
Clube Cético
Perguntas sem-vergonha sobre física...
Autor: Buckaroo Banzai | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 177386 Comentários: 1796

Citação de: Pedro Reis em 27 de Dezembro de 2016, 20:59:26
O Lakatos não ia dar esse mole. Parabéns prá ele também pela didática e pelo saco de jó.
(Encerra aqui o espírito fru-fru pós natalino gigaviewed.)
Citação de: Gigaview em 27 de Dezembro de 2016, 20:57:01Acho legal e admirável essa atitude do Pedro de fazer contas para achar e entender essas diferenças da mecânica celeste. Parabéns!!! Kepler, Galileu e Newton fizeram esses mesmos questionamentos e alguns deles ficaram sem resposta até Einstein. Mais um pouco o Pedro chega numa solução para o problema dos 3 corpos. Espero....
Vai que eu encontro algum erro...
O Lakatos não ia dar esse mole. Parabéns prá ele também pela didática e pelo saco de jó.
(Encerra aqui o espírito fru-fru pós natalino gigaviewed.)
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Data da postagem: 27/12/2016, 18:26

Citação de: Lakatos em 27 de Dezembro de 2016, 21:12:03
Ou é o que eles querem que nós acreditemos.
https://en.wikipedia.org/wiki/Phantom_time_hypothesis
Mas nenhum calendário consegue compatibilizar completamente essas diferenças. A ideia é que elas sejam tão mínimas que só necessitem de alguma correção (acrescentar ou remover um dia do calendário "por decreto") a cada milhares de anos, e o calendário gregoriano cumpre bem isso.
Ou é o que eles querem que nós acreditemos.
https://en.wikipedia.org/wiki/Phantom_time_hypothesis
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Data da postagem: 28/12/2016, 09:42

Citação de: Lakatos em 23 de Dezembro de 2016, 18:26:05
O problema dessas áreas é que elas não são muito "limpas", não se baseiam tanto em evidências empíricas (como a Biologia, a Física ou a Química, por exemplo) e permitem interpretações diferentes conforme convém com a linha ideológica do pesquisador (não que não haja um enviesamento em outras áreas do conhecimento, porém, o próprio mecanismo científico dá conta de eliminar o que é falso). Quer um exemplo prático? Em qual área que surgiram e vivem os pós-modernos?
Não que todo mundo tenha que ser especialista em tudo, mas ao menos deveria ser evitado o primeiro abismo do senso comum, com o mesmo cuidado que temos de abrir um livro de física antes de dizer que "é óbvio que a Terra não gira, senão as coisas jogadas para cima na vertical cairiam longe de onde foram arremessadas". Infelizmente, o contato que se têm com a vida cotidiana acaba sendo tido como uma fonte de conhecimento suficiente para "refutar" tudo que é dito por estudiosos de ciências humanas/sociais como mera bobagem ou invencionice.
O problema dessas áreas é que elas não são muito "limpas", não se baseiam tanto em evidências empíricas (como a Biologia, a Física ou a Química, por exemplo) e permitem interpretações diferentes conforme convém com a linha ideológica do pesquisador (não que não haja um enviesamento em outras áreas do conhecimento, porém, o próprio mecanismo científico dá conta de eliminar o que é falso). Quer um exemplo prático? Em qual área que surgiram e vivem os pós-modernos?
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Data da postagem: 28/12/2016, 22:01

Citação de: Gauss em 29 de Dezembro de 2016, 01:01:26
É uma generalização apressada. A maioria dos estudos em ciências sociais utiliza métodos quantitativos de análise de dados com validação estatística. A questão é que, em certas circunstâncias, os pesquisadores (de qualquer área) precisam elaborar modelos amplos para compreender a realidade e fazer previsões. Dada a dificuldade de falsear esses modelos, os campos de estudo acabam se dividindo em escolas. Mas apesar de essa divisão acontecer bastante em ciências humanas e sociais, acontece também nos mais diversos campos, e até na matemática, ao nível de a validade da demonstração de um teorema ser objeto de disputa por séculos.
Outra coisa: o que predominantemente se faz no Brasil em ciências sociais e mesmo em filosofia não é exatamente pesquisa no sentido de elaborar conhecimento novo e propor ideias originais. O que se faz aqui é majoritariamente exegese. Pegar autores e se aprofundar em seus conceitos, fazer amplas revisões bibliográficas, crítica textual etc. para esmiuçar ideias pré-concebidas. Assim, nossa produção nacional não é parâmetro sequer para o que há de ruim sendo produzido na academia, porque não estamos produzindo basicamente nada. É um grande erro, portanto, tomá-la como representativa do quadro geral.
