
Clube Cético
Homossexual vs. Gayzista
Autor: 4 Ton Mantis | Categoria: Papo Furado | Exibições: 3536 Comentários: 60

Citação de: Donatello van Dijck em 06 de Novembro de 2013, 13:15:04
Meu bumbum está ficando com calo. Mó zoeira deixar esperando assim
.
(desculpa a insistência, mas o desenrolar deste tópico é cômico (e deveras elucidativo sobre um monte de coisa)
. É melhor do que o outro lá das contas de somar e multiplicar... sei lá... deu saudades
)
Citação de: Donatello van Dijck em 23 de Agosto de 2013, 02:52:48Não é melhor jogara toalha e admitir logo que
1 - os dados sobre violência contra gays usados como referência no país não têm qualquer valor epistemológico por incluírem como vítima de homofobia qualquer vítima de violência encontrada em notícias de jornal desde que esta seja homossexual, sem uso de qualquer critério para corroborar a hipótese de motivação homofóbica para cada caso?
2 - os homossexuais já conseguiram equiparação contra virtualmente todos os direitos conjugais conforme uma busca rápida no Google mostra?
3 - o transexualismo não é distinguido do ponto de vista médico de qualquer outra desordem psicológica/mental de personalidade conforme as posições oficiais das entidades médicas responsáveis por estas definições?
CitarVerdade, me enganei sobre as pesquisas. [1]
Mas amanhã vou pesquisar mais sobre o resto. [2] e [3]
Dado o que está sendo discutido no tópico sobre cotas (política privilegista dedicada a determinado grupo em função de pretensas desigualdades sem clara evidenciação de como o privilégio seria útil no combate à desigualdade também não necessariamente bem evidenciada) aberto hoje pelo Gabarito e o que já foi postado lá me lembrei deste tópico que versa sobre mais ou menos o mesmo tema (tendo sido inclusive feita uma menção à causa GLBSJFRTUVXZ por lá) e fiquei curioso sobre a que conclusões as leituras posteriores levaram ,)
Meu bumbum está ficando com calo. Mó zoeira deixar esperando assim
.(desculpa a insistência, mas o desenrolar deste tópico é cômico (e deveras elucidativo sobre um monte de coisa)
. É melhor do que o outro lá das contas de somar e multiplicar... sei lá... deu saudades 0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 31/07/2015, 04:23
Citação de: Barata Tenno em 23 de Agosto de 2013, 00:40:02
Concordo 100% com o Barata, não tem nada de "babaquice semântica" , os efeitos são reais na vida destas pessoas.
Citação de: Donatello van Dijck em 23 de Agosto de 2013, 00:08:29Barata, acho que acabei editando quando você já estava escrevendo, então bem, a primeira parte já respondi (e também já falei tantas vezes sobre minha posição quanto isso por aqui)
E quanto à segunda parte da pergunta, levando em conta que homossexualismo nunca foi crime no Brasil (ou se foi foi em eras imemoriais) acho que qualquer alteração na legislação que passe da equiparação legal de conjugues gays à mesma condição que conjugues hétero é exagerada (e acho que isto já foi plenamente obtido neste caso exceto pela babaquice semântica de chamar o documento de "certidão de casamento" e pela babaquice de fazer tempestade em copo d'água por "herdar o nome"* ).
Novamente, o que eles pedem que não seja aquiparação? Onde ja foi plenamente obtido? Gays não podem adotar crianças sem uma longa batalha judicial, e por causa da "babaquice semântica" da certidão de casamento tem negados pedidos de pensão, não conseguem por parceiros como dependentes de seguros de vida e saúde, as vezes são impedidos de dormir no mesmo quarto de hospital que o parceiro esta internado (não são da "família"). Não custa pesquisar a diferença que essa "babaquice semantica" temna esfera legal antes de chamar de "babaquice semantica"
Concordo 100% com o Barata, não tem nada de "babaquice semântica" , os efeitos são reais na vida destas pessoas.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 01/08/2015, 04:30

Sobre os estudos estatísticos do Grupo Gay da Bahia, liderado por Luiz Mott, um vídeo muito interessante com a opinião que expõe as refutações de um jornalista chamado Paulo Martins em relação a estes estudos:
https://www.youtube.com/v/HWiitfycVNQ
https://www.youtube.com/v/HWiitfycVNQ
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 01/08/2015, 10:15

Citação de: JJ em 01 de Agosto de 2015, 08:30:50
Concordo 100% com o Barata, não tem nada de "babaquice semântica" , os efeitos são reais na vida destas pessoas.
