
Clube Cético
Refutando Kentaro
Autor: Tupac | Categoria: Ceticismo | Exibições: 15064 Comentários: 123

Ao cientista - boa tarde:
Apresento-lhe aqui uma história da matemática, que eu pesquei no You tube:
...
Capítulo 1, em seis episódios.
1 -
2 -
3 -
4 -
5 -
6 -
........................................................... .....
A História da Matemática:
capítulo 2 - O Gênio do Oriente 1/6
........................................................... ...................
1 -
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4 -
5 -
6 -
......................................................
artur
Apresento-lhe aqui uma história da matemática, que eu pesquei no You tube:
...
Capítulo 1, em seis episódios.
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A História da Matemática:
capítulo 2 - O Gênio do Oriente 1/6
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Data da postagem: 04/10/2011, 11:45
Ola Cientista,
Apenas para relembrar o texto que coloquei, no passado :
NATURE.COM, 14-02-2007
QUANTUM MECHANICS: THE TRUTH ABOUT REALITY
Gregor Weihs
As esperanças de manter a mecânica quântica 'real' foram varridas por
novas medidas do comportamento quântico de nêutrons. Ao contrário do
que nossas sensibilidades clássicas pedem, o mundo é fundamentalmente
aleatório.
Albert Einstein estava convicto de que "deus não joga dados"; em
outras palavras, ele não poderia aceitar a teoria quântica, com sua
aleatoriedade inerente, como uma descrição fundamental do mundo.
Desenvolvendo o tema em um tabalho posterior com Boris Podolsky e
Nathan Rosen, deu a entender que ele acreditava em uma camada mais
básica de verdade subjacente à mecânica quântica. Isso deveria ser
expresso em 'variáveis ocultas' que reconciliariam a validade
puramente estatística das medidas quânticas com a visão de mundo
clássica e determinista. Em um artigo na Physical Review Letters, Yuji
Hasegawa et al. (2006) dão um novo golpe a esses esforços já
cambaleantes de injetar algum realismo na física quântica.
Dois teoremas desenvolvidos na década de 1960 impuseram sérias
limitações às tentativas de completar a física quântica como Einstein
queria. Na primeira, John Bell demonstrou que as teorias de variáveis
locais, que não permitem nenhuma influência remota, não poderia
explicar certas observações quânticas. Na segunda, Simon Kochen e
Ernst Specker provaram independentemente que as variáveis ocultas mais
gerais, chamadas não-contextuais, também não eram viáveis. Muitos
experimentos desde então têm usado o teorema de Bell para invalidar
variáveis ocultas locais. Muito menos trabalhos foram feitos no
teorema Kochen–Specker, especialmente para outras partículas além dos
fótons.
Nêutrons são cobaias convenientes para esse tipo de experimentos
delicados necessários para investigar esses aspectos da física
quântica: acima de tudo, eles não possuem carga, o que torna mais
fácil de se observar os efeitos envolvidos. O princialmente deles são
os efeitos de spin, a propriedade da partícula que a faz tender a se
alinhar a um campo magnético. A física quântica nos diz que o spin é
quantizado: se ele for medido ao longo de uma dada direção, ele irá
apontar para um sentido ou para outro, mas nunca em uma direção
intermediária. Além disso, se o spin for medido na direção vertical
(z) e for para cima, uma medição subseqüente na direção horizontal (x)
dará, aleatoriamente, para a direita ou para a esquerda. De modo
simlar, se x for medido antes, o valor de z será aleatório.
Esse tipo de aleatoriedade que não era do gosto de físicos como
Einstein. Variáveis ocultas deveriam permitir que os resultados das
medidas de z e de x pudessem ser determinadas simultaneamente. Em
total contraste, a física quântica simplesmente diz que os componentes
z e x do spin não podem ser quantificados ao mesmo tempo. É, na
verdade, uma questão de princípio que ambas as medidas exijam
experimentos diferentes.
Outras características, como a posição do nêutron, podem ser medidas
ao mesmo tempo que o spin. Os procedimentos para medir a posição e o
spin não se interferem mutuamente e as medidas são ditas compatíveis.
Assim é natural querer que qualquer variável oculta introduzida para
explicar as medidas dos componentes do spin também expliquem os
resultados das medidas simultâneas do spin e da posição: o valor
governado pela variável oculta do spin não deve depender de uma medida
específica da posição e vice versa. Essa condição é chamada de
não-contextualidade: que o resultado gerado por qualquer variável
oculta não deve diferir segundo qualquer outra medida compatível
realizada ao mesmo tempo.
Mas parece que, como sempre, a teoria quântica quer ter a última
palavra: ela obstinadamente recusa a admitir variáveis ocultas mesmo
nessas condições aparentemente inocentes. Acontece que os nêutrons
podem ser preparados de tal modo que as medidas de spin e de posição,
embora ainda nominalmente independentes, sejam tão fortemente
correlacionadas que as variáveis ocultas não-contextuais não são
capazes de explicá-las. Sem surpresas para os que conhecem as
esquisitices quânticas, o emaranhamento - o holismo misterioso no qual
o estado de um objeto quântico é ligado ao estado de um segundo objeto
separado - é a chave para esse truque.
O fato de que variáveis ocultas não-contextuais não conseguem explicar
a correlação spin-posição de nêutrons emaranhados é uma variante do
teorema Kochen–Specker. Por muito tempo, pensou-se que fosse
intestável porque, em sua forma original, requeria medições
infinitamente precisas. Com um tratamento estatístico, no entanto, uma
inequação pode ser derivada que restringe as predições para os
resultados das medições feitas por qualquer modelo de variáveis
ocultas não-contextuais.
Com essa teoria à mão, Hasegawa et al. passaram um feixe de nêutrons
através de um inferômetro especialmente projetado que dividia os
nêutrons que chegavam em dois feixes com estados opostos de spin. O
caminho que um nêutron em particular toma se torna emaranhado com seu
spin. Os caminhos são recombinados após o nêutro passar por um
alterador de fase (induzindo a um lapso variável) e o nêutron deixa o
interferômetro atravpes de um de duas portas de saída, dependendo da
alteração de fase. O resultado final é que se pode medir a posição do
nêutron - a porta pelo qual ele sai - bem como seu spin ao longo de
uma de duas direções ortogonais.
As medições da porta de saída para duas alterações de fase seguem a
mesma regra das medições do spin z e x. Não se pode medir ambos
simultaneamente, a segunda medida irá mostrar aleatoriamente o nêutron
em um das duas portas. Por analogia, podemos chamar de medições de
porta z e x.
