
Clube Cético
Fábrica vai trocar 90% dos trabalhadores por robôs
Autor: Peter Joseph | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 12605 Comentários: 208

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http://exame.abril.com.br/economia/noticias/fabrica-na-china-vai-trocar-90-dos-trabalhadores-por-robos
São Paulo - A Shenzhen Evenwin Precision Technology Co., uma empresa que fabrica partes de telefones e outros eletrônicos, começou a construir uma nova fábrica ao custo de US$ 322 milhões na região de Donguan, um dos principais centros industriais da China.
O plano: "usar apenas robôs para produção". O resultado: a demissão de 90% da força de trabalho, ou 1.600 dos 1.800 trabalhadores. As informações apareceram esta semana na agência oficial Xinhua e no South China Morning Post.
Diante da desaceleração da economia, a falta de trabalhadores e a necessidade de inovação, o movimento é incentivados pelas autoridades locais, que planejam gastar 943 bilhões de iuanes (R$ 453 bilhões) em 3 anos para substituir pessoas por robôs em linhas de produção.
Os subsídios anuais ficam entre 200 e 500 milhões (R$ 95 milhões a R$ 239 milhões) de iuanes para quem faz robôs ou os instala em suas fábricas.
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De acordo com o Escritório de Tecnologia da Informação e Economia da província, um total de 505 fábricas investiram 4,2 bilhões de iuanes (R$ 2 bilhões) em robôs para substituir 30 mil trabalhadores só nos meses desde setembro.
A estimativa é que 1.500 das empresas locais comecem a fazer essa transição até 2016.
A meta da capital Guangzhou é automatizar 80% da produção e criar uma indústria de fabricação de robôs que movimente 100 bilhões de iuanes (R$ 50 bilhões) até 2020.
Debate
A discussão sobre os efeitos da tecnologia sobre o crescimento econômico e o nível de emprego está pegando fogo no mundo acadêmico.
No ano passado, o livro “A Segunda Era das Máquinas", de Erik Brynjolfsson e Andrew McAfee, defendeu a tese de que a inovação atingiu um ponto de inflexão e deve dar origem a uma nova Revolução Industrial.
O lado ruim é que isso pode acelerar a substituição de trabalhadores por robôs e disparar um processo de desemprego em massa. Estudos com base na Europa e nos Estados Unidos indicam que cerca de metade das ocupações estão sob risco de desaparecer.
Muitos economistas apontam que este tipo de medo foi recorrente ao longo da história e acabou sendo sempre desmentido, já que no longo prazo, ocupações e vagas antigas acabam sendo substituídas por outras que não existiam antes.
"Em todos os grandes períodos, o que você vê é que no curto prazo sim, há um efeito de troca, mas na medida em que você tem também um reinvestimento dos lucros de volta no sistema, isso não só cria mais empregos como também gera novas habilidades", diz a EXAME.com Mariana Mazzucato, da Universidade de Sussex, uma das maiores especialistas em inovação do mundo.
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/fabrica-na-china-vai-trocar-90-dos-trabalhadores-por-robos
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Data da postagem: 12/05/2015, 08:39
O velho analfabetismo econômico do ludismo...
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Data da postagem: 12/05/2015, 10:28

Ludismo é errado. A automação, mecanização, robotização... não são ruins, são ótimas, pois podem nos levar a uma liberdade individual sem precedentes na história, ao nos libertar do trabalho compulsório, repetitivo e monótono, além de produzir abundância sem comparação com a mão de obra humana. Mas enquanto seguir dentro do paradigma orientado ao lucro, competição e escassez, isto não vai ocorrer. Provavelmente só irá aumentar o abismo social entre os donos dos meios de produção e o restante da população.
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Data da postagem: 12/05/2015, 10:33
O lucro é a recompensa por satisfazer consumidores, a competição é a melhor maneira de melhorar e baratear produtos e serviços e a escassez é natural, sem escassez não existiria economia. Não são os donos dos meios de produção que mandam, eles servem. Os consumidores que mandam num ambiente de mercado, são os consumidores que dizem, em última instância, o que, quando e como produzir.
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Data da postagem: 12/05/2015, 10:38

