Clube Cético
Larguei a consciênciologia
Autor: Adriano | Categoria: Religiões, Crenças e Mitos | Exibições: 59104 Comentários: 359
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Citação de: Barata Tenno em 04 de Maio de 2012, 20:23:18

Eu não preciso ser especialista em feng shui pra saber que é bullshit.


Você pode falar que é bullshit o que quiser, é um membro da administração do fórum, você comanda aqui. Só não pode entrar na onde de falar mal de mim, de me ofender por sua descrença com a cientificidade da conscienciologia.

Citação de: Unknown em 04 de Maio de 2012, 17:34:01

Mais cuidado e respeito aos outros ao debater.


É isto que espero. Sei que eventualmente vão ter os foristas agressivos e sarcásticos, mas é muito bom saber lidar com os diversos tipos de provocações e ainda saber interagir bem.

Citação de: Dani23 em 04 de Maio de 2012, 20:30:20

Provavelmente sua preguiça mental não irá permitir você assistir esses links abaixo (copie e cole os links).


Eu escrevendo a frase acima e a novata chega falando que eu tenho preguiça mental
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Citação de: Dani23 em 04 de Maio de 2012, 20:30:20

Provavelmente sua preguiça mental não irá permitir você assistir esses links abaixo (copie e cole os links).


Eu escrevendo a frase acima e a novata chega falando que eu tenho preguiça mental
[/quote]

Calma, Adriano. NUnca quis ofender você e nem a conscienciologia. Isso foi o cara que escreveu pra mim
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Citação de: Dani23 em 04 de Maio de 2012, 20:35:49

Citação de: Adriano

Citação de: Dani23 em 04 de Maio de 2012, 20:30:20

Provavelmente sua preguiça mental não irá permitir você assistir esses links abaixo (copie e cole os links).


Eu escrevendo a frase acima e a novata chega falando que eu tenho preguiça mental


Calma, Adriano. NUnca quis ofender você e nem a conscienciologia. Isso foi o cara que escreveu pra mim

Olha a gafe

Mas eu vi um recado seu na página da instituição que você tinha falado que ele ia, no Facebook, e vi que você está reclamando pela questão de educação do Waldo.

Mas aqui, sempre fui acostumado a defender o Dawkins, que tem fama de mal educado mas faz uma boa divulgação da biologia.

Já o Waldo, eu sou um grande apreciador dos seus tratados, e gosto da tecnicidade bibliográfica que ele utilizada, de altíssimo nível. E como figura pública, vai ter pessoas odiando ele e pessoas amando ele, então eu apenas mostro o meu ponto de vista. Mas eu procuro ser neutro
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Você pode falar que é bullshit o que quiser, é um membro da administração do fórum, você comanda aqui. Só não pode entrar na onde de falar mal de mim, de me ofender por sua descrença com a cientificidade da conscienciologia.


Reparou como é similar a um debate com um religioso, onde qualquer ofensa a sua religião é uma ofensa pessoal? Isto não ocorre em ciência, diga-se de passagem: se eu acho a mecânica quântica errada, ninguém vai achar uma ofensa pessoal a Bohr.

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A filosofia já ficou para trás muito tempo minha filha com seus teorias nem sempre convictas, estude na CONSCIENCIOLOGIA a HOLOFILOSOFIA


Pérola.
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Citação de: Adriano em 04 de Maio de 2012, 20:47:14



Mas eu vi um recado seu na página da instituição que você tinha falado que ele ia, no Facebook, e vi que você está reclamando pela questão de educação do Waldo.

Mas aqui, sempre fui acostumado a defender o Dawkins, que tem fama de mal educado mas faz uma boa divulgação da biologia.

Já o Waldo, eu sou um grande apreciador dos seus tratados, e gosto da tecnicidade bibliográfica que ele utilizada, de altíssimo nível. E como figura pública, vai ter pessoas odiando ele e pessoas amando ele, então eu apenas mostro o meu ponto de vista. Mas eu procuro ser neutro


Parece que todo mundo viu meu recado.

Bem, eu não concordo com algumas coisas que ele fala... Ele até disse que a sociologia, filosofia, psicologia não eram nada. Aí pra quem é estudante na área de humanas não dá pra aguentar.
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Citação de: Martuchelli em 04 de Maio de 2012, 20:52:29

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Você pode falar que é bullshit o que quiser, é um membro da administração do fórum, você comanda aqui. Só não pode entrar na onde de falar mal de mim, de me ofender por sua descrença com a cientificidade da conscienciologia.


Reparou como é similar a um debate com um religioso, onde qualquer ofensa a sua religião é uma ofensa pessoal? Isto não ocorre em ciência, diga-se de passagem: se eu acho a mecânica quântica errada, ninguém vai achar uma ofensa pessoal a Bohr.

