Clube Cético
Escola Sem Partido, Estado e Homeschooling
Autor: Utilizador Removido | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 14676 Comentários: 436
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Pessoas tem o direito constitucional e moral pleno de adotarem valores comunistas e de serem comunistas.
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Realmente faz falta o ensino de um básico de direito constitucional no Ensino Médio.
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Citação de: -Huxley- em 06 de Novembro de 2018, 02:06:35


Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista",



Caríssimo Huxley, o senhor está me assustando.

Me diz que não são palavras suas ... que você só está citando algum discurso de Hitler a propósito de crítica.

Quem decide se o comunista está fazendo apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão? Você? O Bolsonaro?

Porque talvez algum comunista não concorde com isso... mas claro, ele não é o dono da verdade, e vocês sim.

Alguns trechos da Constituição da URSS promulgada em 1936

Citar


Artigo 122 — Às mulheres na URSS são concedidos direitos iguais ao homem, em todas as esferas da economia e da vida do Estado, cultural, política e socialmente.

O gozo desses direitos é assegurado pela concessão à mulher do direito ao trabalho como ao homem, com o mesmo salário, e com todos os direitos de descanso, seguro social e educacional e pela proteção do Estado aos interesses da mãe e da criança, descanso durante a gravidez, assistência em maternidade, enfermarias e creches.

Artigo 123 — Direitos iguais para todos os cidadãos da URSS, independentemente de sua nacionalidade ou raça, em todas as esferas do Estado, seja economicamente, na vida cultural, social ou política, constituem lei irrevogável.

Artigo 124 — Com o fim de assegurar a liberdade de consciência, a Igreja, na URSS, será separada do Estado e a Escola será separada da Igreja. A liberdade de culto, assim como a liberdade de propaganda anti-religiosa, serão outorgadas a todos.

Artigo 125 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e afim de reforçar o sistema socialista, a lei garante a todo o cidadão:

a) Liberdade de palavra;

b) Liberdade de imprensa;

c) Liberdade de assembléia ou reunião;

d) Liberdade de passeatas e demonstrações.

Essas liberdades são asseguradas por meio das facilidades que se lhes concede, pondo à disposição dos trabalhadores e de suas organizações, tipografias, material de impressão, edifícios. públicos, ruas, meios de condução, etc., para o exercício desses direitos.

Artigo 126 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e no propósito de desenvolver a manifestação espontânea e a atividade política das massas, é facultado a todos os cidadãos da URSS o direito de unir-se em agremiações públicas, uniões sindicais, associações cooperativas, associações juvenis de defesa ou esportivas, sociedades culturais técnicas e científicas, assim como aos mais ativos e politicamente conscientes cidadãos de todas as classes trabalhadoras, os quais representam os núcleos líderes de todas as organizações dos trabalhadores, tanto do Estado como sociais.

Artigo 127 — É também garantida aos cidadãos da URSS a inviolabilidade pessoal. Ninguém pode ser preso a não ser por ordem da Corte ou por sanção do Procurador do Estado.

Artigo 128 — A inviolabilidade de domicílio e a inviolabilidade da correspondência são também garantidas pela lei.



A mim parece que você está sendo intolerante. Devo eu, seguindo seu conselho, persegui-lo?

Você está decidindo por outras pessoas o que elas são e o que elas pensam, qual e de quê natureza é sua ideologia. E a opinião desta pessoa em contrário é irrelevante, seus argumentos são irrelevantes.

Este é o seu modelo de tolerância e democracia?
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Citação de: Pedro Reis em 07 de Novembro de 2018, 14:45:35

Citação de: -Huxley- em 06 de Novembro de 2018, 02:06:35


Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista",



Caríssimo Huxley, o senhor está me assustando.

Me diz que não são palavras suas ... que você só está citando algum discurso de Hitler a propósito de crítica.

Quem decide se o comunista está fazendo apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão? Você? O Bolsonaro?

Porque talvez algum comunista não concorde com isso... mas claro, ele não é o dono da verdade, e vocês sim.

Alguns trechos da Constituição da URSS promulgada em 1936

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Artigo 122 — Às mulheres na URSS são concedidos direitos iguais ao homem, em todas as esferas da economia e da vida do Estado, cultural, política e socialmente.

O gozo desses direitos é assegurado pela concessão à mulher do direito ao trabalho como ao homem, com o mesmo salário, e com todos os direitos de descanso, seguro social e educacional e pela proteção do Estado aos interesses da mãe e da criança, descanso durante a gravidez, assistência em maternidade, enfermarias e creches.

Artigo 123 — Direitos iguais para todos os cidadãos da URSS, independentemente de sua nacionalidade ou raça, em todas as esferas do Estado, seja economicamente, na vida cultural, social ou política, constituem lei irrevogável.

Artigo 124 — Com o fim de assegurar a liberdade de consciência, a Igreja, na URSS, será separada do Estado e a Escola será separada da Igreja. A liberdade de culto, assim como a liberdade de propaganda anti-religiosa, serão outorgadas a todos.

