
Clube Cético
Uma visão cética (sem bullshits filosóficos) da consciência
Autor: Gigaview | Categoria: Ceticismo | Exibições: 133348 Comentários: 1340

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Se tivesse lido o tópico teria conhecido. Alías, você só anda chovendo no molhado.
../forum/topic=24235.0.html#msg581399
Não conheço o Chalmers. Tem algum texto na NET que fale sobre?
Se tivesse lido o tópico teria conhecido. Alías, você só anda chovendo no molhado.
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Data da postagem: 15/02/2012, 18:42
Citação de: Buckaroo Banzai em 15 de Fevereiro de 2012, 21:38:58
Não explica nada.
A questão é exatamente essa. Mesmo que mapeássemos todas as sinápses, definíssemos quais que são responsáveis pela experiência subjetiva, ainda assim não saberíamos como que a experiência emerge. Com a fisiologia atual, não tem como explicar. O que é diferente da neurofisiologia das funções não consciêntes. Que explica maravilhosamente bem o que são e como que agem tais vias.
A conversa mental que temos na mente é fantástica, inexplicável.
Acho que talvez o melhor fenômeno para ilustrar o problema/realidade da coisa é a sinestesia, que é quando as pessoas tem experiências subjetivas que seriam esperadas de um tipo estímulo sensorial a partir de outro tipo de estímulo; como "ver sons" ou "ouvir cores".
Coisas desse tipo mostram que nossas percepções sensoriais não são uma "percepção bruta" do mundo físico, mas "rótulos mentais", algo meio análogo às palavras que temos para os objetos não serem algo inerente aos objetos, apenas coisas arbitrárias que usamos para nos referir a eles. Mas ao mesmo tempo é algo para o qual simplesmente a analogia com palavras não serve para dar por entendido.
E o problema é bem mais complicado do que simplesmente decifrar o neurocódigo. Mesmo que consigamos saber quais cadeias de reações neurofisiológicas estão associadas a uma dada experiência subjetiva (e estamos bem longe disso), isso ainda não nos explica nada, apenas teríamos uma correlação e não compreenderíamos o mecanismo.
Não explica nada.
A questão é exatamente essa. Mesmo que mapeássemos todas as sinápses, definíssemos quais que são responsáveis pela experiência subjetiva, ainda assim não saberíamos como que a experiência emerge. Com a fisiologia atual, não tem como explicar. O que é diferente da neurofisiologia das funções não consciêntes. Que explica maravilhosamente bem o que são e como que agem tais vias.
A conversa mental que temos na mente é fantástica, inexplicável.
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Data da postagem: 15/02/2012, 18:46
Mesmo no córtex motor, com movimentos voluntários, ainda falta definir como é que ocorre a decisão (que passa pelo pré-motor) que despolariza o via (que é muito bem definida) do nurônio motor superior até a contração muscular.
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Data da postagem: 15/02/2012, 18:55

Citação de: Buckaroo Banzai em 15 de Fevereiro de 2012, 21:15:52
Mas é claro que é um rótulo mental e essencialmente arbitrário. Como tudo o mais que vemos. E?
Eu tenho a impressão de que alguns que descartam/desdenham/não entendem o problema pensam que, o vermelho, como freqüência de onda, tem realmente essa propriedade de "vermelhidão" como algo físico, e então vemos o vermelho de forma totalmente literal, em vez de ser um "rótulo mental" essencialmente arbitrário dado a um estímulo sensorial, que não temos ainda como explicar (a parte da "rotulação mental", não de ser um estímulo).
E se não me engano há quem proponha isso mesmo.
Mas é claro que é um rótulo mental e essencialmente arbitrário. Como tudo o mais que vemos. E?
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Data da postagem: 15/02/2012, 19:05

