Clube Cético
Seja individualista você também
Autor: Adriano | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 16054 Comentários: 136
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Citação de: Enio em 23 de Janeiro de 2011, 12:43:08

É assim, eu sou a favor do individualismo, porém não exatamente da forma como prescrita do humanista. Individualista defendo no sentido de ser um livre-pensador e de dar sua contribuição para a sociedade (ao invés da idéia de um rebanho), porém defendo que este individualismo tenha uma perspectiva mais espiritualizada, e não ateísta. Mas esta perspectiva espiritualizada não seria o mesmo que os valores das religiões atuais, a maioria dos valores teístas relacionadas a rebanho. Um individualismo em que o mundo não gire ao nosso redor (senão seria egoísmo e egocentrismo).


Na ótica ateísta, que é a base deste texto, o espiritualismo é uma ilusão que afasta o indivíduo da realidade, configurando como crença e que o individuo deve se libertar. A crença é o grande mal para o ceticismo e ateísmo, sendo que o espiritualismo é todo composto por uma evolução de crenças antigas e já enterradas neste nosso meio de valorização do conhecimento científico.
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Gostei do texto. Talvez o termo "individualismo" deveria ser permutado por INDIVÍDUO, sem esse ismo.

Há um grande filósofo (acho que já disse isso aqui) dinamarquês, chamado Kierkegaard, que faz essa análise. Ou seja, com o apogeu das ciências o indivíduo foi esquecido. A massa, a multidão se sobrepõe ao que dá forma a tudo isso: o INDIVÌDUO.

Ortega y Gasset, filósofo espanhol, em sua obra A Revolução das Massas, aborda a massificação do indivíduo como um mal moderno.
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A crença é o grande mal para o ceticismo e ateísmo.


Como você disse... para o ceticismo e ateísmo, mas não para a minha perspectiva espiritualista. Porém não confunde isso com salvacionismo, pois sou contra salvacionismo religioso. Defendo uma forma em que o espiritualismo nos ligue à sociedade, por este individualismo que proponho.

O próprio valor de caridade, no meio espiritualista, já nos liga ao social. Por exemplo, lá no centro espírita que frequento, a gente faz doação de alimentos, alguns visitam hospitais para trazer conforto aos doentes, e assim vai. Ou seja, o espiritualista pode SIM se manter ligado ao meio social, desde que os valores neste meio permita a socialização.

Portanto sua afirmação está equivocada e é perniciosa.

Esta afirmação que os humanistas seculares fazem do espiritualismo está equivocada. Eles juntam tudo numa coisa só, e com isso, por esta generalização equivocada, acham que todo espiritualista é antisocial, o que não é regra geral. E esta afirmação de que espiritualismo é ilusão também é perniciosa, antiética.
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Citação de: Hugo em 23 de Janeiro de 2011, 13:11:50

Gostei do texto. Talvez o termo "individualismo" deveria ser permutado por INDIVÍDUO, sem esse ismo.

Há um grande filósofo (acho que já disse isso aqui) dinamarquês, chamado Kierkegaard, que faz essa análise. Ou seja, com o apogeu das ciências o indivíduo foi esquecido. A massa, a multidão se sobrepõe ao que dá forma a tudo isso: o INDIVÌDUO.

Ortega y Gasset, filósofo espanhol, em sua obra A Revolução das Massas, aborda a massificação do indivíduo como um mal moderno.



Muito interessante. O existencialiso é bem impactante e a obra de Kierkegaard chamam muito a atenção. Mas sei que você detem mais conhecimento sobre o seu existencialismo e essa correlação com o indivio.

Citação de: Wikipédia

As inquietações e angústias que o acompanharam estão expressas em seus textos, incluindo a relação de angústia e sofrimento que ele manteve com o cristianismo — herança de um pai extremamente religioso, que cultivava de maneira exacerbada os rígidos princípios do protestantismo dinamarquês, religião de Estado.
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Citação de: Enio em 23 de Janeiro de 2011, 13:39:45

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A crença é o grande mal para o ceticismo e ateísmo.


Como você disse... para o ceticismo e ateísmo, mas não para a minha perspectiva espiritualista. Porém não confunde isso com salvacionismo, pois sou contra salvacionismo religioso. Defendo uma forma em que o espiritualismo nos ligue à sociedade, por este individualismo que proponho.


A sua perspectiva espiritualista está totalmente deslocada. Para o ceticismo é algo como uma doença, como uma prisão, como uma cegueira para a realidade. Você não consegue nem salvar você mesmo do cômico papel de troll inofensivo, que veio a manifestar através da influência do lusitano. Mas confesso que vejo melhoras no seu pensamento, vejo que a comunidade consegue melhorar um pouco o que muitos consideram um caso perdido enquanto possível cético.

