
Clube Cético
Desarmar o povo... de novo?
Autor: Gutislo, o godo | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 139303 Comentários: 2048

Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 09:28:52
Antes de aprofundar me responda se você acha que haverá redução de assaltos, latrocínios devido a proibição de porte de arma.
Citação de: Agnóstico em 02 de Abril de 2013, 22:50:06mas ficou claro que o problema está longe de ser as armas dos civis não?
Não está longe de ser as armas dos civis, elas são parte integrante do problema, e também não são uma parte isolada, ou causa única. Caramba, eu falo isso desde as primeiras postagens.
Antes de aprofundar me responda se você acha que haverá redução de assaltos, latrocínios devido a proibição de porte de arma.
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Data da postagem: 03/04/2013, 06:28

Citação de: Agnóstico em 03 de Abril de 2013, 10:28:08
Antes de aprofundar me responda se você acha que haverá redução de assaltos, latrocínios devido a proibição de porte de arma.
Difícil te dizer. Haverá com certeza menos crimes envolvendo armas de fogo e isso quer dizer menos poder para quem quiser cometer um crime e menos letalidade, inclusive e sobretudo nas disputas pessoais. A partir daí, é possível fazer muitas conjecturas. Haverá menos violência, isso da pra dizer com certeza.
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 09:28:52Citação de: Agnóstico em 02 de Abril de 2013, 22:50:06
mas ficou claro que o problema está longe de ser as armas dos civis não?
Não está longe de ser as armas dos civis, elas são parte integrante do problema, e também não são uma parte isolada, ou causa única. Caramba, eu falo isso desde as primeiras postagens.
Antes de aprofundar me responda se você acha que haverá redução de assaltos, latrocínios devido a proibição de porte de arma.
Difícil te dizer. Haverá com certeza menos crimes envolvendo armas de fogo e isso quer dizer menos poder para quem quiser cometer um crime e menos letalidade, inclusive e sobretudo nas disputas pessoais. A partir daí, é possível fazer muitas conjecturas. Haverá menos violência, isso da pra dizer com certeza.
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Data da postagem: 03/04/2013, 06:41

Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:13:40
Quem disseisso foi o próprio cara da Viva Rio: "Entre os principais representantes da sociedade civil que auxiliaram os parlamentares estava Antonio Rangel Bandeira, pesquisador do projeto de Controle de Armas da ONG Viva Rio. O sociólogo foi o primeiro a ser ouvido pela CPI fluminense, em sessão na segunda-feira 21. Coube ao acadêmico, autor de uma pesquisa sobre o tráfico de armas no Brasil, situar os deputados sobre os números e principais resoluções obtidas pela pesquisa e a CPI do Congresso.
Bandeira, em entrevista à CartaCapital, detalha os pontos e propostas apresentadas em sua fala na Alerj. Para ele, a Comissão deveria concentrar seus esforços em investigar o tráfico interno de armas, que corresponde a 93% do armamento ilegal do país. Pelo levantamento, 63% destas armas foram vendidas de forma legal antes de entrarem para o mercado negro. “Isso demonstra que não há controle interno. As armas saem dos fabricantes e caem na mão do crime organizado. Quem tem que responder por isso são as autoridades brasileiras de fiscalização"
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:13:40
No próprio estudo que voce passou ele fala sobre isso, o "comércio-bumerangue", onde armas exportadas pelas indústrias nacionais retornam na mão de traficantes de armas. Voce não leu o estudo né, só se fixou nos números que concordavam com a sua ideologia.
E no mesmo relatório*
"A CPI das armas, ao investigar os desvios de armas no RJ, apurou que apenas 8 lojas
foram identificadas como compradoras de 68% das 10.549 armas rastreadas pelos
fabricantes brasileiros, apreendidas posteriormente na ilegalidade. Essas lojas não foram
investigadas por isso e continuam até hoje operando."
O que? Um relatório apontando que lojas de armas desviam armamentos?
Juca, procure fontes, as a suas estão indo totalmente contra o que voce alega.
