
Clube Cético
Nós e as mídias sociais.
Autor: Muad'Dib | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 8294 Comentários: 124
Citação de: Zero em 24 de Dezembro de 2017, 23:07:15
Use o navegador Tor. Ele te permite navegar de forma anônima na internet e sem ser rastreado.
De uma forma ou outra estamos sendo "espionados", tanto pelas empresas fornecedoras de serviços, quanto por organizações governamentais.
Use o navegador Tor. Ele te permite navegar de forma anônima na internet e sem ser rastreado.
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Data da postagem: 25/12/2017, 10:02
Citação de: Sdelareza em 25 de Dezembro de 2017, 12:56:59
Em relação ao quora, como é? É como um yahoo respostas da vida, mas de forma organizada e "sem" bullshits?
Pessoalmente tento evitar redes sociais como Facebook, mas por vezes utilizo, tenho necessidade por tal. Também para passar o tempo dou uma olhada no yahoo respostas, é de indignar-se com tanta baboseira que se lê por lá, mas enfim.
Citação de: Sdelareza em 25 de Dezembro de 2017, 13:02:33

Inclusive já usei o Tails Linux, mas pouco, apenas por curiosidade.
Até penso em trocar o google pelo duckduckgo, mas a precisão nos resultados é um empecilho.
Ou seja, novamente a comodidade prevalece sobre a privacidade, infelizmente.
[...]
Me cadastrei no quora pois ela parece ser bastante instrutiva e com controle eficaz contra as bobagens mencionadas antes pelo Pedro Reis (criacionismo, neonazismo, negacionismo do holocausto, mudanças climáticas sendo um mito criado por uma conspiração qualquer, a não ida do homem à lua, vacinas são prejudiciais à saúde). Se não for o caso avisam-me por favor.
Em relação ao quora, como é? É como um yahoo respostas da vida, mas de forma organizada e "sem" bullshits?
Pessoalmente tento evitar redes sociais como Facebook, mas por vezes utilizo, tenho necessidade por tal. Também para passar o tempo dou uma olhada no yahoo respostas, é de indignar-se com tanta baboseira que se lê por lá, mas enfim.
Citação de: Sdelareza em 25 de Dezembro de 2017, 13:02:33
Use o navegador Tor. Ele te permite navegar de forma anônima na internet e sem ser rastreado.
Inclusive já usei o Tails Linux, mas pouco, apenas por curiosidade.
Até penso em trocar o google pelo duckduckgo, mas a precisão nos resultados é um empecilho.
Ou seja, novamente a comodidade prevalece sobre a privacidade, infelizmente.
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Data da postagem: 25/12/2017, 14:43
Citação de: Zero em 25 de Dezembro de 2017, 17:43:32
Sim, neste estilo. A diferença é que os usuários votam nas respostas. Assim, as melhores respostas (com mais votos) costumam aparecer no topo (e muitas vezes são especialistas ou conhecedores no assunto que respondem). Pelo que vi, as respostas do tipo besteira são relativamente raras.
Ela parece possuir um controle eficaz contra trolls e bagunceiros. Para se cadastrar, é preciso colocar seu verdadeiro perfil.
Não existe ainda uma versão em português.
Talvez volto no Facebook com um perfil somente profissional, pois pretendo me tornar autônomo. Mas isso somente em última necessidade.
E olha que o Quora foi fundado por dois ex-empregados do Facebook.
Em relação ao quora, como é? É como um yahoo respostas da vida, mas de forma organizada e "sem" bullshits?
Sim, neste estilo. A diferença é que os usuários votam nas respostas. Assim, as melhores respostas (com mais votos) costumam aparecer no topo (e muitas vezes são especialistas ou conhecedores no assunto que respondem). Pelo que vi, as respostas do tipo besteira são relativamente raras.
Ela parece possuir um controle eficaz contra trolls e bagunceiros. Para se cadastrar, é preciso colocar seu verdadeiro perfil.
Não existe ainda uma versão em português.
Talvez volto no Facebook com um perfil somente profissional, pois pretendo me tornar autônomo. Mas isso somente em última necessidade.
