
Clube Cético
L.S. Vygotsky: Psicologia e Pedagogia
Autor: Adriano | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 13072 Comentários: 88

É, eu também racionalizei o que disse o Zeichner. E também gosto do pouco que li de Dewey. Mas me considero mais um construtivista nos termos de Ausubel, Novak e Gowin, que focam o processo um pouco mais na relação do sujeito com o saber, na ideia de aprendizagem significativa e sentimento de significância. O sócio-interacionismo (de Dewey, inclusive) sempre me pareceu um pré-requisito bastante evidente. Mas isto, é claro, devido à nossa atual visão, formada de uma posição privilegiada (ainda que, desde os tempos da Academia de Platão e do Liceu de Aristóteles, a transmissão de conhecimento sempre esteve relacionada de perto com um proto-sócio-interacionismo).
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Data da postagem: 22/09/2011, 09:39

Citação de: parcus em 21 de Setembro de 2011, 15:01:31
A psicanálise é uma das grandes escolas de psicologia, o que podemos chamar de programas de pesquisa, devido a terminologia específica de cada uma. É claro que o entendimento restrito ao senso comum, ainda mais baseado numa interação ao debate epistemológico levado a cabo por Popper, onde tanto Marx quanto Freud são desconsiderados da atividade científica, deixa-nos influenciar por isto.
Porém, assim como acontece com Marx, que é um componente obrigatório da grade curricular dos cursos de economia, o mesmo acontece com Freud em relação a psicologia. E a psicologia econômica brasileira tem o seu início através da contribuição psicanalítica.
Citação de: Fipecafi
Além disso temos uma grande produção acadêmica na área psicanalítica e até mesmo sobre a interação entre Freud e Vigostsky.
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A psicanálise é uma teoria psicossexual, que mantem a ligação entre a replicação humana, seja através do instinto sexual, ou chegando até a sua transformação em elementos valiosos a cultura, caracterizada no conceito de sublimação:
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Sou um apaixonado pela psicanálise, sendo a escola da psicologia que mais estudei, e quem queimou o filme da mesma, apesar de suas contribuições, foi o demente do Wilhelm Reich
O problema da psicologia e desse tipo de coisa está na psicanálise, que apesar de nāo ter nada de ciência, é tratada como tal, se deixassem ela de fora poderiam se enganar bem menos na hora de desenvolver métodos de ensino. Esses dias tive que fazer um troço de psicologia baseado quase totalmente nisso, é um verdadeiro show de achismos dos mais estúpidos possíveis.
A psicanálise é uma das grandes escolas de psicologia, o que podemos chamar de programas de pesquisa, devido a terminologia específica de cada uma. É claro que o entendimento restrito ao senso comum, ainda mais baseado numa interação ao debate epistemológico levado a cabo por Popper, onde tanto Marx quanto Freud são desconsiderados da atividade científica, deixa-nos influenciar por isto.
Porém, assim como acontece com Marx, que é um componente obrigatório da grade curricular dos cursos de economia, o mesmo acontece com Freud em relação a psicologia. E a psicologia econômica brasileira tem o seu início através da contribuição psicanalítica.
Citação de: Fipecafi
Vera Rita de Mello Ferreira - Psicanalista, Consultora, Doutora (PUC-SP), com tese sobre Psicologia Econômica, representante no Brasil da IAREP (International Association for Research in Economic Psychology) e autora dos livros Psicologia Econômica – estudo do comportamento econômico e da tomada de decisão e Decisões Econômicas – você já parou para pensar?
http://www.fipecafi.org/extensao/extensao-introducao-psicologia-economica.aspx
Além disso temos uma grande produção acadêmica na área psicanalítica e até mesmo sobre a interação entre Freud e Vigostsky.
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Contribuições da Psicanálise e Psicologia da Arte para o Campo Educacional: Freud e Vygotsky em Discussão
