
Clube Cético
Crer ou não crer, eis a questão
Autor: Spencer | Categoria: Ceticismo | Exibições: 32110 Comentários: 591

Citação de: Brienne of Tarth em 29 de Fevereiro de 2016, 17:47:00
Citação de: Brienne of Tarth em 29 de Fevereiro de 2016, 18:00:02
Anotações importantes que nos levam a dizer para o Spencer:
É um erro subestimar a força que o inconsciente humano tem sobre a consciência.
O Spencer nos mostra ser uma pessoa muito letrada, que teve na leitura fonte inesgotável de prazer e aprendizado. Evidente que em algum momento de sua vida ele pode ter se deparado com uma poesia de Guerra Junqueiro. Daí aquilo ficou gravado e o seu consciente nem percebeu quando ele escreveu o seu poema O Fim das Dores.
Eu sou uma daquelas pessoas possuidoras da faculdade de mimetizar um estilo literário, bastando ler algumas obras do escritor; contudo, jamais serei, como o próprio, dona de um sem número de matizes distintos os quais identificam o autor à sua obra, como uma assinatura pertence a alguém.
Como bancária, fiz um curso de grafoscopia e percebo que a escrita de cada um é dotada de características inimitáveis com perfeição de 100%.
Isto posto, hoje compreendo como o acesso à uma biblioteca com mais de 20 mil exemplares serviu ao tão propalado ignorante jovem Chico Xavier na elaboração de sua mania.
Citação de: Brienne of Tarth em 29 de Fevereiro de 2016, 18:00:02
Citação de: Alquimista em 29 de Fevereiro de 2016, 15:06:51Spencer, chega de blá-blá-blá e conte aí para a gente as suas experiências pessoais desde que abraçou o espiritismo.
_Espíritos... Já presenciou alguma materialização ou aparição?
_Desdobramento... Já se desdobrou? Conte aí para nós como foi.
Alquimista, quando adolescente vi, no altar da Igreja Messiânica, formas as quais eu pensava serem espíritos, uma delas aparentemente levitava, com um grande turbante branco, e a outra, com grandes cabelos e uma calça, corria de um lado para o outro; obviamente, explicações me foram fornecidas, como "espíritos guias" de pessoas presentes durante o culto, mas apenas uma vez aconteceu, e cheguei à conclusão depois de algum tempo que nossa mente nos prega peças e nos engana com frequência, a menos que estejamos já calejados desses enganos, e uma mente vulnerável e imatura não consegue entender certos fenômenos.
Quanto a desdobramentos, não sei, mas tive já 3 sonhos pré cognitivos dos quais 2 já se concretizaram: um se referia ao desembarque em Miracema, visto previamente em um sonho, com suas luzes amarelas de mercúrio e suas escadarias para o Rio Tocantins, e outro um resultado em concurso público para provimento de vaga em área administrativa da saúde, quando sonhei com a pessoa que me atendera, informando meu sucesso, e a chegada de telegrama confirmando tal informação 4 dias após o sonho.
Como os anéis de benzeno de Kekulé, haveria notícia de tal coincidência se esta não me favorecesse ou não acontecesse? Marcamos os sucessos, mas esquecemos dos fracassos...
Anotações importantes que nos levam a dizer para o Spencer:
É um erro subestimar a força que o inconsciente humano tem sobre a consciência.
O Spencer nos mostra ser uma pessoa muito letrada, que teve na leitura fonte inesgotável de prazer e aprendizado. Evidente que em algum momento de sua vida ele pode ter se deparado com uma poesia de Guerra Junqueiro. Daí aquilo ficou gravado e o seu consciente nem percebeu quando ele escreveu o seu poema O Fim das Dores.
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Data da postagem: 29/02/2016, 14:05

Falando em ''sonhos premonitórios'', uma vez o Alquimista sonhou com o seguinte:
_Sonhei que tinha quebrado a Tíbia da perna direita. Nunca havia sonhado com isso, foi a primeira e única vez. Foi um sonho de apertos... hehehe Minha mulher e companheira, ao me acordar, pôs a sua mão exatamente sobre a Tíbia fraturada do sonho e disse assim: e este ossão aí??? Nunca aconteceu o mesmo ou parecido novamente.
