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respostas materialistas
Autor: Eliphas Levi | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 1365 Comentários: 26
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Não vejo como não. A não ser, obviamente, que fenômenos quânticos sejam algo sobrenatural. Aliás os IAs quânticos ao que parece devem ser uma consecutividade natural na evolução das IAs .
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O cérebro atribui padrões ao que percebemos e atribui sentido a esses padrões. O que percebemos como o nosso “eu” é uma ilusão construída pelo nosso cérebro.

Temos a ilusão de que somos uma consciência. Na verdade, várias regiões de nosso cérebro comunicam-se entre si e estão em frequentes conflitos. O neocórtex tem a função executiva, a função dos lobos frontais, especificamente a função de controlar e planejar o comportamento, enquanto que outras partes mais primitivas do cérebro sediam emoções e instintos.

Em vez de impor essas funções sobre nossos desejos mais primitivos, o neocórtex racionaliza decisões que são tomadas por regiões mais primitivas.

Isso pode ser constatado materialmente, através de ressonância magnética funcional do cérebro, assim como estimulação magnética transcraniana.

Nossas decisões podem parecer conscientes, mas frequentemente são tomadas subconscientemente, através de um cálculo neurobiológico evolucionário do qual não temos consciência.

Pesquisadores já inibiram a junção parietal temporal direita por estimulação magnética transcraniana. Essa parte do cérebro (a junção parietal temporal direita) é a que nos possibilita pensar sobre as intenções de outras pessoas. Quando essa parte do cérebro é inibida fica prejudicada a habilidade dos pacientes de fazerem julgamentos morais.
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Citação de: Gigaview em 09 de Setembro de 2019, 20:46:06

Citação de: Eliphas Levi em 09 de Setembro de 2019, 19:18:26

me refiro ao "monismo fisicalista", então também não vale responder com idealismo, solipsismo, dualismo mente-substância etc.


No fundo você só quer encurralar os céticos forçando-os a responder perguntas difíceis com respostas simplistas para depois você especular com filosofia ocultista.



In the bull's eye!
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Citação de: Marciano em 09 de Setembro de 2019, 20:59:21

O cérebro atribui padrões ao que percebemos e atribui sentido a esses padrões. O que percebemos como o nosso “eu” é uma ilusão construída pelo nosso cérebro.

Temos a ilusão de que somos uma consciência.


Sim, semelhantemente aos quadros de uma película cinematográfica construindo uma ilusão de movinento o cérebro cria uma ilusão de Eu.
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Acho essas analogias completamente sem sentido.

"Perceber padrões" e etc e tal são as capacidades cognitivas que fazem de animais seres funcionais em vez de algo como estado vegetativo, ou inconsciente.

Fora dos animais, a analogia mais próxima seria com "robôs," sejam eles físicos ou simulados.

O "eu" é uma "entidade" que sistemas desses, suficientemente avançados, criam para se referir à própria unidade/indivíduo no modelo ambiental.

Só pode se dizer ser uma "ilusão" se houver algum "bug" nesse modelo, coisas como síndrome de Cotard, distúrbio de identidade de integridade corporal, distúrbio de dissociação de identidade, etc.

Talvez também se possa chamar de "ilusão" crenças sem base sobre o "eu," como ser algo distinto da matéria, eterno, etc e tal. Mas não é o "eu" em si a ilusão, só a crença sobre ele, da mesma foma que a haver a ilusão da Lua ser de queijo não faz com que ela seja uma ilusão.
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Data da postagem: 09/09/2019, 17:30
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A idéia implícita na conceituação "ilusão" diz respeito apenas a ilustrar a idéia de adequação da cognição desde a percepção da Realidade pelos sentidos, o mesmo que ocorre em ilusões óticas.
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Data da postagem: 09/09/2019, 17:40
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Citação de: Buckaroo Banzai em 09 de Setembro de 2019, 21:30:04

Acho essas analogias completamente sem sentido.

"Perceber padrões" e etc e tal são as capacidades cognitivas que fazem de animais seres funcionais em vez de algo como estado vegetativo, ou inconsciente.

Fora dos animais, a analogia mais próxima seria com "robôs," sejam eles físicos ou simulados.

O "eu" é uma "entidade" que sistemas desses, suficientemente avançados, criam para se referir à própria unidade/indivíduo no modelo ambiental.

Só pode se dizer ser uma "ilusão" se houver algum "bug" nesse modelo, coisas como síndrome de Cotard, distúrbio de identidade de integridade corporal, distúrbio de dissociação de identidade, etc.