Citação de: Iabadabadu em 15 de Fevereiro de 2012, 21:34:10
"Alma" (ou melhor, "espírito"; alma mais corretamente significaria apenas "corpo físico" mesmo) geralmente tem o significado de ser um "fantasma", algo que é essencialmente uma "cópia" de todas as nossas faculdades quando "encarnados", ou é aquilo que essencialmente/verdadeiramente somos e que fica "usando" nosso cérebro. Mas isso é mais do que precisamos para explicar o problema, tem um monte de conceitos que só "vem de carona" com a propriedade "dotado de experiência subjetiva" que é simplesmente postulada para essa "coisa" de natureza totalmente incógnita.
E essa bagagem desnecessária é geralmente indesejável, e pensar em algo de "natureza incógnita" já é algo que devemos procurar fazer apenas em último caso, desespero mesmo. Se vamos fazer isso, o minimamente decente a ser feito é tentar extirpar essa bagagem extra do conceito até que ficasse o mínimo necessário para dar conta do problema*.
A primeira e mais evidente "gordura" a ser tirada seria a noção de fantasmas desencarnados, consciências flutuantes por aí, perfeitamente dotadas de capacidades sensoriais e etc. Talvez, se há "algo mais", seja algo cuja existência fosse inerentemente ligada ao cérebro, não podendo existir "fora" dele. A outra seria o dessa "coisa" já ser um "eu" irredutível, em vez de um produto da interação de componentes menores, ou de propriedades desconhecidas de componentes menores.
Uma analogia seria como, leigos em programação de computador tentam explicar o sistema operacional. Uma hipótese possível é que fosse uma "alma", algo que simplesmente tem propriedade irredutível de ser um sistema operacional, e pronto, não é explicado por um "funcionamento", simplesmente é isso. Sabemos, mesmo sendo leigos, que um sistema operacional não é essa coisa monolítica com a propriedade irredutível de ser um sistema operacional, e talvez seja esse o caso com a "alma", ou experiência subjetiva.
O que o Chalmers propõe é algo mais ou menso nas linhas de experiência subjetiva ser meio que um "outro lado" de praticamente qualquer interação física. E agora talvez seja distorção minha, mas acho que parte da idéia é de que, embora pudesse existir essa propriedade física que constitui a experiência subjetiva em qualquer interação física, apenas certos sistemas teriam a organização necessária para produzir a experiência que conhecemos -- ou seja, não é como se pedras e calculadoras tivessem "fantasmas", consciências num sentido pleno, com todas as faculdades cognitivas que temos, apenas ficando "presos" em corpos onde não podem usá-las. As coisas seriam inerentemente ligadas ao que (ou "um outro lado do que") há de físico/processual que nos dá essas faculdades.
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Eu não tenho nenhum em particular para recomendar, mas se procurar pelos termos "qualia" e "chalmers" deve encontrar bastante coisa.
O básico é a wikipedia mesmo, que ainda pode ter leituras adicionais melhor selecionadas:
http://en.wikipedia.org/wiki/David_Chalmers#Philosophy_of_mind
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É bem interessante, mas nem de longe algo tão misterioso quanto qualia. Aqui parece ter um bocado de coisa a respeito:
http://en.wikipedia.org/wiki/Neural_top_down_control_of_physiology
Não responde nada. Concordo 100%.
Não entendi muito essa parte de "desmontar em pedaços conceituais mínimos.
"Alma" (ou melhor, "espírito"; alma mais corretamente significaria apenas "corpo físico" mesmo) geralmente tem o significado de ser um "fantasma", algo que é essencialmente uma "cópia" de todas as nossas faculdades quando "encarnados", ou é aquilo que essencialmente/verdadeiramente somos e que fica "usando" nosso cérebro. Mas isso é mais do que precisamos para explicar o problema, tem um monte de conceitos que só "vem de carona" com a propriedade "dotado de experiência subjetiva" que é simplesmente postulada para essa "coisa" de natureza totalmente incógnita.
E essa bagagem desnecessária é geralmente indesejável, e pensar em algo de "natureza incógnita" já é algo que devemos procurar fazer apenas em último caso, desespero mesmo. Se vamos fazer isso, o minimamente decente a ser feito é tentar extirpar essa bagagem extra do conceito até que ficasse o mínimo necessário para dar conta do problema*.
A primeira e mais evidente "gordura" a ser tirada seria a noção de fantasmas desencarnados, consciências flutuantes por aí, perfeitamente dotadas de capacidades sensoriais e etc. Talvez, se há "algo mais", seja algo cuja existência fosse inerentemente ligada ao cérebro, não podendo existir "fora" dele. A outra seria o dessa "coisa" já ser um "eu" irredutível, em vez de um produto da interação de componentes menores, ou de propriedades desconhecidas de componentes menores.
Uma analogia seria como, leigos em programação de computador tentam explicar o sistema operacional. Uma hipótese possível é que fosse uma "alma", algo que simplesmente tem propriedade irredutível de ser um sistema operacional, e pronto, não é explicado por um "funcionamento", simplesmente é isso. Sabemos, mesmo sendo leigos, que um sistema operacional não é essa coisa monolítica com a propriedade irredutível de ser um sistema operacional, e talvez seja esse o caso com a "alma", ou experiência subjetiva.
O que o Chalmers propõe é algo mais ou menso nas linhas de experiência subjetiva ser meio que um "outro lado" de praticamente qualquer interação física. E agora talvez seja distorção minha, mas acho que parte da idéia é de que, embora pudesse existir essa propriedade física que constitui a experiência subjetiva em qualquer interação física, apenas certos sistemas teriam a organização necessária para produzir a experiência que conhecemos -- ou seja, não é como se pedras e calculadoras tivessem "fantasmas", consciências num sentido pleno, com todas as faculdades cognitivas que temos, apenas ficando "presos" em corpos onde não podem usá-las. As coisas seriam inerentemente ligadas ao que (ou "um outro lado do que") há de físico/processual que nos dá essas faculdades.
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Não conheço o Chalmers. Tem algum texto na NET que fale sobre?
Eu não tenho nenhum em particular para recomendar, mas se procurar pelos termos "qualia" e "chalmers" deve encontrar bastante coisa.
O básico é a wikipedia mesmo, que ainda pode ter leituras adicionais melhor selecionadas:
http://en.wikipedia.org/wiki/David_Chalmers#Philosophy_of_mind
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Outra coisa que necessita de uma explicação é o efeito placebo. Efeito placebo é uma coisa aburdamente menosprezada e é simplesmente fantástica. Ocorrem efeitos muito físicos.
É bem interessante, mas nem de longe algo tão misterioso quanto qualia. Aqui parece ter um bocado de coisa a respeito:
http://en.wikipedia.org/wiki/Neural_top_down_control_of_physiology
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Data da postagem: 15/02/2012, 19:08