Citar
"Eu tenho uma resposta maravilhosa, mas a margem deste post é pequena demais para contê-la."
O problema dessas áreas é que elas não são muito "limpas", não se baseiam tanto em evidências empíricas (como a Biologia, a Física ou a Química, por exemplo) e permitem interpretações diferentes conforme convém com a linha ideológica do pesquisador (não que não haja um enviesamento em outras áreas do conhecimento, porém, o próprio mecanismo científico dá conta de eliminar o que é falso).
É uma generalização apressada. A maioria dos estudos em ciências sociais utiliza métodos quantitativos de análise de dados com validação estatística. A questão é que, em certas circunstâncias, os pesquisadores (de qualquer área) precisam elaborar modelos amplos para compreender a realidade e fazer previsões. Dada a dificuldade de falsear esses modelos, os campos de estudo acabam se dividindo em escolas. Mas apesar de essa divisão acontecer bastante em ciências humanas e sociais, acontece também nos mais diversos campos, e até na matemática, ao nível de a validade da demonstração de um teorema ser objeto de disputa por séculos.
Outra coisa: o que predominantemente se faz no Brasil em ciências sociais e mesmo em filosofia não é exatamente pesquisa no sentido de elaborar conhecimento novo e propor ideias originais. O que se faz aqui é majoritariamente exegese. Pegar autores e se aprofundar em seus conceitos, fazer amplas revisões bibliográficas, crítica textual etc. para esmiuçar ideias pré-concebidas. Assim, nossa produção nacional não é parâmetro sequer para o que há de ruim sendo produzido na academia, porque não estamos produzindo basicamente nada. É um grande erro, portanto, tomá-la como representativa do quadro geral.
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Quer um exemplo prático? Em qual área que surgiram e vivem os pós-modernos?
"Eu tenho uma resposta maravilhosa, mas a margem deste post é pequena demais para contê-la."
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Data da postagem: 28/12/2016, 23:35

Citação de: Lakatos em 29 de Dezembro de 2016, 02:35:57
Não estou querendo generalizar, pois eu sei que métodos científicos são utilizados em estudos sociológicos sérios.
Na Matemática, existem teoremas matemáticos ainda não solucionados, que causam discórdia dentro da Academia. Porém, quando são solucionados, revisados por pares até a exaustão, e comprovada a solução, você não têm "Escolas de pensamento matemático"* diferentes discordando sobre a solução. Ninguém da academia hoje discorda da solução do Teorema de Fermat dada por Wiles(até onde eu saiba), por exemplo. Isso não me parece ocorrer dentro das Ciências Sociais e Humanas, que parecem ter várias escolas, que além de discordar de métodos, também discordam de resultados. Me corrija se estou errado, pois não sou da área de CS ou CH e posso estar falando uma besteira muito grande.
*Existem diferentes escolas matemáticas, principalmente no início do século XX, porém, a maioria delas são/eram focadas em métodos, talvez numa questão muito mais filosófica do que prática, e não tentam dar resultados diferentes a equações, ou discordam que 2+2=4.
http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID97/v8_n1_a2003.pdf
Citar
Certa vez me falaram que ao menos no ensino de Ciências Humanas, as faculdades são ministradas dentro de um a ótica de uma Escola de Pensamento. Por exemplo, as faculdades de Ciências Humanas da UFRGS e da USP são declaradamente Marxistas. Os próprios professores dizem isso nas aulas, e as mesmas são ministradas com a ótica marxista. Isso também ocorre nas faculdades de Ciências Sociais?
Citação de: Lakatos em 29 de Dezembro de 2016, 02:35:57
Pós-modernos são como aquele primo chato que você tem que aturar. Aceite os filhos das Ciências Sociais e Filososfia. Mas refute os charlatões, e use o mantra do positivista malvadão: "Alegações extraordinárias exigem evidências igualmente extraordinárias".
Citação de: Gauss em 29 de Dezembro de 2016, 01:01:26O problema dessas áreas é que elas não são muito "limpas", não se baseiam tanto em evidências empíricas (como a Biologia, a Física ou a Química, por exemplo) e permitem interpretações diferentes conforme convém com a linha ideológica do pesquisador (não que não haja um enviesamento em outras áreas do conhecimento, porém, o próprio mecanismo científico dá conta de eliminar o que é falso).