Na atualidade,o mundo das idéias pedagógicas é marcado pelo pensamento de dois grandes teóricos do século passado: o psicanalista Judeu Sigmund Freud (1856-1939) e o psicólogo russo Lev Semenovich Vygotsky (1896-1934). O campo de investigação dessa pesquisa refere-se à análise do objeto arte nas teorias de Freud e Vygotsky - área do conhecimento pouco discutida nos meios acadêmicos - e as contribuições advindas dessas reflexões da psicanálise e da psicologia social sobre o conteúdo e a formo artísticas, respectivamente, para o campo educacional, que está imerso em reflexões superficiais sobre as complexas relações entre homem e arte. Partindo da possibilidade de superação da dicotomia clássica entre sujeito/objeto, corpo/alma, objetividade/subjetividade, razão/pulsão, consciência/inconsciência, o exercício científico deste trabalho caraerterizou-se por estabelecer um constante diálogo entre os escritos freudianos sobre a estética, estruturados a partir das reflexões a respeito das representações das experiências sexuais infantis e outros eventos trágicos na vida do artista e a tese vygotskyana da arte como um cosntrueto social, com amplos fundamentos no materialismo histórico e dialético de Marx e Engels, o que certamente servirá de substrato epistemológico para o campo da pedagogia - ciência da educação - e demais áreas onde esse saber se aplica, considerando sempre o processo filo e ontogenético da história humana. A conseqüência desta pesquisa sobre a ciência da arte, o mecanismo de sublimação como gênese das criações artísticas, a catarsis nos processos de apreciação e identificação das belas artes, a natureza e função da beleza na vida humana com raízes na exjcítação social e sexual, amplamente estudadas por Freud e Vygotsky, nos permite inferir, nas análises pedagógicas da arte, concepções que permeiam o sujeito estético e que servirá de referencial para outros pesquisadores interessados por esta área do conhecimento humano.
Dissertação apresentada a Universite du Québec à Chicoutimi como exigência parcial do mestrado de educação em pesquisa oferecido como exigência parcial do mestrado de educação em pesquisa oferecido pela Universidade do Québec à Chicoutimi, em virtude do convênio com a Universidade do Estado da Bahia - UNEB
http://theses.uqac.ca/resume_these.php?idnotice=17846516&lang=pt
A psicanálise é uma teoria psicossexual, que mantem a ligação entre a replicação humana, seja através do instinto sexual, ou chegando até a sua transformação em elementos valiosos a cultura, caracterizada no conceito de sublimação:
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Sublimação, ato criativo e sujeito na psicanálise
A tese, fruto de pesquisa teórica de orientação freudo-lacaniana, objetivou analisar os enlaces entre sublimação, ato criativo e sujeito e afirmar a presença do sujeito no ato criativo via sublimação. O método da releitura foi aplicado sobre os textos de Freud e Lacan que tratam dos conceitos em causa e as publicações de mesma orientação e tema semelhante. Partindo da noção de sujeito na psicanálise e de suas especificidades na contemporaneidade, fez-se uma retomada conceitual da sublimação em Freud e Lacan, seguida da discussão sobre o ato criativo. O percurso afirmou o sujeito na sublimação e no ato criativo, quando ocorre o afastamento do lugar de objeto e o reconhecimento e lide com o Real; quando o vazio da Coisa é contemplado. Considerou-se as possibilidades e os efeitos da sublimação nos dias de hoje, numa análise da relevância clínica do conceito de sublimação na contemporaneidade. Identificou-se uma aproximação entre o campo sublimatório e os efeitos do trabalho analítico. Sublimar não impede o adoecer e não tem compromisso com o aceitável, desejável ou elogiável socialmente, mas o valor da sublimação não pode ser negado, ainda mais em tempos tão funestos, quando reina a apatia e a dessubjetivação, quando o ato criativo sobrevive às minguas, à sombra de outras modalidades de ato, marcadas por condutas violentas, delirantes, transgressoras ou depressivas.
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=187032
Sou um apaixonado pela psicanálise, sendo a escola da psicologia que mais estudei, e quem queimou o filme da mesma, apesar de suas contribuições, foi o demente do Wilhelm Reich

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Data da postagem: 23/09/2011, 03:55

