não estruturantes, algo como o FIES melhor gerido é o que precisamos.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/02/2016, 17:44
Além de não existir atalhos, também creio que não há sentido na reinvidicação para as cotas.
Citação de: MarcoPolo em 05 de Fevereiro de 2016, 22:03:35
Citação de: MarcoPolo em 05 de Fevereiro de 2016, 22:03:35
Estou acompanhando o tópico ha algum tempo e vou arriscar participar.. me parece que cada lado é insensível aos argumentos do outro e enfatizam pontos que fazem sentido para si mas sem necessariamente contestar o que é importante para o outro lado. A resposta para o problema deveria primeiro passar pelo que está em jogo nessa discussão.
Pelo que entendo
1- Utilidade As quotas promovem o desenvolvimento do país em questão? Existem meios mais justos e efetivos?
2- Reparação pelo passado É justo que se pague por algo que aconteceu no passado? Isto é, caso os negros fossem a "raça" mais rica hoje ainda seriam elegíveis à reparação? Se é justo, a reparação é sustentável (deve ser muito difícil se criar um extrato fenótipo/ancestralidade que nunca cometeu atrocidades em algum ponto da história)
3- Justiça em se cobrar do devedor
Lembrando que governos não pagam nada, é justo eleger mecenas compulsórios que muitas vezes enfrentaram tantas atribulações quanto os beneficiários e não fizeram nada de errado?
4- Elegibilidade Quais são as provações que o grupo deve enfrentar para que se qualifique para a compensação? Essas mesmas provações definem outros grupos adicionais?
5- Razoabilidade para identificação do grupo Em existindo uma dívida com um grupo e se concordamos que existe alguém que deva pagá-la, é possível encontrar este grupo e esses devedores de maneira razoavelmente justa?
Acho que ao menos definimos alguns critérios. Argumentos como "você não sabe o que é ser perseguido em um shoping" não deveriam ser utilizados para quem debate políticas públicas, são apenas apelo ao emocional.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/02/2016, 17:51