Ué! As pessoas criticam o trabalho semi-escravo na China. Aí querem resolver substituindo o grosso da mão de obra por robôs e os mesmos críticos criticam o desemprego?
A solução seria colocar operários ganhando altos salários para montar iPhones. Mas iPhone caro ninguém quer também.
A solução seria colocar operários ganhando altos salários para montar iPhones. Mas iPhone caro ninguém quer também.
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Data da postagem: 12/05/2015, 10:44

Citação de: Lorentz em 12 de Maio de 2015, 14:44:14
Uma contradição interna, intrínseca ao sistema capitalista de livre mercado, que vai levá-lo à bancarrota, cedo ou tarde, se o colapso ambiental não o fizer antes.
Ué! As pessoas criticam o trabalho semi-escravo na China. Aí querem resolver substituindo o grosso da mão de obra por robôs e os mesmos críticos criticam o desemprego?
A solução seria colocar operários ganhando altos salários para montar iPhones. Mas iPhone caro ninguém quer também.
Uma contradição interna, intrínseca ao sistema capitalista de livre mercado, que vai levá-lo à bancarrota, cedo ou tarde, se o colapso ambiental não o fizer antes.
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Data da postagem: 12/05/2015, 10:47

Citação de: Libertário em 12 de Maio de 2015, 14:38:09
Buscar o lucro não leva automaticamente ao bem estar social e ecológico, aumentar o PIB não significa que as coisas melhoram. O lucro ocorre independente de consequências sociais boas ou ruins, pois ele é a finalidade, e não o bem estar humano e social.
Competição não a melhor forma de se conseguir, colaboração é tecnicamente muito mais eficiente e socialmente sustentável.
A escassez ocorre naturalmente, mas já pode ser sepultada, a tecnologia atual e a mudança de alguns valores podem nos proporcionar isto. Este é o poder da tecnologia, tornar possível o que antes não era.
Os consumidores são obrigados a consumir aquilo que podem comprar, não tem independência de simplesmente pegarem o melhor, estão totalmente limitados pela renda que possuem. Além disso existe o marketing, com técnicas psicológicas que levam as massas a acharem que precisam de algo que não precisam de fato ou que não é benéfico no contexto geral.
O lucro é a recompensa por satisfazer consumidores, a competição é a melhor maneira de melhorar e baratear produtos e serviços e a escassez é natural, sem escassez não existiria economia. Não são os donos dos meios de produção que mandam, eles servem. Os consumidores que mandam num ambiente de mercado, são os consumidores que dizem, em última instância, o que, quando e como produzir.
Buscar o lucro não leva automaticamente ao bem estar social e ecológico, aumentar o PIB não significa que as coisas melhoram. O lucro ocorre independente de consequências sociais boas ou ruins, pois ele é a finalidade, e não o bem estar humano e social.
Competição não a melhor forma de se conseguir, colaboração é tecnicamente muito mais eficiente e socialmente sustentável.
A escassez ocorre naturalmente, mas já pode ser sepultada, a tecnologia atual e a mudança de alguns valores podem nos proporcionar isto. Este é o poder da tecnologia, tornar possível o que antes não era.
Os consumidores são obrigados a consumir aquilo que podem comprar, não tem independência de simplesmente pegarem o melhor, estão totalmente limitados pela renda que possuem. Além disso existe o marketing, com técnicas psicológicas que levam as massas a acharem que precisam de algo que não precisam de fato ou que não é benéfico no contexto geral.
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Data da postagem: 12/05/2015, 10:54

