
Clube Cético
Governo Bolsonaro
Autor: JJ | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 112952 Comentários: 7567

Citação de: JJ em 13 de Setembro de 2019, 11:18:08
General Rêgo Barros impõe nova desmoralização aos "jornalistas" da extrema-imprensa (Veja o Vídeo)
https://youtu.be/6NS5iPzNYfU
Bolsonaro assume seu viés ditatorial e avisa: grande imprensa é sua inimiga
Mesmo internado, Jair Bolsonaro foi ao twitter na noite de ontem e se apresentou como um projeto de ditador para o Brasil. "Nossa inimiga: parte da GRANDE IMPRENSA. Ela não nos deixará em paz. Se acreditarmos nela será o fim de todos", postou
13 de setembro de 2019, 05:28 h Atualizado em 13 de setembro de 2019, 06:05
247 – Cada vez mais impopular, em razão de seu discurso tosco, que desmoraliza o Brasil no mundo, e de sua incapacidade de produzir bons resultados na economia, Jair Bolsonaro se apresentou, na noite de ontem, como um projeto de ditador para o Brasil, ao avisar que a imprensa é sua maior inimiga. Paradoxalmente, Bolsonaro só se tornou presidente em razão da da participação da imprensa brasileira na construção do discurso de ódio contra a esquerda que viabilizou o golpe de 2016 e também das omissões desta mesma imprensa na campanha presidencial de 2018, em que tudo o que já se sabia sobre Bolsonaro foi omitido da população brasileira. Abaixo, o tweet de Bolsonaro:
- Enquanto lutamos entre nós o inimigo se fortalece.
- Não temos como agradar a todos, vasculham minha vida e de minha família desde 1988, quando me elegi vereador.
- Nossa inimiga: parte da GRANDE IMPRENSA. Ela não nos deixará em paz. Se acreditarmos nela será o fim de todos.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) September 13, 2019
General Rêgo Barros impõe nova desmoralização aos "jornalistas" da extrema-imprensa (Veja o Vídeo)
https://youtu.be/6NS5iPzNYfU
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Data da postagem: 13/09/2019, 10:33

247 - Os jornalistas da mídia tradicional verdadeiramente desconhecem o que seja ‘ética’.
Aliás, não tem a mínima noção.
A missão é tentar ‘emparedar’ o governo.
360 - Porém, o que se vê são ‘profissionais’ despreparados e que não possuem a mínima intimidade com a inteligência. Algo praticamente generalizado.
Assim, o general Otávio Rêgo Barros, porta-voz do presidente da República, em regra impõe a desmoralização aos repórteres incumbidos de questioná-lo.
Nesta segunda-feira (9), quando o tema da entrevista era a recuperação do presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez ficou evidente o baixo nível do jornalismo brasileiro
Aliás, não tem a mínima noção.
A missão é tentar ‘emparedar’ o governo.
360 - Porém, o que se vê são ‘profissionais’ despreparados e que não possuem a mínima intimidade com a inteligência. Algo praticamente generalizado.
Assim, o general Otávio Rêgo Barros, porta-voz do presidente da República, em regra impõe a desmoralização aos repórteres incumbidos de questioná-lo.
Nesta segunda-feira (9), quando o tema da entrevista era a recuperação do presidente Jair Bolsonaro, mais uma vez ficou evidente o baixo nível do jornalismo brasileiro
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Data da postagem: 13/09/2019, 10:37

Citação de: JJ em 13 de Setembro de 2019, 11:18:08
Pra esse pessoal que acha que a imprensa só ataca o Bolsonaro por causa das falas exageradas. Não sejam ingênuos, a imprensa no Brasil tem lado! Já declarou guerra a Bolsonaro há vários anos.
Só porque perderam a eleição, não quer dizer que aceitarão que ele governe.
247 - Não há versão do Bolsonaro que satisfaça esse pessoal, e se necessário, eles destroem o Brasil para que Bolsonaro não seja reeleito.

