
Clube Cético
Desesperança
Autor: DarwinIV | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 1503 Comentários: 56

DarwinIV, a sua descrição é bem parecida com a minha. Por alguns anos eu fiz tratamento para a depressão, depois de muitas idas e vindas comecei um novo tratamento com outro profissional e fui diagnosticado com esquizofrenia paranoide leve, além da depressão que hoje tb é leve.
Longe de querer te diagnosticar ou te preocupar, apenas sugiro que pesquise com profissionais qualificados se essa não é uma possibilidade também. É mais fácil combater uma doença quando a gente sabe o que está combatendo de fato.
Hoje em dia é muito comum se falar sobre depressão, síndrome do pânico, fobia social e doenças semelhantes, mas ainda é muito raro de ver alguém falar sobre esquizofrenia ou transtornos de personalidade. Ainda há o tabu do esquizofrênico agressivo ou maníaco.
(Não consigo enxergar nada dessa verificação/captcha)
Longe de querer te diagnosticar ou te preocupar, apenas sugiro que pesquise com profissionais qualificados se essa não é uma possibilidade também. É mais fácil combater uma doença quando a gente sabe o que está combatendo de fato.
Hoje em dia é muito comum se falar sobre depressão, síndrome do pânico, fobia social e doenças semelhantes, mas ainda é muito raro de ver alguém falar sobre esquizofrenia ou transtornos de personalidade. Ainda há o tabu do esquizofrênico agressivo ou maníaco.
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Data da postagem: 15/08/2019, 16:50

Citação de: Posthuman em 15 de Agosto de 2019, 20:50:52
O DSM 5, publicado há alguns anos, acabou com isso de esquizofrenia paranoide, hebefrênica, etc.
Antigamente era psicose precoce (algo assim), depois chegaram à conclusão de que era uma fragmentação da mente (daí esquizofrenia), dividiram em subtipos, acabaram com os subtipos. Há quem queira mudar o nome, porque acham que não há fragmentação alguma.
Parece que ainda vão demorar a chegar a um consenso duradouro sobre doenças e transtornos mentais.
Tem um ditado alemão de que eu gosto, que diz:
"Theorie ist, wenn man alles weiß, aber nichts funktioniert. Praxis ist, wenn alles funktioniert, aber keiner weiß warum."
Teoria é quando se sabe tudo, mas nada funciona. Prática é quando tudo funciona, mas ninguém sabe por que.
Enquanto psiquiatras teorizam e não chegam a um consenso, os remédios funcionam.
Fiquem com a farmacologia. Funciona. Mas não deixem de procurar os teóricos, até porque, na pior das hipóteses, só se pode comprar um fármaco com receita deles.
DarwinIV, a sua descrição é bem parecida com a minha. Por alguns anos eu fiz tratamento para a depressão, depois de muitas idas e vindas comecei um novo tratamento com outro profissional e fui diagnosticado com esquizofrenia paranoide leve, além da depressão que hoje tb é leve.
Longe de querer te diagnosticar ou te preocupar, apenas sugiro que pesquise com profissionais qualificados se essa não é uma possibilidade também. É mais fácil combater uma doença quando a gente sabe o que está combatendo de fato.
Hoje em dia é muito comum se falar sobre depressão, síndrome do pânico, fobia social e doenças semelhantes, mas ainda é muito raro de ver alguém falar sobre esquizofrenia ou transtornos de personalidade. Ainda há o tabu do esquizofrênico agressivo ou maníaco.
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O DSM 5, publicado há alguns anos, acabou com isso de esquizofrenia paranoide, hebefrênica, etc.
Antigamente era psicose precoce (algo assim), depois chegaram à conclusão de que era uma fragmentação da mente (daí esquizofrenia), dividiram em subtipos, acabaram com os subtipos. Há quem queira mudar o nome, porque acham que não há fragmentação alguma.
Parece que ainda vão demorar a chegar a um consenso duradouro sobre doenças e transtornos mentais.
Tem um ditado alemão de que eu gosto, que diz:
"Theorie ist, wenn man alles weiß, aber nichts funktioniert. Praxis ist, wenn alles funktioniert, aber keiner weiß warum."
Teoria é quando se sabe tudo, mas nada funciona. Prática é quando tudo funciona, mas ninguém sabe por que.
Enquanto psiquiatras teorizam e não chegam a um consenso, os remédios funcionam.
Fiquem com a farmacologia. Funciona. Mas não deixem de procurar os teóricos, até porque, na pior das hipóteses, só se pode comprar um fármaco com receita deles.
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Data da postagem: 15/08/2019, 19:01

