
Clube Cético
China
Autor: Moro | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 10895 Comentários: 209
Maranhão recebe investimentos chineses
O estado do Maranhão recebe investimentos chineses volumosos em pelo menos três grandes projetos: refinaria,
siderúrgica e porto.
No Maranhão, qualquer esperança de investimento bilionário sempre foi motivo para expectativa e comemoração. A desinformação do povo, a sina inconsequente por votos e a carência estruturante que atravessa o estado há séculos transformaram anúncios de projetos (ainda que no papel), ou simples lançamentos de pedras fundamentais, em eventos determinantes, que mais se pareciam inaugurações e não projeções.
Hoje, porém, vive-se um paradoxo. Estamos prestes a presenciar a invasão de uma onda chinesa, que se alastra pelo Brasil e escolheu o Maranhão como terceiro destino mais importante do país para aportar recursos. Mas governo do estado mantém tudo na mais
absoluta descrição e cautela.
Investimentos esses que integram o plano de internacionalização comercial chinês e prevê construções de mega empreendimentos mundo afora. Por aqui, visitas de técnicos chineses tornou-se uma constante. Por dois bons motivos: uma refinaria e uma siderúrgica. Ambas localizadas em Bacabeira, região metropolitana de São Luís. Os projetos estão avançados. Vários documentos e acordos foram assinados. Porém, eis o paradoxo: o governo atual evita alardear aquele que talvez seja o momento comercial mais importante da história do Maranhão.
Por quê? A resposta é simples: o trauma da Refinaria Premium, o trágico projeto da Petrobras – na época lançado com pompa por Lula, Dilma, Roseana, Sarney e Lobão – que gerou prejuízos incalculáveis para a cadeia econômica de Bacabeira. Soma-se a ele frustrações mais antigas, como o Polo Têxtil de Rosário. Agora, segundo apostam setores do governo, uma nova refinaria estaria por vir, com formalização prevista até abril e início de obras para o mesmo ano.
O governador Flávio Dino, em conversa com jornalistas na última semana, disse estar otimista quanto aos projetos. Elogiou o vice governador, Carlos Brandão, que coordena as negociações, e se mostrou cauteloso.“Não lançarei pedra fundamental. Quero ver o início das obras”, enfatiza. Ele disse que, entre o sim e não, apostaria todas as suas fichas de que os empreendimentos irão vingar.
Mas deixou claro que evitará utilizar o boa nova como moeda política em ano eleitoral
Em conversa com a reportagem, o vice-governador, que iniciou há dois anos as negociações com os chineses sobre a nova refinaria em Bacabeira e também a siderúrgica, demonstra a mesma cautela, com mais otimismo.“A gente tem cautela porque no passado não foi bom. Divulgaram muito, em vésperas de campanha, na iminência de levar boa notícia à população e nada aconteceu”, relembra.
Para ele,“mesmo um projeto bem estruturado, reunindo algumas das maiores empresas do ramo”, pode ser atingido por influências macroeconômicas externas.“Imagina se, lá na frente, a China decide suspender seus investimentos?”, comenta. Uma frustração, sem dúvida, que o maranhense não quer mais.
O vice-governador reforça, porém, que o pessimismo é apenas um exercício de imaginação e que todas as fichas estão apostadas no fechamento do acordo, previsto para abril.“O horizonte está nos mostrando que não vai ter problema. Primeiro, porque nós precisamos da matéria-prima, do combustível. A China não demonstra crise pela frente, ainda permanece com uma política de investimentos muito agressiva. E no Irã (um dos parceiros do consórcio) o petróleo não acabará tão cedo.
Restante no link:
https://oimparcial.com.br/negocios/2017/12/maranhao-recebe-investimentos-chineses/
O estado do Maranhão recebe investimentos chineses volumosos em pelo menos três grandes projetos: refinaria,
siderúrgica e porto.
No Maranhão, qualquer esperança de investimento bilionário sempre foi motivo para expectativa e comemoração. A desinformação do povo, a sina inconsequente por votos e a carência estruturante que atravessa o estado há séculos transformaram anúncios de projetos (ainda que no papel), ou simples lançamentos de pedras fundamentais, em eventos determinantes, que mais se pareciam inaugurações e não projeções.
