
Clube Cético
Governo Bolsonaro
Autor: JJ | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 112952 Comentários: 7567
Olavo de Carvalho prega união do povo com Forças Armadas e internet reage
Internautas associaram a afirmação a uma incitação de um possível golpe militar no país; AI-5 entrou na lista de assuntos mais comentados do Twitter
Por Giovanna Romano
access_time16 out 2019, 12h33more_horiz
O guru ideológico Olavo de Carvalho (//.)
O guru ideológico do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Olavo de Carvalho, declarou, na madrugada desta quarta-feira, 16, que o Brasil só tem uma salvação: “a união indissolúvel do povo, presidente e Forças Armadas”. Internautas associaram a afirmação a uma incitação a um possível golpe militar no país e criticaram a postura do escritor — e também do presidente, que já assumiu posturas favoráveis ao regime de 1964.
Um dos principais líderes olavistas nas redes sociais, Allan dos Santos, fez uma publicação na terça, 15, afirmando que “o povo” quer um “novo AI-5” (Ato Institucional 5) e “ai de Bolsonaro caso tente parar o povo”. O ato em questão foi o mais duro de todos, instituído durante a ditadura militar em dezembro de 1968, que resultou na institucionalização da tortura pelo estado brasileiro:
O establishment quer ver Bolsonaro repetindo o AI-5, mas o que vejo é o povo querendo um novo AI-5 e ai de Bolsonaro caso tente parar o povo. Será varrido junto. Não há UM brasileiro que aceitará, caso a decisão do STF seja soltar os CRIMINOSOS EM MASSA. Lava Jato regnat.
— Allan dos Santos🇧🇷 (@allantercalivre) October 16, 2019
Na manhã desta quarta, “AI-5” entrou nos assuntos mais comentados no Twitter brasileiro e as principais postagens eram de críticas de políticos às afirmações. “Toda vez que Bolsonaro se vê numa crise, a saída apontada é mais autoritarismo. Olavo de Carvalho conclama ditadura e milicianos já pedem novo AI-5. Precisamos reagir à altura”, declarou a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).
O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou que a defesa da ditadura e do golpe “são crimes contra o Brasil” que Bolsonaro teria que defender. “O governo está desmoronando graças à própria incompetência. E o que fazem os bolsonaristas? Atacam a democracia, defendem novo AI-5 e sonham com tempos de censura, assassinatos e torturas”, disse o parlamentar.
Internautas fora da esfera política demonstraram indignação sobre o apoio ao AI-5 — entre as publicações, usuários citavam aulas de história e ignorância por parte dos apoiadores da ditadura militar. “Por favor, se você tá solicitando o AI-5, tá na hora de voltar para o ensino fundamental e estudar novamente”, ironizou Ian Prates pelo Twitter.
Confira algumas postagens sobre o tema:
Ontem foi dia do professor, hoje pedem o AI-5 de volta. Ser professor nesse país deve ser muito triste. pic.twitter.com/1Y8O3c8ucD
— Carol (@_Carolbitt) October 16, 2019
A cada dia nesse país é um 7×1 diferente. Hoje é a galera pedindo o AI-5
— Aline Rosso (@AxlRosso) October 16, 2019
Por favor, se você tá solicitando AI-5 , tá na hora de voltar pro ensino fundamental e estudar novamente.
— Ian (@ianpratess) October 16, 2019
Milicianos virtuais do bolsonarismo estão agitando nas redes a "volta do AI-5". Defendem abertamente a censura, truculência, autoritarismo e a tortura. Isso é gravíssimo!
Os brasileiros vão mostrar que são melhores que esse tipo de gente deslumbrada com o poder. Não passarão!
— PSOL 50 (@psol50) October 16, 2019
https://veja.abril.com.br/politica/olavo-de-carvalho-prega-uniao-do-povo-com-forcas-armadas-e-internet-reage/
Internautas associaram a afirmação a uma incitação de um possível golpe militar no país; AI-5 entrou na lista de assuntos mais comentados do Twitter
Por Giovanna Romano
access_time16 out 2019, 12h33more_horiz
O guru ideológico Olavo de Carvalho (//.)
O guru ideológico do governo de Jair Bolsonaro (PSL), Olavo de Carvalho, declarou, na madrugada desta quarta-feira, 16, que o Brasil só tem uma salvação: “a união indissolúvel do povo, presidente e Forças Armadas”. Internautas associaram a afirmação a uma incitação a um possível golpe militar no país e criticaram a postura do escritor — e também do presidente, que já assumiu posturas favoráveis ao regime de 1964.
