
Clube Cético
Não Acreditar na Existência de Deus vs Acreditar Que Deus Não Existe
Autor: biscoito1r | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 64949 Comentários: 814

Ateísmo é definido geralmente de duas formas.
1 - Falta de crença na existência de divindade(s). Também conhecido como ateísmo-agnóstico ou ateísmo fraco.
2 - Crença na inexistência de deus. Também conhecido como ateísmo-gnóstico ou ateísmo forte.
O primeiro eu considero como sendo o única posição intelectualmente honesta para esta questão. Podemos comparar-la a posição de "Não culpado", o que em um julgamento implica que as provas contra um acusado não foram suficientes para incriminar-lo, porém as provas de sua inocência também não foram suficientes para declarar-lo como inocente.
O segundo implica que você sabe que deus não existe e eu já observei a justificativa dessa afirmação de duas maneiras.
1 - O individuo usa um contexto prático, baseado na sua honestidade intelectual e na forma na qual observa o mundo.
2 - A crença em uma divindade é incompatível com suas crenças religiosas. ex. budistas, raëlianos.
Os religiosos geralmente gostam de atacar a posição número 2, enquanto neo-ateus ( não sabia que nome usar para tentar confundir o menos possível, mas acho que vcs sabem o que eu quero dizer ) geralmente defendem a posição numero 1, o ocorre então é a criação de um espantalho por parte dos crentes.
1 - Falta de crença na existência de divindade(s). Também conhecido como ateísmo-agnóstico ou ateísmo fraco.
2 - Crença na inexistência de deus. Também conhecido como ateísmo-gnóstico ou ateísmo forte.
O primeiro eu considero como sendo o única posição intelectualmente honesta para esta questão. Podemos comparar-la a posição de "Não culpado", o que em um julgamento implica que as provas contra um acusado não foram suficientes para incriminar-lo, porém as provas de sua inocência também não foram suficientes para declarar-lo como inocente.
O segundo implica que você sabe que deus não existe e eu já observei a justificativa dessa afirmação de duas maneiras.
1 - O individuo usa um contexto prático, baseado na sua honestidade intelectual e na forma na qual observa o mundo.
2 - A crença em uma divindade é incompatível com suas crenças religiosas. ex. budistas, raëlianos.
Os religiosos geralmente gostam de atacar a posição número 2, enquanto neo-ateus ( não sabia que nome usar para tentar confundir o menos possível, mas acho que vcs sabem o que eu quero dizer ) geralmente defendem a posição numero 1, o ocorre então é a criação de um espantalho por parte dos crentes.
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Data da postagem: 04/06/2010, 08:34

O número 1 também pode ser escrito, ao meu ver, assim: Não-crença pela ausência de evidências de que exista o sobrenatural, deus(es) incluso(s).
E este é o meu caso.
E este é o meu caso.
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Data da postagem: 04/06/2010, 09:11

A questão abordada é puramente semântica e facilmente extrapola a linguagem ordinária e cai no mundo dos conceitos filosóficos. E o ateísmo é muito mais do que essa simples definição inicial do tópico, existe uma vasta literatura e uma grande história do ateísmo que consta de grandes nomes e grandes contribuições. Dawkins é apenas o exemplo mais atual.
Deus tem um significado mais relacionado com a cosmologia, que é a criação do universo. É uma hipótese cientificamente descartada pela física. Com relação a origem da vida, Dawkins ataca bem esta posição criacionista através da biologia.
Pela ontologia, temos a preocupação de entender o ser , os seres. Sendo assim a única menção científica e real que temos é a da vida biológica e por isto esta é muito importante para a compreensão do ateísmo.
Qualquer outra projeção mental de ser é baseada nos seres que conhecemos, os seres vivos, a biologia.
E falar de honestidade é uma característica bem religiosa e por isso a religião tem muita fundamentação ética e a moral. Eu, baseado da descrição deste tópico, seria intelectualmente menos honesto. Porém a dinâmica discursiva permite que eu mostre os meus valores ético e morais com relação ao ateísmo e toda a lógica que segue
Deus tem um significado mais relacionado com a cosmologia, que é a criação do universo. É uma hipótese cientificamente descartada pela física. Com relação a origem da vida, Dawkins ataca bem esta posição criacionista através da biologia.
Pela ontologia, temos a preocupação de entender o ser , os seres. Sendo assim a única menção científica e real que temos é a da vida biológica e por isto esta é muito importante para a compreensão do ateísmo.
Qualquer outra projeção mental de ser é baseada nos seres que conhecemos, os seres vivos, a biologia.
E falar de honestidade é uma característica bem religiosa e por isso a religião tem muita fundamentação ética e a moral. Eu, baseado da descrição deste tópico, seria intelectualmente menos honesto. Porém a dinâmica discursiva permite que eu mostre os meus valores ético e morais com relação ao ateísmo e toda a lógica que segue
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Data da postagem: 04/06/2010, 09:15