Telepatia? Paranormalidade? Espíritos?
Pode ser que, ao despertar impressionado daquele sonho, possa ter manifestado algo sutil através da linguagem corporal que induziu minha mulher, inconscientemente, a se conectar com meu pensamento.
É um erro subestimar a força que o inconsciente humano tem sobre a consciência.
Sobre fantasmas, vale a pena contar o que se sucedeu com um amigo chileno certa vez:
_Ele costumava narrar sua experiência com fantasmas no seu quarto. Um dia pedi para ele mais detalhes, o que me foi concedido. Sua estória tinha todas as características clássicas de uma paralisia do sono. Em seguida procurei um bom site com a descrição dessa condição e passei o link para ele ler.
Ao término da leitura, ele de repente disse, atônito: ''caraca! é isso mesmo que eu senti! Puxa, como você descobriu?''
Não foi difícil para ele ficar convencido de que tinha sofrido os sintomas da paralisia do sono, o que explicaria facilmente sua experiência com espectros amorfos e cinzentos.
Quer dizer então que o chileno se sentiu melhor após isso?
Nananinanão. Na verdade ele falou que eu havia destruído a experiência dele e depois me confessou que era muito mais feliz quando acreditava que eram fantasmas que ele via. Então concluiu que iria continuar a contar para todo mundo sua estória sobrenatural porque soava muito mais interessante (do que a realidade) e isso fazia dele um cara muito especial aos olhos de outros.
É preciso separar o sutil do espesso.
É um erro subestimar a força que o inconsciente humano tem sobre a consciência. Essa é a máxima VITRIOL do Alquimista.
_Sonhei que tinha quebrado a Tíbia da perna direita. Nunca havia sonhado com isso, foi a primeira e única vez. Foi um sonho de apertos... hehehe Minha mulher e companheira, ao me acordar, pôs a sua mão exatamente sobre a Tíbia fraturada do sonho e disse assim: e este ossão aí??? Nunca aconteceu o mesmo ou parecido novamente.
Telepatia? Paranormalidade? Espíritos?
Pode ser que, ao despertar impressionado daquele sonho, possa ter manifestado algo sutil através da linguagem corporal que induziu minha mulher, inconscientemente, a se conectar com meu pensamento.
É um erro subestimar a força que o inconsciente humano tem sobre a consciência.
Sobre fantasmas, vale a pena contar o que se sucedeu com um amigo chileno certa vez:
_Ele costumava narrar sua experiência com fantasmas no seu quarto. Um dia pedi para ele mais detalhes, o que me foi concedido. Sua estória tinha todas as características clássicas de uma paralisia do sono. Em seguida procurei um bom site com a descrição dessa condição e passei o link para ele ler.
Ao término da leitura, ele de repente disse, atônito: ''caraca! é isso mesmo que eu senti! Puxa, como você descobriu?''
Não foi difícil para ele ficar convencido de que tinha sofrido os sintomas da paralisia do sono, o que explicaria facilmente sua experiência com espectros amorfos e cinzentos.
Quer dizer então que o chileno se sentiu melhor após isso?
Nananinanão. Na verdade ele falou que eu havia destruído a experiência dele e depois me confessou que era muito mais feliz quando acreditava que eram fantasmas que ele via. Então concluiu que iria continuar a contar para todo mundo sua estória sobrenatural porque soava muito mais interessante (do que a realidade) e isso fazia dele um cara muito especial aos olhos de outros.
É preciso separar o sutil do espesso.
É um erro subestimar a força que o inconsciente humano tem sobre a consciência. Essa é a máxima VITRIOL do Alquimista.
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Data da postagem: 29/02/2016, 14:32

É que a Navalha de Occan às vezes está cega, nobre Alquimegisto... 
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Data da postagem: 29/02/2016, 14:38

hahahahaha
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Data da postagem: 29/02/2016, 14:54

Citação de: Spencer em 29 de Fevereiro de 2016, 14:19:49
Caro Spencer Tracy, "a ciência não explica tudo, mas a religião não explica nada..."
Qual o problema com a ignorância? Não saber tudo é um problema, mas conviver com isso é fundamental para a sanidade, como diz minha filha de 11 anos: "lide com isso".