Hoje, porém, vive-se um paradoxo. Estamos prestes a presenciar a invasão de uma onda chinesa, que se alastra pelo Brasil e escolheu o Maranhão como terceiro destino mais importante do país para aportar recursos. Mas governo do estado mantém tudo na mais
absoluta descrição e cautela.
Investimentos esses que integram o plano de internacionalização comercial chinês e prevê construções de mega empreendimentos mundo afora. Por aqui, visitas de técnicos chineses tornou-se uma constante. Por dois bons motivos: uma refinaria e uma siderúrgica. Ambas localizadas em Bacabeira, região metropolitana de São Luís. Os projetos estão avançados. Vários documentos e acordos foram assinados. Porém, eis o paradoxo: o governo atual evita alardear aquele que talvez seja o momento comercial mais importante da história do Maranhão.
Por quê? A resposta é simples: o trauma da Refinaria Premium, o trágico projeto da Petrobras – na época lançado com pompa por Lula, Dilma, Roseana, Sarney e Lobão – que gerou prejuízos incalculáveis para a cadeia econômica de Bacabeira. Soma-se a ele frustrações mais antigas, como o Polo Têxtil de Rosário. Agora, segundo apostam setores do governo, uma nova refinaria estaria por vir, com formalização prevista até abril e início de obras para o mesmo ano.
O governador Flávio Dino, em conversa com jornalistas na última semana, disse estar otimista quanto aos projetos. Elogiou o vice governador, Carlos Brandão, que coordena as negociações, e se mostrou cauteloso.“Não lançarei pedra fundamental. Quero ver o início das obras”, enfatiza. Ele disse que, entre o sim e não, apostaria todas as suas fichas de que os empreendimentos irão vingar.
Mas deixou claro que evitará utilizar o boa nova como moeda política em ano eleitoral
Em conversa com a reportagem, o vice-governador, que iniciou há dois anos as negociações com os chineses sobre a nova refinaria em Bacabeira e também a siderúrgica, demonstra a mesma cautela, com mais otimismo.“A gente tem cautela porque no passado não foi bom. Divulgaram muito, em vésperas de campanha, na iminência de levar boa notícia à população e nada aconteceu”, relembra.
Para ele,“mesmo um projeto bem estruturado, reunindo algumas das maiores empresas do ramo”, pode ser atingido por influências macroeconômicas externas.“Imagina se, lá na frente, a China decide suspender seus investimentos?”, comenta. Uma frustração, sem dúvida, que o maranhense não quer mais.
O vice-governador reforça, porém, que o pessimismo é apenas um exercício de imaginação e que todas as fichas estão apostadas no fechamento do acordo, previsto para abril.“O horizonte está nos mostrando que não vai ter problema. Primeiro, porque nós precisamos da matéria-prima, do combustível. A China não demonstra crise pela frente, ainda permanece com uma política de investimentos muito agressiva. E no Irã (um dos parceiros do consórcio) o petróleo não acabará tão cedo.
Restante no link:
https://oimparcial.com.br/negocios/2017/12/maranhao-recebe-investimentos-chineses/
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Data da postagem: 02/04/2018, 05:29
Pátria e Partido: como Xi Jinping se tornou o homem mais poderoso da China
Presidente chinês viu sua admissão ao Partido Comunista ser negada sete vezes
Hoje é visto por especialistas como o "novo imperador vermelho"
MACARENA VIDAL LIY
Sete vezes a resposta foi "não". O jovem Xi Jinping, enviado durante a Revolução Cultural para se reeducar em uma aldeia no norte da China, queria se juntar ao Partido Comunista. A resposta foi sempre a mesma: impossível. Seu pai, Xi Zhongxun, antigo herói da Revolução, tinha caído em desgraça e manchado o nome da família. O futuro presidente só conseguiu na oitava vez, em 1974, depois de persuadir um jovem líder local a respaldar sua candidatura com um café da manhã com ovos fritos. Como contou, essa experiência foi como nascer de novo. "Tornou-se mais vermelho do que a cor vermelha", disse um de seus amigos da época a um diplomata dos Estados Unidos.