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:13:40
Armas de caça são grandes, sendo ou não de grosso calibre. O relatório que voce postou mostra que o grande problema da violência são as armas de mão, revólveres e pistolas. Segundo o mesmo relatório os sertanejos e sitiantes no interior do Brasil se armam principalmente de armas de fabricação caseira.
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:13:40
Os números mostram claramente que a maioria das armas não passaram pelas mão de civís antes de chegar aos criminosos, os números ja te desmentiram, pare de insistir.
Citação de: Barata Tenno em 02 de Abril de 2013, 23:29:09
Traficantes de armas.
São exportadas pelas industrias nacionais e voltam nas mãos de traficantes.
Dados? Todas as armas ou até mesmo a maioria que são vendidas em lojas do Paraguay são para traficantes, tem certeza?
Quem disseisso foi o próprio cara da Viva Rio: "Entre os principais representantes da sociedade civil que auxiliaram os parlamentares estava Antonio Rangel Bandeira, pesquisador do projeto de Controle de Armas da ONG Viva Rio. O sociólogo foi o primeiro a ser ouvido pela CPI fluminense, em sessão na segunda-feira 21. Coube ao acadêmico, autor de uma pesquisa sobre o tráfico de armas no Brasil, situar os deputados sobre os números e principais resoluções obtidas pela pesquisa e a CPI do Congresso.
Bandeira, em entrevista à CartaCapital, detalha os pontos e propostas apresentadas em sua fala na Alerj. Para ele, a Comissão deveria concentrar seus esforços em investigar o tráfico interno de armas, que corresponde a 93% do armamento ilegal do país. Pelo levantamento, 63% destas armas foram vendidas de forma legal antes de entrarem para o mercado negro. “Isso demonstra que não há controle interno. As armas saem dos fabricantes e caem na mão do crime organizado. Quem tem que responder por isso são as autoridades brasileiras de fiscalização"
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:13:40
CitarO fato de serem produzidas aqui não quer dizer que foram vendidas em lojas
Errado. A fabrica produz, emite nota fiscal, numera e registra as armas e elas não são vendidas diretamente para pessoas físicas, ou vão para governo ou varejo autorizado. Não existe outro meio, e eu duvido muito que eles precisem se sujar desviando o arsenal fabricado diretamente para traficantes ou outros. Você poderia alegar que as lojas possam desviar essas armas, mas mesmo isso nunca foi apontado em nenhum relatório, e não me parece que as lojas em geral precisem ou querem desviar.
No próprio estudo que voce passou ele fala sobre isso, o "comércio-bumerangue", onde armas exportadas pelas indústrias nacionais retornam na mão de traficantes de armas. Voce não leu o estudo né, só se fixou nos números que concordavam com a sua ideologia.
E no mesmo relatório*
"A CPI das armas, ao investigar os desvios de armas no RJ, apurou que apenas 8 lojas
foram identificadas como compradoras de 68% das 10.549 armas rastreadas pelos
fabricantes brasileiros, apreendidas posteriormente na ilegalidade. Essas lojas não foram
investigadas por isso e continuam até hoje operando."
O que? Um relatório apontando que lojas de armas desviam armamentos?
Juca, procure fontes, as a suas estão indo totalmente contra o que voce alega.
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:13:40
CitarArmas de caça, segundo SUA pesquisa são minoria nos crimes violentos praticados por criminosos. Segundo SUA pesquisa as armas de pequeno porte é que são o problema, ninguém assalta no semáforo com uma carabina. A grande maioria das armas de caça são apreendidas com caçadores ilegais no Pantanal e na região amazônica. E do total de armas retiradas nas mãos de civis 54% são armas de caça.
Eu pensei que você fosse bom com números. As armas de caça de grosso calibre, que devem ser minoria dentro das armas de caça ( pra caçar perdiz, tatu ou capivara não é preciso muito) cabem perfeitamente fora do grosso das armas de baixo calibre que são apreendidas e dentro das 80% de armas nacionais ou 20% estrangeiras. As armas de caça apreendidas não passam dos 15% do total entre legais e ilegais, e para quem sabe como funciona as coisas nos sertões brasileiros, é fato que historicamente elas são usadas para um pouco além da prática da caça esportiva ou predatória. E também sabe que qualquer sitiante de qualquer lugar possui algum tipo de arma de fogo.