Artigo 125 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e afim de reforçar o sistema socialista, a lei garante a todo o cidadão:

a) Liberdade de palavra;

b) Liberdade de imprensa;

c) Liberdade de assembléia ou reunião;

d) Liberdade de passeatas e demonstrações.

Essas liberdades são asseguradas por meio das facilidades que se lhes concede, pondo à disposição dos trabalhadores e de suas organizações, tipografias, material de impressão, edifícios. públicos, ruas, meios de condução, etc., para o exercício desses direitos.

Artigo 126 — De acordo com os interesses dos trabalhadores, e no propósito de desenvolver a manifestação espontânea e a atividade política das massas, é facultado a todos os cidadãos da URSS o direito de unir-se em agremiações públicas, uniões sindicais, associações cooperativas, associações juvenis de defesa ou esportivas, sociedades culturais técnicas e científicas, assim como aos mais ativos e politicamente conscientes cidadãos de todas as classes trabalhadoras, os quais representam os núcleos líderes de todas as organizações dos trabalhadores, tanto do Estado como sociais.

Artigo 127 — É também garantida aos cidadãos da URSS a inviolabilidade pessoal. Ninguém pode ser preso a não ser por ordem da Corte ou por sanção do Procurador do Estado.

Artigo 128 — A inviolabilidade de domicílio e a inviolabilidade da correspondência são também garantidas pela lei.



A mim parece que você está sendo intolerante. Devo eu, seguindo seu conselho, persegui-lo?

Você está decidindo por outras pessoas o que elas são e o que elas pensam, qual e de quê natureza é sua ideologia. E a opinião desta pessoa em contrário é irrelevante, seus argumentos são irrelevantes.

Este é o seu modelo de tolerância e democracia?



Você ignora Karl Popper. Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes. A intolerância que me refiro é assimétrica, eu não sou intolerante, logo a "pena de intolerância" não se aplica a mim.

Pela regra da minoria, que já apresentei neste tópico, o intolerante prevalecerá sobre o tolerante. O câncer tem de ser interrompido antes de sofrer metástase. Todo sistema político intolerante tem de ser tratado feito um câncer, seja ele o comunismo, o nazismo ou o salafismo.

Por fim... É difícil não rir do apelo à constituição soviética, esse foi de longe o pior argumento que já li no fCC, e é simplesmente um escândalo que eu tenha que ler isso. Deixa ver se eu entendi. Não existiria "letra morta" de constituição. Por causa do que está escrito oficialmente na constituição soviética, os campos de concentração para opositores políticos na URSS nunca existiram. O Livro Negro do Comunismo é um delírio de historiadores anticomunistas e as provas que constam lá foram todas forjadas.
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PERSEGUIÇÃO A PROFESSORES E LEI DA MORDAÇA SERÃO DEBATIDAS NA CÂMARA DE DEPUTADOS



A perseguição de professores por membros do “Movimento Escola Sem Partido” será debatida na Comissão da Câmara dos Deputados que trata do Projeto de Lei (PL) Nº 7180/2014. A iniciativa é do deputado João Carlos Bacelar Batista (PODE-BA) que pretende chamar para depor os professores perseguidos Daniel Macedo, da Escola Estadual Lucilo José Ribeiro, de São José da Tapera (AL); Cleonilde Tibiriçá, da Fatec Barueri (SP); Janeth de Souza e Silva, do Instituto de Educação Rangel Pestana, em Nova Iguaçu (RJ); Gabriela Viola, do Colégio Estadual em Curitiba (PR); e Alice Aparecida e Silva, do Instituto de Educação Estadual de Londrina (PR).

O PL, de autoria do deputado Erivelton Santana (PEN-BA) inclui entre os princípios do ensino “o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Conhecido como Lei da Mordaça, o projeto é repudiado por várias entidades sindicais e democráticas.

Contee contra a Lei da Mordaça

A Contee lançou, em agosto de 2016, campanha nacional contra a Lei da Mordaça. As peças da campanha estão disponíveis no Portal da Contee e mostram, através das imagens de um professor amordaçado e de uma estudante impedida de ver e ouvir, como os projetos do movimento Escola Sem Partido representam um ataque à liberdade de cátedra e a construção de uma educação crítica e democrática. O mote é ‘‘A minha entidade sindical me defende deste ataque’’. A campanha também conta com um vídeo de denúncia à censura e em defesa da educação crítica e democrática.

Em abril de 2017, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu pela inconstitucionalidade da Lei 7.800/2016, de Alagoas, baseada no projeto Escola sem Partido. Para o ministro, a norma não tem condições de promover uma educação sem doutrinação.