Citação de: Spencer em 29 de Fevereiro de 2016, 14:19:49
Maldito Pitágoras...Perfeição? O que você chama de perfeição? E espíritos? O que são "espíritos"? Determinismo divino? WTF? Sua necessidade de ter um mestre é tão grande que declara isso?
Apresentar respostas a todas as questões? Você não sabe que é 42 não existe isso?
Citação de: Spencer em 29 de Fevereiro de 2016, 14:19:49
"Só há apenas um deus, que é a morte, e apenas uma oração: hoje não". (Game of Thrones)
Spencer, Spencer, já que nos acusastes, nós céticos, de duvidar de tua sublime intenção de iluminar nossos endurecidos corações, mostrai-nos tua capacidade de transcender à impecável lógica contrária à reencarnação, por obséquio:
Teoria da Reencarnação
Verdade, Brienne; talvez porque a ciência não tenha todas as respostas, como deveria.
Caro Spencer Tracy, "a ciência não explica tudo, mas a religião não explica nada..."
Qual o problema com a ignorância? Não saber tudo é um problema, mas conviver com isso é fundamental para a sanidade, como diz minha filha de 11 anos: "lide com isso".
Citação de: Spencer em 29 de Fevereiro de 2016, 14:19:49
Mas vc não acha que se existe um Deus, e se a perfeição do espírito é um determinismo divino, Ele não deveria apresentar respostas a todas as questões que lhe forem apresentadas?
Maldito Pitágoras...Perfeição? O que você chama de perfeição? E espíritos? O que são "espíritos"? Determinismo divino? WTF? Sua necessidade de ter um mestre é tão grande que declara isso?
Apresentar respostas a todas as questões? Você não sabe que é 42 não existe isso?
Citação de: Spencer em 29 de Fevereiro de 2016, 14:19:49
Mas por favor, rogo que não entenda que eu esteja colocando o Espiritismo no lugar daquele Deus.
A Reencarnação explica tudo e embora isto seja fantástico, é um método muito doloroso de aprendizado. É como vejo.
"Só há apenas um deus, que é a morte, e apenas uma oração: hoje não". (Game of Thrones)
Spencer, Spencer, já que nos acusastes, nós céticos, de duvidar de tua sublime intenção de iluminar nossos endurecidos corações, mostrai-nos tua capacidade de transcender à impecável lógica contrária à reencarnação, por obséquio:
Teoria da Reencarnação
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Data da postagem: 29/02/2016, 15:23
Citação de: Brienne of Tarth em 29 de Fevereiro de 2016, 19:23:19
Estive no site, é muito bom.
Quanto ao trabalho do José M. Silva, também bom, mas revela falta de conhecimento mais aprofundado da "teoria da reencarnação"
Então vou preparar uma resposta e voltamos a falar, ok?
Caro Spencer Tracy, "a ciência não explica tudo, mas a religião não explica nada..."
Qual o problema com a ignorância? Não saber tudo é um problema, mas conviver com isso é fundamental para a sanidade, como diz minha filha de 11 anos: "lide com isso".
É,amiga; todos nos defendemos ou atacamos baseados em opiniões, já que nada se prova. Defender e atacar parece inapropriado? Não quando se trata de defender uma opinião. Nossas opiniões moldam o nosso modo de ser. por isto montamos vigilância atenta pois a mudança brusca de opinião ante um argumento convincente pode ativar o processo de descontrução de nossa personalidade.
Citação de: Spencer em 29 de Fevereiro de 2016, 14:19:49Mas vc não acha que se existe um Deus, e se a perfeição do espírito é um determinismo divino, Ele não deveria apresentar respostas a todas as questões que lhe forem apresentadas?
Spencer, Spencer, já que nos acusastes, nós céticos, de duvidar de tua sublime intenção de iluminar nossos endurecidos corações, mostrai-nos tua capacidade de transcender à impecável lógica contrária à reencarnação, por obséquio:
Teoria da Reencarnação
Estive no site, é muito bom.
Quanto ao trabalho do José M. Silva, também bom, mas revela falta de conhecimento mais aprofundado da "teoria da reencarnação"
Então vou preparar uma resposta e voltamos a falar, ok?