Armas de caça são grandes, sendo ou não de grosso calibre. O relatório que voce postou mostra que o grande problema da violência são as armas de mão, revólveres e pistolas. Segundo o mesmo relatório os sertanejos e sitiantes no interior do Brasil se armam principalmente de armas de fabricação caseira.
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:13:40
CitarTodas as armas produzidas industrialmente no planeta saem da fábrica registradas. Todas as armas industrializadas do planeta foram legais na sua origem.
E pela milésima vez, não, a grande maioria das armas aprendidas aqui não foram compradas por cidadãos de bem numa loja, sairam das fábricas, direto para o porto e retornaram por meio de contrabando ou saíram da fábrica para as corporações militares e policiais e dali para as mãos de bandidos ou são armas de produção
Já lhe dei a resposta ali em cima, somente pessoas com porte ou posse de armas podem comprar armas registradas de uso civil que foram fabricadas aqui e vendidas aqui. A fabrica entrega na loja que entrega para essa pessoa. Como o estudo do Ministério da Justiça, que não é meu, demonstrou, a maioria esmagadora do fornecimento de armas vem do próprio território nacional, sendo uma parte transferida via fronteiras e a maior parte dentro do próprio mercado interno.
Os números mostram claramente que a maioria das armas não passaram pelas mão de civís antes de chegar aos criminosos, os números ja te desmentiram, pare de insistir.
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Data da postagem: 03/04/2013, 07:23

Barata, qual o meio em que saindo da fábrica registrada para dentro do território nacional, a arma acaba na clandestinidade se não é pela via fábrica-loja-pessoa autorizada? Onde estão os dados que mostram que essas lojas desviaram esse armamento? Se elas não tivessem sido vendidas para pessoas não autorizadas, o relatório não iria apontar? Não podem ser lojas que vendem muito? Barata, o tráfico interno de armas pode ser feito por gente que compra uma arma legalmente e a vende, qualquer um que fizer isso é um traficante. O relatório não aponta um grande esquema de grandes traficantes internos, mas claro que eles podem existir . Ele aponta onde é fabricado e onde é escoado e até onde chega o armamento. Pode existir um grande traficante interno, mas não parece ser a regra.. É no varejo que está o grande problema, porque são armas de pequeno porte em sua maioria, vendidas para lojas que até que se mostre o contrário vendem para pessoas que são autorizadas.
Essas loja podem ser os grandes traficantes, ou podem ter grandes esquemas que burlam a venda, mas mesmo assim ainda sobra muita coisa para o caminho comum e o problema ainda é da mesma ordem, não muda exatamente nada.
Essas loja podem ser os grandes traficantes, ou podem ter grandes esquemas que burlam a venda, mas mesmo assim ainda sobra muita coisa para o caminho comum e o problema ainda é da mesma ordem, não muda exatamente nada.
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Data da postagem: 03/04/2013, 08:09

Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:24:38
De acordo com o estudo "Homicídios por Armas de Fogo no Brasil: Taxas e números de víítimas antes e depois da Lei do Desarmamento" da Confederação Nacional de Municípios, que já foi citado:
páginas 5 e 6: "Os números deste trabalho mostrarão que, cada vez mais, homicídios são cometidos com armas de fogo no Brasil, alcançando 7 em cada 10 a partir de 2003. [...] O aumento progressivo do uso de armas, como veremos abaixo, demonstra que a acessibilidade proporcionada pelo tráfico ilegal vem se incrementando e se banalizando no país, mesmo após o lançamento do Estatuto do Desarmamento em 2003."
página 6: "Com base nos registros do SIM/DATASUS/MS, constata-se que, de 1996 a 2008, o percentual de uso de armas na prática de homicídios subiu 12%. Em 1996, 59% dos homicídios foram praticados com armas de fogo. Como se pode ver na tabela 3, esse percentual no uso de armas não pára de crescer, atingindo 71% das mortes intencionais ocorridas no ano de 2008. Mais à frente veremos também que o uso de armas nas regiões metropolitanas é ainda mais intenso, chegando a ser responsável por 79% das mortes em 2007 e 2008. Em algumas capitais, como Maceió, o envolvimento de armas na prática de homicídios passa de 90%.