Bolsonaro assume seu viés ditatorial e avisa: grande imprensa é sua inimiga
Mesmo internado, Jair Bolsonaro foi ao twitter na noite de ontem e se apresentou como um projeto de ditador para o Brasil. "Nossa inimiga: parte da GRANDE IMPRENSA. Ela não nos deixará em paz. Se acreditarmos nela será o fim de todos", postou
13 de setembro de 2019, 05:28 h Atualizado em 13 de setembro de 2019, 06:05
247 – Cada vez mais impopular, em razão de seu discurso tosco, que desmoraliza o Brasil no mundo, e de sua incapacidade de produzir bons resultados na economia, Jair Bolsonaro se apresentou, na noite de ontem, como um projeto de ditador para o Brasil, ao avisar que a imprensa é sua maior inimiga. Paradoxalmente, Bolsonaro só se tornou presidente em razão da da participação da imprensa brasileira na construção do discurso de ódio contra a esquerda que viabilizou o golpe de 2016 e também das omissões desta mesma imprensa na campanha presidencial de 2018, em que tudo o que já se sabia sobre Bolsonaro foi omitido da população brasileira. Abaixo, o tweet de Bolsonaro:
- Enquanto lutamos entre nós o inimigo se fortalece.
- Não temos como agradar a todos, vasculham minha vida e de minha família desde 1988, quando me elegi vereador.
- Nossa inimiga: parte da GRANDE IMPRENSA. Ela não nos deixará em paz. Se acreditarmos nela será o fim de todos.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) September 13, 2019
Pra esse pessoal que acha que a imprensa só ataca o Bolsonaro por causa das falas exageradas. Não sejam ingênuos, a imprensa no Brasil tem lado! Já declarou guerra a Bolsonaro há vários anos.
Só porque perderam a eleição, não quer dizer que aceitarão que ele governe.
247 - Não há versão do Bolsonaro que satisfaça esse pessoal, e se necessário, eles destroem o Brasil para que Bolsonaro não seja reeleito.

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Data da postagem: 13/09/2019, 10:44

TV JCO - Bolsonaro investe na boa educação e lança 216 escolas Cívico-Militares
Para um país que está bem lá embaixo no ranking da educação mundial, o Governo Federal dá uma excelente notícia.
O presidente Jair Bolsonaro lançou nesta quinta-feira (5) o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim).
A meta é implementar 216 escolas em todas as unidades da federação até 2023.
A deputada baiana Dayane Pimentel (PSL-BA), que é professora, participou do evento e, entusiasmada, concedeu uma entrevista exclusiva à TV Jornal da Cidade Online, falando sobre a importância do investimento em educação para o crescimento verdadeiro do país.


Se pode ficar transcrevendo matérias de sites como o brasil 247, acho que também pode de outros, não é?
Para um país que está bem lá embaixo no ranking da educação mundial, o Governo Federal dá uma excelente notícia.
O presidente Jair Bolsonaro lançou nesta quinta-feira (5) o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim).
A meta é implementar 216 escolas em todas as unidades da federação até 2023.
A deputada baiana Dayane Pimentel (PSL-BA), que é professora, participou do evento e, entusiasmada, concedeu uma entrevista exclusiva à TV Jornal da Cidade Online, falando sobre a importância do investimento em educação para o crescimento verdadeiro do país.


Se pode ficar transcrevendo matérias de sites como o brasil 247, acho que também pode de outros, não é?
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Data da postagem: 13/09/2019, 10:51

Será que este tópico virou sucursal do https://www.brasil247.com/?
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Data da postagem: 13/09/2019, 10:52