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Data da postagem: 29/02/2016, 17:08

A respeito da Reencarnação:
Paris sempre foi o celeiro de gênios do charlatanismo como Mesmer, o Conde de Saint Germain, o Conde Cagliostro, o Conde Victor Lustig, etc. Em relação ao Cagliostro (que dizia se comunicar com espíritos e cujos feitos superam de longe os de Chico Xavier), a Czarina Catarina (A Grande), ao ficar sabendo da estada do mago em São Petersburgo e o seu desejo de vê-la, recusou o convite acusando o Conde de ser um charlatão (ela era uma mulher muito arguta) e encerrou com as seguintes palavras: ‘’creio que Cagliostro encontrará seu lugar em Paris...''
Cagliostro havia adquirido fama em São Petersburgo e seduziu inúmeras lojas maçônicas que almejavam ver espíritos. Essa era uma época propícia para todo tipo de embuste. Homens como Casanova floresciam por toda Europa. O ato de se comunicar com espíritos, com o sobrenatural, era praxe comum dentro de círculos esotéricos como o rozacrucianismo, o martinismo e os maçôns.
Passado alguns anos, quem encontrou seu lugar em Paris foi o médico austríaco Franz Anton Mesmer, que causou furor com sua nova terapia do Magnetismo Animal. Apesar dos esforços dos cientistas para desacreditar Mesmer, discípulos do Magnetismo Animal surgiam aos montes e foi um desses discípulos que apresentou a um certo pedagogo em ascensão a nova moda da época: as mesas girantes e falantes. O nome do pedagogo era Hippolyte Léon Denizard Rivail.
O modismo das mesas girantes e falantes foi fruto do sensacionalismo estadunidense gerado pelas irmãs Fox (que já foi desacreditado e desmascarado como fraude), mas podemos imaginar o Sr. Rivail, homem ingênuo mas bem intencionado, tentando entender cientificamente como as mesas se moviam e formavam palavras. Só que o Sr. Rivail não contava que, como no caso das Fox, também estava sendo enganado por uma fraude muito bem elaborada.
O modismo das mesas girantes e falantes atraía toda sorte de ocultistas, intelectuais, artistas e aristocratas entediados (quadro muito comum em Paris). A respeito do ocultismo, comunicações com espíritos e ideia exóticas trazidas do oriente já tinham se estabelecido nestes círculos. Até a influente Madame Blavatsky organizava suas sessões de espiritismo e, como médium, falava com os mortos, mas nem mesmo a mãe da Nova Era estava isenta de escândalos. Ela também foi desmascarada em inúmeras ocasiões.
E essa é a verdadeira gênese do Espiritismo. Nasceu de uma fraude muito fraudulenta. E quanto ao Sr. Rivail, nenhuma entidade superior ditou nada para ele. Isso nunca aconteceu. Na verdade, o Sr. Rivail, que a esta altura já estava bem entusiasmado com as mesas e os médiuns, anotava tudo o que era dito (não importava o absurdo que fosse) e, sentindo a necessidade de organizar toda aquela espalhafatosa colcha de retalhos, criou o que veio a ser a Doutrina Espírita, codificada e compilada no seu O Livro dos Espíritos.
Então foi assim, Rivail deu crédito demais e assumiu como verdade o que era dito nas sessões das mesas, acreditando se tratar de revelações vindas do mundo espiritual, depois caiu no conto do vigário (que como vimos, não era nenhuma novidade, Cagliostro que o diga...) e por fim ganhou o pseudônimo exótico (mas bem sacado) de Allan Kardec, criando assim o Espiritismo. Ah, um detalhe bastante revelador: em suas anotações baseadas na observação das sessões, Kardec concluiu, ao contrário da crença popular, que os espíritos não são nenhuma entidade superior, não apresentam nenhum conhecimento elevado e a conversa com eles não passa de um mero bate-papo de botequim. Em suma, são como os seres humanos em nível intelectual. Claro, como não poderia deixar de ser... Afinal de contas, Kardec não sabia que tudo era invenção de seres tão mortais como ele. Kkkkkkkkkkkkkkkkkk Taí outro nítido indício esclarecedor de que tudo fora uma fraude.