E olha que o Quora foi fundado por dois ex-empregados do Facebook.
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Data da postagem: 25/12/2017, 15:38
Interessante. Obrigado.
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Data da postagem: 25/12/2017, 18:19
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Data da postagem: 01/01/2018, 16:24

Citação de: Muad'Dib em 24 de Dezembro de 2017, 20:11:43
Old news
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2017/12/1945265-e-assustador-ver-tudo-o-que-o-google-sabe-sobre-mim.shtml
Old news
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Data da postagem: 01/01/2018, 19:52
Já percebi que estão usando este tópico para abordar vários aspectos negativos das mídias sociais. Não que as pessoas neguem o lado útil destas ferramentas, mas chamam atenção para usos que podem ser prejudiciais a sociedade ou a indivíduos.
Um nota como a internet é uma arma política ainda mais eficiente que a própria propaganda eleitoral conseguindo ser ainda mais superficial também. Rivaliza em efetividade até com a imprensa corporativa só que via de regra usando um padrão raso de discussão. Outro chama atenção para o atual grau da exposição de sua privacidade a que está sujeito o cidadão comum, outro alerta para os problemas relativos à segurança... e assim por diante.
Mas eu gostaria de trazer um outro ponto até para saber o que outros pensam: se é coisa da minha cabeça, se faz algum sentido ou se consideram esse tipo de especulação alguma coisa completamente sem noção.
Porque eu não tenho visto muita gente ( na verdade ninguém ) perceber um fenômeno ocorrendo nas mídias sociais que é cada vez mais nítido pra mim.
O surgimento do que poderia ser chamado de uma nova profissão para alguns, ou mero "bico" para muitos. Me refiro à pessoas que parecem estar ganhando para fazer proselitismo de ideias com as quais elas nem necessariamente se identificam.
Não quero discutir sobre pessoas divulgando suas crenças excêntricas, suas teorias tão revolucionárias quanto estapafúrdias, vomitando seus radicalismos políticos ou fazendo a pregação de seus preconceitos. Estes são apenas os 'idiotas da aldeia' já citados aqui, que de repente receberam mais voz do que jamais deveriam ter, e já são suficientemente percebidos e lamentados e por tal não despertam minha curiosidade. Em vez disso gostaria de discutir a possível existência de esquemas para arregimentar "funcionários" para atuarem como influenciadores de opinião nas redes sociais. E e estes cooptados poderiam ser desde pessoas carismáticas e bem articuladas que facilmente arrebanham muitos seguidores, assim como gente com formação técnica em determinada área, até o mais inesperado, que seriam pessoas comuns que de alguma forma estariam recebendo algum benefício para fazer coro nas redes sociais em prol de alguma coisa.
Financiar formadores de opinião não é novidade, isso sempre existiu. Desde o final da década de 50 existiu o IBAD, que já se sabia e hoje temos prova através de documentos oficiais liberados pela lei de informação dos EUA, que este instituto financiava ( com dinheiro de empresas nacionais e americanas ) políticos, jornalistas e órgãos de imprensa e trabalhou para criar a histeria anti-comunista pré golpe de 64.
Viu-se também, durante décadas, como a indústria do tabaco usou seu poder econômico para comprar não só políticos mas também porta-vozes empenhados em desacreditar estudos científicos que confirmavam o que todos sempre souberam: o fumo faz mal à saúde. Um médico chegou a escrever um volumoso livro defendendo os "benefícios de fumar". Por acaso Olavo de Carvalho foi e é um desses que usa todo o seu poder de ilusionismo retórico para convencer a sua manada de bovinos que não tem coisa melhor para uma vida longa e saudável do que entupir os próprios alvéolos pulmonares com muita nicotina.
E se estudarmos esse longo processo de luta pela conscientização dos males do tabagismo e as técnicas de contrapropaganda de desinformação utilizadas pela indústria, identificamos o exato mesmo "modus operandi" dos atuais negacionistas do aquecimento global.