Hasegawa e seus colaboradores fizeram medições de z e x tanto dos
spins como da porta de saída dos nêutros à medida que saíam do
interferômetro. Sem grandes surpresas, eles demonstraram de modo
convincente que as correlações entre as medidas são mais fortes que
qualquer coisa permitida pela inequação teórica para modelos
envolvendo variáveis ocultas não-contextuais. Em resumo, as medidas de
spin fixam os valores de spin das variáveis ocultas e as medições de
porta fixam os valors de porta. Isso não deixa nenhum espaço para
manobra. Mas, para as variáveis ocultas se tornarem compatíveis com os
resultados das medições conjuntas, é preciso apenas mais latitude.
Mesmo que experimentos desse tipo sejam muito difíceis — o feixe de
nêutrons de Hasegawa e colaboradores é tão débil quanto a luz de uma
velo vista a 16 quilômetros de distância — os dados são incrivelmente
claros e não deixam nada para interpretar. Assim, a menos que se
permita a existência de variáveis ocultas contextuais com influências
mútuas muito estranhas, é preciso abandoná-las — e, por extensão, o
'realismo' na física quântica - todas. Sabia-se disso para os fótons,
mas a corroboração em um sistema distinto deve ajudar a convencer os
céticos, bem como assegurar isso para o resto de nós.
Em um tempo em que o processamento de informações quânticas está se
tornando um campo estabelecido na física e na ciência da computação, é
importante testar os fundamentos da teoria subjacente. Pode parecer
estranho, dado que os últimos 100 anos mostraram que a teoria quântica
é muito boa em perdizer os resultados de experimentos. Mas se se
concorda com Einstein, então não importa quão prática uma teoria seja:
ela pode não ser suficientemente real. (t)
http://www.nature.com/nature/journal/v445/n7129/full/445723a.html
Abs
Felipe
Apenas para relembrar o texto que coloquei, no passado :
NATURE.COM, 14-02-2007
QUANTUM MECHANICS: THE TRUTH ABOUT REALITY
Gregor Weihs
As esperanças de manter a mecânica quântica 'real' foram varridas por
novas medidas do comportamento quântico de nêutrons. Ao contrário do
que nossas sensibilidades clássicas pedem, o mundo é fundamentalmente
aleatório.
Albert Einstein estava convicto de que "deus não joga dados"; em
outras palavras, ele não poderia aceitar a teoria quântica, com sua
aleatoriedade inerente, como uma descrição fundamental do mundo.
Desenvolvendo o tema em um tabalho posterior com Boris Podolsky e
Nathan Rosen, deu a entender que ele acreditava em uma camada mais
básica de verdade subjacente à mecânica quântica. Isso deveria ser
expresso em 'variáveis ocultas' que reconciliariam a validade
puramente estatística das medidas quânticas com a visão de mundo
clássica e determinista. Em um artigo na Physical Review Letters, Yuji
Hasegawa et al. (2006) dão um novo golpe a esses esforços já
cambaleantes de injetar algum realismo na física quântica.
Dois teoremas desenvolvidos na década de 1960 impuseram sérias
limitações às tentativas de completar a física quântica como Einstein
queria. Na primeira, John Bell demonstrou que as teorias de variáveis
locais, que não permitem nenhuma influência remota, não poderia
explicar certas observações quânticas. Na segunda, Simon Kochen e
Ernst Specker provaram independentemente que as variáveis ocultas mais
gerais, chamadas não-contextuais, também não eram viáveis. Muitos
experimentos desde então têm usado o teorema de Bell para invalidar
variáveis ocultas locais. Muito menos trabalhos foram feitos no
teorema Kochen–Specker, especialmente para outras partículas além dos
fótons.
Nêutrons são cobaias convenientes para esse tipo de experimentos
delicados necessários para investigar esses aspectos da física
quântica: acima de tudo, eles não possuem carga, o que torna mais
fácil de se observar os efeitos envolvidos. O princialmente deles são
os efeitos de spin, a propriedade da partícula que a faz tender a se
alinhar a um campo magnético. A física quântica nos diz que o spin é
quantizado: se ele for medido ao longo de uma dada direção, ele irá
apontar para um sentido ou para outro, mas nunca em uma direção
intermediária. Além disso, se o spin for medido na direção vertical
(z) e for para cima, uma medição subseqüente na direção horizontal (x)
dará, aleatoriamente, para a direita ou para a esquerda. De modo
simlar, se x for medido antes, o valor de z será aleatório.
Esse tipo de aleatoriedade que não era do gosto de físicos como
Einstein. Variáveis ocultas deveriam permitir que os resultados das
medidas de z e de x pudessem ser determinadas simultaneamente. Em
total contraste, a física quântica simplesmente diz que os componentes
z e x do spin não podem ser quantificados ao mesmo tempo. É, na
verdade, uma questão de princípio que ambas as medidas exijam
experimentos diferentes.
Outras características, como a posição do nêutron, podem ser medidas
ao mesmo tempo que o spin. Os procedimentos para medir a posição e o
spin não se interferem mutuamente e as medidas são ditas compatíveis.
Assim é natural querer que qualquer variável oculta introduzida para
explicar as medidas dos componentes do spin também expliquem os
resultados das medidas simultâneas do spin e da posição: o valor
governado pela variável oculta do spin não deve depender de uma medida
específica da posição e vice versa. Essa condição é chamada de
não-contextualidade: que o resultado gerado por qualquer variável
oculta não deve diferir segundo qualquer outra medida compatível
realizada ao mesmo tempo.
Mas parece que, como sempre, a teoria quântica quer ter a última
palavra: ela obstinadamente recusa a admitir variáveis ocultas mesmo
nessas condições aparentemente inocentes. Acontece que os nêutrons
podem ser preparados de tal modo que as medidas de spin e de posição,
embora ainda nominalmente independentes, sejam tão fortemente
correlacionadas que as variáveis ocultas não-contextuais não são
capazes de explicá-las. Sem surpresas para os que conhecem as
esquisitices quânticas, o emaranhamento - o holismo misterioso no qual
o estado de um objeto quântico é ligado ao estado de um segundo objeto
separado - é a chave para esse truque.
O fato de que variáveis ocultas não-contextuais não conseguem explicar
a correlação spin-posição de nêutrons emaranhados é uma variante do
teorema Kochen–Specker. Por muito tempo, pensou-se que fosse
intestável porque, em sua forma original, requeria medições
infinitamente precisas. Com um tratamento estatístico, no entanto, uma
inequação pode ser derivada que restringe as predições para os
resultados das medições feitas por qualquer modelo de variáveis
ocultas não-contextuais.