E falando em Popper, é bom lembrar da pesquisa, onde as duas epistemologias são correlacionadas, dado que Popper entendia a linguagem como o grande diferencial da espécie humana, conforme citado abaixo.
Citação de: Adriano em 02 de Janeiro de 2008, 21:51:06
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Sendo que não é somente Piaget que tem uma abordagem epistemológica, embora a sua seja mais difundida e precursora do cognitivismo.
Citação de: Adriano em 02 de Janeiro de 2008, 21:51:06
Citação de: Popper"Desde a ameba até Einstein, o crescimento do conhecimento é sempre o mesmo: tentamos resolver nossos problemas e obter, por um processo de eliminação, algo que se aproxime da adequação em nossas soluções experimentais"
"Podemos dizer que a função argumentativa da linguagem criou o que é talvez o mais poderoso
instrumento de adaptação biológica que já apareceu no curso da evolução orgânica"
A Filosofia da ciência de Karl Popper: o racionalismo crítico
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Vygotsky e Popper: perspectivas sobre o crescimento do conhecimento
As relações entre as obras de Vigotski e Popper é um tema pouco explorado na literatura científica. Na maior parte das vezes em que o assunto merece a atenção de algum teórico, raramente a exploração do tema vai além da constatação de semelhanças pontuais, referentes a posturas epistemológicas gerais, como a oposição de ambos a tendências epistemológicas empiristas e positivistas, ou a simpatia de ambos por uma postura construtivista. Neste trabalho busca-se desenvolver este tema, introduzindo novos campos de diálogo entre a obra destes autores. As principais novidades introduzidas neste estudo relacionam-se à introdução da Teoria Evolucionista de inspiração darwiniana como um ponto de partida comum a ambos os autores, facilitando assim o diálogo entre suas posturas teóricas, e à discussão sobre as diferentes Teorias da História subjacentes a suas perspectivas. Vale notar, entretanto, que neste trabalho, optou-se por conceder maior ênfase aos pontos de convergência entre as posturas dos dois autores, cabendo aos distanciamentos entre eles um tratamento menos aprofundado. Esta opção assentou-se na idéia de que, para a eventual posterior discussão dos distanciamentos entre as proposições de ambos, haveria que se dimensionar convergências que fossem além daquelas semelhanças pontuais. O método de investigação utilizado para a condução da pesquisa que subsidia este estudo teórico foi a revisão bibliográfica crítica, tendo-se identificado sete campos privilegiados de diálogo ao início da pesquisa: a) as similaridades entre a teoria das linhas de desenvolvimento psicológico postulada por Vigotski, e a teoria dos mundos de Popper; b) a adoção de uma perspectiva evolucionista em Filosofia da Ciência e em Psicologia, por ambos os autores; c) a maneira como os dois autores entendem a especificidade do empreendimento científico: visceralmente incompleto e progressivamente aproximando-se da verdade... (AU)
http://www.bv.fapesp.br/pt/dissertacoes-teses/6124/vygotsky-popper-perspectivas-crescimento-conhecimento/
http://www.abrapso.org.br/siteprincipal/anexos/AnaisXIVENA/conteudo/pdf/trab_completo_300.pdf
Sendo que não é somente Piaget que tem uma abordagem epistemológica, embora a sua seja mais difundida e precursora do cognitivismo.
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Data da postagem: 23/09/2011, 06:19

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Muito boa a citação do construtivismo e dos seus principais nomes, Piaget, Wallon e Vygotsky, conforme já havia citado no tópico. Gostei do site, muito bom
Inércia Intelectual
Autor: Kárcio Sángeles
Título: Inércia Intelectual - E a prática mecanicista no processo de aprendizagem
A globalização associada à tecnologia de informação gerou o que chamamos de “Inércia Intelectual”, onde o novo esta num espaço cada vez mais estreito. A velocidade que as teorias e idéias percorrem o universo acadêmico e cientifico, pode ser comparada metaforicamente à velocidade sináptica dos neurônios. Numa perspectiva social, ainda podemos ouvir um ou outro dizer que é diferente, como freqüentemente em grupos de adolescentes, que apresentam comportamentos e atitudes similares. Mas onde esta o “diferente”? Pois o que fazemos é apenas um processo de “copia”, estamos o tempo todo copiando idéias, atitudes, modas e até mesmo normas culturas, estamos presos numa Inércia Intelectual, estamos reconstruindo o mito da caverna do filósofo Platão, mas ao invés de sairmos da caverna estamos voltando pra ela, e levando como mantimentos de sobrevivência todas as facilidade tecnológicas como: celulares, computadores, livros digitais e etc... A passagem da caverna esta cada vez mais estreita e a luz do conhecimento cada vez mais fraca. Somos dotados da maior tecnologia orgânica de toda espécie “o cérebro”, entretanto, parece que esquecemos sua potencialidade. Ainda há aqueles que não se permitem ser seduzidos por essa inércia intelectual; esses são chamados de sábios, inovadores e criativos, pois utilizam o conhecimento adquirido e transforma-o em um novo, gerando o que podemos chamar de metamorfose das idéias. O pensamento construtivista de teóricos como Lev Vygotsky, Jean Piaget, Wallon entre outros. Vem para tentar dissipar a prática mecanicista no processo de aprendizagem, em que o educador muitas vezes esquece que o seu papel não é apenas transmitir o conhecimento, e sim, fazer com que o aluno construa um novo conhecimento, tentar fazer com que o aluno pense, transite entre plano real e abstrato. Como já dizia o autor José Saramago na sua obra “O conto da ilha desconhecida”: É necessário sair da ilha, pra ver a ilha. É necessária a teoria, mas também a prática.
Recarregue seus neurônios com novas idéias, crie ou renove o conhecimento, mas saia da ilha, saia da caverna e seja um desbravador das potencialidades cognitivas da mente humana.
http://www.palcodamente.co.cc/2010/10/inercia-intelectual-e-pratica.html
Muito boa a citação do construtivismo e dos seus principais nomes, Piaget, Wallon e Vygotsky, conforme já havia citado no tópico. Gostei do site, muito bom
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Data da postagem: 30/09/2011, 23:05