Citação de: Iabadabadu em 15 de Fevereiro de 2012, 20:25:24
Ele não precisa. Ao contrário.
Duas pessoas vêem o carro e seu motor.
O primeiro diz que existe uma estrutura desconhecida e invisivel que, além do motor, move o carro.
O segundo olha, não encontra uma outra estrutura que poderia mover o carro, e sabe que o motor tem capacidade para mover o carro e afirma.. o motor move o carro
Aí vem o Iadabada e fala.. afirmação ousada.. como você sustenta?
Veja, não se pode provar a não existencia de algo invisível que ajudaria a mover o carro por uma simples razão de que a afirmação não é falseável.
Quem julga que existe outra coisa deve provar sua alegação.
Então, o Iadabada fala.. ousa
Esse exemplo do carro é meio nada a ver não acha? A gente tá falando da mente, nem sequer temos uma definição do que seja a mente.
Dizer que a mente é "apenas a "aparência" do resultado de tudo o que ocorre em nossos cérebros" é o mesmo que falar que a mente é um epifenômeno da complexa rede neural que temos. Imagino que tenha sido nesse sentido que surgiu aqui o papo de que computadores tenham "consciência".
Não me interessa a definição. Nem disse nada sobre se a mente é aparente, desaparente, desaparecida ou qualquer coisa.
O que estou dizendo e por isso a analogia com o carro é.. não temos motivo algum para achar que existe qualquer coisa que não advém do cérebro, e dizer "não sei como funciona" é muito mais parcimonioso que falar "acho que tem uma alma"
Não sei como alguém pode ver problema duro relacionado a subjetividade. Não tem problema algum.
Citação de: Agnóstico em 14 de Fevereiro de 2012, 22:10:59Citação de: Iabadabadu em 14 de Fevereiro de 2012, 06:57:38
Citação de: parcus em 13 de Fevereiro de 2012, 03:48:58
Por que a proporção de "intelectuais" que vem ao/é do Brasil e que gosta de escrever tanta groselha é tão grande? A consciência é apenas a "aparência" do resultado de tudo o que ocorre em nossos cérebros, simples assim. Linhas e linhas de ad hocs não tornam nenhuma "teoria filosófica" real.
Ousadíssima essa afirmação.
Tem algum fato que sustente ela?
Ele não precisa. Ao contrário.
Duas pessoas vêem o carro e seu motor.
O primeiro diz que existe uma estrutura desconhecida e invisivel que, além do motor, move o carro.
O segundo olha, não encontra uma outra estrutura que poderia mover o carro, e sabe que o motor tem capacidade para mover o carro e afirma.. o motor move o carro
Aí vem o Iadabada e fala.. afirmação ousada.. como você sustenta?
Veja, não se pode provar a não existencia de algo invisível que ajudaria a mover o carro por uma simples razão de que a afirmação não é falseável.
Quem julga que existe outra coisa deve provar sua alegação.
Então, o Iadabada fala.. ousa
Esse exemplo do carro é meio nada a ver não acha? A gente tá falando da mente, nem sequer temos uma definição do que seja a mente.
Dizer que a mente é "apenas a "aparência" do resultado de tudo o que ocorre em nossos cérebros" é o mesmo que falar que a mente é um epifenômeno da complexa rede neural que temos. Imagino que tenha sido nesse sentido que surgiu aqui o papo de que computadores tenham "consciência".
Não me interessa a definição. Nem disse nada sobre se a mente é aparente, desaparente, desaparecida ou qualquer coisa.
O que estou dizendo e por isso a analogia com o carro é.. não temos motivo algum para achar que existe qualquer coisa que não advém do cérebro, e dizer "não sei como funciona" é muito mais parcimonioso que falar "acho que tem uma alma"
Não sei como alguém pode ver problema duro relacionado a subjetividade. Não tem problema algum.
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Data da postagem: 15/02/2012, 19:09
Citação de: Buckaroo Banzai em 15 de Fevereiro de 2012, 21:26:05
Nesse trecho, especialmente o em negrito, delineia-se um inadvertido confronto entre as parcas possibilidades de uma época com poucos recursos científicos que criava conceitos sob égides mágicas, como "alma", com esses tempos atuais em que tudo pasa por intenso escrutínio, nada sendo aceito "por que sim", tudo sendo reduzido a fórmulas matemáticas, tudo examinado desde o infravermelho até o espectro ultra violeta. Tempos modernos! "Até a alma"nunca teve um sentido tão literal"
Acho que talvez seja possível falar em dualismo (ou talvez, imagino que mais provável, algo que se confunda com dualismo) sem já pular para essa conclusão/pseudo-conclusão de uma entidade "alma", mas desmontá-la em pedaços conceituais mínimos, propriedades mínimas, e ficar só com o que seria essencial para explicar o problema. Acho que é mais ou menos o que propõe o Chalmers.
Nesse trecho, especialmente o em negrito, delineia-se um inadvertido confronto entre as parcas possibilidades de uma época com poucos recursos científicos que criava conceitos sob égides mágicas, como "alma", com esses tempos atuais em que tudo pasa por intenso escrutínio, nada sendo aceito "por que sim", tudo sendo reduzido a fórmulas matemáticas, tudo examinado desde o infravermelho até o espectro ultra violeta. Tempos modernos! "Até a alma"nunca teve um sentido tão literal"
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Data da postagem: 15/02/2012, 19:09