Então vou te ajudar também
Citar
Mas.. mas... você tem todo o direito de não querer largar o osso
Citação de: Barata Tenno em 23 de Agosto de 2013, 00:40:02Citação de: Donatello van Dijck em 23 de Agosto de 2013, 00:08:29
Barata, acho que acabei editando quando você já estava escrevendo, então bem, a primeira parte já respondi (e também já falei tantas vezes sobre minha posição quanto isso por aqui)
E quanto à segunda parte da pergunta, levando em conta que homossexualismo nunca foi crime no Brasil (ou se foi foi em eras imemoriais) acho que qualquer alteração na legislação que passe da equiparação legal de conjugues gays à mesma condição que conjugues hétero é exagerada (e acho que isto já foi plenamente obtido neste caso exceto pela babaquice semântica de chamar o documento de "certidão de casamento" e pela babaquice de fazer tempestade em copo d'água por "herdar o nome"* ).
Novamente, o que eles pedem que não seja aquiparação? Onde ja foi plenamente obtido? Gays não podem adotar crianças sem uma longa batalha judicial, e por causa da "babaquice semântica" da certidão de casamento tem negados pedidos de pensão, não conseguem por parceiros como dependentes de seguros de vida e saúde, as vezes são impedidos de dormir no mesmo quarto de hospital que o parceiro esta internado (não são da "família"). Não custa pesquisar a diferença que essa "babaquice semantica" temna esfera legal antes de chamar de "babaquice semantica"
Concordo 100% com o Barata, não tem nada de "babaquice semântica" , os efeitos são reais na vida destas pessoas.
Então vou te ajudar também
Citar
Editando para incluir fontes: notícias sobre alterações em normas passando a equiparar casais gays a heteros quanto a direitos previdenciários, plano de saúde e tratamento tributário. Não custa pesquisar antes de formar uma opinião.
http://oab-rj.jusbrasil.com.br/noticias/2922781/inss-ja-paga-pensao-a-1-762-mil-casais-gays
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,plano-de-saude-tera-de-aceitar-parceiro-gay,549174,0.htm.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/receita-federal-permitira-que-casais-gays-incluam-parceiros-no-ir
Mas.. mas... você tem todo o direito de não querer largar o osso
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 16/08/2015, 04:17

Essa conversa de anos atrás deu origem a um recente projeto (uma página no Facebook) que quem sabe eu mantenha com atualizações diárias.
Por enquanto só tem 3 curtidas, mas foi criada ontem e acabei de tentar meu primeiro impulsionamento (se é que o Faceburka vai aprovar o conteúdo "homofóbico"... ainda está em análise).
Se quiserem dar uma olhada, antes que a página caia:
https://www.facebook.com/Quem-a-homotransfobia-não-matou-hoje-1845867729037533/?ref=br_rs
Por enquanto só tem 3 curtidas, mas foi criada ontem e acabei de tentar meu primeiro impulsionamento (se é que o Faceburka vai aprovar o conteúdo "homofóbico"... ainda está em análise).
Se quiserem dar uma olhada, antes que a página caia:
https://www.facebook.com/Quem-a-homotransfobia-não-matou-hoje-1845867729037533/?ref=br_rs
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 24/11/2017, 08:18

Citação de: Donatello em 23 de Agosto de 2013, 02:08:16
Olha a visita de quais senhores a página já recebeu, e vejam como eles foram carinhosos comigo, um me chamou até de bicha burra

Só finalizando pra ir mimi, que tá tarde:
Resolvi seguir o seu conselho e pesquisar sobre a metodologia destes estudos sobre os índices de violência contra homossexual mas achei algo melhor, uma entrevista com o autor da mais relevante destas pesquisas onde se questiona exatamente o que eu perguntei, se a pesquisa só inclui os crimes de fato de ódio ou qualquer crime genérico em que a vítima seja homossexual. Olha só que belezura de resposta que ele dá.
