
Clube Cético
Karl Marx, para crianças
Autor: O Comissário do Povo | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 65109 Comentários: 736

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Data da postagem: 13/05/2010, 06:55

Citação de: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 00:21:05
Acho que é só uma justificativa que não se aplica, nem mesmo no Brasil. Em todos os países é assim, as pessoas querem muito do governo e reclamam muito do que pagam. Resultado, déficits insustentáveis. Ok, temos bastante corrupção no Brasil, pra falar daqui. Mas na real, o quanto ela representa de fato? Poderia apostar que se for muito alta, não passa de 3,4% da arrecadação, o que seria quase insustentável. Acho que se quisermos serviços bons do governo, temos que pagar bem para isso e por mais que as pessoas digam que a carga tributária é alta no Brasil, e o é, ainda assim, para um país que tem um sistema universal de saúde ( poucos países tem) que atende satisfatoriamente todas as pessoas, que tem uma previdência pública que paga até para quem nunca contribuiu, que tem mais de 80% das crianças matriculadas em escolas públicas, recebendo uma refeição por dia, entre outras coisas, acho que não é tanto assim, não. Poderia ser melhor se a eficiência fosse melhor, claro. Mas acho que se alguém quer bons serviços, tem pagar por eles. E no Brasil pagamos por serviços satisfatórios e não excelentes, pela simples razão que não podemos pagar, seja privado ou público.
Juca, para quem conhece a máquina pública de perto, ela é ineficiente e cara se comparada ao serviço que dá. Isto é, mais do que a percepção do serviço que você tem ser correta ou não, saiba que se gasta muitíssimo mal (projetos que não vão ao fim, superfaturamento, muitas pessoas fazendo a mesma coisa, anos para se tomar decisões banais que poderiam economizar milhões).
Em um ambiente onde o dinheiro não é problema e a meritocracia não funciona, esse é um resultado óbvio.
Citação de: DDV em 12 de Maio de 2010, 23:57:50Citação de: _Juca_ em 12 de Maio de 2010, 23:54:36
Por outro lado, se você propusesse:
1- Políticas anti-corrupção
2- Redução da carga tributária sobre o consumo e produção
3- Melhoria da segurança pública (mais policiais, maiores salários e condições para os mesmos, etc)
4- Melhoria da justiça (mais juízes e mais promotores para agilizar os processos judiciais)
5- Reforma política e eleitoral.
6- Criação de frentes de trabalho
Existe uma incoerência nesse ponto, se quer mais e melhores serviços públicos (ou privados), porque quer pagar menos eles? Se paga menos, tem menos.
A maior parte dos gastos atuais são inúteis (salários de marajás e corrupção). Era melhor esse dinheiro nas mãos dos seus donos originais.
Acho que é só uma justificativa que não se aplica, nem mesmo no Brasil. Em todos os países é assim, as pessoas querem muito do governo e reclamam muito do que pagam. Resultado, déficits insustentáveis. Ok, temos bastante corrupção no Brasil, pra falar daqui. Mas na real, o quanto ela representa de fato? Poderia apostar que se for muito alta, não passa de 3,4% da arrecadação, o que seria quase insustentável. Acho que se quisermos serviços bons do governo, temos que pagar bem para isso e por mais que as pessoas digam que a carga tributária é alta no Brasil, e o é, ainda assim, para um país que tem um sistema universal de saúde ( poucos países tem) que atende satisfatoriamente todas as pessoas, que tem uma previdência pública que paga até para quem nunca contribuiu, que tem mais de 80% das crianças matriculadas em escolas públicas, recebendo uma refeição por dia, entre outras coisas, acho que não é tanto assim, não. Poderia ser melhor se a eficiência fosse melhor, claro. Mas acho que se alguém quer bons serviços, tem pagar por eles. E no Brasil pagamos por serviços satisfatórios e não excelentes, pela simples razão que não podemos pagar, seja privado ou público.
Juca, para quem conhece a máquina pública de perto, ela é ineficiente e cara se comparada ao serviço que dá. Isto é, mais do que a percepção do serviço que você tem ser correta ou não, saiba que se gasta muitíssimo mal (projetos que não vão ao fim, superfaturamento, muitas pessoas fazendo a mesma coisa, anos para se tomar decisões banais que poderiam economizar milhões).
Em um ambiente onde o dinheiro não é problema e a meritocracia não funciona, esse é um resultado óbvio.
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Data da postagem: 13/05/2010, 07:30

Citação de: Mabumbo em 13 de Maio de 2010, 09:42:12
Leia a postagem.
Funções primordiais não significa funções "únicas". Significa "funções que apenas o estado pode fazer".
Citação de: DDV em 12 de Maio de 2010, 23:59:03Perceba também que eu citei as funções PRIMORDIAIS do estado (segurança e justiça). Todos os demais gastos relacionados a funções que não sejam essencialmente estatais poderiam ser reduzidos em benefício destas.
Essenciais por gosto pessoal?
Previdência social, infra-estrutura, defesa... Isso ficaria na mão de qual utopia?
Eu acho incrível essa capacidade mágica de redução dum estado!
Leia a postagem.
Funções primordiais não significa funções "únicas". Significa "funções que apenas o estado pode fazer".
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Data da postagem: 13/05/2010, 07:34