Idealmente não se teria nem panfletagem petistóide nem chapa-branca.
Mas a tolerância deve ser maior para com oposição do que chapa-branca.
Claro que os bolso-petistóides vão reclamar, como faziam os lulo-petistas originais, ambos não admitem críticas, a menos se for algo nas linhas de "se o nosso amado líder falhou, foi em ter ficado um pouco aquém daquilo que ele fez antes/teria feito se não fosse a oposição golpista; infelizmente ela não permite que ele atue como nossos heróis como Castro/Pinochet."
Citar
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Impensável que uma análoga "juventude de Lula" não causasse um escândalo incomparável.
Mas a tolerância deve ser maior para com oposição do que chapa-branca.
Claro que os bolso-petistóides vão reclamar, como faziam os lulo-petistas originais, ambos não admitem críticas, a menos se for algo nas linhas de "se o nosso amado líder falhou, foi em ter ficado um pouco aquém daquilo que ele fez antes/teria feito se não fosse a oposição golpista; infelizmente ela não permite que ele atue como nossos heróis como Castro/Pinochet."
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https://www1.folha.uol.com.br/colunas/novaescola/2019/09/escola-civico-militar-e-apenas-pensamento-magico-do-bolsonarismo.shtml
Escola cívico-militar é apenas pensamento mágico do bolsonarismo
O MEC está criando vitrines para grupos de apoio ao presidente em vez de atacar os problemas que lhe competem
...
Grosso modo, a medida do presidente Jair Bolsonaro (PSL) faz duas coisas. Primeiro, direciona recursos escassos do governo federal para uma quantidade ínfima de instituições. Serão R$ 54 milhões investidos a cada ano do programa. A meta é implantar o modelo em 216 escolas até 2023. Bem, o Brasil tem 181,9 mil escolas. Mesmo para um programa piloto, convenhamos, é quase nada para mudar a educação pública de patamar.
O segundo ponto é que o programa cria uma reserva de mercado para militares nas escolas públicas. Independente da formação dos profissionais e das suas boas intenções, o fato está nu e cru. É um programa focado na contratação de pessoas oriundas do núcleo fiel de apoiadores do presidente. [...]
Os colégios militares, mantidos pelas Forças Armadas e inspiração para o modelo, não se destacam entre o grupo de escolas que também selecionam alunos em vestibulinhos e tem gasto por aluno muito acima da média brasileira. Podem até ser escolas mais ordeiras, mas não necessariamente educam melhor.
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https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/09/05/escola-civico-militar-veja-perguntas-e-respostas-sobre-o-modelo-defendido-pelo-governo-bolsonaro.ghtml
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Veja abaixo as principais dúvidas sobre o modelo, que respondemos nesta reportagem:
- Qual será o papel dos militares na escola?
- Quais os principais eixos de atuação?
- Haverá regiões prioritárias?
- A adesão é voluntária?
- Que problemas o modelo pretende enfrentar?
- Quais são os pré-requisitos para um colégio aderir ao projeto?
- Como será a remuneração dos militares envolvidos?
- A escola receberá investimentos diretos?
- Alunos serão obrigados a usar farda e a ter corte específico de cabelo?
- Há estados que já adotam o modelo?
- Quais as principais críticas às escolas cívico-militares?
...
Qual o papel dos militares na escola?
O modelo cívico-militar é diferente do modelo das escolas militares mantidas pelas Forças Armdas. De acordo com o MEC, as secretarias estaduais de educação continuariam responsáveis pelos currículos escolares e caberia aos militares a atuação como monitores na gestão educacional.
Na prática, a gestão da escola é compartilhada: professores cuidam da parte pedagógica e os militares, da administração e da disciplina.
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Haverá regiões prioritárias?
O ministério afirma que o modelo será implantando, preferencialmente, nas regiões em situação de vulnerabilidade social e com baixos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que mede a qualidade das escolas públicas.
A adesão é voluntária?
Estados e municípios terão de fazer uma consulta pública à comunidade sobre a adesão ao programa, que é voluntária. [...]
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Que problemas o modelo pretende enfrentar?
Com a medida, o governo pretende reduzir índices de violência, evasão, repetência e abandono escolar. O MEC alega que as escolas do modelo já em funcionamento têm taxa de evasão 71% menor e de reprovação 37,4% inferior.
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Como será a remuneração dos militares?
O Ministério da Defesa utilizará militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nas escolas que aderirem ao novo programa. Os militares deverão ser contratados por meio de processo seletivo, com tempo mínimo de serviço de dois anos, prorrogável por até 10 anos.
Os militares passarão por treinamento e receberão 30% da remuneração que recebiam antes da aposentadoria. Estados e municípios poderão destinar policiais e bombeiros militares para auxiliar na disciplina e organização das escolas.
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Qual a principal crítica às escolas cívico-militares?
Algumas das principais entidades especializadas em educação criticaram a adoção do modelo porque toma como modelo escolas militares ligadas ao Exército. "O investimento por aluno é três vezes maior do que na escola regular de turno parcial, faz seleção de alunos e atende a uma parcela com nível socioeconômico mais alto", afirmou o movimento Todos Pela Educação (TPE).
Em fevereiro, 12 entidades divulgaram nota na qual apontam que há tanto escolas públicas não militares quanto militarizadas com resultados de excelência.
"Cabe observar que boa estrutura, boa carreira docente e ambiente escolar disciplinado não devem ser confundidos com militarização, mas sim com investimentos públicos, administração profissional e comprometida, observância aos preceitos legais e gestão democrática contando com a participação da comunidade escolar", diz o texto.
Em outro ponto do artigo, as entidades apontam que a militarização como "política educacional fere o direito universal à educação de qualidade para todos os cidadãos", já que haverá investimento em algumas escolas, enquanto "as demais escolas das redes públicas regulares padecem em precárias condições infraestruturais, tecnológicas, pedagógicas e de pessoal".
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Impensável que uma análoga "juventude de Lula" não causasse um escândalo incomparável.
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Data da postagem: 13/09/2019, 10:58