Com essa teoria à mão, Hasegawa et al. passaram um feixe de nêutrons
através de um inferômetro especialmente projetado que dividia os
nêutrons que chegavam em dois feixes com estados opostos de spin. O
caminho que um nêutron em particular toma se torna emaranhado com seu
spin. Os caminhos são recombinados após o nêutro passar por um
alterador de fase (induzindo a um lapso variável) e o nêutron deixa o
interferômetro atravpes de um de duas portas de saída, dependendo da
alteração de fase. O resultado final é que se pode medir a posição do
nêutron - a porta pelo qual ele sai - bem como seu spin ao longo de
uma de duas direções ortogonais.
As medições da porta de saída para duas alterações de fase seguem a
mesma regra das medições do spin z e x. Não se pode medir ambos
simultaneamente, a segunda medida irá mostrar aleatoriamente o nêutron
em um das duas portas. Por analogia, podemos chamar de medições de
porta z e x.
Hasegawa e seus colaboradores fizeram medições de z e x tanto dos
spins como da porta de saída dos nêutros à medida que saíam do
interferômetro. Sem grandes surpresas, eles demonstraram de modo
convincente que as correlações entre as medidas são mais fortes que
qualquer coisa permitida pela inequação teórica para modelos
envolvendo variáveis ocultas não-contextuais. Em resumo, as medidas de
spin fixam os valores de spin das variáveis ocultas e as medições de
porta fixam os valors de porta. Isso não deixa nenhum espaço para
manobra. Mas, para as variáveis ocultas se tornarem compatíveis com os
resultados das medições conjuntas, é preciso apenas mais latitude.
Mesmo que experimentos desse tipo sejam muito difíceis — o feixe de
nêutrons de Hasegawa e colaboradores é tão débil quanto a luz de uma
velo vista a 16 quilômetros de distância — os dados são incrivelmente
claros e não deixam nada para interpretar. Assim, a menos que se
permita a existência de variáveis ocultas contextuais com influências
mútuas muito estranhas, é preciso abandoná-las — e, por extensão, o
'realismo' na física quântica - todas. Sabia-se disso para os fótons,
mas a corroboração em um sistema distinto deve ajudar a convencer os
céticos, bem como assegurar isso para o resto de nós.
Em um tempo em que o processamento de informações quânticas está se
tornando um campo estabelecido na física e na ciência da computação, é
importante testar os fundamentos da teoria subjacente. Pode parecer
estranho, dado que os últimos 100 anos mostraram que a teoria quântica
é muito boa em perdizer os resultados de experimentos. Mas se se
concorda com Einstein, então não importa quão prática uma teoria seja:
ela pode não ser suficientemente real. (t)
http://www.nature.com/nature/journal/v445/n7129/full/445723a.html
Abs
Felipe
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Data da postagem: 04/10/2011, 12:36

Lusa, porque o budismo é uma "ciência mental"? Afinal de contas, que p%&&a é essa?
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Data da postagem: 04/10/2011, 13:31

Gigaview - escreveu:
Citar
Embora simpatize com o budismo, não sou budista... Portanto, não sei.
Karme Thegsum Tcholing é um Centro de Budismo Tibetano, Vajrayana, da escola Karma Kagyu, afiliado a Karma Triyana Dharmachakra, sede para a América do Norte do 17º Gyalwang Karmapa OGYEN DRODÜL TRINLE DODJE.
É dirigido pelo Lama Karma Tartchin, único brasileiro a completar o tradicional retiro de 3 anos na escola Karma Kagyu e dos poucos autorizados a dar refúgio, iniciações, transmissões e ensinamentos tântricos aqui no Brasil.
Texto para o Grupo de Estudos, do livro O despertar do Buda adormecido, de Tai Situ Rinpoche, retirado da Internete.
Ciência da mente:
A ciência aparece nos sutras e nos tantras. O ensinamento do Buda, como um todo, é um ensinamento científico. É bem organizado e sistemático, e não limitado apenas ao tantra. No tantra, contudo, existe uma ênfase específica e um nível de detalhamento que esclarecem muito os assuntos examinados. Por este motivo, a expressão ciência tântrica é um título apropriado.
Ciência, em um sentido budista, significa que os princípios são expostos com clareza, com explicações detalhadas para esclarecer quaisquer questões que possam ser feitas. Nada é para ser aceito pela fé. Existe uma válida e completa conexão com a realidade, e sua verdade pode ser testada. O Buda ensinou por mais de 45 anos após sua iluminação, e cada um de seus ensinamentos é científico.
A ciência da mente é o assunto principal de que trata o budismo. O vinaya, sutras e tantras, são dedicados à ciência mental em muitas formas. A ciência mental diz respeito ao conhecimento da mente, o manejo da mente e o melhoramento da condição mental para atingir ao potencial último da mente. A aplicação da ciência mental começa em qualquer situação que a vida nos ofereça.
A vida com todas as suas condições fornece o solo fértil, porque as causas e condições de uma vida são exclusivas a uma mente que já habitou muitos diferentes corpos. É uma mente em desenvolvimento, e a vida atual representa seu nível de desenvolvimento.
O que está acontecendo a cada um de nós neste exato momento tem tudo a ver com todas as vidas passadas que tivemos como seres humanos, pássaros, gatos, cachorros, peixes ou sapos, ou em outros reinos além do reino humano e animal.
Tivemos milhões de vidas passadas, e o resultado delas está aqui, em nós mesmos, neste momento. Todas as causas e condições para tudo que nos acontece vêm desta mesma mente e seu carma acumulado. Este carma amadurece em diferentes corpos, não necessariamente no mesmo corpo ou reino. Podemos estar certos de que onde quer que formos nascer, nosso carma individual estará lá, como um corpo e sua sombra.
O cerne destas causas mentais, condições e resultados é a dualidade. Gostos e desgostos vêm da dualidade e se tornam apego e agressão, desejo e raiva. Isto origina o ciúme e o orgulho, a esperança e o medo.
O Buda, especialmente no abidharma, analisou todos os padrões de pensamento e facetas da mente. Ele descreveu os cinqüenta e um padrões principais de pensamento, que se combinam para formar um número muito maior. Também ensinou métodos de corrigir desequilíbrios e negatividade. Um destes métodos, já discutido, é a meditação.
Até ocorrer a iluminação, tudo é um processo que leva a ela. Processos mentais influenciam a situação física. É muito claro que conforto e desconforto, apego e raiva, gostos e desgostos, estão na mente. Alguma coisa de que você gosta muito agora pode entediá-lo amanhã. Você pode mesmo chegar a odiar esta coisa. Nada mudou, apenas sua atitude em relação a ela.