Citação de: Pasteur em 08 de Fevereiro de 2016, 19:50:42
Parece que eu já tinha te dito que os brancos e amarelos tem boas oportunidades de preparação, não?
E você vem de novo com essa analogia???
Por que não responde?
Citação de: Pasteur em 08 de Fevereiro de 2016, 19:57:33
As pessoas têm mais ou menos as mesmas oportunidades independentemente de raça, o que conta mais é o preparo/escolaridade, ou aproveitamento escolar.
Então o mais fundamental é melhorar o ensino público, talvez restringir menos a abertura de escolas particulares, vouchers.
Para efeitos mais imediatos:
Um dos argumentos pró-cotas é de que os cotistas comumente têm desempenho igual ou superior. Isso teoricamente demonstra que quaisquer penúrias que tenham passado não os deixou em desvantagem tão significativa, que não puderam compensar, e é bem provável que já conseguissem compensar então em um curso preparatório, que de qualquer forma leva a um aproveitamento melhor do curso.
Esse "teoricamente" é independente de levar em conta o problema das cotas estarem na maior parte do tempo já beneficiando quem não precisaria "tanto" delas. O mesmo provavelmente ainda ocorreria com cursos preparatórios, não seriam nem todos que conseguriam acompanhá-los ou ser aprovados depois disso, mas na maioria os que já vinham com melhor aproveitamento escolar anterior.
Para mais aspectos estruturais, com efeitos mais significativos de longo prazo:
* mas não se deve ignorar diferenças de aptidão individual para a tarefa em questão. Não é "sexista" haver menos mulheres no corpo de bombeiros, polícia e forças armadas, etc, por exemplo.
Citação de: DDV em 08 de Fevereiro de 2016, 16:47:03Citação de: Pasteur em 08 de Fevereiro de 2016, 14:15:46
Ou os negros tem alguma deficiência cognitiva que justifique essa desvantagem?
Brancos têm alguma deficiência cognitiva que justifique a desvantagem que têm em relação aos amarelos?
Parece que eu já tinha te dito que os brancos e amarelos tem boas oportunidades de preparação, não?
E você vem de novo com essa analogia???
Por que não responde?
Citação de: Pasteur em 08 de Fevereiro de 2016, 19:57:33
E aí? Chega de lero lero! Qual é a solução para melhores oportunidades para os pardos e negros? Aceito uma que não demore 300 anos para acontecer.
As pessoas têm mais ou menos as mesmas oportunidades independentemente de raça, o que conta mais é o preparo/escolaridade, ou aproveitamento escolar.
Então o mais fundamental é melhorar o ensino público, talvez restringir menos a abertura de escolas particulares, vouchers.
Para efeitos mais imediatos:
- aperfeiçoamento dos critérios de avaliação, para filtrar negativamente mero "adestramento" para passar, e também captar de alguma forma dedicação, empenho, dando a isso o peso devido (seja lá qual for exatamente, também deve ser cientificamente estabelecido).
- cursos preparatórios gratuitos para pessoas que queiram prestar vestibular. Isso teria alguns dos mesmos efeitos postivos de curto prazo, sem os problemas de reservas de vagas por escola pública e cor/raça, e mais efeitos positivos de longo prazo, algo mais sustentável.
Um dos argumentos pró-cotas é de que os cotistas comumente têm desempenho igual ou superior. Isso teoricamente demonstra que quaisquer penúrias que tenham passado não os deixou em desvantagem tão significativa, que não puderam compensar, e é bem provável que já conseguissem compensar então em um curso preparatório, que de qualquer forma leva a um aproveitamento melhor do curso.
Esse "teoricamente" é independente de levar em conta o problema das cotas estarem na maior parte do tempo já beneficiando quem não precisaria "tanto" delas. O mesmo provavelmente ainda ocorreria com cursos preparatórios, não seriam nem todos que conseguriam acompanhá-los ou ser aprovados depois disso, mas na maioria os que já vinham com melhor aproveitamento escolar anterior.
- Cotas para empregos quando há equivalência curricular e de capacitação* também deve ser algo de efeito positivo mais imediato e não injusto. A avaliação de candidatos de emprego geralmente não é tão "científica" quanto os avaliadores e empresários gostariam que fosse, "simpatia" acaba sendo o que mais conta, e "simpatia" pode ter algum viés racial, mesmo sem que as pessoas sejam exatamente racistas, e pode ser negativamente afetada se o candidato está mais nervoso, como pode estar com o treinamento para pensar que, apenas por ser negro/pardo/índio, já tem menores chances.
http://www.psychologylounge.com/2010/02/01/hacking-your-next-job-interview-the-real-secret-to-getting-hired/
Para mais aspectos estruturais, com efeitos mais significativos de longo prazo:
- Políticas de atenção à criação das crianças em famílias de baixa renda também seriam um avanço considerável, com instrução e recursos aos pais para criar um ambiente mais estimulante, que se aproxima mais daquele que as crianças de classes média e alta se beneficiam. Nos EUA há algumas iniciativas filantrópicas nesse sentido:
- E no que a vitimação psicológica por racismo realmente afetar, tratamento psicológico/psiquiátrico público para isso, que deverá também ter um efeito positivo nas futuras gerações, criadas em lares mais saudáveis.
- punição/fiscalização por crimes de racismo. Talvez o melhor sucesso para as coisas mais leves se dê não tanto apenas por punição, mas com campanhas de algum tipo. Não sei se as campanhas "comuns" funcionam muito bem, mas parece que quando as novelas da globo promovem alguma coisa, isso tem um considerável sucesso, lembro de ter ouvido falar de algo assim, como muito mais doadores de órgãos depois de uma novela que tinha essa questão como parte central da trama.
https://en.wikipedia.org/wiki/Harlem_Children's_Zone
O sucesso não é instantâneo, mágico, mas é esse o caminho mais rápido para uma melhoria "estruturada" das condições das populações de baixa renda, junto com políticas de maior liberdade econômica, mais favoráveis ao empreendedorismo e geração de empregos.
* mas não se deve ignorar diferenças de aptidão individual para a tarefa em questão. Não é "sexista" haver menos mulheres no corpo de bombeiros, polícia e forças armadas, etc, por exemplo.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/02/2016, 17:59

