
Clube Cético
Ciência e Fé
Autor: Jetro | Categoria: Religiões, Crenças e Mitos | Exibições: 31465 Comentários: 342

Os principais avanços da psicologia e ciências cognitivas são posteriores da década de 50. A mente humana na época do Einstein era um grande mistério. Não dá para levar muito em consideração o que qualquer um dizia sobre isso na época, mesmo o Einstein.
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Data da postagem: 12/12/2011, 16:08

Mais uma citação de Einstein mais clara ainda:
"It was, of course, a lie what you read about my religious convictions, a lie which is being systematically repeated. I do not believe in a personal God and I have never denied this but have expressed it clearly. If something is in me which can be called religious then it is the unbounded admiration for the structure of the world so far as our science can reveal it."
"Foi, é claro, uma mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que vem sendo sistematicamente repetida. Eu não acredito em um Deus pessoal e nunca neguei isto, mas o expressei claramente. Se há algo em mim que pode ser chamado de religioso, é minha admiração irrestrita pela estrutura do mundo tanto quanto a ciência pode revelá-la."
http://www.bookyards.com/biography.html?author_id=2970&author_name=Einstein%2C%20Albert
Einstein claramente não acreditava em Deus. Agora, isso não significa que a frase que o Jetro postou seja inteiramente mentira: Einstein não gostava do termo "ateu", para ele esse termo carregava uma rejeição explícita e dogmática da existência de Deus, que ele considerava pouco humilde.
"I have repeatedly said that in my opinion the idea of a personal God is a childlike one. You may call me an agnostic, but I do not share the crusading spirit of the professional atheist whose fervor is mostly due to a painful act of liberation from the fetters of religious indoctrination received in youth. I prefer an attitude of humility corresponding to the weakness of our intellectual understanding of nature and of our own being."
"Eu tenho repetidamente dito que em minha opinião a ideia de um Deus pessoal é infantil. Você pode me chamar de agnóstico, mas eu não compartilho o mesmo espírito de cruzado do ateu profissional cujo fervor se deve principalmente ao doloroso ato de liberação das correntes da doutrinação religiosa recebida na juventude. Eu prefiro uma atitude de humildade correspondente à fraqueza de nosso entendimento intelectual da natureza e de nosso próprio ser."
Ele rejeitava até mesmo o rótulo de panteísta, Einstein se autodeclarava "agnóstico", "descrente religioso" e "crente no Deus de Spinoza".
http://en.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein%27s_religious_views
"It was, of course, a lie what you read about my religious convictions, a lie which is being systematically repeated. I do not believe in a personal God and I have never denied this but have expressed it clearly. If something is in me which can be called religious then it is the unbounded admiration for the structure of the world so far as our science can reveal it."
"Foi, é claro, uma mentira o que você leu sobre minhas convicções religiosas, uma mentira que vem sendo sistematicamente repetida. Eu não acredito em um Deus pessoal e nunca neguei isto, mas o expressei claramente. Se há algo em mim que pode ser chamado de religioso, é minha admiração irrestrita pela estrutura do mundo tanto quanto a ciência pode revelá-la."
http://www.bookyards.com/biography.html?author_id=2970&author_name=Einstein%2C%20Albert
Einstein claramente não acreditava em Deus. Agora, isso não significa que a frase que o Jetro postou seja inteiramente mentira: Einstein não gostava do termo "ateu", para ele esse termo carregava uma rejeição explícita e dogmática da existência de Deus, que ele considerava pouco humilde.
"I have repeatedly said that in my opinion the idea of a personal God is a childlike one. You may call me an agnostic, but I do not share the crusading spirit of the professional atheist whose fervor is mostly due to a painful act of liberation from the fetters of religious indoctrination received in youth. I prefer an attitude of humility corresponding to the weakness of our intellectual understanding of nature and of our own being."
"Eu tenho repetidamente dito que em minha opinião a ideia de um Deus pessoal é infantil. Você pode me chamar de agnóstico, mas eu não compartilho o mesmo espírito de cruzado do ateu profissional cujo fervor se deve principalmente ao doloroso ato de liberação das correntes da doutrinação religiosa recebida na juventude. Eu prefiro uma atitude de humildade correspondente à fraqueza de nosso entendimento intelectual da natureza e de nosso próprio ser."
Ele rejeitava até mesmo o rótulo de panteísta, Einstein se autodeclarava "agnóstico", "descrente religioso" e "crente no Deus de Spinoza".
http://en.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein%27s_religious_views
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Data da postagem: 12/12/2011, 18:36