[...]é possível constatar como as armas de fogo aparecem como instrumento principal de execução dos homicídios em um período de 13 anos. Há uma evolução constante, que não é interrompida com a promulgação do Estatuto do Desarmamento no final de 2003."
página 9: "Todos esses e outros dispositivos previstos no Estatuto do Desarmamento buscaram proporcionar um maior controle do fluxo de fornecimento e acesso a armas legais no país, visando uma posterior diminuição de crimes. No entanto, no que se refere ao fluxo de comércio e de uso de armas ilegais, não se observa políticas públicas tão contundentes, nem mesmo uma tentativa expressiva de controle por parte dos governos e do sistema penal (política e justiça). Como já mencionado acima, a proporção no uso de armas na prática de crimes aumenta a cada ano, demonstrando nitidamente a facilidade de acesso a armas ilegais
por parte da população civil."
pagina 16: "Enquanto a proporção de homicídios praticados em regiões metropolitanas vem caindo, a proporção de uso de armas nos crimes que ocorrem nesses espaços está aumentando a cada ano. Além disso, se compararmos o percentual de crimes praticados com armas no Brasil com o percentual de uso das regiões metropolitanas, vemos que as armas são muito mais usadas nesse segundo tipo de espaço social."
página 19: "A análise da evolução das taxas de homicídios por armas de fogo por estado mostra que existe um grupo de 13 estados em que há um crescimento constante na prática de crimes com armas, quais são: Alagoas, Paraná, Pará, Bahia, Paraíba, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Amazonas, Maranhão, Santa Catarina e Piauí.
Apenas os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Roraima apresentam quedas significativas ao longo do período, possivelmente impulsionadas pelas políticas de segurança aplicadas nas capitais."
página 23 e 24: "O que se vê, é que o tão aclamado estatuto do desarmamento foi mais uma lei inócua, que conseguiu tirar de circulação uma quantidade de armas legais, mas não passou perto ao menos da tentativa de lidar com o tráfico de armas ilegais.
Em qualquer estado e em qualquer capital, o uso de armas aumenta a cada ano.
Armas brancas vão sendo deixadas de lado e armas de fogo cada vez mais ganham espaço no mundo do crime, mostrando que comprar um revólver ilegalmente é quase tão fácil quanto comprar uma faca no supermercado. Isso foi provado acima, quando vimos que 7 a cada 10 homicídios são praticados com arma de fogo. Nas regiões metropolitanas chega a 8 em cada 10. Em algumas capitais, se aproxima ou ultrapassa 9 em cada 10, como é o caso de Maceió, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Vitória e Florianópolis.
[...]O primeiro obstáculo que surge na observação das taxas nacionais é o fato das estimativas anuais de população do IBGE terem, muitas vezes, uma margem de erro muito grande. [...]
O segundo equívoco que pode ser cometido ao se dizer que as taxas nacionais sofreram leve queda e se mantém agora estáveis (embora em níveis altíssimos) seria refletir essa situação para todo o território nacional. Devido à heterogeneidade dos espaços e à existência de realidades culturais e socioeconômicas completamente diferentes dentro deste país, podemos notar que neste imenso universo existe Estados com taxas de primeiro mundo, como é o caso de Santa Catarina, e estados com taxas maiores ou iguais a países em guerra, como é o caso de Alagoas.
As taxas nacionais não refletem as diferentes e opostas tendências de oscilação das taxas nas diversas partes do país, pois, como mostrado no estudo, existe um grupo grande de capitais e de estados que sofrem um aumento em suas taxas a cada ano.
Resultados positivos foram encontrados apenas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Roraima, que apresentam quedas significativas ao longo do período, possivelmente impulsionadas pelas políticas de segurança aplicadas nas capitais e suas regiões metropolitanas. E é em razão dessas políticas isoladas, aplicadas com força em apenas algumas partes do país, que a taxa nacional acabou sofrendo leve queda.