Alguma outra pessoa pode gostar do que você desgosta. Estes são padrões psicológicos que influenciam a realidade. São todos parte do processo. Este processo leva à iluminação através da liberação de mais e mais da natureza inerentemente iluminada. Esta é a finalidade e o resultado final de ciência tântrica.
Etc.
artur
Citar
Lusa: porque o budismo é uma "ciência mental"? Afinal de contas, que p%&&a é essa?
Embora simpatize com o budismo, não sou budista... Portanto, não sei.
Karme Thegsum Tcholing é um Centro de Budismo Tibetano, Vajrayana, da escola Karma Kagyu, afiliado a Karma Triyana Dharmachakra, sede para a América do Norte do 17º Gyalwang Karmapa OGYEN DRODÜL TRINLE DODJE.
É dirigido pelo Lama Karma Tartchin, único brasileiro a completar o tradicional retiro de 3 anos na escola Karma Kagyu e dos poucos autorizados a dar refúgio, iniciações, transmissões e ensinamentos tântricos aqui no Brasil.
Texto para o Grupo de Estudos, do livro O despertar do Buda adormecido, de Tai Situ Rinpoche, retirado da Internete.
Ciência da mente:
A ciência aparece nos sutras e nos tantras. O ensinamento do Buda, como um todo, é um ensinamento científico. É bem organizado e sistemático, e não limitado apenas ao tantra. No tantra, contudo, existe uma ênfase específica e um nível de detalhamento que esclarecem muito os assuntos examinados. Por este motivo, a expressão ciência tântrica é um título apropriado.
Ciência, em um sentido budista, significa que os princípios são expostos com clareza, com explicações detalhadas para esclarecer quaisquer questões que possam ser feitas. Nada é para ser aceito pela fé. Existe uma válida e completa conexão com a realidade, e sua verdade pode ser testada. O Buda ensinou por mais de 45 anos após sua iluminação, e cada um de seus ensinamentos é científico.
A ciência da mente é o assunto principal de que trata o budismo. O vinaya, sutras e tantras, são dedicados à ciência mental em muitas formas. A ciência mental diz respeito ao conhecimento da mente, o manejo da mente e o melhoramento da condição mental para atingir ao potencial último da mente. A aplicação da ciência mental começa em qualquer situação que a vida nos ofereça.
A vida com todas as suas condições fornece o solo fértil, porque as causas e condições de uma vida são exclusivas a uma mente que já habitou muitos diferentes corpos. É uma mente em desenvolvimento, e a vida atual representa seu nível de desenvolvimento.
O que está acontecendo a cada um de nós neste exato momento tem tudo a ver com todas as vidas passadas que tivemos como seres humanos, pássaros, gatos, cachorros, peixes ou sapos, ou em outros reinos além do reino humano e animal.
Tivemos milhões de vidas passadas, e o resultado delas está aqui, em nós mesmos, neste momento. Todas as causas e condições para tudo que nos acontece vêm desta mesma mente e seu carma acumulado. Este carma amadurece em diferentes corpos, não necessariamente no mesmo corpo ou reino. Podemos estar certos de que onde quer que formos nascer, nosso carma individual estará lá, como um corpo e sua sombra.
O cerne destas causas mentais, condições e resultados é a dualidade. Gostos e desgostos vêm da dualidade e se tornam apego e agressão, desejo e raiva. Isto origina o ciúme e o orgulho, a esperança e o medo.
O Buda, especialmente no abidharma, analisou todos os padrões de pensamento e facetas da mente. Ele descreveu os cinqüenta e um padrões principais de pensamento, que se combinam para formar um número muito maior. Também ensinou métodos de corrigir desequilíbrios e negatividade. Um destes métodos, já discutido, é a meditação.
Até ocorrer a iluminação, tudo é um processo que leva a ela. Processos mentais influenciam a situação física. É muito claro que conforto e desconforto, apego e raiva, gostos e desgostos, estão na mente. Alguma coisa de que você gosta muito agora pode entediá-lo amanhã. Você pode mesmo chegar a odiar esta coisa. Nada mudou, apenas sua atitude em relação a ela.
Alguma outra pessoa pode gostar do que você desgosta. Estes são padrões psicológicos que influenciam a realidade. São todos parte do processo. Este processo leva à iluminação através da liberação de mais e mais da natureza inerentemente iluminada. Esta é a finalidade e o resultado final de ciência tântrica.
Etc.
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Data da postagem: 04/10/2011, 16:33

Lusa, por que você citou "ciência mental" na sua resposta se você não tem a menor idéia do que isso significa? E porque tentar relacionar essa ciência mental com ciência da mente? Isso tem cara e cheiro de bullshit. Concorda?
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Data da postagem: 04/10/2011, 17:54

Citação de: lusitano em 04 de Outubro de 2011, 08:15:16
Caro lusitano, o Sherlock Holmes é um ente fictício. Não é adequado a comparações com seres "reais", ainda que ilusórios. Todas as circunstâncias de suas estórias são criadas e resolvidas pelo mesmo autor. Um Sherlock Holmes no mundo real é só mais um humano no mundo real.
O que eu sempre sugiro é que se pare de fazer comparações para ver quem tem a caceta maior e que a concentração seja feita nos problemas. Deixe que qualquer sensação de arrogância seja problema do arrogante ou a incomodação com a arrogância alheia será a sua própria arrogância. Uso isto como técnica seletiva.
Citação de: lusitano em 04 de Outubro de 2011, 08:15:16
Não não não, de modo algum! Matemática é uma linguagem bastante simplificada e objetiva oferecendo grande flexibilidade e dinamismo no tratamento representativo da realidade. Ela surge, justamente, como uma tentativa de eliminação da excessiva exornação da linguagem que a precede, criando-se um tipo de mnemonismo mínimo, com correspondências estritas a objetos e processos da realidade.
Ocorre que, se esse mesmo floreamento for reintroduzido na linguagem matemática, corre-se o risco das semantizações degeneradas. Nada mais arriscado, cientificamente, do que quando um indivíduo começa a construir uma semantização matemática enquanto acredita que ela é uma linguagem com uma essência especial em relação a qualquer outra. Esse indivíduo começa a "falar matematiquês", a "pensar em matematiquês" e acredita que, falando nessa língua, pode entender e expressar a realidade melhor do que seria possível com qualquer outra linguagem. Matemática tem uma estrutura lógica silogística. Compõe-se de premissas, deduções e todas as estruturas típicas de qualquer linguagem. E pode tornar-se filosófica SE degenerada, *como pode ocorrer com toda e qualquer linguagem, sem exceção*.