Hoje, Xi Jinping é indiscutivelmente o homem mais poderoso da China desde a época de Mao Tsé-Tung. Um líder que, reconhecido e sem limites ao seu mandato, promete marcar época. E sua gestão ainda tem como guia o princípio que adotou naqueles anos setenta: "O Partido, o Governo, o Exército, a sociedade, a educação, o norte, o sul, o leste e o oeste: o Partido está acima tudo".
A sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o Legislativo chinês, encerrou-se esta semana após uma quinzena de trabalhos equivalente, na prática, a uma longa coroação do homem a quem alguns especialistas chamam de "o novo imperador vermelho".
Os legisladores aprovaram uma reforma constitucional que permite a ele permanecer no cargo pelo tempo que desejar e converter sua ideologia em parte da lei chinesa. Uma reforma das estruturas governamentais que dão maior poder ao Partido Comunista. Nomeações de conselheiros absolutamente leais aos postos-chave que o cercam. Um novo poder, a Comissão Nacional de Supervisão, situada na hierarquia de comando no mesmo nível do Governo ou do Supremo Tribunal. Todas realizações impensáveis para seus antecessores imediatos e que colocam nas mãos de Xi um poder colossal.
Seus defensores — e dentro da China são muitos — afirmam que são mudanças necessárias. Seu acúmulo de poder, diz a analista Yangmei Xie, da consultoria Gavekal Economics, "não é mera politicagem em benefício próprio", mas "visa tornar a autoridade central mais eficiente e mais capaz de executar sua visão". O líder chinês, explica Xie, atua movido por "uma visão estratégica de longo prazo": levar a China a uma posição de grandeza global. É, segundo o mantra repetido várias vezes nos discursos oficiais, "o sonho chinês do rejuvenescimento da nação".
Outros especialistas sustentam uma visão menos otimista. A concentração de poder aumenta a possibilidade de que sejam tomadas decisões erradas que os líderes de nível inferior não possam ou não se atrevam a corrigir. A eliminação do prazo de permanência no poder pode dar lugar a um processo de sucessão caótico.
"Essas reformas romperam o legado político de Deng Xiaoping", afirma o comentarista político Wu Qiang. "Ele quer estabelecer um Novo Maoísmo, que também tem um componente nacionalista. Sua chamada reforma visa a construção da Grande Nação da China, um Estado-nação. Um Estado, uma nação, um Partido e um líder. É o caminho percorrido pela Espanha de Franco nos anos trinta."
Há ainda muita distância entre o fundador da "Nova China" e Xi Jinping, e a dinâmica sociedade chinesa atual, mais próspera e conectada com o mundo exterior, é muito diferente daquela da Revolução Cultural. Mas vem surgindo o que parece ser um crescente culto à sua personalidade: "Grande Líder do Povo"; "Guia do Povo"; "Núcleo do Partido"; "Timoneiro da nação". É assim que hoje em dia a mídia estatal e altos funcionários o exaltam. Em qualquer cidade da China, as ruas estão repletas de cartazes com seu nome e slogans.
Poucos previam esse rumo dos acontecimentos quando Xi foi nomeado secretário do partido, presidente da Comissão Militar Central e chefe de Estado entre novembro de 2012 e março de 2013. Os analistas ocidentais antecipavam na época que Xi seria um líder relativamente fraco, ou se revelaria um reformista como seu pai, ideólogo do milagre econômico de Shenzhen. Nenhuma das duas ideias se tornou verdadeira.
Ao longo de seus primeiros cinco anos de mandato, gradualmente, este "príncipe" filho de uma das grandes famílias do regime comunista soube ir acumulando uma a uma as rédeas do poder.