Quando analisamos as capitais de forma isolada temos que Maceió, Porto Velho, João Pessoa, Curitiba, Salvador, Porto Alegre, São Luis e Fortaleza estão em um grupo de risco, com aumento progressivo na prática da violência com armas de fogo. Esse crescimento mostra que em tais capitais impera a precariedade de políticas públicas de combate ao crime. Do lado oposto, seguindo uma tendência de queda, está Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Vitória e Boa Vista. Embora Vitória e Recife estejam sofrendo quedas progressivas, ainda figuram entre as capitais com as maiores taxas do país, perdendo apenas para Maceió.
E como já era de se esperar, os dois municípios com as maiores taxas do país estão localizados em regiões de fronteiras internacionais – Guaíra e Foz do Iguaçu, ambas do Paraná mostrando mais uma vez a força das redes internacionais de tráfico de armas, drogas e pessoas, que entram e circulam pelo país. Além disso, esse ranking municipal também mostra a intensidade do crime e do tráfico em cidades do interior de Pernambuco, que plantam maconha, bem como do interior do Rio de Janeiro."
O desarmamento não diminuiu o número de crimes nem a quantidade de armas utilizadas nos crimes.
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:41:11
Errado.
Busque conhecimento.
Se a população for desarmada, reduzirmos drasticamente o número de armas em circulação, controlarmos melhor as fronteiras fazendo acordos com nossos vizinhos para isso, certamente ficará muito mais caro e difícil comprar uma arma de fogo. Hoje em qualquer esquina com um punhado pequeno de notas de 50 qualquer zé mané compra uma arma de fogo. O sujeito fica muito mais macho e na primeira discussão no bar da mesma esquina, vai pregar fogo no camarada que lhe ofendeu. É o que acontece.
De acordo com o estudo "Homicídios por Armas de Fogo no Brasil: Taxas e números de víítimas antes e depois da Lei do Desarmamento" da Confederação Nacional de Municípios, que já foi citado:
páginas 5 e 6: "Os números deste trabalho mostrarão que, cada vez mais, homicídios são cometidos com armas de fogo no Brasil, alcançando 7 em cada 10 a partir de 2003. [...] O aumento progressivo do uso de armas, como veremos abaixo, demonstra que a acessibilidade proporcionada pelo tráfico ilegal vem se incrementando e se banalizando no país, mesmo após o lançamento do Estatuto do Desarmamento em 2003."
página 6: "Com base nos registros do SIM/DATASUS/MS, constata-se que, de 1996 a 2008, o percentual de uso de armas na prática de homicídios subiu 12%. Em 1996, 59% dos homicídios foram praticados com armas de fogo. Como se pode ver na tabela 3, esse percentual no uso de armas não pára de crescer, atingindo 71% das mortes intencionais ocorridas no ano de 2008. Mais à frente veremos também que o uso de armas nas regiões metropolitanas é ainda mais intenso, chegando a ser responsável por 79% das mortes em 2007 e 2008. Em algumas capitais, como Maceió, o envolvimento de armas na prática de homicídios passa de 90%.
[...]é possível constatar como as armas de fogo aparecem como instrumento principal de execução dos homicídios em um período de 13 anos. Há uma evolução constante, que não é interrompida com a promulgação do Estatuto do Desarmamento no final de 2003."
página 9: "Todos esses e outros dispositivos previstos no Estatuto do Desarmamento buscaram proporcionar um maior controle do fluxo de fornecimento e acesso a armas legais no país, visando uma posterior diminuição de crimes. No entanto, no que se refere ao fluxo de comércio e de uso de armas ilegais, não se observa políticas públicas tão contundentes, nem mesmo uma tentativa expressiva de controle por parte dos governos e do sistema penal (política e justiça). Como já mencionado acima, a proporção no uso de armas na prática de crimes aumenta a cada ano, demonstrando nitidamente a facilidade de acesso a armas ilegais
por parte da população civil."
pagina 16: "Enquanto a proporção de homicídios praticados em regiões metropolitanas vem caindo, a proporção de uso de armas nos crimes que ocorrem nesses espaços está aumentando a cada ano. Além disso, se compararmos o percentual de crimes praticados com armas no Brasil com o percentual de uso das regiões metropolitanas, vemos que as armas são muito mais usadas nesse segundo tipo de espaço social."
página 19: "A análise da evolução das taxas de homicídios por armas de fogo por estado mostra que existe um grupo de 13 estados em que há um crescimento constante na prática de crimes com armas, quais são: Alagoas, Paraná, Pará, Bahia, Paraíba, Goiás, Rio Grande do Sul, Ceará, Rio Grande do Norte, Amazonas, Maranhão, Santa Catarina e Piauí.