Muitos também acham bastante evidente que publicações como a Carta Capital possui mais ligações com o finado governo petista do que simples afinidade ideológica. Assim como a Veja é sistematicamente tendenciosa. Recentemente o colunista Reinaldo Azevedo gravou um vídeo onde insinuava que sua atual desafeta Joice Hasselmann receberia dinheiro para promover o político Bolsonaro. Azevedo deve conhecer bem o seu "métier", pois logo depois um grampo vazado pela PF mostrou suas próprias relações promíscuas com a família de Aécio Neves, e nunca passou desapercebido que Reinaldo Azevedo se converteu em um critico ferino da Lavajato quando esta começou a ameaçar o próprio Aécio.
Acho que ninguém duvida que em uma democracia a Imprensa é livre. Livre inclusive para se vender.
Portanto seria improvável que grupos políticos, econômicos e religiosos ignorassem o poder da internet. Claro que divulgar e defender suas posições em qualquer mídia é perfeitamente legítimo. Mesmo quando estas posições não são tão legítimas o direito de expressa-las continua sendo. O que não é legal é fazer isso de forma desonesta.
Se um jornalista recebe (veladamente) dinheiro de um político para trabalhar a imagem desse político, então ele não está fazendo seu trabalho de jornalista e está enganando seus leitores. Nem é preciso dizer da desonestidade de um técnico ou pesquisador que, remunerado por grandes corporações, usa suas credenciais acadêmicas para desinformar o grande público.
Para mim é isso que parece estar acontecendo nas redes socais em proporções epidêmicas: mercenários ideológicos, pessoas que recebem algum tipo de vantagem para propagarem cinicamente qualquer absurdo. Discursam de acordo com uma pauta que lhes é dada mas estão perfeitamente conscientes de serem farsantes.
Contudo antes de desenvolver mais este assunto acho necessário especificar melhor sobre o quê e que tipo de pessoa imagino estar falando. Há muitos tipos de farsantes se aproveitando e obtendo vantagens pessoais com a oportunidade de atingir ( a um baixo custo ) milhões de incautos pela internet, mas não devemos confundi-los com os mercenários.
Vejamos alguns exemplos de picaretas que parasitam na internet mas não são mercenários a serviço da enganação de outros:
- Lair Ribeiro: charlatão, dublê de médico que há muito abandonou a Medicina pra ficar rico vendendo água alcalina milagrosa que cura qualquer doença.
- 7antigos7: Esse tipo já baixou nesse fórum, e também em outros similares. Alega que não precisa mais comer e se alimenta de luz, além de outras palhaçadas. Vive da venda de DVDs, livros e cursos onde ensina como dar o grande "salto quântico". Depois de criar vários tópicos e dizer muita bobagem edita as conversas e as publica em contas em suas mídias sociais com títulos chamativos como "CÉTICOS DO CC PULVERIZADOS EM DEBATE", "CÉTICOS HUMILHADOS"...
Bem, os vigaristas sempre existiram mas estes são exemplos de estelionatários comuns. Pretendo demonstrar em posts subsequentes que parece haver atualmente verdadeiros esquemas para cooptar pessoas com poucos escrúpulos e que aceitam atuar como "caixas de ressonância" de ideias que nem são suas, e com as quais não necessariamente se identificam ou acreditam.
To be continued...
Um nota como a internet é uma arma política ainda mais eficiente que a própria propaganda eleitoral conseguindo ser ainda mais superficial também. Rivaliza em efetividade até com a imprensa corporativa só que via de regra usando um padrão raso de discussão. Outro chama atenção para o atual grau da exposição de sua privacidade a que está sujeito o cidadão comum, outro alerta para os problemas relativos à segurança... e assim por diante.
Mas eu gostaria de trazer um outro ponto até para saber o que outros pensam: se é coisa da minha cabeça, se faz algum sentido ou se consideram esse tipo de especulação alguma coisa completamente sem noção.
Porque eu não tenho visto muita gente ( na verdade ninguém ) perceber um fenômeno ocorrendo nas mídias sociais que é cada vez mais nítido pra mim.