Considerando que a primeira crítica do tópico foi referente ao marxismo como principal problema educacional do país, o fato me interessou e estou lendo uma tese a respeito dessa problemática:
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Vai ser um bom complemento ao entendimento da pedagogia marxista, sendo que o materialismo dialético é muito presente na obra de Vygotsky
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Reflexões sobre educação e ensino na obra de Marx e Engels
Tese de livre-docência apresentada ao Departamento de Filosofia e História da Educação da UNICAMP. A tese é simples, até mesmo óbvia para o marxismo, qual seja: que a educação (e o ensino) é determinada, em última instância, pelo modo de produção da vida material; isto é, pela forma como os homens produzem sua vida material, bem como as relações aí implicadas, quais sejam, as relações de produção e as forças produtivas são fundamentais para apreender o modo como os homens vivem, pensam e transmitem as idéias e os conhecimentos que têm sobre a vida e sobre a realidade natural e social. Considera-se que, para o marxismo, não faz o menor sentido analisar abstratamente a educação, pois está é uma dimensão da vida dos homens que, tal qual qualquer outro aspecto da vida e do mundo existente, se transforma historicamente, acompanhando e articulando-se às transformações do modo como os homens produzem a sua existência. A educação (e nela todo o aparato escolar) não pode ser entendida como uma dimensão estanque e separada da vida social. Como qualquer outro aspecto e dimensão da sociedade, a educação está profundamente inserida no contexto em que surge e se desenvolve, também vivenciando e expressando os movimentos contraditórios que emergem do processo das lutas entre classes e frações de classe.
http://cutter.unicamp.br/document/?code=40989
Vai ser um bom complemento ao entendimento da pedagogia marxista, sendo que o materialismo dialético é muito presente na obra de Vygotsky
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Data da postagem: 02/10/2011, 19:50

Gosto da teoria de Vygotsky sobre a educação. Estou estudando um modelo pedagógico que alinha Vygotsky, Ausubel, Carl Rogers e Paulo Freire.
É a teoria Interacionsta de uma aprendizagem significativa.
Se for intessante para o debate eu contribuo com minhas impressões.
É a teoria Interacionsta de uma aprendizagem significativa.
Se for intessante para o debate eu contribuo com minhas impressões.
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Data da postagem: 04/10/2011, 18:19