Tive envolvimento relativo no desenvolvimento de uma nova fábrica aqui no Brasil até Abril desse ano, e que só não teve índice de automatização maior por causa de legislação e acordo com o governo, pq do ponto de vista industrial o ideal e mais adequado era ter mais robôs/mecanismos automáticos do que o número absurdo que já colocamos. Mesmo assim, comparando com outras fábricas mais antigas, com índice de automatização inferior, conseguimos um aumento significativo na proporção e quantidade absoluta de empregos associados a maior nível de remuneração, complexidade e "significatividade" pro negócio.
Tinha a impressão de que essa é uma discussão até meio velha. Em certo nível até colabora pro ideal de extinção dos "trabalhos obrigatórios" e liberação de tempo pra ocupações diversas para as pessoas. O inferno é que se a nota fosse sobre um aumento de 90k operários, ia haver chororô sobre a opressão.
Pq fora do Capitalismo não existiria também o caminho a mais automação? Dado que mais automação significa mais tempo livre para as pessoas, menos gasto de recursos, mais qualidade e outras benesses?
Vai ser um tópico cópia do outro, utopia vs. realidade e quando a coisa apertar com perguntas de primeira ordem o forista fecha o buteco e vai embora. Eu mesmo tenho um monte de perguntas sem resposta por lá... da pra perceber as próximas chegando.
Tinha a impressão de que essa é uma discussão até meio velha. Em certo nível até colabora pro ideal de extinção dos "trabalhos obrigatórios" e liberação de tempo pra ocupações diversas para as pessoas. O inferno é que se a nota fosse sobre um aumento de 90k operários, ia haver chororô sobre a opressão.
Pq fora do Capitalismo não existiria também o caminho a mais automação? Dado que mais automação significa mais tempo livre para as pessoas, menos gasto de recursos, mais qualidade e outras benesses?
Vai ser um tópico cópia do outro, utopia vs. realidade e quando a coisa apertar com perguntas de primeira ordem o forista fecha o buteco e vai embora. Eu mesmo tenho um monte de perguntas sem resposta por lá... da pra perceber as próximas chegando.
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Data da postagem: 12/05/2015, 11:09

Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Abril de 2015, 07:29:32
Ouvi recentemente que estão praticamente prontos e funcionais, só não estão já nas ruas por questões logísticas e políticas.
Serviria sobre como abertura para o tema de profissões que serão em um futuro próximo substituídas por "robôs", e as conseqüências disso. Os que trabalham nas áreas substituídas vão ter que se virar de algum jeito, provavelmente inflacionando outras áreas que robôs ainda não dão conta, não sem antes tentarem pleitear uma proibição sindical desses robôs, ou no mínimo que requeiram babás humanas para serem legalmente aceitos.
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Data da postagem: 12/05/2015, 11:46
O lucro é uma sinalização do mercado de que está sendo criada riqueza, enquanto o prejuízo é uma sinalização de que capital está sendo desperdiçado. A função "social" (econômica, de alocar recursos) é fundamental.
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Data da postagem: 12/05/2015, 19:16

Citação de: Johnny Cash em 12 de Maio de 2015, 15:09:31
Pois é. O ludismo no fundo é baseado numa falsa dicotomia: mais robôs = menos empregos. Basta ver o exemplo dos bancos. Nos últimos 20 anos eles passaram por um grande processo de automação, e é por isso que hoje vemos bancários pedindo esmolas nas esquinas...
Tive envolvimento relativo no desenvolvimento de uma nova fábrica aqui no Brasil até Abril desse ano, e que só não teve índice de automatização maior por causa de legislação e acordo com o governo, pq do ponto de vista industrial o ideal e mais adequado era ter mais robôs/mecanismos automáticos do que o número absurdo que já colocamos. Mesmo assim, comparando com outras fábricas mais antigas, com índice de automatização inferior, conseguimos um aumento significativo na proporção e quantidade absoluta de empregos associados a maior nível de remuneração, complexidade e "significatividade" pro negócio.
Tinha a impressão de que essa é uma discussão até meio velha. Em certo nível até colabora pro ideal de extinção dos "trabalhos obrigatórios" e liberação de tempo pra ocupações diversas para as pessoas. O inferno é que se a nota fosse sobre um aumento de 90k operários, ia haver chororô sobre a opressão.
Pq fora do Capitalismo não existiria também o caminho a mais automação? Dado que mais automação significa mais tempo livre para as pessoas, menos gasto de recursos, mais qualidade e outras benesses?
Vai ser um tópico cópia do outro, utopia vs. realidade e quando a coisa apertar com perguntas de primeira ordem o forista fecha o buteco e vai embora. Eu mesmo tenho um monte de perguntas sem resposta por lá... da pra perceber as próximas chegando.
Pois é. O ludismo no fundo é baseado numa falsa dicotomia: mais robôs = menos empregos. Basta ver o exemplo dos bancos. Nos últimos 20 anos eles passaram por um grande processo de automação, e é por isso que hoje vemos bancários pedindo esmolas nas esquinas...
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Data da postagem: 13/05/2015, 05:19