Clube Cético
pergunte a um esoterista
Autor: Eliphas Levi | Categoria: Religiões, Crenças e Mitos | Exibições: 2045 Comentários: 106
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Citação de: M. Eliphas Levi em 05 de Outubro de 2019, 09:55:52

Sinta-se livre para perguntar, serei claro na medida do possível!


Dr. Gérard-Anaclet-Vincent Encausse era claramente reencarnacionista
La base du problème et de la loi morale est, pour l'occultiste, presque uniquement placée dans l'étude des réincarnations. La réincarnation consiste, pour l'esprit, à revenir plusieurs fois sur le plan physique, sans nécessité de temps où de lieu, c'est-à-dire, que l'esprit peut venir soit dix ans, soit deux cents ans après la mort physique et que le retour peut avoir lieu sur une planète quelconque d'un système solaire
&c...
No entanto vocês, no seu círculo esotérico, não têm certeza acerca dela... si je vous ai bien compris.
É isso
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Citação de: Gorducho em 05 de Outubro de 2019, 10:32:55

Citação de: M. Eliphas Levi em 05 de Outubro de 2019, 09:55:52

Sinta-se livre para perguntar, serei claro na medida do possível!


Dr. Gérard-Anaclet-Vincent Encausse era claramente reencarnacionista
La base du problème et de la loi morale est, pour l'occultiste, presque uniquement placée dans l'étude des réincarnations. La réincarnation consiste, pour l'esprit, à revenir plusieurs fois sur le plan physique, sans nécessité de temps où de lieu, c'est-à-dire, que l'esprit peut venir soit dix ans, soit deux cents ans après la mort physique et que le retour peut avoir lieu sur une planète quelconque d'un système solaire
&c...
No entanto vocês, no seu círculo esotérico, não têm certeza acerca dela... si je vous ai bien compris.
É isso


Apesar de Papus ter contribuído imensamente para as tradições, existem algumas lacunas em sua história que não deixam muito claro de onde ele recebeu sua linhagem. A mais famosa remontaria a Jean-Antoine Chaptal, mas fica uma brecha entre este sr. e Henri Delaage, de quem Encausse diz ter aprendido. É mais fácil beber na fonte através do Rito Escocês Retificado, que tem linhagem ininterrupta até JB.Willermoz, ou em um grupo elus cohen reservado. Não há nos textos de Martines, nem de Louis-Claude, nem de Jean-Baptiste, ou pelo menos não encontrei até agora, algo que indique a transmigração de uma alma individual. Todavia, os sonâmbulos começaram a pregar essa doutrina em diversos círculos mesméricos após a morte de MP. As instruções da ordem interior do Regime Retificado já eram dadas por um agente desconhecido através de algumas madames sonâmbulas. Indico, monsieur Gorducho, que leia o texto do link a seguir, pode provocar reflexões interessantes a respeito: http://www.hermanubis.com.br/artigos/BR/artigoportugues005OAgenteIncognito.htm
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Citação de: Eliphas Levi em 05 de Outubro de 2019, 10:11:06

Citação de: Gigaview em 05 de Outubro de 2019, 09:38:00



Você argumenta igual a um terraplanista revoltadinho contra os ateus globalistas.


Legal, Gigaview. Lacrou, mitou mesmo, hein? O resto são só bobões, pode engavetar o assunto e voltar a lamber o Dawkins.

Amigo, o erro seguido pela quarta vez me faz ver que não é um mal de intenção, mas problema interpretativo mesmo. Para que entenda - não se trata de "ganhar discussão", "lacrar", "mitar", entre outras intenções fúteis e completamente vãs e imaturas com as quais o amigo está acostumado. Já existem outros trocentos tópicos onde você pode ir lá e debochar dos crentes e espíritas, e se autoafirmar, e sair de lá se achando o fodão e chamando todo mundo de otário. O tópico é para quem deseja conhecer, do ponto de vista de um esoterista, a razão e significado de trilhar uma senda iniciática. Você pode debochar, me ridicularizar, enfiar trocentos rótulos de desajustado, iludido, o que for que seja. Tudo isso serve apenas ao teu próprio ego, e (infelizmente) revela bastante sobre ti. Enfim, se conseguir descer dessa muralha de autoafirmação que o torna fatalmente inapto a sequer cogitar que pode ter algo a aprender com alguém que não pense, sinta e faça as mesmas coisas, então eu estarei aqui para responder e dialogar. Minha frustração é com sua própria postura - o problema dela é que simplesmente já parte, incondicionalmente, do pressuposto de não ter nada a aprender, senão rotular e desprezar. Já parte dessa intenção, já vem com esse fim, desprezar e se achar fodão. Talvez você seja mesmo, Gigaview, e todos os outros sejam bobões/crentes/iludidos/desajustados/etc. Eu, por tudo que já vivi, sei que definitivamente não sou nem fodão e nem sabichão, e que após anos ainda tenho algo a aprender com as pessoas daqui e de outros lugares, razão pela qual me disponho. Se o momento em que eu souber do que as coisas realmente se tratam, isso for me encher de escárnio e arrogância, e me tornar incapaz de aprender com os outros e com a necessidade de julgá-los e rotulá-los, então prefiro continuar cego, bobo, iludido e desajustado por toda minha vida


Tá vendo, Giga? Você podia passar sem essa hoje.