Um dos principais líderes olavistas nas redes sociais, Allan dos Santos, fez uma publicação na terça, 15, afirmando que “o povo” quer um “novo AI-5” (Ato Institucional 5) e “ai de Bolsonaro caso tente parar o povo”. O ato em questão foi o mais duro de todos, instituído durante a ditadura militar em dezembro de 1968, que resultou na institucionalização da tortura pelo estado brasileiro:
O establishment quer ver Bolsonaro repetindo o AI-5, mas o que vejo é o povo querendo um novo AI-5 e ai de Bolsonaro caso tente parar o povo. Será varrido junto. Não há UM brasileiro que aceitará, caso a decisão do STF seja soltar os CRIMINOSOS EM MASSA. Lava Jato regnat.
— Allan dos Santos🇧🇷 (@allantercalivre) October 16, 2019
Na manhã desta quarta, “AI-5” entrou nos assuntos mais comentados no Twitter brasileiro e as principais postagens eram de críticas de políticos às afirmações. “Toda vez que Bolsonaro se vê numa crise, a saída apontada é mais autoritarismo. Olavo de Carvalho conclama ditadura e milicianos já pedem novo AI-5. Precisamos reagir à altura”, declarou a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).
O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou que a defesa da ditadura e do golpe “são crimes contra o Brasil” que Bolsonaro teria que defender. “O governo está desmoronando graças à própria incompetência. E o que fazem os bolsonaristas? Atacam a democracia, defendem novo AI-5 e sonham com tempos de censura, assassinatos e torturas”, disse o parlamentar.
Internautas fora da esfera política demonstraram indignação sobre o apoio ao AI-5 — entre as publicações, usuários citavam aulas de história e ignorância por parte dos apoiadores da ditadura militar. “Por favor, se você tá solicitando o AI-5, tá na hora de voltar para o ensino fundamental e estudar novamente”, ironizou Ian Prates pelo Twitter.
Confira algumas postagens sobre o tema:
Ontem foi dia do professor, hoje pedem o AI-5 de volta. Ser professor nesse país deve ser muito triste. pic.twitter.com/1Y8O3c8ucD
— Carol (@_Carolbitt) October 16, 2019
A cada dia nesse país é um 7×1 diferente. Hoje é a galera pedindo o AI-5
— Aline Rosso (@AxlRosso) October 16, 2019
Por favor, se você tá solicitando AI-5 , tá na hora de voltar pro ensino fundamental e estudar novamente.
— Ian (@ianpratess) October 16, 2019
Milicianos virtuais do bolsonarismo estão agitando nas redes a "volta do AI-5". Defendem abertamente a censura, truculência, autoritarismo e a tortura. Isso é gravíssimo!
Os brasileiros vão mostrar que são melhores que esse tipo de gente deslumbrada com o poder. Não passarão!
— PSOL 50 (@psol50) October 16, 2019
https://veja.abril.com.br/politica/olavo-de-carvalho-prega-uniao-do-povo-com-forcas-armadas-e-internet-reage/
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Data da postagem: 30/10/2019, 06:33
Os blefes golpistas de Olavo de Carvalho devem ser levados a sério. Por quê?
O dirigente do PSOL Valério Arcary analisa a convocação de Olavo de Carvalho para um golpe militar como parte de uma estratégia do bolsonarismo para "a subversão do regime político"
18 de outubro de 2019, 08:21 h
A convocação de Olavo de Carvalho a Bolsonaro para assumir plenos poderes, apoiando-se nas Forças Armadas e na mobilização de sua base social, depois ecoada nas redes bolsonaristas como um chamado a um novo AI-5, não deve ser subestimada. Trata-se de um escândalo.
Revela que o bolsonarismo tem como estratégia a subversão do regime político. Um governo de extrema-direita com projeto bonapartista é contraditório com um regime político eleitoral. Não é, necessariamente, incompatível, mas é antagônico.
Há sempre uma dimensão de blefe, ou seja, de ameaça retórica, neste tipo de agitação provocativa, mas é também uma sinalização de que não têm limites, não têm pudores, não têm escrúpulos.