Com relação a questão do debate, vou postar um resumo que considero pertinente, cheguei a comentar a respeito no tópico e o Feynman já matou a charada da tese, demonstrando a sua profundidade sobre a produção do conhecimento. Programas de pesquisa é a resposta que melhor explica o controverso debate científico:
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Por dentro do debate Piaget-Wallon: o desenrolar da controvérsia sobre a origem e desenvolvimento do pensamento simbólico
O debate entre dois teóricos de grande relevância para a história da Psicologia da Educação – Henri Wallon (1879-1962) e Jean Piaget (1896-1980) - é examinado, buscando identificar suas controvérsias e situá-las em seus respectivos contextos históricos e científicos no período entre 1920 e 1960, no qual ambos os autores disputavam a hegemonia no campo de conhecimento da Psicologia Genética francófona. Atenção especial é dada à controvérsia sobre a origem e formação da função simbólica, tendo em vista seu valor heurístico para a compreensão das semelhanças e diferenças entre as respectivas posições teóricas acerca do desenvolvimento do pensamento na criança e no adulto. Utilizamos da metodologia de estudo teórico e histórico para selecionar e analisar as fontes de pesquisa, nosso olhar sendo, preferencialmente, o da história internalista mas, por vezes, complementado com as perspectivas da históriaconstrução e da história-crítica. Verificou-se que o debate Piaget – Wallon foi marcado por uma dinâmica de descompasso entre as críticas e o estágio de desenvolvimento teórico de cada autor e, quando da explicação da passagem entre a inteligência sensóriomotora ou das situações para o pensamento representativo, observou-se um deslocamento dessa temática para temáticas periféricas, tais como a continuidade ou não nesta passagem, o valor dos aspectos sociais, maturacionais etc. No que concerne à explicação sobre a gênese da representação, Wallon enfatiza o percurso que vai do corpo, da função tônica, das emoções, passando pelo simulacro e pela imitação. Já Piaget procura compreender esse processo como a complexificação dos esquemas sensório-motores e da dinâmica entre assimilação e acomodação, identificadas através da imitação e do jogo. Ambos o autores concordam que o surgimento da representação será a marca da presença de uma função simbólica, definida como a capacidade de evocar objetos ausentes através da representação mental, relacionando objeto real, signo e significado. Concordam, igualmente, que, para que se instale a função simbólica, será necessária a reatualização das experiências iniciais, que vão culminar nos esquemas sensório-motores ou na inteligência das situações, através de uma assimilação e acomodação dupla ou da sublimação da intuição espacial no nível representacional. Para ambos, há diferenças estruturais entre uma a inteligência prática e a inteligência representacional, mas há integração e preparação funcional. Diversos fatores explicam as discordâncias entre Piaget e Wallon ao longo de quase quatro décadas: objetivos, horizontes teóricos e objetos de interesse diversos em cada autor, problemas lingüísticos, etc. De modo especial, assinalamos que os programas de investigação protagonizados por cada autor eram diferenciados. O programa de pesquisa de Piaget visava a compreensão dos processos que permitem a construção progressiva do conhecimento no sujeito epistêmico, enquanto Wallon pretendia focalizar especialmente o sujeito psicológico em sua totalidade emocional e cognitiva. Em conseqüência, permanecerá o fato de Piaget e Wallon possuírem concepções diversas frente à representação. No primeiro ela é um aspecto do ato de conhecimento dirigindose, especialmente, para objetos do conhecimento e sendo instrumento desse processo cognitivo. No segundo é entendida como um elemento na interação com o outro, elemento carregado de emoção, visando mobilizar e aproximar-se do outro com fins de produzir um eu diferenciado e autônomo: a pessoa. A investigação do debate sobre a controvérsia da formação do pensamento simbólico serviu-nos de instrumento para um maior conhecimento das trajetórias singulares destes dois autores, esclarecendo um importante momento da história da Psicologia ainda pouco investigado. Acreditamos que tais conhecimentos possam nos ser úteis para entender suas idéias em outros campos e noutros contextos, como a Epistemologia e a Educação.
http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/FAEC-85RPME
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Data da postagem: 04/10/2011, 21:41

Citação de: Hugo em 04 de Outubro de 2011, 22:19:31
Com certeza é interessante para o debate, pois além do tópico estar centrado em Vygotsky, e novamente, o forista Feyman também comentou sobre a aprendizagem significativa de Ausubel:
Citação de: Feynman em 22 de Setembro de 2011, 13:39:47
Gosto da teoria de Vygotsky sobre a educação. Estou estudando um modelo pedagógico que alinha Vygotsky, Ausubel, Carl Rogers e Paulo Freire.
É a teoria Interacionsta de uma aprendizagem significativa.
Se for intessante para o debate eu contribuo com minhas impressões.
Com certeza é interessante para o debate, pois além do tópico estar centrado em Vygotsky, e novamente, o forista Feyman também comentou sobre a aprendizagem significativa de Ausubel:
Citação de: Feynman em 22 de Setembro de 2011, 13:39:47
... me considero mais um construtivista nos termos de Ausubel, Novak e Gowin, que focam o processo um pouco mais na relação do sujeito com o saber, na ideia de aprendizagem significativa e sentimento de significância.
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Data da postagem: 04/10/2011, 22:13