Citação de: Buckaroo Banzai em 08 de Fevereiro de 2016, 20:59:57
Parece que eu já tinha te dito que os brancos e amarelos tem boas oportunidades de preparação, não?
E você vem de novo com essa analogia???
Por que não responde?
Já respondi!: óbvio que ninguém é superior a ninguém, então brancos e amarelos também tem a mesma capacidade, porém provavelmente devido a uma questão cultural os amarelos estudam mais.
Porque o negro vai pior? Porque tem pior preparação por falta de condições econômicas também devido a racismo. Não me apraz ficar respondendo perguntas cujas respostas são óbvias...
Citação de: Buckaroo Banzai em 08 de Fevereiro de 2016, 20:59:57
Gostei dessa ideia de cursos preparatórios gratuitos. Resta saber o custo disso para uma população tão grande.
Citação de: Pasteur em 08 de Fevereiro de 2016, 19:50:42Citação de: DDV em 08 de Fevereiro de 2016, 16:47:03
Citação de: Pasteur em 08 de Fevereiro de 2016, 14:15:46
Ou os negros tem alguma deficiência cognitiva que justifique essa desvantagem?
Brancos têm alguma deficiência cognitiva que justifique a desvantagem que têm em relação aos amarelos?
Parece que eu já tinha te dito que os brancos e amarelos tem boas oportunidades de preparação, não?
E você vem de novo com essa analogia???
Por que não responde?
Já respondi!: óbvio que ninguém é superior a ninguém, então brancos e amarelos também tem a mesma capacidade, porém provavelmente devido a uma questão cultural os amarelos estudam mais.
Porque o negro vai pior? Porque tem pior preparação por falta de condições econômicas também devido a racismo. Não me apraz ficar respondendo perguntas cujas respostas são óbvias...
Citação de: Buckaroo Banzai em 08 de Fevereiro de 2016, 20:59:57
Citação de: Pasteur em 08 de Fevereiro de 2016, 19:57:33E aí? Chega de lero lero! Qual é a solução para melhores oportunidades para os pardos e negros? Aceito uma que não demore 300 anos para acontecer.
As pessoas têm mais ou menos as mesmas oportunidades independentemente de raça, o que conta mais é o preparo/escolaridade, ou aproveitamento escolar.
Então o mais fundamental é melhorar o ensino público, talvez restringir menos a abertura de escolas particulares, vouchers.
Para efeitos mais imediatos:
- aperfeiçoamento dos critérios de avaliação, para filtrar negativamente mero "adestramento" para passar, e também captar de alguma forma dedicação, empenho, dando a isso o peso devido (seja lá qual for exatamente, também deve ser cientificamente estabelecido).
- cursos preparatórios gratuitos para pessoas que queiram prestar vestibular. Isso teria alguns dos mesmos efeitos postivos de curto prazo, sem os problemas de reservas de vagas por escola pública e cor/raça, e mais efeitos positivos de longo prazo, algo mais sustentável.
Um dos argumentos pró-cotas é de que os cotistas comumente têm desempenho igual ou superior. Isso teoricamente demonstra que quaisquer penúrias que tenham passado não os deixou em desvantagem tão significativa, que não puderam compensar, e é bem provável que já conseguissem compensar então em um curso preparatório, que de qualquer forma leva a um aproveitamento melhor do curso.
Esse "teoricamente" é independente de levar em conta o problema das cotas estarem na maior parte do tempo já beneficiando quem não precisaria "tanto" delas. O mesmo provavelmente ainda ocorreria com cursos preparatórios, não seriam nem todos que conseguriam acompanhá-los ou ser aprovados depois disso, mas na maioria os que já vinham com melhor aproveitamento escolar anterior.
- Cotas para empregos quando há equivalência curricular e de capacitação* também deve ser algo de efeito positivo mais imediato e não injusto. A avaliação de candidatos de emprego geralmente não é tão "científica" quanto os avaliadores e empresários gostariam que fosse, "simpatia" acaba sendo o que mais conta, e "simpatia" pode ter algum viés racial, mesmo sem que as pessoas sejam exatamente racistas, e pode ser negativamente afetada se o candidato está mais nervoso, como pode estar com o treinamento para pensar que, apenas por ser negro/pardo/índio, já tem menores chances.
http://www.psychologylounge.com/2010/02/01/hacking-your-next-job-interview-the-real-secret-to-getting-hired/
Para mais aspectos estruturais, com efeitos mais significativos de longo prazo:
- Políticas de atenção à criação das crianças em famílias de baixa renda também seriam um avanço considerável, com instrução e recursos aos pais para criar um ambiente mais estimulante, que se aproxima mais daquele que as crianças de classes média e alta se beneficiam. Nos EUA há algumas iniciativas filantrópicas nesse sentido:
https://en.wikipedia.org/wiki/Harlem_Children's_Zone
O sucesso não é instantâneo, mágico, mas é esse o caminho mais rápido para uma melhoria "estruturada" das condições das populações de baixa renda, junto com políticas de maior liberdade econômica, mais favoráveis ao empreendedorismo e geração de empregos.- E no que a vitimação psicológica por racismo realmente afetar, tratamento psicológico/psiquiátrico público para isso, que deverá também ter um efeito positivo nas futuras gerações, criadas em lares mais saudáveis.
- punição/fiscalização por crimes de racismo. Talvez o melhor sucesso para as coisas mais leves se dê não tanto apenas por punição, mas com campanhas de algum tipo. Não sei se as campanhas "comuns" funcionam muito bem, mas parece que quando as novelas da globo promovem alguma coisa, isso tem um considerável sucesso, lembro de ter ouvido falar de algo assim, como muito mais doadores de órgãos depois de uma novela que tinha essa questão como parte central da trama.
* mas não se deve ignorar diferenças de aptidão individual para a tarefa em questão. Não é "sexista" haver menos mulheres no corpo de bombeiros, polícia e forças armadas, etc, por exemplo.
Gostei dessa ideia de cursos preparatórios gratuitos. Resta saber o custo disso para uma população tão grande.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 08/02/2016, 21:23