É uma generalização apressada. A maioria dos estudos em ciências sociais utiliza métodos quantitativos de análise de dados com validação estatística. A questão é que, em certas circunstâncias, os pesquisadores (de qualquer área) precisam elaborar modelos amplos para compreender a realidade e fazer previsões. Dada a dificuldade de falsear esses modelos, os campos de estudo acabam se dividindo em escolas. Mas apesar de essa divisão acontecer bastante em ciências humanas e sociais, acontece também nos mais diversos campos, e até na matemática, ao nível de a validade da demonstração de um teorema ser objeto de disputa por séculos.
Não estou querendo generalizar, pois eu sei que métodos científicos são utilizados em estudos sociológicos sérios.
Na Matemática, existem teoremas matemáticos ainda não solucionados, que causam discórdia dentro da Academia. Porém, quando são solucionados, revisados por pares até a exaustão, e comprovada a solução, você não têm "Escolas de pensamento matemático"* diferentes discordando sobre a solução. Ninguém da academia hoje discorda da solução do Teorema de Fermat dada por Wiles(até onde eu saiba), por exemplo. Isso não me parece ocorrer dentro das Ciências Sociais e Humanas, que parecem ter várias escolas, que além de discordar de métodos, também discordam de resultados. Me corrija se estou errado, pois não sou da área de CS ou CH e posso estar falando uma besteira muito grande.
*Existem diferentes escolas matemáticas, principalmente no início do século XX, porém, a maioria delas são/eram focadas em métodos, talvez numa questão muito mais filosófica do que prática, e não tentam dar resultados diferentes a equações, ou discordam que 2+2=4.
http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID97/v8_n1_a2003.pdf
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Outra coisa: o que predominantemente se faz no Brasil em ciências sociais e mesmo em filosofia não é exatamente pesquisa no sentido de elaborar conhecimento novo e propor ideias originais. O que se faz aqui é majoritariamente exegese. Pegar autores e se aprofundar em seus conceitos, fazer amplas revisões bibliográficas, crítica textual etc. para esmiuçar ideias pré-concebidas. Assim, nossa produção nacional não é parâmetro sequer para o que há de ruim sendo produzido na academia, porque não estamos produzindo basicamente nada. É um grande erro, portanto, tomá-la como representativa do quadro geral.
Certa vez me falaram que ao menos no ensino de Ciências Humanas, as faculdades são ministradas dentro de um a ótica de uma Escola de Pensamento. Por exemplo, as faculdades de Ciências Humanas da UFRGS e da USP são declaradamente Marxistas. Os próprios professores dizem isso nas aulas, e as mesmas são ministradas com a ótica marxista. Isso também ocorre nas faculdades de Ciências Sociais?
Citação de: Lakatos em 29 de Dezembro de 2016, 02:35:57
CitarQuer um exemplo prático? Em qual área que surgiram e vivem os pós-modernos?
"Eu tenho uma resposta maravilhosa, mas a margem deste post é pequena demais para contê-la."
Pós-modernos são como aquele primo chato que você tem que aturar. Aceite os filhos das Ciências Sociais e Filososfia. Mas refute os charlatões, e use o mantra do positivista malvadão: "Alegações extraordinárias exigem evidências igualmente extraordinárias".
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Data da postagem: 29/12/2016, 09:52
. topico errado
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Data da postagem: 29/12/2016, 20:01

Citação de: Gauss em 29 de Dezembro de 2016, 12:52:34
Não estou falando de conjecturas, estou falando realmente de teoremas já provados cuja validade da demonstração é objeto de disputa entre escolas de pensamento. Por exemplo, a lógica intuicionista-construtivista iniciada por Brouwer mas continuada por matemáticos célebres como Andrey Kolmogorov não incorpora tautologias clássicas como a lei do terceiro excluído (base da reductio ad absurdum), a eliminação da dupla negação e a Lei de Peirce. Como consequência disso, um matemático intuicionista não reconhece como legítima a prova clássica de Euclides da irracionalidade da raiz quadrada de quadrados não perfeitos, a prova da infinitude dos números primos e a consistência da teoria dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel. Eu nunca estudei a demonstração de Wiles, mas se ele por exemplo usou a lei do terceiro excluído em alguma passagem sua prova não será aceita por pares da escola intuicionista. O próprio Newton da Costa, que é principal lógico brasileiro, disse que se a escola intuicionista prevalecesse, boa parte da matemática já construída (que segue predominantemente a escola formalista de Hilbert) teria que ser refeita do zero. Então não é apenas discussão filosófica sem impacto no dia-a-dia da pesquisa em matemática.