O surgimento do que poderia ser chamado de uma nova profissão para alguns, ou mero "bico" para muitos. Me refiro à pessoas que parecem estar ganhando para fazer proselitismo de ideias com as quais elas nem necessariamente se identificam.
Não quero discutir sobre pessoas divulgando suas crenças excêntricas, suas teorias tão revolucionárias quanto estapafúrdias, vomitando seus radicalismos políticos ou fazendo a pregação de seus preconceitos. Estes são apenas os 'idiotas da aldeia' já citados aqui, que de repente receberam mais voz do que jamais deveriam ter, e já são suficientemente percebidos e lamentados e por tal não despertam minha curiosidade. Em vez disso gostaria de discutir a possível existência de esquemas para arregimentar "funcionários" para atuarem como influenciadores de opinião nas redes sociais. E e estes cooptados poderiam ser desde pessoas carismáticas e bem articuladas que facilmente arrebanham muitos seguidores, assim como gente com formação técnica em determinada área, até o mais inesperado, que seriam pessoas comuns que de alguma forma estariam recebendo algum benefício para fazer coro nas redes sociais em prol de alguma coisa.
Financiar formadores de opinião não é novidade, isso sempre existiu. Desde o final da década de 50 existiu o IBAD, que já se sabia e hoje temos prova através de documentos oficiais liberados pela lei de informação dos EUA, que este instituto financiava ( com dinheiro de empresas nacionais e americanas ) políticos, jornalistas e órgãos de imprensa e trabalhou para criar a histeria anti-comunista pré golpe de 64.
Viu-se também, durante décadas, como a indústria do tabaco usou seu poder econômico para comprar não só políticos mas também porta-vozes empenhados em desacreditar estudos científicos que confirmavam o que todos sempre souberam: o fumo faz mal à saúde. Um médico chegou a escrever um volumoso livro defendendo os "benefícios de fumar". Por acaso Olavo de Carvalho foi e é um desses que usa todo o seu poder de ilusionismo retórico para convencer a sua manada de bovinos que não tem coisa melhor para uma vida longa e saudável do que entupir os próprios alvéolos pulmonares com muita nicotina.
E se estudarmos esse longo processo de luta pela conscientização dos males do tabagismo e as técnicas de contrapropaganda de desinformação utilizadas pela indústria, identificamos o exato mesmo "modus operandi" dos atuais negacionistas do aquecimento global.
Muitos também acham bastante evidente que publicações como a Carta Capital possui mais ligações com o finado governo petista do que simples afinidade ideológica. Assim como a Veja é sistematicamente tendenciosa. Recentemente o colunista Reinaldo Azevedo gravou um vídeo onde insinuava que sua atual desafeta Joice Hasselmann receberia dinheiro para promover o político Bolsonaro. Azevedo deve conhecer bem o seu "métier", pois logo depois um grampo vazado pela PF mostrou suas próprias relações promíscuas com a família de Aécio Neves, e nunca passou desapercebido que Reinaldo Azevedo se converteu em um critico ferino da Lavajato quando esta começou a ameaçar o próprio Aécio.
Acho que ninguém duvida que em uma democracia a Imprensa é livre. Livre inclusive para se vender.
Portanto seria improvável que grupos políticos, econômicos e religiosos ignorassem o poder da internet. Claro que divulgar e defender suas posições em qualquer mídia é perfeitamente legítimo. Mesmo quando estas posições não são tão legítimas o direito de expressa-las continua sendo. O que não é legal é fazer isso de forma desonesta.
Se um jornalista recebe (veladamente) dinheiro de um político para trabalhar a imagem desse político, então ele não está fazendo seu trabalho de jornalista e está enganando seus leitores. Nem é preciso dizer da desonestidade de um técnico ou pesquisador que, remunerado por grandes corporações, usa suas credenciais acadêmicas para desinformar o grande público.
Para mim é isso que parece estar acontecendo nas redes socais em proporções epidêmicas: mercenários ideológicos, pessoas que recebem algum tipo de vantagem para propagarem cinicamente qualquer absurdo. Discursam de acordo com uma pauta que lhes é dada mas estão perfeitamente conscientes de serem farsantes.