Mas o que levou aquele senhor culto e promissor educador a ser tão ingênuo? A resposta se encontra justamente no que o tornou respeitável na época... Promissor educador.
Rivail, que já tinha escrito um livro sobre pedagogia, estava açodado para causar uma reforma/revolução no sistema educacional francês. Nesse sentido, não é difícil imaginar que lhe seria muito útil para essa nova proposta uma nova visão moral e religiosa, uma nova ética filosófica, e onde foi que Kardec encontrou o que precisava? Na doutrina da Reencarnação.
É indubitável que a Reencarnação, com seu sistema progressista e democrático, para o sucessor de Pestalozzi (produto da Revolução Francesa), caiu como uma luva.
Neste sentido, o Espiritismo é mais um espólio do Pedagogo/Educador Allan Kardec do que do Allan Kardec espírita.
Paris sempre foi o celeiro de gênios do charlatanismo como Mesmer, o Conde de Saint Germain, o Conde Cagliostro, o Conde Victor Lustig, etc. Em relação ao Cagliostro (que dizia se comunicar com espíritos e cujos feitos superam de longe os de Chico Xavier), a Czarina Catarina (A Grande), ao ficar sabendo da estada do mago em São Petersburgo e o seu desejo de vê-la, recusou o convite acusando o Conde de ser um charlatão (ela era uma mulher muito arguta) e encerrou com as seguintes palavras: ‘’creio que Cagliostro encontrará seu lugar em Paris...''
Cagliostro havia adquirido fama em São Petersburgo e seduziu inúmeras lojas maçônicas que almejavam ver espíritos. Essa era uma época propícia para todo tipo de embuste. Homens como Casanova floresciam por toda Europa. O ato de se comunicar com espíritos, com o sobrenatural, era praxe comum dentro de círculos esotéricos como o rozacrucianismo, o martinismo e os maçôns.
Passado alguns anos, quem encontrou seu lugar em Paris foi o médico austríaco Franz Anton Mesmer, que causou furor com sua nova terapia do Magnetismo Animal. Apesar dos esforços dos cientistas para desacreditar Mesmer, discípulos do Magnetismo Animal surgiam aos montes e foi um desses discípulos que apresentou a um certo pedagogo em ascensão a nova moda da época: as mesas girantes e falantes. O nome do pedagogo era Hippolyte Léon Denizard Rivail.
O modismo das mesas girantes e falantes foi fruto do sensacionalismo estadunidense gerado pelas irmãs Fox (que já foi desacreditado e desmascarado como fraude), mas podemos imaginar o Sr. Rivail, homem ingênuo mas bem intencionado, tentando entender cientificamente como as mesas se moviam e formavam palavras. Só que o Sr. Rivail não contava que, como no caso das Fox, também estava sendo enganado por uma fraude muito bem elaborada.
O modismo das mesas girantes e falantes atraía toda sorte de ocultistas, intelectuais, artistas e aristocratas entediados (quadro muito comum em Paris). A respeito do ocultismo, comunicações com espíritos e ideia exóticas trazidas do oriente já tinham se estabelecido nestes círculos. Até a influente Madame Blavatsky organizava suas sessões de espiritismo e, como médium, falava com os mortos, mas nem mesmo a mãe da Nova Era estava isenta de escândalos. Ela também foi desmascarada em inúmeras ocasiões.
E essa é a verdadeira gênese do Espiritismo. Nasceu de uma fraude muito fraudulenta. E quanto ao Sr. Rivail, nenhuma entidade superior ditou nada para ele. Isso nunca aconteceu. Na verdade, o Sr. Rivail, que a esta altura já estava bem entusiasmado com as mesas e os médiuns, anotava tudo o que era dito (não importava o absurdo que fosse) e, sentindo a necessidade de organizar toda aquela espalhafatosa colcha de retalhos, criou o que veio a ser a Doutrina Espírita, codificada e compilada no seu O Livro dos Espíritos.