O AI-5 em dezembro de 1968 foi avaliado, corretamente, como um golpe dentro do golpe. Assim como o golpe de Estado de 1964, o golpe do AI-5 respondia, outra vez, à percepção da cúpula das Forças Armadas de que existiria o perigo de abertura de uma situação pré-revolucionária a partir da onda de ascenso do movimento estudantil, na sequência da passeata dos cem mil no Rio de Janeiro, e de uma onda de levantes operários, depois das greves de Osasco e Contagem. A ditadura militar tinha fobia de estudantes e de operários, e se assustava com a fermentação cultural que não parava de crescer.
Uma combinação de pelo menos três fatores pode explicar estas declarações absurdas. A primeira é a crise da fração bolsonarista com o PSL. As investigações sobre as movimentações financeiras do PSL e a divisão do controle da legenda de aluguel com Luciano Bivar deixam o bolsonarismo inseguro sobre seu futuro. A entrada no PSL foi uma improvisação eleitoral, e agora o bolsonarismo se sente desconfortável. O PSL se tornou um problema. Uma corrente neofascista precisa de um partido para 2020 em que tenha controle absoluto, e terão que encontrá-lo trocando a roda com o carro em movimento. A substituição do líder do PSL Delegado Waldir por Eduardo Bolsonaro é uma iniciativa nessa direção.
Em segundo lugar, o bolsonarismo quer responder às iniciativas que virão do STF (Supremo Tribunal Federal). Não somente quanto ao destino da votação sobre a prisão em segunda e terceira instâncias, ou somente após o trânsito final pelo STF, mas também quanto à votação do pedido de Habeas Corpus apresentado pela defesa de Lula, sustentado na suspeição de Moro. A sinalização é de que o bolsonarismo está disposto a ir às ruas, e se dirige abertamente aos generais, se a liberdade de Lula for conquistada.
Um terceiro fator a ser considerado é o desgaste lento, porém, crescente, do governo diante da burguesia e da classe média, mesmo estando muito seguros da aprovação da reforma da Previdência no Senado semana que vem. A economia brasileira anda de lado há três anos, depois do mergulho de 2015/16 que sacrificou mais de 7% da capacidade produtiva instalada. Os mais otimistas adiam para 2024 a retomada do patamar de 2014. Uma década perdida.
A rigor, não parece haver perigo real e imediato de uma tentativa de autogolpe ou insurreição militar no Brasil. Nenhuma fração importante da burguesia está hoje considerando um projeto de quartelada para impor um regime bonapartista para garantir os ajustes econômico-sociais necessários ao reposicionamento do Brasil no mercado mundial.
Tentar prever o que poderá acontecer é impossível, porque o volume de variáveis a serem consideradas é inalcançável. Não podemos lutar contra perigos imaginários. Devemos nos concentrar na luta contra os perigos imediatos. Agitar, portanto, a iminência do perigo de um autogolpe seria alarmismo. Alarmismo só serve para disseminar medo, insegurança, pânico e, finalmente, desmoralização. Não há perigo iminente de golpe. Isso se explica, essencialmente, porque não há perigo de revolução. Um golpe, por enquanto, não é necessário.
A ausência de um amplo e radicalizado movimento de resistência da classe trabalhadora e de seus aliados que ameace a dominação da burguesia faz com que as grandes empresas e bancos não apoiem uma intervenção militar.
Entretanto, diminuir o perigo que o governo Bolsonaro representa para as liberdades democráticas seria miopia política grave. A radicalização neofascista da retórica do bolsonarismo não deve ser ignorada. Só a mobilização de massas da classe trabalhadora e da juventude tem a força social capaz de derrotá-lo.
https://www.brasil247.com/blog/os-blefes-golpistas-de-olavo-de-carvalho-devem-ser-levados-a-serio-por-que
O dirigente do PSOL Valério Arcary analisa a convocação de Olavo de Carvalho para um golpe militar como parte de uma estratégia do bolsonarismo para "a subversão do regime político"
18 de outubro de 2019, 08:21 h
A convocação de Olavo de Carvalho a Bolsonaro para assumir plenos poderes, apoiando-se nas Forças Armadas e na mobilização de sua base social, depois ecoada nas redes bolsonaristas como um chamado a um novo AI-5, não deve ser subestimada. Trata-se de um escândalo.
Revela que o bolsonarismo tem como estratégia a subversão do regime político. Um governo de extrema-direita com projeto bonapartista é contraditório com um regime político eleitoral. Não é, necessariamente, incompatível, mas é antagônico.