Não era "psicose precoce", era "demência precoce".
Antigos livros ainda referem esse nome.
Antigos livros ainda referem esse nome.
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Data da postagem: 15/08/2019, 19:03

Citação de: Marciano em 15 de Agosto de 2019, 23:01:57
Então, meu diagnóstico veio cheio de códigos do CID-10 e finalmente eu pude entender muitas coisas do meu próprio comportamento e personalidade. Recententemente, li uma reportagem sobre um estudo que defendia que disgnósticos são menos importantes que seus tratamentos, e pior é que fazia algum sentido. A recomendação padrão é um tratamento que combine remédios e terapia cognitivo comportamental. A farmacologia não faz milagre, embora esteja sempre evoluindo, sempre tem aquela parcela de doentes que não se dá bem com nenhuma medicação.
O DSM 5, publicado há alguns anos, acabou com isso de esquizofrenia paranoide, hebefrênica, etc.
Antigamente era psicose precoce (algo assim), depois chegaram à conclusão de que era uma fragmentação da mente (daí esquizofrenia), dividiram em subtipos, acabaram com os subtipos. Há quem queira mudar o nome, porque acham que não há fragmentação alguma.
Parece que ainda vão demorar a chegar a um consenso duradouro sobre doenças e transtornos mentais.
Tem um ditado alemão de que eu gosto, que diz:
"Theorie ist, wenn man alles weiß, aber nichts funktioniert. Praxis ist, wenn alles funktioniert, aber keiner weiß warum."
Teoria é quando se sabe tudo, mas nada funciona. Prática é quando tudo funciona, mas ninguém sabe por que.
Enquanto psiquiatras teorizam e não chegam a um consenso, os remédios funcionam.
Fiquem com a farmacologia. Funciona. Mas não deixem de procurar os teóricos, até porque, na pior das hipóteses, só se pode comprar um fármaco com receita deles.
Então, meu diagnóstico veio cheio de códigos do CID-10 e finalmente eu pude entender muitas coisas do meu próprio comportamento e personalidade. Recententemente, li uma reportagem sobre um estudo que defendia que disgnósticos são menos importantes que seus tratamentos, e pior é que fazia algum sentido. A recomendação padrão é um tratamento que combine remédios e terapia cognitivo comportamental. A farmacologia não faz milagre, embora esteja sempre evoluindo, sempre tem aquela parcela de doentes que não se dá bem com nenhuma medicação.
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Data da postagem: 15/08/2019, 19:31