Citar

Um dos comentários da montagem acima:
Quando eu vi essa história me deu vontade de chorar. Essas justiçagens já foram longe demais
O link do FB da menina que fez o comentário: https://www.facebook.com/lilyneves?fref=ufi&rc=p
Contagem regressiva para ela ser chamada de "adestrada".
Pai fantasiado de Aladdin é acusado de racismo ao vestir filho de Abu no Carnaval de BH
Fernando Bustamante utilizou as redes sociais para rebater as acusações
Um artista de Belo Horizonte utilizou as redes sociais para rebater as acusações de racismo contra o próprio filho. A confusão teve início após Fernando Bustamante, a mulher e o filho terem uma foto de suas fantasias de Carnaval divulgadas na internet.
Na imagem, Bustamante aparece vestido de Aladdin, enquanto sua mulher estava fantasiada de Jasmine e o filho adotivo do casal estava utilizando uma fantasia do macaquinho Abu, melhor amigo do Aladdin. A foto foi registrada nesta segunda-feira (8) durante o desfile de um bloco de Carnaval no bairro Floresta, região leste da capital mineira.
Após a repercussão nas redes sociais, Bustamante publicou uma mensagem em seu perfil no Facebook justificando que não teve a intenção de ofender ninguém com a escolha da fantasia do filho e dizendo que enxerga o personagem de Abu não como um macaco, mas sim como o melhor amigo de Aladdin. Ainda nas redes sociais, o artista teve o apoio de vários amigos, inclusive com relatos de como o casal é amoroso com o filho adotivo.
Confira na íntegra a resposta de Bustamante:
Amigos de facebook... jamais imaginava tamanha repercussão diante das fantasias escolhidas para o Carnaval ontem. Peço que compartilhem a mensagem a seguir em todas as páginas que publicaram uma mensagem tão descontextualizada da realidade. Realmente o meu filho Mateus vai me ensinar muito como nos blindarmos do preconceito na cabeça das pessoas. Sou artista, de teatro, e sempre acreditei na diversidade, na igualdade entre as pessoas. Luto por isso e aplico isso na minha vida pessoal e profissional. Sou casado e o Mateus é o meu primeiro filho (já estamos novamente na fila da adoção porque ele está ansioso por um irmãozinho do coração). Gostaria de pedir desculpas para aqueles que sentiram ofendidos com a nossa fantasia Jamais foi a nossa intenção. Peço que leiam a postagem do meu amigo Joubert Oliveira, que é testemunha da minha trajetória como artista e pai. Somos uma família muito feliz e me sinto cada vez mais humano compartilhando a vida com o pequeno Mateus. Hoje ele desfilou de Pequeno Príncipe e vou aproveitar uma frase desse personagem para expressar o meu sentimento ao ver essa postagem nesse fim de tarde : "Só se vê de verdade com o coração... o essencial é invisível aos olhos!" Muitos podem ver um macaco na fantasia de ontem. Eu vejo o melhor amigo do Aladdin, que vai conhecer o Mundo Ideal com ele e a Jasmine. Sem preconceitos e com muito, mas muito amor. Viva a diversidade! Em busca de um mundo ideal #ummundoideal
http://noticias.r7.com/minas-gerais/pai-fantasiado-de-aladdin-e-acusado-de-racismo-ao-vestir-filho-de-abu-no-carnaval-de-bh-09022016

Um dos comentários da montagem acima:
Quando eu vi essa história me deu vontade de chorar. Essas justiçagens já foram longe demais
O link do FB da menina que fez o comentário: https://www.facebook.com/lilyneves?fref=ufi&rc=p
Contagem regressiva para ela ser chamada de "adestrada".
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 09/02/2016, 11:01

A estupidez dos 'patrulheiros ideológicos' não tem limite mensurável.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 09/02/2016, 12:18