Citação de: Enio em 23 de Janeiro de 2011, 13:39:45

O próprio valor de caridade, no meio espiritualista, já nos liga ao social. Por exemplo, lá no centro espírita que frequento, a gente faz doação de alimentos, alguns visitam hospitais para trazer conforto aos doentes, e assim vai. Ou seja, o espiritualista pode SIM se manter ligado ao meio social, desde que os valores neste meio permita a socialização.


Sim, essa é a principal forma de ligação da religião com o bem que ela vende em sua doutrina. Outro forma de bem estar vendido é o senso de comunidade, de fazer parte de algo maior para quem participa dela. Mas nada que não tenha sido superado pelo secularismo.

Citação de: Enio em 23 de Janeiro de 2011, 13:39:45

Portanto sua afirmação está equivocada e é perniciosa.


Sim, para você ela vai ser perniciosa, pois é contrária a sua individualidade que tem o espiritualismo como um grande valor de conhecimento e sabedoria.

Citação de: Enio em 23 de Janeiro de 2011, 13:39:45

Esta afirmação que os humanistas seculares fazem do espiritualismo está equivocada. Eles juntam tudo numa coisa só, e com isso, por esta generalização equivocada, acham que todo espiritualista é antisocial, o que não é regra geral. E esta afirmação de que espiritualismo é ilusão também é perniciosa, antiética.


Vocês se socializam através dos absurdos que acreditam. E normalmente descriminam a visão mais sadia de céticos e ateus.

Aproveitando o ensejo da interpletação de Kierkegaard:

Citação de: Wikipédia

Ernest Gellner menciona no seu livro de 1992, Pós-modernismo, Razão e Religião, Kierkegaard para ilustrar o fundamentalismo religioso. Segundo Gellner, Kierkegaard está associado à ideia de que a religião é, no seu fundamental, não uma persuasão da verdade de uma doutrina, mas sim a dedicação a uma posição que é inerentemente absurda, ou que dá "ofensa", o termo usado por Kierkegaard. Para Kierkegaard, nós obtemos a nossa identidade ao acreditar em algo que ofenda profundamente a nossa mente, o que não é uma tarefa fácil. Para existir, teríamos de acreditar e acreditar em algo que seja ominosamente difícil de acreditar. Esta é a essência do processo existencialista em Kierkegaard, que associa a fé com a identidade
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Sim, para você ela vai ser perniciosa, pois é contrária a sua individualidade que tem o espiritualismo como um grande valor de conhecimento e sabedoria.


Eu sei disso, pois a visão de realidade reducionista do ateísmo/ceticismo é incompatível com a visão de realidade do espiritualismo.

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Vocês se socializam através dos absurdos que acreditam. E normalmente descriminam a visão mais sadia de céticos e ateus.


Em parte concordo, pois concordo que muito do que os espiritualistas acreditam por conveniência é absurdo, o que vai contra a minha visão de um mecanicismo astral. Tudo para mim é fruto de um mecanicismo, porém a causa deste seria mais quântica que material, o que daria lugar à espiritualidade e metafísica. Mas não acho que tudo o que está presente no espiritualismo é absurdo. Vejo coerência em muitos conceitos também.

O que se deveria fazer, no meio espiritualista, é separar o joio do trigo.

A mente humana, quando em estados de consciência avançados (quando a frequência do cérebro está maior do que o normal), entra num estado de consciência que permite o indivíduo ter uma noção mais clara da realidade (os tibetanos fazem isso muito bem pela meditação). As experiências místicas, por este método (meditação) é consequência de uma maior lucidez. Por isso digo que os tibetanos, neste caso, são mais lúcidos que filósofos e cientistas do ocidente que não praticam esta meditação e não atingem um estado de consciência plena.

E agora, quem está com a razão sobre a realidade? Aqueles que percebem uma realidade mais sutil e filosofam sobre isso... ou os que não têm acesso a isso e filosofam? Em cima disso, defendo que haja um novo elemento na epistemologia, o que chamo de transcendencismo, que é a investigação da realidade por este estado de consciência pleno. Mas neste caso, não só num indivíduo, mas com base nas experiências de indivíduos. Se estas experiências (o conteúdo delas) for coerente entre tais indivíduos, haveria uma chance maior de de fato haver algo além que os nossos sentidos percebem.

E então assim se seguiria a investigação por este método, de detectar coisas pela mente, no lugar de aparelhos. Pois os aparelhos detectam o plano material, a não ser se, pelo próprio aparelho, este entrar numa frequência que também o permita ter experiências místicas, revelando assim uma parte oculta da realidade. Penso que é possível se fazer isso por aparelhos, mas por enquanto é mais prático pela mente.