Escola cívico-militar é igual a "juventude de Bolsonaro"?
Seria Bolsonaro uma espécie de antítese do luladrão?
Eu não sei se essas escolas são uma boa ou má ideia, mas as atuais escolas, em que alunos andam armados, usam drogas, fazem sexo e agridem professores em suas dependências precisam ser mudadas. Esta situação atual é impensável!
Brasil é #1 no ranking da violência contra professores: entenda os dados e o que se sabe sobre o tema
https://g1.globo.com/educacao/noticia/brasil-e-1-no-ranking-da-violencia-contra-professores-entenda-os-dados-e-o-que-se-sabe-sobre-o-tema.ghtml
Seria Bolsonaro uma espécie de antítese do luladrão?
Eu não sei se essas escolas são uma boa ou má ideia, mas as atuais escolas, em que alunos andam armados, usam drogas, fazem sexo e agridem professores em suas dependências precisam ser mudadas. Esta situação atual é impensável!
Brasil é #1 no ranking da violência contra professores: entenda os dados e o que se sabe sobre o tema
https://g1.globo.com/educacao/noticia/brasil-e-1-no-ranking-da-violencia-contra-professores-entenda-os-dados-e-o-que-se-sabe-sobre-o-tema.ghtml
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Data da postagem: 13/09/2019, 18:51

"A cada dia, ao menos 2 professores são agredidos em escolas estaduais em SP"

https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/08/22/a-cada-dia-ao-menos-2-professores-sao-agredidos-em-escolas-estaduais-em-sp.htm

https://educacao.uol.com.br/noticias/2019/08/22/a-cada-dia-ao-menos-2-professores-sao-agredidos-em-escolas-estaduais-em-sp.htm
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Data da postagem: 13/09/2019, 18:55