'É triste me ver estereotipada em fantasia de carnaval', diz ativista negra
Citar
Citar
Todos os anos, milhares de foliões curtem o carnaval por todo o País ostentando as mais diferentes e criativas fantasias. Mas há uma delas que invariavelmente desagrada a ativista sul-mato-grossense Angela Batista, de 22 anos. "Pense duas vezes antes de pintar o rosto de preto (chamado popularmente de 'blackface' ou colocar um blackpower. É depreciativo, desrespeitoso e é racista", declara Angela, que não economiza palavras para criticar o que classifica como um "ofensa pessoal".
Professora de português e literatura, ela ganhou visibilidade nas redes sociais após escrever um artigo em que critica o uso de adereços ou fantasias durante o carnaval que, em sua opinião, desmerecem a luta do movimento negro. E Angela não abre espaço para concessões. "Não adianta dizer que se trata de uma homenagem. Quem faz blackface ou põe um black power está debochando de todo um povo. Se a escolha foi consciente ou não, não importa. Na dúvida, não me desrespeite."
A polêmica também ganhou força recentemente após uma foto circular nas redes sociais de um casal de jovens brancos que aparece fantasiado de Aladdin e Jasmine, com o filho negro nos ombros vestido de Abu, o macaco de estimação e um dos melhores amigos do personagem.
No ano passado, a BBC Brasil publicou reportagem sobre a reação ao bloco 'Domésticas de Luxo', de Juiz de Fora, em Minas Gerais, formado por homens com rostos pintados de preto. De sua casa em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ela deu o seguinte depoimento à BBC Brasil.
"Desde pequena, assim como milhões de negros desse País, sempre fui vítima de racismo. São tantos episódios que já perdi as contas. Só quem nasceu negro sabe. Na escola, me chamavam de 'preta fedida', 'carvão', 'petróleo'. Certa vez, quando era bem pequena, uma professora perguntou em sala de aula o que gostaríamos de ser quando crescemos. No meu imaginário pueril, respondi: 'Princesa'. Ela rebateu: 'Não existe princesa negra'. Passei a alisar meu cabelo.
Eu chorava escondido. Mas hoje não choro mais. Me assumo do jeito que eu sou. E decidi militar ativamente no movimento negro. Durante as minhas aulas, tento empoderar e politizar meus alunos o máximo possível. E por isso não consigo entender o que passa na cabeça de algumas pessoas que teimam em colocar um 'black power' ou pintar o rosto de preto (blackface) durante o Carnaval. É depreciativo, desrespeitoso e racista. E não se trata de uma homenagem, mas uma ofensa, a mim e a milhões de negros que lutam diariamente para combater o preconceito nesse País ainda tão cindido.
Não sou contra o carnaval e entendo que por trás de muitas fantasias exista uma crítica, política ou social. Mas não cabe aos brancos determinar o limite do que é tolerável ou não. Se eu ou algum negro levantamos esse questionamento, é porque algo ali nos incomoda. E não se trata de autovitimização. Estão sequestrando o nosso protagonismo. Em outras palavras, se sou quem sofre o preconceito, não deveria ter voz sobre o que considero um ato de racismo? Devemos escutar o ofensor em vez do ofendido?
O blackface, por exemplo, era uma prática teatral em que atores pintavam o rosto de preto para representar os africanos de forma exagerada, reforçando estereótipos. Já o blackpower é para mim um ato de resistência. É a forma como eu assumo as minhas características diante da sociedade. Considero a suposta "brincadeira" nos dois casos como de extremo mau gosto. É triste se ver estereotipado como uma alegoria de Carnaval. Isso diminui a nossa luta.
Decidi escrever um desabafo no meu Facebook depois de um colega de trabalho me enviar uma mensagem em que me perguntava se eu ficaria incomodada se ele saísse fantasiado 'de Angela' no carnaval. Em suas palavras: com o rosto pintado de preto, black power e tatuagem. Achei estranho e ofensivo. Não quero ser retratada de forma debochada. Eu sou um ser humano e mereço ser tratada como tal.
Infelizmente, o Brasil é um País ainda muito racista. E a sociedade parece não estar aberta à discussão. É mais fácil querer desqualificar meu argumento, ora me tachando de vitimista, ora de xiita. Por isso, eu convido todos à autorreflexão. Todo mundo quer curtir o carnaval, mas será que não vale a pena pensar um pouco antes de sair com uma fantasia que possa ofender alguém?"
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 09/02/2016, 12:20

Citação de: Geotecton em 09 de Fevereiro de 2016, 15:18:43
Claro, não existe nenhum mal em colocar um preto personificado como macaco, principalmente uma criança.
A estupidez dos 'patrulheiros ideológicos' não tem limite mensurável.
Claro, não existe nenhum mal em colocar um preto personificado como macaco, principalmente uma criança.

0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 09/02/2016, 12:22