A lei, copiada do texto base do projeto Escola sem Partido, foi questionada por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 5.537, proposta pela Contee. Para Barroso, acatando a argumentação da Confederação, a lei “é tão vaga e genérica que pode se prestar à finalidade inversa: a imposição ideológica e a perseguição dos que dela divergem. Portanto, a lei impugnada limita direitos e valores protegidos constitucionalmente sem necessariamente promover outros direitos de igual hierarquia”.

O magistrado ressaltou que a norma implica desconfiança em relação aos professores, o que não faz sentido em relação ao papel desempenhado por eles na sociedade. Para ele, os professores “têm um papel fundamental para o avanço da educação e são essenciais para a promoção dos valores tutelados pela Constituição. Não se pode esperar que uma educação adequada floresça em um ambiente acadêmico hostil, em que o docente se sente ameaçado e em risco por toda e qualquer opinião emitida em sala de aula”.

Gilson Reis, coordenador geral da Contee, destaca quatro pontos contrários ao projeto: “1 – fere o princípio de autonomia pedagógica das escolas, bem como a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; 2 – propõe a imposição de determinações que cerceiam a atuação docente, contrariando o princípio da autonomia do professor e descaracterizando as possibilidades de efetivação de práticas pedagógicas dialógicas, assim como a própria relação professor-aluno nela implícita; 3 – fragiliza a relação família-escola, ao propor mecanismos que permitem aos pais e tutores censurar a atuação pedagógica de docentes e escolas; e 4 – contraria o princípio de laicidade da educação pública, desconsiderando os princípios que devem reger a atividade que prima pelo respeito à diversidade religiosa, bem como desconsidera outros princípios previstos na legislação educacional brasileira”.

Ataques aos professores

O deputado Bacelar pretende, na audiência, “demonstrar e discutir a perseguição que professores já vêm sofrendo por membros do ‘Movimento Escola Sem Partido’, antes mesmo que os trabalhos desta Comissão sejam concluídos. Daniel Macedo desenvolveu o projeto Diário de Gente — Sexualidade e Gênero, tendo elaborado com os alunos uma série de oficinas com estratégias pedagógicas diferenciadas: analisaram textos e reportagens sobre feminicídio, violência contra a mulher e identidade e expressão de gênero. Também assistiram a filmes e palestras, fizeram uma peça de teatro, apresentações de dança e música e uma sessão de fotografia. Desde então, o professor tornou-se alvo de perseguição. Na Assembleia Legislativa de Alagoas, deputados defensores do Escola Sem Partido cobram uma ‘punição severa’ ao professor. Daniel Macedo também tem sofrido ataques pessoais e difamação nas redes sociais, principalmente por páginas pró-Escola Sem Partido”.

Cleonilde Tibiriçá conta: “Eu trabalho a língua a partir de textos ancorados em um contexto geográfico, sociopolítico. Sempre trabalhei com a aprovação da direção. Tinha lá Hobsbawm, Milton Santos, Chico Buarque, Paulo Freire. Tinha também muitos artigos, alguns da Carta Capital, alguns da Veja. No segundo semestre de 2013, percebi a presença de um aluno estranho, com umas perguntas estranhas. Os textos que ele trazia vinham sempre do Instituto Millenium. Eu só descobri tardiamente que esse moço de 35 anos era ligado a este instituto e ao ‘Escola Sem Partido’ (ESP). Em outubro daquele ano, eu recebi um e-mail do Miguel Nagib, coordenador do ESP, dizendo que tinha recebido uma denúncia e uma série de documentos referentes a minha prática doutrinária em sala de aula. Dizendo que iria publicar três artigos e estava me avisando para que eu me defendesse. Eu respondi que não autorizava a publicação de artigo nenhum, que ele não me conhecia e que, se algum aluno tinha passado informações para eles, eram informações que circulavam no interior de uma relação pedagógica e que ele não deveria ter acesso a isso. Ele ignorou minha resposta e publicou. A primeira publicação ele mandou com cópia para o diretor da Fatec de Barueri, para a superintendente do Paula Souza e para o governador Geraldo Alckmin. Ele dizia que eu fazia aquela prática com o dinheiro do contribuinte. Que merecia sindicância para exoneração. Eu recebi mensagens de pessoas malucas me ameaçando, dizendo que eu não merecia só ser presa por doutrinar jovens contra a família e contra Deus, que eu merecia morrer. Na PUC chegaram a encontrar minha filha, indicaram quem era ela para um maluco e ele começou a gritar: ‘Olha a filha da doutrinadora’ Nunca imaginei que algo assim pudesse um dia acontecer.”

Janeth de Souza e Silva também relata: “Eu sou professora da rede estadual desde 1984 e estou respondendo a uma sindicância por ‘doutrinação ideológica’. Sou professora de inglês e defendo a escola pública como sempre defendi a vida toda. Toda vez que tem uma greve, eu converso com os meus alunos e explico os motivos das greves e o desrespeito que os governantes têm com a educação e os educadores. Acho que eles têm o direito de saber os motivos das greves que os afetam diretamente. E parece que agora isso é tido como doutrinação. Um belo dia fiquei sabendo que havia uma gravação de 40 minutos de uma aula minha, que havia uma sindicância e que a acusação era doutrinação ideológica. Fiquei muito surpresa, mas continuo achando que, se eu for participar de uma greve, meus alunos têm o direito de saber os motivos, mesmo porque ensino futuros professores. A sindicância foi aberta em novembro de 2015 e até agora não tive qualquer notícia.”

