
Clube Cético
Perguntas sem-vergonha sobre física...
Autor: Buckaroo Banzai | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 177386 Comentários: 1796
Citação de: Gigaview em 26 de Dezembro de 2016, 22:41:43
Eu que nunca tinha ouvido falar de dia sideral já estava revendo meus conceitos.
Putz....a Terra é plana mesmo.
Eu que nunca tinha ouvido falar de dia sideral já estava revendo meus conceitos.
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Data da postagem: 26/12/2016, 21:13
Citação de: Lakatos em 26 de Dezembro de 2016, 21:35:08
Certo, então na verdade aquele cálculo que eu fiz é só uma aproximação, né?
E essa variação de velocidade não afeta a duração do dia sideral?
Não. É um pouco mais rápida quando a Terra está mais perto do Sol e um pouco mais lenta quando a Terra está mais longe.
Certo, então na verdade aquele cálculo que eu fiz é só uma aproximação, né?
E essa variação de velocidade não afeta a duração do dia sideral?
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Data da postagem: 26/12/2016, 21:16

Citação de: Pedro Reis em 27 de Dezembro de 2016, 00:16:21
Não dá uma diferença tão grande, porque a variação é muito pequena, já que a elipse da órbita terrestre é muito próxima de um círculo.
Imagine que haja um barbante esticado entre a Terra e o Sol, formando uma linha reta. Conforme a Terra faz o movimento de translação, esse barbante "varre" um determinada área do espaço. É essa área que é constante para tempos iguais. Quando a Terra está perto do Sol, ela "precisa" ir mais rápido para o barbante cobrir uma área grande. Quando está mais longe, mais devagar.
Na figura, a região azul seria essa área "varrida" pelo barbante. Na esquerda, o planeta está indo mais rápido para cobrir uma área igual à coberta na situação da direita. É a Segunda Lei de Kepler.