Contudo antes de desenvolver mais este assunto acho necessário especificar melhor sobre o quê e que tipo de pessoa imagino estar falando. Há muitos tipos de farsantes se aproveitando e obtendo vantagens pessoais com a oportunidade de atingir ( a um baixo custo ) milhões de incautos pela internet, mas não devemos confundi-los com os mercenários.
Vejamos alguns exemplos de picaretas que parasitam na internet mas não são mercenários a serviço da enganação de outros:
- Lair Ribeiro: charlatão, dublê de médico que há muito abandonou a Medicina pra ficar rico vendendo água alcalina milagrosa que cura qualquer doença.
- 7antigos7: Esse tipo já baixou nesse fórum, e também em outros similares. Alega que não precisa mais comer e se alimenta de luz, além de outras palhaçadas. Vive da venda de DVDs, livros e cursos onde ensina como dar o grande "salto quântico". Depois de criar vários tópicos e dizer muita bobagem edita as conversas e as publica em contas em suas mídias sociais com títulos chamativos como "CÉTICOS DO CC PULVERIZADOS EM DEBATE", "CÉTICOS HUMILHADOS"...
Bem, os vigaristas sempre existiram mas estes são exemplos de estelionatários comuns. Pretendo demonstrar em posts subsequentes que parece haver atualmente verdadeiros esquemas para cooptar pessoas com poucos escrúpulos e que aceitam atuar como "caixas de ressonância" de ideias que nem são suas, e com as quais não necessariamente se identificam ou acreditam.
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Data da postagem: 01/01/2018, 21:33
Fala, Pedro Reis...
Você está focando mais nos nomes mais famosos que estão (aparentemente
) vendendo as opiniões, certo? É uma prostituição da profissão do jornalismo. O complicado é que pode-se somente lançar dúvidas sobre se a Carta Capital ou a Joice Hasselmann vendem as próprias opiniões pessoais para quem pagar melhor, mas se tentar discutir com quem "consome" (os leitores da Carta Capital, por exemplo) esse tipo de mercantilísmo, é algo impossível de se argumentar.
Eu iria até mais além dessas figuras notáveis. Eu diria que muitos dos "polêmicos" do youtuber (aquele metaleiro conservador, por exemplo), facebook e twitter, realmente não acreditam no que pregam. Acho que são pessoas desesperadas por fama e dinheiro que encontram nas adeias absurdas um atalho para seus objetivos. Esse povo está fazendo um estrago no debate.
Os seguidores desses cidadãos também não acreditam muito no que eles fazem e estão lá somente porque acham que é divertido o joguinho de "polícia e ladrão" que é a dicotomia esquerda X direita, conservadores X progressistas, religiosos X ateus... Ninguém tá lá porque está defendendo uma opinião pessoal que realmente acredita, estão lá para o jogo. Não são mais sofisticados do que os idiotas que brigam em estádio.
E o debate é realmente o mais raso possível. O raso cumpre seu papel no jogo. Não dá para debater, por exemplo, com o metaleiro do Youtube, o discurso dele é irrefutável (aos olhos de seus seguidores, que é o que interessa para ele). No Antologia II do Asimov, ele cita um lider Democrata populista que tinha o discurso que se assemelhava a um determinado rio de lá, "... dois quilômetros de largura e 30 centímetros de profundidade." Esse tipo de coisa vem desde sempre. A diferença que hoje a situação fugiu da mão de alguns líderes com o dom da oratória e se disseminou para qualquer um.
Acho que os nomes grandes que você citou, já tinham o seu mercado aberto esperando por compradores. Mas acho também que os que estão "fazendo seu nome" agora são os que mais estragos estão produzindo.
Mas isso é tudo achismo. No fim das contas eu posso argumentar dois anos seguidos sobre o oportunismo desses infelizes, mas nunca vai ser suficiente para fazer seus seguidores verem eles pelo que são.