Gabriela Viola acredita “que o conhecimento tem que ser construído em parceria com os alunos. Eu levo um tema e a partir de um debate ele vira um conhecimento conjunto. E minha relação com os estudantes foi construída com muito respeito, nunca precisei tirar aluno de sala de aula ou aumentar o tom de voz. E nunca tinha sofrido qualquer tipo de repressão antes do ocorrido. O ataque veio por parte de páginas de direita, principalmente por causa do autor escolhido e do ritmo de música, que é marginalizado dentro da sociedade. A paródia (versão do funk Baile de favela com letra falando das teorias de Karl Marx) foi uma forma que eu encontrei de fazer a sala toda participar do conteúdo. Eles que escolheram o estilo musical, fizeram a paródia. Aí postei a música no Facebook no domingo à noite, e, no dia seguinte, o vídeo já estava em um monte de páginas, inclusive dizendo que era doutrinação ideológica. Algumas páginas de direita me ameaçaram. A coordenação do colégio disse que era para eu ficar em casa enquanto o Núcleo Regional de Educação resolveria o que fazer com meu caso. O fato de me mandarem para casa fez como que os alunos se mobilizassem no colégio e houve duas manifestações, de manhã e à noite, e também criaram a hashtag #VoltaGabi. Na mobilização da noite, a patrulha escolar foi chamada, mas apareceram três carros da Rotam. Acho que ninguém esperava essa pressão dos alunos e acho que a repercussão negativa de me mandar para casa influenciou na decisão de me trazer de volta. Nós, professores, estamos sendo massacrados, apanhamos na rua quando pedimos melhor alimentação nas escolas, estamos sofrendo cortes. Esse projeto Escola Sem Partido vem de setores fundamentalistas que querem cada vez mais uma sociedade passiva e ignorante. A escola sem partido é escola de um partido só”.

Alice Aparecida e Silva leciona geografia: “Em junho, aconteceu um evento organizado pela equipe multidisciplinar do colégio em que nós debatemos a questão de gênero, desde violência contra a mulher, cultura do estupro, orientação sexual em toda a sua diversidade, e culminou no Dia Mundial do Orgulho LGBT. Nós falamos também sobre a questão geracional, acessibilidade, idosos e prevenção de drogas, foi um trabalho amplo chamado ‘Diversidade e Sustentabilidade’. Nosso trabalho foi recortado e denunciado ao Juizado da Infância e Juventude por um advogado que tem um blog chamado ‘Endireita Londrina’, dizendo que estávamos estimulando a erotização infantil e trabalhando a ideologia de gênero – o que, aliás, precisamos discutir porque não existe ideologia de gênero – e ensinando pornografia. Tudo porque um dos grupos, que estava trabalhando a questão da orientação sexual, levou uma drag queen para fazer uma performance na hora do intervalo. Foi uma série de atividades, mas o enfoque foi na performance da drag e em um pedaço de um filme chamado ‘O homossexual não é perverso, perverso é o ambiente onde ele vive’, de 1971. Um professor do próprio colégio fez o recorte, ele é amigo desse advogado. A drag fez uma dança e três trocas de roupas, estava com todas as roupas. Isso está sendo chamado de pornografia. Essa atividade aconteceu no turno em que temos só alunos de ensino médio. E, em todo o trabalho que foi feito, foi feita uma arrecadação de fraldas geriátricas; professores e alunos falaram sobre o que pensam sobre drogas, direitos, deveres, diversidade sexual. Nós respondemos que não infringimos nenhuma lei, que trabalhamos com o conteúdo do MEC e que o foco foi o respeito à diversidade. Fizemos esse trabalho com adolescentes, não havia crianças na escola. Eu fui muito ameaçada na página do advogado. Já abrimos um processo contra o professor e contra o advogado. Esse advogado orienta estudantes a filmar as aulas para denunciar os professores, como na lei da mordaça. As manifestações homofóbicas, machistas e racistas na escola são recorrentes. Trabalhar esses temas é fundamental”.

Para o deputado Bacelar, “por tratar-se de desdobramento tão relevante e que merece ampla discussão, solicitamos a aprovação da Audiência Pública”. A proposta será apreciada na próxima reunião da Comissão.

http://sinprogoias.org.br/perseguicao-a-professores-e-lei-da-mordaca-serao-debatidas-na-camara-de-deputados/
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Aprovar a toque de caixa o projeto ESP: o Brasil vai virar fundamentalista?

escola-mordaca--cnte

A Câmara dos Deputados marcou uma reunião deliberativa extraordinária da comissão especial sobre o projeto Escola Sem Partido. A reunião foi marcada de última hora e acontece às 14h30 para votar o parecer do relator deputado federal Flávio Augusto da Silva (PSC-SP).