Resumindo: mesmo no corpo de conhecimentos mais rigoroso que a humanidade já concebeu existem leaps of faith e divergência de opinião quanto a resultados já comprovados (ou não) há milênios.
Citar
Isso não é verdade. Sequer teria como ministrar um curso inteiro baseado em uma ótica estrita de pensamento. Mas embora tenha muito viés político na maioria das universidades brasileiras, é como eu disse: aqui se faz exegese, e não pesquisa original. Então não dá para tomar como "termômetro" do campo de estudo como eu todo.
Citar
Esse termo rende muito, até porque há uma confusão grande entre pós-modernismo como tendência filosófica e pós-modernidade como espírito de época, que são coisas relacionadas mas fundamentalmente diferentes.
Não estou querendo generalizar, pois eu sei que métodos científicos são utilizados em estudos sociológicos sérios.
Na Matemática, existem teoremas matemáticos ainda não solucionados, que causam discórdia dentro da Academia. Porém, quando são solucionados, revisados por pares até a exaustão, e comprovada a solução, você não têm "Escolas de pensamento matemático"* diferentes discordando sobre a solução. Ninguém da academia hoje discorda da solução do Teorema de Fermat dada por Wiles(até onde eu saiba), por exemplo. Isso não me parece ocorrer dentro das Ciências Sociais e Humanas, que parecem ter várias escolas, que além de discordar de métodos, também discordam de resultados. Me corrija se estou errado, pois não sou da área de CS ou CH e posso estar falando uma besteira muito grande.
Não estou falando de conjecturas, estou falando realmente de teoremas já provados cuja validade da demonstração é objeto de disputa entre escolas de pensamento. Por exemplo, a lógica intuicionista-construtivista iniciada por Brouwer mas continuada por matemáticos célebres como Andrey Kolmogorov não incorpora tautologias clássicas como a lei do terceiro excluído (base da reductio ad absurdum), a eliminação da dupla negação e a Lei de Peirce. Como consequência disso, um matemático intuicionista não reconhece como legítima a prova clássica de Euclides da irracionalidade da raiz quadrada de quadrados não perfeitos, a prova da infinitude dos números primos e a consistência da teoria dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel. Eu nunca estudei a demonstração de Wiles, mas se ele por exemplo usou a lei do terceiro excluído em alguma passagem sua prova não será aceita por pares da escola intuicionista. O próprio Newton da Costa, que é principal lógico brasileiro, disse que se a escola intuicionista prevalecesse, boa parte da matemática já construída (que segue predominantemente a escola formalista de Hilbert) teria que ser refeita do zero. Então não é apenas discussão filosófica sem impacto no dia-a-dia da pesquisa em matemática.
Resumindo: mesmo no corpo de conhecimentos mais rigoroso que a humanidade já concebeu existem leaps of faith e divergência de opinião quanto a resultados já comprovados (ou não) há milênios.
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Certa vez me falaram que ao menos no ensino de Ciências Humanas, as faculdades são ministradas dentro de um a ótica de uma Escola de Pensamento. Por exemplo, as faculdades de Ciências Humanas da UFRGS e da USP são declaradamente Marxistas. Os próprios professores dizem isso nas aulas, e as mesmas são ministradas com a ótica marxista. Isso também ocorre nas faculdades de Ciências Sociais?
Isso não é verdade. Sequer teria como ministrar um curso inteiro baseado em uma ótica estrita de pensamento. Mas embora tenha muito viés político na maioria das universidades brasileiras, é como eu disse: aqui se faz exegese, e não pesquisa original. Então não dá para tomar como "termômetro" do campo de estudo como eu todo.
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Pós-modernos são como aquele primo chato que você tem que aturar. Aceite os filhos das Ciências Sociais e Filososfia. Mas refute os charlatões, e use o mantra do positivista malvadão: "Alegações extraordinárias exigem evidências igualmente extraordinárias".
Esse termo rende muito, até porque há uma confusão grande entre pós-modernismo como tendência filosófica e pós-modernidade como espírito de época, que são coisas relacionadas mas fundamentalmente diferentes.
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Data da postagem: 29/12/2016, 21:02

Citação de: Pedro Reis em 29 de Dezembro de 2016, 23:01:36
Lembrei daquela estória do cara que entra no elevador e o ascensorista pergunta a ele qual andar deseja ir e ele responde "qualquer um, pois já errei de prédio mesmo..."