Mas, como mencionei, o fato de a órbita da Terra ser praticamente um círculo faz com que essa variação de velocidade seja muito pequena.
Citação de: Lakatos em 26 de Dezembro de 2016, 21:35:08
Não. É um pouco mais rápida quando a Terra está mais perto do Sol e um pouco mais lenta quando a Terra está mais longe.
Certo, então na verdade aquele cálculo que eu fiz é só uma aproximação, né?
E essa variação de velocidade não afeta a duração do dia sideral?
Não dá uma diferença tão grande, porque a variação é muito pequena, já que a elipse da órbita terrestre é muito próxima de um círculo.
Imagine que haja um barbante esticado entre a Terra e o Sol, formando uma linha reta. Conforme a Terra faz o movimento de translação, esse barbante "varre" um determinada área do espaço. É essa área que é constante para tempos iguais. Quando a Terra está perto do Sol, ela "precisa" ir mais rápido para o barbante cobrir uma área grande. Quando está mais longe, mais devagar.
Na figura, a região azul seria essa área "varrida" pelo barbante. Na esquerda, o planeta está indo mais rápido para cobrir uma área igual à coberta na situação da direita. É a Segunda Lei de Kepler.
Mas, como mencionei, o fato de a órbita da Terra ser praticamente um círculo faz com que essa variação de velocidade seja muito pequena.
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Data da postagem: 26/12/2016, 21:52
Citação de: Lakatos em 27 de Dezembro de 2016, 00:52:24
Mas acho que tem que levar em consideração.
Segundo a Wiki o ano tem 365 dias, 5 horas, 48 min e 48 seg. Isso dá 365,24222222 dias.
A metade do caminho dessa órbita seria em 182,6211111 dias.
Então a Terra, depois de completar um dia sideral ( uma volta completa tendo o plano da órbita como referencial ) ainda leva 3 min. e 56 seg para completar um dia solar. Ou 0,065555555 horas. Aí ela fica na mesma posição em relação ao sol que estava 24 horas antes, e o relógio de pulso está sincronizado com o relógio solar.
Mas considerando isso constante e a órbita circular, na metade da órbita, 180° depois, para o relógio de sol ficar sincronizado com o de pulso, ela teria que avançar 12 horas.
Quer dizer 0,065555555 horas/dia x 182,6211111 dias teria que dar 12 horas.
Mas, salvo erro, isso dá 11,97182838 horas. Depois de meio ano o relógio de sol estaria atrasado 1 min. e 41 seg. em relação ao relógio de pulso.
Esse erro pode estar em não considerar estas leis de movimento e nem a órbita elíptica.
Ou talvez porque a Terra seja o centro do universo com o sol girando em sua órbita. Vai saber...
Retificação: Ops! Não, na verdade é um erro de lógica. Porque o tempo da translação não é um múltiplo exato do tempo da rotação, então de qualquer forma não teria que coincidir exatamente mesmo. Mas a cada 24 h os dois relógios ficam certinhos nessa conta (ou melhor, estão sempre certos). Isso se a duração do dia sideral não variar.
Mas, como mencionei, o fato de a órbita da Terra ser praticamente um círculo faz com que essa variação de velocidade seja muito pequena.
Mas acho que tem que levar em consideração.
Segundo a Wiki o ano tem 365 dias, 5 horas, 48 min e 48 seg. Isso dá 365,24222222 dias.
A metade do caminho dessa órbita seria em 182,6211111 dias.
Então a Terra, depois de completar um dia sideral ( uma volta completa tendo o plano da órbita como referencial ) ainda leva 3 min. e 56 seg para completar um dia solar. Ou 0,065555555 horas. Aí ela fica na mesma posição em relação ao sol que estava 24 horas antes, e o relógio de pulso está sincronizado com o relógio solar.
Mas considerando isso constante e a órbita circular, na metade da órbita, 180° depois, para o relógio de sol ficar sincronizado com o de pulso, ela teria que avançar 12 horas.
Quer dizer 0,065555555 horas/dia x 182,6211111 dias teria que dar 12 horas.
Mas, salvo erro, isso dá 11,97182838 horas. Depois de meio ano o relógio de sol estaria atrasado 1 min. e 41 seg. em relação ao relógio de pulso.
Esse erro pode estar em não considerar estas leis de movimento e nem a órbita elíptica.
Ou talvez porque a Terra seja o centro do universo com o sol girando em sua órbita. Vai saber...
Retificação: Ops! Não, na verdade é um erro de lógica. Porque o tempo da translação não é um múltiplo exato do tempo da rotação, então de qualquer forma não teria que coincidir exatamente mesmo. Mas a cada 24 h os dois relógios ficam certinhos nessa conta (ou melhor, estão sempre certos). Isso se a duração do dia sideral não variar.
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Data da postagem: 27/12/2016, 07:06

Agora entendo porque a 2a. lei de Kepler nunca funciona para a "órbita" de Mercúrio.
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Data da postagem: 27/12/2016, 15:56