Eu acho algo ridículo. Deus não é, em nada, diferente de Papai Noel, Fadas, Mitologias diversas, Duendes, Gnomos, Unicornios Rosas, Monstro do Espaguete, Coelhinho da Páscoa, etc. Oras, ninguém, em sã consciência, se diz agnóstico em relação aos citados, ninguém diz "Bom, não existem evidências da existência de Gnomos, mas não podemos descarta-la completamente". Ora, quão inutil é não descartar absolutamente nada, por mais RIDÍCULO que seja, só porque não pode-se provar a não-existencia desse algo? Pra que isso? Pra manter uma postura filosófica bonitinha? "Ah, não posso te confirmar que não exista um gnomo amarelo dos bosques do sul voando na órbita de júpiter a cada 21 dias terrestres, então vamos ser filosoficamente bonitinhos e deixar a questão em aberto."
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Data da postagem: 04/06/2010, 09:16

Adriano
Isso que você disse não aborda o proposito do tópico.
Di Ungar
É exatamente isso que eu disse que os ateus-gnósticos usam para se justificar. Como eu disse bem lá em cima, você utiliza como base a certeza prática. Nesse contexto tudo bem.
Geotecton
Eu digo tomate você diz tomatchi.
Isso que você disse não aborda o proposito do tópico.
Di Ungar
É exatamente isso que eu disse que os ateus-gnósticos usam para se justificar. Como eu disse bem lá em cima, você utiliza como base a certeza prática. Nesse contexto tudo bem.
Geotecton
Eu digo tomate você diz tomatchi.
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Data da postagem: 04/06/2010, 09:26

Citação de: Di Ungar em 04 de Junho de 2010, 13:16:35
Caro Di Ungar
Voce considera como real apenas o universo cognoscível, aquele que é atingido pela razão e pelos sentidos. E voce não está errado dentro da premissa estabelecida por voce.
No entanto, não se pode ignorar a filosofia metafísica, que é a premissa utilizada por todo e qualquer crente mais erudito. E neste contexto, nenhum dos personagens mitológicos citados por você teve um tratamento intelectual como o dispensado para deus, desde Aristóteles até Platinga.
Mesmo a filosofia não-metafísica trabalha com um conceito denominado "graus de razoabilidade", e neste conceito, deus ocupa um posto muito mais elevado do que papai-noel, por exemplo.
Então eu afirmo que, no meu entender, isto não é para "manter uma postura filosófica bonitinha", e sim de manter a coerência lógica e filosófica!
Eu acho algo ridículo. Deus não é, em nada, diferente de Papai Noel, Fadas, Mitologias diversas, Duendes, Gnomos, Unicornios Rosas, Monstro do Espaguete, Coelhinho da Páscoa, etc. Oras, ninguém, em sã consciência, se diz agnóstico em relação aos citados, ninguém diz "Bom, não existem evidências da existência de Gnomos, mas não podemos descarta-la completamente". Ora, quão inutil é não descartar absolutamente nada, por mais RIDÍCULO que seja, só porque não pode-se provar a não-existencia desse algo? Pra que isso? Pra manter uma postura filosófica bonitinha? "Ah, não posso te confirmar que não exista um gnomo amarelo dos bosques do sul voando na órbita de júpiter a cada 21 dias terrestres, então vamos ser filosoficamente bonitinhos e deixar a questão em aberto."
Caro Di Ungar
Voce considera como real apenas o universo cognoscível, aquele que é atingido pela razão e pelos sentidos. E voce não está errado dentro da premissa estabelecida por voce.
No entanto, não se pode ignorar a filosofia metafísica, que é a premissa utilizada por todo e qualquer crente mais erudito. E neste contexto, nenhum dos personagens mitológicos citados por você teve um tratamento intelectual como o dispensado para deus, desde Aristóteles até Platinga.
Mesmo a filosofia não-metafísica trabalha com um conceito denominado "graus de razoabilidade", e neste conceito, deus ocupa um posto muito mais elevado do que papai-noel, por exemplo.
Então eu afirmo que, no meu entender, isto não é para "manter uma postura filosófica bonitinha", e sim de manter a coerência lógica e filosófica!
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Data da postagem: 04/06/2010, 09:57