A campanha maciça contra a corrupção foi um de seus grandes instrumentos, o que lhe permitiu purgar seus inimigos políticos e desmantelar grandes facções de poder. O ex-chefe do serviço de segurança interna, Zhou Yongkang, foi um dos primeiros "tigres" (membros do alto escalão) a cair. Seguiram-se a ele os principais líderes militares, governadores e reguladores econômicos.
A lei tornou-se outro instrumento para aumentar o controle sobre a sociedade civil: advogados de direitos humanos, feministas, blogueiros loquazes e ativistas trabalhistas foram presos e, em muitos casos, condenados a anos de prisão. Jornalistas, acadêmicos e representantes culturais foram instruídos a manter uma adesão estrita: "o sobrenome de vocês deve ser Partido”, disse Xi em uma visita à sede dos principais meios de comunicação estatais em 2016.
Além da força, também apelou para o épico. Seu lema do "Sonho Chinês" envolve uma poderosa "narrativa moral", que afirma que após um século de abusos por parte do Ocidente, o Partido Comunista está fazendo justiça e, "finalmente, a China será restaurada como uma nação poderosa" no mundo, explica Kerry Brown, diretor do Centro Lau de Estudos Chineses da London School of Economics.
A luta contra a corrupção e o discurso otimista lhe renderam uma popularidade muito forte na China, onde o padrão de vida continua a melhorar e o cidadão comum — ao contrário da Europa — tem a convicção de que amanhã será ainda melhor do que hoje. "A maioria das pessoas vive do jeito que quer", explica Brown, "a política as aborrece e, finalmente, veem um líder aceito no exterior. Elas gostam da aura que agora envolve a China”.
No entanto, até mesmo entre os cidadãos que se declaram fervorosos apoiadores, o fato de os termos de seu mandato terem sido eliminados gera incredulidade. Afinal, Deng instituiu esses limites para evitar a repetição dos excessos do maoísmo e a possibilidade de um líder perpétuo. Xu, funcionário administrativo de 34 anos, dá de ombros. "Eu não quero ver um velho se perpetuar no poder, é claro. Mas se Xi precisa de mais tempo para consertar os problemas do país, e se consertá-los, por que não deixar que faça isso?”
Pequim 25 MAR 2018 - 18:21 CEST
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/23/internacional/1521802117_966121.html
Presidente chinês viu sua admissão ao Partido Comunista ser negada sete vezes
Hoje é visto por especialistas como o "novo imperador vermelho"
MACARENA VIDAL LIY
Sete vezes a resposta foi "não". O jovem Xi Jinping, enviado durante a Revolução Cultural para se reeducar em uma aldeia no norte da China, queria se juntar ao Partido Comunista. A resposta foi sempre a mesma: impossível. Seu pai, Xi Zhongxun, antigo herói da Revolução, tinha caído em desgraça e manchado o nome da família. O futuro presidente só conseguiu na oitava vez, em 1974, depois de persuadir um jovem líder local a respaldar sua candidatura com um café da manhã com ovos fritos. Como contou, essa experiência foi como nascer de novo. "Tornou-se mais vermelho do que a cor vermelha", disse um de seus amigos da época a um diplomata dos Estados Unidos.
Hoje, Xi Jinping é indiscutivelmente o homem mais poderoso da China desde a época de Mao Tsé-Tung. Um líder que, reconhecido e sem limites ao seu mandato, promete marcar época. E sua gestão ainda tem como guia o princípio que adotou naqueles anos setenta: "O Partido, o Governo, o Exército, a sociedade, a educação, o norte, o sul, o leste e o oeste: o Partido está acima tudo".
A sessão anual do Congresso Nacional do Povo, o Legislativo chinês, encerrou-se esta semana após uma quinzena de trabalhos equivalente, na prática, a uma longa coroação do homem a quem alguns especialistas chamam de "o novo imperador vermelho".
Os legisladores aprovaram uma reforma constitucional que permite a ele permanecer no cargo pelo tempo que desejar e converter sua ideologia em parte da lei chinesa. Uma reforma das estruturas governamentais que dão maior poder ao Partido Comunista. Nomeações de conselheiros absolutamente leais aos postos-chave que o cercam. Um novo poder, a Comissão Nacional de Supervisão, situada na hierarquia de comando no mesmo nível do Governo ou do Supremo Tribunal. Todas realizações impensáveis para seus antecessores imediatos e que colocam nas mãos de Xi um poder colossal.