Razão, sobriedade, honestidade de propósito, equilíbrio, caráter e maturidade. Quantas lições de vida acabas de receber de um jovem com idade para ser seu filho. E não precisou de mais de dois parágrafos pra isso.

Um brasileiro assim nasce de 100 em 100 anos, com mais mil desses mudaríamos este país. Quiçá, o mundo!

Uma lástima que um jovem como esse se perca nessa bobagem de esoterismo...
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Citação de: Eliphas Levi em 05 de Outubro de 2019, 10:11:06

Citação de: Gigaview em 05 de Outubro de 2019, 09:38:00



Você argumenta igual a um terraplanista revoltadinho contra os ateus globalistas.


Legal, Gigaview. Lacrou, mitou mesmo, hein? O resto são só bobões, pode engavetar o assunto e voltar a lamber o Dawkins.

Amigo, o erro seguido pela quarta vez me faz ver que não é um mal de intenção, mas problema interpretativo mesmo. Para que entenda - não se trata de "ganhar discussão", "lacrar", "mitar", entre outras intenções fúteis e completamente vãs e imaturas com as quais o amigo está acostumado. Já existem outros trocentos tópicos onde você pode ir lá e debochar dos crentes e espíritas, e se autoafirmar, e sair de lá se achando o fodão e chamando todo mundo de otário. O tópico é para quem deseja conhecer, do ponto de vista de um esoterista, a razão e significado de trilhar uma senda iniciática. Você pode debochar, me ridicularizar, enfiar trocentos rótulos de desajustado, iludido, o que for que seja. Tudo isso serve apenas ao teu próprio ego, e (infelizmente) revela bastante sobre ti. Enfim, se conseguir descer dessa muralha de autoafirmação que o torna fatalmente inapto a sequer cogitar que pode ter algo a aprender com alguém que não pense, sinta e faça as mesmas coisas, então eu estarei aqui para responder e dialogar. Minha frustração é com sua própria postura - o problema dela é que simplesmente já parte, incondicionalmente, do pressuposto de não ter nada a aprender, senão rotular e desprezar. Já parte dessa intenção, já vem com esse fim, desprezar e se achar fodão. Talvez você seja mesmo, Gigaview, e todos os outros sejam bobões/crentes/iludidos/desajustados/etc. Eu, por tudo que já vivi, sei que definitivamente não sou nem fodão e nem sabichão, e que após anos ainda tenho algo a aprender com as pessoas daqui e de outros lugares, razão pela qual me disponho. Se o momento em que eu souber do que as coisas realmente se tratam, isso for me encher de escárnio e arrogância, e me tornar incapaz de aprender com os outros e com a necessidade de julgá-los e rotulá-los, então prefiro continuar cego, bobo, iludido e desajustado por toda minha vida
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Quem é este velho rancoroso?

Seja quem for, é mais um exemplo do cético despeitado que escarnece de tudo que não pode entender e não pode alcançar. Sim, o escárnio é sua forma de sublimar o complexo de inferioridade que lhe impingem os homens profundos.

O problema dele com a experiência esotérica é que enquanto as pessoas com conteúdo adentram a caverna e experimentam epifanias transcendentes com os avatares da vibração violeta, o homem superficial cochila e acaba tendo um sonho bobo com o Anthony Queen.
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Quem é este velho rancoroso?


É o Criso daqui a dez anos.
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Cadê o Eliphas hein?

Acho que ele ficou decepcionado com a falta de seriedade e maturidade dos céticos.

Confesso que me sinto um pouco culpado por isso.
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Eliphas, sinto muito. Vamos começar de novo.

Apesar de nossas diferenças metafísicas, o diálogo ainda é possível e pode ser até construtivo. Ou instrutivo.

No mínimo divertido.

Sabe Eli, acho que a melhor forma de abordar como eu vejo toda essa questão do esoterismo, seria com uma história.

Uma que passo a contar a seguir:
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Era uma vez um lugar chamado Valério.

Quem subisse a serra, na estrada para Friburgo, passaria sem notar por uma fileira de casinhas humildes, antigas, que deveriam estar ali há muito mais tempo que a rodovia. Parecendo serem tão velhas quanto as montanhas, teriam testemunhado a chegada do progresso e tudo em volta se transformar. Tudo menos a antiga vila, onde o tempo parecia não passar.