Integrante da bancada evangélica, o deputado sempre se manifestou favorável ao Projeto de Lei 7180/14, de Erivelton Santana (Patriota-BA), também da bancada evangélica. “Ao que parece o governo de Jair Bolsonaro já começou”, diz Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

Leia a íntegra do substitutivo em votação aqui.

O parecer do relator prevê a fixação de um cartaz com os “seis deveres do professor” (leia no final) designados por esse projeto de cunho fundamentalista. “De acordo com os apoiadores, o projeto visa impedir a ‘doutrinação esquerdista’ dos estudantes”, reforça Marilene.

Mas, na verdade, “a Escola Sem Partido acaba com a liberdade de cátedra, propõe um relacionamento de animosidades entre alunos e professores e impõe o pensamento único, liquidando com a possibilidade do diálogo e do ensino da diversidade brasileira”.

A Escola da Mordaça, como o projeto foi apelidado por educadores e estudantes que defendem uma escola inclusiva e formadora de cidadãs e cidadãos, pretende alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Lei 9.394/96) para proibir disciplinas que debatam as questões de gênero ou orientação sexual.

Atentem para uma aula como querem os defensores da Escola Sem Partido

Também prevê a inclusão de ensino religioso e educação moral e cívica, uma disciplina instituída pela ditadura (1964-1985). “Isso tudo aliado às propostas de ensino à distância até para o ensino fundamental 1 e os projetos de privatização das universidades federais e do ensino médio representam o fim da educação pública e do sonho dos mais pobres em melhorarem de vida através da educação”, diz Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE)se posiciona contra o projeto por causa da “fragilidade dos embasamentos jurídicos e pedagógicos do documento, que acusa os docentes de cometerem abusos em sua liberdade de ensinar e sugerem um rol de deveres para os professores, a ser aplicado em regime de censura, punição e perseguição no ambiente escolar”.

Já Marilene lembra da reforma do ensino médio (lei 13.415/17), que acaba com a obrigatoriedade das disciplinas de História, Geografia, Artes, Sociologia, Filosofia, Psicologia e Educação Física.

“Essa reforma cria inclusive a possibilidade de termos professores por ‘notório saber”, que na realidade significa achatar salários e piorar as condições de ensino”, declara. “Quem vai determinar se a pessoa tem condições de lecionar?”, questiona.

Ela lembra também que em novembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional o projeto Escola Sem Partido aprovado pela Assembleia Legislativa de Alagoas.

Para Marilene, “Bolsonaro nem assumiu a Presidência, com os votos de pouco mais de 39% do eleitorado, e seus seguidores já começam a ameaçar as educadoras e educadores procurando nos intimidar e impedir a realização plena do processo de ensino-aprendizagem com qualidade e liberdade”.

A sindicalista baiana ressalta ainda que circula pela internet um abaixo-assinado, com mais de 300 mil assinaturas até o momento, contra a incitação para estudantes gravarem as aulas e denunciarem sues professores.

Assine você também essa petição contra a censura a educadoras e educadores aqui.

Incitação feita por Ana Carolina Campagnolo, eleita deputada estadual pelo PSL-SC. Ela divulgou pelas redes sociais essa ordem de filmagem e delação. A seguir, ela própria teve uma foto sua divulgada por um estudante, dando aula com camiseta de Jair Bolsonaro (foto).

campagnolo

Se a comissão especial aprovar o parecer do relator, o projeto Escola Sem Partido poderá ir a plenário nesta quarta-feira ainda. Se aprovado será envaido ao Senado. “Isso já mostra claramente o caráter fascista do novo governo, que visa acabar com a possibilidade de uma educação libertadora”, finaliza Marilene.

Veja as absurdas obrigações que querem impor às educadoras e educadores:

1 – O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias;

2 – O professor não favorecerá nem prejudicará ou constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas;

3 – O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas;

4 – Ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito da matéria;

5 – O professor respeitará o direito dos pais dos alunos a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;

6 – O professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

http://sinprominas.org.br/noticias/aprovar-a-toque-de-caixa-o-projeto-esp-o-brasil-vai-virar-fundamentalista/
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Citação de: JJ em 07 de Novembro de 2018, 15:48:08

31/10/2018

Aprovar a toque de caixa o projeto ESP: o Brasil vai virar fundamentalista?

escola-mordaca--cnte

A Câmara dos Deputados marcou uma reunião deliberativa extraordinária da comissão especial sobre o projeto Escola Sem Partido. A reunião foi marcada de última hora e acontece às 14h30 para votar o parecer do relator deputado federal Flávio Augusto da Silva (PSC-SP).
[...]