Seus defensores — e dentro da China são muitos — afirmam que são mudanças necessárias. Seu acúmulo de poder, diz a analista Yangmei Xie, da consultoria Gavekal Economics, "não é mera politicagem em benefício próprio", mas "visa tornar a autoridade central mais eficiente e mais capaz de executar sua visão". O líder chinês, explica Xie, atua movido por "uma visão estratégica de longo prazo": levar a China a uma posição de grandeza global. É, segundo o mantra repetido várias vezes nos discursos oficiais, "o sonho chinês do rejuvenescimento da nação".
Outros especialistas sustentam uma visão menos otimista. A concentração de poder aumenta a possibilidade de que sejam tomadas decisões erradas que os líderes de nível inferior não possam ou não se atrevam a corrigir. A eliminação do prazo de permanência no poder pode dar lugar a um processo de sucessão caótico.
"Essas reformas romperam o legado político de Deng Xiaoping", afirma o comentarista político Wu Qiang. "Ele quer estabelecer um Novo Maoísmo, que também tem um componente nacionalista. Sua chamada reforma visa a construção da Grande Nação da China, um Estado-nação. Um Estado, uma nação, um Partido e um líder. É o caminho percorrido pela Espanha de Franco nos anos trinta."
Há ainda muita distância entre o fundador da "Nova China" e Xi Jinping, e a dinâmica sociedade chinesa atual, mais próspera e conectada com o mundo exterior, é muito diferente daquela da Revolução Cultural. Mas vem surgindo o que parece ser um crescente culto à sua personalidade: "Grande Líder do Povo"; "Guia do Povo"; "Núcleo do Partido"; "Timoneiro da nação". É assim que hoje em dia a mídia estatal e altos funcionários o exaltam. Em qualquer cidade da China, as ruas estão repletas de cartazes com seu nome e slogans.
Poucos previam esse rumo dos acontecimentos quando Xi foi nomeado secretário do partido, presidente da Comissão Militar Central e chefe de Estado entre novembro de 2012 e março de 2013. Os analistas ocidentais antecipavam na época que Xi seria um líder relativamente fraco, ou se revelaria um reformista como seu pai, ideólogo do milagre econômico de Shenzhen. Nenhuma das duas ideias se tornou verdadeira.
Ao longo de seus primeiros cinco anos de mandato, gradualmente, este "príncipe" filho de uma das grandes famílias do regime comunista soube ir acumulando uma a uma as rédeas do poder.
A campanha maciça contra a corrupção foi um de seus grandes instrumentos, o que lhe permitiu purgar seus inimigos políticos e desmantelar grandes facções de poder. O ex-chefe do serviço de segurança interna, Zhou Yongkang, foi um dos primeiros "tigres" (membros do alto escalão) a cair. Seguiram-se a ele os principais líderes militares, governadores e reguladores econômicos.
A lei tornou-se outro instrumento para aumentar o controle sobre a sociedade civil: advogados de direitos humanos, feministas, blogueiros loquazes e ativistas trabalhistas foram presos e, em muitos casos, condenados a anos de prisão. Jornalistas, acadêmicos e representantes culturais foram instruídos a manter uma adesão estrita: "o sobrenome de vocês deve ser Partido”, disse Xi em uma visita à sede dos principais meios de comunicação estatais em 2016.
Além da força, também apelou para o épico. Seu lema do "Sonho Chinês" envolve uma poderosa "narrativa moral", que afirma que após um século de abusos por parte do Ocidente, o Partido Comunista está fazendo justiça e, "finalmente, a China será restaurada como uma nação poderosa" no mundo, explica Kerry Brown, diretor do Centro Lau de Estudos Chineses da London School of Economics.