CitarSeriam todos esses 338 assassinatos crimes homofóbicos?
O Prof.Luiz Mott é categórico: “99%* destes homocídios contra LGBT têm como agravante seja a homofobia individual, quando o assassino tem mal resolvida sua própria sexualidade e quer lavar com o sangue seu desejo reprimido; seja a homofobia cultural, que pratica bullying e expulsa as travestis para as margens da sociedade onde a violência é endêmica; seja a homofobia institucional, quando o Governo não garante a segurança dos espaços freqüentados pela comunidade lgbt ou como fez a Presidente Dilma, vetou o kit anti-homofobia, que deveria ter capacitado mais de 6milhões de jovens no respeito aos direitos humanos dos homossexuais.”
Para o analista de sistemas Dudu Michels, “quando o Movimento Negro, os Índios ou as Feministas divulgam suas estatísticas, não se questiona se o motivo de todas as mortes foi racismo ou machismo, porque exigir só do movimento LGBT atestado de homofobia nestes crimes hediondos? Ser travesti já é um agravante de periculosidade dentro da intolerância machista dominante em nossa sociedade, e mesmo quando um gay é morto devido à violência doméstica ou latrocínio, é vítima do mesmo machismo que leva as mulheres a serem espancadas e perder a vida pelas mãos de seus companheiros, como diz o ditado, ‘viado é mulher tem mais é que morrer!”
Em outra parte da mesma notícia se informa que a estatística é preenchida a partir de matérias divulgadas na mídia.
Acho que qualquer bom entendedor resumiria (ainda mais sendo previamente informado da "criteriosíssima" metodologia do estudo) a resposta do famoso antropólogo baiano como um "porra nenhuma, nós catamos qualquer notícia sobre gay morrendo e vamos logo tascando na nossa estatística porque sabemos que qualquer bicha que morre é sempre direta ou indiretamente (o que ele chama de crimes agravados pelas homofobias individual, cultural ou institucional) por homofobia", você não acha, Barata?
A resposta dele é claramente no caminho do que eu falei: para ele um homossexual que morre assassinado numa discussão sobre a vaga do estacionamento é vítima de crime de ódio porque de alguma forma que pra mim não faz o menor sentido mas que está muito claro na cabeça dele a única explicação para um sujeito matar uma bicha é possuir um certo ódio reprimido contra os gays.
Não é possível que você leia esta resposta (e o comentário adicional do analista de sistemas) e compreenda qualquer outra coisa. Você é um cara culto, sabe ler nas entrelinhas de uma fala, eu sei. O que deve ter acontecido é que você tava procurando se informar nos lugares errados.
* Para quem não for bom de semântica 99% aqui é sinônimo de número chutado claramente sem nenhum embasamento estatístico
Olha a visita de quais senhores a página já recebeu, e vejam como eles foram carinhosos comigo, um me chamou até de bicha burra


0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 10/12/2017, 08:03

Ainda, 
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 10/12/2017, 08:08
Não li seus posts porque no exato momento estou também ocupado com outras coisas, mas assim meio por alto dá pra saber do que se trata: distorção de dados por parte de movimentos LGBT.
Acho bastante provável que ocorra e é uma infelicidade que cometam esta burrice porque a homofobia de fato existe e deve ser erradicada em uma sociedade civilizada. Mas divulgar dados exagerados além de desviar o foco da discussão ainda põe em suspeição informações que por acaso possam ser fidedignas, além de propiciar munição a discursos reacionários de conservadores.
Cito um exemplo que outro dia vi no programa "Saia Justa" no GNT. A jornalista comemorava que um concurso de Miss no Peru havia resolvido inovar: em vez da candidata dar as suas medidas ( busto, quadril, etc ), a moça subia no palco e dizia "sou fulana e minhas medidas são tantas mil mulheres assassinadas pelos seus parceiros...". Vinha outra e declarava "sou miss Sicrana e minhas medidas são não sei quantos estupros... "
Legal, um concurso de Miss que resolveu deixar a futilidade um pouco de lado para alertar sobre problemas mais sérios. Até que uma delas informou: "Minhas medidas são 19% das meninas de 0 a 5 anos são estupradas pelos pais!"