Citação de: Angelo Melo em 12 de Dezembro de 2011, 18:12:43
Ao longo de sua vida adulta Einstein transitou entre o deus de Spinoza e um suave agnosticismo.
[...]
A visão de Einstein de Deus poderia ser descrita como panteísta, ele se identificava com as idéias de Spinoza.
http://www.stephenjaygould.org/ctrl/quotes_einstein.html
Ao longo de sua vida adulta Einstein transitou entre o deus de Spinoza e um suave agnosticismo.
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Data da postagem: 12/12/2011, 18:54

A carta toda é suspeita: para que falar em evolucionismo? E essa história de místico também não se parece com um texto do albert. Alguém com o original em inglês e a fonte?
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Data da postagem: 12/12/2011, 20:47
Citação de: Derfel em 12 de Dezembro de 2011, 23:47:11
Essa parte do evolucionismo não parece verdadeira também. O original da outra parte está no link que postei. Compare o texto em português com o texto em inglês:
“The fairest thing we can experience is the mysterious. It is the fundamental emotion which stands at the cradle of true art and true science. He who knows it not and can no longer wonder, no longer feel amazement, is as good as dead, a snuffed-out candle. It was the experience of mystery — even if mixed with fear — that engendered religion. A knowledge of the existence of something we cannot penetrate, of the manifestations of the profoundest reason and the most radiant beauty, which are only accessible to our reason in their most elementary forms-it is this knowledge and this emotion that constitute the truly religious attitude; in this sense, and in this alone, I am a deeply religious man. I cannot conceive of a God who rewards and punishes his creatures, or has a will of the type of which we are conscious in ourselves. An individual who should survive his physical death is also beyond my comprehension, nor do I wish it otherwise; such notions are for the fears or absurd egoism of feeble souls. Enough for me the mystery of the eternity of life, and the inkling of the marvellous structure of reality, together with the single-hearted endeavour to comprehend a portion, be it never so tiny, of the reason that manifests itself in nature.”
Albert Einstein, The World as I See It, Secaucus, New Jersy: The Citadel Press, 1999, p. 5.
A carta toda é suspeita: para que falar em evolucionismo? E essa história de místico também não se parece com um texto do albert. Alguém com o original em inglês e a fonte?
Essa parte do evolucionismo não parece verdadeira também. O original da outra parte está no link que postei. Compare o texto em português com o texto em inglês:
“The fairest thing we can experience is the mysterious. It is the fundamental emotion which stands at the cradle of true art and true science. He who knows it not and can no longer wonder, no longer feel amazement, is as good as dead, a snuffed-out candle. It was the experience of mystery — even if mixed with fear — that engendered religion. A knowledge of the existence of something we cannot penetrate, of the manifestations of the profoundest reason and the most radiant beauty, which are only accessible to our reason in their most elementary forms-it is this knowledge and this emotion that constitute the truly religious attitude; in this sense, and in this alone, I am a deeply religious man. I cannot conceive of a God who rewards and punishes his creatures, or has a will of the type of which we are conscious in ourselves. An individual who should survive his physical death is also beyond my comprehension, nor do I wish it otherwise; such notions are for the fears or absurd egoism of feeble souls. Enough for me the mystery of the eternity of life, and the inkling of the marvellous structure of reality, together with the single-hearted endeavour to comprehend a portion, be it never so tiny, of the reason that manifests itself in nature.”
Albert Einstein, The World as I See It, Secaucus, New Jersy: The Citadel Press, 1999, p. 5.
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Data da postagem: 12/12/2011, 21:51

Citação de: Jetro em 12 de Dezembro de 2011, 17:43:06
O Einstein que eu conheço não diria a parte que isolei acima. Seria contra o próprio ponto de vista científico dele.
Também, observo que a maneira como é dito "estes cientistas" soa depreciativa, cheia de repulsa mesmo, como quem não faz parte da categoria e a detesta. Isso deve indicar alguma coisa sobre que tipo de indivíduo realmente teria escrito isso.
No interior do átomo não reinam a harmonia e a regularidade que estes cientistas costumam pressupor. Nele se depreendem apenas leis prováveis, formuladas na base de estatísticas reformáveis.
ALBERT EINSTEIN (1879-1955)
(colaboração de: Ronney Robson d'Avila Mendes )
yennor@ibest.com.br
Gostaria de obter opiniões a respeito desse texto.
O Einstein que eu conheço não diria a parte que isolei acima. Seria contra o próprio ponto de vista científico dele.
Também, observo que a maneira como é dito "estes cientistas" soa depreciativa, cheia de repulsa mesmo, como quem não faz parte da categoria e a detesta. Isso deve indicar alguma coisa sobre que tipo de indivíduo realmente teria escrito isso.
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Data da postagem: 12/12/2011, 21:54