Von Neumann abordou essa questão num texto brilhante que eu te apresentei certa vez, lembra? Quando ela fala do risco da matemática quando se torna barroca? Ele tinha uma visão privilegiada disso porque era um gênio da linguagem.
Citação de: lusitano em 04 de Outubro de 2011, 08:15:16
Não falo mal d"a" filosofia porque "ela" não é alguém ou mesmo alguma coisa com valores julgáveis; falo mal é dos filósofos. Esses são entes reais; filosofia, não.
Á sua afirmação leva a qeustçao : mas não só acontecemos, pq existimos ?
Minha afirmação é muito clara -- NÓS NÃO EXISTIMOS (falo da ilusória suposta existência consciente como já deixei também claro inúmeras vezes e não da estrita existência puramente física e deterministicamente funcional).
Só a sua ilusão arraigada te "permite" enxergar azo nisso para tal desdobramento. Você deveria dizer "mas eu pergunto..." e não que "minha afirmação leva à questão..." o que sugere uma indução automática a partir da mesma.
MINHA afirmação é MINHA afirmação; SUA pergunta é SUA pergunta e ela não existe para mim.
Toda filosofação é tautológica porque a única consistência que tem (quando tem) é interna. Só se comprova filosofia recorrendo à própria filosofia. É a dança do minueto. NÃO, o "eu" (qualquer um -- "nós") NÃO existe; só acontece. E termina aí. O que passar disso é filosofia.
Aprecie e delicie-se com o que vou dizer-lhe: um budista, aprovaria o que você diz.
No entanto - determinados "ateus" - admitem que o budismo é uma filosofia doutrinária; outros concordam que ela é uma "ciência mental" e outros mais, afirmam que se trata d'uma religião mais ou menos "ateia"

artur
Não faço a menor ideia do que um budista aprovaria e, não se ressinta, mas tenho interesse ainda menor que a ideia em saber. Procuro não me contaminar com essas coisas. E não preciso fazer esforço. Muitos cultuadores dessas coisas sempre se esforçaram por me contaminar com elas em vão.
De qualquer forma, não vejo porque isso seria motivo de deleite para mim.
Cientista - escreveu:
CitarEu, por meu turno, não "resolvi" "problema" algum. Lembra do que eu disse? Eu vi o problema exatamente como ele é. De fato, para mim, não havia problema algum. E, claro, eu não utilizei qualquer ferramenta matemática formal até porque, jovem demais, não tinha estudado nada sobre análise combinatória e probabilidades. Como eu já disse, a minha dificuldade maior é entender a dificuldade dos outros, tamanha a obviedade da questão.
Cá por mim - caríssimo cientista - nem o sherlock holmes - lhe chega aos calcanhares...
Caro lusitano, o Sherlock Holmes é um ente fictício. Não é adequado a comparações com seres "reais", ainda que ilusórios. Todas as circunstâncias de suas estórias são criadas e resolvidas pelo mesmo autor. Um Sherlock Holmes no mundo real é só mais um humano no mundo real.
O que eu sempre sugiro é que se pare de fazer comparações para ver quem tem a caceta maior e que a concentração seja feita nos problemas. Deixe que qualquer sensação de arrogância seja problema do arrogante ou a incomodação com a arrogância alheia será a sua própria arrogância. Uso isto como técnica seletiva.
Citação de: lusitano em 04 de Outubro de 2011, 08:15:16
CitarEu acho dramaticamente divertido quando vejo principiantes e, desgraçadamente, não-principiantes também ficarem afoitos ao aprenderem as premissas matemáticas acreditando estarem munindo-se da linguagem da própria realidade, com a qual "estarão libertos dos esconsos desvãos enganadores da ilusão". Sinto desiludir, mas matemática, como toda e qualquer linguagem, é plenamente passível de degradação filosófica por simples processo degenerescente linguístico.
Vemos isso acontecer, num caso concernente ao ramo das combinações e probabilidades em matemática, quando criacionistas "conseguem" calcular a improbabilidade de que organismos vivos possam surgir e evolver mesmo que a Terra e/ou o universo tenham mais de 10^1000 aeons. De modo que te recomendo precaução pela possibilidade disso que estás aplicando na veia ser um alucinógeno.
Matemática não é garantia muito menos sinônimo de rigor científico.
Rigor científico encontra-se na articulação de absolutamente qualquer linguagem quando essa articulação, em si, é rigorosa. Quando não há rigor, absolutamente qualquer linguagem, *mesmo a matemática*, degringola-se para a degenerescência filosofista. Não há linguagem isenta de potencial filosófico porque filosofia não se constitui de uma linguagem própria; é apenas a deturpação realística de QUALQUER linguagem. Preciso dizer de mais outras maneiras?
Basta observar com alguma atenção, o seu estilo de cientificar e recordar, que a matemática é uma invencionice filosófica...
Não não não, de modo algum! Matemática é uma linguagem bastante simplificada e objetiva oferecendo grande flexibilidade e dinamismo no tratamento representativo da realidade. Ela surge, justamente, como uma tentativa de eliminação da excessiva exornação da linguagem que a precede, criando-se um tipo de mnemonismo mínimo, com correspondências estritas a objetos e processos da realidade.
Ocorre que, se esse mesmo floreamento for reintroduzido na linguagem matemática, corre-se o risco das semantizações degeneradas. Nada mais arriscado, cientificamente, do que quando um indivíduo começa a construir uma semantização matemática enquanto acredita que ela é uma linguagem com uma essência especial em relação a qualquer outra. Esse indivíduo começa a "falar matematiquês", a "pensar em matematiquês" e acredita que, falando nessa língua, pode entender e expressar a realidade melhor do que seria possível com qualquer outra linguagem. Matemática tem uma estrutura lógica silogística. Compõe-se de premissas, deduções e todas as estruturas típicas de qualquer linguagem. E pode tornar-se filosófica SE degenerada, *como pode ocorrer com toda e qualquer linguagem, sem exceção*.
Von Neumann abordou essa questão num texto brilhante que eu te apresentei certa vez, lembra? Quando ela fala do risco da matemática quando se torna barroca? Ele tinha uma visão privilegiada disso porque era um gênio da linguagem.
Citação de: lusitano em 04 de Outubro de 2011, 08:15:16
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"Mas... por que é realmente assim? Por que isso acontece assim? Porque nós não existimos, só acontecemos!"
E vc ainda fala mal da filosofia
Não falo mal d"a" filosofia porque "ela" não é alguém ou mesmo alguma coisa com valores julgáveis; falo mal é dos filósofos. Esses são entes reais; filosofia, não.