A translação leva aproximadamente 365 dias e 6 horas, por isso a cada 4 anos é necessário acrescentar um dia a mais no calendário (ano bissexto).
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Data da postagem: 27/12/2016, 16:52
Então a gente está adiantando o calendário em mais ou menos 11 minutos a cada ano bissexto.
São 275 minutos a cada século. Isso vindo desde o Papa Gregório já estamos quase entrando no dia errado. 1° de janeiro já é quase 31 de dezembro, na verdade. Não é isso?
Tô começando a achar que tô começando a entender isso. Não é muito problemático sincronizar o relógio astronômico com o tempo convencionado de 24 h, só levando em consideração pequenas variações na duração do dia sideral segundo o esquema de Kepler, mas que talvez mais ou menos se anulem em uma média anual.
Mas não dá pra sincronizar com o calendário, nem acrescentando anos bissextos. Vai chegar em um momento em que as pessoas estarão no dia errado do calendário.
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Não! É pior, a cada bissexto adiantam o calendário em quase 45 minutos. Então já estamos no dia errado, a menos que já tenha havido alguma correção.
São 275 minutos a cada século. Isso vindo desde o Papa Gregório já estamos quase entrando no dia errado. 1° de janeiro já é quase 31 de dezembro, na verdade. Não é isso?
Tô começando a achar que tô começando a entender isso. Não é muito problemático sincronizar o relógio astronômico com o tempo convencionado de 24 h, só levando em consideração pequenas variações na duração do dia sideral segundo o esquema de Kepler, mas que talvez mais ou menos se anulem em uma média anual.
Mas não dá pra sincronizar com o calendário, nem acrescentando anos bissextos. Vai chegar em um momento em que as pessoas estarão no dia errado do calendário.
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Não! É pior, a cada bissexto adiantam o calendário em quase 45 minutos. Então já estamos no dia errado, a menos que já tenha havido alguma correção.
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Data da postagem: 27/12/2016, 17:50

Acho legal e admirável essa atitude do Pedro de fazer contas para achar e entender essas diferenças da mecânica celeste. Parabéns!!! Kepler, Galileu e Newton fizeram esses mesmos questionamentos e alguns deles ficaram sem resposta até Einstein. Mais um pouco o Pedro chega numa solução para o problema dos 3 corpos. Espero....
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Data da postagem: 27/12/2016, 17:57
Citação de: Gigaview em 27 de Dezembro de 2016, 20:57:01
Vai que eu encontro algum erro...
Acho legal e admirável essa atitude do Pedro de fazer contas para achar e entender essas diferenças da mecânica celeste. Parabéns!!! Kepler, Galileu e Newton fizeram esses mesmos questionamentos e alguns deles ficaram sem resposta até Einstein. Mais um pouco o Pedro chega numa solução para o problema dos 3 corpos. Espero....
Vai que eu encontro algum erro...
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Data da postagem: 27/12/2016, 17:59

Citação de: Pedro Reis em 27 de Dezembro de 2016, 20:50:31
A cada 100 anos um ano que seria bissexto é normal, também para compensar essas diferenças mínimas. E a cada 400, um ano que não seria bissexto por causa dessa regra, na verdade é. Mas nenhum calendário consegue compatibilizar completamente essas diferenças. A ideia é que elas sejam tão mínimas que só necessitem de alguma correção (acrescentar ou remover um dia do calendário "por decreto") a cada milhares de anos, e o calendário gregoriano cumpre bem isso.
Então a gente está adiantando o calendário em mais ou menos 11 minutos a cada ano bissexto.
São 275 minutos a cada século. Isso vindo desde o Papa Gregório já estamos quase entrando no dia errado. 1° de janeiro já é quase 31 de dezembro, na verdade. Não é isso?
Tô começando a achar que tô começando a entender isso. Não é muito problemático sincronizar o relógio astronômico com o tempo convencionado de 24 h, só levando em consideração pequenas variações na duração do dia sideral segundo o esquema de Kepler, mas que talvez mais ou menos se anulem em uma média anual.
Mas não dá pra sincronizar com o calendário, nem acrescentando anos bissextos. Vai chegar em um momento em que as pessoas estarão no dia errado do calendário.
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Não! É pior, a cada bissexto adiantam o calendário em quase 45 minutos. Então já estamos no dia errado, a menos que já tenha havido alguma correção.
A cada 100 anos um ano que seria bissexto é normal, também para compensar essas diferenças mínimas. E a cada 400, um ano que não seria bissexto por causa dessa regra, na verdade é. Mas nenhum calendário consegue compatibilizar completamente essas diferenças. A ideia é que elas sejam tão mínimas que só necessitem de alguma correção (acrescentar ou remover um dia do calendário "por decreto") a cada milhares de anos, e o calendário gregoriano cumpre bem isso.
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Data da postagem: 27/12/2016, 18:12