'Fui agredido em sala de aula': 3 professores contam histórias de violência, trauma e decepção
André Bernardo
Do Rio de Janeiro para a BBC News Brasil
"Um filme de terror". É assim que o professor Thiago dos Santos Conceição, de 32 anos, descreve os momentos de tensão que viveu no dia 18 de setembro de 2018, quando um grupo de alunos do 9º ano do CIEP Municipal Mestre Marçal, em Rio das Ostras (RJ), começou a hostilizá-lo durante uma aula de Língua Portuguesa.
"Tive muito medo. Pensei que fosse morrer", admite o docente que, por medida de segurança, se viu obrigado a pedir transferência para outro município.
Thiago não é o primeiro a sofrer violência física ou verbal em sala de aula. E, a julgar pelos números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele também não será o último.
Segundo os dados mais recentes, de 2013, o Brasil lidera o ranking de violência escolar: 12,5% dos docentes brasileiros relataram ser vítimas de ameaças, xingamentos ou agressões ao menos uma vez por semana. A média mundial da organização que reúne 34 países é de 3,4%.
Em maio, uma professora de 59 anos foi agredida a tapas pela mãe de um aluno dentro da E. E. Oscar Pereira, em Porto Alegre (RS). Um mês depois, oito estudantes arremessaram mesas e cadeiras em uma professora da E. E. Maria de Lourdes Teixeira, em São Paulo (SP).
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49301295
André Bernardo
Do Rio de Janeiro para a BBC News Brasil
"Um filme de terror". É assim que o professor Thiago dos Santos Conceição, de 32 anos, descreve os momentos de tensão que viveu no dia 18 de setembro de 2018, quando um grupo de alunos do 9º ano do CIEP Municipal Mestre Marçal, em Rio das Ostras (RJ), começou a hostilizá-lo durante uma aula de Língua Portuguesa.
"Tive muito medo. Pensei que fosse morrer", admite o docente que, por medida de segurança, se viu obrigado a pedir transferência para outro município.
Thiago não é o primeiro a sofrer violência física ou verbal em sala de aula. E, a julgar pelos números da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele também não será o último.
Segundo os dados mais recentes, de 2013, o Brasil lidera o ranking de violência escolar: 12,5% dos docentes brasileiros relataram ser vítimas de ameaças, xingamentos ou agressões ao menos uma vez por semana. A média mundial da organização que reúne 34 países é de 3,4%.
Em maio, uma professora de 59 anos foi agredida a tapas pela mãe de um aluno dentro da E. E. Oscar Pereira, em Porto Alegre (RS). Um mês depois, oito estudantes arremessaram mesas e cadeiras em uma professora da E. E. Maria de Lourdes Teixeira, em São Paulo (SP).
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-49301295
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Data da postagem: 13/09/2019, 18:57