. topico errado
Lembrei daquela estória do cara que entra no elevador e o ascensorista pergunta a ele qual andar deseja ir e ele responde "qualquer um, pois já errei de prédio mesmo..."
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Data da postagem: 29/12/2016, 21:19

Citação de: Lakatos em 30 de Dezembro de 2016, 00:02:57
De fato, você está certo. Porém, o Intuicionismo de Brouwer é ainda considerado pela maioria como uma escola marginal, não levada tanto a sério dentro do mundo acadêmico, muito devido ao seu antirrealismo. O assustador de suas ideias serem aceitas pela maioria seria uma estruturação de conceitos básicos como a Teoria dos Conjuntos, por exemplo. Acho que a probabilidade de sucesso de aceitação
Mas é sim uma discussão filosófica, pois lida com a lógica, uma área da Filosofia. O que não significa que não vá ter um impacto prático, me expressei mal e equivocadamente anteriormente.
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Ok. É que em conversas de boteco e até mesmo em um vídeo do Pirula já ouvi isso.
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Pode ser tema de tópico.
Não estou falando de conjecturas, estou falando realmente de teoremas já provados cuja validade da demonstração é objeto de disputa entre escolas de pensamento. Por exemplo, a lógica intuicionista-construtivista iniciada por Brouwer mas continuada por matemáticos célebres como Andrey Kolmogorov não incorpora tautologias clássicas como a lei do terceiro excluído (base da reductio ad absurdum), a eliminação da dupla negação e a Lei de Peirce. Como consequência disso, um matemático intuicionista não reconhece como legítima a prova clássica de Euclides da irracionalidade da raiz quadrada de quadrados não perfeitos, a prova da infinitude dos números primos e a consistência da teoria dos conjuntos de Zermelo-Fraenkel. Eu nunca estudei a demonstração de Wiles, mas se ele por exemplo usou a lei do terceiro excluído em alguma passagem sua prova não será aceita por pares da escola intuicionista. O próprio Newton da Costa, que é principal lógico brasileiro, disse que se a escola intuicionista prevalecesse, boa parte da matemática já construída (que segue predominantemente a escola formalista de Hilbert) teria que ser refeita do zero. Então não é apenas discussão filosófica sem impacto no dia-a-dia da pesquisa em matemática.
Resumindo: mesmo no corpo de conhecimentos mais rigoroso que a humanidade já concebeu existem leaps of faith e divergência de opinião quanto a resultados já comprovados (ou não) há milênios.
De fato, você está certo. Porém, o Intuicionismo de Brouwer é ainda considerado pela maioria como uma escola marginal, não levada tanto a sério dentro do mundo acadêmico, muito devido ao seu antirrealismo. O assustador de suas ideias serem aceitas pela maioria seria uma estruturação de conceitos básicos como a Teoria dos Conjuntos, por exemplo. Acho que a probabilidade de sucesso de aceitação
Mas é sim uma discussão filosófica, pois lida com a lógica, uma área da Filosofia. O que não significa que não vá ter um impacto prático, me expressei mal e equivocadamente anteriormente.
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Isso não é verdade. Sequer teria como ministrar um curso inteiro baseado em uma ótica estrita de pensamento. Mas embora tenha muito viés político na maioria das universidades brasileiras, é como eu disse: aqui se faz exegese, e não pesquisa original. Então não dá para tomar como "termômetro" do campo de estudo como eu todo.
Ok. É que em conversas de boteco e até mesmo em um vídeo do Pirula já ouvi isso.
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Esse termo rende muito, até porque há uma confusão grande entre pós-modernismo como tendência filosófica e pós-modernidade como espírito de época, que são coisas relacionadas mas fundamentalmente diferentes.
Pode ser tema de tópico.
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Data da postagem: 29/12/2016, 21:33
Citação de: Gigaview em 30 de Dezembro de 2016, 00:19:53
Eu tive que ir para o prédio certo, mas já tinha colado o vídeo aqui sobre antissemitismo.
Acontece que quando é corrigido rápido o fórum não registra que você editou seu comentário.
Citação de: Pedro Reis em 29 de Dezembro de 2016, 23:01:36. topico errado
Lembrei daquela estória do cara que entra no elevador e o ascensorista pergunta a ele qual andar deseja ir e ele responde "qualquer um, pois já errei de prédio mesmo..."
Eu tive que ir para o prédio certo, mas já tinha colado o vídeo aqui sobre antissemitismo.
Acontece que quando é corrigido rápido o fórum não registra que você editou seu comentário.
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Data da postagem: 29/12/2016, 21:51