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A filosofia já ficou para trás muito tempo minha filha com seus teorias nem sempre convictas, estude na CONSCIENCIOLOGIA a HOLOFILOSOFIA


Pérola.



Disse para meu ex que era uma seita, mas ele não acreditou. Disse severamente que era uma ciência.
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E um artigo é a parte mais externa do programa, estando referenciado e estruturado com base no seu núcleo duro. Mas aqui, para melhorar minha justificativa, seria necessário aprofundar mais na questão epistêmica...


Adriano, o que o Latour diz de revolucionário sobre ciência? Que não esteja em Kuhn, Popper, etc?

O pouco que você disse no outro tópico - sobre práticas de laboratório - já me pareceu desinteressante. O ABC da filosofia da ciência já distingue contexto da descoberta com contexto da justificativa.
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Citação de: Martuchelli em 04 de Maio de 2012, 21:01:19

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E um artigo é a parte mais externa do programa, estando referenciado e estruturado com base no seu núcleo duro. Mas aqui, para melhorar minha justificativa, seria necessário aprofundar mais na questão epistêmica...


Adriano, o que o Latour diz de revolucionário sobre ciência? Que não esteja em Kuhn, Popper, etc?

O pouco que você disse no outro tópico - sobre práticas de laboratório - já me pareceu desinteressante. O ABC da filosofia da ciência já distingue contexto da descoberta com contexto da justificativa.


Para você parece Latour não diz nada. O que Latour diz é da abobrinha que é essa diferenciação de contextos de descoberta e de justificativa. O mais interessante que ele faz isso através de maneira bibliográfica, com indicação de toda a literatura acerca dos quebra paus científicos, o antes do estabelecimento de um fato e o depois, quando se forma o que ele chama de caixa preta.

E mesmo aqui no fCC um outro forista que defende muito esse seu ponto dos contextos é o DDV. Talvez ele te indique a boa "refutação" sobre isto, que tem em algum dos tópicos que criei sobre epistemologia, acho que no de Lakatos.

Outro trabalho que estou estudando é sobre a influência do positivismo na economia, onde entra esse debate também. Está sendo muito interessante
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Citação de: DDV em 05 de Junho de 2008, 11:26:42

Kuhn e Lakatos são os principais (e melhores) críticos do falsificacionismo de Popper. Porém ambos, apesar de detalharem melhor alguns processos metodológicos que ocorrem na ciência, não conseguiram contrapor-se ou refutar o falsificacionismo, nem parcialmente, porque as partes corretas de suas teorias não são incompatíveis com o falsificacionismo popperiano. Na verdade, a argumentação deles se baseia numa interpretação ingênua do falsificacionismo da parte deles. O falsificacionismo ingênuo consiste em se afirmar que uma teoria deve ser automaticamente eliminada quando um experimento não mostra o resultado por ela previsto, quando na verdade o falsificacionismo apenas afirma que uma das hipóteses envolvidas na elaboração do experimento (a teoria em questão, as hipóteses auxiliares sobre os instrumentos, outras teorias estabelecidas que estão envolvidas no experimento, condução correta do experimento etc) está errada e deve ser procurada e eliminada.

O falsificacionismo não especifica o que o cientista deve fazer quando uma "anomalia" surge ou experimento "fracassa". Se ele vai utilizar uma estratégia "normal" ( tentar remodelar a teoria ou criar hipóteses auxiliares que expliquem o fracasso da teoria no experimento) ou "revolucionária" (criar uma teoria nova, abandonando a anterior), isso é com ele. O falsificacionismo (e a filosofia da ciência em geral) não determina onde, em que teoria e como o cientista deve trabalhar, muito menos o conteúdo das teorias que ele vai criar, o falsificacionismo apenas assevera que ele deve trabalhar para eliminar hipóteses falsas (sejas quais forem), e proibe o uso de hipóteses ad-hoc.

Cabe agora explicar quando uma hipótese é ou não ad-hoc. Uma hipótese é ad-hoc quando não faz nenhuma previsão adicional, apenas "explicando" uma determinada anomalia, e só. Um exemplo tosco, que todos aqui conhecem, são as hipóteses utilizadas para defender a existência do Dragão da Garagem de Sagan.
Qualquer hipótese que gere previsões adicionais quando é lançada não é ad-hoc. Segundo Popper, hipóteses ad-hoc são as que reduzem a falseabilidade de uma teoria, enquanto as não-ad hoc são as que aumentam a falseabilidade ou, ao menos, a preserva.

No caso do Dragão de Sagan, cada hipótese lançada para explicar sua não-detecção não gera nenhuma previsão adicional, apenas "explica" sua não detecção. Um outro exemplo de hipótese ad-hoc foi quando um aristotélico, para defender a idéia de que a superfície da Lua é perfeitamente regular, disse que entre suas crateras e saliências havia um preenchimento de material invisível, e portanto a superfície é regular (Galileu, de forma jocosa e "educativa", respondeu que concorda que há esse material invisível, mas que ele na verdade ficava em cima das saliências visíveis, tornando a superfície mais irregular ainda).

