
Clube Cético
Deus existe?
Autor: Erivelton | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 174972 Comentários: 2831

Acreditar em divindades implica em deixar de poder pensar cientificamente ? Mesmo que somente durante o trabalho ?
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Data da postagem: 02/05/2010, 16:31

Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25
Mas você pode pesquisar a História do tempo de Newton, com ênfase no contexto sócio-político-religioso, e trazer estas informações para continuarmos este colóquio. Sem problema algum da minha parte.
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25
Na Europa dos séculos XII a XVIII não somente era possível como era desejável. Tanto é que a maioria dos expoentes da ciência no Ocidente eram religiosos tais como Newton, Galilei, Leibniz, Descartes, Copérnico, Steno e Kepler.
A situação começou a mudar a partir do segundo quartil do século XIX, com Lyell, Darwin e Sues.
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25
Não é uma questão de provar ao contrário e sim de examinar quais são os desdobramentos desta sua afirmação: "Qualquer 'cientista' que se tenha declarado religioso ou não é/era *cientista* ou estava cedendo a pressões".
Você está examinando uma questão do século XVII sob a ótica dos seus pressupostos no século XXI. Você acha correto isto?
Em colóquios em "blogs" de ciência cujos responsáveis são religiosos, eu já argumentei que tanto ateus como crentes são capazes de fazer Ciência de boa qualidade, mas eu acho que os primeiros o fazem melhor porque não se contentam com a explicação do tipo 'deus das lacunas'.
Você acha que Kenneth Muller, Francis Collins e Francisco Ayalla não são cientistas por crerem em um deus, no caso o judaico-cristão?
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25
Não há problema algum. Estou a disposição para debater com você, se eu tiver conhecimento suficiente para tanto.
Eu, de fato, não posso provar se Newton alentava algum sentimento de religiosidade ou não, o que tornaria a continuidade desse debate improfícua.
Mas você pode pesquisar a História do tempo de Newton, com ênfase no contexto sócio-político-religioso, e trazer estas informações para continuarmos este colóquio. Sem problema algum da minha parte.
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25
O fator mais importante em que me baseio para afirmar o que digo é que não é possível pensar mágica e cientificamente ao mesmo tempo.
Na Europa dos séculos XII a XVIII não somente era possível como era desejável. Tanto é que a maioria dos expoentes da ciência no Ocidente eram religiosos tais como Newton, Galilei, Leibniz, Descartes, Copérnico, Steno e Kepler.
A situação começou a mudar a partir do segundo quartil do século XIX, com Lyell, Darwin e Sues.
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25
Se vocês não concordam com isso poderiam tentar me provar o contrário. Espero que você perceba o teor dogmático dessa sua última frase.
Não é uma questão de provar ao contrário e sim de examinar quais são os desdobramentos desta sua afirmação: "Qualquer 'cientista' que se tenha declarado religioso ou não é/era *cientista* ou estava cedendo a pressões".
Você está examinando uma questão do século XVII sob a ótica dos seus pressupostos no século XXI. Você acha correto isto?
Em colóquios em "blogs" de ciência cujos responsáveis são religiosos, eu já argumentei que tanto ateus como crentes são capazes de fazer Ciência de boa qualidade, mas eu acho que os primeiros o fazem melhor porque não se contentam com a explicação do tipo 'deus das lacunas'.
Você acha que Kenneth Muller, Francis Collins e Francisco Ayalla não são cientistas por crerem em um deus, no caso o judaico-cristão?
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25
Quanto ao "fenômeno científico-histórico" que mencionei, posso se possível, outra hora, tecer considerações a respeito de que quero dizer com ele.
Não há problema algum. Estou a disposição para debater com você, se eu tiver conhecimento suficiente para tanto.
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Data da postagem: 02/05/2010, 18:02

O líder do Projeto Genoma não é cristão?
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Data da postagem: 02/05/2010, 18:30

Citação de: Di Ungar em 02 de Maio de 2010, 22:30:52
Sim é o senhor Francis Collins.
O líder do Projeto Genoma não é cristão?
Sim é o senhor Francis Collins.
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Data da postagem: 02/05/2010, 19:31

Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 23:31:22
Mas ele não é um cientista de verdade......
Mas ele não é um cristão de verdade.........

Citação de: Di Ungar em 02 de Maio de 2010, 22:30:52O líder do Projeto Genoma não é cristão?
Sim é o senhor Francis Collins.
Mas ele não é um cientista de verdade......
Mas ele não é um cristão de verdade.........
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Data da postagem: 02/05/2010, 19:53