Há sempre uma dimensão de blefe, ou seja, de ameaça retórica, neste tipo de agitação provocativa, mas é também uma sinalização de que não têm limites, não têm pudores, não têm escrúpulos.
O AI-5 em dezembro de 1968 foi avaliado, corretamente, como um golpe dentro do golpe. Assim como o golpe de Estado de 1964, o golpe do AI-5 respondia, outra vez, à percepção da cúpula das Forças Armadas de que existiria o perigo de abertura de uma situação pré-revolucionária a partir da onda de ascenso do movimento estudantil, na sequência da passeata dos cem mil no Rio de Janeiro, e de uma onda de levantes operários, depois das greves de Osasco e Contagem. A ditadura militar tinha fobia de estudantes e de operários, e se assustava com a fermentação cultural que não parava de crescer.
Uma combinação de pelo menos três fatores pode explicar estas declarações absurdas. A primeira é a crise da fração bolsonarista com o PSL. As investigações sobre as movimentações financeiras do PSL e a divisão do controle da legenda de aluguel com Luciano Bivar deixam o bolsonarismo inseguro sobre seu futuro. A entrada no PSL foi uma improvisação eleitoral, e agora o bolsonarismo se sente desconfortável. O PSL se tornou um problema. Uma corrente neofascista precisa de um partido para 2020 em que tenha controle absoluto, e terão que encontrá-lo trocando a roda com o carro em movimento. A substituição do líder do PSL Delegado Waldir por Eduardo Bolsonaro é uma iniciativa nessa direção.
Em segundo lugar, o bolsonarismo quer responder às iniciativas que virão do STF (Supremo Tribunal Federal). Não somente quanto ao destino da votação sobre a prisão em segunda e terceira instâncias, ou somente após o trânsito final pelo STF, mas também quanto à votação do pedido de Habeas Corpus apresentado pela defesa de Lula, sustentado na suspeição de Moro. A sinalização é de que o bolsonarismo está disposto a ir às ruas, e se dirige abertamente aos generais, se a liberdade de Lula for conquistada.
Um terceiro fator a ser considerado é o desgaste lento, porém, crescente, do governo diante da burguesia e da classe média, mesmo estando muito seguros da aprovação da reforma da Previdência no Senado semana que vem. A economia brasileira anda de lado há três anos, depois do mergulho de 2015/16 que sacrificou mais de 7% da capacidade produtiva instalada. Os mais otimistas adiam para 2024 a retomada do patamar de 2014. Uma década perdida.
A rigor, não parece haver perigo real e imediato de uma tentativa de autogolpe ou insurreição militar no Brasil. Nenhuma fração importante da burguesia está hoje considerando um projeto de quartelada para impor um regime bonapartista para garantir os ajustes econômico-sociais necessários ao reposicionamento do Brasil no mercado mundial.
Tentar prever o que poderá acontecer é impossível, porque o volume de variáveis a serem consideradas é inalcançável. Não podemos lutar contra perigos imaginários. Devemos nos concentrar na luta contra os perigos imediatos. Agitar, portanto, a iminência do perigo de um autogolpe seria alarmismo. Alarmismo só serve para disseminar medo, insegurança, pânico e, finalmente, desmoralização. Não há perigo iminente de golpe. Isso se explica, essencialmente, porque não há perigo de revolução. Um golpe, por enquanto, não é necessário.
A ausência de um amplo e radicalizado movimento de resistência da classe trabalhadora e de seus aliados que ameace a dominação da burguesia faz com que as grandes empresas e bancos não apoiem uma intervenção militar.
Entretanto, diminuir o perigo que o governo Bolsonaro representa para as liberdades democráticas seria miopia política grave. A radicalização neofascista da retórica do bolsonarismo não deve ser ignorada. Só a mobilização de massas da classe trabalhadora e da juventude tem a força social capaz de derrotá-lo.
https://www.brasil247.com/blog/os-blefes-golpistas-de-olavo-de-carvalho-devem-ser-levados-a-serio-por-que
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Data da postagem: 30/10/2019, 06:54

Citação de: Fabrício em 30 de Outubro de 2019, 09:50:08
E a Globo pelo que sei ainda livrou a cara dele. Não vi a reportagem, mas pelo que li o porteiro afirma que um dos envolvidos no assassinato da Marielle chegou no condomínio e pediu para ir na casa do Bolsonaro. O porteiro teria então falado com o Bolso e a entrada foi liberada, mas o suspeito foi em outra casa. O porteiro então teria ligado novamente para o Bolsonaro e ele teria dito que sabia onde o suspeito ia.