A luta contra a corrupção e o discurso otimista lhe renderam uma popularidade muito forte na China, onde o padrão de vida continua a melhorar e o cidadão comum — ao contrário da Europa — tem a convicção de que amanhã será ainda melhor do que hoje. "A maioria das pessoas vive do jeito que quer", explica Brown, "a política as aborrece e, finalmente, veem um líder aceito no exterior. Elas gostam da aura que agora envolve a China”.
No entanto, até mesmo entre os cidadãos que se declaram fervorosos apoiadores, o fato de os termos de seu mandato terem sido eliminados gera incredulidade. Afinal, Deng instituiu esses limites para evitar a repetição dos excessos do maoísmo e a possibilidade de um líder perpétuo. Xu, funcionário administrativo de 34 anos, dá de ombros. "Eu não quero ver um velho se perpetuar no poder, é claro. Mas se Xi precisa de mais tempo para consertar os problemas do país, e se consertá-los, por que não deixar que faça isso?”
Pequim 25 MAR 2018 - 18:21 CEST
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/23/internacional/1521802117_966121.html
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Data da postagem: 25/06/2018, 05:06
Citação de: Johnny Cash em 24 de Junho de 2018, 22:43:34
O espião "profissa" está fazendo o seu papel, e agora traz mais informações:

Zeitgeist: Por que a China precisa da Coreia do Norte
Pequeno país comunista é um estado tampão no ponto mais vulnerável da fronteira da China e eleva a dependência dos EUA dos chineses. Confira na coluna Zeitgeist, por Alexandre Schossler.
A declaração do presidenciável republicano Donald Trump sobre as tropas americanas estacionadas na Coreia do Sul – sugerindo que Seul pague pela proteção – e os reiterados testes nucleares da Coreia do Norte chamam a atenção para uma das construções geopolíticas mais peculiares do pós-Guerra: a divisão da Península Coreana em dois estados, popularmente conhecidos como Coreia do Norte e Coreia do Sul.
Essa divisão é um resultado direto da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial e deu fim ao domínio japonês na península. Em 1910, o Japão havia anexado a então Coreia, dando a ela o status de província. Com a derrota do Japão na guerra, Estados Unidos e União Soviética assumiram a administração do território coreano e o dividiram entre si, dando origem aos dois atuais estados do norte e do sul.
Em 1950, o norte invadiu o sul para tentar impor a reunificação da península, sem sucesso. Ao contrário, o conflito de três anos daí resultante, a Guerra da Coreia, acabou sedimentando a divisão entre o norte comunista, já sob a esfera de influência da China, e o sul capitalista, aliado dos EUA. Sem grandes mudanças, essa é a situação que perdura até hoje.
Um pilar essencial para a manutenção desse status quo são os interesses da China. Muitos analistas consideram a Coreia do Norte um estado tampão, cuja existência impede que a China tenha fronteira com um país capitalista e aliado dos Estados Unidos, onde estão estacionados 28 mil soldados americanos.
A favor dessa visão está a tese de que a China tem seu ponto mais vulnerável na fronteira com a Península da Coreia. Por outros lugares, esse país de dimensão continental é difícil de ser atacado, com montanhas, florestas, desertos e a Sibéria oferecendo proteções naturais. Como aponta o especialista em geopolítica George Friedman, um dos poucos locais onde a China é vulnerável é o Rio Yalu, que separa o país da Coreia do Norte.
Assim, é do total interesse da China que a Coreia do Norte continue sendo exatamente o que ela é - um regime comunista, inimigo dos EUA - e que a reunificação da Península da Coreia nunca ocorra.
Friedman, porém, vai um pouco além na sua análise da importância geopolítica da Coreia do Norte para a China: segundo ele, a existência desse pequeno país comunista, com suas obsessões nucleares, eleva a dependência que os EUA têm da China – pois só a China sabe lidar com essa ameaça incontrolável (aos olhos dos EUA). Assim, enquanto existir a Coreia do Norte e seu programa nuclear, os Estados Unidos vão precisar da China para controlar o perigo e evitar um conflito.