Á sua afirmação leva a qeustçao : mas não só acontecemos, pq existimos ?
Minha afirmação é muito clara -- NÓS NÃO EXISTIMOS (falo da ilusória suposta existência consciente como já deixei também claro inúmeras vezes e não da estrita existência puramente física e deterministicamente funcional).
Só a sua ilusão arraigada te "permite" enxergar azo nisso para tal desdobramento. Você deveria dizer "mas eu pergunto..." e não que "minha afirmação leva à questão..." o que sugere uma indução automática a partir da mesma.
MINHA afirmação é MINHA afirmação; SUA pergunta é SUA pergunta e ela não existe para mim.
Toda filosofação é tautológica porque a única consistência que tem (quando tem) é interna. Só se comprova filosofia recorrendo à própria filosofia. É a dança do minueto. NÃO, o "eu" (qualquer um -- "nós") NÃO existe; só acontece. E termina aí. O que passar disso é filosofia.
Aprecie e delicie-se com o que vou dizer-lhe: um budista, aprovaria o que você diz.
No entanto - determinados "ateus" - admitem que o budismo é uma filosofia doutrinária; outros concordam que ela é uma "ciência mental" e outros mais, afirmam que se trata d'uma religião mais ou menos "ateia"
artur
Não faço a menor ideia do que um budista aprovaria e, não se ressinta, mas tenho interesse ainda menor que a ideia em saber. Procuro não me contaminar com essas coisas. E não preciso fazer esforço. Muitos cultuadores dessas coisas sempre se esforçaram por me contaminar com elas em vão.
De qualquer forma, não vejo porque isso seria motivo de deleite para mim.
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Data da postagem: 04/10/2011, 21:23

Feliperj, pelo visto, como eu previa, você não entendeu que repetir a mesma coisa ad infinitum é um saco de batatas inconhas. Estou muito cansado agora (e sempre) para este exercício inútil. Como as perspectivas, no seu caso, são péssimas, depois eu penso se vale alguma coisa tentar por nada.
O texto que repostou, já tinha lido da outra vez. Não precisava repostar. Fica cada vez mais claro que você não entendeu nada do que eu já disse. Está fanaticamente agarrado a uma tábua, de modo tal, que não consegue nem saber o que está contestando. Eu já entendi tudo o que você disse; já entendi seu ponto; já conheço tudo o que você acredita que está me apresentando como novidades. Exatamente o que você pretende demonstrar para mim com o texto? Eu fico me perguntando (como dizia Sagan), será que há uma mínima possibilidade de você entender as minhas proposições?
O resto fica para depois. Já esgotei.
O texto que repostou, já tinha lido da outra vez. Não precisava repostar. Fica cada vez mais claro que você não entendeu nada do que eu já disse. Está fanaticamente agarrado a uma tábua, de modo tal, que não consegue nem saber o que está contestando. Eu já entendi tudo o que você disse; já entendi seu ponto; já conheço tudo o que você acredita que está me apresentando como novidades. Exatamente o que você pretende demonstrar para mim com o texto? Eu fico me perguntando (como dizia Sagan), será que há uma mínima possibilidade de você entender as minhas proposições?
O resto fica para depois. Já esgotei.
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Data da postagem: 04/10/2011, 21:45

Gigaview - escreveu:
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Caro "Gigaview" - eu tenho alguma noção gramatical e vocabular, do que significa o conceito de ciência: apesar de não ser praticante de budismo, nem de "ciência" alguma.
Se eu disse que não sei, estava a ser irónico: sou suficientemente letrado, para ter uma opinião razoável, do que se considera ser uma ciência.
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Por enquanto, não concordo, nem discordo... Deixo isso para especialistas no assunto; principalmente para você, que é o primeiro discordante.
Se você a partir da definição de ciência - "cientifica ou filosoficamente" falando - desconfia, ou sabe que o budismo como pretensa "ciência mental" - é bullshit - apesar da argumentação dos praticantes budistas em contrário, lá deve ter as suas razões, para os desmentir...
E dado que a nossa conversa é por escrito e mais ou menos anonimamente, envio-lhe um resumo, que eu fiz - depois de o ter lido e reflectido a respeito - do que medianamente, os académicos entendem como ciência...
Devido ao meu interesse em tentar perceber o que é uma ciência, pelo menos ao nível da explicabilidade - efectuei várias consultas - entre elas na Internete e encontrei o seguinte na wikipédia:
Ciência:
A ciência é uma produção humana, e não se faz ciência sem cientista. Contudo estes dois elementos definem-se por conceitos certamente diferentes, pois, além do ser cientista, há o ser humano.
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. Em sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico, assim como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tal pesquisa.
Este artigo foca o sentido mais restrito da palavra. Embora as duas estejam fortemente interconectadas, a ciência tal como enfatizada neste artigo é muitas vezes referida como ciência experimental a fim de diferencia-la da ciência aplicada, que é a aplicação da pesquisa científica a necessidades humanas específicas.
A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como a realidade funciona.
Etimologia e definição:
A etimologia da palavra ciência vem do latim scientia ("conhecimento"), o mesmo do verbo scire ("saber") que designa a origem da faculdade mental do conhecimento.
Esta acepção do termo se encontra, por exemplo, na expressão de François Rabelais: "Ciência sem consciência arruina a alma". Ele se referia assim a uma noção filosófica (o conhecimento puro, a acepção "de saber"),
A palavra ciência, no seu sentido estrito, se opõe à opinião (doxa em grego), e ao dogma, ou a afirmações de natureza arbitrárias. No entanto a relação entre a opinião de um lado e a ciência do outro não é estritamente sistemática; o historiador das ciências Pierre Duhem pensa com efeito que a ciência é a âncora no sentido comum, que deve salvar as aparências.
O discurso científico se opõe à superstição e ao obscurantismo.
Contudo, a opinião pode transformar-se num objeto de ciência, ou mesmo uma disciplina científica à parte. A Sociologia da ciência analisa esta articulação entre ciência e opinião; os relatos são mais complexos ou mais tênues em acordo com a situação, mas de forma geral podem ser resumidos na frase de Gaston Bachelard: "a opinião pensa mal; não pensa".
Definição larga:
A palavra ciência possui vários sentidos, abrangendo principalmente três acepções:
1. - Saber, conhecimento de certas coisas, que servem à condução da vida ou à dos negócios.