Citação de: Jetro em 12 de Dezembro de 2011, 18:05:46
Por que só ou louco ou "mudava de opinião" (frequentemente, você deve ter querido dizer? -- se isso, haveria algum problema em mudar de opinião frequentemente, desde que para se adaptar à realidade?)?
Uma coisa que verifico é o hábito de muitos que formulam questões e já propõem as possíveis respostas como se a realidade fosse um teste de múltipla escolha, e com escolhas determinadas justamente pelo questionador! Que tipo de perguntas são essas? Não científicas, por certo. Por exemplo, há aqui mesmo adeptos de um princípio fantástico chamado duplipensamento que tiram da manga toda vez que surge uma contradição gritante entre uma realidade e outra relativas às expressões do pensamento humano para tentar compatibilizar as coisas. Então, você já poderia ter três alternativas. Eu poderia lembrar que pessoas mentem, também. Dizem algo que não pensam só para não serem antipáticas, proscritas ou coisa pior; até por outras razões: matar o tempo, fazer outros de bobos, etc. Já seriam 4 alternativas. Mas, se você pensar cientificamente, não há alternativas pré-estabelecidas. Todas não contraditórias podem servir, até as imponderáveis a priori. Assim, destas 4, por exemplo, só uma não serviria por ser acientífica -- duplipensamento. As outras 3 podem ser mas nunca se deve descartar possibilidades insondadas que só podemos descobrir empiricamente.
Citação de: Dr. Manhattan em 12 de Dezembro de 2011, 17:48:32"The word god is for me nothing more than the expression and product of human weaknesses, the Bible a collection of honourable, but still primitive legends which are nevertheless pretty childish. No interpretation no matter how subtle can (for me) change this."
A. Einstein, 03/01/1954
Tradução minha: "A palavra deus é para mim nada mais que a expressão e o produto da fraqueza humana, a bíblia uma coleção de lendas honoráveis, mas ainda assim primitivas que são no entanto bastante infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil pode (para mim) mudar isso."
Com base nessa citação e nas demais que temos, como "A ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é cega", etc. mostra que ele ou era louco ou mudava de opinião.
Pensando aqui, ele se referiu "ao Termo deus" e não "A idéia de um Deus".
E isso deixa margem a ser refletida essa frase.
Em contrapartida, foi muito literal, no texto que eu postei acima.
Qual deveríamos aceitar como válido?
Por que só ou louco ou "mudava de opinião" (frequentemente, você deve ter querido dizer? -- se isso, haveria algum problema em mudar de opinião frequentemente, desde que para se adaptar à realidade?)?
Uma coisa que verifico é o hábito de muitos que formulam questões e já propõem as possíveis respostas como se a realidade fosse um teste de múltipla escolha, e com escolhas determinadas justamente pelo questionador! Que tipo de perguntas são essas? Não científicas, por certo. Por exemplo, há aqui mesmo adeptos de um princípio fantástico chamado duplipensamento que tiram da manga toda vez que surge uma contradição gritante entre uma realidade e outra relativas às expressões do pensamento humano para tentar compatibilizar as coisas. Então, você já poderia ter três alternativas. Eu poderia lembrar que pessoas mentem, também. Dizem algo que não pensam só para não serem antipáticas, proscritas ou coisa pior; até por outras razões: matar o tempo, fazer outros de bobos, etc. Já seriam 4 alternativas. Mas, se você pensar cientificamente, não há alternativas pré-estabelecidas. Todas não contraditórias podem servir, até as imponderáveis a priori. Assim, destas 4, por exemplo, só uma não serviria por ser acientífica -- duplipensamento. As outras 3 podem ser mas nunca se deve descartar possibilidades insondadas que só podemos descobrir empiricamente.
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Data da postagem: 12/12/2011, 22:11