Talvez também se possa chamar de "ilusão" crenças sem base sobre o "eu," como ser algo distinto da matéria, eterno, etc e tal. Mas não é o "eu" em si a ilusão, só a crença sobre ele, da mesma foma que a haver a ilusão da Lua ser de queijo não faz com que ela seja uma ilusão.


Mas eu acho que ele quis dizer que há várias "personas" no cérebro. Inclusive com suas próprias agendas que podem até conflitar.

Me lembro de ter visto uma vez, há muito tempo, o caso de um cara que depois de muitos ataques de epilepsia sofreu uma lesão cerebral que teve como consequência uma situação muito rara, porque um hemisfério passou a ter dificuldade de interagir com o outro e às vezes era como se ele tivesse dois cérebros.

Também vi um caso no Discovery de um homem que viu sua vida se transformar em um pesadelo quando seu braço começou a fazer coisas por "vontade própria".
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Citação de: Pedro Reis em 09 de Setembro de 2019, 22:48:40

Citação de: Buckaroo Banzai em 09 de Setembro de 2019, 21:30:04

Acho essas analogias completamente sem sentido.

"Perceber padrões" e etc e tal são as capacidades cognitivas que fazem de animais seres funcionais em vez de algo como estado vegetativo, ou inconsciente.

Fora dos animais, a analogia mais próxima seria com "robôs," sejam eles físicos ou simulados.

O "eu" é uma "entidade" que sistemas desses, suficientemente avançados, criam para se referir à própria unidade/indivíduo no modelo ambiental.

Só pode se dizer ser uma "ilusão" se houver algum "bug" nesse modelo, coisas como síndrome de Cotard, distúrbio de identidade de integridade corporal, distúrbio de dissociação de identidade, etc.

Talvez também se possa chamar de "ilusão" crenças sem base sobre o "eu," como ser algo distinto da matéria, eterno, etc e tal. Mas não é o "eu" em si a ilusão, só a crença sobre ele, da mesma foma que a haver a ilusão da Lua ser de queijo não faz com que ela seja uma ilusão.


Mas eu acho que ele quis dizer que há várias "personas" no cérebro. Inclusive com suas próprias agendas que podem até conflitar.

Me lembro de ter visto uma vez, há muito tempo, o caso de um cara que depois de muitos ataques de epilepsia sofreu uma lesão cerebral que teve como consequência uma situação muito rara, porque um hemisfério passou a ter dificuldade de interagir com o outro e às vezes era como se ele tivesse dois cérebros.

Também vi um caso no Discovery de um homem que viu sua vida se transformar em um pesadelo quando seu braço começou a fazer coisas por "vontade própria".


Exatamente!

O caso que você descreveu é a síndrome da mão alheia.

https://www.infoescola.com/doencas/sindrome-da-mao-alheia/

Era comum pacientes que tinham o corpus callosum seccionado como tratamento de epilepsia desenvolverem a síndrome.
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O objetivo era de fazer com que o "disparo" ocorrido em um hemisfério não se propagasse para o outro, fazendo, assim, com que as convulsões fossem menos intensas, mas muitas vezes ocorria o surgimento da síndrome.
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Citação de: Pedro Reis em 09 de Setembro de 2019, 18:16:23

Senso moral é um atributo da nossa espécie - talvez só da nossa - seletivamente desenvolvido pela Evolução e que foi indispensável para nos tornarmos animais sociais, capazes de cooperar, comunicar e partilhar conhecimento. A raiz do senso moral provêm do sentimento de empatia, e a neurologia já identificou a área do cérebro responsável. Aquela que não funciona muito bem nos cérebros de psicopatas.


Há uma espécie de pássaro (gralha, eu acho) que se junta em bandos para botar ovos num descampado e chocar. Cada casal tem o trabalho de ir buscar os materiais para fazer o ninho, mas há alguns espertos que tentam roubar o material do ninho dos outros. Quando isto é percebido, o resto do bando dá o alarme e começa uma gritaria. Entendo isto como uma regra moral compartilhada pela espécie, incluindo policiamento recíproco, ainda que eles não tenham consciência do que fazem.

Dá para supor o mesmo do comportamento de vários primatas.

A moral permite a convivência em sociedade e ajuda a sobrevivência da espécie. Em reposta ao Levi, nada tem a ver com valores espirituais.
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Data da postagem: 10/09/2019, 02:53