Você está focando mais nos nomes mais famosos que estão (aparentemente
Eu iria até mais além dessas figuras notáveis. Eu diria que muitos dos "polêmicos" do youtuber (aquele metaleiro conservador, por exemplo), facebook e twitter, realmente não acreditam no que pregam. Acho que são pessoas desesperadas por fama e dinheiro que encontram nas adeias absurdas um atalho para seus objetivos. Esse povo está fazendo um estrago no debate.
Os seguidores desses cidadãos também não acreditam muito no que eles fazem e estão lá somente porque acham que é divertido o joguinho de "polícia e ladrão" que é a dicotomia esquerda X direita, conservadores X progressistas, religiosos X ateus... Ninguém tá lá porque está defendendo uma opinião pessoal que realmente acredita, estão lá para o jogo. Não são mais sofisticados do que os idiotas que brigam em estádio.
E o debate é realmente o mais raso possível. O raso cumpre seu papel no jogo. Não dá para debater, por exemplo, com o metaleiro do Youtube, o discurso dele é irrefutável (aos olhos de seus seguidores, que é o que interessa para ele). No Antologia II do Asimov, ele cita um lider Democrata populista que tinha o discurso que se assemelhava a um determinado rio de lá, "... dois quilômetros de largura e 30 centímetros de profundidade." Esse tipo de coisa vem desde sempre. A diferença que hoje a situação fugiu da mão de alguns líderes com o dom da oratória e se disseminou para qualquer um.
Acho que os nomes grandes que você citou, já tinham o seu mercado aberto esperando por compradores. Mas acho também que os que estão "fazendo seu nome" agora são os que mais estragos estão produzindo.
Mas isso é tudo achismo. No fim das contas eu posso argumentar dois anos seguidos sobre o oportunismo desses infelizes, mas nunca vai ser suficiente para fazer seus seguidores verem eles pelo que são.
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Data da postagem: 02/01/2018, 05:19
Citação de: Muad'Dib em 02 de Janeiro de 2018, 08:19:45
Mas é nestes tipos que eu queria chegar. Joice e Reinaldo Azevedo são jornalistas, e jornalistas sempre fizeram isso. Não todos, é claro, mas sempre existiu a imprensa marrom e a imprensa vendida.
Os "Nando Mouras" é que são a novidade.
Olha, esse cara tem todo o discurso do segmento da direita conservadora norte-americana. Ponto por ponto, vírgula por vírgula. O que é um tanto estranho porque eu posso ter muita afinidade com alguém, mas até em um casamento não há marido e mulher que concordem em tudo um com outro. É como se ele não tivesse opinião própria, um papagaio repetindo um discurso pré-fabricado.
Veja, não é só em política, o que seria natural: ora, se ele é um conservador de direita é natural que ele concorde com discursos de outros conservadores de direita assim como um marxista tende a concordar com Marx. Mas os temas que ele aborda são todos da pauta de um determinado segmento muito bem incrustado no Partido Republicano americano. Entre eles sionistas, fundamentalistas cristãos, negacionistas climáticos... E entre os fundamentalistas cristãos americanos está surgindo uma vertente que faz pregação anti-ciência, que parece empenhado em desacreditar a Ciência perante o público leigo.
Bom, quem acompanha o Nando Moura já percebeu que o seu canal está se convertendo em um canal anti-Ciência, e até canais de terraplanistas ele cita e recomenda. E praticamente virou a segunda casa daquele Ricardo Felício, professor da USP vigarista que dá palestras com o tema da "conspiração do aquecimento global".
Mas eu creio que o buraco aí seja muito mais fundo e vá além de gente como o Nando Moura, mas isso eu vou desenvolver mais tarde. Por enquanto, como você citou o Dando Boura, eu coloco uma questão:
Pelo que pesquisei, o YT paga cerca de $3 por mil visualizações. É uma média. Ou seja, para faturar 3 mil dólares por mês ( o que seria uma boa grana ) seriam necessárias 1 milhão de visualizações mensais.