Nos últimos anos, porém, o governo da China deu sinais de que anda perdendo a paciência com a Coreia do Norte e seu jogo nuclear. No início de março, os chineses concordaram com sanções mais duras ao regime em Pyongyang pelo Conselho de Segurança da ONU – mas não tão duras que arrisquem a estabilidade do regime no pequeno país vizinho.
Publicada às segundas-feiras, a coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias.
Ata 06.06.2016
Autoria Alexandre Schossler
Palavras-chave Zeitgeist
Feedback : Comentário
Link permanente http://p.dw.com/p/1J1VR
http://www.dw.com/pt-br/zeitgeist-por-que-a-china-precisa-da-coreia-do-norte/a-19310361
Citação de: JJ em 13 de Junho de 2018, 18:58:42[...]
A China certamente não se opõe a desnuclearização da península coreana, mas, com relação a unificação, a posição é oposta, a China não tem nenhum interesse no fim do regime da Coréia do Norte, pois a CN serve como um Estado tampão, de modo que não haja tropas adversárias próximas a sua fronteira naquela região.
Eu sempre fico perplexo com essas declarações de civis brasileiros sobre quais são (reais) as intenções de um estado gigante e consideravelmente fechado como a China.
Bem... estou certo da paciência com que lerá esse meu post, caso trate-se de um espião profissional passando o tempo abrindo o jogo aqui nesse fórum internético.
O espião "profissa" está fazendo o seu papel, e agora traz mais informações:
Zeitgeist: Por que a China precisa da Coreia do Norte
Pequeno país comunista é um estado tampão no ponto mais vulnerável da fronteira da China e eleva a dependência dos EUA dos chineses. Confira na coluna Zeitgeist, por Alexandre Schossler.
A declaração do presidenciável republicano Donald Trump sobre as tropas americanas estacionadas na Coreia do Sul – sugerindo que Seul pague pela proteção – e os reiterados testes nucleares da Coreia do Norte chamam a atenção para uma das construções geopolíticas mais peculiares do pós-Guerra: a divisão da Península Coreana em dois estados, popularmente conhecidos como Coreia do Norte e Coreia do Sul.
Essa divisão é um resultado direto da vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial e deu fim ao domínio japonês na península. Em 1910, o Japão havia anexado a então Coreia, dando a ela o status de província. Com a derrota do Japão na guerra, Estados Unidos e União Soviética assumiram a administração do território coreano e o dividiram entre si, dando origem aos dois atuais estados do norte e do sul.
Em 1950, o norte invadiu o sul para tentar impor a reunificação da península, sem sucesso. Ao contrário, o conflito de três anos daí resultante, a Guerra da Coreia, acabou sedimentando a divisão entre o norte comunista, já sob a esfera de influência da China, e o sul capitalista, aliado dos EUA. Sem grandes mudanças, essa é a situação que perdura até hoje.
Um pilar essencial para a manutenção desse status quo são os interesses da China. Muitos analistas consideram a Coreia do Norte um estado tampão, cuja existência impede que a China tenha fronteira com um país capitalista e aliado dos Estados Unidos, onde estão estacionados 28 mil soldados americanos.
A favor dessa visão está a tese de que a China tem seu ponto mais vulnerável na fronteira com a Península da Coreia. Por outros lugares, esse país de dimensão continental é difícil de ser atacado, com montanhas, florestas, desertos e a Sibéria oferecendo proteções naturais. Como aponta o especialista em geopolítica George Friedman, um dos poucos locais onde a China é vulnerável é o Rio Yalu, que separa o país da Coreia do Norte.
Assim, é do total interesse da China que a Coreia do Norte continue sendo exatamente o que ela é - um regime comunista, inimigo dos EUA - e que a reunificação da Península da Coreia nunca ocorra.
Friedman, porém, vai um pouco além na sua análise da importância geopolítica da Coreia do Norte para a China: segundo ele, a existência desse pequeno país comunista, com suas obsessões nucleares, eleva a dependência que os EUA têm da China – pois só a China sabe lidar com essa ameaça incontrolável (aos olhos dos EUA). Assim, enquanto existir a Coreia do Norte e seu programa nuclear, os Estados Unidos vão precisar da China para controlar o perigo e evitar um conflito.