Um exemplo de hipótese não ad-hoc: frente a observações que pareciam ir contra o princípio da conservação da energia, Chadwick propôs a existência de outras partículas, de carga neutra (os néutrons); essa hipótese era independentemente testável e acabou sendo confirmada.

Em resumo: o falsificacionismo proíbe o uso de hipóteses que não fazem previsões adicionais, não sendo independentemente testáveis, servindo apenas para "explicar" um determinado resultado e nada mais. Essas são as hipóteses ad-hoc.

Na verdade, existem "graus" de ad-hoc, ou seja, uma hipótese pode ser mais ou menos ad-hoc do que outra quanto mais ou menos independentemente testável ela for. A comunidade científica geralmente sabe escolher quais hipóteses merecem um grande esforço e gasto para conseguirem ser testadas (como a do neutrino) e quais não.

Ao contrário do que diz o texto do primeiro post, Imre Lakatos não dizia que os cientistas usavam hipóteses ad-hoc regularmente, e nem defendia seu uso. As hipóteses auxiliares que ele preconiza são as do tipo não ad-hoc (conforme já explicado). Lakatos defende que é possível o uso de hipóteses auxiliares não ad hoc (permitidas pelo falsificacionismo) de forma praticamente indefinida para manter uma teoria de pé.

A hipótese da existência do éter não era ad-hoc, pois fazia algumas previsões adicionais, previsões essas que foram refutadas por experimentos da época (como o de Michelson-Morley).

Eis um exemplo que Lakatos cita para ilustrar a possibilidade de preservação de um "núcleo forte" de uma teoria através do uso contínuo de hipóteses auxiliares (não ad hoc, só para lembrar): suponha que o movimento de um planeta não esteja de acordo com o previsto pelas leis de Newton, é então formulada a hipótese de que um outro planeta esteja por perto, perturbando o movimento do primeiro com sua influência gravitacional; faz-se os cálculos, e quando os telescópios vasculham o local previsto para o planeta estar, ele não é visto; formula-se então a hipótese de que uma nuvem de poeira espacial está encobrindo a visão desse planeta; enviam uma sonda para o local, esta não encontra nada; formulam então a hipótese de que os instrumentos da sonda estão sendo perturbados por uma influência eletromagética da tal nuvem, e assim as coisas vão.

Para quem vê esse exemplo e outros análogos, citados por Lakatos, percebe-se logo algo que ele aparentemente esqueceu: não é possível ou viável prosseguir indefinidamente formulando hipóteses auxiliares não ad hoc para manter uma teoria, pois a quantidade de parâmetros que devem ser atendidos, à medida que as hipóteses auxiliares vão sendo lançadas, é grande e vai aumentando indefinidamente.

No exemplo citado por Lakatos, ele esqueceu que o planeta que explicaria a anomalia dos movimentos de outro deve ter uma órbita, ou seja, em algum momento ele poderia ficar visível aos telescópios, a não ser que a nuvem cobrisse toda a sua órbita, o que seria bastante improvável. A existência de tal nuvem com certeza encobriria as estrelas da msma direção, teríamos uma grande faixa escura cobrindo 360° do céu. Além disso, as leis de Newton permitiriam calcular a massa do planeta, o que ajudaria a avaliar a possibilidade dele ser ou não visível, que quantidade de nuvem de poeira é necessária para encobrí-lo, etc.

Em suma, não é possível prosseguir indefinidamente formulando hipóteses não ad-hoc para preservar uma teoria, uma hora trava. Pelo que Lakatos defende, a teoria newtoniana poderia muito bem ser preservada indefinidamente. Ele não consegue explicar então porque ocorreu a mudança para a teoria da relatividade, já que os cientistas poderiam muito bem utilizar hipóteses auxiliares para manter a teoria newtoniana indefinidadmente.

Watkins comentou que o único jeito de saber se é possível seguir a receita que, segundo Lakatos, é possível, seria apresentando versões de teorias já abandonadas melhoradas com hipóteses auxiliares, de forma a darem conta de todos os resultados experimentais. Ele diz que se alguém conseguir alterar a teoria newtoniana, de forma que ela não só consiga explicar as anomalias que apresentava (como a órbita de Mercúrio, o experimento de Michelson-Morley) como também consiga explicar os resultados experimentais previstos pela teoria da relatividade, então com certeza teremos uma séria concorrente da teoria atual.
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Esta é uma das caixas pretas do fórum, onde vai ser referenciado uma das principais discussões sobre epistemologia, e que ficou convencionado, um consenso da maioria, o DDV com vencedor do debate. Então esse texto já foi muito citado, principalmente pelo próprio. No tópico, na sequência, já aparecem vários elogios a qualidade do texto.
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