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Inteligência artificial
Autor: Mighell | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 15220 Comentários: 167
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Em 1936, Alan Turing publicou o artigo "On Computable Numbers, with an Application to the Entscheidungsproblem", onde introduziu
uma máquina abstrata denominada "Máquina de Turing", que executa um programa com uma entrada finita de dados.
Expôs nele o problema da parada, ao mostrar que é impossível para um programa decidir se ele termina de rodar ou rodará indefinidamente.

Tratou-se de uma demonstração mecânica do Teorema da Incompletude do Godel, pois mostrou-se que é impossível decidir via algoritmo se um enunciado na aritmética é verdadeiro ou falso.

Para Penrose, isso demonstra que a mente no seu todo não pode ser reproduzida numa máquina. Certas partes da mente talvez (fazer contas, etc..), mas outras não.
Ele considera sobretudo a intuição humana como um processo mental que não pode ser reproduzida através de um algoritmo, e a interpreta como um fenômeno quântico.

Atualmente, costuma distinguir-se entre Inteligência Artificial Fraca e Inteligência Artificial Forte (esta última que é fora do alcance das máquinas).

Em 1950, Turing publicou o artigo "Computing machinery and intelligence", que lançou as bases da Inteligência Artificial com o chamado Teste de Turing, para poder determinar a inteligência de uma máquina. Uma pessoa faz perguntas em separado à um computador e à uma outra pessoa (sem poder reconhecê-los) por meio de mensagens datilografadas. Se ela não conseguia diferenciar a pessoa da máquina através das respostas após cinco minutos de testes, a máquina passa no teste.

Em 1980, John Searle publicou um artigo para refutar o Teste de Turing e outras formas de Inteligência Artificial através do argumento do "Quarto Chinês".
Ele imagina um computador que recebe dados em chinês e os traduz em inglês. Há uma pessoa dentro do computador que recebe os dados em chinês e as traduz em inglês obedecendo às instruções de um manual de tradução chinês-inglês. O que Searle quis dizer com esse exemplo é que uma máquina (no exemplo, a pessoa dentro) não compreende a linguagem. Ela pode compreender a sintaxe, mas não pode compreender a semântica.

Searle não quis dizer que é impossível construir uma máquina que pensa ou age como um humano já que os humanos são máquinas biológicas complexas. Segundo ele, uma máquina que reproduz a mente humana deveria ser do mesmo material que aquele de um humano.
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O Mighell estava equivocado. Redes neurais e neuronais são implementadas em computadores que são logicamente equivalentes a máquinas de Turing.

Tudo que um computador convencional pode fazer ( paradigma de Harvard ou Von Neuman ) também poderia ser implementado em uma máquina de Turing, ou em uma máquina RAM.

Se você pode demonstrar que algo não é computável em algum desses modelos teóricos abstratos consequentemente demonstra-se que também não é computável em uma máquina real logicamente equivalente. E vice-versa.

Com o atual paradigma de computadores é impossível produzir consciências artificial. Vale destacar que uma rede neuronal é nada mais que um programa, um sequência de instruções de máquina, rodando no computador. Um programa como outro qualquer.

Imaginar que exista um determinada sequência de instruções de máquina que, se e quando executada, dotaria o hardware de consciência é o mesmo que imaginar que possa existir um trouxa de roupa suja específica que se colocada em uma máquina de lavar converteria a lava-roupa em uma entidade dotada de consciência.
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Não vejo qualquer sentido nessa "analogia". Parece mais algo que só assume a resposta e tenta ridicularizar a idéia, como dizer, "imaginar que a vida é um processo apenas mecânico é o mesmo que imaginar que colocar num recipiente camisas suadas e trigo gerará ratos depois de 21 dias".

Acho que não tem nenhuma abordagem teórica do problema de inteligência ou até mesmo consciência que não possa ser em última instância dita "computacionalista", ainda que possa requerer programas mais complexos, ou a interação entre diferentes programas rodando simultâneamente, versus um cenário mais extremamente simplificado.

Acho que você pode aceitar isso ao mesmo tempo em que aceita a validade da lógica do "experimento" da sala chinesa, que não é qualquer "bot" que puder tapear um bom número de pessoas que estará por isso se aproximando signficativamente do que ocorre no cérebro, ou progressivamente mais, conforme mais convincente for.
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Alguém fez uma comparação interessante.

Quando fazemos uso do nosso cérebro (pensando, calculando ou raciocinando), significa que por dentro, sinais elétricos são transmitidos via sinapse (o sinal elétrico é convertido num sinal químico, que em seguida é reconvertido num sinal elétrico) de um neurônio para outro, através de redes de trilhões de neurônios.

