Clube Cético
Deus, Espaço, Tempo
Autor: Patolino | Categoria: Ceticismo | Exibições: 1637 Comentários: 95
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Citação de: Sdelareza

Vejo a seguinte trindade governando o Universo: criação, existência e destruição.
Por que se ater a uma religião ou teoria que explica que o Cosmos surgiu repentinamente do nada?


Não terá surgido do nada... isto contraria à lógica e à ciência; mas terá havido uma proto matéria que não era ainda composta pelos elementos que conhecemos hoje, seja, nossas partículas atômicas. E esta proto-matéria, em reduzidíssima dimensão colapsou dando origem a fenômenos que se superpõem em sequência gerando ao longo de 14 bilhões de anos, tudo o que conhecemos.

Citação de: Sdelareza

Acredito que a religião hindu explica melhor o Universo: que ele obedece a um eterno ciclo de criação, preservação e destruição.
Os deuses supremos Brahma, Shiva e Vishnu representam respectivamente as forças de luz e vida, de trevas e aniquilação, e de equilíbrio. Até pouco tempo atrás, a teoria mais em voga é que havia um ciclo eterno de expansão e contração do Universo.


O que faz sentido, nisto que você diz, é que precisaria haver uma vontade e um propósito para que ocorresse a gênese cósmica, mas que perde o sentido quando propõe que tudo precisa ser destruído... e recomeçar.

Citação de: Sdelareza

As últimas descobertas parecem indicar que nosso Universo se expande de maneira cada vez mais acelerada e talvez irá morrer, e se converter num local preenchido apenas de partículas subatômicas dispersas .

Mas muitos simpatizam com ideia dos Multiversos, todos ligados a um ciclo de criação, existência e destruição, como nosso Universo.


As galáxias se afastam umas das outras de forma acelerada, ou seja, haverá um tempo, que tende ao infinito, em que cada galáxia estará tão distante da outra que desconhecerão sua mútua existência.
Mas isto não significa a morte do Universo... cada Galáxia será um Universo.
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Data da postagem: 27/12/2019, 17:51
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Citação de: JungF em 27 de Dezembro de 2019, 21:12:11

Citação de: Huxley

Por que a hipótese do Universo não existir seria mais compreensível do que a hipótese de ele existir? Pelo que li na Wikipédia, se o vazio absoluto existisse e isso se mantivesse eternamente assim, esse (não) evento entraria em contradição com o princípio da incerteza de Heisenberg. Portanto, não existe razão científica alguma para a inexistência de Universo(s). Se a inexistência do Universo não é uma necessidade, então qual seria a polêmica?


Basicamente um fato observável, a existência do Universo, não será alvo de polêmica, mas o fenômeno que dá origem a ele, sim.
Penso que sua origem está tão distante de nossa compreensão atual que as teorias a este respeito tão cedo deixarão de ser simples teorias.
Aliás, foi você quem mencionou a possibilidade de que uma resposta pertinente talvez estivesse além da compreensão humana.
Não sei o que poderia ser isto, mas faz sentido.



A situação hipotética da inexistência do Universo seria igualmente incompreensível? Se a resposta a isso for "sim", então a alegação de incomprensibilidade da existência do Universo não passa de uma tautologia vazia.
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Data da postagem: 27/12/2019, 19:17
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Há que se dizer que o nada não gera nada. Não há algo surgido do nada por que por definição o nada é nada. Só pode haver nada relativo.

Interessante que os espaços que correspondem ao nada entre elementos, o nada entre, por exemplo, uma flecha e um alvo, ou o nada dentro de uma caixa não são nada, mas exemplos sugestivos do que seja tudo.
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Data da postagem: 27/12/2019, 19:41
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Citação de: Sdelareza

Vejo a seguinte trindade governando o Universo: criação, existência e destruição.


Sim, através dos devas Brahma (criação), Vishnu (manutenção) e Shiva (destruição) que age com Tamas (inércia), Rajas (movimento) e Sattva (equilíbrio). Todos empenhados para governar o Brahman (absoluto, infinito, sem causa e eterno).