Porém mesmo se um viajante tivesse olhos para o discreto povoado jamais imaginaria que a paisagem bucólica e banal escondia a entrada para um mundo mágico, assombroso.

Pelo menos assim me descreveu um amigo, depois de fumarmos um baseado.

- Você precisa ir lá. Ele disse.

Um dia fomos.

Uma galera, com barraca e apetrechos para ficarmos uma semana. Enfim eu conheceria O Lugar.

O Lugar havia sido descoberto por um doidão, por acaso, quando procurava por cogumelos frescos. Daqueles que brotam no pasto depois das noites de orvalho. A famosa "flor de la noche".

Quando descreveu O Lugar para os amigos, acharam que ele tinha encontrado os cogumelos.

Mas O Lugar era real. Ou melhor, surreal.

Chegando na calada da noite, enquanto todos dormiam, cruzamos furtivamente o povoado. Como sombras nos esgueiramos silenciosamente pelas ruas de pedra e atravessamos a antiga ponte de ferro. Seguindo por uma estradinha rapidamente alcançamos O Portal.

O Portal - que vinha a ser uma cancela podre de bambus - era o acesso para uma realidade paralela existindo intocada, secreta, um Shangrilá esquecido a poucos minutos do burburinho da cidade. Mas era preciso ser cuidadoso pois que O Portal era muito bem vigiado pelo Guardião: um velho muito velho, que falava por um buraco no pescoço.

Mas o velho tinha um filho que era moço, muito moço. Que parecia velho e tinha a aparência de um bode. E berrava como se um bode fosse.

Empunhava o Guardião um bacamarte e punha medo nas pessoas do lugar. Fama de feiticeiro.

Mas quem conseguisse ludibriar O Guardião e cruzar O Portal se veria em outro mundo. A partir dali uma estradinha serpentearia até o rio impecavelmente toda gramada com pelo de urso, como se cuidada fosse por um jardineiro mui caprichoso. Suas margens emolduradas com flores laranja e azul e acima a copa das árvores se tocavam, formando um túnel verde e vivo que era lar para milhares de pássaros exóticos e multicores. Pássaros completamente desconhecidos!

Desconhecidos pelo menos para nós, que nada entendíamos de pássaros. E que pouco habituados à presença de intrusos revoavam em polvorosa compondo uma sinfonia desafinada e cacofônica, mas de harmonia perfeita.

O cenário quase psicodélico desembocaria em uma visão onírica, que evocaria em mim a lembrança de uma daquelas capas de um álbum do Yes. Ao alcançar o rio a estrada se alargava em uma clareira gramada como um jardim, e ali estava uma enorme pedra rachada por onde cresciam vários tipos de orquídeas e estranhas trepadeiras. O rio, propriamente, era uma sucessão de platôs dispostos em degraus, formando plácidas piscinas e separados por cachoeiras, cada uma com um desenho diferente. Cada piscina com seu próprio tom de verde.

Magnífico, estranho e belo.

No dia seguinte me pus a explorar o rio. Me fascinava a infinita criatividade da natureza, com seus macacos, pássaros e milhões de insetos esquisitos. O musgo nas pedras era de muitos matizes e formava padrões abstratos geometricamente intrincados; fina tapeçaria que tecelão nenhum jamais teceu. Havia mundos sobre mundos naquele lugar e cada centímetro daquele rio era um universo inteiro a ser explorado. Vagar por aquele rio não era meramente um passeio agradável: era pura experiência mística e espiritual! Minha mente e meus sentidos estavam aguçados como nunca antes e eu, completamente imerso no aqui-agora, entendia vividamente que tudo que existe é um milagre.

Existir era um milagre e o real ainda mais mágico que o sonho.

Mas um dia, subindo o rio, começo a ouvir um rugir que vai ficando cada vez mais forte. Que estranho!, não poderia haver uma grande cachoeira naquele pequeno curso d´água. Mas... não havia mais dúvida, eu escutava cada vez mais próximo o turbilhão de uma grande queda d´água. Começo a subir rapidamente, o coração acelerado, e de repente me deparo com um imenso canion de paredes de pedras vermelhas de até sete metros de altura. O canion, impressionante, retorcia-se majestoso montanha acima e a partir daquele ponto só era possível prosseguir nadando. Ainda não se via a cachoeira mas estava próxima... e ao vencer mais uma curva do rio avistei o imenso véu. Aquele lugar vermelho, vou te dizer... era uma coisa. Nadei até a cachoeira, nadei por uma caverna. E no labirinto dos caminhos encontrei a passagem que me levou para dentro da queda d´água. Uau, que dia!

Pois é.

...
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Data da postagem: 27/10/2019, 20:49
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A sua descrição da aventura de um espermatozoide enebriado por um chazinho de trombeta em Cachoeiras de Macacu foi brilhante.
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