Seria como comparar aquilo a um conjunto de trilhões de dominós em linhas. Quando derrubamos um dominó, ele vai derrubar progressivamente os outros dominós na mesma linha ou das outras linhas que se conectam.

A questão é: como explicar a ação responsável por derrubar o primeiro dominó?
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Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 09:32:10

Quando fazemos uso do nosso cérebro (pensando, calculando ou raciocinando), significa que por dentro, sinais elétricos são transmitidos via sinapse (o sinal elétrico é convertido num sinal químico, que em seguida é reconvertido num sinal elétrico) de um neurônio para outro, através de redes de trilhões de neurônios.


Mais ou menos, a maioria das sinapses dos mamíferos são sinapses químicas, mas existe uma forma simples de sinapse elétrica que permite a transferência direta da corrente iônica de uma célula para a célula seguinte. As sinapses elétricas ocorrem em locais especializados chamados junções. Elas formam canais que permitem que os ions passem diretamente do citoplasma de uma célula para o citoplasma da outra. A transmissão nas sinapses elétricas é muito rápida; assim, um potencial de ação no neurônio pré-sináptico, pode produzir quase que instantaneamente um potencial de ação no neurônio pós-sináptico. Sinapses elétricas no sistema nervoso central de mamíferos, são encontradas principalmente em locais especiais onde funções normais exigem que a atividade dos neurônios vizinhos seja altamente sincronizada. Embora as junções sejam relativamente raras entre os neurônios de mamíferos adultos, eles são muito comuns em uma grande variedade de células não neurais, inclusive as células do músculo liso cardíaco, células epiteliais, algumas células glandulares, glia, etc. Elas também são comuns em vários invertebrados.

Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 09:32:10

Seria como comparar aquilo a um conjunto de trilhões de dominós em linhas. Quando derrubamos um dominó, ele vai derrubar progressivamente os outros dominós na mesma linha ou das outras linhas que se conectam.
A questão é: como explicar a ação responsável por derrubar o primeiro dominó?


Não se explica, se eu entendi sua pergunta. Seria como perguntar como surgiu o "primeiro coelho".
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É. Seria como dizer "Como surgiu a primeira forma de vida?"

O pensamento corrente na biologia é a biogênese (que a vida nasce da vida), quando antes o que dominava era a teoria da geração espontânea.

Mas como a biogênese explica o surgimento da primeira forma da vida? E a consciência surgiu também junto com as primeiras formas de vida?

Então voltando a minha pergunta, seria perguntar: "Quando alguém pensa e toma uma decisão, quem e como ativou o primeiro neurônio de um sinal que atravessa trilhões de neurônios?"
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Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 11:32:09

É. Seria como dizer "Como surgiu a primeira forma de vida?"

O pensamento corrente na biologia é a biogênese (que a vida nasce da vida), quando antes o que dominava era a teoria da geração espontânea.

Mas como a biogênese explica o surgimento da primeira forma da vida? E a consciência surgiu também junto com as primeiras formas de vida?

Então voltando a minha pergunta, seria perguntar: "Quando alguém pensa e toma uma decisão, quem e como ativou o primeiro neurônio de um sinal que atravessa trilhões de neurônios?"


Acho que uma pergunta ainda mais difícil de responder seria como este processo bio-químico, físico, gera a experiência subjetiva da consciência. Ou, que sequência de eventos no mundo físico gerariam a primeira centelha de consciência.

Sobre a analogia é preciso entender que Ciência da Computação é uma ciência formal abstrata assim como a Lógica e a Matemática. Ciência da Computação não tem nada a ver diretamente com eletrônica ou engenharia eletrônica. É teorema e demonstração.

Mas como provar um teorema sobre computabilidade se não se definir o que é um computador?

É muito difícil definir "computador" ( talvez impossível ) porque todas estas máquinas que chamamos de computador possuem muitas particularidades e diferenças tecnológicas entre si.

Mas não teria sentido algum provar que um determinado problema é ou não computável ( sim!, existem problemas que se demonstram não computáveis ) se você não sabe o que é um computador. O termo computável só passa a adquirir algum significado depois de definido o que vem a ser um computador.

Da mesma forma se quisermos calcular a função de ordem de complexidade de um determinado algoritmo temos que definir o que é computador, e assim por diante...

Esse problema pode ser contornado se definirmos uma máquina formal, abstrata, puramente conceitual, capaz de executar um certo número finito de operações bem definidas. Então podemos demonstrar formalmente coisas que esta máquina pode ou não fazer, a ordem de grandeza do número de operações para realizar alguma tarefa algoritimica, a ordem de grandeza da quantidade de memória exigida, etc...

A máquina de Turing e máquina RAM são exemplos destas máquinas conceituais da Ciência da Computação.