Talvez você seja hinduísta e nem sabe. Que Lakshmi o abençoe.
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Data da postagem: 27/12/2019, 19:58
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Todo mundo questionando começos de coisas, razões de coisas, autorias, porquês quando o grande mistério é o como, o grande como. Como uma coisa é diferente da outra.
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Citação de: Pedro Reis em 22 de Dezembro de 2019, 17:34:22

Citação de: Sergiomgbr em 22 de Dezembro de 2019, 17:27:16

Citação de: Pedro Reis em 22 de Dezembro de 2019, 17:10:00

Logo, jamais teremos certeza absoluta se a objetividade emergiu da subjetividade.



Ciência não tem certezas, quem tem certeza é a fé. Da fé, uma subjetividade, emerge a objetividade.


Se a Ciência não tem certezas, afirmar que Deus não existe é uma atitude anti-científica?

Aí tem a questão do ônus da prova.
E qualquer deus não é falseável, então por que se perder tempo com algo que não pode se obter pelo menos um indício? Aí os que crêem em fadas, gênios, etc, podem usar mesmo pretexto pra defender "verdade" sobre essas crenças.
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O Jainismo tem uma "teoria" religiosa atéia que talvez se encaixe melhor como idéia de Universo que sempre existiu:

Citar

(...)
O jainismo é uma das religiões mais antigas da Índia, juntamente com o hinduísmo e o budismo, compartilhando com este último a ausência de um Deus como criador ou figura central da religião.
(...)


Citar

(...)
O universo é eterno, não tendo sido criado por nenhum ser superior.
(...)
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Citação de: Cinzu em 26 de Dezembro de 2019, 00:45:34

Citação de: JJ em 22 de Dezembro de 2019, 19:23:05

Citação de: Sergiomgbr em 22 de Dezembro de 2019, 19:01:41

"Deus" com D maiúsculo é substantivo próprio, portanto está correto.


Embora tenha me referido à forma, o que estou questionando é a ideia que acompanha tal forma de escrita. Você sabe ou deveria saber, com suas 11.560 mensagens aqui no CC, que céticos evitam escrever dessa forma, pois, normalmente questionam a crença dos cristãos de que seu ser de culto é real, e que além disso ainda seja o único real.

Você não sabe ou está fingindo não saber ?


Isso não faz o menor sentido.

Mesmo tratando-se de uma figura imaginária, continua sendo um substantivo próprio, assim como Goku, Clark Kent, Thor, Poseidon, e por aí vai.

Errado. Deus é uma classe de ser e não um indivíduo próprio. Se se refere a Jeová aí é outro caso. Deus pode ser Zeus, Odin, etc.
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Jeová é comumente referido entre os cristãos simplesmente por "Deus," assim com inicial maiúscula, e não há incoerência alguma em ateus reproduzirem isso. Se estiverem falando de Jeová, o correto é usar ou "Jeová" ou "Deus;" "deus" em minúsculas fica errado mesmo que Jeová seja um deus, ou que "Deus seja um deus." Não há no uso da inicial maiúscula uma "aceitação" de Jeová como único deus nem nada do tipo, é algo meramente gramatical.

Então DEUSES são uma classe de ser. UM deus pode ser Jeová, Odin, Bumba, etc. Mas "Deus" com inicial maiúscula é Jeová, no nosso contexto cultural/histórico.

O mais enfaticamente "ateísta" em fraseamento ainda gramaticamente correto seria se referir a Jeová não por "Deus," mas por "seu deus," ou "o deus dos cristãos," quando não quiser usar "Deus," "Jeová," "YHVH."
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Data da postagem: 28/12/2019, 10:44
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A idéia de assinalar Deus com D maiúsculo foi apenas para categorizá-lo com os predicados que caracterizariam um deus suficiente para todas e quaisquer atribuições atribuíveis a deuses. O Deus máximo possível não poderia ser meramente deus, mas Deus. Também ha o caso de um deus como metáfora ou hipérbole ou eufemismo onde não cabe simplesmente um deus com d minúsculo, genérico, mas sim personal, com D maiúsculo.
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