Então foi assim, Rivail deu crédito demais e assumiu como verdade o que era dito nas sessões das mesas, acreditando se tratar de revelações vindas do mundo espiritual, depois caiu no conto do vigário (que como vimos, não era nenhuma novidade, Cagliostro que o diga...) e por fim ganhou o pseudônimo exótico (mas bem sacado) de Allan Kardec, criando assim o Espiritismo. Ah, um detalhe bastante revelador: em suas anotações baseadas na observação das sessões, Kardec concluiu, ao contrário da crença popular, que os espíritos não são nenhuma entidade superior, não apresentam nenhum conhecimento elevado e a conversa com eles não passa de um mero bate-papo de botequim. Em suma, são como os seres humanos em nível intelectual. Claro, como não poderia deixar de ser... Afinal de contas, Kardec não sabia que tudo era invenção de seres tão mortais como ele. Kkkkkkkkkkkkkkkkkk Taí outro nítido indício esclarecedor de que tudo fora uma fraude.
Mas o que levou aquele senhor culto e promissor educador a ser tão ingênuo? A resposta se encontra justamente no que o tornou respeitável na época... Promissor educador.
Rivail, que já tinha escrito um livro sobre pedagogia, estava açodado para causar uma reforma/revolução no sistema educacional francês. Nesse sentido, não é difícil imaginar que lhe seria muito útil para essa nova proposta uma nova visão moral e religiosa, uma nova ética filosófica, e onde foi que Kardec encontrou o que precisava? Na doutrina da Reencarnação.
É indubitável que a Reencarnação, com seu sistema progressista e democrático, para o sucessor de Pestalozzi (produto da Revolução Francesa), caiu como uma luva.
Neste sentido, o Espiritismo é mais um espólio do Pedagogo/Educador Allan Kardec do que do Allan Kardec espírita.
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Data da postagem: 01/03/2016, 14:09
Alquimista, numa processo fraudulento existe o farsante e aqueles que são enganados; mas um sábio político americano dizia - pode-se enganar algumas pessoas por certo tempo, mas ninguém consegue enganar muitas pessoas por muito tempo - ou qualquer coisa parecida com isto.
Por exemplo, as Irmãos Fox, Kate e Margareth tinham respectivamente 11 e 14 anos quando trouxeram ao público aqueles acontecimentos e por mais de 30 anos deram espetáculo pelo mundo inteiro. Sofreram todo o tipo de vexame quando examinadas por "sábios" que queriam comprovar a veracidade da coisa.
Tem um verbete na wikipedia que vale a pena ser consultado por sua imparcialidade no trato do assunto. Então; será que enganaram o mundo por tanto tempo? Para quem tem paciência ou interesse, será bom ler os relatos sobre o assunto pois muitos personagens interessantes e famosos ali comparecem.
Não falo de vc mas do texto que vc trouxe. É apenas mais um ataque, entre tantos contra o Espiritismo e com as mesmas bobagens que falam sobre Kardec.
Quem já leu as várias biografias sobre ele, consegue ao final de contas fazer uma imagem, a qual mostra um sujeito realmente culto, extremamente sério ao ponto de ser socialmente desagradável, auxiliar de Pestalozzi que o tinha em altíssima conta, e por aí vai. Mas não um ingênuo que seria enganado por espíritos vagabundos por tanto tempo, não é mesmo?
Ah, um detalhe bastante revelador: em suas anotações baseadas na observação das sessões, Kardec concluiu, ao contrário da crença popular, que os espíritos não são nenhuma entidade superior, não apresentam nenhum conhecimento elevado e a conversa com eles não passa de um mero bate-papo de botequim.
Caro amigo, outra grande bobagem, sem contar a distorção da nota. Mais uma de tantas, das pessoas que julgam o livro pela capa.
Kardec sempre advertia aos neo profitentes para não tomarem ao pé da letra tudo o que os espíritos diziam pois, em grande parte, eram apenas as almas dos homens falecidos não sendo possuidores de qualquer verdade em especial.
Para comprovar isto, companheirão, leia um pouco do livro dos espíritos. Por ser um livro de perguntas e respostas vá no indice e escolha um tema que lhe interesse. Pelo menos constatará, pelo nível das respostas, que não se tratava de espíritos quaisquer.
Por exemplo, as Irmãos Fox, Kate e Margareth tinham respectivamente 11 e 14 anos quando trouxeram ao público aqueles acontecimentos e por mais de 30 anos deram espetáculo pelo mundo inteiro. Sofreram todo o tipo de vexame quando examinadas por "sábios" que queriam comprovar a veracidade da coisa.