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

http://sinprominas.org.br/noticias/aprovar-a-toque-de-caixa-o-projeto-esp-o-brasil-vai-virar-fundamentalista/


O texto é extremamente parcial e enviesado ideologicamente.

Apresenta um vídeo que é um conspícuo espantalho, passa pela mais nova narrativa mau-caráter dos esquerdopatas (a de que o Bozo foi eleito com só 39% do eleitorado) e simplesmente mente neste aspecto:

Citação de: Luiza Bezerra citada pelo 'site' da Sinprominas

[...]
Também prevê a inclusão de ensino religioso e educação moral e cívica, uma disciplina instituída pela ditadura (1964-1985). “Isso tudo aliado às propostas de ensino à distância até para o ensino fundamental 1 e os projetos de privatização das universidades federais e do ensino médio representam o fim da educação pública e do sonho dos mais pobres em melhorarem de vida através da educação”, diz Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.
[...]


No projeto de lei Federal não há nenhuma menção sobre 'educação moral e cívica' e nenhuma menção sobre 'ensino religioso' em escolas publicas.

A única menção sobre ensino religioso está no artigo 6, que trata das escolas particulares

Citação de: Projeto de Lei Federal do ESP

[...]
Art. 6º. As escolas particulares que atendem a orientação confessional e ideologia específicas poderão veicular e promover os conteúdos de cunho religioso, moral e ideológico autorizados contratualmente pelos pais ou responsáveis pelos estudantes, devendo ser respeitado, no tocante aos demais conteúdos, o direito dos alunos à educação, à liberdade de aprender e ao pluralismo de ideias.
[...]


e ainda assim deve seguir o que foi estabelecido no contrato firmado entre a escola e os pais e ou responsáveis pelo aluno.
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Citação de: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 15:28:13


Você ignora Karl Popper. Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes. A intolerância que me refiro é assimétrica, eu não sou intolerante, logo a "pena de intolerância" não se aplica a mim.

Pela regra da minoria, que já apresentei neste tópico, o intolerante prevalecerá sobre o tolerante. O câncer tem de ser interrompido antes de sofrer metástase. Todo sistema político intolerante tem de ser tratado feito um câncer, seja ele o comunismo, o nazismo ou o salafismo.

Por fim... É difícil não rir do apelo à constituição soviética, esse foi de longe o pior argumento que já li no fCC, e é simplesmente um escândalo que eu tenha que ler isso. Deixa ver se eu entendi. Não existiria "letra morta" de constituição. Por causa do que está escrito oficialmente na constituição soviética, os campos de concentração para opositores políticos na URSS nunca existiram. O Livro Negro do Comunismo é um delírio de historiadores anticomunistas e as provas que constam lá foram todas forjadas.


Mas o senhor não entendeu a alusão à constituição soviética?

Mesmo eu, já me antecipando a qualquer perturbação cognitiva de natureza ideológica, tendo me dado ao zelo de esclarecer uma referência que, no contexto, deveria ser auto explicativa?

O que os artigos citados provam é que a ideologia comunista não prega explicitamente a intolerância, "nem o aniquilamento da liberdade de expressão", ou mesmo a perseguição a dissidentes, e etc, etc...

Ao contrário do que o senhor está fazendo. Explicitamente. E não se considera intolerante.

Sim, eu sei, é fato histórico, houve perseguição a dissidentes e cerceamento da liberdade de expressão na URSS, assim como aqui, assim como em inúmeras ditaduras sob a chancela do mundo livre", assim como houve e há nos Estados Unidos democrático livre da América. Em maior ou menor grau.

Mas o senhor não está se pondo contra essa qualidade de truculência intolerante, está praticando-a. Apregoando-a, pregando-a, fazendo da intolerância profissão de fé; e se valendo dos mesmos pretextos dos que ignoraram, desvirtuaram e desrespeitaram todos aqueles artigos extraídos de uma constituição stalinista. A saber, de que os intolerantes, os subversivos a soldo dos inimigos do povo, incapazes de tolerar a existência de um proletariado livre e não mais escravizado aos interesses do grande capital indiferente ao sofrimento das massas, poderiam valer-se da tolerância ilimitada para, paradoxalmente, instaurar o capitalismo intolerante e opressor.

Podemos até mesmo imaginar Stalin repetindo muitas das suas palavras em algum discurso na Praça Vermelha:

"Camaradas! Como marxistas cientificistas que sois, cujas mentes socialistas já não se encontram mais turvadas no ópio de primitivas religiosidades burguesas, exorto-os que não esquecei-vos das palavras do grande filósofo da ciência Karl Popper. E de Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes.

Há alguns poucos pontos que realmente interessam nesta questão:

- Em primeiro lugar o comunismo não prega oficialmente, nem explicita nem implicitamente, como doutrina, nada disso que você está atribuindo à ideologia comunista. Como a aniquilação da liberdade de expressão, por exemplo. Portanto algum comunista pode pensar (equivocadamente ou não) que só no comunismo é que haverá a verdadeira liberdade. Até a verdadeira liberdade de expressão. E quem é o ser superior, intelectual e moralmente, que decide que este homem está errado e não tem direito às suas ideias, a pensar da forma que pensa? Você?