Citação de: biscoito1r em 04 de Junho de 2010, 13:26:30
Eu sou paranaense. Então deixe o tomate para mim, e o tomatchi fica com voce.
[...]
Geotecton
Eu digo tomate você diz tomatchi.
Eu sou paranaense. Então deixe o tomate para mim, e o tomatchi fica com voce.

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Data da postagem: 04/06/2010, 09:59

Citação de: Geotecton em 04 de Junho de 2010, 13:57:36
Então o critério é que muita gente acredita? Muita gente acredita, por isso ele é uma hipótese mais razoável, atualmente, que Zeus, que em certa época também possuia um grande número de fiéis? Mesmo o número de evidência sendo iguais (ou seja, zero) para todos os que eu falei? Hoje em dia, mais gente acredita em Allah do que no deus judaico-cristão, então Allah é uma hipótese mais razoável só porque um número maior de malucos acredita nele? Qual a utilidade prática de ser mais razoável, aos olhos da filosofia metafísica?
Citação de: Di Ungar em 04 de Junho de 2010, 13:16:35Eu acho algo ridículo. Deus não é, em nada, diferente de Papai Noel, Fadas, Mitologias diversas, Duendes, Gnomos, Unicornios Rosas, Monstro do Espaguete, Coelhinho da Páscoa, etc. Oras, ninguém, em sã consciência, se diz agnóstico em relação aos citados, ninguém diz "Bom, não existem evidências da existência de Gnomos, mas não podemos descarta-la completamente". Ora, quão inutil é não descartar absolutamente nada, por mais RIDÍCULO que seja, só porque não pode-se provar a não-existencia desse algo? Pra que isso? Pra manter uma postura filosófica bonitinha? "Ah, não posso te confirmar que não exista um gnomo amarelo dos bosques do sul voando na órbita de júpiter a cada 21 dias terrestres, então vamos ser filosoficamente bonitinhos e deixar a questão em aberto."
Caro Di Ungar
Voce considera como real apenas o universo cognoscível, aquele que é atingido pela razão e pelos sentidos. E voce não está errado dentro da premissa estabelecida por voce.
No entanto, não se pode ignorar a filosofia metafísica, que é a premissa utilizada por todo e qualquer crente mais erudito. E neste contexto, nenhum dos personagens mitológicos citados por você teve um tratamento intelectual como o dispensado para deus, desde Aristóteles até Platinga.
Mesmo a filosofia não-metafísica trabalha com um conceito denominado "graus de razoabilidade", e neste conceito, deus ocupa um posto muito mais elevado do que papai-noel, por exemplo.
Então eu afirmo que, no meu entender, isto não é para "manter uma postura filosófica bonitinha", e sim de manter a coerência lógica e filosófica!
Então o critério é que muita gente acredita? Muita gente acredita, por isso ele é uma hipótese mais razoável, atualmente, que Zeus, que em certa época também possuia um grande número de fiéis? Mesmo o número de evidência sendo iguais (ou seja, zero) para todos os que eu falei? Hoje em dia, mais gente acredita em Allah do que no deus judaico-cristão, então Allah é uma hipótese mais razoável só porque um número maior de malucos acredita nele? Qual a utilidade prática de ser mais razoável, aos olhos da filosofia metafísica?
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Data da postagem: 04/06/2010, 10:07