Citação de: Posthuman em 15 de Agosto de 2019, 23:31:51
Interessante. Eu não sou da área médica, mas fui militar, há muitos anos, e servi durante algum tempo no HCE.
Lá existia (não sei se ainda existe) um pavilhão (o PNP - Pavilhão Neuro-Psiquiátrico, que o pessoal chamava de "perdeu a noção do pensamento" - sic) onde conheci vários esquizofrênicos. Nenhum deles mostrava um discurso lógico como o seu.
Você parece mais saudável do que eu e eu, que saiba, não tenho qualquer doença ou transtorno mental.
Citação de: Marciano em 15 de Agosto de 2019, 23:01:57O DSM 5, publicado há alguns anos, acabou com isso de esquizofrenia paranoide, hebefrênica, etc.
Antigamente era psicose precoce (algo assim), depois chegaram à conclusão de que era uma fragmentação da mente (daí esquizofrenia), dividiram em subtipos, acabaram com os subtipos. Há quem queira mudar o nome, porque acham que não há fragmentação alguma.
Parece que ainda vão demorar a chegar a um consenso duradouro sobre doenças e transtornos mentais.
Tem um ditado alemão de que eu gosto, que diz:
"Theorie ist, wenn man alles weiß, aber nichts funktioniert. Praxis ist, wenn alles funktioniert, aber keiner weiß warum."
Teoria é quando se sabe tudo, mas nada funciona. Prática é quando tudo funciona, mas ninguém sabe por que.
Enquanto psiquiatras teorizam e não chegam a um consenso, os remédios funcionam.
Fiquem com a farmacologia. Funciona. Mas não deixem de procurar os teóricos, até porque, na pior das hipóteses, só se pode comprar um fármaco com receita deles.
Então, meu diagnóstico veio cheio de códigos do CID-10 e finalmente eu pude entender muitas coisas do meu próprio comportamento e personalidade. Recententemente, li uma reportagem sobre um estudo que defendia que disgnósticos são menos importantes que seus tratamentos, e pior é que fazia algum sentido. A recomendação padrão é um tratamento que combine remédios e terapia cognitivo comportamental. A farmacologia não faz milagre, embora esteja sempre evoluindo, sempre tem aquela parcela de doentes que não se dá bem com nenhuma medicação.
Interessante. Eu não sou da área médica, mas fui militar, há muitos anos, e servi durante algum tempo no HCE.
Lá existia (não sei se ainda existe) um pavilhão (o PNP - Pavilhão Neuro-Psiquiátrico, que o pessoal chamava de "perdeu a noção do pensamento" - sic) onde conheci vários esquizofrênicos. Nenhum deles mostrava um discurso lógico como o seu.
Você parece mais saudável do que eu e eu, que saiba, não tenho qualquer doença ou transtorno mental.
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Data da postagem: 15/08/2019, 19:39

Minha esquizofrenia é mais puxada para o lado dos chamados sintomas negativos (daí a grande confusão com a depressão), no dia-a-dia sou bastante paranoico e desconfio de tudo e de todos, mas nada tão anormal para um cético, rs.
Me sinto um tanto isolado quando converso com pessoas que têm esquizofrenia mais forte, parece até outra doença, poucas vezes encontro alguém com sintomas mais parecidos com os meus. Já tive alguns surtos psicóticos com delírios de perseguição mas não é muito comum.
Me sinto um tanto isolado quando converso com pessoas que têm esquizofrenia mais forte, parece até outra doença, poucas vezes encontro alguém com sintomas mais parecidos com os meus. Já tive alguns surtos psicóticos com delírios de perseguição mas não é muito comum.
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Data da postagem: 15/08/2019, 19:46

Você é o primeiro esquizofrênico lúcido que eu conheço.
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Data da postagem: 15/08/2019, 20:03

Somos os dois novatos aqui no CC. A este ponto, devo adverti-lo de que uma das regras (já me chamaram à atenção por isso) do clube é que não façamos o que estamos fazendo agora, ou seja, conversando no tópico. E fora dele, se é que me entende. O tópico, aqui, é a desesperança do Darwin IV.
Por tal razão, encerro aqui nossa agradável conversa.
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Data da postagem: 15/08/2019, 20:14
Por falar em doido, já repararam como virou moda isso de todo mundo ser doido isso, doido aquilo? Parece que o bonito agora é ser doido. Todo mundo é coitadim, doidim. Doido TOC doido aspegé doido burning, doido dendê, doido hiperativo, doido esquizofrênico, doido exótico, doido goiaba, doido girapião...
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Data da postagem: 16/08/2019, 05:30