Citação de: Mabumbo em 13 de Maio de 2010, 09:42:12
está na mão do estado também, duvido que o DDV seja contra isso. Mas ele disse PRIMORDIAL, não única.
Minha visão por exemplo é que a Justiça seja do Estado, mas a parte admnistrativa por exemplo, um callcenter, gestão de documentos, limpeza predial, etc.. podem ser realizadas pela iniciativa privada.
Citação de: DDV em 12 de Maio de 2010, 23:59:03Perceba também que eu citei as funções PRIMORDIAIS do estado (segurança e justiça). Todos os demais gastos relacionados a funções que não sejam essencialmente estatais poderiam ser reduzidos em benefício destas.
Essenciais por gosto pessoal?
Previdência social, infra-estrutura, defesa... Isso ficaria na mão de qual utopia?
Eu acho incrível essa capacidade mágica de redução dum estado!
está na mão do estado também, duvido que o DDV seja contra isso. Mas ele disse PRIMORDIAL, não única.
Minha visão por exemplo é que a Justiça seja do Estado, mas a parte admnistrativa por exemplo, um callcenter, gestão de documentos, limpeza predial, etc.. podem ser realizadas pela iniciativa privada.
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Data da postagem: 13/05/2010, 07:35

ops acabei postando depois da resposta... mas confirmado
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Data da postagem: 13/05/2010, 07:35

Citação de: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 10:55:48
Se a carga tributária atual fosse bem aplicada, teho certeza que seria uma grande alavancagem para a prosperidade (keynesianamente falando). O problema é que, devido à alta corrupção e ineficiência estatal oriundos da cultura brasileira, os donos originais desse dinheiro costumam gastá-lo melhor.
Muito interessante:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100512_hillarybrasil_ac.shtml
Se a carga tributária atual fosse bem aplicada, teho certeza que seria uma grande alavancagem para a prosperidade (keynesianamente falando). O problema é que, devido à alta corrupção e ineficiência estatal oriundos da cultura brasileira, os donos originais desse dinheiro costumam gastá-lo melhor.
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Data da postagem: 13/05/2010, 07:38

de modo geral, quanto mais próximo o dinheiro está de quem produz e quanto maior a dor que a pessoa que gastará esse dinheiro vai sentir ao gastá-lo de maneira equivocada, é aí que deve estar o dinheiro, aí que ele produzirá melhor para a sociedade como um todo.
Mas o estado é importante sim, sem dúvida, mas não pode ter um mandato para gastar como quer e ser ineficiente da maneira que é indefinidamente.
Mas o estado é importante sim, sem dúvida, mas não pode ter um mandato para gastar como quer e ser ineficiente da maneira que é indefinidamente.
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Data da postagem: 13/05/2010, 07:41

Engraçado, eu sou um dos que mais criticam a Escola Austríaca, o minarquismo e o anarquismo nesse fórum. Mas bastou eu cometer o crime de sugerir uma redução da carga tributária brasileira (que está exagerada), já me taxaram de minarquista.
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Data da postagem: 13/05/2010, 07:41

Citação de: DDV em 13 de Maio de 2010, 11:41:25
A mim me pereceu uma contradição de sua parte.
Engraçado, eu sou um dos que mais criticam a Escola Austríaca, o minarquismo e o anarquismo nesse fórum. Mas bastou eu cometer o crime de sugerir uma redução da carga tributária brasileira (que está exagerada), já me taxaram de minarquista.
A mim me pereceu uma contradição de sua parte.
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Data da postagem: 13/05/2010, 10:16

Citação de: DDV em 13 de Maio de 2010, 11:38:31
Donos do dinheiro? Quem produz o dinheiro é o estado e sempre é este que tem o monopólio do bem/produto moeda.
E sim, também gosto de economia monetária. Mostra muita coisa a respeito das políticas econômicas. O forte no keynesianismo é justamente isso.
Citação de: _Juca_ em 13 de Maio de 2010, 10:55:48Muito interessante:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/05/100512_hillarybrasil_ac.shtml
Se a carga tributária atual fosse bem aplicada, teho certeza que seria uma grande alavancagem para a prosperidade (keynesianamente falando). O problema é que, devido à alta corrupção e ineficiência estatal oriundos da cultura brasileira, os donos originais desse dinheiro costumam gastá-lo melhor.
Donos do dinheiro? Quem produz o dinheiro é o estado e sempre é este que tem o monopólio do bem/produto moeda.
E sim, também gosto de economia monetária. Mostra muita coisa a respeito das políticas econômicas. O forte no keynesianismo é justamente isso.
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Data da postagem: 13/05/2010, 10:21