Citação de: Advogado do Diabo em 02 de Maio de 2010, 19:13:18
Esse é o problema com o argumento da autoridade. Não é que ela não exista, mas só pode ser verificada por uma autoridade equivalente ou superior. Isso invalida seu uso por quase todos e os que podem fazer uso desse argumento, não precisam.
Sempre gostei dessa classificação de Confúcio porque se for admitido que é razoável concluir que ela representa, de cima para baixo, quantidades absolutas crescentes de indivíduos, pode-se obter uma regra útil daqui: quando houver dúvida quanto a uma questão ou proposição que não possa ser confirmada instrumentalmente, o mais provável é que a posição da minoria seja a certa. Isso não é nem um pouco democrático, mas a inteligência não é.
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 18:31:15
-Aquele que sabe e sabe que sabe, é sábio. Siga-o
-Aquele que sabe e não sabe que sabe, está dormindo. Acorda-o
-Aquele que não sabe e sabe que não sabe, é humilde. Ensina-o
-Aquele que não sabe e não sabe que não sabe, é estúpido. Fuja dele.
É interessante. Não conhecia essa. A frase na minha assinatura foi atribuída a Descartes, mas eu duvido que seja dele, por isso não coloquei o autor. Acontece que a que você citou não serve para propósitos céticos porque não tem como eu saber que alguém sabe, então não teria motivos para segui-lo.
Esse é o problema com o argumento da autoridade. Não é que ela não exista, mas só pode ser verificada por uma autoridade equivalente ou superior. Isso invalida seu uso por quase todos e os que podem fazer uso desse argumento, não precisam.
Sempre gostei dessa classificação de Confúcio porque se for admitido que é razoável concluir que ela representa, de cima para baixo, quantidades absolutas crescentes de indivíduos, pode-se obter uma regra útil daqui: quando houver dúvida quanto a uma questão ou proposição que não possa ser confirmada instrumentalmente, o mais provável é que a posição da minoria seja a certa. Isso não é nem um pouco democrático, mas a inteligência não é.
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Data da postagem: 02/05/2010, 20:34

Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 19:15:08
Talvez você esteja certo mesmo, como o acerto é resultado de erros prévios inevitáveis para que se descubra como não se faz a coisa.
Me parece que quem diz que deuses não são falseáveis são os próprios epistemologistas. Já me posicionei quanto a isso, acima.
Quanto a eu saber que deuses não existem, eu sei porque não os inventei. Não são responsabilidade minha. Não me interessam puras especulações alheias. E não perderia, jamais, meu tempo tentando montar instrumentos de averiguação, sejam mentais(filosóficos) ou físicos para prová-las.
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 18:31:15Lord Vader, não reconheço falseabilidade como método científico. É, apenas, método filosófico. Não sou filósofo. Não sou epistemologista. Filosofia não é ciência e nem precursora da mesma. O único método científico aceitável é o experimental. Não obstante, você não parece fazer a menor idéia do que seja falseabilidade. Deus não é falseável, mas não é por isso que sei que não existe.
O método experimental ou indutivo também é produto da filosofia. Tal como o dedutivo.
Não entendi a parte sobre deus. Segundo você, ele não é falseável mas você sabe que ele não existe?
Talvez você esteja certo mesmo, como o acerto é resultado de erros prévios inevitáveis para que se descubra como não se faz a coisa.
Me parece que quem diz que deuses não são falseáveis são os próprios epistemologistas. Já me posicionei quanto a isso, acima.
Quanto a eu saber que deuses não existem, eu sei porque não os inventei. Não são responsabilidade minha. Não me interessam puras especulações alheias. E não perderia, jamais, meu tempo tentando montar instrumentos de averiguação, sejam mentais(filosóficos) ou físicos para prová-las.
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Data da postagem: 02/05/2010, 20:56

Citação de: Advogado do Diabo em 02 de Maio de 2010, 19:35:06
A única lógica que estudei formalmente foi a lógica binária para uso com a álgebra de Boole, com vistas a projetos de circuitos digitais.
Eu não intencionei dizer que circularidade e regressão ao infinito são a mesma coisa. Mas até que são, disfarsadamente. Então, tudo bem, a realidade, o objeto da ciência, o mundo físico *tem* que se basear em algo antecedente ou *não pode* nela mesma. *Tem* que se fundamentar em "outra coisa". Mudou bastante, não é?
Já ouvi falar nisso, mas não conheço.
Acho que não entendi isso aqui. Você está afirmando que o determinismo estrito não é um possibilidade física ou, simplesmente acredita no lívre arbítrio?
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 19:27:44Circularidade e "regressão ao infinito" é pensar que a realidade precisa de alguma coisa anterior a ela própria para existir. Ao afirmar que o método científico *tem* que apoiar-se em algo não científico para fundamentar-se, você me faz ver que está brincando. Ou pareceria um criacionista afirmando que *tem* que haver alguma coisa anterior ao universo para tê-lo gerado. Você não pode e nem precisa provar isso.
Andou faltando as aulas de lógica, Cientista? Isso não é circularidade, é, como você disse, regressão ao infinito. Circularidade é querer justificar uma tese baseando-se nela mesma. Sendo assim, não adianta tentar sustentar a ciência na própria ciência. Já ouviu falar do Trilema de Agripa, senhor cético?
CitarA propósito, o que você é? Cético? Crente? Religioso? Deísta? Ah! é verdade. É o Advogado do Diabo. Bem que você poderia advogar na causa do Demônio de Laplace.
Sou ateu e cético, e como cético, jamais poderia defender o Demônio de Laplace.
A única lógica que estudei formalmente foi a lógica binária para uso com a álgebra de Boole, com vistas a projetos de circuitos digitais.
Eu não intencionei dizer que circularidade e regressão ao infinito são a mesma coisa. Mas até que são, disfarsadamente. Então, tudo bem, a realidade, o objeto da ciência, o mundo físico *tem* que se basear em algo antecedente ou *não pode* nela mesma. *Tem* que se fundamentar em "outra coisa". Mudou bastante, não é?
Já ouvi falar nisso, mas não conheço.
Acho que não entendi isso aqui. Você está afirmando que o determinismo estrito não é um possibilidade física ou, simplesmente acredita no lívre arbítrio?
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Data da postagem: 02/05/2010, 21:26