Nos últimos anos, porém, o governo da China deu sinais de que anda perdendo a paciência com a Coreia do Norte e seu jogo nuclear. No início de março, os chineses concordaram com sanções mais duras ao regime em Pyongyang pelo Conselho de Segurança da ONU – mas não tão duras que arrisquem a estabilidade do regime no pequeno país vizinho.
Publicada às segundas-feiras, a coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias.
Ata 06.06.2016
Autoria Alexandre Schossler
Palavras-chave Zeitgeist
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Data da postagem: 25/06/2018, 05:35


Citação de: Geotecton em 09 de Março de 2014, 11:31:37
Só o EUA é uma superpotência considerando os aspectos militar, econômico, científico, tecnológico, superfície total, população total, agricultura e recursos naturais.
Fanfic.
Citação de: _Juca_ em 09 de Março de 2014, 09:57:33Citação de: Skeptikós em 08 de Março de 2014, 23:39:12
Depende de que critérios se utilize para considerar uma nação como uma super-potência.
Se considerarmos apenas o PIB e a força militar por exemplo, neste caso a China já uma super-potência, pois tem o segundo maior PIB do mundo, e possui uma das maiores forças militares do planeta.
Só os EUA são uma superpotência militar.
Só o EUA é uma superpotência considerando os aspectos militar, econômico, científico, tecnológico, superfície total, população total, agricultura e recursos naturais.
Fanfic.
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Data da postagem: 26/10/2018, 15:44

Eis do que as potências ocidentais estão se borrando de medo, principalmente EUA e Europa Ocidental, em relação a China:
Made in China 2025
https://en.wikipedia.org/wiki/Made_in_China_2025
Nova Rota da Seda
https://en.wikipedia.org/wiki/Belt_and_Road_Initiative
Por isto TANTA guerra econômica e corrida militar. Até o Japão voltou a se armar até os dentes.
Made in China 2025
https://en.wikipedia.org/wiki/Made_in_China_2025
Nova Rota da Seda
https://en.wikipedia.org/wiki/Belt_and_Road_Initiative
Por isto TANTA guerra econômica e corrida militar. Até o Japão voltou a se armar até os dentes.
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Data da postagem: 26/10/2018, 15:53


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Data da postagem: 26/10/2018, 16:26

Citação de: Sergiomgbr em 26 de Outubro de 2018, 19:44:35
Só o EUA é uma superpotência considerando os aspectos militar, econômico, científico, tecnológico, superfície total, população total, agricultura e recursos naturais.
Fanfic.
Não.
Realista.
Citação de: Geotecton em 09 de Março de 2014, 11:31:37Citação de: _Juca_ em 09 de Março de 2014, 09:57:33
Citação de: Skeptikós em 08 de Março de 2014, 23:39:12
Depende de que critérios se utilize para considerar uma nação como uma super-potência.
Se considerarmos apenas o PIB e a força militar por exemplo, neste caso a China já uma super-potência, pois tem o segundo maior PIB do mundo, e possui uma das maiores forças militares do planeta.
Só os EUA são uma superpotência militar.
Só o EUA é uma superpotência considerando os aspectos militar, econômico, científico, tecnológico, superfície total, população total, agricultura e recursos naturais.
Fanfic.
Não.
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Data da postagem: 26/10/2018, 18:21

Citação de: Peter Joseph em 26 de Outubro de 2018, 19:53:17
Os países estão reagindo, cada um a seu modo.
Eis do que as potências ocidentais estão se borrando de medo, principalmente EUA e Europa Ocidental, em relação a China:
Made in China 2025
https://en.wikipedia.org/wiki/Made_in_China_2025
Nova Rota da Seda
https://en.wikipedia.org/wiki/Belt_and_Road_Initiative
Por isto TANTA guerra econômica e corrida militar. Até o Japão voltou a se armar até os dentes.
Os países estão reagindo, cada um a seu modo.
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Data da postagem: 26/10/2018, 18:21