Agora, uma vez que você definiu ( especificou ) o que seria uma máquina RAM tudo o que você tem que fazer é demonstrar que todas as operações lógicas, o conjunto finito de operações que este computador real, físico, aí em cima da sua mesa, é capaz de fazer, podem ser ( todas elas ) implementadas como uma sequência de operações elementares da máquina RAM conceitual.

De forma que obviamente está assim demonstrada a equivalência entre estes dois sistemas e a garantia de que todos os teoremas provados para uma máquina RAM se aplicam também a esta máquina física, específica. E vice-versa: tudo que for válido e verdadeiro para esta máquina física também é valido ( poderia ser realizado ) para uma máquina RAM.

A demonstração de Penrose sobre a impossibilidade de consciência baseia-se na máquina conceitual de Turing. Então compreenda da seguinte forma: se você demonstra que com o conjunto de operações de uma máquina de Turing é impossível construir um algoritmo que receba como entrada um programa ( sequência de operações desta mesma máquina ) e forneça como saída a informação se este programa para ou se este programa entra em "loop" e roda para sempre, então isto também será verdade para qualquer outro sistema para o qual se prove sua equivalência com a máquina de Turing.

Por acaso é o caso deste desktop aí na sua mesa.

Não dá para passar a perna nesse teorema. É onde o Mighell se equivoca: qualquer rede neuronal poderia ser implementada em uma máquina de Turing, portanto não poderia transcender as potencialidades demonstradas para a própria máquina de Turing.

Esta confusão a respeito da natureza dos computadores vem do fato dos computadores se parecerem para muitos de nós como uma "caixa preta", uma coisa meio mágica fazendo coisas incríveis sem que a gente saiba muito bem como.

Mas na verdade todos os computadores reais, físicos, que podemos comprar em alguma loja, em tese poderiam ser simulados, por exemplo, por engenhocas feitas com encanamentos de PVC, bombas hidráulicas, válvulas hidráulicas e pequenos recipientes para armazenar e dispensar certas quantidades de água. Ou seja, todo o funcionamento do seu computador, seja ele de modelo for, poderia ser inteiramente mimetizado por um sistema hidráulico. De fato o primeiro computador operacional conhecido, o Mark I desenvolvido em Harvard, que funcionava a base de válvulas e relés, foi baseado em um modelo que um matemático inglês chamado Charles Babbage tentou desenvolver no século 19, e que era inteiramente mecânico. Ele jamais conseguiu, não porque fosse teoricamente impossível, mas porque a complexidade envolvida estava além das possibilidades da época. Talvez até mesmo das possibilidades de hoje, se considerarmos que o eletro-eletrônico Mark I ocupava todo um imenso galpão em Harvard.

Talvez este computador hidráulico que imaginei, capaz de mimetizar todas as operações de um determinado computador real específico, precisasse ser tão imenso que ocupasse todo o espaço do sistema solar, precisando também de uma quantidade de energia quase ilimitada para funcionar ( sem falar na água! ), mas isso não importa, este é apenas e tão somente um experimento mental.

Imagine então que este sistema que é apenas um intrincado conjunto de canos e válvulas e recipientes, fazendo com que água circule por ele, imagine que este sistema possa despertar para a autoconsciência, a mesma autoconsciência que você experimenta, se você for capaz de fazer a água circular circular e ser armazenada em uma determinada sequência de operações específica... Absurdo! O sistema é indiferente, inconsciente, à forma pela qual está operando, assim como uma máquina de lavar é indiferente a que tipo de roupa está lavando.

Ou então, se for mais simples, podemos imaginar, sem perda de generalidade, que qualquer programa ( até mesmo um programa que implemente uma rede neuronal ) é uma sequência específica de instruções de máquina escritas a lápis em papel de pão. Evidentemente a atividade de ler e executar cada uma destas instruções, sejam quais forem e em qualquer sequência, não poderiam por si produzir a experiência subjetiva da consciência em quem as estivesse lendo e executando. Fosse este algo ou alguém um sistema físico ou biológico.

Mas de forma alguma isto representa uma prova de que a consciência não pode ser resultado de processos físicos e que um dia possam até ser reproduzidos artificialmente. Mas é uma prova de que o atual paradigma de computador não pode, como acredita Penrose, jamais ser consciente.
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Citação de: Sdelareza em 28 de Fevereiro de 2016, 11:32:09

É. Seria como dizer "Como surgiu a primeira forma de vida?"

O pensamento corrente na biologia é a biogênese (que a vida nasce da vida), quando antes o que dominava era a teoria da geração espontânea.

Mas como a biogênese explica o surgimento da primeira forma da vida? E a consciência surgiu também junto com as primeiras formas de vida?