- Em segundo lugar, ainda que você na condição de proprietário supremo da verdade e da virtude, acredite que só com a instituição de uma "Polícia do Pensamento" em moldes orwellianos se é possível garantir a liberdade e a democracia, como, além de no mundo da ficção, seria possível regulamentar o que os Homens pensam e como pensam? Como deverá a lei e a democracia proceder para banir para o Gulags que deverão ser criados, todos estes indivíduos degenerados a sociopatas que não conseguem ter exatamente a mesma visão ideológica que a sua?

Hein?!

- Em terceiro e último lugar, você não só está decidindo o que é comunismo, como até QUEM é e quem não é comunista. À revelia até mesmo da própria opinião da pessoa a respeito de si mesma, pois a esmagadora maioria dos que olavetes consideram comunistas acreditam mesmo ter aversão ao comunismo.

Quando alguém que quiser impor suas verdades ao resto da sociedade, este será o intolerante e o autoritário que, no ATO de TENTAR IMPOR, desrespeita a lei e é passível de punição. Para isto temos a Constituição, todas as leis, as instituições e todos os instrumentos necessários garantidores da liberdade. Portanto não há justificativa para nenhum intolerante autoritário querer impor SUA VERDADE sob o pretexto de combater a intolerância e o autoritarismo.

Um princípio basilar do Direito ( e do Estado de direito ) é o de que pensar não é crime.
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Data da postagem: 07/11/2018, 14:21
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Citação de: JJ em 07 de Novembro de 2018, 14:18:20

Citação de: Agnoscetico em 07 de Novembro de 2018, 13:17:12

Citação de: -Huxley- em 06 de Novembro de 2018, 02:06:35

Existem algumas objeções sérias ao programa ESP e elas decorrem justamente da falta de consciência anticomunista e/ou antitotalitarista. Como eu já disse anteriormente, o cerne do problema não é a doutrinação comunista, e sim a exclusão sistemática de tudo que a contraria e ela está representada pelo controle comunista das escolas e o controle ideológico e perseguição de discordantes.

O trecho da constituição que fala de "neutralidade ideológica do Estado" (e, dedutivamente, das instituições educacionais estatais) é equivocado. É um dever ético ser intolerante com os intolerantes - e suas ideias -, isto é, com aqueles seguidores de doutrinas que fazem apologia ao aniquilamento da liberdade de expressão ou outras liberdades básicas. Por exemplo, não existe "direito moral de ser comunista", assim como não existe "direito moral" de ser assassino, estuprador, molestador de crianças, etc. O discurso hipócrita da "neutralidade" acaba por fortalecer, em certa medida, os inimigos do ESP.





Ser comunista não é ser algum tipo de criminoso assassino, estuprador, molestador de crianças. Isto é um absurdo completo. isso é um insulto inadmissível.

Ser comunista é simplesmente ser a favor de uma determinada forma de organização política e econômica. É simplesmente optar por determinados valores políticos e econômicos.

E indivíduos tem sim o direito de escolherem tais valores.

Sua argumentação é uma afronta completa a liberdade individual e também ao princípio de pluralismo político.

Sua argumentação é claramente autoritária e antidemocrática.

Isto é uma das afirmações mais autoritárias, antidemocráticas e ditatoriais que já vi por aqui.



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Você ignora Karl Popper. Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes. A intolerância que me refiro é assimétrica, eu não sou intolerante, logo a "pena de intolerância" não se aplica a mim.

Pela regra da minoria, que já apresentei neste tópico, o intolerante prevalecerá sobre o tolerante. O câncer tem de ser interrompido antes de sofrer metástase. Todo sistema político intolerante tem de ser tratado feito um câncer, seja ele o comunismo, o nazismo ou o salafismo.


Depende de qual comunismo você esteja falando. Se for o anarcocomunismo libertário, até seria possível ser tolerante. Mas com o comunismo soviético e assemelhados?

Se você acha chocante o que eu disse, então é só fazer uma paródia com suas palavras para quê me entenda melhor. Substitua "comunista" por "nazista" no seu post e veja se continua concordando.
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Data da postagem: 07/11/2018, 14:35
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Citação de: Pedro Reis em 07 de Novembro de 2018, 17:21:37

Citação de: -Huxley- em 07 de Novembro de 2018, 15:28:13


Você ignora Karl Popper. Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes. A intolerância que me refiro é assimétrica, eu não sou intolerante, logo a "pena de intolerância" não se aplica a mim.

Pela regra da minoria, que já apresentei neste tópico, o intolerante prevalecerá sobre o tolerante. O câncer tem de ser interrompido antes de sofrer metástase. Todo sistema político intolerante tem de ser tratado feito um câncer, seja ele o comunismo, o nazismo ou o salafismo.