A violência contra professores no Brasil
País é líder em ranking da OCDE sobre violência nas escolas. No município do Rio, um professor é licenciado a cada três horas por doenças ligadas ao estresse. Especialistas defendem plano para convivência escolar.Após 20 anos de magistério, Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, irá abandonar a profissão. A decisão foi tomada no fim de fevereiro deste ano, após ele ter sido agredido por um estudante de 14 anos que jogou um caderno em seu rosto e o atingiu com socos. Paulo lecionava em uma escola estadual em Lins - município paulista com menos de 80 mil habitantes, que registrou outros dois casos de agressão física contra professores em menos de uma semana. A sequência de casos na região reabre o debate sobre um grave problema do contexto educacional brasileiro.
12,5% dos professores dizem ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos ao menos uma vez por semana
O país lidera um ranking de violência nas escolas elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (alunos de 11 a 16 anos). O levantamento considera dados de 2013, quando 12,5% dos professores brasileiros ouvidos relataram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos ao menos uma vez por semana. A média entre os 34 países pesquisados é de 3,4%. O Brasil é seguido por Estônia (11%) e Austrália (9,7%).
Além das agressões físicas e verbais, as condições de trabalho são muito estressantes em algumas regiões. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, professores convivem com confrontos armados nos arredores das escolas onde trabalham e ameaças recorrentes de estudantes e familiares.
As consequências dessa realidade para os profissionais da educação são graves. Em 2018, a Secretaria Municipal de Educação concedeu 3.055 licenças por doenças como transtorno ou reação ao estresse, depressão e esquizofrenia - o que equivale a uma licença a cada três horas. O número corresponde a 8% do quadro de professores do município.
O quadro é extremamente complexo e envolve causas de diferentes naturezas. Porém, especialistas ouvidas pela DW Brasil apontam uma relação fundamental entre a violência e a ausência de uma política de convivência escolar no Brasil. Sem um plano que oriente as escolas a prevenir e lidar com o problema, fica-se refém de iniciativas pontuais, que dependem da presença de gestores específicos e podem não ter continuidade, apontam.
A pesquisadora Telma Vinha, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM), alerta para o fato de que os estudos sobre a violência contra professores costumam agrupar casos de agressões verbais e físicas, como é o caso do ranking da OCDE.
"A violência contra professores tem que chocar mesmo, é inadmissível. Mas não é tão frequente como as pessoas colocam. O dado também inclui agressões verbais. Não dá para por as duas coisas no mesmo balaio. Às vezes, o aluno reage com um palavrão a algo dito pelo professor. É claro que não poderia falar desse jeito, mas é bem diferente de agredir fisicamente. Alunos que agem assim são ofensivos, mas, por vezes, levam a linguagem que usam cotidianamente entre os pares para a sala de aula", avalia.
Um estudo realizado pela pesquisadora Maria Díaz-Agudo na Espanha, em 2015, mostrou que havia características comuns entre os alunos que admitiam ter cometido agressões físicas e verbais contra professores, a maioria meninos entre 12 e 14 anos: múltiplas situações de risco e ausência de proteção; problemas acadêmicos e dificuldades na aprendizagem; maiores taxas de repetência; maior número de faltas sem justificativa e o recebimento de punições com maior frequência.
De acordo com a professora da Unicamp, levantamentos realizados no Brasil revelam um perfil bem semelhante dos jovens que cometem esse tipo de ação violenta. Ela cita como exemplo o estudante de 15 anos que, em agosto de 2017, agrediu a professora Marcia Friggi, em Santa Catarina.
Tratava-se de um adolescente com histórico de violência familiar, que via o pai chegar alcoolizado em casa com frequência e havia sido espancado por ele mais de uma vez. Na ocasião, ele já realizava trabalhos comunitários por ter agredido colegas e era medicado contra ataques de raiva. Além disso, o rapaz apresentava histórico de uso de drogas.
"Chama atenção o fato de que esses alunos são bem conhecidos dos educadores. A relação de suas famílias com a escola é menos frequente. Geralmente, os responsáveis não querem mais ouvir que o filho é agressivo, pois já não sabem o que fazer sobre isso. Se a escola sabe desse perfil, é possível atuar de outra forma", afirma Telma.
Medidas para melhorar a convivência escolar
São diversas as ações apontadas pela pesquisadora como possíveis medidas para melhorar a convivência escolar. Ela lembra que ações coercivas mais duras, como a expulsão do jovem, não irão impedir que ele reproduza o comportamento em outros ambientes. As medidas sugeridas incluem organizar assembleias em salas de aula em que os conflitos possam ser permanentemente trabalhados e envolver os estudantes na elaboração e aplicação de regras.
No estudo realizado na Espanha, foi observado que mais da metade dos jovens que agrediram fisicamente seus professores alegam ter sido agredidos por eles, inclusive fisicamente. O dado revela uma percepção distorcida das ações praticadas por esses estudantes e da assimetria na relação de sala de aula.