A origem "primeira" da vida se dá por trás da abiogênese, uma "geração espontânea" mais complexa e gradual do que a intuída originalmente, e não totalmente compreendida. O que a faz fundamentalmente possível é não haver distinção fundamental entre "matéria viva" e matéria não-viva. Vida é um nível específico de atividade organizada que realiza uma série de funções, que conduzem a reprodução dessas organizações/organismos.

A consciência certamente não surgiu junto com as primeiras formas de vida, dado que requer sistema nervoso, no mínimo, e mais que isso, um certo nível de organização e padrões de atividade específicos.

Citar

Então voltando a minha pergunta, seria perguntar: "Quando alguém pensa e toma uma decisão, quem e como ativou o primeiro neurônio de um sinal que atravessa trilhões de neurônios?"


Possivelmente não tem muito sentido pensar no "primeiro neurônio" a ser ativado numa decisão.

Em algum momento após o desenvolvimento do sistema nervoso, a atividade cerebral não pára. Mesmo quando se está dormindo. Então a resposta mais "leiga" é "algum dos milhões deles", e a técnica talvez tentasse delinear a atividade da "decisão" daquela que a precede, e talvez ainda assim não chegasse a apontar apenas um neurônio singular como desengatador do início da atividade de decisão.

Na analogia de dominós, é um pouco como se os dominós fossem dominós João-bobo, e mesmo internamente nunca chegasse um ponto onde todos estão caídos ou em pé ao mesmo tempo. "Todos" caindo ao mesmo tempo possivelmente é algo de que se aproximam ataques epiléticos.
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Citação de: Pedro Reis em 28 de Fevereiro de 2016, 13:03:17

Ou então, se for mais simples, podemos imaginar, sem perda de generalidade, que qualquer programa ( até mesmo um programa que implemente uma rede neuronal ) é uma sequência específica de instruções de máquina escritas a lápis em papel de pão. Evidentemente a atividade de ler e executar cada uma destas instruções, sejam quais forem e em qualquer sequência, não poderiam por si produzir a experiência subjetiva da consciência em quem as estivesse lendo e executando. Fosse este algo ou alguém um sistema físico ou biológico.

Mas de forma alguma isto representa uma prova de que a consciência não pode ser resultado de processos físicos e que um dia possam até ser reproduzidos artificialmente. Mas é uma prova de que o atual paradigma de computador não pode, como acredita Penrose, jamais ser consciente.



Não é prova de nada. É apenas apelo a incredulidade.

E acho que há uma confusão aí entre um programa com instruções definidas, que não poderia ser consciente, e o programa em execução num computador (ou ainda, o programa em execução "isolado" do computador, consciente de um "ambiente" definido no computador -- mas não de estar em execução num computador*), que teoricamene talvez possa, talvez dependendo do hardware permitir quaisquer operações necessárias, ou ainda, disso que se atribui ao hardware poder ser simulado de maneira suficientemente "isomórfica", sem ele.

* meio como seríamos nós supondo que a hipótese de universo simulado seja correta, mas aqui supondo apenas um grau muito mais mínimo de "consciência". Seja lá qual for o padrão mínimo de atividade neuronal (ou suficientemente análoga) que possa se dizer ser consciente, também num sistema nervoso mínimo necessário. Mas em vez disso ocorrer, digamos, num verme ou embrião de tardígrado, ocorreria num programa; consciente não de um ambiente real, mas virtual.
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Eu não sei qual a noção exata de consciência. Seria ela associada com inteligência?

Já que o título do tópico é "Inteligência Artificial", qual a definição de inteligência? Entendo inteligência como a capacidade de se adaptar a novas situações, tal como ela foi definida pelo epistemólogo Jean Piaget.

Uma máquina por mais sofisticada que ela parece ser (jogar partidas de xadrez, reconhecer vozes, padrões de rostos, formas ou de paisagens) sempre executa suas operações de forma bruta, analisando milhares de dados e combinações, das mais inúteis até as poucas que são realmente relevantes.

Enquanto um humano realiza essas atividades analisando apenas alguns dados e combinações - aqueles que ele sabe que são relevantes!

Uma máquina que executa cegamente e burramente milhares de dados e de instruções, sem saber com antecedência quais instruções devem ser descartadas, pode ser considerada inteligente?

Para muitos, isso não tem nada a ver com Inteligência Artificial.

Uma máquina não pode entender uma linguagem (como disse Searle) e não pode mentalizar uma pessoa ou um objeto. Para ela, tudo são apenas dados nas mais diversa formas (bancos de dados, registros, listas, matrizes, etc..). Ela pode por conta própria se adaptar a uma nova situação se ela não entende o domínio à sua volta ?

Agora estão falando da computação quântica. Não sei se aquilo representa um novo paradigma na computação que pode nós aproximar da consciência artificial.
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