2. Conjunto dos conhecimentos adquiridos pelo estudo ou pela prática.
3. Hierarquização, organização e síntese dos conhecimentos através de modelos e princípios gerais (teorias, leis, etc.).
Cita-se de passagem que o próprio conceito de teoria tem várias acepções não específicas que mostram-se muito distintas da que é encontrada em um meio científico, sendo entre estas certamente conhecida a acepção em senso comum de teoria como algo duvidoso, não provado, descartável.
Esta acepção e correlatas mostram-se contudo radicalmente diferente da acepção de teoria científica ao considerar-se a acepção stricto sensu da palavra ciência.
Definições filosóficas:
Para os filósofos não há uma definição única de ciência. Contudo, o que esperar deles quanto à definição de ciência? Os filósofos não se entendem nem quanto à definição de filosofia!
Embora para um cientista a definição de ciência que vale é a estrita, há considerável discussão sobre o que é ciência no meio filosófico, e neste meio acham-se várias definições de ciência, e várias considerações sobre sua abrangência.
Em senso estrito a ciência certamente se opõe às crenças em seu método de trabalho, contudo em meios não acadêmicos, ou mesmo acadêmicos, é comum esquecer-se a última parte da frase, e afirmar-se simplesmente que a ciência se opõe às crenças; por extensão a ciência é frequentemente considerada como contrária às religiões.
Esta interpretação é mais comum do que se pensa, sendo frequentemente usada em ambos os lados, embora com maior frequência por cientistas do que por religiosos.
Etc.
artur
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Lusa, por que você citou "ciência mental" na sua resposta se você não tem a menor idéia do que isso significa?
Caro "Gigaview" - eu tenho alguma noção gramatical e vocabular, do que significa o conceito de ciência: apesar de não ser praticante de budismo, nem de "ciência" alguma.
Se eu disse que não sei, estava a ser irónico: sou suficientemente letrado, para ter uma opinião razoável, do que se considera ser uma ciência.
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E porque tentar relacionar essa ciência mental com ciência da mente? Isso tem cara e cheiro de bullshit. Concorda?
Por enquanto, não concordo, nem discordo... Deixo isso para especialistas no assunto; principalmente para você, que é o primeiro discordante.
Se você a partir da definição de ciência - "cientifica ou filosoficamente" falando - desconfia, ou sabe que o budismo como pretensa "ciência mental" - é bullshit - apesar da argumentação dos praticantes budistas em contrário, lá deve ter as suas razões, para os desmentir...
E dado que a nossa conversa é por escrito e mais ou menos anonimamente, envio-lhe um resumo, que eu fiz - depois de o ter lido e reflectido a respeito - do que medianamente, os académicos entendem como ciência...
Devido ao meu interesse em tentar perceber o que é uma ciência, pelo menos ao nível da explicabilidade - efectuei várias consultas - entre elas na Internete e encontrei o seguinte na wikipédia:
Ciência:
A ciência é uma produção humana, e não se faz ciência sem cientista. Contudo estes dois elementos definem-se por conceitos certamente diferentes, pois, além do ser cientista, há o ser humano.
Em sentido amplo, ciência (do latim scientia, traduzido por "conhecimento") refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. Em sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico, assim como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tal pesquisa.
Este artigo foca o sentido mais restrito da palavra. Embora as duas estejam fortemente interconectadas, a ciência tal como enfatizada neste artigo é muitas vezes referida como ciência experimental a fim de diferencia-la da ciência aplicada, que é a aplicação da pesquisa científica a necessidades humanas específicas.
A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como a realidade funciona.
Etimologia e definição:
A etimologia da palavra ciência vem do latim scientia ("conhecimento"), o mesmo do verbo scire ("saber") que designa a origem da faculdade mental do conhecimento.
Esta acepção do termo se encontra, por exemplo, na expressão de François Rabelais: "Ciência sem consciência arruina a alma". Ele se referia assim a uma noção filosófica (o conhecimento puro, a acepção "de saber"),
A palavra ciência, no seu sentido estrito, se opõe à opinião (doxa em grego), e ao dogma, ou a afirmações de natureza arbitrárias. No entanto a relação entre a opinião de um lado e a ciência do outro não é estritamente sistemática; o historiador das ciências Pierre Duhem pensa com efeito que a ciência é a âncora no sentido comum, que deve salvar as aparências.
O discurso científico se opõe à superstição e ao obscurantismo.
Contudo, a opinião pode transformar-se num objeto de ciência, ou mesmo uma disciplina científica à parte. A Sociologia da ciência analisa esta articulação entre ciência e opinião; os relatos são mais complexos ou mais tênues em acordo com a situação, mas de forma geral podem ser resumidos na frase de Gaston Bachelard: "a opinião pensa mal; não pensa".
Definição larga:
A palavra ciência possui vários sentidos, abrangendo principalmente três acepções:
1. - Saber, conhecimento de certas coisas, que servem à condução da vida ou à dos negócios.
2. Conjunto dos conhecimentos adquiridos pelo estudo ou pela prática.
3. Hierarquização, organização e síntese dos conhecimentos através de modelos e princípios gerais (teorias, leis, etc.).
Cita-se de passagem que o próprio conceito de teoria tem várias acepções não específicas que mostram-se muito distintas da que é encontrada em um meio científico, sendo entre estas certamente conhecida a acepção em senso comum de teoria como algo duvidoso, não provado, descartável.
Esta acepção e correlatas mostram-se contudo radicalmente diferente da acepção de teoria científica ao considerar-se a acepção stricto sensu da palavra ciência.
Definições filosóficas:
Para os filósofos não há uma definição única de ciência. Contudo, o que esperar deles quanto à definição de ciência? Os filósofos não se entendem nem quanto à definição de filosofia!
Embora para um cientista a definição de ciência que vale é a estrita, há considerável discussão sobre o que é ciência no meio filosófico, e neste meio acham-se várias definições de ciência, e várias considerações sobre sua abrangência.
Em senso estrito a ciência certamente se opõe às crenças em seu método de trabalho, contudo em meios não acadêmicos, ou mesmo acadêmicos, é comum esquecer-se a última parte da frase, e afirmar-se simplesmente que a ciência se opõe às crenças; por extensão a ciência é frequentemente considerada como contrária às religiões.
Esta interpretação é mais comum do que se pensa, sendo frequentemente usada em ambos os lados, embora com maior frequência por cientistas do que por religiosos.
Etc.
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Data da postagem: 05/10/2011, 02:33

Cientista - escreveu:
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Concerteza

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Então - segundo eu - é um "Sherlock Holmes" da vida real, que não lhe chega aos calcanhares, depois de ler a exposição auto-apreciativa, dos seus talentos cognitivos...