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Agora juntando Vygotski com a facilitação pedagógica da teoria da aprendizagem significativa
Interatividade educativa : uma visão pedagogica
Resumo: A tese trata do conceito de Interatividade Educativa sob a fundamentação dada na intersecção do conceito de facilitação pedagógica da Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel e interação/mediação proposta por Lev Vygotski, em sua Teoria Sócio-Histórica. A pesquisa, realizada numa abordagem sistêmico-relacional, tratou da influência do conceito de Interatividade Educativa quando do planejamento, elaboração e emprego de conteúdos educativos em meios digitais de ensino e aprendizagem. Como objetivo principal buscou-se definir interatividade educativa quando a oferta de conteúdos curriculares se der em mídia digital e submeter o modelo a uma ação pedagógica intentando validá-lo. Tem como objetivos intermediários: 1) Analisar a literatura sobre interatividade, nos campos da Computação, Comunicação e Pedagogia; 2) Definir conceitualmente interatividade educativa na ação pedagógica realizada em meio digital; 3) Refletir sobre o emprego de meios digitais e sobre o papel do professor a partir da concepção de interatividade educativa; 4) Confrontar o modelo proposto com a realidade escolar buscando pontos fortes e fracos capazes de validá-lo ou não. Os métodos utilizados foram a pesquisa teórica de cunho bibliográfico, por meio de um exaustivo processo de análise, reflexão, crítica e síntese, associado a uma pesquisa-ação que aplica a definição proposta em uma situação pedagógica. Os resultados obtidos até o momento, por meio da análise da matriz SWOT realizada pelos participantes da pesquisa-ação, determinam qualitativamente a validade do modelo ao indicar pontos fortes coincidentes com sua finalidade, destacando entre outros: Capacidade pedagógica; Processo avaliativo; e Adequação ao dispositivo pedagógico de formação.
http://cutter.unicamp.br/document/?code=000436196
Agora juntando Vygotski com a facilitação pedagógica da teoria da aprendizagem significativa
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Data da postagem: 22/10/2011, 22:34

NCitação de: Adriano em 23 de Outubro de 2011, 01:34:12
Não considero que artigos da USP ou UNICAMP como fontes de referências confiáveis, pela contaminação ideológica nestas universidades. Gostaria de saber se tem outro país no mundo que aplica esta ideologia pedagógica para as crianças?
China com certeza não.
CitarInteratividade educativa : uma visão pedagogica
Resumo: A tese trata do conceito de Interatividade Educativa sob a fundamentação dada na intersecção do conceito de facilitação pedagógica da Teoria da Aprendizagem Significativa de David Ausubel e interação/mediação proposta por Lev Vygotski, em sua Teoria Sócio-Histórica. A pesquisa, realizada numa abordagem sistêmico-relacional, tratou da influência do conceito de Interatividade Educativa quando do planejamento, elaboração e emprego de conteúdos educativos em meios digitais de ensino e aprendizagem. Como objetivo principal buscou-se definir interatividade educativa quando a oferta de conteúdos curriculares se der em mídia digital e submeter o modelo a uma ação pedagógica intentando validá-lo. Tem como objetivos intermediários: 1) Analisar a literatura sobre interatividade, nos campos da Computação, Comunicação e Pedagogia; 2) Definir conceitualmente interatividade educativa na ação pedagógica realizada em meio digital; 3) Refletir sobre o emprego de meios digitais e sobre o papel do professor a partir da concepção de interatividade educativa; 4) Confrontar o modelo proposto com a realidade escolar buscando pontos fortes e fracos capazes de validá-lo ou não. Os métodos utilizados foram a pesquisa teórica de cunho bibliográfico, por meio de um exaustivo processo de análise, reflexão, crítica e síntese, associado a uma pesquisa-ação que aplica a definição proposta em uma situação pedagógica. Os resultados obtidos até o momento, por meio da análise da matriz SWOT realizada pelos participantes da pesquisa-ação, determinam qualitativamente a validade do modelo ao indicar pontos fortes coincidentes com sua finalidade, destacando entre outros: Capacidade pedagógica; Processo avaliativo; e Adequação ao dispositivo pedagógico de formação.
http://cutter.unicamp.br/document/?code=000436196
Agora juntando Vygotski com a facilitação pedagógica da teoria da aprendizagem significativa
Não considero que artigos da USP ou UNICAMP como fontes de referências confiáveis, pela contaminação ideológica nestas universidades. Gostaria de saber se tem outro país no mundo que aplica esta ideologia pedagógica para as crianças?
China com certeza não.
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Data da postagem: 24/10/2011, 08:24