Só que a Globo, por conta dela, averiguou e descobriu que no dia o Bolsonaro estava em Brasília, inclusive registando presença em votações no Congresso, portanto o porteiro não poderia ter falado com ele. E isso foi divulgado na reportagem.
Mas mesmo assim o Bolsonaro deu o maior piti do mundo, como seria de se esperar, aliás.
E também, para surpresa de ninguém, os mortadelas estão fazendo o maior estardalhaço na internet, como se o Bolso tivesse pessoalmente matado a Marielle. Estamos ferrados, não tem pra onde correr.
A história do porteiro é cheia de contradições. A Globo mesmo apontou essas questões, em sua reportagem. Eles nem devem acreditar que o Bolsonaro está envolvido no caso, só postaram a reportagem pelo barulho, e a certeza de que o Bolsonaro ia ser impulsivo e morder a isca pra dar ibope para eles.
Citação de: Cinzu em 30 de Outubro de 2019, 09:25:35Citação de: Marciano em 30 de Outubro de 2019, 02:04:26
Agora a Globo quer, a todo custo, vincular o Bolsonaro ao assassinato daquela vereadora que nem eu nem ele sabíamos que existia.
A Globo não tem poder de polícia e não é responsável pela investigação do caso. Ela só divulgou o que consta no inquérito.
E a Globo pelo que sei ainda livrou a cara dele. Não vi a reportagem, mas pelo que li o porteiro afirma que um dos envolvidos no assassinato da Marielle chegou no condomínio e pediu para ir na casa do Bolsonaro. O porteiro teria então falado com o Bolso e a entrada foi liberada, mas o suspeito foi em outra casa. O porteiro então teria ligado novamente para o Bolsonaro e ele teria dito que sabia onde o suspeito ia.
Só que a Globo, por conta dela, averiguou e descobriu que no dia o Bolsonaro estava em Brasília, inclusive registando presença em votações no Congresso, portanto o porteiro não poderia ter falado com ele. E isso foi divulgado na reportagem.
Mas mesmo assim o Bolsonaro deu o maior piti do mundo, como seria de se esperar, aliás.
E também, para surpresa de ninguém, os mortadelas estão fazendo o maior estardalhaço na internet, como se o Bolso tivesse pessoalmente matado a Marielle. Estamos ferrados, não tem pra onde correr.
A história do porteiro é cheia de contradições. A Globo mesmo apontou essas questões, em sua reportagem. Eles nem devem acreditar que o Bolsonaro está envolvido no caso, só postaram a reportagem pelo barulho, e a certeza de que o Bolsonaro ia ser impulsivo e morder a isca pra dar ibope para eles.
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Data da postagem: 30/10/2019, 07:06
16 DE OUTUBRO DE 2019, 18H32
“Os militares não se uniriam para uma ditadura Bolsonaro”, afirma historiador sobre possível AI-5
Rodrigo Patto Sá Motta acredita que o governo não tem apoio para instaurar uma ditadura, apesar de querer governar de forma autoritária e possuir suas milícias virtuais
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Por Lucas Rocha
O historiador Rodrigo Patto Sá Motta, professor e pesquisador da UFMG com ênfase no regime militar, conversou com a Fórum nesta quarta-feira (16) sobre os recentes embates entre o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL, e as declarações de figuras como o astrólogo Olavo de Carvalho e o blogueiro Allan dos Santos sobre a instauração de uma ditadura militar e de um AI-5. Ele crê que esses pedidos não tem sustentação e o racha apenas limita a atuação de Bolsonaro.
“O fundamental é pensar quem daria sustentação a isso”, afirma o historiador. “Aparentemente há descontentamento contra o governo na elite militar. Difícil pensar que eles se uniriam para defender uma ditadura Bolsonaro. Não vejo como seja viável. Bolsonaro gostaria de governar como ditador, o problema é viabilizar isso. O Bolsonaro e as redes dele não são suficientes para uma ditadura”, sentencia.
Redes sociais
“Eles imaginam uma nova politica feita pelas redes sociais, mas não conheço uma ditadura que se baseia em redes sociais”, completa, afirmando que é necessário o apoio de um poder armado que sustente uma empreitada ditatorial. “Ditadura se baseiam em apoio e em força”.