Citação de: Alexssc em 12 de Dezembro de 2011, 18:28:29
Parece um epitáfio anedótico. Nas lápides costuma-se colocar as datas de nascimento e morte. Meus deus! Será que foi proveniente de um ato de vandalismo?! Teria alguém pixado isso na lápide do Albert e outro alguém leu e acreditou?!...
Jetro,
CitarGostaria de obter opiniões a respeito desse texto.
Eu gostaria de saber qual é a fonte do texto. De qual obra foi retirada? Ou será mais uma anedota "internética"?
Parece um epitáfio anedótico. Nas lápides costuma-se colocar as datas de nascimento e morte. Meus deus! Será que foi proveniente de um ato de vandalismo?! Teria alguém pixado isso na lápide do Albert e outro alguém leu e acreditou?!...
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Data da postagem: 12/12/2011, 22:19

Citação de: gilberto em 12 de Dezembro de 2011, 19:08:46
Isso é um ponto de vista!
Você, claro, sempre antenado nesse aspecto das questões relativas. Qual seria a perspectiva de Einstein diante do paradigma científico cognitivo atual? Independente de qualquer suposta posição religiosa de Eisntein.
Os principais avanços da psicologia e ciências cognitivas são posteriores da década de 50. A mente humana na época do Einstein era um grande mistério. Não dá para levar muito em consideração o que qualquer um dizia sobre isso na época, mesmo o Einstein.
Isso é um ponto de vista!
Você, claro, sempre antenado nesse aspecto das questões relativas. Qual seria a perspectiva de Einstein diante do paradigma científico cognitivo atual? Independente de qualquer suposta posição religiosa de Eisntein.
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Data da postagem: 12/12/2011, 22:27

Citação de: Cientista em 13 de Dezembro de 2011, 01:27:14
Olá Cientista,
o Einstein era um cientista padrão (fora a sua genialidade é claro). Então ao ser perguntado sobre o seu processo cognitivo de criação científica e até de religiosidade, acho que ele iria explicar de forma padrão, ou seja, neuro-computacional. Agora ele sempre teve sacadas exóticas e simples, então não seria surpresa que ele falasse em explicações matemáticas heterodoxas tipo automato celular.
Mas uma curiosidade é que todo aquele monte de grandes gênios pré segunda guerra, que criaram teorias fantásticas como a Mecânica Quântica, não tinham nem como imaginar como funcionava o cérebro, e acho que não tinham noção do que poderia ser um processo computacional e que tipo de problemas poderiam ser abordados dessa forma.
O Schrodinger foi um dos primeiros a tentar descrever o que é a vida do ponto de vista mais universal, e abordar problemas que eram muito genéricos para a ciência hard core da época. Só não lembro o que ele disse, algo sobre entropia.
Parece que o primeiro grande gênio a ter a moderna noção de processamento mental foi o Turing. Outro pioneiro na modelagem matemática computacional foi o Von Newmann, mas não sei se ele tinha o ideal de explicar pensamento como o Turing disse: "pensar é computar".
Isso é um ponto de vista!
Você, claro, sempre antenado nesse aspecto das questões relativas. Qual seria a perspectiva de Einstein diante do paradigma científico cognitivo atual? Independente de qualquer suposta posição religiosa de Eisntein.
Olá Cientista,
o Einstein era um cientista padrão (fora a sua genialidade é claro). Então ao ser perguntado sobre o seu processo cognitivo de criação científica e até de religiosidade, acho que ele iria explicar de forma padrão, ou seja, neuro-computacional. Agora ele sempre teve sacadas exóticas e simples, então não seria surpresa que ele falasse em explicações matemáticas heterodoxas tipo automato celular.
Mas uma curiosidade é que todo aquele monte de grandes gênios pré segunda guerra, que criaram teorias fantásticas como a Mecânica Quântica, não tinham nem como imaginar como funcionava o cérebro, e acho que não tinham noção do que poderia ser um processo computacional e que tipo de problemas poderiam ser abordados dessa forma.
O Schrodinger foi um dos primeiros a tentar descrever o que é a vida do ponto de vista mais universal, e abordar problemas que eram muito genéricos para a ciência hard core da época. Só não lembro o que ele disse, algo sobre entropia.
Parece que o primeiro grande gênio a ter a moderna noção de processamento mental foi o Turing. Outro pioneiro na modelagem matemática computacional foi o Von Newmann, mas não sei se ele tinha o ideal de explicar pensamento como o Turing disse: "pensar é computar".
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Data da postagem: 12/12/2011, 23:21