Caraca! Escutei direito? Bom, eu não sou a Dilma que não sabe fazer a conta de 20%, isso significa que uma em cada 5 meninas de 0 a 5 anos é estuprada pelo pai!!!!
Cara, nem me dou ao trabalho de conferir esses dados, de checar a fonte, isso é completamente, absolutamente absurdo. Estamos falando de criancinhas de 0 a 5 anos, bebezinhos. Se uma em cinco é estuprada e pelo próprio pai não sei como a humanidade conseguiu chegar até aqui.
Claro que esse número é inventado, até porque não vejo como se obter esse dado. Pesquisadores saíram perguntado a pais se já teriam violado suas "niñas" de 2 anos?
É uma imbecilidade que em nome de uma boa causa se valham de mentiras tão óbvias. Sim, porque o abuso dentro de casa existe, e se for 0,01% já é um problema grave. Se forem apenas 10 casos por ano já seria um problema que mereceria atenção da sociedade. Porém quando vi este exagero, este descalabro, e principalmente quando se percebe que a informação é deliberadamente fabricada para fins de propaganda, eu passei a duvidar de todos os outros números informados pelas moças no concurso.
Sendo que alguns dados, diferentemente, eram até plausíveis.
Mas homofobia, discriminação e até agressões gratuitas contra homossexuais, como o caso daqueles rapazes que levaram "lampadadas"na cara em plena Av. Paulista de fato ocorrem na nossa sociedade e isso não tem como negar.
Portanto, a meu ver, mentiras e exageros por parte destes grupos são meramente um tiro no pé.
Acho bastante provável que ocorra e é uma infelicidade que cometam esta burrice porque a homofobia de fato existe e deve ser erradicada em uma sociedade civilizada. Mas divulgar dados exagerados além de desviar o foco da discussão ainda põe em suspeição informações que por acaso possam ser fidedignas, além de propiciar munição a discursos reacionários de conservadores.
Cito um exemplo que outro dia vi no programa "Saia Justa" no GNT. A jornalista comemorava que um concurso de Miss no Peru havia resolvido inovar: em vez da candidata dar as suas medidas ( busto, quadril, etc ), a moça subia no palco e dizia "sou fulana e minhas medidas são tantas mil mulheres assassinadas pelos seus parceiros...". Vinha outra e declarava "sou miss Sicrana e minhas medidas são não sei quantos estupros... "
Legal, um concurso de Miss que resolveu deixar a futilidade um pouco de lado para alertar sobre problemas mais sérios. Até que uma delas informou: "Minhas medidas são 19% das meninas de 0 a 5 anos são estupradas pelos pais!"
Caraca! Escutei direito? Bom, eu não sou a Dilma que não sabe fazer a conta de 20%, isso significa que uma em cada 5 meninas de 0 a 5 anos é estuprada pelo pai!!!!
Cara, nem me dou ao trabalho de conferir esses dados, de checar a fonte, isso é completamente, absolutamente absurdo. Estamos falando de criancinhas de 0 a 5 anos, bebezinhos. Se uma em cinco é estuprada e pelo próprio pai não sei como a humanidade conseguiu chegar até aqui.
Claro que esse número é inventado, até porque não vejo como se obter esse dado. Pesquisadores saíram perguntado a pais se já teriam violado suas "niñas" de 2 anos?
É uma imbecilidade que em nome de uma boa causa se valham de mentiras tão óbvias. Sim, porque o abuso dentro de casa existe, e se for 0,01% já é um problema grave. Se forem apenas 10 casos por ano já seria um problema que mereceria atenção da sociedade. Porém quando vi este exagero, este descalabro, e principalmente quando se percebe que a informação é deliberadamente fabricada para fins de propaganda, eu passei a duvidar de todos os outros números informados pelas moças no concurso.
Sendo que alguns dados, diferentemente, eram até plausíveis.
Mas homofobia, discriminação e até agressões gratuitas contra homossexuais, como o caso daqueles rapazes que levaram "lampadadas"na cara em plena Av. Paulista de fato ocorrem na nossa sociedade e isso não tem como negar.