Citação de: N3RD em 02 de Maio de 2010, 20:31:25
De novo as mesmas perguntas, N3RD? Talvez você esteja pensando melhor sobre isso. Pense bem. Conclua por si mesmo.
Acreditar em divindades implica em deixar de poder pensar cientificamente ? Mesmo que somente durante o trabalho ?
De novo as mesmas perguntas, N3RD? Talvez você esteja pensando melhor sobre isso. Pense bem. Conclua por si mesmo.
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Data da postagem: 02/05/2010, 21:32

Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 22:02:18
Já pesquisei muito sobre isso, há anos. Nunca pude encontrar uma prova cabal. De qualquer forma, foram vocês que trouxeram o nome de Newton à baila e não vejo como esse debate poderia ser producente.
Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 22:02:18
O que você quis dizer com desejável?
Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 22:02:18
Sim, acho certo porque uma das principais características que encontro nos cientistas é a atemporalidade. Assim, se alguém se considera cientista, hoje, deve fazer a si mesmo a seguinte pergunta: Seria eu um cientista, tivesse nascido há 100, 200, 500, 1000, 2000 anos ou em qualquer tempo no passado? Se sua resposta for não, então é somente um pesquisador, um estudioso de um campo já fundado. Um cientista tem a potencialidade de um transformador de paradigmas, de um fincador de bandeiras. Não é que esteja a frente do seu tempo, é que o tempo, em si, não faz diferença para ele.
Com o conceito de cientista que vocês admitem, poderiam pegar o Bento XVI e o Edir Macedo (embora eu ache que esses caras acreditem menos em deus que eu) e fazê-los cientistas. Minha posição, já explicitei.
Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 22:02:18
Isto foi uma ironia?
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25Eu, de fato, não posso provar se Newton alentava algum sentimento de religiosidade ou não, o que tornaria a continuidade desse debate improfícua.
Mas você pode pesquisar a História do tempo de Newton, com ênfase no contexto sócio-político-religioso, e trazer estas informações para continuarmos este colóquio. Sem problema algum da minha parte.
Já pesquisei muito sobre isso, há anos. Nunca pude encontrar uma prova cabal. De qualquer forma, foram vocês que trouxeram o nome de Newton à baila e não vejo como esse debate poderia ser producente.
Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 22:02:18
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25O fator mais importante em que me baseio para afirmar o que digo é que não é possível pensar mágica e cientificamente ao mesmo tempo.
Na Europa dos séculos XII a XVIII não somente era possível como era desejável. Tanto é que a maioria dos expoentes da ciência no Ocidente eram religiosos tais como Newton, Galilei, Leibniz, Descartes, Copérnico, Steno e Kepler.
O que você quis dizer com desejável?
Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 22:02:18
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25Se vocês não concordam com isso poderiam tentar me provar o contrário. Espero que você perceba o teor dogmático dessa sua última frase.
Você está examinando uma questão do século XVII sob a ótica dos seus pressupostos no século XXI. Você acha correto isto?
Você acha que Kenneth Muller, Francis Collins e Francisco Ayalla não são cientistas por crerem em um deus, no caso o judaico-cristão?
Sim, acho certo porque uma das principais características que encontro nos cientistas é a atemporalidade. Assim, se alguém se considera cientista, hoje, deve fazer a si mesmo a seguinte pergunta: Seria eu um cientista, tivesse nascido há 100, 200, 500, 1000, 2000 anos ou em qualquer tempo no passado? Se sua resposta for não, então é somente um pesquisador, um estudioso de um campo já fundado. Um cientista tem a potencialidade de um transformador de paradigmas, de um fincador de bandeiras. Não é que esteja a frente do seu tempo, é que o tempo, em si, não faz diferença para ele.
Com o conceito de cientista que vocês admitem, poderiam pegar o Bento XVI e o Edir Macedo (embora eu ache que esses caras acreditem menos em deus que eu) e fazê-los cientistas. Minha posição, já explicitei.
Citação de: Geotecton em 02 de Maio de 2010, 22:02:18
Citação de: Cientista em 02 de Maio de 2010, 20:11:25Quanto ao "fenômeno científico-histórico" que mencionei, posso se possível, outra hora, tecer considerações a respeito de que quero dizer com ele.
Não há problema algum. Estou a disposição para debater com você, se eu tiver conhecimento suficiente para tanto.
Isto foi uma ironia?
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Data da postagem: 02/05/2010, 23:29