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Aceito a sua afirmação.
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Não não não, de modo algum! Matemática é uma linguagem bastante simplificada e objetiva oferecendo grande flexibilidade e dinamismo no tratamento representativo da realidade.
Ela surge, justamente, como uma tentativa de eliminação da excessiva exornação da linguagem que a precede, criando-se um tipo de mnemonismo mínimo, com correspondências estritas a objetos e processos da realidade.
Ocorre que, se esse mesmo floreamento for reintroduzido na linguagem matemática, corre-se o risco das semantizações degeneradas. Nada mais arriscado, cientificamente, do que quando um indivíduo começa a construir uma semantização matemática enquanto acredita que ela é uma linguagem com uma essência especial em relação a qualquer outra.
Esse indivíduo começa a "falar matematiquês", a "pensar em matematiquês" e acredita que, falando nessa língua, pode entender e expressar a realidade melhor do que seria possível com qualquer outra linguagem.
Matemática tem uma estrutura lógica silogística. Compõe-se de premissas, deduções e todas as estruturas típicas de qualquer linguagem. E pode tornar-se filosófica SE degenerada, *como pode ocorrer com toda e qualquer linguagem, sem exceção*.
Excelente discurso o seu...
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Não me lembro: Mas mas mesmo assim acho admirável, o que você diz.
Citar
O seu deleite - segundo a minha opinião seria a sua diversão em contra-refutar, tudo o que possa ser dito a tentar contaminar as suas assertivas.
artur
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CitarCá por mim - caríssimo cientista - nem o sherlock holmes - lhe chega aos calcanhares...
Caro lusitano, o Sherlock Holmes é um ente fictício. Não é adequado a comparações com seres "reais", ainda que ilusórios. Todas as circunstâncias de suas estórias são criadas e resolvidas pelo mesmo autor.
Concerteza
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Um Sherlock Holmes no mundo real é só mais um humano no mundo real.
Então - segundo eu - é um "Sherlock Holmes" da vida real, que não lhe chega aos calcanhares, depois de ler a exposição auto-apreciativa, dos seus talentos cognitivos...
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O que eu sempre sugiro é que se pare de fazer comparações para ver quem tem a caceta maior e que a concentração seja feita nos problemas. Deixe que qualquer sensação de arrogância seja problema do arrogante ou a incomodação com a arrogância alheia será a sua própria arrogância. Uso isto como técnica seletiva.
Aceito a sua afirmação.
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CitarCitar
Quando não há rigor, absolutamente qualquer linguagem, *mesmo a matemática*, degringola-se para a degenerescência filosofista. Não há linguagem isenta de potencial filosófico porque filosofia não se constitui de uma linguagem própria; é apenas a deturpação realística de QUALQUER linguagem. Preciso dizer de mais outras maneiras?
Basta observar com alguma atenção, o seu estilo de cientificar e recordar, que a matemática é uma invencionice filosófica...
Não não não, de modo algum! Matemática é uma linguagem bastante simplificada e objetiva oferecendo grande flexibilidade e dinamismo no tratamento representativo da realidade.
Ela surge, justamente, como uma tentativa de eliminação da excessiva exornação da linguagem que a precede, criando-se um tipo de mnemonismo mínimo, com correspondências estritas a objetos e processos da realidade.
Ocorre que, se esse mesmo floreamento for reintroduzido na linguagem matemática, corre-se o risco das semantizações degeneradas. Nada mais arriscado, cientificamente, do que quando um indivíduo começa a construir uma semantização matemática enquanto acredita que ela é uma linguagem com uma essência especial em relação a qualquer outra.
Esse indivíduo começa a "falar matematiquês", a "pensar em matematiquês" e acredita que, falando nessa língua, pode entender e expressar a realidade melhor do que seria possível com qualquer outra linguagem.
Matemática tem uma estrutura lógica silogística. Compõe-se de premissas, deduções e todas as estruturas típicas de qualquer linguagem. E pode tornar-se filosófica SE degenerada, *como pode ocorrer com toda e qualquer linguagem, sem exceção*.
Excelente discurso o seu...
Citar
Von Neumann abordou essa questão num texto brilhante que eu te apresentei certa vez, lembra? Quando ela fala do risco da matemática quando se torna barroca? Ele tinha uma visão privilegiada disso porque era um gênio da linguagem.
Não me lembro: Mas mas mesmo assim acho admirável, o que você diz.
Citar
CitarAprecie e delicie-se com o que vou dizer-lhe: um budista, aprovaria o que você diz.
No entanto - determinados "ateus" - admitem que o budismo é uma filosofia doutrinária; outros concordam que ela é uma "ciência mental" e outros mais, afirmam que se trata d'uma religião mais ou menos "ateia"
artur
Não faço a menor ideia do que um budista aprovaria e, não se ressinta, mas tenho interesse ainda menor que a ideia em saber. Procuro não me contaminar com essas coisas. E não preciso fazer esforço. Muitos cultuadores dessas coisas sempre se esforçaram por me contaminar com elas em vão.
De qualquer forma, não vejo porque isso seria motivo de deleite para mim.
O seu deleite - segundo a minha opinião seria a sua diversão em contra-refutar, tudo o que possa ser dito a tentar contaminar as suas assertivas.
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Data da postagem: 05/10/2011, 03:12

"Cientista" - escreveu:
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Portanto, você faz afirmações que são comuns, a pessoas de espectro intelectual oposto ao seu.
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No entanto, apesar da sua assertiva em contrário - na minha opinião - você fala como um autêntico "escocês"; ou seja, um autêntico budista.
artur
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CitarO extraordinário da estatística é que ela evidencia, de um ponto de vista amplo, que não há aleatoriedade na natureza mas, tão só, ignorância por parte dos observadores interagentes que somos.
Isto, para mim, reitera a conclusão de que não existo além da estrita funcionalidade física.
Também os "Testemunhas de Jeová" afirmam isso![]()
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Portanto, você faz afirmações que são comuns, a pessoas de espectro intelectual oposto ao seu.
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CitarMinha afirmação é muito clara -- NÓS NÃO EXISTIMOS (falo da ilusória suposta existência consciente como já deixei também claro inúmeras vezes e não da estrita existência puramente física e deterministicamente funcional).
Não faço a menor ideia do que um budista aprovaria e, não se ressinta, mas tenho interesse ainda menor que a ideia em saber. Procuro não me contaminar com essas coisas.
No entanto, apesar da sua assertiva em contrário - na minha opinião - você fala como um autêntico "escocês"; ou seja, um autêntico budista.
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Data da postagem: 05/10/2011, 05:22