Portanto, a meu ver, mentiras e exageros por parte destes grupos são meramente um tiro no pé.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 10/12/2017, 08:45

Sim, é sobre isso. Um detalhe: não se trata de uma distorção ou outra isolada. Eu digo sem medo de errar que pelo menos 95 em cada 100 das mortes listadas no relatório anual de assassinatos de LGBT do Grupo Gay da Bahia não podem ser honestamente assumidas como tendo sido motivadas por homofobia.
Na página eu já relatei casos de pessoas que morreram de complicações depois de terem feito auto-aplicação de silicone no corpo, de travestis assassinados por outros travestis em rixa por ponto de prostituição, de lésbica que matou a ex-namorada e depois se matou, de homem que teve infarto enquanto dirigia seu carro acompanhado de um travesti, de heterossexual que foi morto por homossexual em casos de vingança ou reação a assalto, de suicídio em que a vítima deixou carta de despedida alegando desilusão amorosa... estes são alguns dos muitos casos em que a motivação homofóbica pode ser descartada. Além destes existe uma boa parcela (a maioria) de casos em que apenas foi relatada a morte de um LGBT, sem qualquer indicação de motivação homofóbica (muitas vezes mesmo sem esclarecimento sobre ter sido assassinato, suicídio ou causas naturais) e que eles listam como mortes por homofobia à priori.
Quanto a "realmente existir o problema e estas pesquisas atrapalharem" sugiro refletir sobre a possibilidade de que a sua própria conclusão sobre a real existência de um problema (ou de suas dimensões) não seja resultado de ter sido bombardeado a vida inteira por informações distorcidas como estas.
Quantas vezes você leu no noticiário da grande imprensa que centenas de pessoas morreram em função da sua sexualidade? Quantas vezes você não ouviu, na televisão, com base nesta pesquisa do Grupo Gay da Bahia, que que a cada 25 horas um LGBT é assassinado por homofobia? Será que o seu imaginário sobre a real situação dos gays não pode ter sido stucked por estas informações de maneira que mesmo ao se deparar com uma distorção obvia da apresentação dos dados você não consiga mais se desvencilhar das impressões que lhe foram transmitidas através de outras mensagens, anteriores, não tão obviamente distorcidas? (Isso tanto para a questão LGBT, quanto para a questão das estatísticas de violência contra as mulheres que cansei de debater aqui em priscas eras, quanto para outras).
Abraços.
Na página eu já relatei casos de pessoas que morreram de complicações depois de terem feito auto-aplicação de silicone no corpo, de travestis assassinados por outros travestis em rixa por ponto de prostituição, de lésbica que matou a ex-namorada e depois se matou, de homem que teve infarto enquanto dirigia seu carro acompanhado de um travesti, de heterossexual que foi morto por homossexual em casos de vingança ou reação a assalto, de suicídio em que a vítima deixou carta de despedida alegando desilusão amorosa... estes são alguns dos muitos casos em que a motivação homofóbica pode ser descartada. Além destes existe uma boa parcela (a maioria) de casos em que apenas foi relatada a morte de um LGBT, sem qualquer indicação de motivação homofóbica (muitas vezes mesmo sem esclarecimento sobre ter sido assassinato, suicídio ou causas naturais) e que eles listam como mortes por homofobia à priori.
Quanto a "realmente existir o problema e estas pesquisas atrapalharem" sugiro refletir sobre a possibilidade de que a sua própria conclusão sobre a real existência de um problema (ou de suas dimensões) não seja resultado de ter sido bombardeado a vida inteira por informações distorcidas como estas.
Quantas vezes você leu no noticiário da grande imprensa que centenas de pessoas morreram em função da sua sexualidade? Quantas vezes você não ouviu, na televisão, com base nesta pesquisa do Grupo Gay da Bahia, que que a cada 25 horas um LGBT é assassinado por homofobia? Será que o seu imaginário sobre a real situação dos gays não pode ter sido stucked por estas informações de maneira que mesmo ao se deparar com uma distorção obvia da apresentação dos dados você não consiga mais se desvencilhar das impressões que lhe foram transmitidas através de outras mensagens, anteriores, não tão obviamente distorcidas? (Isso tanto para a questão LGBT, quanto para a questão das estatísticas de violência contra as mulheres que cansei de debater aqui em priscas eras, quanto para outras).