Citação de: Marciano em 15 de Agosto de 2019, 23:39:16
Interessante. Eu não sou da área médica, mas fui militar, há muitos anos, e servi durante algum tempo no HCE.
Lá existia (não sei se ainda existe) um pavilhão (o PNP - Pavilhão Neuro-Psiquiátrico, que o pessoal chamava de "perdeu a noção do pensamento" - sic) onde conheci vários esquizofrênicos. Nenhum deles mostrava um discurso lógico como o seu.
Você parece mais saudável do que eu e eu, que saiba, não tenho qualquer doença ou transtorno mental.
Devo ter algum treco desses aí: sempre acho que nunca sou bom o suficiente, consequentemente, canonização nem pensar...
Chico Xavier era esquizofrênico, melhor: esquizotípico, um borderline, e se pronunciava com coerência e inteligência, além de, é claro, se articular muito bem com a espiritualidade. Deve ser o que o nosso amigo denomina "esquizofrenia leve".
Sou levado a concluir que nem todo esquizofrênico é alucinado, incoerente, alguns sim, outros às vezes, e alguns manifestem apenas certas "estranhezas"...
Eu não sabia que a hebefrenia, catatonia e paranoia haviam sido canceladas, será que os acometidos foram avisados?
Uma coisa é certa: esquizofrenia, daquelas pesadas, não faz bem nem para quem sofre nem para quem está perto...
Citação de: Posthuman em 15 de Agosto de 2019, 23:31:51Citação de: Marciano em 15 de Agosto de 2019, 23:01:57
O DSM 5, publicado há alguns anos, acabou com isso de esquizofrenia paranoide, hebefrênica, etc.
Antigamente era psicose precoce (algo assim), depois chegaram à conclusão de que era uma fragmentação da mente (daí esquizofrenia), dividiram em subtipos, acabaram com os subtipos. Há quem queira mudar o nome, porque acham que não há fragmentação alguma.
Parece que ainda vão demorar a chegar a um consenso duradouro sobre doenças e transtornos mentais.
Tem um ditado alemão de que eu gosto, que diz:
"Theorie ist, wenn man alles weiß, aber nichts funktioniert. Praxis ist, wenn alles funktioniert, aber keiner weiß warum."
Teoria é quando se sabe tudo, mas nada funciona. Prática é quando tudo funciona, mas ninguém sabe por que.
Enquanto psiquiatras teorizam e não chegam a um consenso, os remédios funcionam.
Fiquem com a farmacologia. Funciona. Mas não deixem de procurar os teóricos, até porque, na pior das hipóteses, só se pode comprar um fármaco com receita deles.
Então, meu diagnóstico veio cheio de códigos do CID-10 e finalmente eu pude entender muitas coisas do meu próprio comportamento e personalidade. Recententemente, li uma reportagem sobre um estudo que defendia que disgnósticos são menos importantes que seus tratamentos, e pior é que fazia algum sentido. A recomendação padrão é um tratamento que combine remédios e terapia cognitivo comportamental. A farmacologia não faz milagre, embora esteja sempre evoluindo, sempre tem aquela parcela de doentes que não se dá bem com nenhuma medicação.
Interessante. Eu não sou da área médica, mas fui militar, há muitos anos, e servi durante algum tempo no HCE.
Lá existia (não sei se ainda existe) um pavilhão (o PNP - Pavilhão Neuro-Psiquiátrico, que o pessoal chamava de "perdeu a noção do pensamento" - sic) onde conheci vários esquizofrênicos. Nenhum deles mostrava um discurso lógico como o seu.
Você parece mais saudável do que eu e eu, que saiba, não tenho qualquer doença ou transtorno mental.
Devo ter algum treco desses aí: sempre acho que nunca sou bom o suficiente, consequentemente, canonização nem pensar...
Chico Xavier era esquizofrênico, melhor: esquizotípico, um borderline, e se pronunciava com coerência e inteligência, além de, é claro, se articular muito bem com a espiritualidade. Deve ser o que o nosso amigo denomina "esquizofrenia leve".
Sou levado a concluir que nem todo esquizofrênico é alucinado, incoerente, alguns sim, outros às vezes, e alguns manifestem apenas certas "estranhezas"...
Eu não sabia que a hebefrenia, catatonia e paranoia haviam sido canceladas, será que os acometidos foram avisados?
Uma coisa é certa: esquizofrenia, daquelas pesadas, não faz bem nem para quem sofre nem para quem está perto...
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Data da postagem: 16/08/2019, 07:55