Tem um verbete na wikipedia que vale a pena ser consultado por sua imparcialidade no trato do assunto. Então; será que enganaram o mundo por tanto tempo? Para quem tem paciência ou interesse, será bom ler os relatos sobre o assunto pois muitos personagens interessantes e famosos ali comparecem.
Não falo de vc mas do texto que vc trouxe. É apenas mais um ataque, entre tantos contra o Espiritismo e com as mesmas bobagens que falam sobre Kardec.
Quem já leu as várias biografias sobre ele, consegue ao final de contas fazer uma imagem, a qual mostra um sujeito realmente culto, extremamente sério ao ponto de ser socialmente desagradável, auxiliar de Pestalozzi que o tinha em altíssima conta, e por aí vai. Mas não um ingênuo que seria enganado por espíritos vagabundos por tanto tempo, não é mesmo?
Ah, um detalhe bastante revelador: em suas anotações baseadas na observação das sessões, Kardec concluiu, ao contrário da crença popular, que os espíritos não são nenhuma entidade superior, não apresentam nenhum conhecimento elevado e a conversa com eles não passa de um mero bate-papo de botequim.
Caro amigo, outra grande bobagem, sem contar a distorção da nota. Mais uma de tantas, das pessoas que julgam o livro pela capa.
Kardec sempre advertia aos neo profitentes para não tomarem ao pé da letra tudo o que os espíritos diziam pois, em grande parte, eram apenas as almas dos homens falecidos não sendo possuidores de qualquer verdade em especial.
Para comprovar isto, companheirão, leia um pouco do livro dos espíritos. Por ser um livro de perguntas e respostas vá no indice e escolha um tema que lhe interesse. Pelo menos constatará, pelo nível das respostas, que não se tratava de espíritos quaisquer.
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Data da postagem: 01/03/2016, 15:22

Citação de: Spencer
Muitas vezes o "medium" não sabe que está cometendo uma fraude. É o que se chama de fraude inconsciente. Isso acontece quando existe muita pressão por resultados em sessões com horários definidos. É como se o "medium" estivesse atuando num estado de sonambulismo no qual, quando surpreendido em fraude, nega e não se recorda de seus atos como se outra pessoa (personalidade?) estivesse no controle. É muito semelhante ao que acontece aos cleptomaníacos quando são pegos em flagrante. A pessoa é sincera, inteligente mas incapaz de explicar e de se lembrar do furto, mesmo diante de todas as evidências. A fraude inconsciente pode acontecer também quando um indivíduo possui uma habilidade nata na utilização da leitura fria, por exemplo. Sem nunca terem sido treinados nas técnicas, como fazem os mágicos, certos indivíduos descobrem intuitivamente modos de pescar informações das pessoas e com sinceridade atribuir essa habilidade a um dom espiritual ou criar contextos criativos para o recebimento de mensagens por meios anômalos. Outra habilidade, normalmente presente em "mediuns" de efeitos físicos é o contorsionismo ou a facilidade de descolocar articulações para realizar efeitos impossíveis. As irmãs Fox desenvolveram a habilidade de produzir o som de pancadas usando articulações. Muitos médiuns da época de Kardec foram surpreendidos escapando uma das pernas para manipular objetos em posições aparentemente impossíveis. A fraude normalmente é consciente e planejada com o auxílio de colaboradores. Eusapia Palladino, a grande "médium" italiana de efeitos físicos levitava mesas pesadas usando a enorme força de seu pescoço agachando-se sobre a mesa enquanto suas mãos e pernas eram seguradas por pessoas, evidentemente, no escuro.
Acredito que a maioria das obras de CX seja de fraude inconsciente, mas algumas foram certamente premeditadas como no caso das materializações de Uberaba. Sugiro uma visita ao site http://obraspsicografadas.org para conhecer as evidências de fraudes.
Citação de: Spencer
Isso é verdade. O espiritismo/espiritualismo conseguiu enganar pessoas por pouco tempo. Só não engana mais porque "a época dos fenômenos já passou", conforme mais uma desculpa esfarrapada do espiritismo. Na verdade, é o medo de se expor. Ficar no lero-lero é uma posição sem risco.