Por fim... É difícil não rir do apelo à constituição soviética, esse foi de longe o pior argumento que já li no fCC, e é simplesmente um escândalo que eu tenha que ler isso. Deixa ver se eu entendi. Não existiria "letra morta" de constituição. Por causa do que está escrito oficialmente na constituição soviética, os campos de concentração para opositores políticos na URSS nunca existiram. O Livro Negro do Comunismo é um delírio de historiadores anticomunistas e as provas que constam lá foram todas forjadas.


Mas o senhor não entendeu a alusão à constituição soviética?

Mesmo eu, já me antecipando a qualquer perturbação cognitiva de natureza ideológica, tendo me dado ao zelo de esclarecer uma referência que, no contexto, deveria ser auto explicativa?

O que os artigos citados provam é que a ideologia comunista não prega explicitamente a intolerância, "nem o aniquilamento da liberdade de expressão", ou mesmo a perseguição a dissidentes, e etc, etc...

Ao contrário do que o senhor está fazendo. Explicitamente. E não se considera intolerante.

Sim, eu sei, é fato histórico, houve perseguição a dissidentes e cerceamento da liberdade de expressão na URSS, assim como aqui, assim como em inúmeras ditaduras sob a chancela do mundo livre", assim como houve e há nos Estados Unidos democrático livre da América. Em maior ou menor grau.

Mas o senhor não está se pondo contra essa qualidade de truculência intolerante, está praticando-a. Apregoando-a, pregando-a, fazendo da intolerância profissão de fé; e se valendo dos mesmos pretextos dos que ignoraram, desvirtuaram e desrespeitaram todos aqueles artigos extraídos de uma constituição stalinista. A saber, de que os intolerantes, os subversivos a soldo dos inimigos do povo, incapazes de tolerar a existência de um proletariado livre e não mais escravizado aos interesses do grande capital indiferente ao sofrimento das massas, poderiam valer-se da tolerância ilimitada para, paradoxalmente, instaurar o capitalismo intolerante e opressor.

Podemos até mesmo imaginar Stalin repetindo muitas das suas palavras em algum discurso na Praça Vermelha:

"Camaradas! Como marxistas cientificistas que sois, cujas mentes socialistas já não se encontram mais turvadas no ópio de primitivas religiosidades burguesas, exorto-os que não esquecei-vos das palavras do grande filósofo da ciência Karl Popper. E de Como já foi dito por ele em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, tolerância ilimitada leva, paradoxalmente, ao desaparecimento da tolerância. Tal desaparecimento resulta de tolerância com os intolerantes, logo não existe problema algum em ser intolerante com os intolerantes.

Há alguns poucos pontos que realmente interessam nesta questão:

- Em primeiro lugar o comunismo não prega oficialmente, nem explicita nem implicitamente, como doutrina, nada disso que você está atribuindo à ideologia comunista. Como a aniquilação da liberdade de expressão, por exemplo. Portanto algum comunista pode pensar (equivocadamente ou não) que só no comunismo é que haverá a verdadeira liberdade. Até a verdadeira liberdade de expressão. E quem é o ser superior, intelectual e moralmente, que decide que este homem está errado e não tem direito às suas ideias, a pensar da forma que pensa? Você?

- Em segundo lugar, ainda que você na condição de proprietário supremo da verdade e da virtude, acredite que só com a instituição de uma "Polícia do Pensamento" em moldes orwellianos se é possível garantir a liberdade e a democracia, como, além de no mundo da ficção, seria possível regulamentar o que os Homens pensam e como pensam? Como deverá a lei e a democracia proceder para banir para o Gulags que deverão ser criados, todos estes indivíduos degenerados a sociopatas que não conseguem ter exatamente a mesma visão ideológica que a sua?

Hein?!

- Em terceiro e último lugar, você não só está decidindo o que é comunismo, como até QUEM é e quem não é comunista. À revelia até mesmo da própria opinião da pessoa a respeito de si mesma, pois a esmagadora maioria dos que olavetes consideram comunistas acreditam mesmo ter aversão ao comunismo.

Quando alguém que quiser impor suas verdades ao resto da sociedade, este será o intolerante e o autoritário que, no ATO de TENTAR IMPOR, desrespeita a lei e é passível de punição. Para isto temos a Constituição, todas as leis, as instituições e todos os instrumentos necessários garantidores da liberdade. Portanto não há justificativa para nenhum intolerante autoritário querer impor SUA VERDADE sob o pretexto de combater a intolerância e o autoritarismo.

Um princípio basilar do Direito ( e do Estado de direito ) é o de que pensar não é crime.


Lamento dizer que você entende absolutamente NADA de comunismo. Pois só quem entende NADA de comunismo usa o surradíssimo argumento "Não foi o comunismo de verdade" para abrandar moralmente para o lado do comunista que defende o marxismo-leninismo-maoísmo.
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Data da postagem: 07/11/2018, 14:45