Citação de: -Huxley- em 15 de Fevereiro de 2012, 00:31:08
Trata-se de um argumento ontológico. Não há nada de vazio ou inadequado no texto, exceto pelo fato de que o autor que reproduz o argumento pressupõe que o leitor conhece a posição geral de Kripke no que respeita à necessidade e à teoria da referência... o que explica o fato de que algumas pessoas não terem entendido. Mas algo não é groselha só porque você não entendeu.
O primeiro passo para mostrar a insuficiência da explicação do materialismo reducionista é demonstrar que ele não é uma necessidade, o que obviamente não quer dizer que esse primeiro passo já encerre a discussão. Lembrando que:

Continua sendo groselha
Citação de: Agnóstico em 13 de Fevereiro de 2012, 22:55:46Huxley você concorda com essa groselha toda?
Isso é um argumento? Lero-lero máximo
Citar
No seu livro Naming and Necessity (1980), Kripke tentou desmantelar o materialismo alegando que uma identidade entre mente e cérebro nunca seria necessária. Veja-se, por exemplo, que 2+2=4 é uma proposição necessariamente verdadeira, pois sua verdade vale para todos os mundos possíveis. Da mesma maneira, a identidade entre água e H20 é necessária, pois em qualquer mundo possível, a substância que chamamos água teria de ter a composição H20. Mas não é isso, segundo Kripke, que ocorre no caso de uma identidade entre mente e cérebro. Para podermos considerar essa proposição como necessária teríamos de provar que ela é verdadeira em qualquer mundo possível, porém, a identidade entre mente e cérebro pode ser algo meramente ocasional no mundo em que vivemos. Mente=cérebro é uma proposição que não tem a força e o significado de 2+2=4. Ou seja, a identidade entre mente e cérebro pode apenas ser contingente; válida apenas no nosso mundo
.
Trata-se de um argumento ontológico. Não há nada de vazio ou inadequado no texto, exceto pelo fato de que o autor que reproduz o argumento pressupõe que o leitor conhece a posição geral de Kripke no que respeita à necessidade e à teoria da referência... o que explica o fato de que algumas pessoas não terem entendido. Mas algo não é groselha só porque você não entendeu.
O primeiro passo para mostrar a insuficiência da explicação do materialismo reducionista é demonstrar que ele não é uma necessidade, o que obviamente não quer dizer que esse primeiro passo já encerre a discussão. Lembrando que:

Continua sendo groselha
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Data da postagem: 15/02/2012, 19:10
Citação de: Agnóstico em 15 de Fevereiro de 2012, 22:10:47
Trata-se de um argumento ontológico. Não há nada de vazio ou inadequado no texto, exceto pelo fato de que o autor que reproduz o argumento pressupõe que o leitor conhece a posição geral de Kripke no que respeita à necessidade e à teoria da referência... o que explica o fato de que algumas pessoas não terem entendido. Mas algo não é groselha só porque você não entendeu.
O primeiro passo para mostrar a insuficiência da explicação do materialismo reducionista é demonstrar que ele não é uma necessidade, o que obviamente não quer dizer que esse primeiro passo já encerre a discussão. Lembrando que:

Continua sendo groselha
Idem para sua resposta.
Citação de: -Huxley- em 15 de Fevereiro de 2012, 00:31:08Citação de: Agnóstico em 13 de Fevereiro de 2012, 22:55:46
Huxley você concorda com essa groselha toda?
Isso é um argumento? Lero-lero máximo
Citar
No seu livro Naming and Necessity (1980), Kripke tentou desmantelar o materialismo alegando que uma identidade entre mente e cérebro nunca seria necessária. Veja-se, por exemplo, que 2+2=4 é uma proposição necessariamente verdadeira, pois sua verdade vale para todos os mundos possíveis. Da mesma maneira, a identidade entre água e H20 é necessária, pois em qualquer mundo possível, a substância que chamamos água teria de ter a composição H20. Mas não é isso, segundo Kripke, que ocorre no caso de uma identidade entre mente e cérebro. Para podermos considerar essa proposição como necessária teríamos de provar que ela é verdadeira em qualquer mundo possível, porém, a identidade entre mente e cérebro pode ser algo meramente ocasional no mundo em que vivemos. Mente=cérebro é uma proposição que não tem a força e o significado de 2+2=4. Ou seja, a identidade entre mente e cérebro pode apenas ser contingente; válida apenas no nosso mundo
.
Trata-se de um argumento ontológico. Não há nada de vazio ou inadequado no texto, exceto pelo fato de que o autor que reproduz o argumento pressupõe que o leitor conhece a posição geral de Kripke no que respeita à necessidade e à teoria da referência... o que explica o fato de que algumas pessoas não terem entendido. Mas algo não é groselha só porque você não entendeu.
O primeiro passo para mostrar a insuficiência da explicação do materialismo reducionista é demonstrar que ele não é uma necessidade, o que obviamente não quer dizer que esse primeiro passo já encerre a discussão. Lembrando que:

Continua sendo groselha
Idem para sua resposta.
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Data da postagem: 15/02/2012, 19:13

Citação de: Agnóstico em 15 de Fevereiro de 2012, 22:05:50
O problema é que essa "rotulação" ou como ela aparece para nós não é algo que podemos "prever" dos mecanismos físicos subjacentes. Não é algo que sequer "se parece" com qualquer coisa física conhecida. Não é como se pudéssemos pegar um pouco de neuroquímica e produzir alguma experiência subjetiva mínima "in vitro". Ou no mínimo não saberíamos se algo assim está ocorrendo.
Citação de: Buckaroo Banzai em 15 de Fevereiro de 2012, 21:15:52Eu tenho a impressão de que alguns que descartam/desdenham/não entendem o problema pensam que, o vermelho, como freqüência de onda, tem realmente essa propriedade de "vermelhidão" como algo físico, e então vemos o vermelho de forma totalmente literal, em vez de ser um "rótulo mental" essencialmente arbitrário dado a um estímulo sensorial, que não temos ainda como explicar (a parte da "rotulação mental", não de ser um estímulo).
E se não me engano há quem proponha isso mesmo.
Mas é claro que é um rótulo mental e essencialmente arbitrário. Como tudo o mais que vemos. E?
O problema é que essa "rotulação" ou como ela aparece para nós não é algo que podemos "prever" dos mecanismos físicos subjacentes. Não é algo que sequer "se parece" com qualquer coisa física conhecida. Não é como se pudéssemos pegar um pouco de neuroquímica e produzir alguma experiência subjetiva mínima "in vitro". Ou no mínimo não saberíamos se algo assim está ocorrendo.
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