Essa característica é associada a uma dificuldade de regulação da raiva, que leva a ações mais impulsivas. Por isso, a atitude de confrontação pode ser um dos principais gatilhos para a violência nesses casos — como uma ordem para que o aluno se retire de sala.
Nesse sentido, a ausência do debate sobre convivência escolar na formação dos professores representa um grande desafio. Na Faculdade de Educação da Unicamp, referência na formação de professores, não há uma disciplina sequer que trabalhe o tema das relações interpessoais.
A ausência desse debate também foi observada nas pesquisas conduzidas pela socióloga Miriam Abramovay, coordenadora da Área de Estudos e Políticas sobre a Juventude da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), que há duas décadas estuda o tema da violência no ambiente escolar.
"A forma de ver quem são os adolescentes e jovens que estão nas escolas não foi repensada, tampouco a forma como nós vamos responder aos seus anseios", analisa.
Buscando contribuir para suprir a lacuna detectada na formação dos professores, a Flacso lançou recentemente um curso online de um ano e meio sobre juventude, adolescência, violência nas escolas, sexualidade e drogas, voltado a professores e outros profissionais da área de educação.
Uma experiência recente organizada pela Flacso em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou o potencial dessa iniciativa. Em Teresina (Piauí), um formato mais simples do curso foi oferecido de forma presencial a educadores e guardas municipais.
O objetivo, segundo Abramovay, é fazer com que esses profissionais possam olhar para a escola de forma mais científica, saindo do senso comum. "É impressionante como eles descobrem outro mundo, uma escola que não imaginavam", conta.
Abramovay lamenta, ainda, que as políticas públicas não considerem a relação entre o tema da convivência escolar e indicadores de desempenho.
"Quando acontecem casos de violência, não só o professor se prejudica pessoalmente, como também a escola e todos os alunos. Há consequências na aprendizagem, evasão e repetência. O clima escolar é fundamental para termos escolas de melhor qualidade, que é nossa discussão essencial. Tenho a impressão de que só uma política pública de convivência escolar pode melhorar esse problema", opina.
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https://www.terra.com.br/noticias/brasil/a-violencia-contra-professores-no-brasil,fe646b068f66bae69f23f9c52647ecc51mckrw01.html
País é líder em ranking da OCDE sobre violência nas escolas. No município do Rio, um professor é licenciado a cada três horas por doenças ligadas ao estresse. Especialistas defendem plano para convivência escolar.Após 20 anos de magistério, Paulo Rafael Procópio, de 62 anos, irá abandonar a profissão. A decisão foi tomada no fim de fevereiro deste ano, após ele ter sido agredido por um estudante de 14 anos que jogou um caderno em seu rosto e o atingiu com socos. Paulo lecionava em uma escola estadual em Lins - município paulista com menos de 80 mil habitantes, que registrou outros dois casos de agressão física contra professores em menos de uma semana. A sequência de casos na região reabre o debate sobre um grave problema do contexto educacional brasileiro.
12,5% dos professores dizem ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos ao menos uma vez por semana
O país lidera um ranking de violência nas escolas elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (alunos de 11 a 16 anos). O levantamento considera dados de 2013, quando 12,5% dos professores brasileiros ouvidos relataram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos ao menos uma vez por semana. A média entre os 34 países pesquisados é de 3,4%. O Brasil é seguido por Estônia (11%) e Austrália (9,7%).
Além das agressões físicas e verbais, as condições de trabalho são muito estressantes em algumas regiões. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, professores convivem com confrontos armados nos arredores das escolas onde trabalham e ameaças recorrentes de estudantes e familiares.
As consequências dessa realidade para os profissionais da educação são graves. Em 2018, a Secretaria Municipal de Educação concedeu 3.055 licenças por doenças como transtorno ou reação ao estresse, depressão e esquizofrenia - o que equivale a uma licença a cada três horas. O número corresponde a 8% do quadro de professores do município.
O quadro é extremamente complexo e envolve causas de diferentes naturezas. Porém, especialistas ouvidas pela DW Brasil apontam uma relação fundamental entre a violência e a ausência de uma política de convivência escolar no Brasil. Sem um plano que oriente as escolas a prevenir e lidar com o problema, fica-se refém de iniciativas pontuais, que dependem da presença de gestores específicos e podem não ter continuidade, apontam.
A pesquisadora Telma Vinha, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM), alerta para o fato de que os estudos sobre a violência contra professores costumam agrupar casos de agressões verbais e físicas, como é o caso do ranking da OCDE.