Abraços.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 10/12/2017, 09:33

Leia amanhã em facebook.com/naomatouhoje
Citação de: Quem a homotransfobia não matou hoje
Citação de: Quem a homotransfobia não matou hoje
Começo de ano é marcado sempre por esperanças profissionais, acadêmicas e amorosas renovadas, promessas de melhora estética e de saúde através da entrada em programas controlados de dieta e de exercícios, abandono de rumos da vida que se identificou não se estarem dando certo e guinada para novas estratégias, que se espera que levem a resultados melhores.
Mas também é tempo de algumas outras tradições: no jornalismo é a época de começar a preparar corações e mentes para o Carnaval, que há de fechar o verão com muito sexo e drogas, mas sem nenhum Rock'n Roll; e de espalhar as estatísticas de mortes por homofobia do ano passado, cuidadosamente preparadas pelo Grupo Gay da Bahia.
Em 2017, o Grupo Gay da Bahia havia quantificado 441 mortes motivadas por homofobia até o dia 31 de dezembro: um recorde.
Em letras garrafais, vermelhas, anunciavam a conquista do campeonato mundial para o Brasil no quesito "crimes LGBT-fóbicos".
Algumas curiosidades, talvez, sejam interessantes que você saiba, e dificilmente você irá ler sobre elas no Estadão, na Folha de São Paulo, no Huff Post Brasil, no El Pais, na Carta Capital, na Catraca Livre ou no Quebrando o Tabu.
Nestas 441 mortes supostos "crimes LGBT-fóbicos" ( ou seja: mortes criminosas motivadas por preconceito contra LGBTs ), como o Grupo Gay da Bahia se refere em sua página:
57 foram suicídios, como o do jovem Murilo Garcia, que tomou uma cartela de calmantes um dia depois de ter postado um desabafo por estar vivendo uma longa busca por um novo emprego; ou como a da menina Kemelhy Costa, que se enforcou por estar passando por um relacionamento amoroso conturbado.
16 foram assassinatos cometidos pelos namorados ou ex-namorados das vítimas, também homossexuais, como a lésbica Janaína da Silva, assassinada pela namorada numa discussão por ciúmes; ou o gay Ronyel Marinho, assassinado pelo namorado insatisfeito com um rompimento de namoro; ou o homossexual Anderson Fabio Cardoso, morto pelo seu namorado, um travesti, depois de uma discussão pelo fato do último insistir em seguir a carreira de garoto de programa.
8 eram heterossexuais, como Manoel Francisco de Souza, assassinado pelo próprio filho a facadas, este sim um homossexual.
Há casos de mortes por causas naturais, como a de Flávia Luzia da Silva, um homem transexual que passou mal durante uma viagem de avião de Paris a São Paulo, morrendo em pleno voo.
Há casos de morte acidental por imprudência, como os travestis Verônica Rios e Sahra Hills, mortos por complicações devido a terem injetado silicone industrial nos próprios corpos para fins estéticos (se você for homossexual ou heterossexual, nunca faça isso) ou o travesti Rodrigo Cezar Silva Pereira, atropelado por um caminhão e por um carro de passeio enquanto tentava atravessar a rodovia Brigadeiro Faria Lima (homossexuais e heterossexuais, andem até a passarela, passagem subterrânea ou semáforo mais próximo, sempre).
Há caso de mortes certa ou provavelmente motivadas por envolvimento da vítima com atividades criminosas como Wagner Pereira Soares, que cumpria pena em regime semi-aberto por assassinato e tráfico de entorpecentes, e foi morto a tiros enquanto estava fora da cadeia; ou Elicris Muniz da Silva e Roseli Domingos Correia, lésbicas assassinadas juntas e cuja principal suspeita da polícia diz respeito ao envolvimento da primeira com crimes contra o patrimônio alheio; ou de Jhonata Luiz da Silva Ferreira, gay previamente conhecido pela polícia por seu envolvimento em crimes contra o patrimônio e tráfico de drogas, morto e decapitado em um bar.
Há casos de mortes devido à violência urbana, como o da empresária lésbica Micaela Ferreira Avelino que foi feita de refém durante um assalto a estabelecimento bancário ao lado de seu salão de beleza, e foi morta durante o tiroteio entre assaltantes e seguranças.