Apenas os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Roraima apresentam quedas significativas ao longo do período, possivelmente impulsionadas pelas políticas de segurança aplicadas nas capitais."
página 23 e 24: "O que se vê, é que o tão aclamado estatuto do desarmamento foi mais uma lei inócua, que conseguiu tirar de circulação uma quantidade de armas legais, mas não passou perto ao menos da tentativa de lidar com o tráfico de armas ilegais.
Em qualquer estado e em qualquer capital, o uso de armas aumenta a cada ano.
Armas brancas vão sendo deixadas de lado e armas de fogo cada vez mais ganham espaço no mundo do crime, mostrando que comprar um revólver ilegalmente é quase tão fácil quanto comprar uma faca no supermercado. Isso foi provado acima, quando vimos que 7 a cada 10 homicídios são praticados com arma de fogo. Nas regiões metropolitanas chega a 8 em cada 10. Em algumas capitais, se aproxima ou ultrapassa 9 em cada 10, como é o caso de Maceió, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Vitória e Florianópolis.
[...]O primeiro obstáculo que surge na observação das taxas nacionais é o fato das estimativas anuais de população do IBGE terem, muitas vezes, uma margem de erro muito grande. [...]
O segundo equívoco que pode ser cometido ao se dizer que as taxas nacionais sofreram leve queda e se mantém agora estáveis (embora em níveis altíssimos) seria refletir essa situação para todo o território nacional. Devido à heterogeneidade dos espaços e à existência de realidades culturais e socioeconômicas completamente diferentes dentro deste país, podemos notar que neste imenso universo existe Estados com taxas de primeiro mundo, como é o caso de Santa Catarina, e estados com taxas maiores ou iguais a países em guerra, como é o caso de Alagoas.
As taxas nacionais não refletem as diferentes e opostas tendências de oscilação das taxas nas diversas partes do país, pois, como mostrado no estudo, existe um grupo grande de capitais e de estados que sofrem um aumento em suas taxas a cada ano.
Resultados positivos foram encontrados apenas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Roraima, que apresentam quedas significativas ao longo do período, possivelmente impulsionadas pelas políticas de segurança aplicadas nas capitais e suas regiões metropolitanas. E é em razão dessas políticas isoladas, aplicadas com força em apenas algumas partes do país, que a taxa nacional acabou sofrendo leve queda.
Quando analisamos as capitais de forma isolada temos que Maceió, Porto Velho, João Pessoa, Curitiba, Salvador, Porto Alegre, São Luis e Fortaleza estão em um grupo de risco, com aumento progressivo na prática da violência com armas de fogo. Esse crescimento mostra que em tais capitais impera a precariedade de políticas públicas de combate ao crime. Do lado oposto, seguindo uma tendência de queda, está Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Vitória e Boa Vista. Embora Vitória e Recife estejam sofrendo quedas progressivas, ainda figuram entre as capitais com as maiores taxas do país, perdendo apenas para Maceió.
E como já era de se esperar, os dois municípios com as maiores taxas do país estão localizados em regiões de fronteiras internacionais – Guaíra e Foz do Iguaçu, ambas do Paraná mostrando mais uma vez a força das redes internacionais de tráfico de armas, drogas e pessoas, que entram e circulam pelo país. Além disso, esse ranking municipal também mostra a intensidade do crime e do tráfico em cidades do interior de Pernambuco, que plantam maconha, bem como do interior do Rio de Janeiro."
O desarmamento não diminuiu o número de crimes nem a quantidade de armas utilizadas nos crimes.
Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 10:41:11
Haverá com certeza menos crimes envolvendo armas de fogo e isso quer dizer menos poder para quem quiser cometer um crime e menos letalidade, inclusive e sobretudo nas disputas pessoais. A partir daí, é possível fazer muitas conjecturas. Haverá menos violência, isso da pra dizer com certeza.
Errado.
Busque conhecimento.
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Data da postagem: 03/04/2013, 08:24

Citação de: _Juca_ em 03 de Abril de 2013, 12:09:00
Juca, até o cara da Viva Rio ja disse que 93% das armas são resultado de tráfico interno e não de armas roubadas ou furtadas de civis, ou voce acredita que todo cidadão que compra uma arma é bandido e conhece bandidos para repassar mercadoria ou essas vendas são falsas e lojas estão desviando armamentos. Qual é mais fácil? 8 lojistas sem escrúpulos ou 10.549 cidadãos que se uniram para suprir os bandidos do país inteiro?
Sério, ta ficando feio.
Barata, qual o meio em que saindo da fábrica registrada para dentro do território nacional, a arma acaba na clandestinidade se não é pela via fábrica-loja-pessoa autorizada? Onde estão os dados que mostram que essas lojas desviaram esse armamento? Se elas não tivessem sido vendidas para pessoas não autorizadas, o relatório não iria apontar? Não podem ser lojas que vendem muito? Barata, o tráfico interno de armas pode ser feito por gente que compra uma arma legalmente e a vende, qualquer um que fizer isso é um traficante. O relatório não aponta um grande esquema de grandes traficantes internos, mas claro que eles podem existir . Ele aponta onde é fabricado e onde é escoado e até onde chega o armamento. Pode existir um grande traficante interno, mas não parece ser a regra.. É no varejo que está o grande problema, porque são armas de pequeno porte em sua maioria, vendidas para lojas que até que se mostre o contrário vendem para pessoas que são autorizadas.
Essas loja podem ser os grandes traficantes, ou podem ter grandes esquemas que burlam a venda, mas mesmo assim ainda sobra muita coisa para o caminho comum e o problema ainda é da mesma ordem, não muda exatamente nada.
Juca, até o cara da Viva Rio ja disse que 93% das armas são resultado de tráfico interno e não de armas roubadas ou furtadas de civis, ou voce acredita que todo cidadão que compra uma arma é bandido e conhece bandidos para repassar mercadoria ou essas vendas são falsas e lojas estão desviando armamentos. Qual é mais fácil? 8 lojistas sem escrúpulos ou 10.549 cidadãos que se uniram para suprir os bandidos do país inteiro?
Sério, ta ficando feio.
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Data da postagem: 03/04/2013, 09:50

Existem dados específicos de algo como BOs de armas legais roubadas?
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Data da postagem: 03/04/2013, 09:56

Já é uma dificuldade do caralho comprar armas legais que, se houver, deve ser irrisório. Aí pra trás tem um link de armas apreendidas e rastreadas. O número era bem baxinho.
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Data da postagem: 03/04/2013, 12:16

também compartilho essa visão. Se achássemos esse número, acabaria a discussão.
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Data da postagem: 03/04/2013, 12:27

Tem esse link aqui do Juca.
Citação de: _tiago em 06 de Janeiro de 2013, 19:55:54
Citação de: _tiago em 06 de Janeiro de 2013, 19:55:54
Citação de: _Juca_ em 06 de Janeiro de 2013, 18:43:48http://www.controversia.com.br/blog/27-das-armas-do-crime-vem-da-policia/
(...)Jungmann encaminhou ao Exército uma relação de 34.087 armas apreendidas em São Paulo no período de três anos, mas apenas 4.200 puderam ser rastreadas. Destas, (...)1.134 (27%) foram vendidas ao poder público, sendo 1.002 (23,8%) à Polícia Militar(...)
Salvo engano, 1.134 representam 3% do total, e não 27% como brada a notícia.
Citação de: _Juca_ em 06 de Janeiro de 2013, 18:43:4827% das armas do crime vêm da polícia
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Data da postagem: 03/04/2013, 12:32