Citação de: Geotecton em 04 de Junho de 2010, 13:59:21
É uma citação de Mel Brooks em Seinfeld...
Citação de: biscoito1r em 04 de Junho de 2010, 13:26:30[...]
Geotecton
Eu digo tomate você diz tomatchi.
Eu sou paranaense. Então deixe o tomate para mim, e o tomatchi fica com voce.
É uma citação de Mel Brooks em Seinfeld...
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Data da postagem: 04/06/2010, 13:26

Citação de: Di Ungar em 04 de Junho de 2010, 14:07:47
Então o critério é que muita gente acredita? Muita gente acredita, por isso ele é uma hipótese mais razoável, atualmente, que Zeus, que em certa época também possuia um grande número de fiéis? Mesmo o número de evidência sendo iguais (ou seja, zero) para todos os que eu falei? Hoje em dia, mais gente acredita em Allah do que no deus judaico-cristão, então Allah é uma hipótese mais razoável só porque um número maior de malucos acredita nele? Qual a utilidade prática de ser mais razoável, aos olhos da filosofia metafísica?
Caro Di Ungar
Em momento algum eu afirmei que o maior número de crentes é um critério de validação da existência de qualquer deus, seja Javé, Allah ou Brahma.
Zeus já era considerado como mitologia, nos meios pensantes, já ao tempo de Aristóteles. No entanto, o estagiarita formalizou os predicados de um deus singular, poderoso, e que foi aproveitado pelos escolásticos no século XII para formalizar o deus metafísico por excelência nos séculos que viriam.
Por favor observe o texto do biscoito1r:
Citação de: biscoito1r em 04 de Junho de 2010, 12:34:30
E agora o meu:
Citação de: Geotecton em 04 de Junho de 2010, 13:11:40
Fica claro que a negação positiva (efetiva) do item 2 do biscoito1r é baseada em uma crença e não em uma prova material, diferente da proposição número 1, que é uma negação por falta de evidência.
Para voce é bobagem a posição 1, conforme as suas palavras:
Citação de: Di Ungar em 04 de Junho de 2010, 13:16:35
Para mim não, porque a construção intelectual em torno do deus metafísico aristotélico-escolástico é muito mais sofisticado que os dos demais entes
mitológicos, tanto que a sua principal característica (criação ex nihilo) não pode ser refutada pela ciência, no atual estágio do conhecimento.
Ou seja, a despeito de eu não considerar factível o sobrenatural, de nenhum tipo, eu respeito os pensadores que souberam construir, de modo racional, uma questão que ainda não pode ser respondida por nós, cientistas céticos, ateus ou agnósticos.
Citação de: Geotecton em 04 de Junho de 2010, 13:57:36Citação de: Di Ungar em 04 de Junho de 2010, 13:16:35
Eu acho algo ridículo. Deus não é, em nada, diferente de Papai Noel, Fadas, Mitologias diversas, Duendes, Gnomos, Unicornios Rosas, Monstro do Espaguete, Coelhinho da Páscoa, etc. Oras, ninguém, em sã consciência, se diz agnóstico em relação aos citados, ninguém diz "Bom, não existem evidências da existência de Gnomos, mas não podemos descarta-la completamente". Ora, quão inutil é não descartar absolutamente nada, por mais RIDÍCULO que seja, só porque não pode-se provar a não-existencia desse algo? Pra que isso? Pra manter uma postura filosófica bonitinha? "Ah, não posso te confirmar que não exista um gnomo amarelo dos bosques do sul voando na órbita de júpiter a cada 21 dias terrestres, então vamos ser filosoficamente bonitinhos e deixar a questão em aberto."
Caro Di Ungar
Voce considera como real apenas o universo cognoscível, aquele que é atingido pela razão e pelos sentidos. E voce não está errado dentro da premissa estabelecida por voce.