Alquimista, numa processo fraudulento existe o farsante
Muitas vezes o "medium" não sabe que está cometendo uma fraude. É o que se chama de fraude inconsciente. Isso acontece quando existe muita pressão por resultados em sessões com horários definidos. É como se o "medium" estivesse atuando num estado de sonambulismo no qual, quando surpreendido em fraude, nega e não se recorda de seus atos como se outra pessoa (personalidade?) estivesse no controle. É muito semelhante ao que acontece aos cleptomaníacos quando são pegos em flagrante. A pessoa é sincera, inteligente mas incapaz de explicar e de se lembrar do furto, mesmo diante de todas as evidências. A fraude inconsciente pode acontecer também quando um indivíduo possui uma habilidade nata na utilização da leitura fria, por exemplo. Sem nunca terem sido treinados nas técnicas, como fazem os mágicos, certos indivíduos descobrem intuitivamente modos de pescar informações das pessoas e com sinceridade atribuir essa habilidade a um dom espiritual ou criar contextos criativos para o recebimento de mensagens por meios anômalos. Outra habilidade, normalmente presente em "mediuns" de efeitos físicos é o contorsionismo ou a facilidade de descolocar articulações para realizar efeitos impossíveis. As irmãs Fox desenvolveram a habilidade de produzir o som de pancadas usando articulações. Muitos médiuns da época de Kardec foram surpreendidos escapando uma das pernas para manipular objetos em posições aparentemente impossíveis. A fraude normalmente é consciente e planejada com o auxílio de colaboradores. Eusapia Palladino, a grande "médium" italiana de efeitos físicos levitava mesas pesadas usando a enorme força de seu pescoço agachando-se sobre a mesa enquanto suas mãos e pernas eram seguradas por pessoas, evidentemente, no escuro.
Acredito que a maioria das obras de CX seja de fraude inconsciente, mas algumas foram certamente premeditadas como no caso das materializações de Uberaba. Sugiro uma visita ao site http://obraspsicografadas.org para conhecer as evidências de fraudes.
Citação de: Spencer
...e aqueles que são enganados; mas um sábio político americano dizia - pode-se enganar algumas pessoas por certo tempo, mas ninguém consegue enganar muitas pessoas por muito tempo - ou qualquer coisa parecida com isto.
Isso é verdade. O espiritismo/espiritualismo conseguiu enganar pessoas por pouco tempo. Só não engana mais porque "a época dos fenômenos já passou", conforme mais uma desculpa esfarrapada do espiritismo. Na verdade, é o medo de se expor. Ficar no lero-lero é uma posição sem risco.
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Data da postagem: 01/03/2016, 16:26

Citar
Leia você também livros fora do círculo espírita onde tudo é distorcido para acomodar as "verdades" da DE.
Entendo a sua fé e vontade desejosa de que o universo funcione mesmo da forma simplista, infantil (cientificamente refutada) e muitas vezes irresponsável e inconsequente (racismo) como descrito na literatura espírita. O grande desserviço de Kardec foi divulgar nonsense de forma pedagógica, convencer as pessoas com a habilidade de professor que elas tinham todas as respostas para o mistério da vida após a morte partindo de afirmações levianas, não comprovadas e duvidosas. A DE nos dias de hoje é absolutamente insustentável seja do ponto de vista lógico, científico ou filosófico.
Para comprovar isto, companheirão, leia um pouco do livro dos espíritos.
Leia você também livros fora do círculo espírita onde tudo é distorcido para acomodar as "verdades" da DE.
Entendo a sua fé e vontade desejosa de que o universo funcione mesmo da forma simplista, infantil (cientificamente refutada) e muitas vezes irresponsável e inconsequente (racismo) como descrito na literatura espírita. O grande desserviço de Kardec foi divulgar nonsense de forma pedagógica, convencer as pessoas com a habilidade de professor que elas tinham todas as respostas para o mistério da vida após a morte partindo de afirmações levianas, não comprovadas e duvidosas. A DE nos dias de hoje é absolutamente insustentável seja do ponto de vista lógico, científico ou filosófico.
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Data da postagem: 01/03/2016, 16:55