"A violência contra professores tem que chocar mesmo, é inadmissível. Mas não é tão frequente como as pessoas colocam. O dado também inclui agressões verbais. Não dá para por as duas coisas no mesmo balaio. Às vezes, o aluno reage com um palavrão a algo dito pelo professor. É claro que não poderia falar desse jeito, mas é bem diferente de agredir fisicamente. Alunos que agem assim são ofensivos, mas, por vezes, levam a linguagem que usam cotidianamente entre os pares para a sala de aula", avalia.
Um estudo realizado pela pesquisadora Maria Díaz-Agudo na Espanha, em 2015, mostrou que havia características comuns entre os alunos que admitiam ter cometido agressões físicas e verbais contra professores, a maioria meninos entre 12 e 14 anos: múltiplas situações de risco e ausência de proteção; problemas acadêmicos e dificuldades na aprendizagem; maiores taxas de repetência; maior número de faltas sem justificativa e o recebimento de punições com maior frequência.
De acordo com a professora da Unicamp, levantamentos realizados no Brasil revelam um perfil bem semelhante dos jovens que cometem esse tipo de ação violenta. Ela cita como exemplo o estudante de 15 anos que, em agosto de 2017, agrediu a professora Marcia Friggi, em Santa Catarina.
Tratava-se de um adolescente com histórico de violência familiar, que via o pai chegar alcoolizado em casa com frequência e havia sido espancado por ele mais de uma vez. Na ocasião, ele já realizava trabalhos comunitários por ter agredido colegas e era medicado contra ataques de raiva. Além disso, o rapaz apresentava histórico de uso de drogas.
"Chama atenção o fato de que esses alunos são bem conhecidos dos educadores. A relação de suas famílias com a escola é menos frequente. Geralmente, os responsáveis não querem mais ouvir que o filho é agressivo, pois já não sabem o que fazer sobre isso. Se a escola sabe desse perfil, é possível atuar de outra forma", afirma Telma.
Medidas para melhorar a convivência escolar
São diversas as ações apontadas pela pesquisadora como possíveis medidas para melhorar a convivência escolar. Ela lembra que ações coercivas mais duras, como a expulsão do jovem, não irão impedir que ele reproduza o comportamento em outros ambientes. As medidas sugeridas incluem organizar assembleias em salas de aula em que os conflitos possam ser permanentemente trabalhados e envolver os estudantes na elaboração e aplicação de regras.
No estudo realizado na Espanha, foi observado que mais da metade dos jovens que agrediram fisicamente seus professores alegam ter sido agredidos por eles, inclusive fisicamente. O dado revela uma percepção distorcida das ações praticadas por esses estudantes e da assimetria na relação de sala de aula.
Essa característica é associada a uma dificuldade de regulação da raiva, que leva a ações mais impulsivas. Por isso, a atitude de confrontação pode ser um dos principais gatilhos para a violência nesses casos — como uma ordem para que o aluno se retire de sala.
Nesse sentido, a ausência do debate sobre convivência escolar na formação dos professores representa um grande desafio. Na Faculdade de Educação da Unicamp, referência na formação de professores, não há uma disciplina sequer que trabalhe o tema das relações interpessoais.
A ausência desse debate também foi observada nas pesquisas conduzidas pela socióloga Miriam Abramovay, coordenadora da Área de Estudos e Políticas sobre a Juventude da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), que há duas décadas estuda o tema da violência no ambiente escolar.
"A forma de ver quem são os adolescentes e jovens que estão nas escolas não foi repensada, tampouco a forma como nós vamos responder aos seus anseios", analisa.
Buscando contribuir para suprir a lacuna detectada na formação dos professores, a Flacso lançou recentemente um curso online de um ano e meio sobre juventude, adolescência, violência nas escolas, sexualidade e drogas, voltado a professores e outros profissionais da área de educação.
Uma experiência recente organizada pela Flacso em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou o potencial dessa iniciativa. Em Teresina (Piauí), um formato mais simples do curso foi oferecido de forma presencial a educadores e guardas municipais.
O objetivo, segundo Abramovay, é fazer com que esses profissionais possam olhar para a escola de forma mais científica, saindo do senso comum. "É impressionante como eles descobrem outro mundo, uma escola que não imaginavam", conta.
Abramovay lamenta, ainda, que as políticas públicas não considerem a relação entre o tema da convivência escolar e indicadores de desempenho.
"Quando acontecem casos de violência, não só o professor se prejudica pessoalmente, como também a escola e todos os alunos. Há consequências na aprendizagem, evasão e repetência. O clima escolar é fundamental para termos escolas de melhor qualidade, que é nossa discussão essencial. Tenho a impressão de que só uma política pública de convivência escolar pode melhorar esse problema", opina.
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https://www.terra.com.br/noticias/brasil/a-violencia-contra-professores-no-brasil,fe646b068f66bae69f23f9c52647ecc51mckrw01.html
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Data da postagem: 13/09/2019, 19:00