Apoio das forças armadas
Motta cita que o comando das Forças Armadas, em 1968, se uniu em torno de um discurso de “manutenção da ordem pública”, devido às fortes mobilizações. “Naquela ocasião o AI-5 foi perpetrado pelas forças armadas. Teve apoio empresarial e de setores da opinião de direita, mas quem sustentou foi o comando das forças armadas. Convencidos de que o regime corria risco, a elite militar se uniu”, relembra Motta. “Quem ameaça a ordem pública são os próprios apoiadores do governo”, completa.
Racha no PSL
Além da fragilidade entre os militares, o presidente enfrenta um problema com o próprio partido, o PSL. Apesar da crise ter algumas semelhanças com dissensos entre o ARENA e a cúpula do governo em 68, o historiador acredita que o paralelo não se sustenta. “No momento atual quem está rachando o PSL é o próprio governo, cuja lógica é difícil de encontrar. Qual a estratégia de romper a base? PSL vai sair com partido menor do que ele tinha, o que diminui um apoio para um governo autoritário”, analisa.
O AI-5
Motta ainda ressalta que quem prega a instituição de um novo AI-5 não sabe o que ele realmente significou. “Quem diz isso não tem ideia o que representa um AI-5. Ele dava um poder quase de um rei medieval”, pontua. O pesquisador cita que o fechamento do Congresso e o aumento da censura à imprensa e às artes, assim como o número de prisões e de violações de direitos civis.
Crime de sedição
O professor ainda afirma que é importante que o Poder Judiciário atue contra essas incitações de golpe. “Se tem pessoas pregando uma ditadura, essas pessoas estão se colocando na posição de subversivos. Era o caso das autoridades agirem contra o crime político de sedição”, finaliza.
https://revistaforum.com.br/politica/os-militares-nao-se-uniriam-para-uma-ditadura-bolsonaro-afirma-historiador-sobre-possivel-ai-5/
“Os militares não se uniriam para uma ditadura Bolsonaro”, afirma historiador sobre possível AI-5
Rodrigo Patto Sá Motta acredita que o governo não tem apoio para instaurar uma ditadura, apesar de querer governar de forma autoritária e possuir suas milícias virtuais
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Por Lucas Rocha
O historiador Rodrigo Patto Sá Motta, professor e pesquisador da UFMG com ênfase no regime militar, conversou com a Fórum nesta quarta-feira (16) sobre os recentes embates entre o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL, e as declarações de figuras como o astrólogo Olavo de Carvalho e o blogueiro Allan dos Santos sobre a instauração de uma ditadura militar e de um AI-5. Ele crê que esses pedidos não tem sustentação e o racha apenas limita a atuação de Bolsonaro.
“O fundamental é pensar quem daria sustentação a isso”, afirma o historiador. “Aparentemente há descontentamento contra o governo na elite militar. Difícil pensar que eles se uniriam para defender uma ditadura Bolsonaro. Não vejo como seja viável. Bolsonaro gostaria de governar como ditador, o problema é viabilizar isso. O Bolsonaro e as redes dele não são suficientes para uma ditadura”, sentencia.
Redes sociais
“Eles imaginam uma nova politica feita pelas redes sociais, mas não conheço uma ditadura que se baseia em redes sociais”, completa, afirmando que é necessário o apoio de um poder armado que sustente uma empreitada ditatorial. “Ditadura se baseiam em apoio e em força”.
Apoio das forças armadas
Motta cita que o comando das Forças Armadas, em 1968, se uniu em torno de um discurso de “manutenção da ordem pública”, devido às fortes mobilizações. “Naquela ocasião o AI-5 foi perpetrado pelas forças armadas. Teve apoio empresarial e de setores da opinião de direita, mas quem sustentou foi o comando das forças armadas. Convencidos de que o regime corria risco, a elite militar se uniu”, relembra Motta. “Quem ameaça a ordem pública são os próprios apoiadores do governo”, completa.
Racha no PSL
Além da fragilidade entre os militares, o presidente enfrenta um problema com o próprio partido, o PSL. Apesar da crise ter algumas semelhanças com dissensos entre o ARENA e a cúpula do governo em 68, o historiador acredita que o paralelo não se sustenta. “No momento atual quem está rachando o PSL é o próprio governo, cuja lógica é difícil de encontrar. Qual a estratégia de romper a base? PSL vai sair com partido menor do que ele tinha, o que diminui um apoio para um governo autoritário”, analisa.