Há casos de mortes por disputas familiares, como a do travesti Nayanne Rayalla, morto pela tia após uma briga pela posse de um terreno.
Há casos de morte em circunstâncias não elucidadas fora do Brasil, como a do estilista Abel Góes, brasileiro encontrado morto em um hospital na Itália. No Brasil, um caso em que as circunstâncias da morte são também totalmente obscuras (mas foram listadas pelo Grupo Gay da Bahia como crime LGBT-fóbico) é o do gogoboy Leo Brito, encontrado morto em sua própria casa.
Aliás, casos de morte sem motivação conhecida de pessoas homossexuais e que são categorizadas a priori pelo Grupo Gay da Bahia como 'mortes por homofobia' são extremamente comuns: foi também este o caso do travesti Beatriz Presley encontrado morto, já em decomposição, em sua cama sem quaisquer sinais que evidenciassem morte violenta, podendo ter sido assassinato por envenenamento, suicídio ou morte por causas naturais.
E há muitos casos de assassinato em que não se pode afirmar com honestidade a motivação como tendo sido homofobia, como o de Leandro Fontoura de July que foi assassinado em sua própria casa. Ou o do casal gay Marcio Augusto Pires Pinheiro e João Paulo, também assassinados em casa.
Há ainda casos em que há indícios de motivação homofóbica, mas que não podem ser honestamente afirmados como tal: é o caso de Gabryel Schneyder Ribeiro Magalhães, encontrado morto em casa e cuja avó materna, sogra do pai, indicou à polícia e imprensa que o rapaz havia sido espancado até a morte pelo pai.
A avó, contudo, não estava presente no local no momento da morte, e a polícia até os últimos noticiários indicava não haver sinais de espancamento no corpo do jovem, tendo sido o mesmo encaminhado à perícia médica para melhor avaliação.
E finalmente, sim, há poucos casos apresentados pelo Grupo Gay da Bahia em que realmente há evidências seguras de motivação homofóbica: é o caso de Ronilson dos Santos Câmara que morreu assassinado a tiros pelo próprio primo, o qual depôs alegando que havia cometido o homicídio por estar passando vergonha com a sexualidade do parente.
Fossem divulgadas honestamente, contudo, as mortes motivadas por homofobia cairiam facilmente da casa das centenas para a casa das dezenas ou, provavelmente, unidades.
O ativismo não pode aceitar isso, precisam de que os números sejam altos para que a mobilização da massa... as verbas públicas escoadas para ONGs de suposta defesa das minorias... a histeria pública sobre o tema, forçando a aprovação de leis desiguais, sejam correspondentes.
Por isso o Grupo Gay da Bahia precisa desesperadamente que (através da inclusão de mortes por causas naturais, mortes fora do Brasil, mortes de heterossexuais mortos por homossexuais, mortes de homossexuais atropelados enquanto tentavam atravessar uma rodovia pela faixa, mortes de homosseuais por outros homossexuais em disputa por ponto de prostituição, mortes de homossexuais pelo namorado que não aceita a separação, suicídios por problemas financeiros, mortes de pessoas em circunstâncias obscuras, mortes de ativistas heterossexuais apoiadores da causa LGBT et cetera) os números cresçam, ano após ano.
E este tipo de estratégia não é exclusivo do movimento LGBT, mas comum aos movimentos de minorias típicos das extrema-esquerda.
Não se deixe enganar: os movimentos de extrema-esquerda "defensores" das "minorias" não buscam que as desigualdades diminuam e que o preconceito desapareça: eles precisam de desigualdade e preconceito, pelo mesmo motivo que a padaria da esquina da sua rua precisa de frequentes fornecimentos de sacas de farinha de trigo.
Feliz 2018 a todxs!
Brincadeirinha! Aqui se usa, em seu melhor possível, a Língua Portuguesa: Feliz 2018 a todos!
¹ Fontes confirmando as informações passadas no texto podem ser checadas nos comentários da publicação original.
² Se possível: comentem, avaliem a página (com uma, cinco ou qualquer número de estrelas... deixando sempre um texto explicando o porquê da sua avaliação), compartilhem as postagens e espalhem a "mensagem" para os seus amigos.
~~ Daniel Reynaldo
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 31/12/2017, 09:41