Mas, a partir do momento que o aparelho tiver acesso a estas experiências, a ciência poderia também levar em conta o que os espiritualistas já afirmavam há tempos!
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O que se deveria fazer, no meio espiritualista, é separar o joio do trigo.


É isso o que faço em minha filosofia. Estabeleço um critério lógico que poderia afirmar ou negar uma afirmação religiosa, ainda que não o método analítico. Assim como afirmar ou negar o que há na ciência. Um exemplo de negação é como entendemos o tempo.

Em minha defesa, o futuro de certa forma influencia no nosso presente, há uma inter-ligação entre o presente e o futuro. Para os físicos, o tempo é linear. Quem vivencia premonição, não poderia dizer que o tempo é linear já que, pela mente, daria para ir no futuro rapidamente e em seguida voltar no seu presente.
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Citação de: Enio em 23 de Janeiro de 2011, 15:10:39

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Sim, para você ela vai ser perniciosa, pois é contrária a sua individualidade que tem o espiritualismo como um grande valor de conhecimento e sabedoria.


Eu sei disso, pois a visão de realidade reducionista do ateísmo/ceticismo é incompatível com a visão de realidade do espiritualismo.


E seguer entende a estrutura de funcionamento da comunidade. O fórum é dividido em áreas específicas para adequar os temas de interesse. O tópico consta na área de ateísmo com um texto de individualismo ateísta de uma outra comunidade de presença marcante e crescente na internet. Não é para você simplesmente dizer que ignora todo o pensamento da comunidade e começar a vomitar a sua individualidade espiritualista, que por ser considerada o joio, já tem a sua área reservada, a de ceticismo e que, portanto, carece de evidências.

Citação de: Enio em 23 de Janeiro de 2011, 15:10:39

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Vocês se socializam através dos absurdos que acreditam. E normalmente descriminam a visão mais sadia de céticos e ateus.


Em parte concordo, pois concordo que muito do que os espiritualistas acreditam por conveniência é absurdo, o que vai contra a minha visão de um mecanicismo astral. Tudo para mim é fruto de um mecanicismo, porém a causa deste seria mais quântica que material, o que daria lugar à espiritualidade e metafísica. Mas não acho que tudo o que está presente no espiritualismo é absurdo. Vejo coerência em muitos conceitos também.

O que se deveria fazer, no meio espiritualista, é separar o joio do trigo.

A mente humana, quando em estados de consciência avançados (quando a frequência do cérebro está maior do que o normal), entra num estado de consciência que permite o indivíduo ter uma noção mais clara da realidade (os tibetanos fazem isso muito bem pela meditação). As experiências místicas, por este método (meditação) é consequência de uma maior lucidez. Por isso digo que os tibetanos, neste caso, são mais lúcidos que filósofos e cientistas do ocidente que não praticam esta meditação e não atingem um estado de consciência plena.

E agora, quem está com a razão sobre a realidade? Aqueles que percebem uma realidade mais sutil e filosofam sobre isso... ou os que não têm acesso a isso e filosofam? Em cima disso, defendo que haja um novo elemento na epistemologia, o que chamo de transcendencismo, que é a investigação da realidade por este estado de consciência pleno. Mas neste caso, não só num indivíduo, mas com base nas experiências de indivíduos. Se estas experiências (o conteúdo delas) for coerente entre tais indivíduos, haveria uma chance maior de de fato haver algo além que os nossos sentidos percebem.

E então assim se seguiria a investigação por este método, de detectar coisas pela mente, no lugar de aparelhos. Pois os aparelhos detectam o plano material, a não ser se, pelo próprio aparelho, este entrar numa frequência que também o permita ter experiências místicas, revelando assim uma parte oculta da realidade. Penso que é possível se fazer isso por aparelhos, mas por enquanto é mais prático pela mente.

Mas, a partir do momento que o aparelho tiver acesso a estas experiências, a ciência poderia também levar em conta o que os espiritualistas já afirmavam há tempos!


Trolagem espíritualista, não tem nada a ver com o tópico. Eu mesmo já apareci na comunidade com este pseudo-argumento e já fui refutado. Quem sabe eu ainda acho isto para te mostrar. Está utilizando a ignorância neurociêntífica para pregar o seu individualismo que é considerado nocivo, conforme aponta o texto, devido aos conceitos frouxos, por causa da sua crença baseada em desinformação científica.
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Se não vale a pena morrer por algo não vale a pena viver por nada.
O sentido da Vida é a própria Vida e a sua permanente luta contra a Morte.... mas honrou mais a Vida aquele que viveu um dia de Leão do que aquele que apenas durou cem anos como Carneiro (bem semelhante ao que vêmos na foto de Zeichner).
Viver não é durar.... porquê a vontade de durar quando não houve a vontade de viver? Os verdadeiramente Imortais nunca se poderão confundir com os que só viveram para durar mais anos...
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