O AI-5
Motta ainda ressalta que quem prega a instituição de um novo AI-5 não sabe o que ele realmente significou. “Quem diz isso não tem ideia o que representa um AI-5. Ele dava um poder quase de um rei medieval”, pontua. O pesquisador cita que o fechamento do Congresso e o aumento da censura à imprensa e às artes, assim como o número de prisões e de violações de direitos civis.
Crime de sedição
O professor ainda afirma que é importante que o Poder Judiciário atue contra essas incitações de golpe. “Se tem pessoas pregando uma ditadura, essas pessoas estão se colocando na posição de subversivos. Era o caso das autoridades agirem contra o crime político de sedição”, finaliza.
https://revistaforum.com.br/politica/os-militares-nao-se-uniriam-para-uma-ditadura-bolsonaro-afirma-historiador-sobre-possivel-ai-5/
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Data da postagem: 30/10/2019, 07:13

Citação de: Sr. Cinzu em 30 de Outubro de 2019, 11:06:44
De qq. maneira agora resultou fundamental que esse depoimento se esclareça e publicamente — não pode + ser segredo de justiça agora...
Que DPF ou MP tome outro (depoimento) se for o caso.
NOW
Virou assunto de Segurança Nacional.
só postaram a reportagem pelo barulho, e a certeza de que o Bolsonaro ia ser impulsivo e morder a isca pra dar ibope para eles.
De qq. maneira agora resultou fundamental que esse depoimento se esclareça e publicamente — não pode + ser segredo de justiça agora...
Que DPF ou MP tome outro (depoimento) se for o caso.
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Virou assunto de Segurança Nacional.
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Data da postagem: 30/10/2019, 07:52

Os esquerdopatas estão delirando com essa ideia de ditadura.
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Data da postagem: 30/10/2019, 08:32

Citação de: Gorducho em 30 de Outubro de 2019, 11:52:48
É óbvio que o barulho sobre esse detalhe do processo que envolve o nosso capitão-bolsoleão-presidente é obra articulada pelo seu potencial oponente nas próximas eleições, o ex-juiz Witzel, governador do Rio de Janeiro. Tudo baseado no pavio curto e na burrice bolsonariana. O nosso capitão-presidente segue o seu destino de auto destruição.
Citação de: Sr. Cinzu em 30 de Outubro de 2019, 11:06:44só postaram a reportagem pelo barulho, e a certeza de que o Bolsonaro ia ser impulsivo e morder a isca pra dar ibope para eles.
De qq. maneira agora resultou fundamental que esse depoimento se esclareça e publicamente — não pode + ser segredo de justiça agora...
Que DPF ou MP tome outro (depoimento) se for o caso.
NOW
Virou assunto de Segurança Nacional.
É óbvio que o barulho sobre esse detalhe do processo que envolve o nosso capitão-bolsoleão-presidente é obra articulada pelo seu potencial oponente nas próximas eleições, o ex-juiz Witzel, governador do Rio de Janeiro. Tudo baseado no pavio curto e na burrice bolsonariana. O nosso capitão-presidente segue o seu destino de auto destruição.
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Data da postagem: 30/10/2019, 08:46

DADA A SITUAÇÃO criada não tem volta agora: tem que esclarecer o depoimento, possivelmente tomando outro. Quiçá + detalhado & tals... como convenha ao perfeito esclarecimento do que se sucedeu.
Na America não tenho dúvida que passaria pra esfera do FBI um assunto mencionando o Presidente em exercício. E cá imagino que tb. possa enquadrar-se em Segurança Nacional. E aí andar rápido, imediato c/isso.
Na America não tenho dúvida que passaria pra esfera do FBI um assunto mencionando o Presidente em exercício. E cá imagino que tb. possa enquadrar-se em Segurança Nacional. E aí andar rápido, imediato c/isso.
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Data da postagem: 30/10/2019, 09:05

Se o presidente não tivesse reagido da forma que reagiu não ia dar em nada.
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Data da postagem: 30/10/2019, 09:09

E a reação imediata dos Bolsonaristas é, como esperado, idêntica a dos Petistas quando o porteiro do Triplex afirmou ter visto Lula no prédio.
O que corrobora para a tese de que seguidores do Bolso e do Lula são gados da mesma fazenda.
O que corrobora para a tese de que seguidores do Bolso e do Lula são gados da mesma fazenda.
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Data da postagem: 30/10/2019, 09:10