Raríssimos canais atingem isso. Logo, de uma maneira geral, um canal no YT não dá grana, mesmo pra alguém como o Nando. Então fica a dúvida sobre o quê realmente motiva certas pessoas a dispenderem tanto tempo e trabalho gravando e postando vídeos no Youtube.
Mas acredito que exista muito mais caroço nesse angu. Com mais tempo depois eu trarei mais informações sobre essa questão.
Fala, Pedro Reis...
Eu iria até mais além dessas figuras notáveis. Eu diria que muitos dos "polêmicos" do youtuber (aquele metaleiro conservador, por exemplo), facebook e twitter, realmente não acreditam no que pregam. Acho que são pessoas desesperadas por fama e dinheiro que encontram nas adeias absurdas um atalho para seus objetivos.
Mas é nestes tipos que eu queria chegar. Joice e Reinaldo Azevedo são jornalistas, e jornalistas sempre fizeram isso. Não todos, é claro, mas sempre existiu a imprensa marrom e a imprensa vendida.
Os "Nando Mouras" é que são a novidade.
Olha, esse cara tem todo o discurso do segmento da direita conservadora norte-americana. Ponto por ponto, vírgula por vírgula. O que é um tanto estranho porque eu posso ter muita afinidade com alguém, mas até em um casamento não há marido e mulher que concordem em tudo um com outro. É como se ele não tivesse opinião própria, um papagaio repetindo um discurso pré-fabricado.
Veja, não é só em política, o que seria natural: ora, se ele é um conservador de direita é natural que ele concorde com discursos de outros conservadores de direita assim como um marxista tende a concordar com Marx. Mas os temas que ele aborda são todos da pauta de um determinado segmento muito bem incrustado no Partido Republicano americano. Entre eles sionistas, fundamentalistas cristãos, negacionistas climáticos... E entre os fundamentalistas cristãos americanos está surgindo uma vertente que faz pregação anti-ciência, que parece empenhado em desacreditar a Ciência perante o público leigo.
Bom, quem acompanha o Nando Moura já percebeu que o seu canal está se convertendo em um canal anti-Ciência, e até canais de terraplanistas ele cita e recomenda. E praticamente virou a segunda casa daquele Ricardo Felício, professor da USP vigarista que dá palestras com o tema da "conspiração do aquecimento global".
Mas eu creio que o buraco aí seja muito mais fundo e vá além de gente como o Nando Moura, mas isso eu vou desenvolver mais tarde. Por enquanto, como você citou o Dando Boura, eu coloco uma questão:
Pelo que pesquisei, o YT paga cerca de $3 por mil visualizações. É uma média. Ou seja, para faturar 3 mil dólares por mês ( o que seria uma boa grana ) seriam necessárias 1 milhão de visualizações mensais.
Raríssimos canais atingem isso. Logo, de uma maneira geral, um canal no YT não dá grana, mesmo pra alguém como o Nando. Então fica a dúvida sobre o quê realmente motiva certas pessoas a dispenderem tanto tempo e trabalho gravando e postando vídeos no Youtube.
Mas acredito que exista muito mais caroço nesse angu. Com mais tempo depois eu trarei mais informações sobre essa questão.
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Data da postagem: 02/01/2018, 06:38

Citação de: Muad'Dib em 02 de Janeiro de 2018, 08:19:45
Mesmo que não fosse "achismo", isto é, ainda que as afirmações fossem sustentadas por várias evidências consistentes, a imensa maioria das pessoas que seguem estas 'iminências pardas' não mudariam as suas 'opiniões' porque o que as movem é uma espécie de mistura de fé e fanatismo.
[...]
Mas isso é tudo achismo. No fim das contas eu posso argumentar dois anos seguidos sobre o oportunismo desses infelizes, mas nunca vai ser suficiente para fazer seus seguidores verem eles pelo que são.
Mesmo que não fosse "achismo", isto é, ainda que as afirmações fossem sustentadas por várias evidências consistentes, a imensa maioria das pessoas que seguem estas 'iminências pardas' não mudariam as suas 'opiniões' porque o que as movem é uma espécie de mistura de fé e fanatismo.
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Data da postagem: 02/01/2018, 07:57