No entanto, não se pode ignorar a filosofia metafísica, que é a premissa utilizada por todo e qualquer crente mais erudito. E neste contexto, nenhum dos personagens mitológicos citados por você teve um tratamento intelectual como o dispensado para deus, desde Aristóteles até Platinga.
Mesmo a filosofia não-metafísica trabalha com um conceito denominado "graus de razoabilidade", e neste conceito, deus ocupa um posto muito mais elevado do que papai-noel, por exemplo.
Então eu afirmo que, no meu entender, isto não é para "manter uma postura filosófica bonitinha", e sim de manter a coerência lógica e filosófica!
Então o critério é que muita gente acredita? Muita gente acredita, por isso ele é uma hipótese mais razoável, atualmente, que Zeus, que em certa época também possuia um grande número de fiéis? Mesmo o número de evidência sendo iguais (ou seja, zero) para todos os que eu falei? Hoje em dia, mais gente acredita em Allah do que no deus judaico-cristão, então Allah é uma hipótese mais razoável só porque um número maior de malucos acredita nele? Qual a utilidade prática de ser mais razoável, aos olhos da filosofia metafísica?
Caro Di Ungar
Em momento algum eu afirmei que o maior número de crentes é um critério de validação da existência de qualquer deus, seja Javé, Allah ou Brahma.
Zeus já era considerado como mitologia, nos meios pensantes, já ao tempo de Aristóteles. No entanto, o estagiarita formalizou os predicados de um deus singular, poderoso, e que foi aproveitado pelos escolásticos no século XII para formalizar o deus metafísico por excelência nos séculos que viriam.
Por favor observe o texto do biscoito1r:
Citação de: biscoito1r em 04 de Junho de 2010, 12:34:30
Ateísmo é definido geralmente de duas formas.
1 - Falta de crença na existência de divindade(s). Também conhecido como ateísmo-agnóstico ou ateísmo fraco.
2 - Crença na inexistência de deus. Também conhecido como ateísmo-gnóstico ou ateísmo forte.
[...]
E agora o meu:
Citação de: Geotecton em 04 de Junho de 2010, 13:11:40
O número 1 também pode ser escrito, ao meu ver, assim: Não-crença pela ausência de evidências de que exista o sobrenatural, deus(es) incluso(s).
E este é o meu caso.
Fica claro que a negação positiva (efetiva) do item 2 do biscoito1r é baseada em uma crença e não em uma prova material, diferente da proposição número 1, que é uma negação por falta de evidência.
Para voce é bobagem a posição 1, conforme as suas palavras:
Citação de: Di Ungar em 04 de Junho de 2010, 13:16:35
Ora, quão inutil é não descartar absolutamente nada, por mais RIDÍCULO que seja, só porque não pode-se provar a não-existencia desse algo? Pra que isso? Pra manter uma postura filosófica bonitinha?
Para mim não, porque a construção intelectual em torno do deus metafísico aristotélico-escolástico é muito mais sofisticado que os dos demais entes
mitológicos, tanto que a sua principal característica (criação ex nihilo) não pode ser refutada pela ciência, no atual estágio do conhecimento.
Ou seja, a despeito de eu não considerar factível o sobrenatural, de nenhum tipo, eu respeito os pensadores que souberam construir, de modo racional, uma questão que ainda não pode ser respondida por nós, cientistas céticos, ateus ou agnósticos.
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Data da postagem: 04/06/2010, 13:27

oops... foi em Mad About You
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Data da postagem: 04/06/2010, 13:36